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SAÚDE MENTAL E DESENVOLVIMENTO
DA PERSONALIDADE
PROF. AROLDO GAVIOLI
Saúde Mental
x
Doença mental
Várias teorias já tentaram definir o conceito de saúde mental.
Diversos aspectos do funcionamento individual.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que não
existe definição “oficial” de saúde mental.
De um modo geral, poderíamos definir saúde como o nível
de qualidade de vida cognitiva ou emocional de cada pessoa,
incluindo sua capacidade de apreciar a vida e procurar um
equilíbrio entre suas atividades.
O que é saúde
mental?
Conceito amplo.
Equilíbrio emocional interno e as exigências ou
vivências externas.
Capacidade de administrar a própria vida e as suas
emoções dentro de um amplo espectro de variações.
Capacidade de ser sujeito de suas próprias ações
sem perder a noção de tempo e espaço.
É buscar viver a vida na sua plenitude máxima,
respeitando o outro.
Critérios para se
ter uma boa
saúde mental
• Crescimento, desenvolvimento e autorrealização;
• Integração e resposta emocional;
• Autonomia e autodeterminação;
• Percepção apurada da realidade;
• Domínio ambiental e competência social;
• Atitudes positivas em relação a si próprio.
Conceitos
Psiquiatria
A psiquiatria tem um
projeto especifico,
que é o tratamento
medicamentoso.
Saúde mental
A saúde mental esta voltada mais para o
biopsicossocial do
individuo/família/comunidade
Conceito de prevenção
Saúde pública
Fatores predisponentes aos transtornos
mentais
FATORES FÍSICOS OU BIOLÓGICOS
• Alterações ocorridas no corpo como um todo, em determinado órgão ou no sistema nervoso central (SNC):
• Fatores genéticos ou hereditários (tendências, predisposições);
• Fatores pré-natais (condições da gestação) – álcool, drogas, medicações, estresses, depressão;
• Fatores perinatais – durante o nascimento do bebê, sofrimento fetal, placenta prévia, uso de fórceps, outros;
• Fatores neuroendocrinológicos (tireoide) – mudanças hormonais podem influenciar nosso estado de humor ou até
mesmo estados psicóticos, como psicose puerperal, depressão pós-parto ou transtorno pré-menstrual (TPM);
• Fatores ligados à doença orgânica – abuso de substâncias psicoativas, traumatismos cranioencefálico
(acidentes),intoxicações, infecções (meningite).
FATORES AMBIENTAIS
SOCIAIS:
• interações que temos com os outros, nossas relações pessoais, profissionais e/ou em grupos. As pessoas
significativamente importantes na nossa vida ficam marcadas em nós, na maneira de pensar e agir. Ex.: se
em nossa infância aprendemos que existem pessoas que não são confiáveis, é provável que tenhamos
dificuldades para confiar em alguém na nossa vida adulta; ou se nos colocam medo de certo objeto ou
momento, certamente iremos ter medos também quando adultos.
CULTURAIS:
• modificam-se de país para país, de estado para estado, ou seja, a noção de certo e errado muda conforme
o grupo de convívio (religioso, escola, família, país, cultura)
ECONÔMICOS:
• a miséria pode levar ao aumento da criminalidade e essa, ao aumento da tensão do nosso dia a dia.
• Consumismo e Endividamento
FATORES EMOCIONAIS OU PSICOLÓGICOS
NASCIMENTO:
• formação da personalidade, segurança, confiança, adaptação às mudanças da família com a presença de um novo integrante; violência e
abandono na infância.
MUDANÇAS:
• adaptação a ambiente, pessoas, locais de trabalho, nova profissão, novo chefe, novas regras, emprego (novo, perda, promoção ou
rebaixamento, aposentadoria); relacionamentos (separação, divórcio, quando um filho sai de casa); saúde (doença, ferimento, acidente);
perda de propriedade, mudança de fuso horário, de estado ou país, de casa ou de cidade.
ESTUPRO:
• o impacto do estupro pode ser devastador. O acompanhamento de vítimas de estupro tem repetidamente demonstrado maior tendência a
apresentar, a curto e longo prazos, transtornos psiquiátricos.
DESASTRES:
• o acidente ou desastre não necessariamente precisa ser com o indivíduo. Ele pode ter acontecido em locais distantes e com pessoas
desconhecidas. Ex.: algumas pesquisas mostraram um aumento de atendimentos em pronto socorros de casos de pânico depois da queda
das torres gêmeas (World Trade Center).
LUTO:
• é um processo de sofrimento geralmente associado à morte de uma pessoa amada.
Personalidade
Tudo aquilo que distingue um individuo de outros, ou seja, o conjunto
de características psicológicas que determinam a sua individualidade
pessoal e social.
A formação da personalidade é processo gradual, complexo e único de
cada individuo.
Personalidade e uma característica individual que influencia
diretamente a vida de cada um.
Freud
Desenvolvimento da personalidade por estágios.
A experiência da infância tem forte influência sobre a personalidade do
individuo adulto.
Estrutura da personalidade
• Freud organizou a estrutura da personalidade em três componentes principais: id, ego e
superego.
Estruturas da personalidade
Id: é o princípio do prazer. Presente ao nascimento, busca satisfazer as necessidades e obter
gratificação imediata. Os comportamentos podem ser impulsivos e irracionais.
Ego: também denominado eu racional ou princípio da realidade. Começa a se desenvolver entre os 4 e 6
meses de idade. Ele vivencia a realidade do mundo externo, adapta-se a ele. À medida que se
desenvolve e ganha força, o ego procura fazer as influências do mundo externo agirem sobre o id,
para substituir o princípio do prazer pelo da realidade. Sua principal função é manter a harmonia
entre o mundo externo, o id e o superego.
Superego: princípio da perfeição, desenvolve-se entre os 3 e 6 anos de idade. Ele internaliza os valores e
princípios morais estabelecidos pelos responsáveis pelo indivíduo. Ele é importante para a
socialização, pois ajuda o ego no Controle dos impulsos. Mas quando se torna muito rígido e
punitivo, podem ocorrer baixas autoconfiança e autoestima.
Estruturas da personalidade
Exemplo:
• id: estômago roncando!
• ego: Você entra em um
bar e pede uma coxinha!
• Superego: Você pensa
que uma coxinha tem 300
calorias!
Topografia da mente segundo Freud:
consciente, pré-consciente e inconsciente.
Consciente:
•Memórias ao alcance da percepção do individuo.
•Facilmente recordados ou recuperados.
•Menor das três categorias.
Pré-consciente:
•Memórias esquecidas.
•Podem ser rapidamente lembradas.
Inconsciente:
•Não se conseguem trazer a percepção consciente.
•Maior das três categorias.
•Desagradáveis ou não essenciais.
•Recuperadas por hipnose.
•Certas substancias que alteram a percepção.
•Sonhos.
•Comportamento incompreensível.
Estágios do desenvolvimento da
personalidade
Cinco fases psicossociais.
Fase oral (foco da energia na boca), ocorre do nascimento aso 18 meses – satisfação de
necessidade básicas.
Fase anal (foco de energia ao controle dos esfíncteres) ocorre dos 18 meses aos 3 anos –
interação social e normas de higiene (inicio da interação social).
Fase fálica (foco de energia nas zonas genitais) – ocorre dos 3 a 6 anos – libido investida sobre o
pai ou mãe.
Fase de latência (6 anos até puberdade) – foco no grupo e nos amigos do mesmo sexo –
identificação.
Fase genital (13 aos 20 anos) – As relações interpessoais se baseiam no prazer verdadeiro
derivado da interação sexual.
Transtornos da personalidade
Distúrbio grave do comportamento que envolve todas as áreas de
atuação da pessoa, resultando em rupturas pessoal e social.
Predisposição genética/hereditária.
São notados no final da infância ou na adolescência.
Diagnóstico difícil
Transtornos da personalidade
Aspectos básicos:
GRUPO A: COMPORTAMENTOS DESCRITOS
COMO ESTRANHOS OU EXCÊNTRICOS
Distúrbio de personalidade paranóide: CID F60.0
• Apresenta sensibilidade exagerada a qualquer momento
• Tende a guardar ódio, rancores, recusando-se a perdoar; sempre
desconfia; distorce as situações;
• Interpreta erroneamente as ações amistosas de outros;
• Luta pelos seus direitos pessoais; apresenta suspeita em relação a
qualquer tipo de fidelidade, seja paterna, conjugal ou de amizade;
• autovaloriza-se excessivamente; vê em tudo uma relação misteriosa entre
si; esta sempre preocupado com eventos conspiratórios.
GRUPO A: COMPORTAMENTOS DESCRITOS
COMO ESTRANHOS OU EXCÊNTRICOS
Distúrbio de personalidade esquizoide: F60.1
• Frios e distantes emocionalmente.
• Afetividade embotada, poucas atividades de prazer, capacidade limitada
para expressar sentimentos calorosos ou de raiva.
• Indiferentes a elogios ou a críticas, com interesse sexual diminuído.
• Há preferência por realizar atividades solitárias, não possuindo amigos
íntimos ou relacionamentos confidentes.
• Apresenta preocupação excessiva com fantasias e introspecção e
insensibilidade marcante para com normas.
GRUPO A: COMPORTAMENTOS DESCRITOS
COMO ESTRANHOS OU EXCÊNTRICOS
Distúrbio de personalidade esquizotípica (F.21)
• Seus portadores apresentam afeto inapropriado e constrangido;
• retraimento social;
• crenças estranhas e pensamentos mágicos;
• Aparência estranha ou excêntrica;
• não têm amigos ou pessoas confidentes;
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GRUPO B: COMPORTAMENTOS DESCRITOS
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Distúrbio de personalidade antissocial (CID-10: F 60.2):
• Indiferença pelos sentimentos alheios;
• Atitude persistente de irresponsabilidade e desrespeito por normas.
• Estabelece relacionamentos, mas é impossível mantê-los por muito tempo.
• Pouca tolerância a frustrações, com baixo limiar para descarga de agressão
• Nunca experimentam sensações de culpa nem aprendem com experiências, mesmo
sendo punidos severamente.
• Têm propensão a culpar os outros ou oferecer respostas plausíveis para a situação.
GRUPO B: COMPORTAMENTOS DESCRITOS
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Distúrbio de personalidade borderline (CID-10: F 60.31).
• Instabilidade na regulação do afeto e dos impulsos. Alguns sinais e sintomas
apresentados são: raiva, tristeza, vergonha, pânico, terror e sentimentos crônicos de
vazio e solidão.
• Labilidade do humor.
• impulsividade manifestada de duas formas: atitudes autodestrutivas (automutilação,
ameaças e tentativas de suicídio).
• Impulsividade: abuso de drogas, desordens alimentares, participação em orgias e
explosões verbais.
• Profundo medo de abandono, ameaçando as pessoas com esforços excessivos para evitá-
lo (ex.: relacionamentos conjugais).
GRUPO B: COMPORTAMENTOS DESCRITOS
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Distúrbio de personalidade histriônica(F60.4).
• Pessoas dramáticas, teatrais, exageradas, superficiais e lábeis nos relacionamentos.
• Chamam a atenção para si mesmas e são preocupadas excessivamente com a aparência
e atração física.
• Controlam pessoas e circunstâncias para conseguirem o que querem (manipuladoras)
• Exigem atenção a todo instante, e acham que outros só lhe darão atenção
se agirem por extremos caminhos.
• Possuem sempre uma imensa vontade de seduzir, entretanto tendem a evitar relações
afetivas autênticas, profundas e íntimas.
GRUPO B: COMPORTAMENTOS DESCRITOS
COMO DRAMÁTICOS E EMOCIONAIS.
Distúrbio de personalidade Narcisista (F60.8).
Apresentam um padrão generalizado de grandiosidade, falta de empatia e
hipersensibilidade à avaliação alheia.
Geralmente reagem às críticas com sentimentos de raiva, vergonha ou humilhação.
Exploram os sentimentos interpessoais para atingir seus objetivos.
Acham-se muito importantes, exagerando em suas aquisições e talentos, sua vontade
de poder, beleza e amor ideal.
Esperam sempre ser tratados de modo especial devido as suas qualidades, exigindo
constante atenção e admiração.
GRUPO C: COMPORTAMENTOS DESCRITOS
COMO ANSIOSOS OU MEDROSOS
Distúrbio de personalidade de abstenção ou esquiva. (F60.6).
Padrão de desconforto social, medo de avaliação negativa e timidez que
se inicia nas primeiras etapas da idade adulta.
As pessoas com distúrbios da personalidade de abstenção estabelecem
relações com os outros apenas se acreditarem que não serão rejeitados.
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A perda e a rejeição são tão dolorosas, que preferem a solidão a se
arriscar em um relacionamento.
GRUPO C: COMPORTAMENTOS DESCRITOS
COMO ANSIOSOS OU MEDROSOS
Distúrbio de personalidade dependente (F60.7).
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pessoas o façam.
• Subordina suas próprias necessidades às dos outros;
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cuidar-se. Para tomar uma decisão cotidiana necessita de vários
conselhos.
GRUPO C: COMPORTAMENTOS DESCRITOS
COMO ANSIOSOS OU MEDROSOS
Distúrbio de personalidade obsessivo-compulsivo.
• Caracteriza-se por sentimentos de dúvida e de cautela
excessivos e preocupações com detalhes, regras, ordem,
organização e perfeccionismo que interferem na conclusão das
tarefas, além de preocupação com detalhes irrelevantes, como
trabalho, excluindo o prazer.
• Sempre rígido e teimoso, insiste para que todos se submetam à
sua maneira de fazer as coisas.
tratamento
orientar a família de como lidar com o transtorno.
• As psicoterapias são sempre indicadas e muitas vezes são o único tratamento adequado.
• A boa relação com o paciente é o objetivo principal em qualquer transtorno de
personalidade.
• Não existe uma indicação precisa para o uso de medicações.
• São utilizadas conforme os sinais e sintomas apresentados.
• Não ha bons resultados no tratamento de manutenção. Primeiro porque os pacientes
• não se mantem por longo tempo em tratamento e, segundo, porque não ocorrem
mudanças na personalidade, apenas um controle de sintomas.
Tratamento
FARMACOLÓGICO
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Saúde mental, desenvolvimento e transtornos da personalidade

  • 1. SAÚDE MENTAL E DESENVOLVIMENTO DA PERSONALIDADE PROF. AROLDO GAVIOLI
  • 2. Saúde Mental x Doença mental Várias teorias já tentaram definir o conceito de saúde mental. Diversos aspectos do funcionamento individual. A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que não existe definição “oficial” de saúde mental. De um modo geral, poderíamos definir saúde como o nível de qualidade de vida cognitiva ou emocional de cada pessoa, incluindo sua capacidade de apreciar a vida e procurar um equilíbrio entre suas atividades.
  • 3. O que é saúde mental? Conceito amplo. Equilíbrio emocional interno e as exigências ou vivências externas. Capacidade de administrar a própria vida e as suas emoções dentro de um amplo espectro de variações. Capacidade de ser sujeito de suas próprias ações sem perder a noção de tempo e espaço. É buscar viver a vida na sua plenitude máxima, respeitando o outro.
  • 4. Critérios para se ter uma boa saúde mental • Crescimento, desenvolvimento e autorrealização; • Integração e resposta emocional; • Autonomia e autodeterminação; • Percepção apurada da realidade; • Domínio ambiental e competência social; • Atitudes positivas em relação a si próprio.
  • 5. Conceitos Psiquiatria A psiquiatria tem um projeto especifico, que é o tratamento medicamentoso. Saúde mental A saúde mental esta voltada mais para o biopsicossocial do individuo/família/comunidade Conceito de prevenção Saúde pública
  • 6. Fatores predisponentes aos transtornos mentais FATORES FÍSICOS OU BIOLÓGICOS • Alterações ocorridas no corpo como um todo, em determinado órgão ou no sistema nervoso central (SNC): • Fatores genéticos ou hereditários (tendências, predisposições); • Fatores pré-natais (condições da gestação) – álcool, drogas, medicações, estresses, depressão; • Fatores perinatais – durante o nascimento do bebê, sofrimento fetal, placenta prévia, uso de fórceps, outros; • Fatores neuroendocrinológicos (tireoide) – mudanças hormonais podem influenciar nosso estado de humor ou até mesmo estados psicóticos, como psicose puerperal, depressão pós-parto ou transtorno pré-menstrual (TPM); • Fatores ligados à doença orgânica – abuso de substâncias psicoativas, traumatismos cranioencefálico (acidentes),intoxicações, infecções (meningite).
  • 7. FATORES AMBIENTAIS SOCIAIS: • interações que temos com os outros, nossas relações pessoais, profissionais e/ou em grupos. As pessoas significativamente importantes na nossa vida ficam marcadas em nós, na maneira de pensar e agir. Ex.: se em nossa infância aprendemos que existem pessoas que não são confiáveis, é provável que tenhamos dificuldades para confiar em alguém na nossa vida adulta; ou se nos colocam medo de certo objeto ou momento, certamente iremos ter medos também quando adultos. CULTURAIS: • modificam-se de país para país, de estado para estado, ou seja, a noção de certo e errado muda conforme o grupo de convívio (religioso, escola, família, país, cultura) ECONÔMICOS: • a miséria pode levar ao aumento da criminalidade e essa, ao aumento da tensão do nosso dia a dia. • Consumismo e Endividamento
  • 8. FATORES EMOCIONAIS OU PSICOLÓGICOS NASCIMENTO: • formação da personalidade, segurança, confiança, adaptação às mudanças da família com a presença de um novo integrante; violência e abandono na infância. MUDANÇAS: • adaptação a ambiente, pessoas, locais de trabalho, nova profissão, novo chefe, novas regras, emprego (novo, perda, promoção ou rebaixamento, aposentadoria); relacionamentos (separação, divórcio, quando um filho sai de casa); saúde (doença, ferimento, acidente); perda de propriedade, mudança de fuso horário, de estado ou país, de casa ou de cidade. ESTUPRO: • o impacto do estupro pode ser devastador. O acompanhamento de vítimas de estupro tem repetidamente demonstrado maior tendência a apresentar, a curto e longo prazos, transtornos psiquiátricos. DESASTRES: • o acidente ou desastre não necessariamente precisa ser com o indivíduo. Ele pode ter acontecido em locais distantes e com pessoas desconhecidas. Ex.: algumas pesquisas mostraram um aumento de atendimentos em pronto socorros de casos de pânico depois da queda das torres gêmeas (World Trade Center). LUTO: • é um processo de sofrimento geralmente associado à morte de uma pessoa amada.
  • 9. Personalidade Tudo aquilo que distingue um individuo de outros, ou seja, o conjunto de características psicológicas que determinam a sua individualidade pessoal e social. A formação da personalidade é processo gradual, complexo e único de cada individuo. Personalidade e uma característica individual que influencia diretamente a vida de cada um.
  • 10. Freud Desenvolvimento da personalidade por estágios. A experiência da infância tem forte influência sobre a personalidade do individuo adulto. Estrutura da personalidade • Freud organizou a estrutura da personalidade em três componentes principais: id, ego e superego.
  • 11. Estruturas da personalidade Id: é o princípio do prazer. Presente ao nascimento, busca satisfazer as necessidades e obter gratificação imediata. Os comportamentos podem ser impulsivos e irracionais. Ego: também denominado eu racional ou princípio da realidade. Começa a se desenvolver entre os 4 e 6 meses de idade. Ele vivencia a realidade do mundo externo, adapta-se a ele. À medida que se desenvolve e ganha força, o ego procura fazer as influências do mundo externo agirem sobre o id, para substituir o princípio do prazer pelo da realidade. Sua principal função é manter a harmonia entre o mundo externo, o id e o superego. Superego: princípio da perfeição, desenvolve-se entre os 3 e 6 anos de idade. Ele internaliza os valores e princípios morais estabelecidos pelos responsáveis pelo indivíduo. Ele é importante para a socialização, pois ajuda o ego no Controle dos impulsos. Mas quando se torna muito rígido e punitivo, podem ocorrer baixas autoconfiança e autoestima.
  • 12. Estruturas da personalidade Exemplo: • id: estômago roncando! • ego: Você entra em um bar e pede uma coxinha! • Superego: Você pensa que uma coxinha tem 300 calorias!
  • 13. Topografia da mente segundo Freud: consciente, pré-consciente e inconsciente. Consciente: •Memórias ao alcance da percepção do individuo. •Facilmente recordados ou recuperados. •Menor das três categorias. Pré-consciente: •Memórias esquecidas. •Podem ser rapidamente lembradas. Inconsciente: •Não se conseguem trazer a percepção consciente. •Maior das três categorias. •Desagradáveis ou não essenciais. •Recuperadas por hipnose. •Certas substancias que alteram a percepção. •Sonhos. •Comportamento incompreensível.
  • 14. Estágios do desenvolvimento da personalidade Cinco fases psicossociais. Fase oral (foco da energia na boca), ocorre do nascimento aso 18 meses – satisfação de necessidade básicas. Fase anal (foco de energia ao controle dos esfíncteres) ocorre dos 18 meses aos 3 anos – interação social e normas de higiene (inicio da interação social). Fase fálica (foco de energia nas zonas genitais) – ocorre dos 3 a 6 anos – libido investida sobre o pai ou mãe. Fase de latência (6 anos até puberdade) – foco no grupo e nos amigos do mesmo sexo – identificação. Fase genital (13 aos 20 anos) – As relações interpessoais se baseiam no prazer verdadeiro derivado da interação sexual.
  • 15. Transtornos da personalidade Distúrbio grave do comportamento que envolve todas as áreas de atuação da pessoa, resultando em rupturas pessoal e social. Predisposição genética/hereditária. São notados no final da infância ou na adolescência. Diagnóstico difícil
  • 17. GRUPO A: COMPORTAMENTOS DESCRITOS COMO ESTRANHOS OU EXCÊNTRICOS Distúrbio de personalidade paranóide: CID F60.0 • Apresenta sensibilidade exagerada a qualquer momento • Tende a guardar ódio, rancores, recusando-se a perdoar; sempre desconfia; distorce as situações; • Interpreta erroneamente as ações amistosas de outros; • Luta pelos seus direitos pessoais; apresenta suspeita em relação a qualquer tipo de fidelidade, seja paterna, conjugal ou de amizade; • autovaloriza-se excessivamente; vê em tudo uma relação misteriosa entre si; esta sempre preocupado com eventos conspiratórios.
  • 18. GRUPO A: COMPORTAMENTOS DESCRITOS COMO ESTRANHOS OU EXCÊNTRICOS Distúrbio de personalidade esquizoide: F60.1 • Frios e distantes emocionalmente. • Afetividade embotada, poucas atividades de prazer, capacidade limitada para expressar sentimentos calorosos ou de raiva. • Indiferentes a elogios ou a críticas, com interesse sexual diminuído. • Há preferência por realizar atividades solitárias, não possuindo amigos íntimos ou relacionamentos confidentes. • Apresenta preocupação excessiva com fantasias e introspecção e insensibilidade marcante para com normas.
  • 19. GRUPO A: COMPORTAMENTOS DESCRITOS COMO ESTRANHOS OU EXCÊNTRICOS Distúrbio de personalidade esquizotípica (F.21) • Seus portadores apresentam afeto inapropriado e constrangido; • retraimento social; • crenças estranhas e pensamentos mágicos; • Aparência estranha ou excêntrica; • não têm amigos ou pessoas confidentes; • ideias paranoides; pensamento vago e estereotipados.
  • 20. GRUPO B: COMPORTAMENTOS DESCRITOS COMO DRAMÁTICOS E EMOCIONAIS. Distúrbio de personalidade antissocial (CID-10: F 60.2): • Indiferença pelos sentimentos alheios; • Atitude persistente de irresponsabilidade e desrespeito por normas. • Estabelece relacionamentos, mas é impossível mantê-los por muito tempo. • Pouca tolerância a frustrações, com baixo limiar para descarga de agressão • Nunca experimentam sensações de culpa nem aprendem com experiências, mesmo sendo punidos severamente. • Têm propensão a culpar os outros ou oferecer respostas plausíveis para a situação.
  • 21. GRUPO B: COMPORTAMENTOS DESCRITOS COMO DRAMÁTICOS E EMOCIONAIS. Distúrbio de personalidade borderline (CID-10: F 60.31). • Instabilidade na regulação do afeto e dos impulsos. Alguns sinais e sintomas apresentados são: raiva, tristeza, vergonha, pânico, terror e sentimentos crônicos de vazio e solidão. • Labilidade do humor. • impulsividade manifestada de duas formas: atitudes autodestrutivas (automutilação, ameaças e tentativas de suicídio). • Impulsividade: abuso de drogas, desordens alimentares, participação em orgias e explosões verbais. • Profundo medo de abandono, ameaçando as pessoas com esforços excessivos para evitá- lo (ex.: relacionamentos conjugais).
  • 22. GRUPO B: COMPORTAMENTOS DESCRITOS COMO DRAMÁTICOS E EMOCIONAIS. Distúrbio de personalidade histriônica(F60.4). • Pessoas dramáticas, teatrais, exageradas, superficiais e lábeis nos relacionamentos. • Chamam a atenção para si mesmas e são preocupadas excessivamente com a aparência e atração física. • Controlam pessoas e circunstâncias para conseguirem o que querem (manipuladoras) • Exigem atenção a todo instante, e acham que outros só lhe darão atenção se agirem por extremos caminhos. • Possuem sempre uma imensa vontade de seduzir, entretanto tendem a evitar relações afetivas autênticas, profundas e íntimas.
  • 23. GRUPO B: COMPORTAMENTOS DESCRITOS COMO DRAMÁTICOS E EMOCIONAIS. Distúrbio de personalidade Narcisista (F60.8). Apresentam um padrão generalizado de grandiosidade, falta de empatia e hipersensibilidade à avaliação alheia. Geralmente reagem às críticas com sentimentos de raiva, vergonha ou humilhação. Exploram os sentimentos interpessoais para atingir seus objetivos. Acham-se muito importantes, exagerando em suas aquisições e talentos, sua vontade de poder, beleza e amor ideal. Esperam sempre ser tratados de modo especial devido as suas qualidades, exigindo constante atenção e admiração.
  • 24. GRUPO C: COMPORTAMENTOS DESCRITOS COMO ANSIOSOS OU MEDROSOS Distúrbio de personalidade de abstenção ou esquiva. (F60.6). Padrão de desconforto social, medo de avaliação negativa e timidez que se inicia nas primeiras etapas da idade adulta. As pessoas com distúrbios da personalidade de abstenção estabelecem relações com os outros apenas se acreditarem que não serão rejeitados. Estão sempre preocupadas com seus próprios defeitos. A perda e a rejeição são tão dolorosas, que preferem a solidão a se arriscar em um relacionamento.
  • 25. GRUPO C: COMPORTAMENTOS DESCRITOS COMO ANSIOSOS OU MEDROSOS Distúrbio de personalidade dependente (F60.7). • Dificuldade de tomar decisões na vida, permitindo que outras pessoas o façam. • Subordina suas próprias necessidades às dos outros; • Tem dificuldades para fazer exigências; sente-se inconfortável ou desamparada quando sozinha por medo exagerado de auto cuidar-se. Para tomar uma decisão cotidiana necessita de vários conselhos.
  • 26. GRUPO C: COMPORTAMENTOS DESCRITOS COMO ANSIOSOS OU MEDROSOS Distúrbio de personalidade obsessivo-compulsivo. • Caracteriza-se por sentimentos de dúvida e de cautela excessivos e preocupações com detalhes, regras, ordem, organização e perfeccionismo que interferem na conclusão das tarefas, além de preocupação com detalhes irrelevantes, como trabalho, excluindo o prazer. • Sempre rígido e teimoso, insiste para que todos se submetam à sua maneira de fazer as coisas.
  • 27. tratamento orientar a família de como lidar com o transtorno. • As psicoterapias são sempre indicadas e muitas vezes são o único tratamento adequado. • A boa relação com o paciente é o objetivo principal em qualquer transtorno de personalidade. • Não existe uma indicação precisa para o uso de medicações. • São utilizadas conforme os sinais e sintomas apresentados. • Não ha bons resultados no tratamento de manutenção. Primeiro porque os pacientes • não se mantem por longo tempo em tratamento e, segundo, porque não ocorrem mudanças na personalidade, apenas um controle de sintomas.
  • 28. Tratamento FARMACOLÓGICO • Antipsicóticos: controle da raiva • IMAO: impulsividade • ISRS: depressão • CMZP • Se sintomas TDAH – metilfenidato • Anticonvulsivantes – Tegretol • Enfim a medicação pé sintomática