Epidemiologia clínica e gerenciamento da clínica

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Aula Proferida na Residência em Medicina de Família e Comunidade de Betim

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Epidemiologia clínica e gerenciamento da clínica

  1. 1. Epidemiologia ClínicaGerenciamento da clínicaRicardo Alexandre de Souza
  2. 2. EPIDEMIOLOGIA CLÍNICA
  3. 3. Conceito de epidemiologia• Ciência que estuda a distribuição e os determinantes dosproblemas de saúde em populações humanas.• Ciência que estuda o processo saúde-doença nasociedade, analisando a distribuição populacional e osfatores determinantes do risco de doenças, agravos eeventos associados à saúde, propondo medidas específicasde prevenção, controle ou erradicação deenfermidades, danos ou problemas de saúde e deproteção, promoção ou recuperação as saúde individual ecoletiva, produzindo informação e conhecimento paraapoiar a tomada de decisão no planejamento, naadministração e na avaliação desistemas, programas, serviços e ações de saúde
  4. 4. Mais um dia na UBSFHomem de 52 anos entra no seu consultóriopreocupado com dor no peito. Início há 2semanas, quando ele começou a sentir uma dor emaperto no peito quando ele subia morros. O apertodurava de 2 a 3 minutos. Vários desconfortossimilares ocorreram desde então. Ele fuma ummaço de cigarros por dia e foi dito a ele que suapressão estava um pouco alta. Ele não tem outrascomorbidades ou algo de nota. Também não temuso de medicação. Um exame físico completo e ECGsão normais, exceto por uma pressão de 150/100
  5. 5. Perguntas• Muitas perguntas estão na mente dessapessoa:• Estou doente? Quão certo está você? Comoisso irá me afetar? O que pode ser feito emrelação a isso? Quanto irá me custar? O queirá alterar na minha vida? Que exames eudevo fazer?
  6. 6. Conceito da Epidemiologia Clínica• É a ciência de fazer predições sobre pacientesindividualmente ao levar em consideraçãoeventos em grupos de pacientes similares paraassegurar que as predições são acuradas. Aproposta da epidemiologia clínica édesenvolver e aplicar métodos de observaçãoclínica que levam a conclusões válidas porevitar por erros sistemáticos.
  7. 7. GERENCIAMENTO DA CLÍNICA
  8. 8. Gerenciamento da clínicaA o eficiente de qualquer ciorequer alguns requisitos sicos: nio datecnologia, uma equipe de trabalhocompetente, rigoroso controle dequalidade, sistema de o na medidaexata, lise de mercado, o da fatiade mercado a ser conquistada, controlefinanceiro, cumprimento de normas legais elise de risco.
  9. 9. Mitzenberg (2006) nos ensina que a estrutura deuma organização é definida como a soma dosprocessos pelos quais o trabalho pode serdividido e a a coordenação das atividadesrealizadas por cada indivíduo.
  10. 10. Abordagem de processosA abordagem da gestao de processos avaliaaspectos chave do gerenciamento de qualquerclínica ou consultório. Isso inclui o projeto e aprestação de serviços relacionados aospacientes, os processos de apoioadministrativo, financeiro e aquelesrelacionados aos fornecedores, ou seja, ogerenciamento de processos envolve todos osaspectos operacionais da clínica, que devem serdeterminados, coletados e depois analisados
  11. 11. RotinaPara analisar as rotinas do seu centro de saúde inicie com um levantamentosimples, mensurando tempo para cada atividade, frequência e o tipo oufunçãoFunção Diário2xsem3xsem4xsem5semCada15dDuração ResponsávelAcolhimento x 4h EnfermeiraPré-natal x 4h MFC/EnfVisita domiciliar x 3h MFC/Enf/TELimpeza doconsultóriox 15min/ TE/MFCReunião deequipex 2,5h Enfermeira
  12. 12. Reflexão• Para o mapeamento de atividades, reúna suaequipe e faça um brainstorming sobre osprocessos. Reflita, revise e refaça.• Descubra que processos existem dentro desua unidade e dentro de sua equipe.• Traga eficiência para os processos atuais
  13. 13. A GESTÃO DA CLÍNICA
  14. 14. A Gestão da Clínica• Tem como objetivo assegurar padrões clínicosótimos e, conseqüentemente, melhorar aqualidade das práticas clínicas(Department of Health, 1998)É o conjunto de instrumentos tecnológicos quepermite integrar os diversos pontos de atenção àsaúde para conformar uma rede de atenção àsaúde, capaz de prestar a atenção no lugar certo,no tempo certo, com o custo certo e a qualidadecerta(Mendes, 2002)
  15. 15. A GESTÃO DA CLÍNICAOs instrumentos tecnológicos: Gestão de patologia (Gestão da condição de saúde)Gestão de casosAuditoria clínicaListas de esperaDiretrizes Clínicas
  16. 16. Diretrizes clínicasSão instrumentos de normalização do padrãodo cuidado em saúde.Propósito: orientar os profissionais de saúdequanto às intervenções clínicas, pautadas emevidência científica.Busca: alcançar melhoria do atendimento.(EDDY, 1990)
  17. 17. Diretrizes clínicasFunções primordiais:GerencialEducacionalComunicacional(MENDES, 2002)
  18. 18. Diretrizes clínicasFunções gerencial:Controlar a variabilidade clínica nos serviços desaúde;Instrumentalizar os profissionais na tomada dedecisões;Homogeneizar as condutas clínicas.(MENDES, 2002)
  19. 19. Diretrizes clínicasFunções educacional:Instrumentos de normalização: devem sertransformados em produtos de educação paraprofissionais e usuários.(MENDES, 2002)
  20. 20. Diretrizes clínicasFunções comunicacional:Contribuir para mudar o comportamento dosprofissionais e dos usuários em relação à doençaou condição, alterando os indicadores de saúde.(MENDES, 2002)
  21. 21. Diretrizes clínicasDiretrizes clínicas:Dois instrumentos:Linhas-guia.Protocolos clínicos(MENDES, 2002)
  22. 22. Linhas-guiaNormalizam todo o processo de atenção, emtodos os pontos de atenção, considerando-se aAPS como coordenadora(MENDES, 2002)
  23. 23. Linhas-guiaNormalizam todo o processo de atenção àsaúde,em todos os pontos de atenção.
  24. 24. Protocolos clínicosNormalizam o padrão de atendimento àdeterminada patologia ou condição, identificandoas ações de prevenção, diagnóstico, cura/cuidadoou reabilitação em um ponto de atençãoespecífico.(MENDES, 2002)
  25. 25. Protocolos clínicosObjetivo de prestar a atenção à saúdeadequada em relação a partes do processo dacondição/patologia e em um ponto de atenção àsaúde específico.
  26. 26. Protocolos clínicos elinhas-guiaExemplo:Normalização da atenção ao pré-natal, ao partoe ao puerpério, em todos os pontos de atenção àsaúde: linha-guiaDetalhamento do diagnóstico e tratamento datoxoplasmose, uma parte de todo o processo:protocolo clínico.
  27. 27. Protocolos clínicos elinhas-guiaLinha-guia: desenvolvida por grau de risco,envolve a estratificação de risco.Ex: uma linha-guia não normaliza ações paragestante em geral, mas procura estratificar essacondição em grupos de risco que implicam emmanejos clínicos diferentes.
  28. 28. Protocolos clínicos elinhas-guiaProtocolos clínicos: normalizam parte doprocesso da condição ou patologia, num únicoponto de atenção do sistema integrado deserviços de saúde.Ex: protocolo pode ser desenvolvido para o usode determinado medicamento para umapopulação com uma dada condição
  29. 29. Diretrizes clínicasAssim, pode-se dizer que as diretrizes clínicasdevem orientar as equipes de saúde quanto aoplanejamento local, fornecendo indicadores,parâmetros e elementos para a construção de umsistema de informação gerencial, permitindo omonitoramento e avaliação das ações.(MENDES, 2002)
  30. 30. DIRETRIZCLÍNICAMUDANÇA DECOMPORTAMENTODOS PROFISSIONAISMUDANÇA DECOMPORTAMENTODOS USUÁRIOSMELHORIA GERENCIAL EDUCAÇÃO PERMANENTE EDUCAÇÃO EM SAÚDE DESENVOLVIMENTOGERENCIAL INSTRUMENTOSGERENCIAIS: PRONTUÁRIOCLÍNICO, AUDITORIA CLÍNICA,SISTEMA DE INFORMAÇÃOGERENCIALCONTRATUALIZAÇÃO DASEQUIPESFONTE: MENDES (2004)A IMPLANTAÇÃO DASLINHAS-GUIA
  31. 31. AS DIRETRIZES CLÍNICAS DA SES
  32. 32. A GESTÃO DE PATOLOGIAS(Gestão da condição de saúde)
  33. 33. O CONCEITO DE GESTÃODE PATOLOGIAConsiste no desenvolvimento de um conjunto deintervenções educacionais e gerenciais,relativas a determinada condição ou patologia,definidas pelas diretrizes clínicas, com o objetivode melhorar a qualidade da atenção à saúde e aeficiência dos serviços.FONTE: TODD & NASH (1997); COUCH (1998); MENDES (NO PRELO)
  34. 34. O CONCEITO DE GESTÃODE PATOLOGIAEnvolve intervenções na promoção da saúde,na prevenção da condição ou doença e, no seutratamento e reabilitação.Engloba o conjunto de pontos de atenção àsaúde de uma rede assistencial.
  35. 35. O CONCEITO DE GESTÃODE PATOLOGIAÉ uma mudança radical naabordagem clínica.
  36. 36. O CONCEITO DE GESTÃODE PATOLOGIASupera o modelo médico individual a um doente,ações curativas e reabilitadoras PARA...Uma abordagem pautada numa populaçãoadscrita, identificando pessoas em risco deadoecer ou adoecidas.
  37. 37. O CONCEITO DE GESTÃODE PATOLOGIAÊnfase: na promoção da saúde e/ou açãopreventiva, ou a atenção adequada, comintervenção precoce objetivando melhoresresultados e menores custos.
  38. 38. O CONCEITO DE GESTÃODE PATOLOGIAIndicada: para o manejo das condições crônicasque demandam atenção por longo tempo e emdiferentes pontos de atenção à saúde.
  39. 39. GESTÃO DE CASOS
  40. 40. CONCEITO DE GESTÃO DECASOS É um processo que se desenvolve entre o gestor decaso e o usuário do serviço de saúde para planejar,monitorar e avaliar opções e serviços, de acordo comas necessidades da pessoa, com o objetivo depropiciar uma atenção de qualidade, personalizada ehumanizada
  41. 41. CONCEITO DE GESTÃO DECASOSEssência? Relação próxima e personalizada entre o um gestorde caso e um usuário do serviço de saúde.
  42. 42. GESTÃO DE CASOSObjetivos: advogar as necessidades e expectativas deusuários em situação especial prover o serviço certo ao usuário certo aumentar a qualidade do cuidado diminuir a fragmentação da atenção
  43. 43. GESTÃO DE CASOSPermiteIdentificar as pessoas com maior risco,acompanhar e controlar o curso da doença.Assim, é possível minimizar o custo dadoença, melhorar a qualidade e autonomia devida.
  44. 44. GESTÃO DE CASOSGestor de casoPode ser um enfermeiro ou assistente social.Em alguns casos: grupo de profissionais.
  45. 45. GESTÃO DE CASOSUm bom gestor de caso?Fundamental: conhecer a natureza dosserviços oferecidos em toda a redeassistencial, ser bom negociador e hábil nacomunicação.
  46. 46. GESTÃO DE CASOSGestor de caso?Responsabiliza-se por uma pessoa em toda aduração da condição/doença e analisa anecessidade da atenção e a propriedade dosserviços ofertados e recebidos.Assim...
  47. 47. GESTÃO DE CASOSGestor de caso?Deve coordenar a atenção, utilizando-se dosserviços que compõem o sistema e observar oplano terapêutico.
  48. 48. PRONTUÁRIO CLÍNICOMinistério da Saúde“ Prontuário é todo acervo documentalpadronizado, organizado e conciso referenteao registro dos cuidados prestados aopaciente e também os documentosrelacionados a essa assistência”.
  49. 49. PRONTUÁRIO CLÍNICOProntuário EletrônicoConcentra as distintas interações do pacientecom o sistema da saúde, de formaestruturada.
  50. 50. AUDITORIA NA CLÍNICAAnalisa, de forma sistemática e crítica, aqualidade da atenção à saúde, avaliandodiagnóstico e tratamento, uso dos recursos eos resultados para os paciente.
  51. 51. Assim...
  52. 52. Onde estamos ?VOLTADO PARAINDIVÍDUOSOndepretendemoschegar ?VOLTADO PARAUMAPOPULAÇÃOFONTE: FERNANDEZ (2003) MENDES (2007)A GESTÃO DOS SISTEMAS DE SERVIÇOS DESAÚDE NO INÍCIO DO SÉCULO XXI
  53. 53. Onde estamos ?O SUJEITO É OPACIENTEOndepretendemoschegar ?O SUJEITO ÉAGENTE DE SUASAÚDEFONTE: FERNANDEZ (2003) MENDES (2007)A GESTÃO DOS SISTEMAS DE SERVIÇOS DESAÚDE NO INÍCIO DO SÉCULO XXI
  54. 54. Onde estamos ?REATIVOOndepretendemoschegar ?PROATIVOFONTE: FERNANDEZ (2003) MENDES (2007)A GESTÃO DOS SISTEMAS DE SERVIÇOS DESAÚDE NO INÍCIO DO SÉCULO XXI
  55. 55. Onde estamos ?ÊNFASE NAS AÇÕESCURATIVASOndepretendemoschegar ?ATENÇÃOINTEGRALFONTE: FERNANDEZ (2003) MENDES (2007)A GESTÃO DOS SISTEMAS DE SERVIÇOS DESAÚDE NO INÍCIO DO SÉCULO XXI
  56. 56. A GESTÃO DOS SISTEMAS DE SERVIÇOS DESAÚDE NO INÍCIO DO SÉCULO XXIAssim, as transformações sãonecessárias para que ocorramelhoria da qualidade daatenção à saúde.
  57. 57. Onde estamos ?CUIDADOPROFISSIONALOnde pretendemoschegar ?CUIDADOMULTIPROFISSIONALFONTE: FERNANDEZ (2003) MENDES (2007)A GESTÃO DOS SISTEMAS DE SERVIÇOS DESAÚDE NO INÍCIO DO SÉCULO XXI

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