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FUNEDI/UEMG
                              Curso de Psicologia



 Disciplina: Psicopatologia I (72 hs/aula)

                                 Período: 5o



  TEMA: Introdução a alguns
  conceitos fundamentais da
        Psicopatologia



        Professor               Alexandre Simões
Navio dos loucos. Hieronymus Bosch. 1490-1500.
               Museu do Louvre
                                                       ALEXANDRE
                                                         SIMÕES
                                                    ® Todos os direitos
                                                    de autor reservados.
Os homens são tão necessariamente loucos que seria louco, de uma
            outra forma de loucura, não ser louco.
                                                                Pascal. Pensamentos, no 412.




                                                                                                  ALEXANDRE
                              O grito. Edvard Munch, 1893. Galeria Nacional. Oslo.                  SIMÕES
                                                                                               ® Todos os direitos
                                                                                               de autor reservados.
O que buscaremos ao longo deste semestre, a partir
         da disciplina PSICOPATOLOGIA I                ?
 Por um lado, apresentar aos alunos as definições operacionais e
 técnicas da Psicopatologia; por outro lado, verificar as
 circunstâncias históricas, sociais e epistemológicas condicionantes
 da constituição e delimitação do campo da saúde mental, para, em
 seguida, analisar as suas implicações naquilo que aí se materializou:
 o biopoder.


 Junto a isto, discernir a noção de pathos no intuito de se
 compreender as especificidades semiológicas dos transtornos
 mentais e seus efeitos sobre as concepções de normalidade e
 patologia.



                                                                   ALEXANDRE
                                                                     SIMÕES
                                                                ® Todos os direitos
                                                                de autor reservados.
Biopoder:

Biopoder é um termo proposto
originalmente     por       Michel
Foucault. Por meio dele, Foucault
referia-se às práticas dos Estados
e saberes modernos e sua
regulação dos que a ele estão
sujeitos por meio de "uma
explosão de técnicas numerosas e
diversas para obter a subjugação
dos corpos e o controle de
populações". O biopoder produz,
ao mesmo tempo, corpos e
subjetividades. Vide História da
sexualidade (Foucault) e o filme
Hunger (Steve McQueen, 2008).

                               ALEXANDRE
                                 SIMÕES
                            ® Todos os direitos
                            de autor reservados.
PATHOS ...

    Pathos       é    uma    palavra     grega    que   significa
    paixão,   afecção,   excesso,    ser    afetado   por,    ser
    ultrapassado, ser marcado. Notemos ainda que aquilo que se
    faz ou acontece e que porta a marca do novo também é da
    ordem do pathos.


•    Patologia              PATHOS

•    PATHOS                       paixão

•    logo: PATHOS                   o excesso, o
     traumático, o impossível de lidar que, todavia, é   O sabor da lágrima. René
                                                               Magritte, 1948
     edificante.
                                                                             ALEXANDRE
                                                                               SIMÕES
                                                                          ® Todos os direitos
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Continuando a expor os nossos propósitos...



Desta forma, objetivamos colocar o aluno da graduação em
Psicologia em contato com equipamentos e reflexões oriundos
do campo da Psicopatologia, indispensáveis à sua formação e
atuação profissional - tanto na sua acepção generalista
quanto no que tange à sua gradativa especialização em um
campo do conhecimento;



                                                         ALEXANDRE
                                                           SIMÕES
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Qual a estratégia que seguiremos?

Buscaremos articular o conhecimento técnico e estrito que o
  aluno pode e deve obter sobre a Psicopatologia (nível da
 Semiologia, Nosografia e Nosologia) com um conhecimento
 histórico-crítico acerca do que vem a ser a “experiência da
      loucura” (na mais ampla acepção do termo), seus
         determinantes e efeitos (em diversos níveis);




                                 Os amantes. René
                                      Magritte, 1928        ALEXANDRE
                                                              SIMÕES
                                                         ® Todos os direitos
                                                         de autor reservados.
Semiologia, Nosologia, Nosografia

                                                Semiologia (faz parte da propedêutica):
                                                palavra oriunda do grego (semeîon, sinal +
         Estudo sobre o corpo humano. Francis
                                                lógos, tratado, estudo racional).
                         Bacon, 1949.


                                                Implica em um modo de se examinar um
                                                paciente, atentando-se para os sinais e
                                                sintomas que o mesmo apresenta (seus
                                                aspectos isolados e, ao mesmo tempo, as
                                                modalidades de seus arranjos). Por meio
                                                da semiologia, chega-se usualmente ao
                                                diagnóstico.
                                                  Em Lingüística: ciência geral que tem
                                                 como objeto todos os sistemas de signos
   ALEXANDRE
     SIMÕES
® Todos os direitos
de autor reservados.
Em outros termos:


Na semiologia estamos às voltas com peças mínimas
  que, identificadas, definidas e constatadas suas
 aparições no nível clínico segundo determinadas
   combinações - e não outras - nos permitem
             estabelecer um diagnóstico



                                               ALEXANDRE
                                                 SIMÕES
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                                            de autor reservados.
SINTOMA é toda a informação
 descrita pelo paciente, a partir de
     suas vivências, sensações e
   impressões. Não é passível de
 confirmação pelo examinador, já
 que é uma sensação do paciente
    (um mal-estar – sensação de
    insegurança - em uma dada
       situação, por exemplo).

 A anamnese é a via através da qual
a semiologia visa elucidar, investigar
  e analisar os sintomas. Constrói-
    se, assim, a história clínica do
               paciente.



                                 ALEXANDRE
                                   SIMÕES
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Sintoma:
 Vem da palavra grega símptoma:
           coincidir.

Igualmente, procede de um verbo
    que significa chegar, cair.



   Daí, o significado inicial de
símptoma: sucesso, acontecimento,
           o que ocorre.
                              ALEXANDRE
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Já o SINAL se refere a toda alteração objetiva, que é passível de
                  ser percebida pelo examinador
         (um tique, um gesto repetitivo por exemplo).




                                                               ALEXANDRE
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Olho clínico e
psicopatologia




                     ALEXANDRE
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Anamnese:
Também é um termo oriundo da língua grega. Significa
 "lembrança, reminiscência“. Literalmente, tem o sentido da
 "perda do esquecimento". É um termo usado em diversas
 áreas da saúde, mas também na filosofia, psicanálise e
 religião.


 No caso específico da psicopatologia, refere-se à entrevista
conduzida pelo profissional da saúde com o seu paciente.
Esta entrevista pode ter diversos objetivos, dentre eles ser um
ponto de partida para o estabelecimento de um diagnóstico
(ou seja, a demarcação de um quadro clínico)


                                                            ALEXANDRE
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Nosologia e
                               Nosografia:
A nosologia (do grego 'nósos„ = "doença" +
'logos„    =    “estudo”,    "tratado",    "razão
explicativa") é a parte dos saberes da saúde (e
também um ramo da patologia) que trata das
enfermidades em geral e as classifica do
ponto de vista explicativo (isto é, em função
de      seus    mecanismos       ou     de    sua
etiopatogenia).

 Enquanto       a   nosografia    ordena as
enfermidades desde o aspecto meramente
descritivo (graphos = descrição).


                                              ALEXANDRE
                                                SIMÕES
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Etiologia:

Etiologia (aitía = causa + logos) é o estudo das
causas (ciência das causas). Certamente, atrela-se
a uma raciocínio determinista (seja ele estrito ou
mais amplo, isto é, multifatorial).

 A expectativa da etiologia apresenta-se em vários
campos:                                        saúde
mental, biologia, criminologia, medicina, etc.

 Por exemplo, na perspectiva da biologia, a
etiologia se preocupa com a causa das patologias:
os agentes ou fatores causais de doença, a sua
proveniência (endógena ou exógena) e o seu
potencial agressivo (virulência).
                                                  ALEXANDRE
                                                    SIMÕES
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Uma advertência muito válida para a
              contemporaneidade:




  devemos estar atentos
   para, na discussão
semiológica no âmbito da
   psicopatologia, não
 construirmos um saber
  sobre o ilusório e um
     discurso sobre o
        inessencial
                                                ALEXANDRE
                                                  SIMÕES
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O quadro das patologias

  Costuma-se distinguir os „transfundos
    das vivências psicopatológicas‟ dos
          „sintomas emergentes‟.

  Transfundos das vivências: espécie de
    palco, de amplo cenário, de contexto
    geral, nos quais os sintomas podem
  emergir. O transfundo repercute sobre o
     sentido, a direção e a qualidade do
             sintoma emergente;                      Fuga. Kandinsky, 1914.




Sintomas emergentes: são os sintomas específicos vivenciados
  pelo paciente. São vivências pontuais, mais destacáveis, que
      ocorrem sobre um determinado transfundo. Ex.: uma
    alucinação, um delírio, um sentimento, uma alteração da
                         linguagem, etc.                    ALEXANDRE
                                                                            SIMÕES
                                                                       ® Todos os direitos
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Dois tipos básicos de transfundos:


a)   Transfundos estáveis: costumam ser pouco mutáveis;
     tendem a ser tomados como traços da personalidade
     (nomeada de „personalidade pré-mórbida‟). Assim, devemos
     notar que qualquer vivência ou sintoma ganha um sentido
     ou valor diferente em função da subjetivação;

b)   Transfundos mutáveis e momentâneos: dizem respeito ao
     nível de consciência , ao humor, etc. Por exemplo, sob um
     estado de turvação da consciência, uma alucinação
     auditiva ou uma ideia intrusiva são experimentadas em
     uma atmosfera mais confusa ou onírica. Por outro lado,
     uma ideia recorrente em um contexto ansiogênico pode
     ganhar contornos mais intensos.

                                                           ALEXANDRE
                                                             SIMÕES
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Quadros crônicos e quadros agudos:


Uma patologia crônica nos aponta para um
quadro que não é resolvido em um tempo curto, definido
usualmente em três meses .

Estes quadros não constituem emergências. No entanto, eles
podem ser extremamente sérios. Incluem-se aqui também
todas as condições em que um sintoma existe
continuamente, e mesmo não pondo em risco explicitamente
a saúde, são extremamente incomodativas levando à
disrupção da qualidade de vida e atividades da pessoa.




                                                      ALEXANDRE
                                                        SIMÕES
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ALEXANDRE
     SIMÕES
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Quadros crônicos:

    Processo e desenvolvimento (a partir de Jaspers):

Processo: refere-se a uma transformação lenta e insidiosa
da personalidade, decorrentes de manifestações psíquicas
que se mostram incompreensíveis para o paciente. O
processo apresenta-se como uma ruptura na continuidade da
biografia de uma pessoa. Por exemplo, a apresentação de
uma esquizofrenia que lenta e radicalmente transforma a
personalidade do sujeito.


Desenvolvimento: refere-se à evolução de um pathos
que é psiquicamente compreensível para o sujeito. Há, no
desenvolvimento, a manutenção da conexão do sentido ao
longo da vida do paciente.

                                                           ALEXANDRE
                                                             SIMÕES
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Quadros agudos:
a)   Crise (ou ataque): observam-se o surgimento e a remissão
     abrupta de sintomas, durando minutos ou horas. Depois,
     vem a remissão. Ex.: crise epilética, ataque de pânico, crise
     de agitação psicomotora, etc.;

b)   Episódio: geralmente, dura dias ou semanas. Tal como a
     crise, o episódio nada especifica sobre a natureza ou
     especificidade do quadro;

c)   Reação vivencial: é um fenômeno psiquicamente
     compreensível para quem é acometido por ele,
     desencadeado por eventos vitais significativos para quem
     os experimenta. Ex.: após o término de uma relação, a
     morte de alguém querido ou a perda do emprego, alguém
     reage com um conjunto de sintomas fóbicos, ansiôgenos,
     depressivos, paranóides, etc. Passado o episódio, a
     subjetividade não se altera significativamente, havendo,
                                                           ALEXANDRE
     pois, a recuperação.                                    SIMÕES
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Ainda sobre os quadros agudos:


d) Fase: designa, principalmente, os episódios de mania de
baixa do humor nos quadros afetivos. A instalação da fase pode
portar a marca da incompreensibilidade para o sujeito
acometido. Pode durar semanas ou meses, um pouco mais
raramente, anos. Nomeia-se: fase maníaca, fase depressiva.

e) Surto: ocorrência aguda, instalada de forma surpreendente e
repentina,   exibindo   um     quadro     com     fortes  traços
incompreensíveis para o paciente. A grande característica do
surto é que ele tende a produzir sequelas (irreversíveis ou não,
esta é uma discussão) à personalidade, cognição, etc. Pode
durar semanas ou meses. Por exemplo, na esquizofrenia, o
surto, em geral, não permite restitutio ad integrum. A sucessão
de surtos (-> recorrência) pode promover um estado de
demenciação ou a exacerbação de sintomas negativos;
                                                             ALEXANDRE
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Surto -> déclenchement
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Pródromo:

Todos os quadros anteriores, especialmente a fase e o surto,
   podem apresentar um momento no qual verificamos os
sintomas prodrômicos: palavra grega que designa „aquilo que
 corre na frente‟, ou seja, são os sintomas (geralmente bem
discretos) que estão na margem inicial (bem precoce) da fase
                         ou do surto.




                                                          ALEXANDRE
                                                            SIMÕES
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                                                       de autor reservados.
SÍNDROMES:
                           São agrupamentos relativamente constantes
                                e estáveis de determinados sinais e
                              sintomas. Enfim, é uma constelação de
                            sinais e sintomas associados a um mesmo
                                  quadro. Estes sinais e sintomas
                                 caracterizam um dado quadro (e o
                             diferenciam de outro), ainda que alguns
                               componentes da síndrome não sejam
                            exclusivos do dado quadro clínico e podem
                              ser oriundos de vários fatores distintos;

                       •    ao se delimitar uma síndrome, não se trata
                           ainda da definição e demarcação de causas
                           específicas e de uma natureza essencial ao
                           processo patológico;

                       • a síndrome é puramente uma definição
   ALEXANDRE
     SIMÕES
                         descritiva de um conjunto momentâneo e
® Todos os direitos
de autor reservados.
                         recorrente de sinais e sintomas;
Mas, há algo instrutivo a ser extraído do
         conceito de síndrome:

        os sintomas e signos não se
          agrupam a esmo e suas
       combinações não são infinitas

                                          ALEXANDRE
                                            SIMÕES
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                                       de autor reservados.
Classificação:
 A expressão classificação científica
(oriunda, em larga medida, de uma
classificação biológica) designa o modo
como se agrupam e categorizam diversos
fenômenos, aos moldes das espécies de
seres vivos.
                                                Classificar
A classificação científica moderna tem as
suas raízes no sistema de Linnaeus, que
agrupou as espécies de acordo com as
características morfológicas por elas
partilhadas. Estes agrupamentos foram
subsequentemente alterados múltiplas
vezes para melhorar a consistência entre a
classificação e a seriação.

A classificação científica pertence à ciência
da taxonomia e             tem pretensões
sistemáticas.                                      Seriar
                                                            ALEXANDRE
                                                              SIMÕES
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                                                         de autor reservados.
Enfim, muitos conceitos.. mas que devem
ser absorvidos gradativamente por vocês

   transfundo                 anamnese


       semiologia             síndrome
                        crônico
    crise
                                  episódio

  pródromo            sintomas
Ainda sobre a estratégia de nosso curso, ao longo deste
                       semestre:



Buscaremos compreender o que vem a ser o “imaginário da loucura”
para, por fim, percebermos a nossa implicação no mesmo;




                                                             ALEXANDRE
                                                               SIMÕES
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Unidades temáticas de nosso curso:


    UNIDADE I: A constituição da Psiquiatria e da Saúde Mental:
                      história e epistemologia

•    O estatuto do humano frente ao pathos;
•    Fundamentos da Razão Biologicista;
•    O discurso da loucura e acerca da loucura;
•    Pinel: libertação do louco e encarceramento da loucura;
•    Marcos sinalizadores da Psiquiatria;
•    Doença mental, discurso e poder;
•    Do diagnóstico à clínica;
•    Trajetória do saber psicopatológico no Brasil: uma introdução;




                                                                         ALEXANDRE
                                                                           SIMÕES
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UNIDADE II: A ordem dos fenômenos: em direção à
                          semiologia

•   Fundamentos da clínica do olhar;
•   Estudo das alterações das funções psíquicas elementares:
•   # consciência;
•   # atenção;
•   # orientação;
•   # vivência do tempo e do espaço;
•   # sensopercepção;
•   # memória;
•   # afetividade;
•   # vontade e psicomotricidade;
•   #pensamento;
•   # juízo de realidade;
•   # linguagem;
•   Estudo das alterações das funções psíquicas compostas:
•   # personalidade/identidade;
•   # inteligência;


                                                                  ALEXANDRE
                                                                    SIMÕES
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                                                               de autor reservados.
Bibliografia:

Nestas primeiras semanas de curso, desenvolveremos uma série de temas que
   devem ser detalhadamente acompanhados nos seguintes textos:

•   “A loucura só existe em uma sociedade” (1961), de M. Foucault, in:
    FOUCAULT, M. Ditos & escritos I; problematização do sujeito:
    Psicologia, psiquiatria e psicanálise. Rio de Janeiro: Forense
    universitária, 1999. Pp. 149-150.
•   “A água e a loucura” (1963), de M. Foucault, in: FOUCAULT, M. Ditos &
    escritos I; problematização do sujeito: Psicologia, psiquiatria e psicanálise.
    Rio de Janeiro: Forense universitária, 1999. pp.186-189.
•   “A loucura, ausência de obra” (1964), de M. Foucault, in: FOUCAULT, M.
    Ditos & escritos I; problematização do sujeito: Psicologia, psiquiatria e
    psicanálise. Rio de Janeiro: Forense universitária, 1999. Pp. 190-198.
•   “A loucura e a sociedade” (1970), de M. Foucault, in: FOUCAULT, M. Ditos
    & escritos I; problematização do sujeito: Psicologia, psiquiatria e
    psicanálise. Rio de Janeiro: Forense universitária, 1999. Pp. 235-242.
•   “O asilo ilimitado” (1977), de M. Foucault, in: FOUCAULT, M. Ditos &
    escritos I; problematização do sujeito: Psicologia, psiquiatria e psicanálise.
    Rio de Janeiro: Forense universitária, 1999. Pp. 294-297.
•   “O paradigma psiquiátrico”, in: AMARANTE, Paulo. O homem e a serpente;
    outras histórias para a loucura e a psiquiatria. Rio de Janeiro:
    Fiocruz, 1996.
•   DALGALARRONDO, Paulo. Psicopatologia e semiologia dos transtornos         ALEXANDRE
                                                                                SIMÕES
    mentais. Porto Alegre: Artemed, 2000.                                  ® Todos os direitos
                                                                           de autor reservados.
As primeiras semanas de curso:
SEMANA                    TEMA                       REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA PRINCIPAL
1ª a 3ª   Apresentação     geral    do    curso;    Notas de aula
          Introdução a conceitos básicos e
          exposição de problematizações relativas
          à saúde mental e psicopatologia
4ª        Introdução ao campo da saúde mental :     “O paradigma psiquiátrico”, in: AMARANTE, Paulo. O
          a época de Pinel, seu gesto e             homem e a serpente; outras histórias para a loucura e
                                                    a psiquiatria. Rio de Janeiro: Fiocruz, 1996.
          consequências
5ª        Observações a partir do paradigma         “O paradigma psiquiátrico”, in: AMARANTE, Paulo. O
          psiquiátrico e suas consequências         homem e a serpente; outras histórias para a loucura e
                                                    a psiquiatria. Rio de Janeiro: Fiocruz, 1996.
          contemporâneas

6ª        Alterações da consciência                 DALGALARRONDO,        Paulo.  Psicopatologia    e
                                                    semiologia dos transtornos mentais. Porto Alegre:
                                                    Artemed, 2000.

7a        Alterações da atenção                     DALGALARRONDO,        Paulo.  Psicopatologia    e
                                                    semiologia dos transtornos mentais. Porto Alegre:
                                                    Artemed, 2000.

8ª        Alterações da orientação                  DALGALARRONDO,        Paulo.  Psicopatologia    e
                                                    semiologia dos transtornos mentais. Porto Alegre:
                                                    Artemed, 2000.




                                                                                    ALEXANDRE
                                                                                      SIMÕES
                                                                                 ® Todos os direitos
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As teorias mal fundadas passam...
                   a clínica permanece




   ALEXANDRE
     SIMÕES
® Todos os direitos
de autor reservados.
Prosseguiremos na próxima aula!



      Prof. Alexandre Simões

            Contatos:

    www.alexandresimoes.com.br

   alexandresimoes@terra.com.br



                                     ALEXANDRE
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CLÍNICA PSICANALÍTICA NO SÉCULO XXI
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Psicopatologia I - Aula 1: Introdução aos Conceitos da Psicopatologia.

  • 1. FUNEDI/UEMG Curso de Psicologia Disciplina: Psicopatologia I (72 hs/aula) Período: 5o TEMA: Introdução a alguns conceitos fundamentais da Psicopatologia Professor Alexandre Simões Navio dos loucos. Hieronymus Bosch. 1490-1500. Museu do Louvre ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  • 2. Os homens são tão necessariamente loucos que seria louco, de uma outra forma de loucura, não ser louco. Pascal. Pensamentos, no 412. ALEXANDRE O grito. Edvard Munch, 1893. Galeria Nacional. Oslo. SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  • 3. O que buscaremos ao longo deste semestre, a partir da disciplina PSICOPATOLOGIA I ? Por um lado, apresentar aos alunos as definições operacionais e técnicas da Psicopatologia; por outro lado, verificar as circunstâncias históricas, sociais e epistemológicas condicionantes da constituição e delimitação do campo da saúde mental, para, em seguida, analisar as suas implicações naquilo que aí se materializou: o biopoder. Junto a isto, discernir a noção de pathos no intuito de se compreender as especificidades semiológicas dos transtornos mentais e seus efeitos sobre as concepções de normalidade e patologia. ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  • 4. Biopoder: Biopoder é um termo proposto originalmente por Michel Foucault. Por meio dele, Foucault referia-se às práticas dos Estados e saberes modernos e sua regulação dos que a ele estão sujeitos por meio de "uma explosão de técnicas numerosas e diversas para obter a subjugação dos corpos e o controle de populações". O biopoder produz, ao mesmo tempo, corpos e subjetividades. Vide História da sexualidade (Foucault) e o filme Hunger (Steve McQueen, 2008). ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  • 5. PATHOS ... Pathos é uma palavra grega que significa paixão, afecção, excesso, ser afetado por, ser ultrapassado, ser marcado. Notemos ainda que aquilo que se faz ou acontece e que porta a marca do novo também é da ordem do pathos. • Patologia PATHOS • PATHOS paixão • logo: PATHOS o excesso, o traumático, o impossível de lidar que, todavia, é O sabor da lágrima. René Magritte, 1948 edificante. ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  • 6. Continuando a expor os nossos propósitos... Desta forma, objetivamos colocar o aluno da graduação em Psicologia em contato com equipamentos e reflexões oriundos do campo da Psicopatologia, indispensáveis à sua formação e atuação profissional - tanto na sua acepção generalista quanto no que tange à sua gradativa especialização em um campo do conhecimento; ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  • 7. Qual a estratégia que seguiremos? Buscaremos articular o conhecimento técnico e estrito que o aluno pode e deve obter sobre a Psicopatologia (nível da Semiologia, Nosografia e Nosologia) com um conhecimento histórico-crítico acerca do que vem a ser a “experiência da loucura” (na mais ampla acepção do termo), seus determinantes e efeitos (em diversos níveis); Os amantes. René Magritte, 1928 ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  • 8. Semiologia, Nosologia, Nosografia Semiologia (faz parte da propedêutica): palavra oriunda do grego (semeîon, sinal + Estudo sobre o corpo humano. Francis lógos, tratado, estudo racional). Bacon, 1949. Implica em um modo de se examinar um paciente, atentando-se para os sinais e sintomas que o mesmo apresenta (seus aspectos isolados e, ao mesmo tempo, as modalidades de seus arranjos). Por meio da semiologia, chega-se usualmente ao diagnóstico. Em Lingüística: ciência geral que tem como objeto todos os sistemas de signos ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  • 9. Em outros termos: Na semiologia estamos às voltas com peças mínimas que, identificadas, definidas e constatadas suas aparições no nível clínico segundo determinadas combinações - e não outras - nos permitem estabelecer um diagnóstico ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  • 10. SINTOMA é toda a informação descrita pelo paciente, a partir de suas vivências, sensações e impressões. Não é passível de confirmação pelo examinador, já que é uma sensação do paciente (um mal-estar – sensação de insegurança - em uma dada situação, por exemplo). A anamnese é a via através da qual a semiologia visa elucidar, investigar e analisar os sintomas. Constrói- se, assim, a história clínica do paciente. ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  • 11. Sintoma: Vem da palavra grega símptoma: coincidir. Igualmente, procede de um verbo que significa chegar, cair. Daí, o significado inicial de símptoma: sucesso, acontecimento, o que ocorre. ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  • 12. Já o SINAL se refere a toda alteração objetiva, que é passível de ser percebida pelo examinador (um tique, um gesto repetitivo por exemplo). ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  • 13. Olho clínico e psicopatologia ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  • 14. Anamnese: Também é um termo oriundo da língua grega. Significa "lembrança, reminiscência“. Literalmente, tem o sentido da "perda do esquecimento". É um termo usado em diversas áreas da saúde, mas também na filosofia, psicanálise e religião. No caso específico da psicopatologia, refere-se à entrevista conduzida pelo profissional da saúde com o seu paciente. Esta entrevista pode ter diversos objetivos, dentre eles ser um ponto de partida para o estabelecimento de um diagnóstico (ou seja, a demarcação de um quadro clínico) ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  • 15. Nosologia e Nosografia: A nosologia (do grego 'nósos„ = "doença" + 'logos„ = “estudo”, "tratado", "razão explicativa") é a parte dos saberes da saúde (e também um ramo da patologia) que trata das enfermidades em geral e as classifica do ponto de vista explicativo (isto é, em função de seus mecanismos ou de sua etiopatogenia). Enquanto a nosografia ordena as enfermidades desde o aspecto meramente descritivo (graphos = descrição). ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  • 16. Etiologia: Etiologia (aitía = causa + logos) é o estudo das causas (ciência das causas). Certamente, atrela-se a uma raciocínio determinista (seja ele estrito ou mais amplo, isto é, multifatorial). A expectativa da etiologia apresenta-se em vários campos: saúde mental, biologia, criminologia, medicina, etc. Por exemplo, na perspectiva da biologia, a etiologia se preocupa com a causa das patologias: os agentes ou fatores causais de doença, a sua proveniência (endógena ou exógena) e o seu potencial agressivo (virulência). ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  • 17. Uma advertência muito válida para a contemporaneidade: devemos estar atentos para, na discussão semiológica no âmbito da psicopatologia, não construirmos um saber sobre o ilusório e um discurso sobre o inessencial ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  • 18. O quadro das patologias Costuma-se distinguir os „transfundos das vivências psicopatológicas‟ dos „sintomas emergentes‟. Transfundos das vivências: espécie de palco, de amplo cenário, de contexto geral, nos quais os sintomas podem emergir. O transfundo repercute sobre o sentido, a direção e a qualidade do sintoma emergente; Fuga. Kandinsky, 1914. Sintomas emergentes: são os sintomas específicos vivenciados pelo paciente. São vivências pontuais, mais destacáveis, que ocorrem sobre um determinado transfundo. Ex.: uma alucinação, um delírio, um sentimento, uma alteração da linguagem, etc. ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  • 19. Dois tipos básicos de transfundos: a) Transfundos estáveis: costumam ser pouco mutáveis; tendem a ser tomados como traços da personalidade (nomeada de „personalidade pré-mórbida‟). Assim, devemos notar que qualquer vivência ou sintoma ganha um sentido ou valor diferente em função da subjetivação; b) Transfundos mutáveis e momentâneos: dizem respeito ao nível de consciência , ao humor, etc. Por exemplo, sob um estado de turvação da consciência, uma alucinação auditiva ou uma ideia intrusiva são experimentadas em uma atmosfera mais confusa ou onírica. Por outro lado, uma ideia recorrente em um contexto ansiogênico pode ganhar contornos mais intensos. ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  • 20. Quadros crônicos e quadros agudos: Uma patologia crônica nos aponta para um quadro que não é resolvido em um tempo curto, definido usualmente em três meses . Estes quadros não constituem emergências. No entanto, eles podem ser extremamente sérios. Incluem-se aqui também todas as condições em que um sintoma existe continuamente, e mesmo não pondo em risco explicitamente a saúde, são extremamente incomodativas levando à disrupção da qualidade de vida e atividades da pessoa. ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  • 21. ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  • 22. Quadros crônicos: Processo e desenvolvimento (a partir de Jaspers): Processo: refere-se a uma transformação lenta e insidiosa da personalidade, decorrentes de manifestações psíquicas que se mostram incompreensíveis para o paciente. O processo apresenta-se como uma ruptura na continuidade da biografia de uma pessoa. Por exemplo, a apresentação de uma esquizofrenia que lenta e radicalmente transforma a personalidade do sujeito. Desenvolvimento: refere-se à evolução de um pathos que é psiquicamente compreensível para o sujeito. Há, no desenvolvimento, a manutenção da conexão do sentido ao longo da vida do paciente. ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  • 23. Quadros agudos: a) Crise (ou ataque): observam-se o surgimento e a remissão abrupta de sintomas, durando minutos ou horas. Depois, vem a remissão. Ex.: crise epilética, ataque de pânico, crise de agitação psicomotora, etc.; b) Episódio: geralmente, dura dias ou semanas. Tal como a crise, o episódio nada especifica sobre a natureza ou especificidade do quadro; c) Reação vivencial: é um fenômeno psiquicamente compreensível para quem é acometido por ele, desencadeado por eventos vitais significativos para quem os experimenta. Ex.: após o término de uma relação, a morte de alguém querido ou a perda do emprego, alguém reage com um conjunto de sintomas fóbicos, ansiôgenos, depressivos, paranóides, etc. Passado o episódio, a subjetividade não se altera significativamente, havendo, ALEXANDRE pois, a recuperação. SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  • 24. Ainda sobre os quadros agudos: d) Fase: designa, principalmente, os episódios de mania de baixa do humor nos quadros afetivos. A instalação da fase pode portar a marca da incompreensibilidade para o sujeito acometido. Pode durar semanas ou meses, um pouco mais raramente, anos. Nomeia-se: fase maníaca, fase depressiva. e) Surto: ocorrência aguda, instalada de forma surpreendente e repentina, exibindo um quadro com fortes traços incompreensíveis para o paciente. A grande característica do surto é que ele tende a produzir sequelas (irreversíveis ou não, esta é uma discussão) à personalidade, cognição, etc. Pode durar semanas ou meses. Por exemplo, na esquizofrenia, o surto, em geral, não permite restitutio ad integrum. A sucessão de surtos (-> recorrência) pode promover um estado de demenciação ou a exacerbação de sintomas negativos; ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  • 25. Surto -> déclenchement ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  • 26. Pródromo: Todos os quadros anteriores, especialmente a fase e o surto, podem apresentar um momento no qual verificamos os sintomas prodrômicos: palavra grega que designa „aquilo que corre na frente‟, ou seja, são os sintomas (geralmente bem discretos) que estão na margem inicial (bem precoce) da fase ou do surto. ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  • 27. SÍNDROMES: São agrupamentos relativamente constantes e estáveis de determinados sinais e sintomas. Enfim, é uma constelação de sinais e sintomas associados a um mesmo quadro. Estes sinais e sintomas caracterizam um dado quadro (e o diferenciam de outro), ainda que alguns componentes da síndrome não sejam exclusivos do dado quadro clínico e podem ser oriundos de vários fatores distintos; • ao se delimitar uma síndrome, não se trata ainda da definição e demarcação de causas específicas e de uma natureza essencial ao processo patológico; • a síndrome é puramente uma definição ALEXANDRE SIMÕES descritiva de um conjunto momentâneo e ® Todos os direitos de autor reservados. recorrente de sinais e sintomas;
  • 28. Mas, há algo instrutivo a ser extraído do conceito de síndrome: os sintomas e signos não se agrupam a esmo e suas combinações não são infinitas ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  • 29. Classificação: A expressão classificação científica (oriunda, em larga medida, de uma classificação biológica) designa o modo como se agrupam e categorizam diversos fenômenos, aos moldes das espécies de seres vivos. Classificar A classificação científica moderna tem as suas raízes no sistema de Linnaeus, que agrupou as espécies de acordo com as características morfológicas por elas partilhadas. Estes agrupamentos foram subsequentemente alterados múltiplas vezes para melhorar a consistência entre a classificação e a seriação. A classificação científica pertence à ciência da taxonomia e tem pretensões sistemáticas. Seriar ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  • 30. Enfim, muitos conceitos.. mas que devem ser absorvidos gradativamente por vocês transfundo anamnese semiologia síndrome crônico crise episódio pródromo sintomas
  • 31. Ainda sobre a estratégia de nosso curso, ao longo deste semestre: Buscaremos compreender o que vem a ser o “imaginário da loucura” para, por fim, percebermos a nossa implicação no mesmo; ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  • 32. Unidades temáticas de nosso curso: UNIDADE I: A constituição da Psiquiatria e da Saúde Mental: história e epistemologia • O estatuto do humano frente ao pathos; • Fundamentos da Razão Biologicista; • O discurso da loucura e acerca da loucura; • Pinel: libertação do louco e encarceramento da loucura; • Marcos sinalizadores da Psiquiatria; • Doença mental, discurso e poder; • Do diagnóstico à clínica; • Trajetória do saber psicopatológico no Brasil: uma introdução; ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  • 33. UNIDADE II: A ordem dos fenômenos: em direção à semiologia • Fundamentos da clínica do olhar; • Estudo das alterações das funções psíquicas elementares: • # consciência; • # atenção; • # orientação; • # vivência do tempo e do espaço; • # sensopercepção; • # memória; • # afetividade; • # vontade e psicomotricidade; • #pensamento; • # juízo de realidade; • # linguagem; • Estudo das alterações das funções psíquicas compostas: • # personalidade/identidade; • # inteligência; ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  • 34. Bibliografia: Nestas primeiras semanas de curso, desenvolveremos uma série de temas que devem ser detalhadamente acompanhados nos seguintes textos: • “A loucura só existe em uma sociedade” (1961), de M. Foucault, in: FOUCAULT, M. Ditos & escritos I; problematização do sujeito: Psicologia, psiquiatria e psicanálise. Rio de Janeiro: Forense universitária, 1999. Pp. 149-150. • “A água e a loucura” (1963), de M. Foucault, in: FOUCAULT, M. Ditos & escritos I; problematização do sujeito: Psicologia, psiquiatria e psicanálise. Rio de Janeiro: Forense universitária, 1999. pp.186-189. • “A loucura, ausência de obra” (1964), de M. Foucault, in: FOUCAULT, M. Ditos & escritos I; problematização do sujeito: Psicologia, psiquiatria e psicanálise. Rio de Janeiro: Forense universitária, 1999. Pp. 190-198. • “A loucura e a sociedade” (1970), de M. Foucault, in: FOUCAULT, M. Ditos & escritos I; problematização do sujeito: Psicologia, psiquiatria e psicanálise. Rio de Janeiro: Forense universitária, 1999. Pp. 235-242. • “O asilo ilimitado” (1977), de M. Foucault, in: FOUCAULT, M. Ditos & escritos I; problematização do sujeito: Psicologia, psiquiatria e psicanálise. Rio de Janeiro: Forense universitária, 1999. Pp. 294-297. • “O paradigma psiquiátrico”, in: AMARANTE, Paulo. O homem e a serpente; outras histórias para a loucura e a psiquiatria. Rio de Janeiro: Fiocruz, 1996. • DALGALARRONDO, Paulo. Psicopatologia e semiologia dos transtornos ALEXANDRE SIMÕES mentais. Porto Alegre: Artemed, 2000. ® Todos os direitos de autor reservados.
  • 35. As primeiras semanas de curso: SEMANA TEMA REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA PRINCIPAL 1ª a 3ª Apresentação geral do curso; Notas de aula Introdução a conceitos básicos e exposição de problematizações relativas à saúde mental e psicopatologia 4ª Introdução ao campo da saúde mental : “O paradigma psiquiátrico”, in: AMARANTE, Paulo. O a época de Pinel, seu gesto e homem e a serpente; outras histórias para a loucura e a psiquiatria. Rio de Janeiro: Fiocruz, 1996. consequências 5ª Observações a partir do paradigma “O paradigma psiquiátrico”, in: AMARANTE, Paulo. O psiquiátrico e suas consequências homem e a serpente; outras histórias para a loucura e a psiquiatria. Rio de Janeiro: Fiocruz, 1996. contemporâneas 6ª Alterações da consciência DALGALARRONDO, Paulo. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. Porto Alegre: Artemed, 2000. 7a Alterações da atenção DALGALARRONDO, Paulo. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. Porto Alegre: Artemed, 2000. 8ª Alterações da orientação DALGALARRONDO, Paulo. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. Porto Alegre: Artemed, 2000. ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  • 36. As teorias mal fundadas passam... a clínica permanece ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  • 37. Prosseguiremos na próxima aula! Prof. Alexandre Simões Contatos: www.alexandresimoes.com.br alexandresimoes@terra.com.br ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.