SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 27
Baixar para ler offline
Transtornos mentais
orgânicos
Prof. Me. Aroldo Gavioli
O envelhecimento normal
Lentificação psicomotora e diminuição dos reflexos motores
Diminuição da velocidade de processamento de informações
Pode haver dificuldade de codificar novas informações (compreensão
e aprendizado)
Hipomnesia que não afeta significativamente a funcionalidade
Dificuldade de lidar com mudanças na rotina diária
Demências
Deterioração cognitiva global na ausência de diminuição do nível de consciência
Comprometimento da memória recente e remota, pensamento abstrato, funções
corticais superiores e capacidade de julgamento
Decorrente de lesão ou disfunção cerebral
Interfere na funcionalidade global
Diagnóstico clínico
Demências
• a principal manifestação clínica é a
síndrome demencial
Primárias:
• distúrbios tóxico-metabólicos secundários a doenças
sistêmicas
• desnutrição, cerebrovasculares, cardíacas,
hepáticas, renais, endócrinas, infecciosas,
hidrocefalia, tumores, TCE
• Ação de drogas sobre o SNC
• cannabis?, benzodiazepínicos?, anticolinérgicos,
hipnóticos, antipsicóticos, antiepiléticos, álcool,
metais pesados...
Secundárias:
Demências Primárias
Doença de Alzheimer
Doença de Pick
(frontotemporal)
Doença dos corpúsculos
de Lewy
Sinais motores em Demências Primárias
Doença de Parkinson:
• bradicinesia, rigidez, tremor, instabilidade postural e alterações de marcha
Paralisia Supranuclear Progressiva:
• alteração da motricidade ocular extrínseca
Doença de Huntington:
• movimentos coreicos
Ataxias espinocerebelares:
• síndrome cerebelar
Alterações da marcha
Investigação diagnóstica
Exames laboratoriais:
• Hemograma completo; Uréia e creatinina; Eletroforese de proteínas; Enzimas hepáticas; TSH e T 4
livre; Glicemiaem jejum; Vitamina B 12 e folato;
Bioquímica:
• Na, K, Ca, P; VHS; Sorologia Sífilis e HIV;
LCR
• (Sífilis e AIDS)
EAS Mini Exame do estado Mental (Mini-Mental) Testagem neuropsicológica
imagenologia
• RNM de crânio / TC / SPECT / PET e EEG
Teste do Relógio
Miniexame do estado mental
Validado para o português em 1994
Constitui-se em um dos instrumentos de avaliação e rastreio de comprometimento cognitivo
mais utilizados pelos profissionais de saúde no mundo.
É composto por questões agrupadas em sete categorias, cada uma delas com o objetivo de
avaliar um grupo de funções cognitivas específicas:
• orientação temporal, orientação espacial, memória imediata, atenção e cálculo, memória de evocação,
linguagem e capacidade construtiva visual.
Pontos de corte:
• 13 pontos para analfabetos
• 18 pontos para aqueles com escolaridade baixa e média
• 26 pontos para idosas com escolaridade alta.
Miniexame do
estado mental
MEEM
MEEM – estudo com idosas residentes em
instituição de longa permanência
• A utilização de instrumentos para quantificar e monitorar os declínios
cognitivos oferece parâmetros de avaliação e possibilita a adequação dos
cuidados prestados, de acordo com as reais possibilidades das pessoas idosas.
• Em estágios iniciais do declínio cognitivo haverá comprometimento das
atividades instrumentais de vida diária, que são complexas e exigem mais
raciocínio e, ao evoluir para estágios avançados, as atividades básicas de vida
diária também poderão necessitar de auxílio.
• Essa evolução negativa das doenças degenerativas é desestimulante, tanto
para as idosas como para aqueles que cuidam delas. Mesmo assim, devemos
acreditar na capacidade delas em manter ou melhorar seu desempenho,
encorajando-as sempre que possível.
• Essas situações exigirão dos profissionais atitudes de compreensão, paciência
e tolerância.
LENARDT, Maria Helena et al . O desempenho de idosas institucionalizadas no miniexame do estado mental. Acta
paul. enferm., São Paulo , v. 22, n. 5, p. 638-644, Oct. 2009 .
Doença de Alzheimer
Descrita por Alois Alzheimer em 1907
Principal causa de demência (50% dos casos)
Mais prevalente no sexo feminino, portadores de Síndrome de Down e
pessoas com histórico familiar (genética)
Doença degenerativa que compromete o córtex cerebral (atrofia,
alargamento dos sulcos fissuras e dilatação ventricular) e áreas subcorticais
Após os 65 anos, a prevalência dobra a cada 5 anos
Doença de Alzheimer
Etiopatogenia envolve o sistema colinérgico
Histopatologia:
• presença de agrupamentos neurofibrilares no citoplasma dos
neurônios (com deposição da proteína “tau” que causa morte
neuronal), placas senis (depósitos extracelulares de neurônios em
degeneração), neurites, processo glial e acúmulo de proteína beta-
amilóide (rica em sílica e alumínio) nas placas senis e vasos
sanguíneos
Depressão pode abrir o quadro demencial
Doença de Alzheimer
Estágio
inicial:
insidioso e progressivo, deterioração da memória, dificuldade de concentração, fadiga,
alteração da personalidade, dificuldade de encontrar palavras para se expressar,
dissimulação dos déficits cognitivos
Estágio
moderado:
dificuldades nas atividades de rotina, desorientação temporoespacial, sintomas
neurológicos focais (disartria, crises convulsivas,...), afasia, ecolalia, vocabulário pobre e
pensamento concreto, Apraxia, agnosia, acalculia, agrafia Alteração do comportamento,
apatia, agitação, agressividade, puerilidade, labilidade afetiva, irritabilidade e até psicose
Estágio
avançado:
todas as funções intelectuais ficam muito comprometidas, não identifica os familiares, a
personalidade é devastada, discurso incompreensível, ataxia de marcha, paresia e
hipertonia muscular graves, com incontinência urinária e fecal; maior risco de Delirium
Doença de Alzheimer
Tratamento:
Exercícios físicos
Orientação familiar e apoio psicossocial
Terapia Ocupacional (memória, adaptação funcional,...)
Terapia Cognitivo-comportamental
Farmacoterapia (inibidores da acetilcolinesterase): Donepezila (5-10mg/dia) Galantamina (8-
12mg 2x/dia) Rivastigmina (3-6mg 2x/dia)
Demência dos corpúsculos de Lewy
20% dos casos, maior risco em homens
Inclusões citoplasmáticas eosinofílicas positivas para a proteína alfa-sinucleína (também
presente na D. de Parkinson) nas áreas neocorticais e límbicas e no tronco encefálico
Degeneração da substância nigra estriatal
Início entre 50-80 anos (principalmente aos 75 anos), podendo não afetar memória nesse
estágio
Afeta a aquisição e consolidação de informações (em contraposição ao mal de Alzheimer ->
prejuízo na recuperação)
Demência dos corpúsculos de Lewy
Déficits importantes na função executiva, fluência verbal e nos testes visuoespaciais (relógio,
desenho)
Déficits cognitivos oscilantes com episódios de delirium, alucinações visuais e sintomas
extrapiramidais (rigidez muscular, lentificação psicomotora,...) que aparecem menos de 1 ano
antes da demência
Podem ocorrer síncopes, quedas repetitivas
Risco aumentado para Sd. Neuroléptica Maligna
Curso oscilante, rápido e progressivo
Demência dos corpúsculos de Lewy
Tratamento:
Inibidores da
acetilcolinesterase
Antipsicóticos de segunda
geração para tratar a psicose
Doença de Pick (demência frontotemporal)
Atrofia da região fronto-temporal
Início insidioso entre 50-60 anos com alterações comportamentais e de personalidade precoces:
Desinibição, perda da autocrítica e do senso ético-moral, transgressões sexuais e das normas de
conduta social, negligência com a higiene
Afeto superficial, pueril ou jocoso, apatia e hipopragmatismo
Empobrecimento do vocabulário, afasia nominal
Evolui com hipomnesia
Final: deterioração intelectual e da personalidade
Demência Vascular
20% dos casos de demência
Maior incidência em homens
Causada por doença arteriosclerótica em vasos de médio e grande calibres (principalmente
carótida)
Fatores de risco: >60 anos, DM, HAS, tabagismo, IAM, colagenoses, vasculites, fibrilação atrial,
febre reumática, dislipidemia,...
Início abrupto e evolução gradativa
Estado mental pode oscilar e pode ocorrer delirium
Tratamento da doença de base e vasodilatadores cerebrais
Delirium
Rebaixamento do nível de consciência e da atenção acompanhados de déficit cognitivo que não
pode ser explicado por demência preexistente
Início abrupto
O quadro clínico flutua durante o dia
A causa básica SEMPRE é uma doença orgânica
Sinal de mau prognóstico
Hiperativo, Hipoativo ou Misto
Delirium
11-25% em pacientes idosos
29-31% em idosos internados em hospitais
Causas:
• Vulnerabilidade: demência (22-89%), desnutrição, idosos, múltiplas
comorbidades, uso de subst psicoativas.
• Precipitantes: infecções, uso de cateter vesical, polifarmácia (BZD, opióides, anti-
histamínicos, di- hidropiridinas, anticolinérgicos), dor, hipertermia, alterações dos
níveis glicêmicos, desidratação, trauma, sistema nervoso central; drogas ilícitas,
abstinência, função hepática/renal/tireóideana, IAM, ICC, O2, CO2, choque,
cirurgia, encefalite de Wernicke (ataxia, oftalmoplegia e confusão mental)
Tratamentos de enfermagem para os Sintomas
Comportamentais e Psicológicos das Demências -
SCPD
Tratamento farmacológico
• Garantir a administração correta dos medicamentos prescritos
(doses, horários e etc.).
Não farmacológicos
• Abordagem do paciente/ família/ cuidador
• reabilitação cognitiva que pode incluir treinos de orientação para
a realidade, treinamento de memória, reminiscência e outros.
• Técnicas como arteterapia, terapias ocupacionais, dança,
musicoterapia, exercícios, etc.
Tratamentos não farmacológicos para quadros
demenciais crônicos
Adaptações ambientais, instituição de rotinas e orientações ao
cuidadores como o uso de música suave durante o banho;
Evitar, ao máximo, confrontos com o paciente e um rigoroso
acompanhamento da data, hora e situação em que os SCPD
apareceram.
programas educacionais e treinamento do cuidador somados ao
suporte psicológico e dos serviços de saúde.
Atuação multidisciplinar
Acompanhamento nutricional, fisioterápico e fonoaudiológico.
intervenções de enfermagem:
hábitos de vida, uso correto dos medicamentos, cuidados com a pele,
hidratação e no manejo das intercorrências clínicas.
O atendimento familiar proporciona discussões, orientações e
aconselhamentos que visam à melhora do cuidado e a prevenção de problemas.
Referências
• ALMEIDA, OSVALDO P.. Mini exame dos estado mental e o
diagnóstico de demência no Brasil. Arq. Neuro-Psiquiatr., São
Paulo , v. 56, n. 3B, p. 605-612, Sept. 1998.
• BRUCKI, Sonia M.D. et al . Sugestões para o uso do mini-exame
do estado mental no Brasil. Arq. Neuro-Psiquiatr., São
Paulo, v. 61, n. 3B, p. 777-781, Sept. 2003 .
• LENARDT, Maria Helena et al . O desempenho de idosas
institucionalizadas no miniexame do estado mental. Acta paul.
enferm., São Paulo , v. 22, n. 5, p. 638-644, Oct. 2009.
• UNIVERSIDADE TECNCICA PARTICULAR DE LOJA (UTPL).
Semiologia médica: alterações da marcha. Acesso em
05/09/2016. https://www.youtube.com/watch?v=5kj-R0KiIl0.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados (20)

Parkinson
ParkinsonParkinson
Parkinson
 
O diagnóstico de enfermagem em saúde mental
O diagnóstico de enfermagem em saúde mentalO diagnóstico de enfermagem em saúde mental
O diagnóstico de enfermagem em saúde mental
 
Seminário alzheimer.
Seminário alzheimer.Seminário alzheimer.
Seminário alzheimer.
 
Aula emergencias psiquiatricas
Aula emergencias psiquiatricasAula emergencias psiquiatricas
Aula emergencias psiquiatricas
 
Principais Sindromes Geriatricas
Principais Sindromes GeriatricasPrincipais Sindromes Geriatricas
Principais Sindromes Geriatricas
 
Coma
ComaComa
Coma
 
psicofarmacologia 2
psicofarmacologia 2psicofarmacologia 2
psicofarmacologia 2
 
Sindrome do pânico
Sindrome do pânicoSindrome do pânico
Sindrome do pânico
 
BIOÉTICA EM ENFERMAGEM
BIOÉTICA EM ENFERMAGEMBIOÉTICA EM ENFERMAGEM
BIOÉTICA EM ENFERMAGEM
 
Psicofarmacologia
PsicofarmacologiaPsicofarmacologia
Psicofarmacologia
 
Crise convulsiva e quedas
Crise convulsiva e quedasCrise convulsiva e quedas
Crise convulsiva e quedas
 
Transtornos mentais e comportamentais devido ao uso de substância psicoativa
Transtornos mentais e comportamentais devido ao uso de substância psicoativaTranstornos mentais e comportamentais devido ao uso de substância psicoativa
Transtornos mentais e comportamentais devido ao uso de substância psicoativa
 
Demências
DemênciasDemências
Demências
 
Sinais e sintomas em neurologia
Sinais e sintomas em neurologiaSinais e sintomas em neurologia
Sinais e sintomas em neurologia
 
Aula saude do idoso
Aula saude do idosoAula saude do idoso
Aula saude do idoso
 
Demência
DemênciaDemência
Demência
 
Alterações Envelhecimento
Alterações EnvelhecimentoAlterações Envelhecimento
Alterações Envelhecimento
 
História da psiquiatria aula 1
História da psiquiatria   aula 1História da psiquiatria   aula 1
História da psiquiatria aula 1
 
Enfermagem atencao saude idoso
Enfermagem atencao saude idosoEnfermagem atencao saude idoso
Enfermagem atencao saude idoso
 
Curso Cuidador de Idoso (slides)
Curso Cuidador de Idoso (slides)Curso Cuidador de Idoso (slides)
Curso Cuidador de Idoso (slides)
 

Destaque

Aula 05 curso de psicopatologia - síndromes psiquiátricas
Aula 05   curso de psicopatologia - síndromes psiquiátricasAula 05   curso de psicopatologia - síndromes psiquiátricas
Aula 05 curso de psicopatologia - síndromes psiquiátricasLampsi
 
CONFUSÃO MENTAL NO IDOSO
CONFUSÃO MENTAL NO IDOSOCONFUSÃO MENTAL NO IDOSO
CONFUSÃO MENTAL NO IDOSORubens Junior
 
Tópicos abordagem paciente saúde mental
Tópicos abordagem paciente saúde mentalTópicos abordagem paciente saúde mental
Tópicos abordagem paciente saúde mentalMaria Dias
 
O papel do enfermeiro em Saúde Mental e Psiquiatria
O papel do enfermeiro em Saúde Mental e PsiquiatriaO papel do enfermeiro em Saúde Mental e Psiquiatria
O papel do enfermeiro em Saúde Mental e PsiquiatriaAliny Lima
 
O Processo de enfermagem na enfermagem em saúde mental
O Processo de enfermagem na enfermagem em saúde mentalO Processo de enfermagem na enfermagem em saúde mental
O Processo de enfermagem na enfermagem em saúde mentalAroldo Gavioli
 
Doença bipolar
Doença bipolarDoença bipolar
Doença bipolar8acv
 
Time de resposta rápida e escore news
Time de resposta rápida e escore newsTime de resposta rápida e escore news
Time de resposta rápida e escore newsAroldo Gavioli
 

Destaque (20)

Saúde Mental
Saúde MentalSaúde Mental
Saúde Mental
 
Saúde Mental
Saúde Mental Saúde Mental
Saúde Mental
 
Aula Saúde Mental
Aula Saúde MentalAula Saúde Mental
Aula Saúde Mental
 
Transtornos ansiosos
Transtornos ansiososTranstornos ansiosos
Transtornos ansiosos
 
Aula 05 curso de psicopatologia - síndromes psiquiátricas
Aula 05   curso de psicopatologia - síndromes psiquiátricasAula 05   curso de psicopatologia - síndromes psiquiátricas
Aula 05 curso de psicopatologia - síndromes psiquiátricas
 
Saúde Mental
Saúde MentalSaúde Mental
Saúde Mental
 
Saúde Mental
Saúde MentalSaúde Mental
Saúde Mental
 
CONFUSÃO MENTAL NO IDOSO
CONFUSÃO MENTAL NO IDOSOCONFUSÃO MENTAL NO IDOSO
CONFUSÃO MENTAL NO IDOSO
 
Tópicos abordagem paciente saúde mental
Tópicos abordagem paciente saúde mentalTópicos abordagem paciente saúde mental
Tópicos abordagem paciente saúde mental
 
Saúde mental e trabalho
Saúde mental e trabalhoSaúde mental e trabalho
Saúde mental e trabalho
 
O papel do enfermeiro em Saúde Mental e Psiquiatria
O papel do enfermeiro em Saúde Mental e PsiquiatriaO papel do enfermeiro em Saúde Mental e Psiquiatria
O papel do enfermeiro em Saúde Mental e Psiquiatria
 
Apresentação saude mental 1
Apresentação saude mental 1Apresentação saude mental 1
Apresentação saude mental 1
 
O Processo de enfermagem na enfermagem em saúde mental
O Processo de enfermagem na enfermagem em saúde mentalO Processo de enfermagem na enfermagem em saúde mental
O Processo de enfermagem na enfermagem em saúde mental
 
Doença bipolar
Doença bipolarDoença bipolar
Doença bipolar
 
Pick
PickPick
Pick
 
Bipolar Final
Bipolar FinalBipolar Final
Bipolar Final
 
Saude mental 021
Saude mental 021Saude mental 021
Saude mental 021
 
Bula 4 Paciente
Bula 4 PacienteBula 4 Paciente
Bula 4 Paciente
 
Trantorno bipolar
Trantorno bipolarTrantorno bipolar
Trantorno bipolar
 
Time de resposta rápida e escore news
Time de resposta rápida e escore newsTime de resposta rápida e escore news
Time de resposta rápida e escore news
 

Semelhante a Transtornos mentais orgânicos

Doença de Alzheimer
Doença de AlzheimerDoença de Alzheimer
Doença de AlzheimerDNAses
 
Síndromes Demenciais - Profa. Rilva Muñoz - GESME
Síndromes Demenciais - Profa. Rilva Muñoz - GESMESíndromes Demenciais - Profa. Rilva Muñoz - GESME
Síndromes Demenciais - Profa. Rilva Muñoz - GESMERilva Lopes de Sousa Muñoz
 
DEMENCIAS E ALZHEIMER DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO
DEMENCIAS E ALZHEIMER DIAGNÓSTICO E TRATAMENTODEMENCIAS E ALZHEIMER DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO
DEMENCIAS E ALZHEIMER DIAGNÓSTICO E TRATAMENTORubens Junior
 
Doenças neurodegenerativas
Doenças neurodegenerativasDoenças neurodegenerativas
Doenças neurodegenerativasCamila Ferreira
 
Medicina Nuclear - Cérebro (Graduação)
Medicina Nuclear - Cérebro (Graduação)Medicina Nuclear - Cérebro (Graduação)
Medicina Nuclear - Cérebro (Graduação)caduanselmi
 
ESTUDO DIRIGIDO FISIOPATOLOGIA.docx
ESTUDO DIRIGIDO FISIOPATOLOGIA.docxESTUDO DIRIGIDO FISIOPATOLOGIA.docx
ESTUDO DIRIGIDO FISIOPATOLOGIA.docxDadyz1
 
Demência.pptx O estudo sobre as diversas doenças que acometem o cérebro da pe...
Demência.pptx O estudo sobre as diversas doenças que acometem o cérebro da pe...Demência.pptx O estudo sobre as diversas doenças que acometem o cérebro da pe...
Demência.pptx O estudo sobre as diversas doenças que acometem o cérebro da pe...KarinaErthal
 
Queixa de memória vrmedcare
Queixa de memória vrmedcareQueixa de memória vrmedcare
Queixa de memória vrmedcareVr Medcare
 
AULA 04 - PROCESSO CRO E INFE - IDOSO.pdf NA FASE IDOSA
AULA 04 - PROCESSO CRO E INFE - IDOSO.pdf NA FASE IDOSAAULA 04 - PROCESSO CRO E INFE - IDOSO.pdf NA FASE IDOSA
AULA 04 - PROCESSO CRO E INFE - IDOSO.pdf NA FASE IDOSATHIALYMARIASILVADACU
 
ENVELHECIMENTO-CEREBRAL-E-PATOLOGIAS-RELACIONADAS.pdf
ENVELHECIMENTO-CEREBRAL-E-PATOLOGIAS-RELACIONADAS.pdfENVELHECIMENTO-CEREBRAL-E-PATOLOGIAS-RELACIONADAS.pdf
ENVELHECIMENTO-CEREBRAL-E-PATOLOGIAS-RELACIONADAS.pdfANDREAMAYERVEIGA1
 
Delirium em idosos
Delirium em idososDelirium em idosos
Delirium em idososVr Medcare
 
Delirium em idosos
Delirium em idososDelirium em idosos
Delirium em idososVr Medcare
 

Semelhante a Transtornos mentais orgânicos (20)

Doença de Alzheimer
Doença de AlzheimerDoença de Alzheimer
Doença de Alzheimer
 
Síndromes Demenciais - Profa. Rilva Muñoz - GESME
Síndromes Demenciais - Profa. Rilva Muñoz - GESMESíndromes Demenciais - Profa. Rilva Muñoz - GESME
Síndromes Demenciais - Profa. Rilva Muñoz - GESME
 
Demências diagnótico & tratamento
Demências diagnótico & tratamentoDemências diagnótico & tratamento
Demências diagnótico & tratamento
 
DEMENCIAS E ALZHEIMER DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO
DEMENCIAS E ALZHEIMER DIAGNÓSTICO E TRATAMENTODEMENCIAS E ALZHEIMER DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO
DEMENCIAS E ALZHEIMER DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO
 
Delirium em idosos
Delirium em idososDelirium em idosos
Delirium em idosos
 
Demências
DemênciasDemências
Demências
 
sistema nervoso
sistema nervoso sistema nervoso
sistema nervoso
 
Doenças neurodegenerativas
Doenças neurodegenerativasDoenças neurodegenerativas
Doenças neurodegenerativas
 
Medicina Nuclear - Cérebro (Graduação)
Medicina Nuclear - Cérebro (Graduação)Medicina Nuclear - Cérebro (Graduação)
Medicina Nuclear - Cérebro (Graduação)
 
ESTUDO DIRIGIDO FISIOPATOLOGIA.docx
ESTUDO DIRIGIDO FISIOPATOLOGIA.docxESTUDO DIRIGIDO FISIOPATOLOGIA.docx
ESTUDO DIRIGIDO FISIOPATOLOGIA.docx
 
Síndrome de west
Síndrome de westSíndrome de west
Síndrome de west
 
Doença alzheimer
Doença alzheimerDoença alzheimer
Doença alzheimer
 
Demência.pptx O estudo sobre as diversas doenças que acometem o cérebro da pe...
Demência.pptx O estudo sobre as diversas doenças que acometem o cérebro da pe...Demência.pptx O estudo sobre as diversas doenças que acometem o cérebro da pe...
Demência.pptx O estudo sobre as diversas doenças que acometem o cérebro da pe...
 
Queixa de memória vrmedcare
Queixa de memória vrmedcareQueixa de memória vrmedcare
Queixa de memória vrmedcare
 
AULA 04 - PROCESSO CRO E INFE - IDOSO.pdf NA FASE IDOSA
AULA 04 - PROCESSO CRO E INFE - IDOSO.pdf NA FASE IDOSAAULA 04 - PROCESSO CRO E INFE - IDOSO.pdf NA FASE IDOSA
AULA 04 - PROCESSO CRO E INFE - IDOSO.pdf NA FASE IDOSA
 
Doença de Alzheimer
Doença de AlzheimerDoença de Alzheimer
Doença de Alzheimer
 
demencia.pptx
demencia.pptxdemencia.pptx
demencia.pptx
 
ENVELHECIMENTO-CEREBRAL-E-PATOLOGIAS-RELACIONADAS.pdf
ENVELHECIMENTO-CEREBRAL-E-PATOLOGIAS-RELACIONADAS.pdfENVELHECIMENTO-CEREBRAL-E-PATOLOGIAS-RELACIONADAS.pdf
ENVELHECIMENTO-CEREBRAL-E-PATOLOGIAS-RELACIONADAS.pdf
 
Delirium em idosos
Delirium em idososDelirium em idosos
Delirium em idosos
 
Delirium em idosos
Delirium em idososDelirium em idosos
Delirium em idosos
 

Mais de Aroldo Gavioli

Síndrome de dependência de substâncias – aspectos neurobiológicos
Síndrome de dependência de substâncias – aspectos neurobiológicosSíndrome de dependência de substâncias – aspectos neurobiológicos
Síndrome de dependência de substâncias – aspectos neurobiológicosAroldo Gavioli
 
A Política Nacional de Saúde Mental e a Organização da Rede de Atenção Psicos...
A Política Nacional de Saúde Mental e a Organização da Rede de Atenção Psicos...A Política Nacional de Saúde Mental e a Organização da Rede de Atenção Psicos...
A Política Nacional de Saúde Mental e a Organização da Rede de Atenção Psicos...Aroldo Gavioli
 
Grupos terapêuticos e intervenção em família
Grupos terapêuticos e intervenção em famíliaGrupos terapêuticos e intervenção em família
Grupos terapêuticos e intervenção em famíliaAroldo Gavioli
 
Rede de atenção em saude mental
Rede de atenção em saude mentalRede de atenção em saude mental
Rede de atenção em saude mentalAroldo Gavioli
 
Critérios de admissão em Unidade de Terapia Intensiva
Critérios de admissão em Unidade de Terapia IntensivaCritérios de admissão em Unidade de Terapia Intensiva
Critérios de admissão em Unidade de Terapia IntensivaAroldo Gavioli
 
Intervenção em crises
Intervenção em crisesIntervenção em crises
Intervenção em crisesAroldo Gavioli
 
Segurança do paciente em unidades de urgência
Segurança do paciente em unidades de urgênciaSegurança do paciente em unidades de urgência
Segurança do paciente em unidades de urgênciaAroldo Gavioli
 
Métodos dialíticos intermitentes
Métodos dialíticos intermitentesMétodos dialíticos intermitentes
Métodos dialíticos intermitentesAroldo Gavioli
 
Métodos dialíticos contínuos
Métodos dialíticos contínuosMétodos dialíticos contínuos
Métodos dialíticos contínuosAroldo Gavioli
 
Organização do sistema de saúde brasileiro, a atenção às urgências e o papel ...
Organização do sistema de saúde brasileiro, a atenção às urgências e o papel ...Organização do sistema de saúde brasileiro, a atenção às urgências e o papel ...
Organização do sistema de saúde brasileiro, a atenção às urgências e o papel ...Aroldo Gavioli
 
Método de classificação de risco pelo protocolo de manchester
Método de classificação de risco pelo protocolo de manchesterMétodo de classificação de risco pelo protocolo de manchester
Método de classificação de risco pelo protocolo de manchesterAroldo Gavioli
 
Humanização, acolhimento e classificação de risco em urgência e emergência
Humanização, acolhimento e classificação de risco em urgência e emergênciaHumanização, acolhimento e classificação de risco em urgência e emergência
Humanização, acolhimento e classificação de risco em urgência e emergênciaAroldo Gavioli
 
Saúde mental e cidadania
Saúde mental e cidadaniaSaúde mental e cidadania
Saúde mental e cidadaniaAroldo Gavioli
 
Escore NEWS - time de resposta rápida
Escore NEWS - time de resposta rápidaEscore NEWS - time de resposta rápida
Escore NEWS - time de resposta rápidaAroldo Gavioli
 
Politicas de saúde mental: organização da rede de assistência psicossocial no...
Politicas de saúde mental: organização da rede de assistência psicossocial no...Politicas de saúde mental: organização da rede de assistência psicossocial no...
Politicas de saúde mental: organização da rede de assistência psicossocial no...Aroldo Gavioli
 
Evolução do conceito de saúde/doença mental
Evolução do conceito de saúde/doença mentalEvolução do conceito de saúde/doença mental
Evolução do conceito de saúde/doença mentalAroldo Gavioli
 
Algumas Reflexões sobre a evolução do trabalho da enfermagem em saúde mental ...
Algumas Reflexões sobre a evolução do trabalho da enfermagem em saúde mental ...Algumas Reflexões sobre a evolução do trabalho da enfermagem em saúde mental ...
Algumas Reflexões sobre a evolução do trabalho da enfermagem em saúde mental ...Aroldo Gavioli
 

Mais de Aroldo Gavioli (20)

Síndrome de dependência de substâncias – aspectos neurobiológicos
Síndrome de dependência de substâncias – aspectos neurobiológicosSíndrome de dependência de substâncias – aspectos neurobiológicos
Síndrome de dependência de substâncias – aspectos neurobiológicos
 
A Política Nacional de Saúde Mental e a Organização da Rede de Atenção Psicos...
A Política Nacional de Saúde Mental e a Organização da Rede de Atenção Psicos...A Política Nacional de Saúde Mental e a Organização da Rede de Atenção Psicos...
A Política Nacional de Saúde Mental e a Organização da Rede de Atenção Psicos...
 
Grupos terapêuticos e intervenção em família
Grupos terapêuticos e intervenção em famíliaGrupos terapêuticos e intervenção em família
Grupos terapêuticos e intervenção em família
 
Rede de atenção em saude mental
Rede de atenção em saude mentalRede de atenção em saude mental
Rede de atenção em saude mental
 
Drogas psicotrópica
Drogas psicotrópicaDrogas psicotrópica
Drogas psicotrópica
 
Critérios de admissão em Unidade de Terapia Intensiva
Critérios de admissão em Unidade de Terapia IntensivaCritérios de admissão em Unidade de Terapia Intensiva
Critérios de admissão em Unidade de Terapia Intensiva
 
Intervenção em crises
Intervenção em crisesIntervenção em crises
Intervenção em crises
 
Segurança do paciente em unidades de urgência
Segurança do paciente em unidades de urgênciaSegurança do paciente em unidades de urgência
Segurança do paciente em unidades de urgência
 
Métodos dialíticos intermitentes
Métodos dialíticos intermitentesMétodos dialíticos intermitentes
Métodos dialíticos intermitentes
 
Métodos dialíticos contínuos
Métodos dialíticos contínuosMétodos dialíticos contínuos
Métodos dialíticos contínuos
 
Transtornos do humor
Transtornos do humorTranstornos do humor
Transtornos do humor
 
Organização do sistema de saúde brasileiro, a atenção às urgências e o papel ...
Organização do sistema de saúde brasileiro, a atenção às urgências e o papel ...Organização do sistema de saúde brasileiro, a atenção às urgências e o papel ...
Organização do sistema de saúde brasileiro, a atenção às urgências e o papel ...
 
Método de classificação de risco pelo protocolo de manchester
Método de classificação de risco pelo protocolo de manchesterMétodo de classificação de risco pelo protocolo de manchester
Método de classificação de risco pelo protocolo de manchester
 
Humanização, acolhimento e classificação de risco em urgência e emergência
Humanização, acolhimento e classificação de risco em urgência e emergênciaHumanização, acolhimento e classificação de risco em urgência e emergência
Humanização, acolhimento e classificação de risco em urgência e emergência
 
Saúde mental e cidadania
Saúde mental e cidadaniaSaúde mental e cidadania
Saúde mental e cidadania
 
Escore NEWS - time de resposta rápida
Escore NEWS - time de resposta rápidaEscore NEWS - time de resposta rápida
Escore NEWS - time de resposta rápida
 
Politicas de saúde mental: organização da rede de assistência psicossocial no...
Politicas de saúde mental: organização da rede de assistência psicossocial no...Politicas de saúde mental: organização da rede de assistência psicossocial no...
Politicas de saúde mental: organização da rede de assistência psicossocial no...
 
Saude mental aula 3
Saude mental aula 3Saude mental aula 3
Saude mental aula 3
 
Evolução do conceito de saúde/doença mental
Evolução do conceito de saúde/doença mentalEvolução do conceito de saúde/doença mental
Evolução do conceito de saúde/doença mental
 
Algumas Reflexões sobre a evolução do trabalho da enfermagem em saúde mental ...
Algumas Reflexões sobre a evolução do trabalho da enfermagem em saúde mental ...Algumas Reflexões sobre a evolução do trabalho da enfermagem em saúde mental ...
Algumas Reflexões sobre a evolução do trabalho da enfermagem em saúde mental ...
 

Transtornos mentais orgânicos

  • 2. O envelhecimento normal Lentificação psicomotora e diminuição dos reflexos motores Diminuição da velocidade de processamento de informações Pode haver dificuldade de codificar novas informações (compreensão e aprendizado) Hipomnesia que não afeta significativamente a funcionalidade Dificuldade de lidar com mudanças na rotina diária
  • 3. Demências Deterioração cognitiva global na ausência de diminuição do nível de consciência Comprometimento da memória recente e remota, pensamento abstrato, funções corticais superiores e capacidade de julgamento Decorrente de lesão ou disfunção cerebral Interfere na funcionalidade global Diagnóstico clínico
  • 4. Demências • a principal manifestação clínica é a síndrome demencial Primárias: • distúrbios tóxico-metabólicos secundários a doenças sistêmicas • desnutrição, cerebrovasculares, cardíacas, hepáticas, renais, endócrinas, infecciosas, hidrocefalia, tumores, TCE • Ação de drogas sobre o SNC • cannabis?, benzodiazepínicos?, anticolinérgicos, hipnóticos, antipsicóticos, antiepiléticos, álcool, metais pesados... Secundárias:
  • 5. Demências Primárias Doença de Alzheimer Doença de Pick (frontotemporal) Doença dos corpúsculos de Lewy
  • 6. Sinais motores em Demências Primárias Doença de Parkinson: • bradicinesia, rigidez, tremor, instabilidade postural e alterações de marcha Paralisia Supranuclear Progressiva: • alteração da motricidade ocular extrínseca Doença de Huntington: • movimentos coreicos Ataxias espinocerebelares: • síndrome cerebelar
  • 8. Investigação diagnóstica Exames laboratoriais: • Hemograma completo; Uréia e creatinina; Eletroforese de proteínas; Enzimas hepáticas; TSH e T 4 livre; Glicemiaem jejum; Vitamina B 12 e folato; Bioquímica: • Na, K, Ca, P; VHS; Sorologia Sífilis e HIV; LCR • (Sífilis e AIDS) EAS Mini Exame do estado Mental (Mini-Mental) Testagem neuropsicológica imagenologia • RNM de crânio / TC / SPECT / PET e EEG
  • 10. Miniexame do estado mental Validado para o português em 1994 Constitui-se em um dos instrumentos de avaliação e rastreio de comprometimento cognitivo mais utilizados pelos profissionais de saúde no mundo. É composto por questões agrupadas em sete categorias, cada uma delas com o objetivo de avaliar um grupo de funções cognitivas específicas: • orientação temporal, orientação espacial, memória imediata, atenção e cálculo, memória de evocação, linguagem e capacidade construtiva visual. Pontos de corte: • 13 pontos para analfabetos • 18 pontos para aqueles com escolaridade baixa e média • 26 pontos para idosas com escolaridade alta.
  • 12. MEEM – estudo com idosas residentes em instituição de longa permanência • A utilização de instrumentos para quantificar e monitorar os declínios cognitivos oferece parâmetros de avaliação e possibilita a adequação dos cuidados prestados, de acordo com as reais possibilidades das pessoas idosas. • Em estágios iniciais do declínio cognitivo haverá comprometimento das atividades instrumentais de vida diária, que são complexas e exigem mais raciocínio e, ao evoluir para estágios avançados, as atividades básicas de vida diária também poderão necessitar de auxílio. • Essa evolução negativa das doenças degenerativas é desestimulante, tanto para as idosas como para aqueles que cuidam delas. Mesmo assim, devemos acreditar na capacidade delas em manter ou melhorar seu desempenho, encorajando-as sempre que possível. • Essas situações exigirão dos profissionais atitudes de compreensão, paciência e tolerância. LENARDT, Maria Helena et al . O desempenho de idosas institucionalizadas no miniexame do estado mental. Acta paul. enferm., São Paulo , v. 22, n. 5, p. 638-644, Oct. 2009 .
  • 13. Doença de Alzheimer Descrita por Alois Alzheimer em 1907 Principal causa de demência (50% dos casos) Mais prevalente no sexo feminino, portadores de Síndrome de Down e pessoas com histórico familiar (genética) Doença degenerativa que compromete o córtex cerebral (atrofia, alargamento dos sulcos fissuras e dilatação ventricular) e áreas subcorticais Após os 65 anos, a prevalência dobra a cada 5 anos
  • 14. Doença de Alzheimer Etiopatogenia envolve o sistema colinérgico Histopatologia: • presença de agrupamentos neurofibrilares no citoplasma dos neurônios (com deposição da proteína “tau” que causa morte neuronal), placas senis (depósitos extracelulares de neurônios em degeneração), neurites, processo glial e acúmulo de proteína beta- amilóide (rica em sílica e alumínio) nas placas senis e vasos sanguíneos Depressão pode abrir o quadro demencial
  • 15. Doença de Alzheimer Estágio inicial: insidioso e progressivo, deterioração da memória, dificuldade de concentração, fadiga, alteração da personalidade, dificuldade de encontrar palavras para se expressar, dissimulação dos déficits cognitivos Estágio moderado: dificuldades nas atividades de rotina, desorientação temporoespacial, sintomas neurológicos focais (disartria, crises convulsivas,...), afasia, ecolalia, vocabulário pobre e pensamento concreto, Apraxia, agnosia, acalculia, agrafia Alteração do comportamento, apatia, agitação, agressividade, puerilidade, labilidade afetiva, irritabilidade e até psicose Estágio avançado: todas as funções intelectuais ficam muito comprometidas, não identifica os familiares, a personalidade é devastada, discurso incompreensível, ataxia de marcha, paresia e hipertonia muscular graves, com incontinência urinária e fecal; maior risco de Delirium
  • 16. Doença de Alzheimer Tratamento: Exercícios físicos Orientação familiar e apoio psicossocial Terapia Ocupacional (memória, adaptação funcional,...) Terapia Cognitivo-comportamental Farmacoterapia (inibidores da acetilcolinesterase): Donepezila (5-10mg/dia) Galantamina (8- 12mg 2x/dia) Rivastigmina (3-6mg 2x/dia)
  • 17. Demência dos corpúsculos de Lewy 20% dos casos, maior risco em homens Inclusões citoplasmáticas eosinofílicas positivas para a proteína alfa-sinucleína (também presente na D. de Parkinson) nas áreas neocorticais e límbicas e no tronco encefálico Degeneração da substância nigra estriatal Início entre 50-80 anos (principalmente aos 75 anos), podendo não afetar memória nesse estágio Afeta a aquisição e consolidação de informações (em contraposição ao mal de Alzheimer -> prejuízo na recuperação)
  • 18. Demência dos corpúsculos de Lewy Déficits importantes na função executiva, fluência verbal e nos testes visuoespaciais (relógio, desenho) Déficits cognitivos oscilantes com episódios de delirium, alucinações visuais e sintomas extrapiramidais (rigidez muscular, lentificação psicomotora,...) que aparecem menos de 1 ano antes da demência Podem ocorrer síncopes, quedas repetitivas Risco aumentado para Sd. Neuroléptica Maligna Curso oscilante, rápido e progressivo
  • 19. Demência dos corpúsculos de Lewy Tratamento: Inibidores da acetilcolinesterase Antipsicóticos de segunda geração para tratar a psicose
  • 20. Doença de Pick (demência frontotemporal) Atrofia da região fronto-temporal Início insidioso entre 50-60 anos com alterações comportamentais e de personalidade precoces: Desinibição, perda da autocrítica e do senso ético-moral, transgressões sexuais e das normas de conduta social, negligência com a higiene Afeto superficial, pueril ou jocoso, apatia e hipopragmatismo Empobrecimento do vocabulário, afasia nominal Evolui com hipomnesia Final: deterioração intelectual e da personalidade
  • 21. Demência Vascular 20% dos casos de demência Maior incidência em homens Causada por doença arteriosclerótica em vasos de médio e grande calibres (principalmente carótida) Fatores de risco: >60 anos, DM, HAS, tabagismo, IAM, colagenoses, vasculites, fibrilação atrial, febre reumática, dislipidemia,... Início abrupto e evolução gradativa Estado mental pode oscilar e pode ocorrer delirium Tratamento da doença de base e vasodilatadores cerebrais
  • 22. Delirium Rebaixamento do nível de consciência e da atenção acompanhados de déficit cognitivo que não pode ser explicado por demência preexistente Início abrupto O quadro clínico flutua durante o dia A causa básica SEMPRE é uma doença orgânica Sinal de mau prognóstico Hiperativo, Hipoativo ou Misto
  • 23. Delirium 11-25% em pacientes idosos 29-31% em idosos internados em hospitais Causas: • Vulnerabilidade: demência (22-89%), desnutrição, idosos, múltiplas comorbidades, uso de subst psicoativas. • Precipitantes: infecções, uso de cateter vesical, polifarmácia (BZD, opióides, anti- histamínicos, di- hidropiridinas, anticolinérgicos), dor, hipertermia, alterações dos níveis glicêmicos, desidratação, trauma, sistema nervoso central; drogas ilícitas, abstinência, função hepática/renal/tireóideana, IAM, ICC, O2, CO2, choque, cirurgia, encefalite de Wernicke (ataxia, oftalmoplegia e confusão mental)
  • 24. Tratamentos de enfermagem para os Sintomas Comportamentais e Psicológicos das Demências - SCPD Tratamento farmacológico • Garantir a administração correta dos medicamentos prescritos (doses, horários e etc.). Não farmacológicos • Abordagem do paciente/ família/ cuidador • reabilitação cognitiva que pode incluir treinos de orientação para a realidade, treinamento de memória, reminiscência e outros. • Técnicas como arteterapia, terapias ocupacionais, dança, musicoterapia, exercícios, etc.
  • 25. Tratamentos não farmacológicos para quadros demenciais crônicos Adaptações ambientais, instituição de rotinas e orientações ao cuidadores como o uso de música suave durante o banho; Evitar, ao máximo, confrontos com o paciente e um rigoroso acompanhamento da data, hora e situação em que os SCPD apareceram. programas educacionais e treinamento do cuidador somados ao suporte psicológico e dos serviços de saúde.
  • 26. Atuação multidisciplinar Acompanhamento nutricional, fisioterápico e fonoaudiológico. intervenções de enfermagem: hábitos de vida, uso correto dos medicamentos, cuidados com a pele, hidratação e no manejo das intercorrências clínicas. O atendimento familiar proporciona discussões, orientações e aconselhamentos que visam à melhora do cuidado e a prevenção de problemas.
  • 27. Referências • ALMEIDA, OSVALDO P.. Mini exame dos estado mental e o diagnóstico de demência no Brasil. Arq. Neuro-Psiquiatr., São Paulo , v. 56, n. 3B, p. 605-612, Sept. 1998. • BRUCKI, Sonia M.D. et al . Sugestões para o uso do mini-exame do estado mental no Brasil. Arq. Neuro-Psiquiatr., São Paulo, v. 61, n. 3B, p. 777-781, Sept. 2003 . • LENARDT, Maria Helena et al . O desempenho de idosas institucionalizadas no miniexame do estado mental. Acta paul. enferm., São Paulo , v. 22, n. 5, p. 638-644, Oct. 2009. • UNIVERSIDADE TECNCICA PARTICULAR DE LOJA (UTPL). Semiologia médica: alterações da marcha. Acesso em 05/09/2016. https://www.youtube.com/watch?v=5kj-R0KiIl0.