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Transtornos ansiosos

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A apresentação aborda de uma forma bem resumida alguns aspectos dos transtornos ansiosos, dando alguma enfase ao tratamento farmacológico e não farmacológico do transtorno de ansiedade generalizado (TAG) e Stress Pós traumático.

Publicada em: Saúde e medicina
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Transtornos ansiosos

  1. 1. TRANSTORNOSANSIOSOS Me. Enf. Aroldo Gavioli
  2. 2. DEFINIÇÃO ansiedade substantivo feminino 1. grande mal-estar físico e psíquico; aflição, agonia. "a demora no atendimento causava-lhe a." 2. fig. desejo veemente e impaciente. "com grande a. aguardava o seu casamento"
  3. 3. CLASSIFICAÇÃO CID 10 F40-F48 Transtornos neuróticos, transtornos relacionados com o “stress” e transtornos somatoformes F40 Transtornos fóbico-ansiosos F41 Outros transtornos ansiosos F42 Transtorno obsessivo-compulsivo F43 Reações ao “stress” grave e transtornos de adaptação F44 Transtornos dissociativos [de conversão] F45 Transtornos somatoformes F48 Outros transtornos neuróticos
  4. 4. CRITÉRIOS DSM IV – transtorno da ansiedade generalizado Presença de ansiedade excessiva sobre eventos ou atividades que ocorrem na maioria dos dias pelo menos 6 meses Perder o controle sobre a intensidade de preocupação Pelo menos três dos sintomas incluindo inquietação, fadiga, falta de concentração, irritabilidade e problemas de tensão e repouso do músculo Interferência significativa dos sintomas com a funcionalidade social e laboral levando a uma aflição significativa Nenhum outro transtorno de humor ou problema psiquiátrico
  5. 5. INTRODUÇÃO • Ansiedade é um sentimento vago e desagradável de medo, apreensão, caracterizado por tensão ou desconforto derivado de antecipação de perigo, de algo desconhecido ou estranho. • Em crianças, o desenvolvimento emocional influi sobre as causas e a maneira como se manifestam os medos e as preocupações tanto normais quanto patológicos. • Diferentemente dos adultos, crianças podem não reconhecer seus medos como exagerados ou irracionais, especialmente as menores.
  6. 6. A ansiedade e o medo passam a ser reconhecidos como patológicos quando: • são exagerados, desproporcionais em relação ao estímulo, ou qualitativamente diversos do que se observa como norma naquela faixa etária e interferem com a qualidade de vida, o conforto emocional ou o desempenho diário do indivíduo. • Tais reações exageradas ao estímulo ansiogênico se desenvolvem, mais comumente, em indivíduos com uma predisposição neurobiológica herdada.
  7. 7. INTRODUÇÃO A maneira prática de se diferenciar ansiedade normal de ansiedade patológica é basicamente avaliar se a reação ansiosa é de curta duração, autolimitada e relacionada ao estímulo do momento ou não.
  8. 8. Diagnóstico dos Transtornos de ansiedade No TA os sintomas são primários, ou seja, não são derivados de outras condições psiquiátricas. Sintomas frequentes em outros transtornos psiquiátricos (diagnóstico diferencial) É uma ansiedade que se explica pelos sintomas do transtorno primário. Pode ocorrer associado a outras condições psiquiátricas ou não (comorbidades).
  9. 9. EPIDEMIOLOGIA • Atualmente classificados em transtorno de ansiedade generalizada (TAG) e fobia social. • Prevalência estimada durante o período de vida de 9% e 15% respectivamente. • Transtorno de ansiedade excessiva ou o atual TAG (2,7% a 4,6%) e as fobias específicas (2,4% a 3,3%). • A prevalência de fobia social fica em torno de 1% e a do transtorno de pânico (TP) 0,6%. • A distribuição entre os sexos é de modo geral equivalente, exceto fobias específicas, transtorno de estresse pós-traumático e transtorno de pânico com predominância do sexo feminino.
  10. 10. Etiologia • Início na infância ou adolescências e apresentam um curso crônico, embora flutuante ou episódico, se não tratados. • A causa dos transtornos ansiosos é muitas vezes desconhecida e provavelmente multifatorial, incluindo fatores hereditários e ambientais diversos. • Entre os indivíduos com esses transtornos, o peso relativo dos fatores causais pode variar.
  11. 11. Avaliação e planejamento terapêutico • Início dos sintomas • possíveis fatores desencadeantes (ex. crise conjugal, perda por morte ou separação, doença na família e nascimento de irmãos). • Desenvolvimento da criança. Obter uma história detalhada: • Presença de comportamento inibido • Tipo de apego que ela tem com seus pais e familiares (ex. seguro ou não) • Estilo de cuidados paternos destes (ex. presença de superproteção), além dos fatores implicados na etiologia dessas patologias. Levar em conta o temperamento do paciente: • Presença de comorbidades.Importante
  12. 12. Bases do tratamento De modo geral, o tratamento é constituído por uma abordagem multimodal, que inclui orientação aos familiares e ao paciente, terapia cognitivo- comportamental, psicoterapia dinâmica, uso de psicofármacos e intervenções familiares.
  13. 13. TAG – TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA Além da ansiedade exige 3 ou mais dentre os seguintes sintomas para o diagnóstico em adultos: Inquietação ou sensação de estar com os nervos à flor da pele; Fadiga; Dificuldade em concentrar-se ou sensações de "branco" na mente; Irritabilidade; Tensão muscular; Perturbação do sono (dificuldades em conciliar ou manter o sono, ou sono insatisfatório e inquieto). Caracteriza-se por um estado de ansiedade excessiva persistente que não depende do contexto e é desproporcional aos fatos que ocorrem na maior parte dos dias por um período de pelo menos 6 meses, causando disfuncionalidade social e laboral.
  14. 14. Terapia não farmacológica Dependendo da situação particular do doente. Psicoterapia e terapia cognitivo-comportamental (fortemente baseado em evidências) Fototerapia: (particularmente em países com baixa exposição solar) Eletroconvulsoterapia (feita com o paciente anestesiado e inconsciente) – pouco utilizado atualmente
  15. 15. Os fármacos de primeira linha no tratamento da TAG são os AD (como os ISRS) e os benzodiazepínicos. Porém outros medicamentos podem ser usados a critério do médico: Terapia farmacológica ISRS – flovoxetina, paroxetina, escitalopram ISRSN – venlafaxina AD tricíclicos: imipramina por ex. Benzodiazepinicos: alprazolam, clonazepam Β-bloqueadores: propranolol, atenolol. Alguns anti-histamínicos. Além dessas drogas clássicas no tratamento do transtorno, o psiquiatra pode se valer de outras classes medicamentosas quando a ansiedade é grave e insuportável para o paciente. Exemplo são os antipsicóticos atípicos que diminuem os sintomas negativos característicos dos transtornos de humor e ansiedade.
  16. 16. Fobias especificas • Medo excessivo e persistente relacionado a um determinado objeto ou situação, que não seja situação de exposição pública ou medo de ter um ataque de pânico. Definição • O paciente procura correr para perto de alguém que a faça se sentir protegido • Pode apresentar reações de choro • Desespero • Imobilidade • Agitação psicomotora ou até mesmo um ataque de pânico Diante do estímulo fóbico: • Pequenos animais • Injeções • Escuridão • Altura • Ruídos intensos Os medos mais comuns são: As fobias específicas são diferenciadas dos medos normais da infância por constituírem uma reação excessiva e desadaptativa, que foge do controle do indivíduo, leva a reações de fuga, é persistente e causa comprometimento no funcionamento da criança
  17. 17. Fobias especificas - tratamento • ainda carecem de evidências baseadas em estudos clínicos com amostras significativas.Terapia comportamental • dessensibilização progressiva (programa de exposição gradual ao estímulo), acompanhado de: • Modelagem: técnica com demonstração prática pelo terapeuta e imitação pelo paciente durante a sessão; • manejo de contingências: identificação e modificação de situações relacionadas ao estímulo fóbico, que não o próprio estímulo; • procedimentos de autocontrole e relaxamento). Técnicas: Tratamento farmacológico: não tem sido utilizado na prática clínica e são poucos os estudos sobre o uso de medicações nesses transtornos.
  18. 18. Fobias sociais Medo persistente e intenso de situações onde a pessoa julga estar exposta à avaliação de outros, ou se comportar de maneira humilhante ou vergonhosa, Pode ser expressa por choro, "acessos de raiva" ou afastamento de situações sociais nas quais haja pessoas não familiares. Comumente acompanhado de presença de sintomas físicos como: palpitações, tremores, calafrios e calores súbitos, sudorese e náusea. A depressão é uma comorbidades frequente em portadores de fobia social.
  19. 19. Fobias sociais - tratamento Uma série de procedimentos cognitivo-comportamentais têm sido descritos para o tratamento de medo de situações sociais ou de isolamento social em crianças. O tratamento cognitivo da ansiedade social foca inicialmente na modificação de pensamentos mal adaptados que parecem contribuir para o comportamento de evitação social. O tratamento comportamental baseia-se na exposição gradual à situação temida Tratamento farmacológico: Benzodiazepínicos podem ser úteis na redução de evitações de situações sociais.
  20. 20. Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) Definido por inibição excessiva ou desinibição, agitação e reatividade emocional aumentada, hipervigilância, além de pensamentos obsessivos com conteúdo relacionado à vivência traumática em consequência à exposição a um acontecimento que ameace a integridade ou a vida do indivíduo. Comportamento de evitar estímulos associados ao evento traumático. Tais sintomas devem durar mais de um mês e levar a comprometimento das atividades do paciente. O paciente evita falar sobre o que aconteceu, pois isso lhe é muito doloroso, e essa atitude parece perpetuar os sintomas como em geral acontece com todos os transtornos ansiosos.
  21. 21. TEPT - Tratamento Abordagem cognitivo-comportamental e psicoterapia dinâmica breve no TEPT. A abordagem cognitivo-comportamental tem sido focalizada sobre o(s) sintoma(s) alvo, com o objetivo de reverter o condicionamento da reação ansiosa, pela habituação ao estímulo. O terapeuta deve auxiliar o indivíduo a enfrentar o objeto temido, discursando sobre o evento traumático, orientando o paciente a não evitar o tema ou os pensamentos relacionados. O paciente pode se beneficiar do uso de ansiolíticos benzodiazepínicos e uso de ISRS.
  22. 22. Referencias American Psychiatric Association (APA). DSM IV: Diagnostic and Statistical Manual for Mental Disorders, 4th version. Washington (DC): American Psychiatric Press; 1994. CASTILLO, Ana Regina GL et al . Transtornos de ansiedade. Rev. Bras. Psiquiatr., São Paulo , v. 22, supl. 2, p. 20-23, Dec. 2000. Organização Mundial da Saúde. CID-10 Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde. 10a rev. São Paulo: Universidade de São Paulo; 1997. vol.1.

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