Aula 3 indicadores de saúde

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Epidemiologia clínica, Aula ministrada na FAMINAS - BH

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Aula 3 indicadores de saúde

  1. 1. Indicadores de saúde Medidas de frequência de uma doença Ricardo Alexandre de Souza
  2. 2. Objetivos Compreender o que são Indicadores de saúde Saber o nome de alguns indicadores
  3. 3. “Medidas, contadas ou calculadas, e observações classificáveis, capazes de ‘revelar’ uma situação que não é aparente por si só.” (Merchán-Hamman, Tauil, Costa: 2000) “Medida , em geral quantitativa, usada para substituir, quantificar ou operacionalizar um conceito” (Januzzi: 2001) INDICADOR - DEFINIÇÃO
  4. 4. INDICADORES Dado Informação Indicador Indicador é o que indica alguma coisa Reflete o fenômeno de interesse e auxilia no seu entendimento Indicador de saúde – revela situação de saúde
  5. 5. Requisitos para os indicadores de saúde • Disponibilidade de dados (representatividade e cobertura) • Definição e procedimentos de cálculo (confiabilidade) • Facilidade para construção e simplicidade de interpretação (simplicidade) • Sensibilidade ao maior número de fatores que influem no estado de saúde (sinteticidade) • Bom poder discriminatório
  6. 6. INDICADORES DE SAÚDE Principais usos:  Diagnóstico ou análise da situação atual  Monitoramento da situação de saúde  Subsídios ao planejamento de intervenções  Apoio à programação de recursos/insumos  Avaliação de impacto (adequação) de intervenções  Comparação de grupos e populações  Estimativa de risco  Estimativa de probabilidades  Estimativa de tendências e projeções (prever situações futuras)
  7. 7. Tipos de indicadores de saúde • Estado de saúde de populações humanas • Mortalidade (sobrevida) • Morbidade (funcionalidade) • Bem estar, qualidade de vida • Serviços de saúde • Insumos • Processo • Resultados • Ambiente
  8. 8. Epidemiologia A palavra “epidemiologia” deriva do grego epi = sobre demos = população, povo logos = estudo Portanto, em sua etimologia, significa “estudo do que ocorre em uma população”
  9. 9. Epidemiologia Para a Associação Internacional de Epidemiologia, criada em 1954, a Epidemiologia tem como objetivo o “estudo de fatores que determinam a freqüência e a distribuição de doenças nas coletividades humanas” (ALMEIDA FILHO & ROUQUAYROL, 1992)
  10. 10. Epidemiologia O Dicionário de Epidemiologia de John Last a define como “o estudo da distribuição e dos determinantes de estados e eventos relacionados à saúde, em populações específicas, e a aplicação desse estudo para o controle de problemas de saúde” (LAST, 1995)
  11. 11. Epidemiologia Com a ampliação de sua abrangência e sua complexidade, a Epidemiologia, segundo Almeida Filho e Rouquayrol (1992), não é fácil de ser definida. Portanto conceituam “ciência que estuda o processo saúde-doença na sociedade, analisando a distribuição populacional e os fatores determinantes das enfermidades, danos à saúde e eventos associados à saúde coletiva, propondo medidas específicas de prevenção, controle ou erradicação de doenças e fornecendo indicadores que sirvam de suporte ao planejamento, administração e avaliação das ações de saúde”.
  12. 12. Epidemiologia Ou seja, diferentemente da Clínica, que estuda o processo saúde-doença em indivíduos, a Epidemiologia se preocupa com a comunidade, ou em grupos dessa comunidade.
  13. 13. Epidemiologia Um dos meios para se conhecer como se dá o processo saúde-doença na comunidade é elaborando um diagnóstico comunitário de saúde. O diagnóstico comunitário, evidentemente, difere do diagnóstico clínico em termos de objetivos, informação necessária, plano de ação e estratégia de avaliação.
  14. 14. Epidemiologia Diagnóstico Clínico Diagnóstico Comunitário Objetivo Curar a doença da pessoa Melhorar o nível de saúde da comunidade Informação necessária Histórica clínica Exame físico Exames complementares Dados sobre a população Doenças existentes Causas de morte Serviços de saúde, etc. Tipo de diagnóstico DIAGNÓSTICO INDIVIDUAL DIAGNÓSTICO COMUNITÁRIO Plano de ação Tratamento Reabilitação Programas de saúde prioritário Avaliação Acompanhamento clínico (melhora/cura) Mudanças no estado de saúde da população Fonte: Adaptado de Vaughan & Morrow (1992)
  15. 15. Epidemiologia O termo distribuição pode ser observado em qualquer definição de Epidemiologia. Distribuição, nesse sentido, é entendida como “o estudo da variabilidade da freqüência das doenças de ocorrência em massa, em função de variáveis ambientais e populacionais ligadas ao tempo e espaço” (ALMEIDA FILHO & ROUQUAYROL, 1992)
  16. 16. Epidemiologia O primeiro passo em um estudo epidemiológico é analisar o padrão de ocorrência de doenças segundo três vertentes: pessoas, tempo e espaço, método este também conhecido como “epidemiologia descritiva” e que responde as perguntas quem?, quando? e onde?
  17. 17. Epidemiologia O padrão de ocorrência dos doenças também pode se alterar ao longo do tempo, resultando na chamada estrutura epidemiológica, que nada mais é do que o padrão de ocorrência da doença na população, resultante da interação de fatores do meio ambiente, hospedeiro e do agente causador da doença. (BRASIL, 1998).
  18. 18. Dados Podem ser registrados de forma: Contínua – óbitos, nascimentos, doenças de notificação obrigatória Periódica – recenseamento da população e levantamento do índice CPO (dentes cariados, perdidos e obturados) Ocasional – pesquisas para conhecer a prevalência da hipertensão arterial ou diabetes em uma comunidade, em determinado momento
  19. 19. Dados Importância para a análise de situação de saúde: População – número de habitantes, idade, sexo, raça Socioeconômicos – renda, ocupação, classe social, tipo de trabalho, condições de moradia e alimentação Dados ambientais – poluição, abastecimento de água, tratamento de esgoto, coleta e disposição do lixo Serviços de saúde – hospitais, ambulatórios, unidades de saúde, acesso aos serviços Morbidade – doenças que ocorrem na comunidade Eventos vitais – óbitos, nascidos vivos e mortos
  20. 20. Banco de dados No Brasil: SIM – Sistema de Informação sobre Mortalidade SINASC – Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos SINAN – Sistema de Informação sobre Agravos de Notificação SIA/SUS - Sistema de Informações Ambulatoriais do Sistema Único de Saúde SIH/SUS - Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde
  21. 21. Banco de dados É importante considerar que tanto a informação derivada de dados de doenças (morbidade), como de mortalidade, apresentam vantagens e limitações. É muito conhecido, no meio da saúde, o termo “ponta de iceberg” para referir-se a uma característica desses dados, ou seja, ambos (especialmente a mortalidade) representam apenas uma parcela da população (a “ponta do iceberg”): a que morre ou a que chega ao serviço de saúde e tem o seu diagnóstico feito e registrado corretamente.
  22. 22. Banco de dados Ponta do iceberg Casos conhecidos Casos assintomáticos Casos sintomáticos que não procuram o serviço de saúde Casos que procuram o serviço de saúde, mas não são diagnosticados Casos diagnosticados, mas não registrado e/ou informados
  23. 23. SISTEMA DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE
  24. 24. Informação na saúde ABRASCO: “Informação é um direito de todos e dever do Estado e que o acesso à informação constitui um dos alicerces do projeto. Lei 8080/90 no artigo 47: a organização pelo MS, em articulação com os níveis estaduais e municipais do SUS, de um Sistema Nacional de Informações em Saúde – SIS, integrado em todo o território nacional, abrangendo questões epidemiológicas e de prestação de serviço. There are three kinds of lies: lies, damned lies, and statistics. Benjamin Disraeli British politician (1804 - 1881)
  25. 25. SIS A OMS define SIS como um mecanismo de coleta, processamento, análise e transmissão da informação necessária para se planejar, organizar, operar e avaliar os serviços de saúde. Considera-se que a transformação de um dado em informação exige, além da análise, a divulgação, e inclusive recomendações para a ação.
  26. 26. Informação
  27. 27. Denomina-se SIS ao conjunto de unidade de produção, análise e divulgação de dados que atuam com a finalidade de atender às necessidades de informações de instituições, programas, serviços, podendo ser informatizados ou manuais. Gerenciar um serviço de saúde significa cuidar dos aspectos organizacionais e funcionais, tal como em qualquer empresa. Isso quer dizer que gerenciar sistemas de saúde requer lidar com aspectos administrativos como controlar estoques de materiais, equipamentos, gerir finanças, recursos humanos, etc., isto é, controlar aspectos que representam as condições de organização e funcionamento dos serviços de saúde. Informação na saúde
  28. 28. Mas principalmente, em saúde, há os aspectos gerados pela prática de saúde, isto é, aqueles decorrentes do atendimento prestado, do ato clínico, ao indivíduo ou à coletividade ou à ambos. Informação na saúde
  29. 29. Informação em saúde
  30. 30. distribuição da população nos municípios; tendência da fecundidade no Brasil e nas regiões, tendência da expectativa de vida e mudanças na distribuição etária da população brasileira no tempo e segundo regiões; idH no Brasil e estados, tendências e o idHm segundo raça/cor; escolaridade segundo raça/cor; Alguns indicadores
  31. 31. Alguns indicadores analfabetismo, em pessoas de 15 anos ou mais, sendo definido como incapacidade de escrever e ler um bilhete simples. Foi analisada a tendência deste indicador segundo os estados e sua distribuição segundo o porte populacional do município em 2004; proporção da população servida por água, sendo definido como percentual de pessoas em domicílios com abastecimento de água por meio de rede geral com canalização interna ou por meio de poço ou nascente com canalização interna. Foi analisada a tendência deste indicador segundo os estados e sua distribuição segundo o porte populacional do município em 2004;
  32. 32. Indicadores de Eficiencia: Recursos; produtividade; utilização da capacidade instalada; Utilização da capacidade operacional; distribuição dos gastos por tipo de atenção; Indicadores de Eficácia: Cobertura alcançada através das acões produzidas; concentração de procedimentos; resolutividade; Indicadores de Efetividade: Epidemiológicos(mortalidade, morbidadee fatoresde risco); demográficos; sócio-economicos. Alguns indicadores
  33. 33. 19.9 19.3 18.9 17.9 0.0 5.0 10.0 15.0 20.0 25.0 2001 2002 2003 2004 2005 2006 Coeficiente Coeficiente de mortalidade infantil 22.1 28.6 32.9 36.6 40.3 44.0 0.0 10.0 20.0 30.0 40.0 50.0 2001 2002 2003 2004 2005 2006 Proporção(%) Proporção da população coberta pelo Programa Saúde da Família Informação em saúde
  34. 34. SIM SINASC SINAN SIH-SUS SIA-SUS APAC – SIA Censo-IBGE PNAD SIAB Cadastro de Estabelecimentos Saúde
  35. 35. Sistema desenvolvido especialmente para gerenciamento dos dados obtidos a partir da atenção prestada aos usuários de comunidades atendidas pelos profissionais das equipes de Saúde da Família e de Agentes Comunitários de Saúde. SIAB
  36. 36. Conceitos Básicos • Território • Problema • Responsabilidade Sanitária Possibilidades  conhecer a realidade sócio-sanitária da população acompanhada;  avaliar a adequação dos serviços de saúde oferecidos, e readequá- los, sempre que necessário;  melhorar a qualidade dos serviços de saúde. SIAB
  37. 37. INFORMAÇÕES E VARIÁVEIS 1. Cadastramento das famílias • Características das pessoas; • Características dos domicílios; • Condição de saneamento; • Outras informações relevantes. SIAB
  38. 38. 2. Acompanhamento de grupos de risco • Crianças menores de 5 anos; • Gestantes; • Pessoas com hipertensão arterial; • Pessoas com diabetes; • Pessoas com tuberculose; • Pessoas com hanseníase. SIAB
  39. 39. 3. Registros de atividades, procedimentos e notificações •Produção; •Notificação de agravos e situação SIAB
  40. 40. Avanços Análise desagregada das informações do município (microárea, área e segmento); Definição dos dados a serem coletados a partir de problemas relevantes; Base cadastral da população atualizada. Agilidade em disponibilizar os indicadores. Orienta para o planejamento e tomada de decisão no nível local. SIAB
  41. 41. Limites Base tecnológica não condizente com a realidade atual; Não abrange toda a atenção básica de saúde, somente a Estratégia Saúde da Família e de Agentes Comunitários de Saúde; Não integra com outros sistemas de informação em saúde, gerando retrabalho; Não disponibiliza dados individualizados; Não acompanhou as políticas vigentes. SIAB
  42. 42. Situação Atual Integração com o SCNES para o cadastro das equipes, com validade a partir do mês de agosto/2007; Trabalho conjunto com o Dasis/SVS para análise do banco de dados, buscando: 1. Reafirmar ou não os pontos frágeis; 2. Definir novos critérios da limpeza da base de dados; 3. Levantar perguntas avaliativas não respondidas pelo Siab. SIAB
  43. 43. Situação Atual Abrangência: todos os municípios que aderiram à Estratégia Saúde da Família e de Agentes Comunitários de Saúde (em junho/2007 – 2.240 municípios com dados da Estratégia de Agentes Comunitários de Saúde e 5.178 municípios com a Estratégia de Saúde da Família ) SIAB
  44. 44. SIA-SIH Informações Assistenciais Sistema de Informações Hospitalares do SUS- SIH/SUS Descrição Estrutura Fluxo Potencialidades e Limitações Indicadores
  45. 45. SIA-SIH Estrutura SIH / SUS Instrumento - AIH (Autorização de Internação Hospitalar) Caracterização das Internações (Individualizada) Natureza do evento (diagnóstico, procedimentos, SADT e SP...) Valores Pagos (Procedimentos) Cadastro das Unidades - CH (Leitos, Gestão, Natureza...)
  46. 46. SIA-SIH POTENCIALIDADES E LIMITAÇÕES Aspectos positivos Extrema Agilidade (45 - 60 dias); Sistema nacional (disponível para a população); Sofre auditoria e críticas para pagamento ; Registros sistemático mensal (controle/avaliação); Dados desagregados por indivíduo e hospitais (planejamento e gestão); Informações de morbidade das doenças crônico-degenerativas; Permite o monitoramento de agravos e vigilância epidemiológica; Possibilita a construção de diferentes indicadores de saúde.
  47. 47. SIA-SIH Aspectos negativos Cobertura - rede do SUS (70-80%); Informações seletivas (morbidade); Suspeita de fraudes (reduz a confiabilidade); Não identifica todas as re-internações; Sofre diversas alterações (política, dinâmica da assistência); Informações “secundárias” mal preenchidas (qualidade); Ainda é pouco explorado (subutilizado).
  48. 48. SIA-SIH INDICADORES: Assistenciais • Perfil da rede hospitalar (natureza, gestão) • Oferta de leitos e clínicas disponíveis; • Serviços e procedimentos realizados; • Meios diagnósticos e terapêuticos; • Evolução do paciente e tempo de internação; • Valores pagos com a internação (faturamento dos hospitais) Epidemiológicos • Frequências absoluta e relativa • Coeficiente de internação ou mortalidade hospitalar • Razão entre de internação e notificação de agravos • Coeficientes específicos (causa, sexo e faixa etária)
  49. 49. SIA-SIH Estrutura SIH / SUS Instrumento - AIH (Autorização de Internação Hospitalar) Caracterização das Internações (Individualizada) Natureza do evento (diagnóstico, procedimentos, SADT e SP...) Valores Pagos (Procedimentos) Cadastro das Unidades - CH (Leitos, Gestão, Natureza...)
  50. 50. SIM Sistema de Informação de Mortalidade - S I M Descrição Estrutura Fluxo Potencialidades e Limitações Indicadores
  51. 51. SIM
  52. 52. SIM POTENCIALIDADES E LIMITAÇÕES Aspectos positivos Contém dados sobre as características de todos os óbitos; É universal, com cobertura e confiabilidade relativamente boa; Possibilita a construção de indicadores que permitem uma aproximação da situação de saúde da população e do risco de morte; Permite a observação de diferenciais de mortalidade através da espacialização dos óbitos; Permite a elaboração de estatísticas necessárias para o planejamento e avaliação das ações de saúde.
  53. 53. Aspectos negativos Pouca agilidade no processamento dos dados; Sub-registro e Subnotificação; Acentuado número de óbitos por causa mal definida; Preenchimento inadequado de diversos campos da DO. SIM
  54. 54. Indicadores Mortalidade Geral Mortalidade Infantil Mortalidade Materna Mortalidade por causas e/ou idades específicas Mortalidade Proporcional por causa e/ou faixa etária SIM
  55. 55. SINASC Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos – SINASC Descrição Estrutura Fluxo Potencialidades e Limitações Indicadores
  56. 56. SINASC POTENCIALIDADES E LIMITAÇÕES Aspectos positivos Contém informações sobre as características dos Nascidos Vivos, das mães, da gestação e do parto; Tem cobertura universal; Possibilita a construção de importantes indicadores (CMI e RMM); Permite a observação de RNs com risco de vida; Serve de base para o planejamento, adoção de ações específicas voltadas ao grupo materno-infantil
  57. 57. SINASC Aspectos negativos Pouca agilidade no processamento dos dados; Sub-registro e Subnotificação; Preenchimento inadequado de diversos campos da DN.
  58. 58. SINASC INDICADORES Taxa de Fecundidade Taxa de Natalidade Mortalidade Infantil e Materna (denominador) Proporção de Gravidez na Adolescência Proporção de Recém-Nascidos com Baixo Peso Proporção de Partos Cesáreos e/ou Domiciliares
  59. 59. CNES Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde – CNES Instrumento - FCES (Ficha Cadastral de Estabelecimentos de Saúde) Estabelecimentos e Profissionais (Indicadores e Consultas) Brasil – UF - Municípios
  60. 60. INDICADORES DE SAÚDE
  61. 61. ESTUDAR ESTE MANUAL http://svs.aids.gov.br/download/manuais/Manu al_Instr_Preench_DO_2011_jan.pdf
  62. 62. Coeficiente de Mortalidade Geral (CMG): mede o risco de morte por todas as causas em uma população de um dado local e período. CMG = n.º de óbitos em dado local e período x 103 população do mesmo local e período
  63. 63. Coeficiente de Mortalidade Infantil (CMI) CMI: mede o risco de morte para crianças menores de um ano de um dado local e período. CMI = n.º de óbitos em menores de 1 ano em dado local e período x 103 n.º de nascidos vivos no mesmo local e período
  64. 64. Coeficiente de Mortalidade Neonatal Precoce Coeficiente de Mortalidade Neonatal precoce (CMNP ou Neonatal Precoce): Número de óbitos de 0 a 6 dias de vida completos, por mil nascidos vivos, na população residente em determinado espaço geográfico, no ano considerado. • Estima o risco de um nascido vivo morrer durante a primeira semana de vida. • Reflete, de maneira geral, as condições socioeconômicas e de saúde da mãe, bem como a inadequada assistência pré-natal, ao parto e ao recém- nascido.
  65. 65. Coeficiente de Mortalidade Neonatal Tardia Números de óbitos ocorridos entre 7 e 27 dias de vida completos, expresso por mil nascidos vivos, em determinado local e período. • Estima o risco de um nascido vivo morrer dos 7 aos 27 dias de vida. • Reflete, de maneira geral, as condições socioeconômicas e de saúde da mãe, bem como a inadequada assistência pré-natal, ao parto e ao recém-nascido.
  66. 66. Coeficiente de Mortalidade Neonatal Tardia Números de óbitos ocorridos entre 0 e 27 dias de vida completos, expresso por mil nascidos vivos, em determinado local e período. • Estima o risco de um nascido vivo morrer dos 0 aos 27 dias de vida. • Reflete, de maneira geral, as condições socioeconômicas e de saúde da mãe, bem como a inadequada assistência pré-natal, ao parto e ao recém-nascido.
  67. 67. Taxa de mortalidade perinatal Número de óbitos ocorridos no período perinatal (perdas fetais tardias mais óbitos neonatais precoces), expresso por mil nascimentos (perdas fetais tardias mais nascidos vivos), em determinado local e período. Período perinatal: tem início na 28a semana de gestação e termina ao final da primeira semana de vida do recém-nascido (CID-10). Natimorto (perda fetal tardia): nascido morto com idade gestacional de 28 semanas ou mais (CID-10). Óbito neonatal precoce: nascido vivo que morre na primeira semana de vida (antes do sétimo dia completo de vida). • Indica a probabilidade de um feto, aparentemente viável, nascer morto ou morrer na primeira semana de vida. • A taxa é influenciada por numerosos fatores, alguns ligados à gestação e ao parto, entre os quais, o peso ao nascer e a qualidade da assistência prestada à gestante, à parturiente e ao recém-nascido.
  68. 68. Razão de mortalidade materna Número de óbitos maternos, por 100 mil nascidos vivos de mães residentes em determinado espaço geográfico, no ano considerado Estima a frequência de óbitos femininos, ocorridos até 42 dias após o término da gravidez, atribuídos a causas ligadas à gravidez, ao parto e ao puerpério, em relação ao total de nascidos vivos. O número de nascidos vivos é adotado como uma aproximação do total de mulheres grávidas. Reflete a qualidade da atenção à saúde da mulher. Taxas elevadas de mortalidade materna estão associadas à insatisfatória prestação de serviços de saúde a esse grupo, desde o planejamento familiar e a assistência pré-natal, até a assistência ao parto e ao puerpério. CMM = n.º de mortes por causas consideradas maternas em dado local e período x 105 n.º de nascidos vivos, no mesmo local e período Morte Materna: óbito de mulheres grávidas ou no período de 42 dias após a gravidez, independente da duração e localização da gravidez, por alguma causa relacionada ou agravada pela gravidez que não sejam causas acidentais ou incidentais.
  69. 69. Coeficiente de Letalidade Coeficiente de Letalidade (CL): o coeficiente de letalidade situa-se na transição entre os indicadores de morbidade e mortalidade. A letalidade mede o poder da doença específica em determinar a morte e também pode informar sobre a qualidade da assistência médica prestada para esta doença. CL = n.º de óbitos de determinada doença em dado local e período x 100 n.º de casos da doença no mesmo local e período
  70. 70. Razão de Mortalidade Proporcional (RMP) ou Indicador de Swaroop-Uemura Razão de Mortalidade Proporcional (RMP) ou Indicador de Swaroop-Uemura: Mede a proporção de óbitos de pessoas com 50 anos e mais em relação ao total de óbitos ocorridos em um dado local e período. RMP = n.º de óbitos em de 50 anos em dado local e período x 100 total de óbitos no mesmo local e período Mostra a proporção de mortes: RMP > 75% Típico de países desenvolvidos 74,9%< RMP > 50% Típico de países com certo desenvolvimento econômico e regular organização dos serviços de saúde 25% < RMP > 49,9% Países em estágio atrasado de desenvolvimento das questões econômicas e de saúde 24,9%<RMP Países ou regiões com alto grau de subdesenvolvimento
  71. 71. 46 O Índice de Swaroop-Uemura tem a propriedade de indicar (A) óbitos por afecções crônico-degenerativas em uma população. (B) proporção de nascidos mortos por 100.000 nascidos vivos. (C) óbitos durante a gravidez ou em consequência do parto, e até um ano após este. (D) distribuição de renda e suas tendências. (E) razão entre mortos com 50 anos ou mais e total de óbitos.
  72. 72. 52 Os últimos recenseamentos brasileiros mostram aumento da expectativa de vida e diminuição da taxa de fecundidade. Este processo traduz-se por (A) transição epidemiológica. (B) transição demográfica. (C) transição epistemológica. (D) indicador Swaroop-Uemura. (E) envelhecimento saudável.
  73. 73. Curva de Mortalidade Proporcional Curva de Mortalidade Proporcional ou Nelson Moraes Fonte de dados: Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) •Níveis de saúde representados por curvas de mortalidade proporcional segundo faixas etárias: •menores de 1 ano •1 a 4 anos •5 a 19 anos •20 a 49 anos •50 e mais anos
  74. 74. Curva de Mortalidade Proporcional Crédito da imagem: Camila Mares Guia Brandi

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