Histéria da enfemagem

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Histéria da enfemagem

  1. 1. UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUÍ - UESPIFACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS – FACIMEBACHARELADO EM ENFERMAGEM – 1º PERÍODODISCIPLINA: HISTÓRIA DA ENFERMAGEMPROFESSORA: MARIA ELIANE MARTINSTERESINA, JUNHO DE 2013.1
  2. 2. Desde sua “descoberta” em 1500 porPedro Álvares Cabral, o Brasil era vistono exterior como o Paraíso Terreno, oÉden perdido. De fato o novo mundoencantava os europeus que aquichegavam;Os recursos naturais erampraticamente intocáveis, águaspuras, matas verdejantes eecossistemas preservados ondeos nativos, chamados de “índios”pelos europeus viviam emharmonia com a naturezausando-a sem trazer danos amesma;Os nativos habitam as regiões litorâneas do Brasil, eram fortes e sadios enão tinham o menor conhecimentos sobre as doenças dos homensbrancos que, sobretudo aos grandes surtos epidêmicos que dizimavam apopulação europeia.
  3. 3.  De paraíso tropical, o Brasil passou aser conhecido no século XVII comoinferno, uma vez que os brancos e osafricanos tinham poucas chances desobrevivência; Conflitos intensos com os indígenas(muitas vezes iniciados pelas tentativasdos colonizadores de escravizar osnativos.)As enfermidades tropicais que oscolonizadores não estava acostumadose as diversas dificuldades matériasforam os motivos pelo qual o homembranco já não via o Brasil como umparaíso e sim um verdadeiro inferno;
  4. 4.  As guerras constantes, o isolamento geográfico e asdoenças eram um grande entrave para colonização doBrasil;Então o Conselho Ultramarino Português teve queintervir para poder garantir o acesso a saúde dapopulação da colônia;Alem da dificuldade da falta de profissionais, ospoucos que estavam no território não conseguiamdesempenhar suas tarefas devido ao território sermuito extenso e a população pobre de mais para pagaras consultas e tratamentos;A população tinha medo dos tratamentos (sangrias epurgantes) muitas vezes ineficazes;Os tratamentos muitas vezes deixavam a populaçãoem estado mais grave, fato que fazia com que todosprocurassem curandeiros e tratamentos indígenas.
  5. 5. Sem serviços de saúde eficazes os médicos soeram úteis em épocas de epidemias, na épocamuito comum a varíola;Provavelmente o “mal das bexigas” veio com osescravos do continente africano;Vitimou muitos índios e escravos que eram aprincipal mão de obra dos sertões seja nosengenhos do nordeste ou extração de ouro emMinas Gerais;Os doentes eram isolados da sociedade;Nos surtos epidêmicos nem médicos e nemcurandeiros podiam ajudar a população, uma vezque a prevenção era a única forma de evitar adoença e devido a forma rudimentar em que erafeia a prevenção muitas pessoas se negavam asubmeter-se a técnicas preventivas dos médicos(usava-se o pus).
  6. 6. •Com a vinda da família real ao Brasil em1808, foi visto que o caos que reinava nacidade do maior porto do país deveria chegarao fim;•Assim dom João VI começou a darassistência ao problema da saúde o Rio deJaneiro que virou centro de ações sanitárias;•Ações essas para mudar a visão que oexterior possuía do Brasil;• Foram ciradas academia médico-cirtugicasno Rio de Janeiro (1813) e na Bahia (1815),depois foi criada a Imperial Academia deMedicina (1829).•As inovações foram muitas, poremineficazes;• Os médicos da época nãosabiam o motivos das doençasinfectocontagiosas entãoculpavam os viajantes quecirculavam pelo teritorio;• Depois concluiram que osestrangeiros é que disseminavamas doenças assim começaram ainspecionar os portos;Depois foi exigido que todos dacorte se vacinassem comoforma de prevenção contravaríola ;Por fim alguns médicosdisseram que as enfermidadesaconteciam pelos miasmas queera ar corrompido;
  7. 7. •Com a proclamação da República (1889) o ideal demodernizar o Brasil a todo custo foi preconizado pelaselites e grupos políticos da época;•Começa o choque entre medicina tradicional e moderna;•No início da república a desorganização dos serviços desaúde facilitou a ocorrência de ondas de epidemias como:febre amarela, peste bubônica, varíola e outras;•Com as epidemias muitas pessoas ficavamimpossibilitadas de trabalhar e as doenças diminuíam aprodutividade do trabalhador epara reverter esse quadroforam criadas políticasde saúde publica noBrasil.
  8. 8. Os lucros com o café foram aplicados nas cidades, favorecendo a industrialização;Modernização dos grandes portos;Vinda de imigrantes;A nova mentalidade nacional busca apoio no modelo médico europeu;Forte higienização em São Paulo e no porto de Santos;Aumento da fiscalização sanitária em ruas, casas e i ndustrias;Início da era dos institutos de saúde;Novas teorias foram aplicadas no cenário da saúde nacional, e descoberta dos de que osmosquitos transmitiam doenças.
  9. 9. •Se nas cidades a população tinha assistênciaprecária, no campo praticamente não haviaassistência;•A população recorria aos coronéis para poder teracesso a remédios, muitas vezes feitos de plantas eervas medicinais;•Nas cidades as grandes aglomerações, a chegadaquase que incessante de imigrantes e as péssimascondições de vida faziam com que as epidemias sealastrassem de forma indiscriminada e muitas vezessem nenhum tipo de assistência.•Correntes sobre a Eugenia surgiram na época.
  10. 10. O campo foi praticamente esquecido durante essa etapa da históriabrasileira;A maior quantidade de políticas voltadas ao saneamento e a saúdeforma feitas no Rio de Janeiro;No Rio de Janeiro a higienização da cidade se tornou algo obrigatório ede suma importância para o controle das epidemias;Houve a destruição das favelas;Com a adoção dessas medidas o Rio de Janeiro teve uma drásticaredução nos óbitos por epidemias;Em São Paulo novas ruas foram abertas.muitos edifícios e fábricas foraminaugurados e os pântanos drenados para o bem da saúde pública;
  11. 11. •Era perceptível que as novas políticas de saúde beneficiavamapenas os ricos;•As camadas mais pobres continuavam sofrendo com asepidemias e as péssimas condições de vida;•Assim com a crescente onda epidêmica nas camadas maisbaixas as políticas de intervenções médicas se tornavam cadavez mais autoritárias e a população cada vez mais descontentecom esse cenário;•Com a obrigatoriedade da vacina pelo congresso nacional (31de outubro de 1904) a população se revoltou e deu inicio aRevolta da Vacina;•A revolta fez com que o governo retirasse a obrigatoriedade davacina e pressionasse as organizações de saúde porestratégias mais eficazes.
  12. 12. O estado se desvinculadas oligarquias rurais;Ampla reforma políticaadministrativaSuspendeu a constituição de1891 e governou por decretosaté 1934Forte repressão a seusopositoresDe 1937 a 1945 Houve oestado Novo, onde centralizoutodos os poderes suas mãosUsava políticas públicas de caráterpopulista para manter apopulação subjulgada
  13. 13. •A área sanitária passou a compartilhar com o setor educacional umministério próprio;•O Ministério fez amplas modificações nos serviços de saúde do pais, poremapenas reforçava o controle do Estado sobe todos os setores do país;•O estado tinha que zelar pelo bem estar da população;•As inovações médico- hospitalares chegaram as pequenas vilas e cidadesporem nos estados mais ricos a intervenção federal não foi tão necessária;•As verbas públicas usadas desde o inicio da república permitiram a criação(em meados da década de 20) de uma sistema de saúde públicodescentralizado e ajustado às questões sanitárias de cada estado;•Com o fracasso em São Paulo fez com que os modelos de assistênciadescentralizada fossem reutilizados e os tratamento fossem voltados apenaspara enfermidades especificas.
  14. 14.  Populismo direcionado a populaçãourbana; Intensa pressão popular por medidaseficazes no setor de saúde; Caixas de aposentadoria e pensões einstitutos de previdências; Todos os órgãos sobre a tutela doEstado; Pouca cobertura aos doentes graves; Serviço IRREGULAR; Legislação própria para tuberculosos Falta de amparo a que não possuíacarteira de trabalho; CONQUISTAS:Assistência médica;Licença remunerada;Jornada de trabalho de oito horas.
  15. 15.  Movimentos educativos no início daRepublica; Panfletos educativos fornecidos peloministério da saúde e da educação; A partir de 1938 passaram a ser divulgadasvia rádio; Cursos de formação das enfermeirassanitárias; O estado novo primou por educar apopulação criando serviços especiais deeducação em saúde; Correntes racistas (de inspiração fascista)ainda apoiavam a EUGENIA;A partir de 1942 as políticas sanitáriasmudaram devido a adoção dos modelos norte-americanos;Apologia ao estilo de vida norte-americano.
  16. 16.  Disputas dentro do governo e entre as classesdominantes foram um grande problema para criação depolíticas eficazes de saúde pública;1953 Vargas cria o Ministério da Saúde ( resultado desete anos de debate); Precariedade na saúde pela falta de incentivos dogoverno;Falta de profissionais capacitados e de equipamentos;Ineficácia do ministério no combate as doenças e nosíndices de mortalidade.Alta burocracia;
  17. 17. A saúde no Regime Militar de 1964
  18. 18. O esvaziamento do Ministério da SaúdeO primeiro efeito do golpe militar sobre o MS foi a redução das verbas destinadas à saúdepúblicaEm contradição, em nome da política de“segurança e desenvolvimento”, cresceu oorçamento dos ministérios militares,transportes, indústria e comércioA individualização da saúdepúblicaO Ministério da Saúdeprivilegiava a saúde comoelemento individual e não comofenômeno coletivo
  19. 19. Epidemias silenciosasMeningite: uma epidemia sob censuraCampanha devacinação de1975, no bairroda Lapa
  20. 20. O Estado e a Previdência socialINPS:• Com sua criação, todos os órgãos foramunificados.• Ficou subordinado ao MS• Deveria tratar dos doentesindividualmenteMPAS( Ministério da Previdência eAssistência Social)• Ao incorporar o INPS, o Ministério daPrevidência livrou-o das imposições doMinistério do TrabalhoDataprev:• Para controlar a onda de corrupção,pagamentos ilegais de serviços médicose aposentadorias “fantasmas”Funrural( em 1971) :• Estendia aos trabalhadores do campoos direitos previdenciários.PPA ( Plano de Pronta Ação) :• Objetivo: acelerar o atendimento doscasos médicos de urgência.Sistema de Saúde Nacional ( em 1975):• Finalidade de baratear e ao mesmotempo tornar mais eficazes as ações desaúde em todo o país.
  21. 21. O Estado e a Previdência social: Acidentes e doenças detrabalho
  22. 22. Saúde: um bom negócio para o capital estrangeiroMmA entrada no país de um grande volume de capitais estrangeiros,imediatamente deixou claro que o investimento na área de serviços médico-hospitalares privados poderia ser um negócio extremamente lucrativo.A presença do capitalestrangeiro tambémpôde ser detectada naindústria farmacêuticaCEME ( Central de Medicamentos), em 1971:Com o objetivo de produzir, contratar e distribuir remédios essenciaisà população de baixa renda
  23. 23. A Saúde nos anos 80 e 90
  24. 24. A Crise da SaúdeHospitais em precário estado defuncionamento, dificuldades de encontraratendimento médico, mortes sem socorroespecializado: este tem sido o quadro aque está submetida a maior parte dapopulação brasileira.O País é assolado porepidemias evitáveis, comoos surtos de coléra e denguePrev- Saúde, Conasp e AIS - mantiveram sempre amesma proposta: Reorganizar de forma racional as atividades deproteção e tratamento da saúde individual ecoletiva, evitar as fraudes e lutar contra omonopólio das emprasas particulares de saúde.
  25. 25. Movimentos SociaisCom os novos ares da abertura política, os moradores da periferia dos grandescentros começaram a lutar pela melhoria de suas condições de vida. O climapolítico permitiu que a classe médica expressasse seu descontentamento com ascondições de trabalho que lhe eram impostas.Conselhos Popularesde Saúde,encarregados deobter saneamentobásico e a criação dehospitais e centros desaúde nas áreas maiscarentes.Conselho Popularde Saúde em SãoPaulo
  26. 26. O Sistema Unificado de SaúdeCientes do péssimo estado desaúde da população, osprofissionais de setororganizaram-se na defesa daprofissão e dos diretos dosprofissionaisDesenvolveu-se o chamadoMovimento Sanitarista que ,ao incentivar as discussões,buscou encontrar respostaspara os dilemas da políticade saúde nacionalSUDS( Sistema Unificado deSaúde):Deveria constituir uma redehierarquizada e regionalizada, coma participação da comunicade naadministração das unidades locais.SUS (Sistema Unificado de Saúde):Encarregado de organizar, no planoregional, as ações do MS, do Inampse dos serviços de saúde estaduais emunicipais.
  27. 27. A epidemiologia da desigualdadeNa década de 90, o Brasilcontinua sendo um país feridopor desigualdades e injustiças.Muitos municípios brasileirosainda não têm médico nemunidades de assistência aosenfermos, enquanto no eixo Rio-São Paulo se concentram mais de50% dos profissionais de saúde edos hospitais.
  28. 28. Distribuição regional-Subnutrição e SaneamentoO resultado histórico dasubnutrição e da fome repercutediretamente nas avaliaçõessanitárias. As taxas demortalidade infantil do Nordestesão assustadoras.Junta-se a isso a escassez dosserviços de saneamento básico e adeficiente rede hospitalar, fazendocom que os brasileiros da regiãosofram de doenças típicas dasáreas pobres, como o cólera e afebre tifoide.
  29. 29. TERESINA, JUNHO DE 2013.1

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