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DOCENTE
ASSISTÊNCIA DA ENFERMAGEM NA
SAÚDE DO ADULTO
Profª Enfª Especialista
Emanuella Freitas Diogo
Slides de Apoio
PRINCIPAIS DOENÇAS DO SISTEMA GASTROINTESTINAL
FONTE:
Esta Foto de Autor Desconhecido está licenciado em CC BY-ND
PRINCIPAIS DOENÇAS
DO SISTEMA
GASTROINTESTINAL
FONTE:
PRINCIPAIS DOENÇAS DO SISTEMA
GASTROINTESTINAL
� O sistema gastrointestinal é
controlado, principalmente, pelo
sistema nervoso entérico, mais
especificamente o plexo mioentérico
(Auerbach), contudo, pode sofrer
influências também do sistema
nervoso central (SNC).
SISTEMA GASTROINTESTINAL
FONTE:
PRINCIPAIS DOENÇAS DO SISTEMA
GASTROINTESTINAL
� O trato gastrointestinal é um ambiente natural de uma população
numerosa, com diversas espécies de bactérias e dinâmica.
� A proliferação das espécies ao longo do tubo digestório não é
uniforme, sendo pouco presente no estômago e intestino delgado
devido à ação bactericida do suco gástrico, da bile, secreção do
pâncreas e forte peristaltismo do intestino
FONTE:
PRINCIPAIS DOENÇAS DO SISTEMA
GASTROINTESTINAL
� De acordo Brasil (2019), o Ministério da Saúde apresentou
comparativo de mortalidade por doenças gastrointestinais no
Brasil, de 2010 a 2018, com o levantamento, só em 2018 foram
156.480 óbitos, o que equivale a 11,9% de todas as mortes do ano,
sendo homens (57,7%), raça/cor/pele branca (52,9%) e idade
anterior a 70 anos os mais afetados.
FONTE:
Esta Foto de Autor Desconhecido está licenciado em CC
BY-SA-NC
PRINCIPAIS DOENÇAS DO SISTEMA
GASTROINTESTINAL
� Na digestão, apenas monossacarídeos são
absorvidos pelas células epiteliais do
intestino, dessa forma, a transformação de
polissacarídeos e dissacarídeos em
monossacarídeos é essencial.
� Este processo é feito por meio da hidrólise
da estrutura do carboidrato
DIGESTÃO ALIMENTAR
FONTE:
PRINCIPAIS DOENÇAS DO SISTEMA
GASTROINTESTINAL
FONTE:
PRINCIPAIS DOENÇAS DO SISTEMA
GASTROINTESTINAL
� O amido é digerido inicialmente pela alfa-amilase, que se
encontra na saliva, que permite a modificação do amido em
dissacarídeo (maltose).
� Após este processo, esse dissacarídeo é digerido pelas enzimas
intestinais da borda de escova do intestino (alfa-dextrinase,
maltase e sacarase), sendo que o produto final é a glicose
(monossacarídeo)
FONTE:
PRINCIPAIS DOENÇAS DO SISTEMA
GASTROINTESTINAL
� A glicose e galactose são levadas ao lúmen intestinal para a
célula pelo cotransportador de sódio-glicose, não necessitando
de energia de ATP para esta etapa, e dependendo do gradiente
de concentração, sendo que para que posteriormente este
gradiente seja mantido é necessário um transporte ativo
secundário, por meio de uma proteína transportadora
FONTE:
PRINCIPAIS DOENÇAS DO SISTEMA
GASTROINTESTINAL
� A digestão de proteínas começa no estômago com a ação da
pepsina, terminando no intestino delgado, com as proteases
pancreáticas e as da borda em escova.
� São utilizadas duas proteases neste processo, as
endopeptidases, que hidrolisam as ligações peptídicas internas
das proteínas, e as exopeptidases, que hidrolisam um
aminoácido de cada vez
FONTE:
PRINCIPAIS DOENÇAS DO SISTEMA
GASTROINTESTINAL
� Esôfago é a continuação da cavidade oral, é uma porção tubular
do trato digestivo.
� Nele, os alimentos são agitados, liquefeitos e digeridos; os
elementos nutricionais e a água são absorvidos; e seus
componentes não digeríveis são eliminados.
� O tubo digestivo, que tem cerca de nove metros de
comprimento, é subdividido em regiões morfologicamente
conhecidas: o esôfago, o estômago, o intestino delgado
(duodeno, jejuno e íleo) e o intestino grosso (ceco, colo, reto,
canal anal e apêndice)
2.1 DOENÇAS DO ESÔFAGO
FONTE:
PRINCIPAIS DOENÇAS DO SISTEMA
GASTROINTESTINAL
FONTE:
PRINCIPAIS DOENÇAS DO SISTEMA
GASTROINTESTINAL
� O esôfago consiste na primeira porção do tubo digestivo.
� É um tubo muscular (aproximadamente 25 cm de comprimento) com um
diâmetro médio de 2 cm, que conduz o alimento da faringe para o
estômago.
� Ao longo de toda a sua extensão, sua mucosa apresenta numerosas
pregas longitudinais com sulcos intermediários que dão a impressão de
seu lúmen estar obstruído;
� entretanto, quando o esôfago é distendido, as pregas desaparecem e o
lúmen torna-se evidente
FONTE:
PRINCIPAIS DOENÇAS DO SISTEMA
GASTROINTESTINAL
FONTE:
� A mucosa do esôfago é constituída de três camadas: epitélio, lâmina própria e
camada muscular da mucosa.
� O lúmen do esôfago, revestido por um epitélio pavimentoso estratificado
não queratinizado com 0,5 mm de espessura, geralmente encontra-se
colabado, abrindo-se somente durante o processo de deglutição;
� Quando o esôfago está vazio, seu lúmen assemelha-se a uma fenda
� Quando um bolo alimentar desce por ele, o lúmen se expande, produzindo
peristalse reflexa nos dois terços inferiores do esôfago.
� O alimento atravessa o esôfago rapidamente em razão da ação peristáltica de
sua musculatura, auxiliado pela gravidade, mas não depende dela (é possível
engolir de cabeça para baixo)
PRINCIPAIS DOENÇAS DO SISTEMA
GASTROINTESTINAL
FONTE:
� 2.2 DOENÇAS DISABSORTIVAS
� Diarreia crônica é geralmente relacionada a desordens como síndrome do
intestino irritável, doença inflamatória intestinal ou doença celíaca.
� Esse tipo de diarreia é mais prevalente em países desenvolvidos, ao contrário
das diarreias agudas
� Sua incidência varia de acordo com condições socioeconômicas e diferenças
raciais e genéticas;
� Caracterizada pela quebra do equilíbrio entre absorção e secreção de solutos
no trato gastrointestinal.
PRINCIPAIS DOENÇAS DO SISTEMA
GASTROINTESTINAL
FONTE:
� 2.2 DOENÇAS
DISABSORTIVAS
PRINCIPAIS DOENÇAS DO SISTEMA
GASTROINTESTINAL
FONTE:
PRINCIPAIS DOENÇAS DO SISTEMA
GASTROINTESTINAL
� Detectação de diarreia orgânica
FONTE:
PRINCIPAIS DOENÇAS DO SISTEMA
GASTROINTESTINAL
PERGUNTAS SOBRE DIARRÉIA AGUDA
FONTE:
DIARRÉIAS
� O uso de probióticos, por sua vez, tem benefício duvidoso, parecendo haver
resultados em pacientes com colite pseudomembranosa
� Em pacientes com diarreia crônica e HIV, uma hipótese sempre a ser
considerada é a diarreia pelas medicações;
� Não se deve esquecer da terapia de suporte com hidratação oral, e se necessário
endovenosa, já o uso de nutrição parenteral é reservado para pacientes que não
consegue.m manter estado nutricional adequado devido à diarreia
FONTE:
2.3 DOENÇAS INFLAMATÓRIAS INTESTINAIS
� Doenças Inflamatórias Intestinais (DII) são distúrbios inflamatórios
crônicos que acometem qualquer porção do trato intestinal.
� Apesar de ter uma definição relativamente ampla, 80% a 90% dos
casos são classificados como Retocolite Ulcerativa (RCU) ou Doença
de Crohn (DC).
� Os outros 10% incluem as colites linfocítica, colagênica e
indeterminada
FONTE:
2.3 DOENÇAS INFLAMATÓRIAS INTESTINAIS
� Doenças Inflamatórias Intestinais (DII) são distúrbios inflamatórios
crônicos que acometem qualquer porção do trato intestinal.
� Apesar de ter uma definição relativamente ampla, 80% a 90% dos
casos são classificados como Retocolite Ulcerativa (RCU) ou Doença
de Crohn (DC).
� Os outros 10% incluem as colites linfocítica, colagênica e
indeterminada
FONTE:
2.3 DOENÇAS INFLAMATÓRIAS INTESTINAIS
� Ainda não se conhece a etiologia exata das doenças inflamatórias
intestinais, mas acredita-se que se devam a uma incapacidade do
organismo em regular efetivamente as respostas imunes contra
antígenos aos quais o trato digestivo está constantemente sendo
exposto.
� Nosso trato digestivo é exposto a antígenos, principalmente os que fazem
parte da própria microbiota intestinal.
� Em indivíduos saudáveis, o organismo consegue controlar a resposta
imune contra esses microrganismos; já em portadores de DII, essa
imunorregulação não acontece e há uma amplificação da inflamação,
com consequente ataque imunológico às células do sistema digestivo
FONTE:
2.3 DOENÇAS INFLAMATÓRIAS INTESTINAIS
� O que é RCU ?
� Sigla que significa retocolite ulcerativa.
� É uma doença que atinge especificamente o reto e colon. As
mutações do gene NOD2 de forma a elucidar a importância desse
marcador genético em seu diagnóstico, tratamento e prognóstico.
FONTE:
2.3 DOENÇAS INFLAMATÓRIAS INTESTINAIS
FONTE:
� Constipação intestinal é o distúrbio mais comum da
defecação;
� Na prática, pode ser definida como a eliminação de fezes
endurecidas com dor,
� dificuldade ou esforço ou a ocorrência de
comportamento de retenção,
� aumento no intervalo entre as evacuações (menos que
três evacuações por semana);
� e incontinência fecal secundária à retenção de fezes;
� Podem ocorrer, também, dor abdominal crônica e rajas
de sangue na superfície das fezes em consequência de
fissura anal.
2.4 CONSTIPAÇÃO
FONTE:
CONSTIPAÇÃO
• funcional é a passagem involuntária repetitiva de fezes para a
roupa íntima após a aquisição da habilidade para ir ao banheiro
(geralmente após os quatro anos de idade), na ausência de
disfunção anorretal neuromuscular evidente. Este termo é
preferido em vez de encoprese ou soiling. É classificado como
“retentivo” se estiver associado à constipação funcional e “não
retentivo” se ocorrer na ausência de sintomas e sinais de
constipação funcional.
Incontinência
fecal
funcional
• esse termo é usado para descrever quantidades
acentuadamente aumentadas de fezes no reto e cólon. É um
julgamento subjetivo baseado em achados clínicos, como uma
grande massa de fezes observada no exame físico e/ou
radiografia (se realizada), especialmente em associação com
uma história de evacuação infrequente e de grande calibre.
Impactação
fecal
FONTE:
CONSTIPAÇÃO
• lactente caracterizada pela ocorrência
de pelo menos 10 minutos de esforço
e choro antecedendo a eliminação de
fezes moles. Trata-se de uma
situação transitória que desaparece
espontaneamente, quando o lactente
adquire a capacidade de relaxar o
esfíncter anal e a musculatura
pélvica, quando se estabelece a
prensa abdominal no momento da
evacuação. Não requer tratamento.
Disquezia
do
lactente
FONTE:
� Apendicite é a causa cirúrgica mais comum de dor abdominal em
atendimentos de urgência.
� Seu diagnóstico é habitualmente fácil e essencialmente clínico.
� Podem ocorrer algumas apresentações atípicas, que são relacionadas,
principalmente, à localização do apêndice retrocecal e pélvica, que
tornam o diagnóstico da apendicite desafio clínico-cirúrgico.
� É importante a diferenciação da apendicite no sexo feminino com as
afecções pélvicas como doença inflamatória pélvica, endometrite e
abscesso ovariano
2.5 APENDICITE AGUDA
FONTE:
2.5 APENDICITE AGUDA
� Quando a obstrução do apêndice é a
causa da apendicite, a obstrução leva
ao aumento da pressão luminal e
intramural;
� resultando em trombose e oclusão
dos pequenos vasos na parede
apendicular e estase do fluxo linfático
FONTE:
2.5 APENDICITE AGUDA
� O apêndice, o íleo e o cólon ascendente derivam do intestino médio.
� O apêndice aparece primeiro na oitava semana de gestação como uma bolsa para fora do
ceco e gradualmente gira para uma localização mais medial, conforme o intestino gira e o
ceco torna-se fixo no quadrante inferior direito.
� Em adultos, o apêndice não tem nenhuma função conhecida, é um pequeno órgão tubular
de fundo cego localizado a aproximadamente 2 cm abaixo da válvula ileocecal, com
comprimento entre 2 e a 20 cm
� A obstrução apendicular pode ser causada por fecalitos (massas fecais duras), cálculos,
hiperplasia linfoide, processos infecciosos e tumores benignos ou malignos.
� A natureza anatômica do apêndice favorece o quadro, uma vez que sua luz é pequena em
relação ao seu comprimento.
� O lúmen obstruído favorece o crescimento bacteriano e a secreção da mucosa favorece
pressão sobre a luz. Inclusive é a distensão da luz que promove a dor visceral que o
paciente refere como dor periumbilical ou visceral mal definida.
FONTE:
2.5 APENDICITE AGUDA
� Somente quando a inflamação ultrapassa a serosa e entra em com o peritônio
parietal que ocorre estimulação da inervação aferente parietal.
� É nesse momento que o padrão da dor é mudado, algo característico da apendicite
aguda, para uma dor localizada na fossa ilíaca direita de forte intensidade,
podendo se correlacionar dor à descompressão brusca (sinal de Blumberg),
indicando assim uma peritonite associada
FONTE:
2.5 APENDICITE AGUDA
� A migração da dor é o sintoma mais importante para o diagnóstico
da apendicite aguda.
� Náuseas e vômitos também podem acompanhar a dor e a febre
acontece mais tardiamente no curso da doença.
� Alguns pacientes apresentam sintomas inespecíficos como:
indigestão, flatulências, alteração do hábito intestinal, diarreia, mal-
estar generalizado
FONTE:
2.6 DOENÇA DIVERTICULAR DO
COLÓN
� Doença Diverticular dos Cólons (DDC) é consequência da herniação
da mucosa do intestino grosso por entre as fibras musculares da
parede intestinal.
� O termo que define a doença, é derivado do latim divertere e,
embora se credite a Cruveilhier a primeira descrição dessa alteração,
há relatos de que os divertículos foram primeiramente descritos por
Litré, em 1700, ou por Morgagni, em 1756.
FONTE:
2.6 DOENÇA DIVERTICULAR DO
COLÓN
FONTE:
2.6 DOENÇA DIVERTICULAR DO
COLÓN
� A DDC evolui de forma assintomática, na maioria das vezes, para se expressar por
meio de uma de suas complicações.
FONTE:
2.7 ABDOME AGUDO
Abdome agudo é um
grande quadro clínico
abdominal variável que
pode ser dividido em
síndromes, sendo cada
uma delas caracterizada
por diferentes formas de
instalação e progressão
a depender da sua
etiologia
FONTE:
2.7 ABDOME AGUDO
� Existem vais causas mis comuns de abdome agudo, onde são elencadas em três,
conforme quadro a seguir:
1- Abdome agudo inflamatório
2- Abdome agudo obstrutivo
3- Abdome agudo perfurativo
FONTE:
2.7 ABDOME AGUDO
FONTE:
2.7 ABDOME AGUDO
� As causas mais comuns de abdome agudo são infecção, isquemia, obstrução
ou perfuração, apendicite aguda, gastroenterite aguda, síndrome do intestino
irritável, várias cólicas e dor na ovulação;
� o diagnóstico de um abdome agudo inflamatório pode ser inferido através de
anamnese e exame físico – exames de imagem e laboratório são úteis para
estabelecer o diagnóstico etiológico.
� A apendicite é a causa mais comum de abdome agudo cirúrgico no mundo,
podendo ocorrer em qualquer faixa etária, embora seja mais comum em
adolescentes e adultos jovens.
PRINCIPAIS DOENÇAS DO SISTEMA DIGESTÓRIO (1).pptx
FONTE:
2.8 HEMORRAGIA DIGESTIVA
� Hemorragia digestiva engloba
qualquer sangramento que
ocorra no trato gastrointestinal.
É classificada entre hemorragia
digestiva alta e hemorragia
digestiva baixa, conforme a sua
localização em relação ao
ligamento de Treitz.
FONTE:
2.8 HEMORRAGIA DIGESTIVA
� A hemorragia digestiva alta (HDA) tem incidência de 48 a 160
casos por 100.000 adultos/ano, e é responsável por 1 internação
a cada 10.000 adultos.
� Além disso, ocorre duas vezes mais em homens do que em
mulheres
� O sangramento de úlceras pépticas compõe de 36% a 38% das
hemorragias digestivas altas.
� Tratam-se de erosões na mucosa, acometendo principalmente o
fundo e o corpo gástricos, podendo eventualmente acometer o
antro também.
FONTE:
2.8 HEMORRAGIA DIGESTIVA
� Etiologias da HDA
FONTE:
2.8 HEMORRAGIA DIGESTIVA
� Doença diverticular é a causa mais comum de hemorragia digestiva baixa.
Geralmente, o sangramento é indolor, e resulta de lesão na artéria
penetrante do divertículo. Em 90% dos pacientes, o sangramento se
resolve espontaneamente, no entanto, apresenta recorrência em 90%
dos casos
FONTE:
ISQUEMIA MESENTÉRICA
� A isquemia mesentérica pode
ocasionar necrose intestinal.
Trombose ou embolia da artéria
mesentérica superior, trombose
venosa mesentérica e isquemia
mesentérica não oclusiva estão
inclusas entre as causas.
FONTE:
2.9 TRAUMA ABDOMINAL
� Trauma abdominal é o
traumatismo causado diretamente
na região abdominal ou que
repercuta em lesões de estruturas
abdominais.
� O abdome é limitado
superiormente pela região inferior
do tórax; anteriormente, pelos
arcos costais; lateralmente, pelas
linhas axilares anteriores e,
inferiormente, pelos ligamentos
inguinais e sínfise púbica.
FONTE:
2.10 PANCREATITE
� Pancreatite aguda é definida
como uma condição
inflamatória aguda do
pâncreas, existem diferentes
etiologias;
� Existem várias causas
associadas à pancreatite aguda,
entretanto os mecanismos
pelos quais essas causas
desencadeiam essa doença
ainda não foram bem
elucidados
FONTE:
2.10 PANCREATITE
� A pancreatite aguda deflagra um quadro de abdômen agudo
inflamatório, com um processo inflamatório intenso que pode
causar uma síndrome de resposta inflamatória sistêmica (em
inglês, SIRS).
� Esse processo pode desencadear um quadro grave, levando à
disfunção orgânica e apresentando morbimortalidade relevante
nesses casos
FONTE:
2.10 PANCREATITE
� a teoria mais aceita é a de que a
passagem do cálculo pela via
biliar causa lesão, inflamação e
edema no ducto, o que pode
causar obstrução dos ductos
pancreáticos, e em algumas
situações o cálculo fica
impactado na porção distal do
ducto colédoco, também
obstruindo o ducto de Wirsung.
PANCREATITE BILIAR
FONTE:
2.11 INSUFICIÊNCIA HEPÁTICA
� Insuficiência hepática aguda grave (IHAG)
é clinicamente caracterizada por icterícia
seguida por encefalopatia hepática (EH) e
coagulopatia em intervalo clínico variável,
� A insuficiência hepática aguda grave
também é referida como insuficiência
hepática aguda, insuficiência hepática
fulminante, necrose hepática aguda,
necrose hepática fulminante e hepatite
fulminante.
Sintomas de insuficiência hepática aguda
Achados laboratoriais de insuficiência hepática aguda
FONTE:
ATUAÇÃO DA EQUIPE DE
ENFERMAGEM
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PRINCIPAIS DOENÇAS DO SISTEMA DIGESTÓRIO (1).pptx

  • 1. DOCENTE ASSISTÊNCIA DA ENFERMAGEM NA SAÚDE DO ADULTO Profª Enfª Especialista Emanuella Freitas Diogo Slides de Apoio PRINCIPAIS DOENÇAS DO SISTEMA GASTROINTESTINAL
  • 2. FONTE: Esta Foto de Autor Desconhecido está licenciado em CC BY-ND PRINCIPAIS DOENÇAS DO SISTEMA GASTROINTESTINAL
  • 3. FONTE: PRINCIPAIS DOENÇAS DO SISTEMA GASTROINTESTINAL � O sistema gastrointestinal é controlado, principalmente, pelo sistema nervoso entérico, mais especificamente o plexo mioentérico (Auerbach), contudo, pode sofrer influências também do sistema nervoso central (SNC). SISTEMA GASTROINTESTINAL
  • 4. FONTE: PRINCIPAIS DOENÇAS DO SISTEMA GASTROINTESTINAL � O trato gastrointestinal é um ambiente natural de uma população numerosa, com diversas espécies de bactérias e dinâmica. � A proliferação das espécies ao longo do tubo digestório não é uniforme, sendo pouco presente no estômago e intestino delgado devido à ação bactericida do suco gástrico, da bile, secreção do pâncreas e forte peristaltismo do intestino
  • 5. FONTE: PRINCIPAIS DOENÇAS DO SISTEMA GASTROINTESTINAL � De acordo Brasil (2019), o Ministério da Saúde apresentou comparativo de mortalidade por doenças gastrointestinais no Brasil, de 2010 a 2018, com o levantamento, só em 2018 foram 156.480 óbitos, o que equivale a 11,9% de todas as mortes do ano, sendo homens (57,7%), raça/cor/pele branca (52,9%) e idade anterior a 70 anos os mais afetados.
  • 6. FONTE: Esta Foto de Autor Desconhecido está licenciado em CC BY-SA-NC PRINCIPAIS DOENÇAS DO SISTEMA GASTROINTESTINAL � Na digestão, apenas monossacarídeos são absorvidos pelas células epiteliais do intestino, dessa forma, a transformação de polissacarídeos e dissacarídeos em monossacarídeos é essencial. � Este processo é feito por meio da hidrólise da estrutura do carboidrato DIGESTÃO ALIMENTAR
  • 7. FONTE: PRINCIPAIS DOENÇAS DO SISTEMA GASTROINTESTINAL
  • 8. FONTE: PRINCIPAIS DOENÇAS DO SISTEMA GASTROINTESTINAL � O amido é digerido inicialmente pela alfa-amilase, que se encontra na saliva, que permite a modificação do amido em dissacarídeo (maltose). � Após este processo, esse dissacarídeo é digerido pelas enzimas intestinais da borda de escova do intestino (alfa-dextrinase, maltase e sacarase), sendo que o produto final é a glicose (monossacarídeo)
  • 9. FONTE: PRINCIPAIS DOENÇAS DO SISTEMA GASTROINTESTINAL � A glicose e galactose são levadas ao lúmen intestinal para a célula pelo cotransportador de sódio-glicose, não necessitando de energia de ATP para esta etapa, e dependendo do gradiente de concentração, sendo que para que posteriormente este gradiente seja mantido é necessário um transporte ativo secundário, por meio de uma proteína transportadora
  • 10. FONTE: PRINCIPAIS DOENÇAS DO SISTEMA GASTROINTESTINAL � A digestão de proteínas começa no estômago com a ação da pepsina, terminando no intestino delgado, com as proteases pancreáticas e as da borda em escova. � São utilizadas duas proteases neste processo, as endopeptidases, que hidrolisam as ligações peptídicas internas das proteínas, e as exopeptidases, que hidrolisam um aminoácido de cada vez
  • 11. FONTE: PRINCIPAIS DOENÇAS DO SISTEMA GASTROINTESTINAL � Esôfago é a continuação da cavidade oral, é uma porção tubular do trato digestivo. � Nele, os alimentos são agitados, liquefeitos e digeridos; os elementos nutricionais e a água são absorvidos; e seus componentes não digeríveis são eliminados. � O tubo digestivo, que tem cerca de nove metros de comprimento, é subdividido em regiões morfologicamente conhecidas: o esôfago, o estômago, o intestino delgado (duodeno, jejuno e íleo) e o intestino grosso (ceco, colo, reto, canal anal e apêndice) 2.1 DOENÇAS DO ESÔFAGO
  • 12. FONTE: PRINCIPAIS DOENÇAS DO SISTEMA GASTROINTESTINAL
  • 13. FONTE: PRINCIPAIS DOENÇAS DO SISTEMA GASTROINTESTINAL � O esôfago consiste na primeira porção do tubo digestivo. � É um tubo muscular (aproximadamente 25 cm de comprimento) com um diâmetro médio de 2 cm, que conduz o alimento da faringe para o estômago. � Ao longo de toda a sua extensão, sua mucosa apresenta numerosas pregas longitudinais com sulcos intermediários que dão a impressão de seu lúmen estar obstruído; � entretanto, quando o esôfago é distendido, as pregas desaparecem e o lúmen torna-se evidente
  • 14. FONTE: PRINCIPAIS DOENÇAS DO SISTEMA GASTROINTESTINAL
  • 15. FONTE: � A mucosa do esôfago é constituída de três camadas: epitélio, lâmina própria e camada muscular da mucosa. � O lúmen do esôfago, revestido por um epitélio pavimentoso estratificado não queratinizado com 0,5 mm de espessura, geralmente encontra-se colabado, abrindo-se somente durante o processo de deglutição; � Quando o esôfago está vazio, seu lúmen assemelha-se a uma fenda � Quando um bolo alimentar desce por ele, o lúmen se expande, produzindo peristalse reflexa nos dois terços inferiores do esôfago. � O alimento atravessa o esôfago rapidamente em razão da ação peristáltica de sua musculatura, auxiliado pela gravidade, mas não depende dela (é possível engolir de cabeça para baixo) PRINCIPAIS DOENÇAS DO SISTEMA GASTROINTESTINAL
  • 16. FONTE: � 2.2 DOENÇAS DISABSORTIVAS � Diarreia crônica é geralmente relacionada a desordens como síndrome do intestino irritável, doença inflamatória intestinal ou doença celíaca. � Esse tipo de diarreia é mais prevalente em países desenvolvidos, ao contrário das diarreias agudas � Sua incidência varia de acordo com condições socioeconômicas e diferenças raciais e genéticas; � Caracterizada pela quebra do equilíbrio entre absorção e secreção de solutos no trato gastrointestinal. PRINCIPAIS DOENÇAS DO SISTEMA GASTROINTESTINAL
  • 17. FONTE: � 2.2 DOENÇAS DISABSORTIVAS PRINCIPAIS DOENÇAS DO SISTEMA GASTROINTESTINAL
  • 18. FONTE: PRINCIPAIS DOENÇAS DO SISTEMA GASTROINTESTINAL � Detectação de diarreia orgânica
  • 19. FONTE: PRINCIPAIS DOENÇAS DO SISTEMA GASTROINTESTINAL PERGUNTAS SOBRE DIARRÉIA AGUDA
  • 20. FONTE: DIARRÉIAS � O uso de probióticos, por sua vez, tem benefício duvidoso, parecendo haver resultados em pacientes com colite pseudomembranosa � Em pacientes com diarreia crônica e HIV, uma hipótese sempre a ser considerada é a diarreia pelas medicações; � Não se deve esquecer da terapia de suporte com hidratação oral, e se necessário endovenosa, já o uso de nutrição parenteral é reservado para pacientes que não consegue.m manter estado nutricional adequado devido à diarreia
  • 21. FONTE: 2.3 DOENÇAS INFLAMATÓRIAS INTESTINAIS � Doenças Inflamatórias Intestinais (DII) são distúrbios inflamatórios crônicos que acometem qualquer porção do trato intestinal. � Apesar de ter uma definição relativamente ampla, 80% a 90% dos casos são classificados como Retocolite Ulcerativa (RCU) ou Doença de Crohn (DC). � Os outros 10% incluem as colites linfocítica, colagênica e indeterminada
  • 22. FONTE: 2.3 DOENÇAS INFLAMATÓRIAS INTESTINAIS � Doenças Inflamatórias Intestinais (DII) são distúrbios inflamatórios crônicos que acometem qualquer porção do trato intestinal. � Apesar de ter uma definição relativamente ampla, 80% a 90% dos casos são classificados como Retocolite Ulcerativa (RCU) ou Doença de Crohn (DC). � Os outros 10% incluem as colites linfocítica, colagênica e indeterminada
  • 23. FONTE: 2.3 DOENÇAS INFLAMATÓRIAS INTESTINAIS � Ainda não se conhece a etiologia exata das doenças inflamatórias intestinais, mas acredita-se que se devam a uma incapacidade do organismo em regular efetivamente as respostas imunes contra antígenos aos quais o trato digestivo está constantemente sendo exposto. � Nosso trato digestivo é exposto a antígenos, principalmente os que fazem parte da própria microbiota intestinal. � Em indivíduos saudáveis, o organismo consegue controlar a resposta imune contra esses microrganismos; já em portadores de DII, essa imunorregulação não acontece e há uma amplificação da inflamação, com consequente ataque imunológico às células do sistema digestivo
  • 24. FONTE: 2.3 DOENÇAS INFLAMATÓRIAS INTESTINAIS � O que é RCU ? � Sigla que significa retocolite ulcerativa. � É uma doença que atinge especificamente o reto e colon. As mutações do gene NOD2 de forma a elucidar a importância desse marcador genético em seu diagnóstico, tratamento e prognóstico.
  • 26. FONTE: � Constipação intestinal é o distúrbio mais comum da defecação; � Na prática, pode ser definida como a eliminação de fezes endurecidas com dor, � dificuldade ou esforço ou a ocorrência de comportamento de retenção, � aumento no intervalo entre as evacuações (menos que três evacuações por semana); � e incontinência fecal secundária à retenção de fezes; � Podem ocorrer, também, dor abdominal crônica e rajas de sangue na superfície das fezes em consequência de fissura anal. 2.4 CONSTIPAÇÃO
  • 27. FONTE: CONSTIPAÇÃO • funcional é a passagem involuntária repetitiva de fezes para a roupa íntima após a aquisição da habilidade para ir ao banheiro (geralmente após os quatro anos de idade), na ausência de disfunção anorretal neuromuscular evidente. Este termo é preferido em vez de encoprese ou soiling. É classificado como “retentivo” se estiver associado à constipação funcional e “não retentivo” se ocorrer na ausência de sintomas e sinais de constipação funcional. Incontinência fecal funcional • esse termo é usado para descrever quantidades acentuadamente aumentadas de fezes no reto e cólon. É um julgamento subjetivo baseado em achados clínicos, como uma grande massa de fezes observada no exame físico e/ou radiografia (se realizada), especialmente em associação com uma história de evacuação infrequente e de grande calibre. Impactação fecal
  • 28. FONTE: CONSTIPAÇÃO • lactente caracterizada pela ocorrência de pelo menos 10 minutos de esforço e choro antecedendo a eliminação de fezes moles. Trata-se de uma situação transitória que desaparece espontaneamente, quando o lactente adquire a capacidade de relaxar o esfíncter anal e a musculatura pélvica, quando se estabelece a prensa abdominal no momento da evacuação. Não requer tratamento. Disquezia do lactente
  • 29. FONTE: � Apendicite é a causa cirúrgica mais comum de dor abdominal em atendimentos de urgência. � Seu diagnóstico é habitualmente fácil e essencialmente clínico. � Podem ocorrer algumas apresentações atípicas, que são relacionadas, principalmente, à localização do apêndice retrocecal e pélvica, que tornam o diagnóstico da apendicite desafio clínico-cirúrgico. � É importante a diferenciação da apendicite no sexo feminino com as afecções pélvicas como doença inflamatória pélvica, endometrite e abscesso ovariano 2.5 APENDICITE AGUDA
  • 30. FONTE: 2.5 APENDICITE AGUDA � Quando a obstrução do apêndice é a causa da apendicite, a obstrução leva ao aumento da pressão luminal e intramural; � resultando em trombose e oclusão dos pequenos vasos na parede apendicular e estase do fluxo linfático
  • 31. FONTE: 2.5 APENDICITE AGUDA � O apêndice, o íleo e o cólon ascendente derivam do intestino médio. � O apêndice aparece primeiro na oitava semana de gestação como uma bolsa para fora do ceco e gradualmente gira para uma localização mais medial, conforme o intestino gira e o ceco torna-se fixo no quadrante inferior direito. � Em adultos, o apêndice não tem nenhuma função conhecida, é um pequeno órgão tubular de fundo cego localizado a aproximadamente 2 cm abaixo da válvula ileocecal, com comprimento entre 2 e a 20 cm � A obstrução apendicular pode ser causada por fecalitos (massas fecais duras), cálculos, hiperplasia linfoide, processos infecciosos e tumores benignos ou malignos. � A natureza anatômica do apêndice favorece o quadro, uma vez que sua luz é pequena em relação ao seu comprimento. � O lúmen obstruído favorece o crescimento bacteriano e a secreção da mucosa favorece pressão sobre a luz. Inclusive é a distensão da luz que promove a dor visceral que o paciente refere como dor periumbilical ou visceral mal definida.
  • 32. FONTE: 2.5 APENDICITE AGUDA � Somente quando a inflamação ultrapassa a serosa e entra em com o peritônio parietal que ocorre estimulação da inervação aferente parietal. � É nesse momento que o padrão da dor é mudado, algo característico da apendicite aguda, para uma dor localizada na fossa ilíaca direita de forte intensidade, podendo se correlacionar dor à descompressão brusca (sinal de Blumberg), indicando assim uma peritonite associada
  • 33. FONTE: 2.5 APENDICITE AGUDA � A migração da dor é o sintoma mais importante para o diagnóstico da apendicite aguda. � Náuseas e vômitos também podem acompanhar a dor e a febre acontece mais tardiamente no curso da doença. � Alguns pacientes apresentam sintomas inespecíficos como: indigestão, flatulências, alteração do hábito intestinal, diarreia, mal- estar generalizado
  • 34. FONTE: 2.6 DOENÇA DIVERTICULAR DO COLÓN � Doença Diverticular dos Cólons (DDC) é consequência da herniação da mucosa do intestino grosso por entre as fibras musculares da parede intestinal. � O termo que define a doença, é derivado do latim divertere e, embora se credite a Cruveilhier a primeira descrição dessa alteração, há relatos de que os divertículos foram primeiramente descritos por Litré, em 1700, ou por Morgagni, em 1756.
  • 36. FONTE: 2.6 DOENÇA DIVERTICULAR DO COLÓN � A DDC evolui de forma assintomática, na maioria das vezes, para se expressar por meio de uma de suas complicações.
  • 37. FONTE: 2.7 ABDOME AGUDO Abdome agudo é um grande quadro clínico abdominal variável que pode ser dividido em síndromes, sendo cada uma delas caracterizada por diferentes formas de instalação e progressão a depender da sua etiologia
  • 38. FONTE: 2.7 ABDOME AGUDO � Existem vais causas mis comuns de abdome agudo, onde são elencadas em três, conforme quadro a seguir: 1- Abdome agudo inflamatório 2- Abdome agudo obstrutivo 3- Abdome agudo perfurativo
  • 40. FONTE: 2.7 ABDOME AGUDO � As causas mais comuns de abdome agudo são infecção, isquemia, obstrução ou perfuração, apendicite aguda, gastroenterite aguda, síndrome do intestino irritável, várias cólicas e dor na ovulação; � o diagnóstico de um abdome agudo inflamatório pode ser inferido através de anamnese e exame físico – exames de imagem e laboratório são úteis para estabelecer o diagnóstico etiológico. � A apendicite é a causa mais comum de abdome agudo cirúrgico no mundo, podendo ocorrer em qualquer faixa etária, embora seja mais comum em adolescentes e adultos jovens.
  • 42. FONTE: 2.8 HEMORRAGIA DIGESTIVA � Hemorragia digestiva engloba qualquer sangramento que ocorra no trato gastrointestinal. É classificada entre hemorragia digestiva alta e hemorragia digestiva baixa, conforme a sua localização em relação ao ligamento de Treitz.
  • 43. FONTE: 2.8 HEMORRAGIA DIGESTIVA � A hemorragia digestiva alta (HDA) tem incidência de 48 a 160 casos por 100.000 adultos/ano, e é responsável por 1 internação a cada 10.000 adultos. � Além disso, ocorre duas vezes mais em homens do que em mulheres � O sangramento de úlceras pépticas compõe de 36% a 38% das hemorragias digestivas altas. � Tratam-se de erosões na mucosa, acometendo principalmente o fundo e o corpo gástricos, podendo eventualmente acometer o antro também.
  • 45. FONTE: 2.8 HEMORRAGIA DIGESTIVA � Doença diverticular é a causa mais comum de hemorragia digestiva baixa. Geralmente, o sangramento é indolor, e resulta de lesão na artéria penetrante do divertículo. Em 90% dos pacientes, o sangramento se resolve espontaneamente, no entanto, apresenta recorrência em 90% dos casos
  • 46. FONTE: ISQUEMIA MESENTÉRICA � A isquemia mesentérica pode ocasionar necrose intestinal. Trombose ou embolia da artéria mesentérica superior, trombose venosa mesentérica e isquemia mesentérica não oclusiva estão inclusas entre as causas.
  • 47. FONTE: 2.9 TRAUMA ABDOMINAL � Trauma abdominal é o traumatismo causado diretamente na região abdominal ou que repercuta em lesões de estruturas abdominais. � O abdome é limitado superiormente pela região inferior do tórax; anteriormente, pelos arcos costais; lateralmente, pelas linhas axilares anteriores e, inferiormente, pelos ligamentos inguinais e sínfise púbica.
  • 48. FONTE: 2.10 PANCREATITE � Pancreatite aguda é definida como uma condição inflamatória aguda do pâncreas, existem diferentes etiologias; � Existem várias causas associadas à pancreatite aguda, entretanto os mecanismos pelos quais essas causas desencadeiam essa doença ainda não foram bem elucidados
  • 49. FONTE: 2.10 PANCREATITE � A pancreatite aguda deflagra um quadro de abdômen agudo inflamatório, com um processo inflamatório intenso que pode causar uma síndrome de resposta inflamatória sistêmica (em inglês, SIRS). � Esse processo pode desencadear um quadro grave, levando à disfunção orgânica e apresentando morbimortalidade relevante nesses casos
  • 50. FONTE: 2.10 PANCREATITE � a teoria mais aceita é a de que a passagem do cálculo pela via biliar causa lesão, inflamação e edema no ducto, o que pode causar obstrução dos ductos pancreáticos, e em algumas situações o cálculo fica impactado na porção distal do ducto colédoco, também obstruindo o ducto de Wirsung. PANCREATITE BILIAR
  • 51. FONTE: 2.11 INSUFICIÊNCIA HEPÁTICA � Insuficiência hepática aguda grave (IHAG) é clinicamente caracterizada por icterícia seguida por encefalopatia hepática (EH) e coagulopatia em intervalo clínico variável, � A insuficiência hepática aguda grave também é referida como insuficiência hepática aguda, insuficiência hepática fulminante, necrose hepática aguda, necrose hepática fulminante e hepatite fulminante.
  • 52. Sintomas de insuficiência hepática aguda
  • 53. Achados laboratoriais de insuficiência hepática aguda
  • 54. FONTE: ATUAÇÃO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM
  • 55. Esta Foto de Autor Desconhecido está licenciado em CC BY-SA