SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 24
Baixar para ler offline
Intervenção em
crises
Enfo. Me. Aroldo Gavioli
Do grego Krisis – decisão
•Estado de desequilíbrio emocional do qual uma
pessoa se vê incapaz de sair com os recursos de
afrontamento que habitualmente costuma empregar
em situações que a afetam emocionalmente
Crise:
Crise
Experiência normal de vida
O indivíduo busca um equilíbrio entre si mesmo e o seu entorno
Crise => reflete uma manifestação violenta e repentina de ruptura de
equilíbrio.
•Causa sentimentos de desorganização, desesperança, tristeza, confusão e pânico
•A desorganização emocional se caracteriza principalmente por um colapso nas
estratégias prévias de enfrentamento.
Crise
Limitada no tempo => evento desencadeador
•O desenlace de uma crise pode ameaçar a saúde mental ou ser
um marco para mudanças que permitam um funcionamento
melhor do que o anterior ao desencadeamento do evento.
•Resolução satisfatória => auxilia o desenvolvimento do indivíduo
•Resolução não satisfatória => constitui-se em um risco,
aumentando a vulnerabilidade da pessoa para transtornos
mentais.
CRISE
Perigo e oportunidade
Ponto críticoTrês oportunidades
RESOLUÇÃO ADAPTATIVA
Dominar a
situação
atual
Elaborar
conflitos
passados
Apreender
estratégias
para o
futuro
Capaz de conduzir o
indivíduo a tomar uma
direção ou outra, de
modo a encaminhar seus
recursos para o próprio
crescimento,
recuperação e maior
diferenciação.
• decorrente das reações iniciais diante do impacto
Desordem inicial
•Tentativa de amortecer o impacto
Negação
•Surgimento de ideias involuntárias de dor pelo
evento verificado.Intrusão
•Expressão, identificação e comunicação de
sentimentos experimentados pela situação de crise.Elaboração
• Integração do evento dentro da sua vida e
reorganizaçãoTérmino ou resolução
Etapas da crise
• Qual o significado deste fato na vida do indivíduo?
• Qual a percepção do indivíduo frente ao evento
(não levar em conta só a gravidade do fato)
• Quais os recursos disponíveis para o necessário
enfrentamento da situação?
Evento da vida!
• Sintomas dissociativos
• Ausência de resposta emocional, sentimentos de
desconexão, redução do reconhecimento de
ambiente, sentimento de irrealidade e amnésia
dissociativa.
Transtorno de
Estresse Agudo:
O que precipita uma crise?
Circunstanciais: conseqüência de eventos
raros e extraordinários, que o indivíduo não
pode prever ou controlar,
Evolutivas: dizem respeito à realização
não satisfatória das passagens do
desenvolvimento do indivíduo.
Crises evolutivas X crises circunstanciais
Previsiveis.
mudanças fisiológicas e
psicológicas.
EX: A gravidez, o parto, a infância, a
adolescência, a aposentadoria, o
envelhecimento e a morte
são imprevistas, comovedoras, intensas
e catastróficas.
EX: perda de uma fonte de satisfação
básica, o desemprego, a morte
abrupta, a perda da integridade
corporal, as enfermidades, os desastres
naturais, as violações e os acidentes.
Existem pessoas com capacidade de, frente a
eventos traumáticos, resistir emocionalmente.
•“Resiliência” (do inglês resilience).
•Equilíbrio estável quando acometidos por situações
traumáticas.
•Indivíduos resilientes permanecem em níveis
funcionais apesar da experiência traumática.
Mesma crise: respostas diferentes
Trauma (do grego tpauma, que
quer dizer ferida)
Traumatismo:
consequências
no organismo
uma violência
externa.
Evento
traumático é
algo destrutivo
na vida do
indivíduo, família
e comunidade
afetada.
De natureza
única e
imprevisível,
afeta muito mais
do que vítimas
imediatas.
Pode acontecer
em qualquer
momento ou
lugar.
Pode favorecer o
desenvolver um
quadro
psicopatológico.
Como se caracteriza um trauma?
Dificuldade em estabelecer protocolos para tais
intervenções.
• Exercem influência no funcionamento psicológico do indivíduo.
• Objetivos:
• Ajudar a acionar a parte saudável preservada da pessoa, assim como seus
recursos sociais, a fim de enfrentar os efeitos do estresse.
• Facilitar as condições necessárias para um novo modo de funcionamento
psicológico, interpessoal e social, diante da nova situação.
• Durante a crise o individuo encontra-se receptivo à ajuda e os mínimos
esforços podem ter resultados máximos
Intervenção em crises
emocional
racional
Intervindo em crise
Ativos e diretos, orientados a obter objetivos rápidos.
Atender com Agilidade e flexibilidade
Colocar em prática ações para a resolução de problemas e para a superação das
múltiplas dificuldades que possam surgir no processo de atenção.
Procurar satisfazer as necessidades imediatas do afetado colocando em funcionamento
ações com os recursos disponíveis.
Tudo num período de tempo reduzido.
Como deve atuar o enfermeiro ao intervir na crise?
Componente Objetivos
Estabelecer contato psicológico • Empatia e sintonização com os sentimentos do
afetado.
• Escutar como as pessoas visualizam a situação e
como se comunicam.
• Convidar as pessoas a falar sobre o evento e escutar-
se umas as outras a respeito do mesmo assunto,
estabelecendo momentos de reflexão.
• As pessoas devem sentir-se escutadas, aceitas,
compreendidas e apoiadas, a fim de reduzir a
intensidade da ansiedade, diminuir o sofrimento e o
sentimento de solidão.
Componentes fundamentais da intervenção em crise
Componente objetivos
Analisar o problema • o foco da análise centra-se em três áreas: passado imediato,
presente e futuro imediato.
• O passado imediato remete aos acontecimentos que
conduziram ao estado de crise.
• A indagação sobre a situação presente implica nas
perguntas de “quem, o que, onde, quando, como”.
• Quem esta implicado, o que aconteceu, quando, etc.
• O futuro imediato foca-se nas eventuais dificuldade que e
estabelecem nas pessoas e suas famílias.
• O objetivo então é conhecer quais são os conflitos ou
problemas que necessitam de manejo imediato e quais
podem ficar para uma intervenção posterior.
Componentes fundamentais da intervenção em crise
Componente objetivos
Analisar as possíveis
soluções
• Verificar o que as pessoas têm tentado fazer até o momento para
enfrentar o problema, assim como, o que podem ou poderiam
fazer.
• Propor novas alternativas viáveis para alcançar soluções.
Componentes fundamentais da intervenção em crise
Componente objetivos
Assistir para executar
ações concreta
• Ajudar a realiza uma ação concreta pra gerenciar a crise.
• O objetivo é limitado.
• O responsável pela intervenção deverá ter uma atitude
facilitadora e diretiva para ajudar a alcançar ações concretas.
Componentes fundamentais da intervenção em crise
Componente objetivos
Seguimento para
verificar o progresso
• Colaborar com o restabelecimento das redes de apoio social que
podem estar danificadas, prejudicadas ou destruídas por causa
do acontecimento catastrófico.
• Estabelecer procedimentos que permitam o seguimento das
pessoas para verificar o progresso pessoal, em termos
psicológicos.
• O seguimento pode se realizar através de novos encontros ou por
contato telefônico.
• O objetivo é completar o circuito de retroalimentação, ou
determinar se alcançaram ou não as metas estabelecidas
quando do inicio da intervenção.
Componentes fundamentais da intervenção em crise
• Calcular e reduzir o perigo, avaliar a
motivação e as capacidades de
enfrentamento do paciente.
Oportunidade:
• Ajudar o individuo a recuperar o nível de
equilíbrio.Meta:
• Sistemas implicados na crise e informações
sobre o que é funcional e disfuncional na
vida do afetado.
Avaliação dos aspectos
fortes e debilidades:
Princípios clínicos para intervenção em crises
Primeira
instância:
Assistência imediata.
Objetiva proporcionar apoio, reduzir o
perigo de morte e aliar a pessoa em crise
com os recursos de ajuda disponíveis.
Modelo amplo de intervenção
Segunda
instância:
Terapia para a crise.
Processo breve, mas além da restauração do enfrentamento imediato.
Encaminha para a resolução da crise.
Assistir a pessoa de maneira que o evento que suscitou a crise se integre à
trama da vida, com melhores recursos e disposição para encarar o futuro.
Requer maior preparo de quem irá aplicá-la (formação
psicoterápica/psiquiátrica).
Modelo amplo de intervenção
Expansão de serviços de atenção a emergências psicológicas/psiquiátricas
No Brasil, há poucos relatos destes serviços.
Os profissionais da área da saúde, como conhecedores da conduta humana, devem
se qualificar para atuações breves e efetivas, com o objetivo de prevenir a curto e em
longo prazo as consequências psicossociais negativas.
Emergências e desastres marcam de forma trágica as pessoas e a comunidade, não só
no plano material/econômico, mas também no emocional/psicológico.
Considerações finais
Intervir em uma crise significa introduzir-se de maneira ativa em uma
situação vital para um indivíduo e auxiliá-lo a mobilizar seus próprios
recursos para superar o problema.
Assim, intervenções em situações de crise, convertem-se em um
ingrediente essencial para o tratamento da situação traumática no
processo de recuperação das pessoas envolvidas nesses eventos.
Considera-se de suma importância o investimento em estudos sobre
a temática ora abordada, pois este é um tema ainda pouco
estudado em nosso país apesar da sua expressiva relevância.
Considerações finais
SA, Samantha Dubugras; WERLANG, Blanca Susana
Guevara; PARANHOS, Mariana Esteves. Intervenção em
crise. Rev. bras.ter. cogn., Rio de Janeiro , v. 4, n.
1, jun. 2008 .
CAIUBY, Andrea Vannini Santesso; ANDREOLI, Paola
Bruno de Araujo. Intervenções Psicológicas em Situações
de Crise na Unidade de Terapia Intensiva. Relato de
Casos. Revista Brasileira Terapia Intensiva. V.17, n.1. 2005.
Referências

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Palestra sobre suicídio original
Palestra sobre suicídio originalPalestra sobre suicídio original
Palestra sobre suicídio originalAlinebrauna Brauna
 
Saúde mental, desenvolvimento e transtornos da personalidade
Saúde mental, desenvolvimento e transtornos da personalidadeSaúde mental, desenvolvimento e transtornos da personalidade
Saúde mental, desenvolvimento e transtornos da personalidadeAroldo Gavioli
 
Funções psíquicas
Funções psíquicasFunções psíquicas
Funções psíquicasgfolive
 
Palestra Depressão e Ansiedade
Palestra Depressão e AnsiedadePalestra Depressão e Ansiedade
Palestra Depressão e AnsiedadeRenata Pimentel
 
Psicopatologia I - Aula 1: Introdução aos Conceitos da Psicopatologia.
Psicopatologia I - Aula 1: Introdução aos Conceitos da Psicopatologia.Psicopatologia I - Aula 1: Introdução aos Conceitos da Psicopatologia.
Psicopatologia I - Aula 1: Introdução aos Conceitos da Psicopatologia.Alexandre Simoes
 
Saúde mental e trabalho
Saúde mental e trabalhoSaúde mental e trabalho
Saúde mental e trabalhoAroldo Gavioli
 
Transtorno do Estresse pós traumático
Transtorno do Estresse pós traumáticoTranstorno do Estresse pós traumático
Transtorno do Estresse pós traumáticoPatricia Nunes
 
Ansiedade, Depressão & superação
Ansiedade, Depressão & superaçãoAnsiedade, Depressão & superação
Ansiedade, Depressão & superaçãoRafael Almeida
 
2. aula psicopatologia ii ansiedade
2. aula psicopatologia ii   ansiedade2. aula psicopatologia ii   ansiedade
2. aula psicopatologia ii ansiedadePoliana Maton
 
Identificando e mudando as crenças intermediárias - TCC
Identificando e mudando as crenças intermediárias - TCCIdentificando e mudando as crenças intermediárias - TCC
Identificando e mudando as crenças intermediárias - TCCSarah Karenina
 

Mais procurados (20)

Palestra sobre suicídio original
Palestra sobre suicídio originalPalestra sobre suicídio original
Palestra sobre suicídio original
 
Mitos e verdades - setembro amarelo
Mitos e verdades  -  setembro amareloMitos e verdades  -  setembro amarelo
Mitos e verdades - setembro amarelo
 
Saúde mental, desenvolvimento e transtornos da personalidade
Saúde mental, desenvolvimento e transtornos da personalidadeSaúde mental, desenvolvimento e transtornos da personalidade
Saúde mental, desenvolvimento e transtornos da personalidade
 
Ansiedade
AnsiedadeAnsiedade
Ansiedade
 
Funções psíquicas
Funções psíquicasFunções psíquicas
Funções psíquicas
 
Palestra Depressão e Ansiedade
Palestra Depressão e AnsiedadePalestra Depressão e Ansiedade
Palestra Depressão e Ansiedade
 
Aula Saúde Mental
Aula Saúde MentalAula Saúde Mental
Aula Saúde Mental
 
A rede de atenção psicossocial (raps)
A rede de atenção psicossocial (raps)A rede de atenção psicossocial (raps)
A rede de atenção psicossocial (raps)
 
Psicopatologia I - Aula 1: Introdução aos Conceitos da Psicopatologia.
Psicopatologia I - Aula 1: Introdução aos Conceitos da Psicopatologia.Psicopatologia I - Aula 1: Introdução aos Conceitos da Psicopatologia.
Psicopatologia I - Aula 1: Introdução aos Conceitos da Psicopatologia.
 
Saúde Mental
Saúde MentalSaúde Mental
Saúde Mental
 
Saúde mental e trabalho
Saúde mental e trabalhoSaúde mental e trabalho
Saúde mental e trabalho
 
Transtorno do Estresse pós traumático
Transtorno do Estresse pós traumáticoTranstorno do Estresse pós traumático
Transtorno do Estresse pós traumático
 
Ansiedade, Depressão & superação
Ansiedade, Depressão & superaçãoAnsiedade, Depressão & superação
Ansiedade, Depressão & superação
 
PERSONALIDADE
PERSONALIDADEPERSONALIDADE
PERSONALIDADE
 
Saúde Mental
Saúde MentalSaúde Mental
Saúde Mental
 
Sindrome do pânico
Sindrome do pânicoSindrome do pânico
Sindrome do pânico
 
Luto
LutoLuto
Luto
 
2. aula psicopatologia ii ansiedade
2. aula psicopatologia ii   ansiedade2. aula psicopatologia ii   ansiedade
2. aula psicopatologia ii ansiedade
 
Identificando e mudando as crenças intermediárias - TCC
Identificando e mudando as crenças intermediárias - TCCIdentificando e mudando as crenças intermediárias - TCC
Identificando e mudando as crenças intermediárias - TCC
 
Saúde Mental de Crianças: sinais de alerta para a APS
Saúde Mental de Crianças: sinais de alerta para a APSSaúde Mental de Crianças: sinais de alerta para a APS
Saúde Mental de Crianças: sinais de alerta para a APS
 

Destaque

Psicologia de Emergências
Psicologia de EmergênciasPsicologia de Emergências
Psicologia de EmergênciasNatalia Bonfim
 
O enfermeiro em emergência psiquiátrica
O enfermeiro em emergência psiquiátricaO enfermeiro em emergência psiquiátrica
O enfermeiro em emergência psiquiátricaKarina Pereira
 
Emergências-Psiquiatricas
Emergências-PsiquiatricasEmergências-Psiquiatricas
Emergências-PsiquiatricasSolange Broggine
 
Tópicos abordagem paciente saúde mental
Tópicos abordagem paciente saúde mentalTópicos abordagem paciente saúde mental
Tópicos abordagem paciente saúde mentalMaria Dias
 
15ª aula emergencia psiquiatrica Silvio
15ª aula   emergencia psiquiatrica Silvio15ª aula   emergencia psiquiatrica Silvio
15ª aula emergencia psiquiatrica SilvioProf Silvio Rosa
 
Aula emergencias psiquiatricas
Aula emergencias psiquiatricasAula emergencias psiquiatricas
Aula emergencias psiquiatricasErivaldo Rosendo
 
Critical thinking skills
Critical thinking skillsCritical thinking skills
Critical thinking skillsWayne Ahlquist
 
Emergencias Psiquiátricas
Emergencias PsiquiátricasEmergencias Psiquiátricas
Emergencias PsiquiátricasnAyblancO
 
conflitos familiares
conflitos familiaresconflitos familiares
conflitos familiaresderciomartins
 
Psicologia de la emergencia
Psicologia de la emergenciaPsicologia de la emergencia
Psicologia de la emergenciaoscarreyesnova
 
Aula 03 Dir. Constitucional - Federação Brasileira
Aula 03  Dir. Constitucional - Federação BrasileiraAula 03  Dir. Constitucional - Federação Brasileira
Aula 03 Dir. Constitucional - Federação BrasileiraTércio De Santana
 
Estratégias de Policiamento Preventivo - livro integral
Estratégias de Policiamento Preventivo - livro integralEstratégias de Policiamento Preventivo - livro integral
Estratégias de Policiamento Preventivo - livro integralFranco Nassaro
 
Politica nac urgencias
Politica nac urgenciasPolitica nac urgencias
Politica nac urgenciassherlainefa80
 
Aula 8 mecanismos de coping
Aula 8 mecanismos de copingAula 8 mecanismos de coping
Aula 8 mecanismos de copingFuturos Medicos
 
Aula 02 Dir. Constitucional - Federação Brasileira
Aula 02  Dir. Constitucional - Federação BrasileiraAula 02  Dir. Constitucional - Federação Brasileira
Aula 02 Dir. Constitucional - Federação BrasileiraTércio De Santana
 

Destaque (20)

Psicologia de Emergências
Psicologia de EmergênciasPsicologia de Emergências
Psicologia de Emergências
 
O enfermeiro em emergência psiquiátrica
O enfermeiro em emergência psiquiátricaO enfermeiro em emergência psiquiátrica
O enfermeiro em emergência psiquiátrica
 
Emergências-Psiquiatricas
Emergências-PsiquiatricasEmergências-Psiquiatricas
Emergências-Psiquiatricas
 
Tópicos abordagem paciente saúde mental
Tópicos abordagem paciente saúde mentalTópicos abordagem paciente saúde mental
Tópicos abordagem paciente saúde mental
 
15ª aula emergencia psiquiatrica Silvio
15ª aula   emergencia psiquiatrica Silvio15ª aula   emergencia psiquiatrica Silvio
15ª aula emergencia psiquiatrica Silvio
 
Aula emergencias psiquiatricas
Aula emergencias psiquiatricasAula emergencias psiquiatricas
Aula emergencias psiquiatricas
 
363
363363
363
 
Critical thinking skills
Critical thinking skillsCritical thinking skills
Critical thinking skills
 
Emergencias Psiquiátricas
Emergencias PsiquiátricasEmergencias Psiquiátricas
Emergencias Psiquiátricas
 
conflitos familiares
conflitos familiaresconflitos familiares
conflitos familiares
 
Psicologia de la emergencia
Psicologia de la emergenciaPsicologia de la emergencia
Psicologia de la emergencia
 
Acolhimentoehumanização
AcolhimentoehumanizaçãoAcolhimentoehumanização
Acolhimentoehumanização
 
Aula 03 Dir. Constitucional - Federação Brasileira
Aula 03  Dir. Constitucional - Federação BrasileiraAula 03  Dir. Constitucional - Federação Brasileira
Aula 03 Dir. Constitucional - Federação Brasileira
 
A espiritualidade como estratégia de coping na doença de Lupus Eritematoso Si...
A espiritualidade como estratégia de coping na doença de Lupus Eritematoso Si...A espiritualidade como estratégia de coping na doença de Lupus Eritematoso Si...
A espiritualidade como estratégia de coping na doença de Lupus Eritematoso Si...
 
Estratégias de Policiamento Preventivo - livro integral
Estratégias de Policiamento Preventivo - livro integralEstratégias de Policiamento Preventivo - livro integral
Estratégias de Policiamento Preventivo - livro integral
 
Politica nac urgencias
Politica nac urgenciasPolitica nac urgencias
Politica nac urgencias
 
Aula 8 mecanismos de coping
Aula 8 mecanismos de copingAula 8 mecanismos de coping
Aula 8 mecanismos de coping
 
Aula 02 Dir. Constitucional - Federação Brasileira
Aula 02  Dir. Constitucional - Federação BrasileiraAula 02  Dir. Constitucional - Federação Brasileira
Aula 02 Dir. Constitucional - Federação Brasileira
 
Apresentação rasível dos reis gestão dos serviços de urgência - ses
Apresentação rasível dos reis   gestão dos serviços de urgência - sesApresentação rasível dos reis   gestão dos serviços de urgência - ses
Apresentação rasível dos reis gestão dos serviços de urgência - ses
 
Cartilha Vaga Zero
Cartilha Vaga ZeroCartilha Vaga Zero
Cartilha Vaga Zero
 

Semelhante a Intervenção em crises

Terapiacognitiva mod3
Terapiacognitiva mod3Terapiacognitiva mod3
Terapiacognitiva mod3eprpfsr
 
Intervenção em crise.pdf
Intervenção em crise.pdfIntervenção em crise.pdf
Intervenção em crise.pdfylana4
 
UFCD -6579- Cuidados de Saúde Mental
UFCD -6579-  Cuidados de Saúde MentalUFCD -6579-  Cuidados de Saúde Mental
UFCD -6579- Cuidados de Saúde MentalNome Sobrenome
 
enfermagempsiquiatrica-160804165253.pdf
enfermagempsiquiatrica-160804165253.pdfenfermagempsiquiatrica-160804165253.pdf
enfermagempsiquiatrica-160804165253.pdfGlendaRegoSoares1
 
Enfermagem psiquiatrica
Enfermagem psiquiatricaEnfermagem psiquiatrica
Enfermagem psiquiatricaJose Roberto
 
Trabalho em Power Point
Trabalho em Power PointTrabalho em Power Point
Trabalho em Power PointBetaBetuxa
 
1731 - Dias, Ruth Borges:Diretrizes quanto à mudança de comportamento - A ent...
1731 - Dias, Ruth Borges:Diretrizes quanto à mudança de comportamento - A ent...1731 - Dias, Ruth Borges:Diretrizes quanto à mudança de comportamento - A ent...
1731 - Dias, Ruth Borges:Diretrizes quanto à mudança de comportamento - A ent...Flora Couto
 
Gestão de Stress Profissional.pdf
Gestão de Stress Profissional.pdfGestão de Stress Profissional.pdf
Gestão de Stress Profissional.pdfJosé Guerra
 
6579-_cuidados_de_saude_mental.pptx
6579-_cuidados_de_saude_mental.pptx6579-_cuidados_de_saude_mental.pptx
6579-_cuidados_de_saude_mental.pptxLuis Monteiro
 
Coluna Psicologia nos Desastres.pdf
Coluna Psicologia nos Desastres.pdfColuna Psicologia nos Desastres.pdf
Coluna Psicologia nos Desastres.pdfLiviaBEntringer
 
Como as pessoas mudam? Modelo transteórico(Prochaska e Di Clemente)
Como as pessoas mudam? Modelo transteórico(Prochaska e Di Clemente)Como as pessoas mudam? Modelo transteórico(Prochaska e Di Clemente)
Como as pessoas mudam? Modelo transteórico(Prochaska e Di Clemente)Marcelo da Rocha Carvalho
 
2016 1_ebm_base histórica e científica_3
2016 1_ebm_base histórica e científica_32016 1_ebm_base histórica e científica_3
2016 1_ebm_base histórica e científica_3Flora Couto
 
saúde infantil 13 paginas suposto resumo :)
saúde infantil 13 paginas suposto resumo :)saúde infantil 13 paginas suposto resumo :)
saúde infantil 13 paginas suposto resumo :)Bruno Machado
 
PSICOLOGIA POSITIVA CONCEITO DO PERDÃO: RESILÊNCIAPSICOLOGIA POSITIVA CONCEI...
PSICOLOGIA POSITIVA CONCEITO DO PERDÃO: RESILÊNCIAPSICOLOGIA POSITIVA CONCEI...PSICOLOGIA POSITIVA CONCEITO DO PERDÃO: RESILÊNCIAPSICOLOGIA POSITIVA CONCEI...
PSICOLOGIA POSITIVA CONCEITO DO PERDÃO: RESILÊNCIAPSICOLOGIA POSITIVA CONCEI...Fábio Munhoz
 
Psicoterapia de apoio
Psicoterapia de apoioPsicoterapia de apoio
Psicoterapia de apoiojoanadebarros
 
Plano de Tratamento e Conceitualização de Casos - Ebook
Plano de Tratamento e Conceitualização de Casos - Ebook Plano de Tratamento e Conceitualização de Casos - Ebook
Plano de Tratamento e Conceitualização de Casos - Ebook Espaço da Mente
 

Semelhante a Intervenção em crises (20)

Terapiacognitiva mod3
Terapiacognitiva mod3Terapiacognitiva mod3
Terapiacognitiva mod3
 
Intervenção em crise.pdf
Intervenção em crise.pdfIntervenção em crise.pdf
Intervenção em crise.pdf
 
O bebê que vai chegar
O bebê que vai chegarO bebê que vai chegar
O bebê que vai chegar
 
UFCD -6579- Cuidados de Saúde Mental
UFCD -6579-  Cuidados de Saúde MentalUFCD -6579-  Cuidados de Saúde Mental
UFCD -6579- Cuidados de Saúde Mental
 
enfermagempsiquiatrica-160804165253.pdf
enfermagempsiquiatrica-160804165253.pdfenfermagempsiquiatrica-160804165253.pdf
enfermagempsiquiatrica-160804165253.pdf
 
Enfermagem psiquiatrica
Enfermagem psiquiatricaEnfermagem psiquiatrica
Enfermagem psiquiatrica
 
Trabalho em Power Point
Trabalho em Power PointTrabalho em Power Point
Trabalho em Power Point
 
1731 - Dias, Ruth Borges:Diretrizes quanto à mudança de comportamento - A ent...
1731 - Dias, Ruth Borges:Diretrizes quanto à mudança de comportamento - A ent...1731 - Dias, Ruth Borges:Diretrizes quanto à mudança de comportamento - A ent...
1731 - Dias, Ruth Borges:Diretrizes quanto à mudança de comportamento - A ent...
 
Gestão de Stress Profissional.pdf
Gestão de Stress Profissional.pdfGestão de Stress Profissional.pdf
Gestão de Stress Profissional.pdf
 
6579-_cuidados_de_saude_mental.pptx
6579-_cuidados_de_saude_mental.pptx6579-_cuidados_de_saude_mental.pptx
6579-_cuidados_de_saude_mental.pptx
 
Coluna Psicologia nos Desastres.pdf
Coluna Psicologia nos Desastres.pdfColuna Psicologia nos Desastres.pdf
Coluna Psicologia nos Desastres.pdf
 
Joana_Atenção_centrada_pessoa
Joana_Atenção_centrada_pessoaJoana_Atenção_centrada_pessoa
Joana_Atenção_centrada_pessoa
 
Como as pessoas mudam? Modelo transteórico(Prochaska e Di Clemente)
Como as pessoas mudam? Modelo transteórico(Prochaska e Di Clemente)Como as pessoas mudam? Modelo transteórico(Prochaska e Di Clemente)
Como as pessoas mudam? Modelo transteórico(Prochaska e Di Clemente)
 
Resiliência
ResiliênciaResiliência
Resiliência
 
2016 1_ebm_base histórica e científica_3
2016 1_ebm_base histórica e científica_32016 1_ebm_base histórica e científica_3
2016 1_ebm_base histórica e científica_3
 
saúde infantil 13 paginas suposto resumo :)
saúde infantil 13 paginas suposto resumo :)saúde infantil 13 paginas suposto resumo :)
saúde infantil 13 paginas suposto resumo :)
 
PSICOLOGIA POSITIVA CONCEITO DO PERDÃO: RESILÊNCIAPSICOLOGIA POSITIVA CONCEI...
PSICOLOGIA POSITIVA CONCEITO DO PERDÃO: RESILÊNCIAPSICOLOGIA POSITIVA CONCEI...PSICOLOGIA POSITIVA CONCEITO DO PERDÃO: RESILÊNCIAPSICOLOGIA POSITIVA CONCEI...
PSICOLOGIA POSITIVA CONCEITO DO PERDÃO: RESILÊNCIAPSICOLOGIA POSITIVA CONCEI...
 
Psicoterapia de apoio
Psicoterapia de apoioPsicoterapia de apoio
Psicoterapia de apoio
 
Plano de Tratamento e Conceitualização de Casos - Ebook
Plano de Tratamento e Conceitualização de Casos - Ebook Plano de Tratamento e Conceitualização de Casos - Ebook
Plano de Tratamento e Conceitualização de Casos - Ebook
 
Ebook Plano de Tratamento
Ebook Plano de TratamentoEbook Plano de Tratamento
Ebook Plano de Tratamento
 

Mais de Aroldo Gavioli

Transtornos mentais orgânicos
Transtornos mentais orgânicosTranstornos mentais orgânicos
Transtornos mentais orgânicosAroldo Gavioli
 
Síndrome de dependência de substâncias – aspectos neurobiológicos
Síndrome de dependência de substâncias – aspectos neurobiológicosSíndrome de dependência de substâncias – aspectos neurobiológicos
Síndrome de dependência de substâncias – aspectos neurobiológicosAroldo Gavioli
 
A Política Nacional de Saúde Mental e a Organização da Rede de Atenção Psicos...
A Política Nacional de Saúde Mental e a Organização da Rede de Atenção Psicos...A Política Nacional de Saúde Mental e a Organização da Rede de Atenção Psicos...
A Política Nacional de Saúde Mental e a Organização da Rede de Atenção Psicos...Aroldo Gavioli
 
Grupos terapêuticos e intervenção em família
Grupos terapêuticos e intervenção em famíliaGrupos terapêuticos e intervenção em família
Grupos terapêuticos e intervenção em famíliaAroldo Gavioli
 
O diagnóstico de enfermagem em saúde mental
O diagnóstico de enfermagem em saúde mentalO diagnóstico de enfermagem em saúde mental
O diagnóstico de enfermagem em saúde mentalAroldo Gavioli
 
Exame Físico em Saúde Mental
Exame Físico em Saúde MentalExame Físico em Saúde Mental
Exame Físico em Saúde MentalAroldo Gavioli
 
Rede de atenção em saude mental
Rede de atenção em saude mentalRede de atenção em saude mental
Rede de atenção em saude mentalAroldo Gavioli
 
Transtornos mentais e comportamentais devido ao uso de substância psicoativa
Transtornos mentais e comportamentais devido ao uso de substância psicoativaTranstornos mentais e comportamentais devido ao uso de substância psicoativa
Transtornos mentais e comportamentais devido ao uso de substância psicoativaAroldo Gavioli
 
Critérios de admissão em Unidade de Terapia Intensiva
Critérios de admissão em Unidade de Terapia IntensivaCritérios de admissão em Unidade de Terapia Intensiva
Critérios de admissão em Unidade de Terapia IntensivaAroldo Gavioli
 
Segurança do paciente em unidades de urgência
Segurança do paciente em unidades de urgênciaSegurança do paciente em unidades de urgência
Segurança do paciente em unidades de urgênciaAroldo Gavioli
 
Métodos dialíticos intermitentes
Métodos dialíticos intermitentesMétodos dialíticos intermitentes
Métodos dialíticos intermitentesAroldo Gavioli
 
Métodos dialíticos contínuos
Métodos dialíticos contínuosMétodos dialíticos contínuos
Métodos dialíticos contínuosAroldo Gavioli
 
O Processo de enfermagem na enfermagem em saúde mental
O Processo de enfermagem na enfermagem em saúde mentalO Processo de enfermagem na enfermagem em saúde mental
O Processo de enfermagem na enfermagem em saúde mentalAroldo Gavioli
 
Time de resposta rápida e escore news
Time de resposta rápida e escore newsTime de resposta rápida e escore news
Time de resposta rápida e escore newsAroldo Gavioli
 
Organização do sistema de saúde brasileiro, a atenção às urgências e o papel ...
Organização do sistema de saúde brasileiro, a atenção às urgências e o papel ...Organização do sistema de saúde brasileiro, a atenção às urgências e o papel ...
Organização do sistema de saúde brasileiro, a atenção às urgências e o papel ...Aroldo Gavioli
 

Mais de Aroldo Gavioli (20)

Transtornos mentais orgânicos
Transtornos mentais orgânicosTranstornos mentais orgânicos
Transtornos mentais orgânicos
 
Síndrome de dependência de substâncias – aspectos neurobiológicos
Síndrome de dependência de substâncias – aspectos neurobiológicosSíndrome de dependência de substâncias – aspectos neurobiológicos
Síndrome de dependência de substâncias – aspectos neurobiológicos
 
A Política Nacional de Saúde Mental e a Organização da Rede de Atenção Psicos...
A Política Nacional de Saúde Mental e a Organização da Rede de Atenção Psicos...A Política Nacional de Saúde Mental e a Organização da Rede de Atenção Psicos...
A Política Nacional de Saúde Mental e a Organização da Rede de Atenção Psicos...
 
psicofarmacologia 2
psicofarmacologia 2psicofarmacologia 2
psicofarmacologia 2
 
Grupos terapêuticos e intervenção em família
Grupos terapêuticos e intervenção em famíliaGrupos terapêuticos e intervenção em família
Grupos terapêuticos e intervenção em família
 
O diagnóstico de enfermagem em saúde mental
O diagnóstico de enfermagem em saúde mentalO diagnóstico de enfermagem em saúde mental
O diagnóstico de enfermagem em saúde mental
 
Exame Físico em Saúde Mental
Exame Físico em Saúde MentalExame Físico em Saúde Mental
Exame Físico em Saúde Mental
 
Rede de atenção em saude mental
Rede de atenção em saude mentalRede de atenção em saude mental
Rede de atenção em saude mental
 
Drogas psicotrópica
Drogas psicotrópicaDrogas psicotrópica
Drogas psicotrópica
 
Doença de Alzheimer
Doença de AlzheimerDoença de Alzheimer
Doença de Alzheimer
 
Transtornos mentais e comportamentais devido ao uso de substância psicoativa
Transtornos mentais e comportamentais devido ao uso de substância psicoativaTranstornos mentais e comportamentais devido ao uso de substância psicoativa
Transtornos mentais e comportamentais devido ao uso de substância psicoativa
 
Psicofarmacologia
PsicofarmacologiaPsicofarmacologia
Psicofarmacologia
 
Critérios de admissão em Unidade de Terapia Intensiva
Critérios de admissão em Unidade de Terapia IntensivaCritérios de admissão em Unidade de Terapia Intensiva
Critérios de admissão em Unidade de Terapia Intensiva
 
Segurança do paciente em unidades de urgência
Segurança do paciente em unidades de urgênciaSegurança do paciente em unidades de urgência
Segurança do paciente em unidades de urgência
 
Métodos dialíticos intermitentes
Métodos dialíticos intermitentesMétodos dialíticos intermitentes
Métodos dialíticos intermitentes
 
Métodos dialíticos contínuos
Métodos dialíticos contínuosMétodos dialíticos contínuos
Métodos dialíticos contínuos
 
Transtornos do humor
Transtornos do humorTranstornos do humor
Transtornos do humor
 
O Processo de enfermagem na enfermagem em saúde mental
O Processo de enfermagem na enfermagem em saúde mentalO Processo de enfermagem na enfermagem em saúde mental
O Processo de enfermagem na enfermagem em saúde mental
 
Time de resposta rápida e escore news
Time de resposta rápida e escore newsTime de resposta rápida e escore news
Time de resposta rápida e escore news
 
Organização do sistema de saúde brasileiro, a atenção às urgências e o papel ...
Organização do sistema de saúde brasileiro, a atenção às urgências e o papel ...Organização do sistema de saúde brasileiro, a atenção às urgências e o papel ...
Organização do sistema de saúde brasileiro, a atenção às urgências e o papel ...
 

Intervenção em crises

  • 2. Do grego Krisis – decisão •Estado de desequilíbrio emocional do qual uma pessoa se vê incapaz de sair com os recursos de afrontamento que habitualmente costuma empregar em situações que a afetam emocionalmente Crise: Crise
  • 3. Experiência normal de vida O indivíduo busca um equilíbrio entre si mesmo e o seu entorno Crise => reflete uma manifestação violenta e repentina de ruptura de equilíbrio. •Causa sentimentos de desorganização, desesperança, tristeza, confusão e pânico •A desorganização emocional se caracteriza principalmente por um colapso nas estratégias prévias de enfrentamento. Crise
  • 4. Limitada no tempo => evento desencadeador •O desenlace de uma crise pode ameaçar a saúde mental ou ser um marco para mudanças que permitam um funcionamento melhor do que o anterior ao desencadeamento do evento. •Resolução satisfatória => auxilia o desenvolvimento do indivíduo •Resolução não satisfatória => constitui-se em um risco, aumentando a vulnerabilidade da pessoa para transtornos mentais. CRISE Perigo e oportunidade
  • 5. Ponto críticoTrês oportunidades RESOLUÇÃO ADAPTATIVA Dominar a situação atual Elaborar conflitos passados Apreender estratégias para o futuro Capaz de conduzir o indivíduo a tomar uma direção ou outra, de modo a encaminhar seus recursos para o próprio crescimento, recuperação e maior diferenciação.
  • 6. • decorrente das reações iniciais diante do impacto Desordem inicial •Tentativa de amortecer o impacto Negação •Surgimento de ideias involuntárias de dor pelo evento verificado.Intrusão •Expressão, identificação e comunicação de sentimentos experimentados pela situação de crise.Elaboração • Integração do evento dentro da sua vida e reorganizaçãoTérmino ou resolução Etapas da crise
  • 7. • Qual o significado deste fato na vida do indivíduo? • Qual a percepção do indivíduo frente ao evento (não levar em conta só a gravidade do fato) • Quais os recursos disponíveis para o necessário enfrentamento da situação? Evento da vida! • Sintomas dissociativos • Ausência de resposta emocional, sentimentos de desconexão, redução do reconhecimento de ambiente, sentimento de irrealidade e amnésia dissociativa. Transtorno de Estresse Agudo: O que precipita uma crise?
  • 8. Circunstanciais: conseqüência de eventos raros e extraordinários, que o indivíduo não pode prever ou controlar, Evolutivas: dizem respeito à realização não satisfatória das passagens do desenvolvimento do indivíduo. Crises evolutivas X crises circunstanciais Previsiveis. mudanças fisiológicas e psicológicas. EX: A gravidez, o parto, a infância, a adolescência, a aposentadoria, o envelhecimento e a morte são imprevistas, comovedoras, intensas e catastróficas. EX: perda de uma fonte de satisfação básica, o desemprego, a morte abrupta, a perda da integridade corporal, as enfermidades, os desastres naturais, as violações e os acidentes.
  • 9. Existem pessoas com capacidade de, frente a eventos traumáticos, resistir emocionalmente. •“Resiliência” (do inglês resilience). •Equilíbrio estável quando acometidos por situações traumáticas. •Indivíduos resilientes permanecem em níveis funcionais apesar da experiência traumática. Mesma crise: respostas diferentes
  • 10. Trauma (do grego tpauma, que quer dizer ferida) Traumatismo: consequências no organismo uma violência externa. Evento traumático é algo destrutivo na vida do indivíduo, família e comunidade afetada. De natureza única e imprevisível, afeta muito mais do que vítimas imediatas. Pode acontecer em qualquer momento ou lugar. Pode favorecer o desenvolver um quadro psicopatológico. Como se caracteriza um trauma?
  • 11. Dificuldade em estabelecer protocolos para tais intervenções. • Exercem influência no funcionamento psicológico do indivíduo. • Objetivos: • Ajudar a acionar a parte saudável preservada da pessoa, assim como seus recursos sociais, a fim de enfrentar os efeitos do estresse. • Facilitar as condições necessárias para um novo modo de funcionamento psicológico, interpessoal e social, diante da nova situação. • Durante a crise o individuo encontra-se receptivo à ajuda e os mínimos esforços podem ter resultados máximos Intervenção em crises
  • 13. Ativos e diretos, orientados a obter objetivos rápidos. Atender com Agilidade e flexibilidade Colocar em prática ações para a resolução de problemas e para a superação das múltiplas dificuldades que possam surgir no processo de atenção. Procurar satisfazer as necessidades imediatas do afetado colocando em funcionamento ações com os recursos disponíveis. Tudo num período de tempo reduzido. Como deve atuar o enfermeiro ao intervir na crise?
  • 14. Componente Objetivos Estabelecer contato psicológico • Empatia e sintonização com os sentimentos do afetado. • Escutar como as pessoas visualizam a situação e como se comunicam. • Convidar as pessoas a falar sobre o evento e escutar- se umas as outras a respeito do mesmo assunto, estabelecendo momentos de reflexão. • As pessoas devem sentir-se escutadas, aceitas, compreendidas e apoiadas, a fim de reduzir a intensidade da ansiedade, diminuir o sofrimento e o sentimento de solidão. Componentes fundamentais da intervenção em crise
  • 15. Componente objetivos Analisar o problema • o foco da análise centra-se em três áreas: passado imediato, presente e futuro imediato. • O passado imediato remete aos acontecimentos que conduziram ao estado de crise. • A indagação sobre a situação presente implica nas perguntas de “quem, o que, onde, quando, como”. • Quem esta implicado, o que aconteceu, quando, etc. • O futuro imediato foca-se nas eventuais dificuldade que e estabelecem nas pessoas e suas famílias. • O objetivo então é conhecer quais são os conflitos ou problemas que necessitam de manejo imediato e quais podem ficar para uma intervenção posterior. Componentes fundamentais da intervenção em crise
  • 16. Componente objetivos Analisar as possíveis soluções • Verificar o que as pessoas têm tentado fazer até o momento para enfrentar o problema, assim como, o que podem ou poderiam fazer. • Propor novas alternativas viáveis para alcançar soluções. Componentes fundamentais da intervenção em crise
  • 17. Componente objetivos Assistir para executar ações concreta • Ajudar a realiza uma ação concreta pra gerenciar a crise. • O objetivo é limitado. • O responsável pela intervenção deverá ter uma atitude facilitadora e diretiva para ajudar a alcançar ações concretas. Componentes fundamentais da intervenção em crise
  • 18. Componente objetivos Seguimento para verificar o progresso • Colaborar com o restabelecimento das redes de apoio social que podem estar danificadas, prejudicadas ou destruídas por causa do acontecimento catastrófico. • Estabelecer procedimentos que permitam o seguimento das pessoas para verificar o progresso pessoal, em termos psicológicos. • O seguimento pode se realizar através de novos encontros ou por contato telefônico. • O objetivo é completar o circuito de retroalimentação, ou determinar se alcançaram ou não as metas estabelecidas quando do inicio da intervenção. Componentes fundamentais da intervenção em crise
  • 19. • Calcular e reduzir o perigo, avaliar a motivação e as capacidades de enfrentamento do paciente. Oportunidade: • Ajudar o individuo a recuperar o nível de equilíbrio.Meta: • Sistemas implicados na crise e informações sobre o que é funcional e disfuncional na vida do afetado. Avaliação dos aspectos fortes e debilidades: Princípios clínicos para intervenção em crises
  • 20. Primeira instância: Assistência imediata. Objetiva proporcionar apoio, reduzir o perigo de morte e aliar a pessoa em crise com os recursos de ajuda disponíveis. Modelo amplo de intervenção
  • 21. Segunda instância: Terapia para a crise. Processo breve, mas além da restauração do enfrentamento imediato. Encaminha para a resolução da crise. Assistir a pessoa de maneira que o evento que suscitou a crise se integre à trama da vida, com melhores recursos e disposição para encarar o futuro. Requer maior preparo de quem irá aplicá-la (formação psicoterápica/psiquiátrica). Modelo amplo de intervenção
  • 22. Expansão de serviços de atenção a emergências psicológicas/psiquiátricas No Brasil, há poucos relatos destes serviços. Os profissionais da área da saúde, como conhecedores da conduta humana, devem se qualificar para atuações breves e efetivas, com o objetivo de prevenir a curto e em longo prazo as consequências psicossociais negativas. Emergências e desastres marcam de forma trágica as pessoas e a comunidade, não só no plano material/econômico, mas também no emocional/psicológico. Considerações finais
  • 23. Intervir em uma crise significa introduzir-se de maneira ativa em uma situação vital para um indivíduo e auxiliá-lo a mobilizar seus próprios recursos para superar o problema. Assim, intervenções em situações de crise, convertem-se em um ingrediente essencial para o tratamento da situação traumática no processo de recuperação das pessoas envolvidas nesses eventos. Considera-se de suma importância o investimento em estudos sobre a temática ora abordada, pois este é um tema ainda pouco estudado em nosso país apesar da sua expressiva relevância. Considerações finais
  • 24. SA, Samantha Dubugras; WERLANG, Blanca Susana Guevara; PARANHOS, Mariana Esteves. Intervenção em crise. Rev. bras.ter. cogn., Rio de Janeiro , v. 4, n. 1, jun. 2008 . CAIUBY, Andrea Vannini Santesso; ANDREOLI, Paola Bruno de Araujo. Intervenções Psicológicas em Situações de Crise na Unidade de Terapia Intensiva. Relato de Casos. Revista Brasileira Terapia Intensiva. V.17, n.1. 2005. Referências

Notas do Editor

  1. Aliviando o impacto direto do evento traumático. que se estabeleça na pessoa, por sua própria ação,