Intervenção em crises

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a apresentação traz os conceitos de crise e alguns tópicos para profissionais que fazem intervenção em pacientes em crises

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  • Aliviando o impacto direto do evento traumático.
    que se estabeleça na pessoa, por sua própria ação,
  • Intervenção em crises

    1. 1. Intervenção em crises Enfo. Me. Aroldo Gavioli
    2. 2. Do grego Krisis – decisão •Estado de desequilíbrio emocional do qual uma pessoa se vê incapaz de sair com os recursos de afrontamento que habitualmente costuma empregar em situações que a afetam emocionalmente Crise: Crise
    3. 3. Experiência normal de vida O indivíduo busca um equilíbrio entre si mesmo e o seu entorno Crise => reflete uma manifestação violenta e repentina de ruptura de equilíbrio. •Causa sentimentos de desorganização, desesperança, tristeza, confusão e pânico •A desorganização emocional se caracteriza principalmente por um colapso nas estratégias prévias de enfrentamento. Crise
    4. 4. Limitada no tempo => evento desencadeador •O desenlace de uma crise pode ameaçar a saúde mental ou ser um marco para mudanças que permitam um funcionamento melhor do que o anterior ao desencadeamento do evento. •Resolução satisfatória => auxilia o desenvolvimento do indivíduo •Resolução não satisfatória => constitui-se em um risco, aumentando a vulnerabilidade da pessoa para transtornos mentais. CRISE Perigo e oportunidade
    5. 5. Ponto críticoTrês oportunidades RESOLUÇÃO ADAPTATIVA Dominar a situação atual Elaborar conflitos passados Apreender estratégias para o futuro Capaz de conduzir o indivíduo a tomar uma direção ou outra, de modo a encaminhar seus recursos para o próprio crescimento, recuperação e maior diferenciação.
    6. 6. • decorrente das reações iniciais diante do impacto Desordem inicial •Tentativa de amortecer o impacto Negação •Surgimento de ideias involuntárias de dor pelo evento verificado.Intrusão •Expressão, identificação e comunicação de sentimentos experimentados pela situação de crise.Elaboração • Integração do evento dentro da sua vida e reorganizaçãoTérmino ou resolução Etapas da crise
    7. 7. • Qual o significado deste fato na vida do indivíduo? • Qual a percepção do indivíduo frente ao evento (não levar em conta só a gravidade do fato) • Quais os recursos disponíveis para o necessário enfrentamento da situação? Evento da vida! • Sintomas dissociativos • Ausência de resposta emocional, sentimentos de desconexão, redução do reconhecimento de ambiente, sentimento de irrealidade e amnésia dissociativa. Transtorno de Estresse Agudo: O que precipita uma crise?
    8. 8. Circunstanciais: conseqüência de eventos raros e extraordinários, que o indivíduo não pode prever ou controlar, Evolutivas: dizem respeito à realização não satisfatória das passagens do desenvolvimento do indivíduo. Crises evolutivas X crises circunstanciais Previsiveis. mudanças fisiológicas e psicológicas. EX: A gravidez, o parto, a infância, a adolescência, a aposentadoria, o envelhecimento e a morte são imprevistas, comovedoras, intensas e catastróficas. EX: perda de uma fonte de satisfação básica, o desemprego, a morte abrupta, a perda da integridade corporal, as enfermidades, os desastres naturais, as violações e os acidentes.
    9. 9. Existem pessoas com capacidade de, frente a eventos traumáticos, resistir emocionalmente. •“Resiliência” (do inglês resilience). •Equilíbrio estável quando acometidos por situações traumáticas. •Indivíduos resilientes permanecem em níveis funcionais apesar da experiência traumática. Mesma crise: respostas diferentes
    10. 10. Trauma (do grego tpauma, que quer dizer ferida) Traumatismo: consequências no organismo uma violência externa. Evento traumático é algo destrutivo na vida do indivíduo, família e comunidade afetada. De natureza única e imprevisível, afeta muito mais do que vítimas imediatas. Pode acontecer em qualquer momento ou lugar. Pode favorecer o desenvolver um quadro psicopatológico. Como se caracteriza um trauma?
    11. 11. Dificuldade em estabelecer protocolos para tais intervenções. • Exercem influência no funcionamento psicológico do indivíduo. • Objetivos: • Ajudar a acionar a parte saudável preservada da pessoa, assim como seus recursos sociais, a fim de enfrentar os efeitos do estresse. • Facilitar as condições necessárias para um novo modo de funcionamento psicológico, interpessoal e social, diante da nova situação. • Durante a crise o individuo encontra-se receptivo à ajuda e os mínimos esforços podem ter resultados máximos Intervenção em crises
    12. 12. emocional racional Intervindo em crise
    13. 13. Ativos e diretos, orientados a obter objetivos rápidos. Atender com Agilidade e flexibilidade Colocar em prática ações para a resolução de problemas e para a superação das múltiplas dificuldades que possam surgir no processo de atenção. Procurar satisfazer as necessidades imediatas do afetado colocando em funcionamento ações com os recursos disponíveis. Tudo num período de tempo reduzido. Como deve atuar o enfermeiro ao intervir na crise?
    14. 14. Componente Objetivos Estabelecer contato psicológico • Empatia e sintonização com os sentimentos do afetado. • Escutar como as pessoas visualizam a situação e como se comunicam. • Convidar as pessoas a falar sobre o evento e escutar- se umas as outras a respeito do mesmo assunto, estabelecendo momentos de reflexão. • As pessoas devem sentir-se escutadas, aceitas, compreendidas e apoiadas, a fim de reduzir a intensidade da ansiedade, diminuir o sofrimento e o sentimento de solidão. Componentes fundamentais da intervenção em crise
    15. 15. Componente objetivos Analisar o problema • o foco da análise centra-se em três áreas: passado imediato, presente e futuro imediato. • O passado imediato remete aos acontecimentos que conduziram ao estado de crise. • A indagação sobre a situação presente implica nas perguntas de “quem, o que, onde, quando, como”. • Quem esta implicado, o que aconteceu, quando, etc. • O futuro imediato foca-se nas eventuais dificuldade que e estabelecem nas pessoas e suas famílias. • O objetivo então é conhecer quais são os conflitos ou problemas que necessitam de manejo imediato e quais podem ficar para uma intervenção posterior. Componentes fundamentais da intervenção em crise
    16. 16. Componente objetivos Analisar as possíveis soluções • Verificar o que as pessoas têm tentado fazer até o momento para enfrentar o problema, assim como, o que podem ou poderiam fazer. • Propor novas alternativas viáveis para alcançar soluções. Componentes fundamentais da intervenção em crise
    17. 17. Componente objetivos Assistir para executar ações concreta • Ajudar a realiza uma ação concreta pra gerenciar a crise. • O objetivo é limitado. • O responsável pela intervenção deverá ter uma atitude facilitadora e diretiva para ajudar a alcançar ações concretas. Componentes fundamentais da intervenção em crise
    18. 18. Componente objetivos Seguimento para verificar o progresso • Colaborar com o restabelecimento das redes de apoio social que podem estar danificadas, prejudicadas ou destruídas por causa do acontecimento catastrófico. • Estabelecer procedimentos que permitam o seguimento das pessoas para verificar o progresso pessoal, em termos psicológicos. • O seguimento pode se realizar através de novos encontros ou por contato telefônico. • O objetivo é completar o circuito de retroalimentação, ou determinar se alcançaram ou não as metas estabelecidas quando do inicio da intervenção. Componentes fundamentais da intervenção em crise
    19. 19. • Calcular e reduzir o perigo, avaliar a motivação e as capacidades de enfrentamento do paciente. Oportunidade: • Ajudar o individuo a recuperar o nível de equilíbrio.Meta: • Sistemas implicados na crise e informações sobre o que é funcional e disfuncional na vida do afetado. Avaliação dos aspectos fortes e debilidades: Princípios clínicos para intervenção em crises
    20. 20. Primeira instância: Assistência imediata. Objetiva proporcionar apoio, reduzir o perigo de morte e aliar a pessoa em crise com os recursos de ajuda disponíveis. Modelo amplo de intervenção
    21. 21. Segunda instância: Terapia para a crise. Processo breve, mas além da restauração do enfrentamento imediato. Encaminha para a resolução da crise. Assistir a pessoa de maneira que o evento que suscitou a crise se integre à trama da vida, com melhores recursos e disposição para encarar o futuro. Requer maior preparo de quem irá aplicá-la (formação psicoterápica/psiquiátrica). Modelo amplo de intervenção
    22. 22. Expansão de serviços de atenção a emergências psicológicas/psiquiátricas No Brasil, há poucos relatos destes serviços. Os profissionais da área da saúde, como conhecedores da conduta humana, devem se qualificar para atuações breves e efetivas, com o objetivo de prevenir a curto e em longo prazo as consequências psicossociais negativas. Emergências e desastres marcam de forma trágica as pessoas e a comunidade, não só no plano material/econômico, mas também no emocional/psicológico. Considerações finais
    23. 23. Intervir em uma crise significa introduzir-se de maneira ativa em uma situação vital para um indivíduo e auxiliá-lo a mobilizar seus próprios recursos para superar o problema. Assim, intervenções em situações de crise, convertem-se em um ingrediente essencial para o tratamento da situação traumática no processo de recuperação das pessoas envolvidas nesses eventos. Considera-se de suma importância o investimento em estudos sobre a temática ora abordada, pois este é um tema ainda pouco estudado em nosso país apesar da sua expressiva relevância. Considerações finais
    24. 24. SA, Samantha Dubugras; WERLANG, Blanca Susana Guevara; PARANHOS, Mariana Esteves. Intervenção em crise. Rev. bras.ter. cogn., Rio de Janeiro , v. 4, n. 1, jun. 2008 . CAIUBY, Andrea Vannini Santesso; ANDREOLI, Paola Bruno de Araujo. Intervenções Psicológicas em Situações de Crise na Unidade de Terapia Intensiva. Relato de Casos. Revista Brasileira Terapia Intensiva. V.17, n.1. 2005. Referências

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