Psicopatologia I- Aula 4: Alterações da Consciência

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Psicopatologia I- Aula 4: Alterações da Consciência

  1. 1. FUNEDI/UEMG Curso de Psicologia Disciplina: Psicopatologia I (72 hs/aula) Período: 5o TEMA: SEMIOLOGIA PSICOPATOLÓGICA: ALTERAÇÕES DA CONSCIÊNCIA Professor Alexandre SimõesO louco. Pablo Picasso, 1904. ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  2. 2. aspecto global da consciência (consciência do mundo + consciência de si ao ter consciência do mundo) = > alterações de outras ordens que não só da consciência; ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  3. 3. Devemos, portanto, considerara inexistência de funções psíquicas isoladas; ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  4. 4. CONSCIÊNCIA: • CUM com; • SCIO conhecimento; ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  5. 5. Campo da Consciência: margem (franja ou umbral); + foco;# isto implica que as alterações da consciência podemse apresentar tanto pelo lado QUANTITATIVO (intensidade do campo da consciência, isto é, a abrangência do mesmo), quanto pelo lado QUALITATIVO (qualidade do campo); ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  6. 6. O estado de consciência lúcida:“No estado de consciência lúcida funcionam adequadamente a capacidade de atenção ou de concentração, as faculdades de fixar novos fatos e de rememorar o vivido e o aprendido, a capacidade de compreender ou de dar-se conta das coisas, a capacidade de refletir sobre as questões objetivas e subjetivas e os complexos dispositivos de orientação autopsíquica, alopsíquica e temporoespacial.” (ALONSO-FERNANDEZ, F. Fundamentos de la psiquiatria actual. Madri: Paz Montalvo, 1972, p. 401) ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  7. 7. Alterações cotidianas da consciência:• sono;• sonho; ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  8. 8. Alterações “ patológicas” da consciência:• alterações quantitativas implicam em um rebaixamento (mais comum) ou elevação (mais raro) do nível de consciência;• alterações qualitativas implicam em uma modificação da qualidade (propriedade) do conteúdo da consciência; ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  9. 9. Alterações da Consciência QUANTITATIVAS QUALITATIVASComo veremos, temos diversas Também temos aqui diversaspossibilidades que decorrem possibilidades mas que podemda diminuição da clareza ou ser agrupadas em um sóabrangência da consciência campo: o das síndromes(gerando efeitos globais em confusionais;outras funções psíquicas);
  10. 10. ALTERAÇÕES QUANTITATIVAS DA CONSCIÊNCIA : A) OBNUBILAÇÃO (ou turvamento) :• diminuição do grau de clareza do sensório (pode ser leve ou moderada);• lentidão (ou comprometimento) da compreensão, dificuldade de elaboração e síntese das impressões sensoriais;• alterações do curso do pensamento, perturbação da fixação e da evocação, relativo grau de desorientação, sonolência;• indiferença, apatia e uma certa inibição dos atos volitivos; ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  11. 11. O paciente obnubilado usualmente responde aordens verbais simples, porém tem dificuldades para executar ordens mais complexas. Notavelmente, encontra-se desorientado, em grauvariável, quanto ao tempo, ao espaço, a si próprio e aos outros.
  12. 12. Exemplo de um quadro onde se observa a OBNUBILAÇÃO da consciência: 0 DELÍRIO ONIRÓIDE (ou estado onírico):• ocorre no curso de doenças febris-infecciosas, intoxicações crônicas (psicoses tóxicas) e enfermidades cerebrais orgânicas; síndromes de abstinência. Assemelha-se a um sonho vívido -> caráter cênico e alucinatório;• acompanha-se de intensas reações afetivas: angústia e pavor;• obnubilação da consciência, desorientação e alucinações (geralmente, cênicas, como nos sonhos). Presença de excitação psicomotora e reações afetivas vívidas;• duração: horas ou dias;• amnésia completa ou lembranças lacunares após o quadro;• este quadro pode também ser nomeado de “Onirismo” ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  13. 13. B) SOPOR:• estado marcante de turvação;• despertar: apenas por estímulo enérgico. Evidente sonolência;• visível incapacidade quanto à reação espontânea (inibição da psicomotricidade de forma mais severa do que no caso da obnubilação); ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  14. 14. Aproveitemos este momento para fazer algumas observações sobre a “síncope”:• Síncope é a suspensão temporária do estado de consciência. É seguida pela perda da postura. A síncope resulta de uma diminuição abrupta e transitória do fornecimento de sangue ao cérebro, geralmente é de curta duração e a pessoa recupera o estado neurológico normal quase de imediato, podendo no entanto passar por um breve período de confusão (obnubilação).• A síncope pode ser precedida pelos seguintes sintomas: tonturas, náuseas, palpitações, visão turva e sensação de desequilíbrio na marcha. Sempre que surgem um ou vários sintomas premonitórios e não chega a ocorrer a perda da consciência estamos perante uma pré-síncope; ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  15. 15. C) COMA:trata-se de um severo estado de rebaixamento do nível de consciência; impossibilidade das atividades voluntárias;ausência de qualquer indício de consciência; Mesmo diante de intensa estimulação, o paciente não desperta; ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  16. 16. Além das alterações quantitativas que comportam uma diminuição da intensidade do campo da consciência (ou hipovigilância), há ainda a possibilidade da amplificação deste campo:HIPERVIGILÂNCIA: vemos aqui a elevação e exaltação do nívelda consciência. Acompanha-se de agitação psicomotora,taquipsiquismo, expressões afetivas intensas, baixo rendimentoem tarefas e enorme dificuldade de síntese. É um forte indício dequadros orgânicos ou uso de drogas (anfetaminas, cocaína,álcool, LSD).Mas também pode ser observada em estados maníacos, auraepilética e em algumas formas iniciais de esquizofrenia.
  17. 17. ALTERAÇÕES QUALITATIVAS DA CONSCIÊNCIA: • Obs.: uma parte do campo da consciência é preservada; • Todavia, temos a presença de uma ampla forma de confusão (daí, a Síndrome Confusional); ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  18. 18. A) ESTADOS CREPUSCULARES:• trata-se de um estreitamento transitório da consciência (afunilamento da consciência), com a conservação de uma atividade relativamente coordenada (atividade psicomotora global coordenada: atos automáticos);• podem surgir de modo súbito e, da mesma forma, desaparecer;• ex.: a pessoa consegue dirigir, locomover-se, etc., mas ainda assim ela pode realizar atos incompreensíveis ou agressões (atos explosivos e descontrole emocional);• ocorrência destes estados:• # decorrentes de enfermidades tóxicas e infecciosas (ex.: encefalite);• # esquizofrenia;• # quadros de embriaguez, síndrome de Korsakov;• # epilepsia;• # histeria; ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  19. 19. Observações sobre a Síndrome de Korsakov:• Trata-se de uma neuropatologia estreitamente ligada à carência de vitamina B1 (tiamina);• Vincula-se indiretamente ao estado de alcoolismo crônico, pois o álcool prejudica a capacidade do organismo de absorver a vitamina B1 (afetando drasticamente as células nervosas);• Sintomas: amnésia, desorientação temporoespacial e confabulação; Esses sintomas são acompanhados de uma severa apatia e desinteresse por parte do paciente, que muitas vezes não é capaz de ter consciência de seu estado;• Há o risco de um estado grave de confusão, com a degradação da identidade, pois o paciente perde a capacidade de formar novas memórias e também se degrada grande parte da memória que havia se formado antes da doença. A linha biográfica do sujeito, se esgarça;• Como conseqüência desse severo quadro, surgem as confabulações, que seriam tentativas do paciente de preencher suas lacunas mnemônicas com imaginações e ficções aparentemente verossímeis, nas quais ele próprio poderia acreditar. ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  20. 20. B) DISSOCIAÇÃO DA CONSCIÊNCIA :• é a perda momentânea da unidade psíquica (fragmentação da consciência);• pode durar minutos ou horas, na sua fase mais intensa;• pode provocar grande ansiedade no paciente;• é uma espécie de desligamento frente a uma acontecimento aflitivo (independentemente do paciente apresentar ou não um traço histérico); ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  21. 21. C) TRANSE:• Espécie de sono acordado, mas com a presença de atividade motora automática e estereotipada (diferenciando-se, assim, da dissociação da consciência), com a suspensão parcial dos movimentos voluntários; ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  22. 22. ESTADO HIPNÓTICO :• alta sugestionabilidade, com atenção concentrada;• podem ser induzidas ações ou alterações fisiológicas (ex.: paralisias, rigidez muscular, alterações vasomotoras, etc.) ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  23. 23. Nota adicional: as alterações da consciência (e as próximas alterações que ainda veremos: atenção, orientação, tempo e espaço,sensopercepção e memória) costumam ser bem evidentes nos quadros demenciais:DEMÊNCIA: é caracterizada quando uma pessoa, que teve odesenvolvimento intelectual dentro do que se espera, apresenta perdaou deterioração da capacidade cognitiva (seja esta de forma parcial oucompleta, permanente ou momentânea e esporádica). Dentre algumascausas potencialmente reversíveis estão as disfunções metabólicas,endócrinas, quadros infecciosos, déficits nutricionais e depressão(chamada de pseudodemência depressiva). Mas há circunstânciasirreversíveis. ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  24. 24. A demência é um termo geral para várias doenças neurodegenerativasque afetam principalmente as pessoas mais idosas (mas nãoexclusivamente). Essa patologia pode ser descrita como um quadroclínico de declínio geral na cognição acompanhado de um prejuízoprogressivo funcional, social e profissional. As demências podemincluir: o Mal de Alzheimer, Demência Vascular, Demência Fronto-temporal e a Demência de Korsakov, dentre outras;Com o envelhecimento da população, a demência passou a ser umproblema sério de saúde pública. A prevalência dessa patologia éestimada em 5% para as pessoas acima de 65 anos e mais de 20% paraas acima de 80 anos de idade. No Brasil, a prevalência dessa doençatende a aumentar após 65 anos e a dobrar a cada cinco anosposteriores;
  25. 25. Prevalência: é uma dimensão bastante utilizada na epidemiologia e na área da saúde em geral. Aprevalência pode referir-se ao número total de casos existentes numa determinada população e num determinado momento temporal, bem como à proporção de casos existentes numa determinadapopulação e num determinado momento temporal.A prevalência permite compreender, por um lado, oquanto é comum ou típica e, por outro lado, o tanto é rara uma determinação afecção. Com este objectivo é preferível o uso dos valores em proporção, mas caso se opte pelo uso do número total de casos convém referir a dimensão da população a que se refere.O conceito é usualmente utilizado na elaboração de políticas públicas e nas ações de planejamento e financiamento dos gestores do SUS; ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  26. 26. OBS.: não confundam demência com oligofrenia: • A oligofrenia é o déficit da capacidade mental em que a patologização ocorre antes do desenvolvimento completo do sistema nervoso central;• Esquirol, em seus estudos sobre a oligofrenia, propunha a seguinte fórmula: “o oligofrênico é o pobre que sempre o foi, enquanto o demente é o rico que empobreceu”. ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  27. 27. Outros exemplos de ocorrências das alterações da consciência de cunho qualitativo (mas que sempre comporta alguma alteração quantitativa): DELIRIUM (nas síndromes confusionais agudas):• acompanha-se, nestes casos, de desorientação espaço-temporal, dificuldade de concentração, perplexidade, ansiedade, distúrbios psicomotores e, em alguns casos, de alucinações (preponderantemente visuais);• piora no crepúsculo, apesar de sua intensidade sofrer flutuações ao longo do dia; ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  28. 28. Nota: Delirium não deve ser confundido com Delírio:• Delírio: Vem de duas palavras gregas: de (fora) + liros (sulcos); ou seja, sair dos trilhos. É uma síndrome constituída por um conjunto de idéias mórbidas que fazem parte das alterações do juízo. O paciente apresenta e crê em uma convicção inabalável. De acordo com Kraepelin, "a idéia delirante é uma representação morbidamente falseada, cuja demonstração não se pode comprovar". Esta idéia, ou conjunto de idéias, não é acessível ao raciocínio e argumentação lógica nem é modificada pelo confronto com a realidade. Portanto, implica em juízo e lucidez;• Para Jaspers, o termo delírio deve ser usado somente quando há um quadro, com as características descritas acima, sem que ele seja decorrente de uma perturbação da inteligência e sem que também seja secundário a um estado de consciência momentaneamente alterado. Os delírios são observados principalmente nas esquizofrenias e na paranóia; ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  29. 29. Há uma certa confusão entre os dois termos (delirium e delírio), poispessoas acometidas tanto de delirium como de delírio têm alteraçõesdo pensamento (ato noético) no que se refere à compreensão dosignificado dos fatos. Estas alterações terminam por comprometer ainteração com outras pessoas.
  30. 30. • No que tange à apresentação dos fenômenos, os pacientes com delirium (oriundo de transtorno mental orgânico) têm alteração da atenção, da memória e, consequentemente, da orientação. Não apresentam pensamento sistematizado, somente fragmentos. Parecem não estar compreendendo o que se passa à sua volta. Existe piora noturna ou em qualquer situação que diminua o "input" sensorial, já que sua atenção está reduzida;• Podem apresentar alterações da psicomotricidade principalmente agitação noturna, e também podem tentar pegar pequenos animais ou objetos onde não há nada (alucinose visual). Por outro lado, se beneficiam de lugares, informações ou pessoas familiares, de ambientes calmos e iluminados. Em suma, na vigência de uma desorganização das funções psíquicas os pacientes ficam confusos. Por isso, frequentemente utilizamos outro termo para designar a síndrome que estes pacientes apresentam que é o "estado confusional“; ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  31. 31. Ainda no que se refere aos pacientes com delirium, em geral existe a inversão do ciclo sono/vigília (ospacientes se agitam à noite e ficam sonolentos duranteo dia) e pode-se observar seu aparecimento de maneira abrupta relacionado a doenças físicas e/ou uso de medicamentos.
  32. 32. Delírio:Nos pacientes com delírio, ocorre alteração do conteúdo dopensamento, mas não da memória e da atenção. Quando há a alteraçãoda orientação está se dá em decorrência do delírio, sendo maisfrequente a "dupla orientação". Assim, o paciente informacorretamente o seu nome, idade, endereço, sabe a data e local ondeestá, mas, ao mesmo tempo, acredita ser “Napoleão" e diz “estar emguerra, em nome da França”; ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  33. 33. Vemos aqui um distúrbio do juízo crítico não influenciado na sua lógica ecoerência por qualquer outra experiência psicológica, não se deixando refutarpelo pensamento lógico. Ao contrário dos pacientes com delirium, osesquizofrênicos relatam uma transformação do mundo, no qual ocorrem novassignificações;
  34. 34. Em geral, no delírio propriamente dito ocorre uma fase inicial que chamamos de humor delirante, quando o paciente começa a perceber esta alteraçãodo mundo. Chegam a dizer que “há qualquer coisa noar...”, “essa luz, essa claridade, não são comuns. Tudo agora está mudando".Gradualmente, vão surgindo novos significados. ParaJaspers, nos esquizofrênicos "não se destrói a crítica.Coloca-se apenas a serviço do delírio. O doente pensa,examina razões e contra-razões assim como o faria se fosse sadio".
  35. 35. Enfim, retornando ao tema das alterações da consciência podemos sintetizar dizendo que eles ocorrem mais significativamente nos seguintes quadros:• Epilepsias (as crises breves e repetidas, com suspensão total ou parcial da consciência, constituem o fenômeno clínico capital);• Psicoses com fundamento corporal (orgânico) conhecido: psicoses sintomáticas e psicoses orgânicas (nestes quadros são bastante abundantes os estados de sopor e coma, a obnubilação da consciência simples ou com produções oníricas e a exaltação do sono, sob a forma de hipersonia, sonolência ou letargia);• De forma menos evidenciada, ainda podem ocorrer alterações da consciência em alguns episódios esquizofrênicos agudos ou nas psicoses ciclotímicas (marcadas por alterações do humor) ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  36. 36. A obnubilação da consciência normalmente não ocorre nas paranóias (ou psicoses com causalidade orgânica somente presumida)“Enquanto que o enfermo com obnubilação daconsciência permanece fora de si, o sujeitoparanóide não pode desligar-se de referir tudo a sipróprio” (ALONSO-FERNANDEZ, F. Fundamentos de la psiquiatriaactual. Madri: Paz Montalvo, 1972, p. 424) ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  37. 37. Nota sobre psicoses com fundamento corporal (orgânico) conhecido: É importante o preenchimento de 4 critérios: A) a apresentação de um transtorno orgânico acessível à exploração; B) a existência de uma conexão cronológica evidente entre a manifestação corporal e o início da psicose; C) uma relação de paralelismo entre o curso da alteração orgânica e a alteração psíquica; D) o registro de certas características psicopatológicas; ALEXANDRE SIMÕES® Todos os direitos de autor reservados.
  38. 38. Estas psicoses podem ser subdividas em dois níveis:A) psicoses sintomáticas: cuja causa fundamental é extra-cerebral. Os quadros costumam ser agudos e reversíveis;B) psicoses orgânicas (cerebrais): cuja causa épropriamente encefálica. Os quadros tendem a ser crônicos eirreversíveis (gerando deterioração da personalidade); ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  39. 39. Prosseguiremos na próxima aula! Prof. Alexandre Simões Contatos: www.alexandresimoes.com.br alexandresimoes@terra.com.br ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.

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