Avaliação e monitoramento de serviços de saúde

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Avaliação é um processo de reflexão e valoração crítica, contínua e sistemática, que se refere a momentos e fatores que intervêm no desenvolvimento de um programa, com fim de determinar quais podem ser, estão sendo ou tem sido seus efeitos, resultado s ou conquistas (Caride Gómez, 1989).

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Avaliação e monitoramento de serviços de saúde

  1. 1. Avaliação e Monitoramento de Serviços de Saúde Prof. Ms. Araré de Carvalho Júnior
  2. 2. 1. Conceitos 2.Histórico 3.Avaliação em Saúde 4.Monitoramento e Avaliação 5.Perspectivas da Avaliação
  3. 3. 1. Conceitos • Avaliar é fixar um valor de uma coisa, mediante o qual se compara aquilo que deve ser avaliado com um determinado critério ou padrão (E. Cohem & R. Franco, 1988). • Avaliação é um processo de reflexão e valoração crítica, contínua e sistemática, que se refere a momentos e fatores que intervêm no desenvolvimento de um programa, com fim de determinar quais podem ser, estão sendo ou tem sido seus efeitos, resultado s ou conquistas (Caride Gómez, 1989).
  4. 4. 2. Histórico  1855: Guerra da Criméia, Florence Nightingale, Medir e avaliar fenômenos: Florence Nightingale (12 de Maio 1820 - 13 de Agosto 1910) foi uma enfermeira britânica que ficou famosa por ser pioneira no tratamento a feridos de guerra, durante a Guerra da Crimeia. Também contribuiu no campo da Estatística, nomeadamente na criação de sistemas de representação gráfica.
  5. 5. • 1910: Relatório Flexner, Avaliação da educação médica, Denuncia as precárias condições da prática profissional. O Relatório Flexner que pretendeu a reformulação do ensino médico no século 20 na Faculdade de Medicina de Johns Hopkins, e publicado em 1910, conjuntamente com a Fundação Carneger dos Estados Unidos (Mendes, 1985).
  6. 6. • O Relatório Flexner apresenta as seguintes sugestões: 1) definição de padrões de entrada e ampliação, para quatro anos, da duração dos cursos; 2) introdução ao ensino laboratorial; 3) estímulo à docência em tempo integral; 4) expansão do ensino clínico, especialmente hospital;
  7. 7. 5) vinculação das escolas médicas às universidades; 6) ênfase na pesquisa biológica como forma de superar a era empírica do ensino médico; 7) estímulo à especialização médica; 8) vinculação da pesquisa ao ensino; e 9) controle do exercício profissional pela profissão organizada.
  8. 8.  1916: "A Study in Hospital Efficiency: the first five years“ – Ernest Codman, proposta de metodologia de avaliação rotineira do estado de saúde dos pacientes, para estabelecer os resultados finais das intervenções médicas intra-hospitalares
  9. 9. • 1918: American College of Surgeons – ACS, avaliação da qualidade da Prática Cirúrgica e dos Hospitais Americanos com mais de 100 leitos, 600 hospitais avaliados apenas 82, cumpriam os padrões mínimos – Hotel Waldorf Astoria, NY.
  10. 10.  1928: Hospital Standartization Program - embrião da Joint Comission of Accreditation of Hospitals (JCAH) criada em 1951.  National Health Service (NHS) – Inglaterra - preocupações com estudos da eficácia e eficiência dos procedimentos diagnósticos e terapêuticos;  Década de 60 EUA: Programas Sociais Federais de Atenção à Saúde (Medicare e Medicaid).
  11. 11. • 1966: Avedis Donabedian - a avaliação da qualidade da atenção médica por meio de um modelo que sistematiza os atributos que traduzem a qualidade nos serviços (eficácia, efetividade, eficiência, otimização, aceitabilidade, legitimidade e eqüidade).
  12. 12.  1988/1990: Avedis Donabedian, sistematização da avaliação qualitativa de atenção médica em três aspectos: estrutura, processo e resultado .  Os serviços de saúde passaram a ser pensados também como produtos e, portanto, passíveis de uma padronização na qualidade.
  13. 13. No Brasil  1952: Primeira Classificação Hospitalar por padrões Lei 1.982/52 – Estado de São Paulo  Década 60: os IAPC, IAPI estabelecem classificações  1968: INPS cria a Tabela de Classificação de Hospitais  1974: RECLAR – Relatório de Classificação Hospitalar Portaria nº. 8/74 e Manuais em 1982
  14. 14. Avaliação em Saúde  Área ainda em construção conceitual e metodológica, podem ser encontradas na literatura de forma muito diversificada.  Principais variáveis que orientam as decisões conceituais e metodológicas: (1) objetivo da avaliação, (2) posição do avaliador, (3) enfoque priorizado, (4) metodologia predominante, (5) forma de utilização da informação produzida, (6) contexto da avaliação, (7) temporalidade da avaliação e (8) tipo de juízo formulado  Tipos de avaliação: investigação avaliativa, avaliação para decisão e avaliação para gestão
  15. 15. Avaliação em Saúde: Brasil  As condições econômicas e sociais, as práticas políticas, a organização profissional, as culturas organizacionais são muito diferentes : incorporação muito distinta dos diversos tipos de avaliação;  Processo de avaliação ainda muito incipiente e marginal nos processos de decisão;
  16. 16.  No setor público há maior interesse pela avaliação de programas, avaliação de qualidade e tecnológica é incipiente;  No setor privado, maior interesse pelas propostas de gestão e garantia da qualidade e sistemas de acreditação e monitoramento de hospitais em atividade.
  17. 17. • o Ministério da Saúde, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems) firmaram, em 2006, o Pacto pela Saúde (PT GM n°. 399, de 22 de fevereiro de 2006), em três dimensões – Pacto pela Vida, Pacto em Defesa do SUS e Pacto de Gestão, a partir do que se espera a reforma de aspectos institucionais vigentes, com inovações dos processos de gestão, visando a maior efetividade, eficiência, qualidade e melhores resultadoS.
  18. 18. • O Pacto pela Vida representa o compromisso das três esferas de gestão do SUS em torno de prioridades que promovam impacto sobre a situação de saúde da população brasileira. Dentre as prioridades estabelecidas está o fortalecimento da Atenção Básica à saúde (BRASIL, 2006b). • Conforme define a Política Nacional de Atenção Básica- PNAB, aprovada por meio da Portaria GM n°. 648, de 28 de março de 2006, a Atenção Básica caracteriza-se por um conjunto de ações de saúde, no âmbito individual e coletivo, abrangendo a promoção e a proteção da saúde, a prevenção de agravos, o diagnóstico e o tratamento dos problemas de saúde de maior frequência e relevância da população, a reabilitação e a manutenção da saúde (BRASIL, 2007).
  19. 19. • A avaliação e o acompanhamento sistemático dos resultados alcançados, como parte do processo de planejamento e programação constituem-se em fundamentos da atenção básica. Nesse sentido, a PNAB estabelece como responsabilidade das três esferas de gestão, em seus âmbitos de atuação, monitorar e avaliar a atenção básica, elaborando metodologias e instrumentos para tal, qualificando profissionais e definindo estratégias para a institucionalização da avaliação.
  20. 20. Dimensões Avaliativas  Desempenho técnico - aplicação do conhecimento e da tecnologia médica de modo a maximizar os benefícios e minimizar os riscos, de acordo com as preferências de cada paciente.  Relacionamento pessoal com o paciente, de modo a satisfazer os preceitos éticos, as normas sociais e as legítimas expectativas e necessidades dos pacientes.
  21. 21. Avaliação da Estrutura  Características dos recursos que se empregam na atenção à saúde.  Componentes: ▫ organização administrativa da atenção médica; ▫ descrição das características das instalações; ▫ fundamentalmente em relação à sua adequação com as normas vigentes; ▫ perfil dos profissionais empregados, seu tipo, preparação e experiência.
  22. 22. Avaliação do Processo  Descreve as atividades do serviço de atenção à saúde;  Análise da competência médica no tratamento dos problemas de saúde, isto é, o que é feito para o paciente com respeito à sua doença ou complicação particular;  Os critérios são estabelecidos pelo estudo da eficácia de práticas médicas rotineiras;  A metodologia dos estudos de processo pode ser dividida de duas maneiras: observação direta da prática, estudos baseados nos registros médicos.
  23. 23. Avaliação do Resultado  Descreve o estado de saúde do indivíduo ou da população como resultado da interação ou não com os serviços de saúde;  Sua medida e avaliação constituem o que existe de mais próximo em termos de avaliação do cuidado total;  Metodologias que utilizam medidas de resultado: ▫ medidas de capacidade física e estado funcional, ▫ inventários de saúde mental, ▫ medida do impacto das doenças sobre o comportamento dos indivíduos, ▫ medida de percepção pessoal da saúde geral.
  24. 24. Monitoramento e Avaliação • Objetivo Geral: Instrumentalizar o SUS e os serviços de saúde para a tomada de decisão, melhoria da qualidade da atenção à saúde e redução de riscos e eventos adversos associados a assistência à saúde. • Objetivos Específicos: • Desenvolver instrumentos que permitissem o monitoramento e a avaliação; • Harmonizar os critérios de avaliação de serviços de saúde; • Estimular o desenvolvimento de uma cultura de avaliação de serviços de saúde; • Estimular a utilização de indicadores para avaliação de serviços.
  25. 25. Perspectiva da Avaliação  Fortalecimento dos Sistemas de Informação para tomada de decisão;  Ampliação dos Processos de Avaliação;  Estímulo à Melhoria Contínua da Qualidade dos serviços de saúde por meio da disseminação de conhecimento e experiências exitosas e Política de Qualidade em Serviços de Saúde

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