ENTREVISTA MOTIVACIONAL
Ricardo Alexandre de Souza
MFC MSc
Professor UFMG
Núcleo:
Pessoas não são boas nem más, são pessoas. A relação médico paciente
exige que nos dispamos de crenças e lidemos com o outro sem julgamentos.
Simplesmente aceitemos o outro.
Objetivos didáticos
• Ambivalência
• Motivação
• Conceitos
• Para que pode ser usada
• Princípios
• Espírito
• Roleplay
O que dispara a mudança?
O que você faria se precisasse que alguém mudasse seu comportamento?
Conte uma experiência recente em que você tentou mudar o comportamento
de alguém (pode ter dado certo ou não).
Ambivalência
• Conflito-Conflito
• Aproximação-Aproximação
• Aproximação-Conflito
• Aproximação-Conflito duplo
Ambivalência é um estado de ter, simultaneamente,
sentimentos conflitantes perante uma pessoa ou coisa. De
outro modo, ambivalência é a experiência de ter
pensamentos e emoções simultaneamente positivas e
negativas em relação a alguém ou alguma coisa.
Balança decisional
Benefício
do Status
Quo
Custo do
Status
Quo
Argumentação por enfrentamento
Ambivalente Correto
Motivação
Fonte da Charge: http://motivacsoesamc.blogspot.com.br/2011/05/motivacao-e-uma-forca-interna-que.html
Motivação é um processo
interpessoal, que depende
de duas pessoas.
Discrepância
Um homem define seu dia para parar de fumar depois de um dia em que foi
pegar as crianças na biblioteca da cidade. O homem procura em seus bolsos e
encontro um problema familiar: está sem cigarros. Continuando a dirigir seu
carro ele vê de relance que sua criança está saindo mulher na chuva, mas ele
continua em direção à esquina, certo que dará tempo de correr e comprar
cigarros, antes que as crianças fiquem encharcadas. A visão dele mesmo como
pai que poderia ”realmente deixar as crianças na chuva enquanto vai atrás
cigarros ” foi… humilhante e ele parou de fumar.
Discurso auto motivacional
Assim o desafio é primeiro intensificar e então resolver a ambivalência por
Desenvolver a discrepância entre o presente e o futuro desejado.
Perguntas como...
• Por que você não muda?
• Como você pode me dizer que não tem um problema?
• Por que você não...
• Por que você apenas não...
...Só irão fazer você se tornar o Correto
Discurso auto motivacional
As mudanças são facilitadas pela comunicação de uma forma que explicite as
razões pessoais para a vantagem da mudança. Caindo em quatro categorias:
1. Desvantagens do Status quo
2. Vantagens da mudança
3. Otimismo para a mudança
4. Intenção de mudar
DEFINIÇÃO
Definição
Entrevista motivacional é um método
centrado na pessoa, diretivo para aumento
da motivação intrínseca para a mudança
ao explorar e resolver a ambivalência.
Definição - Pontos chave
É centrada na pessoa, ou seja, focada no interesse presente da pessoa e
suas preocupações. Não se escava o passado, não se ensina habilidades de
empatia ou remodela a cognição.
Diretiva porque move a pessoa para uma mudança focando-se na resolução
da ambivalência.
EC é um método de comunicação ao invés de um conjunto de técnicas.
O foco da EC é esclarecer as motivações intrínsecas da pessoa para a
mudança.
O método foca na exploração e resolução da ambivalência como uma chave
para o estímulo à mudança.
ESTÁGIOS DE PROCHASKAE DICLEMENTE
Estágios de Prochaska e Diclemente
Pré-
Contemplação
Contemplação
PreparaçãoAção
Manutenção
Recaída
Saída
PARA QUE PODE SER USADA?
Para que pode ser usada?
• Manejo da DM2
• Pré-natal
• Tratamento da Dependência
• Enfrentamentos para comportamentos deletérios
• Resultados de exames
• Pacientes cardiopatas, incluindo HAS
Grupo Buzz
Dentre os eventuais usos, qual recentemente você se deparou (em casa, no
trabalho, pessoalmente)? Em que fase você ou a pessoa estão?
Fundamentos
• Colaboração
• Evocação (provocação)
• Autonomia
Fundamento e seu opositor
Colaboração:
Aconselhamento envolve uma
parceria que honra o expertise
da pessoa e suas
perspectivas. O Terapeuta
provê uma atmosfera que é
condutiva ao invés de
coercitiva.
Confrontação:
O terapeuta sobrepuja as
perspectivas do cliente ao
impor percepção e aceitação
da realidade que o cliente não
pode ver ou admitir.
Fundamento e seu opositor
Evocação:
Os recursos e motivações para
mudanças são presumíveis de
residir dentro do paciente.
Motivação intrínseca para
mudança é aumentada, por
tocar as percepções, objetivos e
valores da próprias pessoa
Educação:
O paciente presumível mente
não possui o conhecimento
chave, percepção ou
habilidades necessárias para
que a mudança ocorra. O
terapeuta procura acessar esse
déficits provendo os
esclarecimentos necessários
Fundamento e seu opositor
Autonomia:
O terapeuta afirma ao sujeito
seus direitos e capacidade de
autodirecionamento e facilita a
escolha informada.
Autoridade:
O terapeuta diz ao cliente o
que ele deve e não deve
fazer.
Fundamento e seu opositor
Autonomia:
O terapeuta afirma ao sujeito
seus direitos e capacidade de
autodirecionamento e facilita a
escolha informada.
Autoridade:
O terapeuta diz ao cliente o
que ele deve e não deve
fazer.
PRINCÍPIOS
Princípios
• Expresse empatia
• Desenvolva a discrepância
• Lide com a resistência
• Suporte a auto eficácia
Expresse empatia
Compreendemos a habilidade terapêutica da escuta
reflexiva ou empatia precisa, como descrito por Carl
Rogers, como a fundação pela qual a habilidade clínica na
entrevista motivacional é construída.
Através da escuta reflexiva habilidosa, o terapeuta procura
entender sentimentos e perspectivas sem julgar, criticar ou
condenar.
Aceitação facilita a mudança.
A ambivalência é normal.
Desenvolva a discrepância
Dissonância cognitiva de Leon Festinger (Entre o presente e o querer ser)
O sujeito deve apresentar os argumentos para a mudança e não o terapeuta.
Mudança é motivada pela percepção da discrepância entre o comportamento
presente e importante objetivos pessoais e valores.
Lidar com a resistência
Evite argumentar pela mudança.
Resistencia não é diretamente oposta.
Novas perspectivas são convidadas e não impostas.
O cliente é o recurso primário nas suas soluções e respostas.
Resistencia é um sinal para responder diferentemente.
Lidar com a resistência
A crença da pessoa na possibilidade da mudança é um importante motivador
O paciente, não o terapeuta, é responsável por escolher e ocasionar a mudança
A crença do terapeuta na habilidade da pessoa se transforma em uma profecia que
se auto realiza.
METODOLOGIA
Metodologia
•Perguntas abertas
•Afirme (Reforço Positivo)
•Resuma
•Informar e Aconselhar
•Ouça reflexivamente
ESPÍRITO DA ENTREVISTA
MOTIVACIONAL
Parceria
• A EM é feita "com" e não "para" a pessoa.
Aceitação
• MCP
• Aceitar a pessoa não significa necessariamente que o profissional aprova ou
endossa o status quo ou as ações do cliente, ou seja, se o profissional aprova
ou reprova é irrelevante.
Compaixão
• Promover ativamente o bem-estar do outro, priorizando suas necessidades.
• definida como "dor que nos causa o mal alheio" e é sinônimo de comiseração,
dó, pena e piedade.
• A motivação é um recurso interno.
Aceitação
• MCP
• Aceitar a pessoa não significa necessariamente que o profissional aprova ou
endossa o status quo ou as ações do cliente, ou seja, se o profissional aprova
ou reprova é irrelevante.
ROLE PLAY

Entrevista motivacional v2

  • 1.
    ENTREVISTA MOTIVACIONAL Ricardo Alexandrede Souza MFC MSc Professor UFMG
  • 2.
    Núcleo: Pessoas não sãoboas nem más, são pessoas. A relação médico paciente exige que nos dispamos de crenças e lidemos com o outro sem julgamentos. Simplesmente aceitemos o outro.
  • 3.
    Objetivos didáticos • Ambivalência •Motivação • Conceitos • Para que pode ser usada • Princípios • Espírito • Roleplay
  • 4.
    O que disparaa mudança? O que você faria se precisasse que alguém mudasse seu comportamento? Conte uma experiência recente em que você tentou mudar o comportamento de alguém (pode ter dado certo ou não).
  • 5.
    Ambivalência • Conflito-Conflito • Aproximação-Aproximação •Aproximação-Conflito • Aproximação-Conflito duplo Ambivalência é um estado de ter, simultaneamente, sentimentos conflitantes perante uma pessoa ou coisa. De outro modo, ambivalência é a experiência de ter pensamentos e emoções simultaneamente positivas e negativas em relação a alguém ou alguma coisa.
  • 6.
  • 7.
  • 8.
    Motivação Fonte da Charge:http://motivacsoesamc.blogspot.com.br/2011/05/motivacao-e-uma-forca-interna-que.html Motivação é um processo interpessoal, que depende de duas pessoas.
  • 9.
    Discrepância Um homem defineseu dia para parar de fumar depois de um dia em que foi pegar as crianças na biblioteca da cidade. O homem procura em seus bolsos e encontro um problema familiar: está sem cigarros. Continuando a dirigir seu carro ele vê de relance que sua criança está saindo mulher na chuva, mas ele continua em direção à esquina, certo que dará tempo de correr e comprar cigarros, antes que as crianças fiquem encharcadas. A visão dele mesmo como pai que poderia ”realmente deixar as crianças na chuva enquanto vai atrás cigarros ” foi… humilhante e ele parou de fumar.
  • 10.
    Discurso auto motivacional Assimo desafio é primeiro intensificar e então resolver a ambivalência por Desenvolver a discrepância entre o presente e o futuro desejado. Perguntas como... • Por que você não muda? • Como você pode me dizer que não tem um problema? • Por que você não... • Por que você apenas não... ...Só irão fazer você se tornar o Correto
  • 11.
    Discurso auto motivacional Asmudanças são facilitadas pela comunicação de uma forma que explicite as razões pessoais para a vantagem da mudança. Caindo em quatro categorias: 1. Desvantagens do Status quo 2. Vantagens da mudança 3. Otimismo para a mudança 4. Intenção de mudar
  • 12.
  • 13.
    Definição Entrevista motivacional éum método centrado na pessoa, diretivo para aumento da motivação intrínseca para a mudança ao explorar e resolver a ambivalência.
  • 14.
    Definição - Pontoschave É centrada na pessoa, ou seja, focada no interesse presente da pessoa e suas preocupações. Não se escava o passado, não se ensina habilidades de empatia ou remodela a cognição. Diretiva porque move a pessoa para uma mudança focando-se na resolução da ambivalência. EC é um método de comunicação ao invés de um conjunto de técnicas. O foco da EC é esclarecer as motivações intrínsecas da pessoa para a mudança. O método foca na exploração e resolução da ambivalência como uma chave para o estímulo à mudança.
  • 15.
  • 16.
    Estágios de Prochaskae Diclemente Pré- Contemplação Contemplação PreparaçãoAção Manutenção Recaída Saída
  • 17.
    PARA QUE PODESER USADA?
  • 18.
    Para que podeser usada? • Manejo da DM2 • Pré-natal • Tratamento da Dependência • Enfrentamentos para comportamentos deletérios • Resultados de exames • Pacientes cardiopatas, incluindo HAS
  • 19.
    Grupo Buzz Dentre oseventuais usos, qual recentemente você se deparou (em casa, no trabalho, pessoalmente)? Em que fase você ou a pessoa estão?
  • 20.
  • 21.
    Fundamento e seuopositor Colaboração: Aconselhamento envolve uma parceria que honra o expertise da pessoa e suas perspectivas. O Terapeuta provê uma atmosfera que é condutiva ao invés de coercitiva. Confrontação: O terapeuta sobrepuja as perspectivas do cliente ao impor percepção e aceitação da realidade que o cliente não pode ver ou admitir.
  • 22.
    Fundamento e seuopositor Evocação: Os recursos e motivações para mudanças são presumíveis de residir dentro do paciente. Motivação intrínseca para mudança é aumentada, por tocar as percepções, objetivos e valores da próprias pessoa Educação: O paciente presumível mente não possui o conhecimento chave, percepção ou habilidades necessárias para que a mudança ocorra. O terapeuta procura acessar esse déficits provendo os esclarecimentos necessários
  • 23.
    Fundamento e seuopositor Autonomia: O terapeuta afirma ao sujeito seus direitos e capacidade de autodirecionamento e facilita a escolha informada. Autoridade: O terapeuta diz ao cliente o que ele deve e não deve fazer.
  • 24.
    Fundamento e seuopositor Autonomia: O terapeuta afirma ao sujeito seus direitos e capacidade de autodirecionamento e facilita a escolha informada. Autoridade: O terapeuta diz ao cliente o que ele deve e não deve fazer.
  • 25.
  • 26.
    Princípios • Expresse empatia •Desenvolva a discrepância • Lide com a resistência • Suporte a auto eficácia
  • 27.
    Expresse empatia Compreendemos ahabilidade terapêutica da escuta reflexiva ou empatia precisa, como descrito por Carl Rogers, como a fundação pela qual a habilidade clínica na entrevista motivacional é construída. Através da escuta reflexiva habilidosa, o terapeuta procura entender sentimentos e perspectivas sem julgar, criticar ou condenar. Aceitação facilita a mudança. A ambivalência é normal.
  • 28.
    Desenvolva a discrepância Dissonânciacognitiva de Leon Festinger (Entre o presente e o querer ser) O sujeito deve apresentar os argumentos para a mudança e não o terapeuta. Mudança é motivada pela percepção da discrepância entre o comportamento presente e importante objetivos pessoais e valores.
  • 29.
    Lidar com aresistência Evite argumentar pela mudança. Resistencia não é diretamente oposta. Novas perspectivas são convidadas e não impostas. O cliente é o recurso primário nas suas soluções e respostas. Resistencia é um sinal para responder diferentemente.
  • 30.
    Lidar com aresistência A crença da pessoa na possibilidade da mudança é um importante motivador O paciente, não o terapeuta, é responsável por escolher e ocasionar a mudança A crença do terapeuta na habilidade da pessoa se transforma em uma profecia que se auto realiza.
  • 31.
  • 32.
    Metodologia •Perguntas abertas •Afirme (ReforçoPositivo) •Resuma •Informar e Aconselhar •Ouça reflexivamente
  • 33.
  • 34.
    Parceria • A EMé feita "com" e não "para" a pessoa.
  • 35.
    Aceitação • MCP • Aceitara pessoa não significa necessariamente que o profissional aprova ou endossa o status quo ou as ações do cliente, ou seja, se o profissional aprova ou reprova é irrelevante.
  • 36.
    Compaixão • Promover ativamenteo bem-estar do outro, priorizando suas necessidades. • definida como "dor que nos causa o mal alheio" e é sinônimo de comiseração, dó, pena e piedade. • A motivação é um recurso interno.
  • 37.
    Aceitação • MCP • Aceitara pessoa não significa necessariamente que o profissional aprova ou endossa o status quo ou as ações do cliente, ou seja, se o profissional aprova ou reprova é irrelevante.
  • 38.

Notas do Editor

  • #7  “I know it’s bad for me, but I like it.” “Sometimes I stop myself, and other times I want to but I just don’t care.”
  • #8  Now consider what happens when someone with a righting reflex (R) meets a person who is ambivalent (A). As A speaks to R about the dilemma of ambivalence, R develops an opinion as to what the right course of action would be for A to take. R then proceeds to advise, teach, persuade, counsel, or argue for this particular resolution to A’s ambivalence.
  • #10  Neither his smoking nor his value of being a good father had changed. It was the meaning of his smoking—the perception that it had become more important than his children—that suddenly became unacceptable to him. When a behavior comes into conflict with a deeply held value, it is usually the behavior that changes.
  • #12 1- Disadvantages of the status quo. These statements acknowledge that there is reason for concern or discontent with how things are. This may or may not involve an admission of a “problem.” The language generally reflects a recognition of undesirable aspects of one’s present state or behavior. 2. Advantages of change. A second form of change talk implies recognition of the potential advantages of a change. Whereas the first type of change talk focuses on the not-so-good things about one’s current status, this second type emphasizes the good things to be gained through change. Both kinds, of course, are reasons for change. 3. Optimism for change. A third kind of talk that favors change is that which expresses confidence and hope about one’s ability to change. It may be stated in hypothetical (I could) or declarative form (I can do it). The common underlying theme is that change is possible. 4. Intention to change. As the balance tips, people begin to express an intention, desire, willingness, or commitment to change. The level of intention can vary from rather weak to very strong commitment language. Sometimes the intention is expressed indirectly by envisioning how things might be if change did happen.
  • #15  Motivational interviewing is intentionally directive— directed toward the resolution of ambivalence in the service of change.
  • #34  We certainly do not mean that the general goal of motivational interviewing should be to have people accept themselves as they are and stay that way.
  • #35  We certainly do not mean that the general goal of motivational interviewing should be to have people accept themselves as they are and stay that way.
  • #36  We certainly do not mean that the general goal of motivational interviewing should be to have people accept themselves as they are and stay that way.
  • #38 Ouça reflexivamente: Overstating CLIENT: I just don’t like the way she comments on how I raise my children. INTERVIEWER: You’re really angry with your mother. CLIENT: Well, no, not angry really. She’s my mother, after all. Understating CLIENT: I just don’t like the way she comments on how I raise my children. INTERVIEWER: You’re a bit annoyed with your mother. CLIENT: Yes, it just irritates me how she is always correcting and criticizing me. AFIRME: “Thanks for coming on time today.” “I appreciate that you took a big step in coming here today.” “You’re clearly a resourceful person, to cope with such difficulties for so long.” “That’s a good suggestion.” “I must say, if I were in your position, I might have a hard time dealing with that amount of stress.” “It seems like you’re a really spirited and strong-willed person in a way.” “You enjoy being happy with other people, and making them laugh.” “I’ve enjoyed talking with you today, and getting to know you a bit.”
  • #42 Em seu sentido etimológico, a compaixão é composta pelo prefixo "com", que traz a idéia de companhia, e o verbo "partior, pateris, passus sum", que significa sofrer, suportar. A compaixão é compreendida como o sentimento que se compartilha com o semelhante  Motivação vem de motivo, que quer dizer aquilo que pode fazer mover, motor que causa ou determina alguma coisa.