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Transtornos mentais orgânicos

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A apresentação aborda uma introdução sobre os transtornos mentais orgânicas (demências e delirium), apresenta algumas abordagens diagnósticas e também terapêuticas não farmacológicas e tratamentos medicamentosos dos transtornos mentais orgânicos.

Publicada em: Saúde e medicina
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Transtornos mentais orgânicos

  1. 1. Transtornos mentais orgânicos Prof. Me. Aroldo Gavioli
  2. 2. O envelhecimento normal Lentificação psicomotora e diminuição dos reflexos motores Diminuição da velocidade de processamento de informações Pode haver dificuldade de codificar novas informações (compreensão e aprendizado) Hipomnesia que não afeta significativamente a funcionalidade Dificuldade de lidar com mudanças na rotina diária
  3. 3. Demências Deterioração cognitiva global na ausência de diminuição do nível de consciência Comprometimento da memória recente e remota, pensamento abstrato, funções corticais superiores e capacidade de julgamento Decorrente de lesão ou disfunção cerebral Interfere na funcionalidade global Diagnóstico clínico
  4. 4. Demências • a principal manifestação clínica é a síndrome demencial Primárias: • distúrbios tóxico-metabólicos secundários a doenças sistêmicas • desnutrição, cerebrovasculares, cardíacas, hepáticas, renais, endócrinas, infecciosas, hidrocefalia, tumores, TCE • Ação de drogas sobre o SNC • cannabis?, benzodiazepínicos?, anticolinérgicos, hipnóticos, antipsicóticos, antiepiléticos, álcool, metais pesados... Secundárias:
  5. 5. Demências Primárias Doença de Alzheimer Doença de Pick (frontotemporal) Doença dos corpúsculos de Lewy
  6. 6. Sinais motores em Demências Primárias Doença de Parkinson: • bradicinesia, rigidez, tremor, instabilidade postural e alterações de marcha Paralisia Supranuclear Progressiva: • alteração da motricidade ocular extrínseca Doença de Huntington: • movimentos coreicos Ataxias espinocerebelares: • síndrome cerebelar
  7. 7. Alterações da marcha
  8. 8. Investigação diagnóstica Exames laboratoriais: • Hemograma completo; Uréia e creatinina; Eletroforese de proteínas; Enzimas hepáticas; TSH e T 4 livre; Glicemiaem jejum; Vitamina B 12 e folato; Bioquímica: • Na, K, Ca, P; VHS; Sorologia Sífilis e HIV; LCR • (Sífilis e AIDS) EAS Mini Exame do estado Mental (Mini-Mental) Testagem neuropsicológica imagenologia • RNM de crânio / TC / SPECT / PET e EEG
  9. 9. Teste do Relógio
  10. 10. Miniexame do estado mental Validado para o português em 1994 Constitui-se em um dos instrumentos de avaliação e rastreio de comprometimento cognitivo mais utilizados pelos profissionais de saúde no mundo. É composto por questões agrupadas em sete categorias, cada uma delas com o objetivo de avaliar um grupo de funções cognitivas específicas: • orientação temporal, orientação espacial, memória imediata, atenção e cálculo, memória de evocação, linguagem e capacidade construtiva visual. Pontos de corte: • 13 pontos para analfabetos • 18 pontos para aqueles com escolaridade baixa e média • 26 pontos para idosas com escolaridade alta.
  11. 11. Miniexame do estado mental MEEM
  12. 12. MEEM – estudo com idosas residentes em instituição de longa permanência • A utilização de instrumentos para quantificar e monitorar os declínios cognitivos oferece parâmetros de avaliação e possibilita a adequação dos cuidados prestados, de acordo com as reais possibilidades das pessoas idosas. • Em estágios iniciais do declínio cognitivo haverá comprometimento das atividades instrumentais de vida diária, que são complexas e exigem mais raciocínio e, ao evoluir para estágios avançados, as atividades básicas de vida diária também poderão necessitar de auxílio. • Essa evolução negativa das doenças degenerativas é desestimulante, tanto para as idosas como para aqueles que cuidam delas. Mesmo assim, devemos acreditar na capacidade delas em manter ou melhorar seu desempenho, encorajando-as sempre que possível. • Essas situações exigirão dos profissionais atitudes de compreensão, paciência e tolerância. LENARDT, Maria Helena et al . O desempenho de idosas institucionalizadas no miniexame do estado mental. Acta paul. enferm., São Paulo , v. 22, n. 5, p. 638-644, Oct. 2009 .
  13. 13. Doença de Alzheimer Descrita por Alois Alzheimer em 1907 Principal causa de demência (50% dos casos) Mais prevalente no sexo feminino, portadores de Síndrome de Down e pessoas com histórico familiar (genética) Doença degenerativa que compromete o córtex cerebral (atrofia, alargamento dos sulcos fissuras e dilatação ventricular) e áreas subcorticais Após os 65 anos, a prevalência dobra a cada 5 anos
  14. 14. Doença de Alzheimer Etiopatogenia envolve o sistema colinérgico Histopatologia: • presença de agrupamentos neurofibrilares no citoplasma dos neurônios (com deposição da proteína “tau” que causa morte neuronal), placas senis (depósitos extracelulares de neurônios em degeneração), neurites, processo glial e acúmulo de proteína beta- amilóide (rica em sílica e alumínio) nas placas senis e vasos sanguíneos Depressão pode abrir o quadro demencial
  15. 15. Doença de Alzheimer Estágio inicial: insidioso e progressivo, deterioração da memória, dificuldade de concentração, fadiga, alteração da personalidade, dificuldade de encontrar palavras para se expressar, dissimulação dos déficits cognitivos Estágio moderado: dificuldades nas atividades de rotina, desorientação temporoespacial, sintomas neurológicos focais (disartria, crises convulsivas,...), afasia, ecolalia, vocabulário pobre e pensamento concreto, Apraxia, agnosia, acalculia, agrafia Alteração do comportamento, apatia, agitação, agressividade, puerilidade, labilidade afetiva, irritabilidade e até psicose Estágio avançado: todas as funções intelectuais ficam muito comprometidas, não identifica os familiares, a personalidade é devastada, discurso incompreensível, ataxia de marcha, paresia e hipertonia muscular graves, com incontinência urinária e fecal; maior risco de Delirium
  16. 16. Doença de Alzheimer Tratamento: Exercícios físicos Orientação familiar e apoio psicossocial Terapia Ocupacional (memória, adaptação funcional,...) Terapia Cognitivo-comportamental Farmacoterapia (inibidores da acetilcolinesterase): Donepezila (5-10mg/dia) Galantamina (8- 12mg 2x/dia) Rivastigmina (3-6mg 2x/dia)
  17. 17. Demência dos corpúsculos de Lewy 20% dos casos, maior risco em homens Inclusões citoplasmáticas eosinofílicas positivas para a proteína alfa-sinucleína (também presente na D. de Parkinson) nas áreas neocorticais e límbicas e no tronco encefálico Degeneração da substância nigra estriatal Início entre 50-80 anos (principalmente aos 75 anos), podendo não afetar memória nesse estágio Afeta a aquisição e consolidação de informações (em contraposição ao mal de Alzheimer -> prejuízo na recuperação)
  18. 18. Demência dos corpúsculos de Lewy Déficits importantes na função executiva, fluência verbal e nos testes visuoespaciais (relógio, desenho) Déficits cognitivos oscilantes com episódios de delirium, alucinações visuais e sintomas extrapiramidais (rigidez muscular, lentificação psicomotora,...) que aparecem menos de 1 ano antes da demência Podem ocorrer síncopes, quedas repetitivas Risco aumentado para Sd. Neuroléptica Maligna Curso oscilante, rápido e progressivo
  19. 19. Demência dos corpúsculos de Lewy Tratamento: Inibidores da acetilcolinesterase Antipsicóticos de segunda geração para tratar a psicose
  20. 20. Doença de Pick (demência frontotemporal) Atrofia da região fronto-temporal Início insidioso entre 50-60 anos com alterações comportamentais e de personalidade precoces: Desinibição, perda da autocrítica e do senso ético-moral, transgressões sexuais e das normas de conduta social, negligência com a higiene Afeto superficial, pueril ou jocoso, apatia e hipopragmatismo Empobrecimento do vocabulário, afasia nominal Evolui com hipomnesia Final: deterioração intelectual e da personalidade
  21. 21. Demência Vascular 20% dos casos de demência Maior incidência em homens Causada por doença arteriosclerótica em vasos de médio e grande calibres (principalmente carótida) Fatores de risco: >60 anos, DM, HAS, tabagismo, IAM, colagenoses, vasculites, fibrilação atrial, febre reumática, dislipidemia,... Início abrupto e evolução gradativa Estado mental pode oscilar e pode ocorrer delirium Tratamento da doença de base e vasodilatadores cerebrais
  22. 22. Delirium Rebaixamento do nível de consciência e da atenção acompanhados de déficit cognitivo que não pode ser explicado por demência preexistente Início abrupto O quadro clínico flutua durante o dia A causa básica SEMPRE é uma doença orgânica Sinal de mau prognóstico Hiperativo, Hipoativo ou Misto
  23. 23. Delirium 11-25% em pacientes idosos 29-31% em idosos internados em hospitais Causas: • Vulnerabilidade: demência (22-89%), desnutrição, idosos, múltiplas comorbidades, uso de subst psicoativas. • Precipitantes: infecções, uso de cateter vesical, polifarmácia (BZD, opióides, anti- histamínicos, di- hidropiridinas, anticolinérgicos), dor, hipertermia, alterações dos níveis glicêmicos, desidratação, trauma, sistema nervoso central; drogas ilícitas, abstinência, função hepática/renal/tireóideana, IAM, ICC, O2, CO2, choque, cirurgia, encefalite de Wernicke (ataxia, oftalmoplegia e confusão mental)
  24. 24. Tratamentos de enfermagem para os Sintomas Comportamentais e Psicológicos das Demências - SCPD Tratamento farmacológico • Garantir a administração correta dos medicamentos prescritos (doses, horários e etc.). Não farmacológicos • Abordagem do paciente/ família/ cuidador • reabilitação cognitiva que pode incluir treinos de orientação para a realidade, treinamento de memória, reminiscência e outros. • Técnicas como arteterapia, terapias ocupacionais, dança, musicoterapia, exercícios, etc.
  25. 25. Tratamentos não farmacológicos para quadros demenciais crônicos Adaptações ambientais, instituição de rotinas e orientações ao cuidadores como o uso de música suave durante o banho; Evitar, ao máximo, confrontos com o paciente e um rigoroso acompanhamento da data, hora e situação em que os SCPD apareceram. programas educacionais e treinamento do cuidador somados ao suporte psicológico e dos serviços de saúde.
  26. 26. Atuação multidisciplinar Acompanhamento nutricional, fisioterápico e fonoaudiológico. intervenções de enfermagem: hábitos de vida, uso correto dos medicamentos, cuidados com a pele, hidratação e no manejo das intercorrências clínicas. O atendimento familiar proporciona discussões, orientações e aconselhamentos que visam à melhora do cuidado e a prevenção de problemas.
  27. 27. Referências • ALMEIDA, OSVALDO P.. Mini exame dos estado mental e o diagnóstico de demência no Brasil. Arq. Neuro-Psiquiatr., São Paulo , v. 56, n. 3B, p. 605-612, Sept. 1998. • BRUCKI, Sonia M.D. et al . Sugestões para o uso do mini-exame do estado mental no Brasil. Arq. Neuro-Psiquiatr., São Paulo, v. 61, n. 3B, p. 777-781, Sept. 2003 . • LENARDT, Maria Helena et al . O desempenho de idosas institucionalizadas no miniexame do estado mental. Acta paul. enferm., São Paulo , v. 22, n. 5, p. 638-644, Oct. 2009. • UNIVERSIDADE TECNCICA PARTICULAR DE LOJA (UTPL). Semiologia médica: alterações da marcha. Acesso em 05/09/2016. https://www.youtube.com/watch?v=5kj-R0KiIl0.

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