Tipos de Estudo www.odontostation.com
Bibliografia •  Epidemiologia clinica  •  Designing Clinical Research- Elementos esenciais   2nd edition   •   Robert H. Fletcher   • Stephen B. Hulley et al •   Clinical Trials: A practical   •  Como elaborar sua tese: approach   Estrutura e referencias   •   Stuart j. Pocock   •  Edna Terezinha Rother •   Primer of Epidemiology   •  Maria Elisa Rangel Braga   •   Gary D. Friedman •   Evidence-based Medicine   •  Metdologia científica para a   •   David L. Sackett   área de saúde •   PDQ Statistics   •  Sônia Vieira   •   Geoffrey Norman   •  William Saad Hossne   •   David Streiner   •   www.evidencias.com •   PDQ Epidemiology   •   www.metodologia.com   •   David Streiner   •   Gepffrey Norman
Conceitos  Básicos
Conceitos Básicos Bias (viés, tendenciosidade) Randomização (aleatorização) Mascaramento Validade Interna Fator em estudo Desfecho clínico
Conceitos Básicos Bias (víeis, vício, tendenciosidade) - Erro ou desvio sistemático do estudo - Conclusões tendenciosas - Seu efeito não é diminuído aumentando-se a    amostra Mascaramento (cegueira) - Tentativa de evitar que os participantes do      estudo saibam qual tratamento está sendo      administrado - Uni, duplo ou triplo-cego
Bias Seleção dos pacientes Alocação do tratamento Avaliação dos resultados Análise dos dados Relato dos Resultados
Conceitos Básicos Randomização (aleatório) - Distribui os participantes ao acaso, mesma    probabilidade Validade interna -  Quando os resultados são verdadeiros para    o grupo estudado (amostra) Validade externa - Aplicabilidade, generalização - O quantos os resultados de um estudo    aplicam-se a outros indivíduos
Conceitos Básicos Fator em estudo - Agente de investigação que determina o    desfecho de interesse - Ex: fator de risco, de exposição,        prognóstico Desfecho clínico - Evento de investigação supostamente      causado pelo fator em estudo - Ex: doença, complicação, efeito        terapêutico
Conceitos Básicos Padrão ouro (gold standard) Fator de confusão Reprodutividade Validade Eficácia Efetividade Eficiência
Conceitos Básicos Padrão ouro (gold standard) -  Método, procedimento ou medida    largamente aceita como sendo a    melhor
Conceitos Básicos Fator de confusão -  Associação entre fator de estudo e a doença está distorcida por um  terceiro fator associado tanto a exposição quanto ao risco de desenvolver a doença   Conjunto inicial   Grupo experimental   Grupo controle          
Conceitos Básicos Reprodutibilidade -Capacidade de uma medida dar o  mesmo resultado ou muito semelhante  quando submetida à repetições -Intra/inter-observador Validade -Capacidade de uma medida avaliar  realmente aquilo que está pretendendo medir
Conceitos Básicos Eficácia - Uma intervenção funciona em condições    ideais   Efetividade - Uma intervenção funciona em condições    habituais Eficiência - Uma intervenção funciona em condições    habituais, mesmo levando-se em      consideração   os custos e riscos
Conceitos Básicos Sensibilidade Especificidade Incidência Prevalência Placebo Intervenção
Conceitos Básicos Sensibilidade - Proporção de pessoas que tem um teste      positivo e têm a doença - Um teste sensível raramente deixa de          encontrar pessoas com a doença Especificidade - Proporção de pessoas que têm um teste        negativo e não tem a doença - Um teste específico raramente classificará        erroneamente pessoas sadias e doentes Incidência - Proporção de ind. que não têm uma condição      clínica e que a desenvolve no decorrer de um período
Conceitos Básicos Prevalência - Proporção de indivíduos que apresentam uma condição clínica em um determinado ponto de tempo Placebo - Substância inerte administrada ao paciente para comparar seus efeitos com outra intervenção Intervenção - Qualquer tratamento ou procedimento administrados ao paciente de um estudo por determinação do investigador
Conceitos Básicos Risco Relativo - É a razão da incidência da doença entre os expostos e os não expostos - Estudos coorte Razão de risco (Odds ratio) - Expressa a força de associação entre um fator em estudo e um desfecho clínico - Estudos caso-controle
Tipos de Estudo
Série de  casos ECR Tipos de Estudos Estados descritivos Estados analíticos Observacional Intervenção Caso-controle Transversal Coorte
Estudos Descritivos Distribuição da doença na população  de acordo com sua características -  Sexo, raça, idade, estado civil, classe      social, distribuição geográfica,    manifestações clínico-laboratoriais,      tempo de ocorrência
Estudos Descritivos Vantagens - Facilidade de execução - Baixo custo - Rapidez nos resultados Desvantagens - Impossibilidade de estabelecer relação de      causalidade entre fator de estudo e o        desfecho clínico - Pesquisador fica sujeito a lembranças e      recomendações dos indivíduos investigados    (biasviés)
Estudos Observacionais São aqueles em que os participantes da pesquisa não são sorteados para respectivos grupos, porque já pertencem a eles antes do início da pesquisa Estudos transversais Coorte (longitudinal) Caso-controle
Estudo Transversal Determinação simultânea do fator de  interesse e do desfecho em investigação numa população bem definida Para avaliar se existe relação entre as variáveis (ex: fumantes e problemas respiratórios), o pesquisador toma uma amostra da população e conta o número de elementos que caem em cada categoria Estudo de prevalência das doenças
Estudo Transversal Amostra Fumantes com problemas respiratórios Fumantes sem problemas respiratórios Não-fumantes com problemas respiratórios Não-fumantes com problemas respiratórios ...  ... ... ...
Estudos de Prevalência Examinam a relação entre doenças e outras características ou varáveis de interessem e com eles existem numa população definida , num período de tempo A presença ou ausência de doença ou outras varáveis é determinada em cada membro da população do estudo ou numa amostra representativa num determinado período de tempo Nº de pessoas com doença Nº total no grupo
Estudos Coorte Partem de grupos de indivíduos com ou sem fator de exposição e que ainda não desenvolveram o desfecho de interesse Quando prospectivos os grupos são seguidos longitudinalmente, depois de certo tempo avalia-se quem desenvolve ou não a doença
Estudos Coorte Exposição ao fator de risco Doença   Sim População   Amostra Tempo   Não    Pesquisa Sim Sim
Estudos Coorte Riscos Relativos - Quantas vezes os indivíduos expostos desenvolve a doença quando comparados ao não expostos - É a medida da força de uma associação nos estudos coorte -Quando mais forte a associação, maior será risco relativo - RR < 1 indica fator de proteção para doença - RR = 1 indica que não existe associação
Risco Relativo Casos Não-casos Expostos a b Não-expostos c d RR=a/(a+b)  c/(c+d)
Risco Relativo Duzentos indivíduos (100 fumantes e 100 não) foram acompanhados num período de 5 anos. Ao final do estudo, os números encontrados foram(tabela) Calcule a incidência da doença nos expostos Calcule a incidência da doença nos não-expostos Calcule o risco-relativo para fator em estudo (exposição) Doença Casos Não-casos Expostos 80 a 20 b Não-expostos 10 c  90 d RR=a(a+b) c/(c+d) RR=80/(100) 10/(100)
Estudos de Incidência Enfocam mais diretamente os fatores relacionados ao desenvolvimento da doença Um grupo populacional livre da doença a ser investigado é identificado num determinado tempo e os itens de interesse são medidos neste grupo =Coorte Estes pacientes são seguidos num determinado período de tempo para o desenvolvimento da doença possa ser estudado - Nº de pessoas que desenvolve a doença Nº total de pessoas
Estudos Caso-controle O investigador parte de indivíduos com doença (casos) e sem doença (controles) e busca no passado a presença ou ausência do fator de exposição A medida de estatística de associação entre exposição e doença é a razão de risco (odds ratio)
Estudos Caso-controle Exposição ao fator de risco Tempo    Amostra    com doença População Pesquisa   Amostra   de risco   sem risco Sim Sim
Estudos Caso-controle Razão de riscos (Odds ratio) - Forma de expressar a força de      associação entre um fator em      estudo e um desfecho clínico        quando o estudo não permite        estimativa direta da incidência da      doença na população estudada
Razão de chances Casos Não-casos Expostos a b Não-expostos c d
Razão de chances-Oddes ratio Duzentos indivíduos (100 câncer de pulmão e 100 não) foram avaliados retrospectivamente quando a exposição ou não ao cigarro. Ao final do estudo, os números encontrados foram: (tabela) 1. Calcule a razão de chances (associação) entre a exposição e a da doença Casos Não-casos Expostos 80 a 10 b Não-expostos 20 c 90 d RC=ad bc RC=80x90 10x20
Estudos  Prospectivos-Retrospectivos Período de tempo durante o qual os dados foram registrados em relação ao tempo no qual o estudo começou Prospectivo:  O investigador planeja e controla os    métodos de avaliação Retrospectivo:  Os dados já foram colhidos Retrospectivo Investigação Prospectivo Causa Efeito Efeito Causa
Ensaios clínicos Controlados Estudos prospectivos utilizados para comparar  determinada investigação com outra ou com placebo Desenho considerado  padrão-ouro  para testar  eficácia/efetividade - Alocação randomizada -possibilita a mesma probabilidade de   um indivíduo cair num grupo ou outro   de tratamento - toma os grupos mais semelhantes    entre si - Estudo duplo-cego
Estudo tipo “Cross-Over” Ensaio clínico em que todos os pacientes recebem os dois tratamentos Necessita de um número maior de pacientes (tamanho menor da amostra)
Revisão Sistemática Revisão sistemática é um tipo de investigação científica que reúne vários estudos originais , sintetizando os resultados, através de estratégias que limitam vieses e erros aleatórios .
Metanálise È uma síntese matemática dos resultados dos estudos primários EC1 EC2 EC3 EC4 Revisão sistemática Metanálise
Possíveis Evidência Conclusões Existe Não-existe Suficiente insuficiente   Ensaio clínico   com protocolo adequado Qualidade Boa Poder estatístico bom Qualidade ruim   Qualidade boa    Qualidade ruim poder estatístico  Poder estatístico    Poder estatístico   bom   ruim   ruim Não usar Usar   ensaio clínico   Ensaio Clínico   Ensaio clínico   c/  novo protocolo  c/ mesmo protocolo  c/novos protocolos
Revisão de Literatura
Publicações Médicas 1985: 20.000 revistas biomédicas Para atualização nas 10 melhores revistas de Medicina Interna -    200 artigos e 10 editorias por    mês  - Expansão da literatura: - 6 a 7% por ano
Fontes de informação Artigos Guias práticos Editoriais Meta-análise Palestras Seminários Workshops Propagandas e revistas médicas Etc, etc, etc
Seleção de artigos O artigo aborda a questão clínica específica que motivou a pesquisa? O arquivo representa uma pesquisa original? A pesquisa está baseada numa boa metodologia?
Estruturação dos artigos médicos Método   • Confiança Revisão sistemática   Maior Estudo controlado randomizado Estudo de coorte Estudo de caso-controle Série de casos Relato de caso   Menor
Estruturação dos artigos  Título Resumo Introdução Por que você começou? Métodos O que você fez? Resultados O que você encontrou? Discussão O que isso  significa?
Estratégia para seleção e leitura de arquivos Título (interessante ou não)   não Autores (impressão positiva ou não)  não Resumo (se válido, resultados são)  não úteis) Local (se válidos, resultados podem  não ser implementados na prática diária)
Qual a proposição do artigo? Teste diagnóstico Curso clínico e prognóstico  Etiologia Terapia Se a resposta for sim Material e métodos Avaliação completa e metodológica do    artigo
Aplicabilidade dos resultados do trabalho na prática diária Pacientes Não   Sim Paciente Paciente
Pesquisa Científica
Pesquisa Científica Pesquisa é o conjunto de procedimentos sistemáticos baseado no raciocínio lógico, que tem por objetivo, encontrar soluções para problemas propostos, mediante a utilização de métodos científicos
Pesquisa Científica OSP Cárie Qual é a pergunta do seu trabalho???
Anatomia da Pesquisa Pergunta Significância Desenho Sujeito Variáveis Aspectos estatísticos
Anatomia da Pesquisa Pergunta -  Qual a questão que o estudo vai abordar? Significância -  Por que esta questão é importante? desenho - Como o estudo é estruturado? Sujeito - Quem são os sujeitos e como eles serão selecionados? Variáveis - Que medidas serão feitas? Aspectos estatísticos? - Qual o tamanho do estudo e como será analisado?
Fisiologia da Pesquisa   População  Inferência   Amostra Verdade no Universo Achados no estudo
Fisiologia da Pesquisa Desenho e implantação Escrevendo as conclusões
FINER criteria for a good research question Feasible (possibilidade) - Número adequado de pacientes - Conhecimento da técnica - Possível (tempo e dinheiro) Interesting - Para o investigador Novel (recente) - Confirma ou afasta um achado interior - Amplia achados interiores - Fornece novos conhecimentos Ethical Relevant - Para o conhecimento científico - Para as políticas clínicas e de saúde - Direção para fundos de pesquisa
Requisitos para uma pesquisa Conhecimentos do assunto a ser pesquisado Curiosidade Criatividade Integridade intelectual Atitude autocorretiva Sensibilidade social Imaginação disciplinada Perseverança e paciência Confiança na experiência
Planejamento de uma  Pesquisa Escolha do tema Delimitação do assunto Levantamento bibliográfico ou revisão Formulação do problema Construção de hipóteses Indicação das variáveis
Planejamento de uma Pesquisa Delimitação do universo (amostragem) Seleção dos métodos e técnicas Construção dos instrumentos de pesquisa Teste dos instrumentos e procedimentos metodológicos
Escolha do Tema Originalidade •  Novo enfoque •  Novos argumentos e pontos de vista •  Contribuir para o esclarecimento do assunto Relevância •  Deve ter importância •  Estar ligado a uma questão de interesse geral Viabilidade •  Aspectos práticos da pesquisa
  Definido o Problema Pergunta principal do Estudo
Definido o Problema 1º passo é um dos mais difíceis Definir o problema e escolher a questão ou questões a serem  respondidas Questões: relacionadas à prevenção, diagnósticos e/ou tratamento
Pergunta Principal Objetiva Específica Relevante Pesquisador : definição clara e objetiva da pergunta a que o estudo se propõe responder
Pergunta do Estudo O paciente ou problema em questão A “intervenção” ou fator em estudo Intervenção de comparação (quando relevante) Desfecho clínico de interesse
Pergunta do Estudo A partir da definição da pergunta: Revisar a leitura Escolher o método de estudo Preparar o  protocolo
1- O que é um estudo: (crie um exemplo de cada) a) Clínico randomizado b) Coorte c) Transversal d) Caso-controle 2-  O que é risco relativo? 3-  O que é um viéis de pesquisa? Onde pode ocorrer? 4- Qual a diferença entre Sensibilidade e Especificidade? 5- Defina randomização. 6- O que é mascaramento ou cegueira de um estudo? 7- O que é placebo? 8 – Defina Eficácia, eficiência, efetividade.

Tipos de estudo

  • 1.
    Tipos de Estudowww.odontostation.com
  • 2.
    Bibliografia • Epidemiologia clinica • Designing Clinical Research- Elementos esenciais 2nd edition • Robert H. Fletcher • Stephen B. Hulley et al • Clinical Trials: A practical • Como elaborar sua tese: approach Estrutura e referencias • Stuart j. Pocock • Edna Terezinha Rother • Primer of Epidemiology • Maria Elisa Rangel Braga • Gary D. Friedman • Evidence-based Medicine • Metdologia científica para a • David L. Sackett área de saúde • PDQ Statistics • Sônia Vieira • Geoffrey Norman • William Saad Hossne • David Streiner • www.evidencias.com • PDQ Epidemiology • www.metodologia.com • David Streiner • Gepffrey Norman
  • 3.
  • 4.
    Conceitos Básicos Bias(viés, tendenciosidade) Randomização (aleatorização) Mascaramento Validade Interna Fator em estudo Desfecho clínico
  • 5.
    Conceitos Básicos Bias(víeis, vício, tendenciosidade) - Erro ou desvio sistemático do estudo - Conclusões tendenciosas - Seu efeito não é diminuído aumentando-se a amostra Mascaramento (cegueira) - Tentativa de evitar que os participantes do estudo saibam qual tratamento está sendo administrado - Uni, duplo ou triplo-cego
  • 6.
    Bias Seleção dospacientes Alocação do tratamento Avaliação dos resultados Análise dos dados Relato dos Resultados
  • 7.
    Conceitos Básicos Randomização(aleatório) - Distribui os participantes ao acaso, mesma probabilidade Validade interna - Quando os resultados são verdadeiros para o grupo estudado (amostra) Validade externa - Aplicabilidade, generalização - O quantos os resultados de um estudo aplicam-se a outros indivíduos
  • 8.
    Conceitos Básicos Fatorem estudo - Agente de investigação que determina o desfecho de interesse - Ex: fator de risco, de exposição, prognóstico Desfecho clínico - Evento de investigação supostamente causado pelo fator em estudo - Ex: doença, complicação, efeito terapêutico
  • 9.
    Conceitos Básicos Padrãoouro (gold standard) Fator de confusão Reprodutividade Validade Eficácia Efetividade Eficiência
  • 10.
    Conceitos Básicos Padrãoouro (gold standard) - Método, procedimento ou medida largamente aceita como sendo a melhor
  • 11.
    Conceitos Básicos Fatorde confusão - Associação entre fator de estudo e a doença está distorcida por um terceiro fator associado tanto a exposição quanto ao risco de desenvolver a doença Conjunto inicial   Grupo experimental Grupo controle    
  • 12.
    Conceitos Básicos Reprodutibilidade-Capacidade de uma medida dar o mesmo resultado ou muito semelhante quando submetida à repetições -Intra/inter-observador Validade -Capacidade de uma medida avaliar realmente aquilo que está pretendendo medir
  • 13.
    Conceitos Básicos Eficácia- Uma intervenção funciona em condições ideais Efetividade - Uma intervenção funciona em condições habituais Eficiência - Uma intervenção funciona em condições habituais, mesmo levando-se em consideração os custos e riscos
  • 14.
    Conceitos Básicos SensibilidadeEspecificidade Incidência Prevalência Placebo Intervenção
  • 15.
    Conceitos Básicos Sensibilidade- Proporção de pessoas que tem um teste positivo e têm a doença - Um teste sensível raramente deixa de encontrar pessoas com a doença Especificidade - Proporção de pessoas que têm um teste negativo e não tem a doença - Um teste específico raramente classificará erroneamente pessoas sadias e doentes Incidência - Proporção de ind. que não têm uma condição clínica e que a desenvolve no decorrer de um período
  • 16.
    Conceitos Básicos Prevalência- Proporção de indivíduos que apresentam uma condição clínica em um determinado ponto de tempo Placebo - Substância inerte administrada ao paciente para comparar seus efeitos com outra intervenção Intervenção - Qualquer tratamento ou procedimento administrados ao paciente de um estudo por determinação do investigador
  • 17.
    Conceitos Básicos RiscoRelativo - É a razão da incidência da doença entre os expostos e os não expostos - Estudos coorte Razão de risco (Odds ratio) - Expressa a força de associação entre um fator em estudo e um desfecho clínico - Estudos caso-controle
  • 18.
  • 19.
    Série de casos ECR Tipos de Estudos Estados descritivos Estados analíticos Observacional Intervenção Caso-controle Transversal Coorte
  • 20.
    Estudos Descritivos Distribuiçãoda doença na população de acordo com sua características - Sexo, raça, idade, estado civil, classe social, distribuição geográfica, manifestações clínico-laboratoriais, tempo de ocorrência
  • 21.
    Estudos Descritivos Vantagens- Facilidade de execução - Baixo custo - Rapidez nos resultados Desvantagens - Impossibilidade de estabelecer relação de causalidade entre fator de estudo e o desfecho clínico - Pesquisador fica sujeito a lembranças e recomendações dos indivíduos investigados (biasviés)
  • 22.
    Estudos Observacionais Sãoaqueles em que os participantes da pesquisa não são sorteados para respectivos grupos, porque já pertencem a eles antes do início da pesquisa Estudos transversais Coorte (longitudinal) Caso-controle
  • 23.
    Estudo Transversal Determinaçãosimultânea do fator de interesse e do desfecho em investigação numa população bem definida Para avaliar se existe relação entre as variáveis (ex: fumantes e problemas respiratórios), o pesquisador toma uma amostra da população e conta o número de elementos que caem em cada categoria Estudo de prevalência das doenças
  • 24.
    Estudo Transversal AmostraFumantes com problemas respiratórios Fumantes sem problemas respiratórios Não-fumantes com problemas respiratórios Não-fumantes com problemas respiratórios ... ... ... ...
  • 25.
    Estudos de PrevalênciaExaminam a relação entre doenças e outras características ou varáveis de interessem e com eles existem numa população definida , num período de tempo A presença ou ausência de doença ou outras varáveis é determinada em cada membro da população do estudo ou numa amostra representativa num determinado período de tempo Nº de pessoas com doença Nº total no grupo
  • 26.
    Estudos Coorte Partemde grupos de indivíduos com ou sem fator de exposição e que ainda não desenvolveram o desfecho de interesse Quando prospectivos os grupos são seguidos longitudinalmente, depois de certo tempo avalia-se quem desenvolve ou não a doença
  • 27.
    Estudos Coorte Exposiçãoao fator de risco Doença Sim População Amostra Tempo Não Pesquisa Sim Sim
  • 28.
    Estudos Coorte RiscosRelativos - Quantas vezes os indivíduos expostos desenvolve a doença quando comparados ao não expostos - É a medida da força de uma associação nos estudos coorte -Quando mais forte a associação, maior será risco relativo - RR < 1 indica fator de proteção para doença - RR = 1 indica que não existe associação
  • 29.
    Risco Relativo CasosNão-casos Expostos a b Não-expostos c d RR=a/(a+b) c/(c+d)
  • 30.
    Risco Relativo Duzentosindivíduos (100 fumantes e 100 não) foram acompanhados num período de 5 anos. Ao final do estudo, os números encontrados foram(tabela) Calcule a incidência da doença nos expostos Calcule a incidência da doença nos não-expostos Calcule o risco-relativo para fator em estudo (exposição) Doença Casos Não-casos Expostos 80 a 20 b Não-expostos 10 c 90 d RR=a(a+b) c/(c+d) RR=80/(100) 10/(100)
  • 31.
    Estudos de IncidênciaEnfocam mais diretamente os fatores relacionados ao desenvolvimento da doença Um grupo populacional livre da doença a ser investigado é identificado num determinado tempo e os itens de interesse são medidos neste grupo =Coorte Estes pacientes são seguidos num determinado período de tempo para o desenvolvimento da doença possa ser estudado - Nº de pessoas que desenvolve a doença Nº total de pessoas
  • 32.
    Estudos Caso-controle Oinvestigador parte de indivíduos com doença (casos) e sem doença (controles) e busca no passado a presença ou ausência do fator de exposição A medida de estatística de associação entre exposição e doença é a razão de risco (odds ratio)
  • 33.
    Estudos Caso-controle Exposiçãoao fator de risco Tempo Amostra com doença População Pesquisa Amostra de risco sem risco Sim Sim
  • 34.
    Estudos Caso-controle Razãode riscos (Odds ratio) - Forma de expressar a força de associação entre um fator em estudo e um desfecho clínico quando o estudo não permite estimativa direta da incidência da doença na população estudada
  • 35.
    Razão de chancesCasos Não-casos Expostos a b Não-expostos c d
  • 36.
    Razão de chances-Oddesratio Duzentos indivíduos (100 câncer de pulmão e 100 não) foram avaliados retrospectivamente quando a exposição ou não ao cigarro. Ao final do estudo, os números encontrados foram: (tabela) 1. Calcule a razão de chances (associação) entre a exposição e a da doença Casos Não-casos Expostos 80 a 10 b Não-expostos 20 c 90 d RC=ad bc RC=80x90 10x20
  • 37.
    Estudos Prospectivos-RetrospectivosPeríodo de tempo durante o qual os dados foram registrados em relação ao tempo no qual o estudo começou Prospectivo: O investigador planeja e controla os métodos de avaliação Retrospectivo: Os dados já foram colhidos Retrospectivo Investigação Prospectivo Causa Efeito Efeito Causa
  • 38.
    Ensaios clínicos ControladosEstudos prospectivos utilizados para comparar determinada investigação com outra ou com placebo Desenho considerado padrão-ouro para testar eficácia/efetividade - Alocação randomizada -possibilita a mesma probabilidade de um indivíduo cair num grupo ou outro de tratamento - toma os grupos mais semelhantes entre si - Estudo duplo-cego
  • 39.
    Estudo tipo “Cross-Over”Ensaio clínico em que todos os pacientes recebem os dois tratamentos Necessita de um número maior de pacientes (tamanho menor da amostra)
  • 40.
    Revisão Sistemática Revisãosistemática é um tipo de investigação científica que reúne vários estudos originais , sintetizando os resultados, através de estratégias que limitam vieses e erros aleatórios .
  • 41.
    Metanálise È umasíntese matemática dos resultados dos estudos primários EC1 EC2 EC3 EC4 Revisão sistemática Metanálise
  • 42.
    Possíveis Evidência ConclusõesExiste Não-existe Suficiente insuficiente Ensaio clínico com protocolo adequado Qualidade Boa Poder estatístico bom Qualidade ruim Qualidade boa Qualidade ruim poder estatístico Poder estatístico Poder estatístico bom ruim ruim Não usar Usar ensaio clínico Ensaio Clínico Ensaio clínico c/ novo protocolo c/ mesmo protocolo c/novos protocolos
  • 43.
  • 44.
    Publicações Médicas 1985:20.000 revistas biomédicas Para atualização nas 10 melhores revistas de Medicina Interna - 200 artigos e 10 editorias por mês - Expansão da literatura: - 6 a 7% por ano
  • 45.
    Fontes de informaçãoArtigos Guias práticos Editoriais Meta-análise Palestras Seminários Workshops Propagandas e revistas médicas Etc, etc, etc
  • 46.
    Seleção de artigosO artigo aborda a questão clínica específica que motivou a pesquisa? O arquivo representa uma pesquisa original? A pesquisa está baseada numa boa metodologia?
  • 47.
    Estruturação dos artigosmédicos Método • Confiança Revisão sistemática Maior Estudo controlado randomizado Estudo de coorte Estudo de caso-controle Série de casos Relato de caso Menor
  • 48.
    Estruturação dos artigos Título Resumo Introdução Por que você começou? Métodos O que você fez? Resultados O que você encontrou? Discussão O que isso significa?
  • 49.
    Estratégia para seleçãoe leitura de arquivos Título (interessante ou não) não Autores (impressão positiva ou não) não Resumo (se válido, resultados são) não úteis) Local (se válidos, resultados podem não ser implementados na prática diária)
  • 50.
    Qual a proposiçãodo artigo? Teste diagnóstico Curso clínico e prognóstico Etiologia Terapia Se a resposta for sim Material e métodos Avaliação completa e metodológica do artigo
  • 51.
    Aplicabilidade dos resultadosdo trabalho na prática diária Pacientes Não Sim Paciente Paciente
  • 52.
  • 53.
    Pesquisa Científica Pesquisaé o conjunto de procedimentos sistemáticos baseado no raciocínio lógico, que tem por objetivo, encontrar soluções para problemas propostos, mediante a utilização de métodos científicos
  • 54.
    Pesquisa Científica OSPCárie Qual é a pergunta do seu trabalho???
  • 55.
    Anatomia da PesquisaPergunta Significância Desenho Sujeito Variáveis Aspectos estatísticos
  • 56.
    Anatomia da PesquisaPergunta - Qual a questão que o estudo vai abordar? Significância - Por que esta questão é importante? desenho - Como o estudo é estruturado? Sujeito - Quem são os sujeitos e como eles serão selecionados? Variáveis - Que medidas serão feitas? Aspectos estatísticos? - Qual o tamanho do estudo e como será analisado?
  • 57.
    Fisiologia da Pesquisa População Inferência Amostra Verdade no Universo Achados no estudo
  • 58.
    Fisiologia da PesquisaDesenho e implantação Escrevendo as conclusões
  • 59.
    FINER criteria fora good research question Feasible (possibilidade) - Número adequado de pacientes - Conhecimento da técnica - Possível (tempo e dinheiro) Interesting - Para o investigador Novel (recente) - Confirma ou afasta um achado interior - Amplia achados interiores - Fornece novos conhecimentos Ethical Relevant - Para o conhecimento científico - Para as políticas clínicas e de saúde - Direção para fundos de pesquisa
  • 60.
    Requisitos para umapesquisa Conhecimentos do assunto a ser pesquisado Curiosidade Criatividade Integridade intelectual Atitude autocorretiva Sensibilidade social Imaginação disciplinada Perseverança e paciência Confiança na experiência
  • 61.
    Planejamento de uma Pesquisa Escolha do tema Delimitação do assunto Levantamento bibliográfico ou revisão Formulação do problema Construção de hipóteses Indicação das variáveis
  • 62.
    Planejamento de umaPesquisa Delimitação do universo (amostragem) Seleção dos métodos e técnicas Construção dos instrumentos de pesquisa Teste dos instrumentos e procedimentos metodológicos
  • 63.
    Escolha do TemaOriginalidade • Novo enfoque • Novos argumentos e pontos de vista • Contribuir para o esclarecimento do assunto Relevância • Deve ter importância • Estar ligado a uma questão de interesse geral Viabilidade • Aspectos práticos da pesquisa
  • 64.
    Definidoo Problema Pergunta principal do Estudo
  • 65.
    Definido o Problema1º passo é um dos mais difíceis Definir o problema e escolher a questão ou questões a serem respondidas Questões: relacionadas à prevenção, diagnósticos e/ou tratamento
  • 66.
    Pergunta Principal ObjetivaEspecífica Relevante Pesquisador : definição clara e objetiva da pergunta a que o estudo se propõe responder
  • 67.
    Pergunta do EstudoO paciente ou problema em questão A “intervenção” ou fator em estudo Intervenção de comparação (quando relevante) Desfecho clínico de interesse
  • 68.
    Pergunta do EstudoA partir da definição da pergunta: Revisar a leitura Escolher o método de estudo Preparar o protocolo
  • 69.
    1- O queé um estudo: (crie um exemplo de cada) a) Clínico randomizado b) Coorte c) Transversal d) Caso-controle 2- O que é risco relativo? 3- O que é um viéis de pesquisa? Onde pode ocorrer? 4- Qual a diferença entre Sensibilidade e Especificidade? 5- Defina randomização. 6- O que é mascaramento ou cegueira de um estudo? 7- O que é placebo? 8 – Defina Eficácia, eficiência, efetividade.