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Alfabetização Matemática
Universidade Estadual de Montes
Claros - Unimontes
Pacto Nacional pela Alfabetização
na Idade Certa –PNAIC - 2014
Profa. Dra. Francely Aparecida dos
Santos
1Francely Aparecida dos Santos
Referência
BRASIL, Ministério da Educação.
Secretaria de Educação Básica. Pacto
Nacional pela Idade Certa: Caderno de
Apresentação. Alfabetização
Matemática, Brasília: MEC, SEB, 2014. p.
19- 72.
2
Francely Aparecida dos Santos
Roteiro
 A criança e a Matemática Escolar;
 Alfabetização Matemática;
 Os saberes das crianças como ponto
de partida para o trabalho
pedagógico;
 Direitos e objetivos de aprendizagem
e desenvolvimento: a Matemática
como instrumento de formação e
promoção humana; 3
Francely Aparecida dos Santos
Eixos estruturantes e objetivos
dos Direitos de Aprendizagem
para a Alfabetização Matemática;
na perspectiva do letramento
Papéis do brincas e do jogar na
Alfabetização Matemática.
4
Francely Aparecida dos Santos
A Criança e a Matemática
Escolar
Quando pensamos no ensino de
Matemática, o que pensamos?
E na atualidade como está?
Cabe perguntar: deveria ser
diferente? Por quê? Em quê?
5
Francely Aparecida dos Santos
 Os alunos do ciclo de alfabetização
possuem entre 6e 8 anos de idade e,
portanto, são crianças;
 O que as crianças fazem? Como elas
brincam?
 Elas agem de forma diferente ao
estarem “livres’ para expressar seu
pensamento e quando as obrigamos
a dar as respostas que queremos?
6
Francely Aparecida dos Santos
 Quando as deixamos desenhar e/ou
representar a atividade realizada
estamos respeitando a forma de
pensar delas e incentivando o
processo de autonomia para que
elas possam aprender Matemática;
7
Francely Aparecida dos Santos
 Se delimitarmos espaços físicos e
solicitarmos um único tipo de
registro, estaremos mais prejudicando
do que ajudando;
 Em pouco tempo a criança
“aprende” que não deve pensar e sim
adequar-se ao modelo, e nessa
situação é que ela passa a fazer
perguntas do tipo: – Professora, é “de
mais” ou “de menos”?
8
Francely Aparecida dos Santos
A história da Matemática nos
mostra a importância dos dedos
para contar, das mãos e dos pés
para medir; por que então na
escola insistimos em proibir as
crianças de usarem os dedos para
calcular?
9
Francely Aparecida dos Santos
Pode-se observar a mesma
situação com relação à oralidade;
As crianças também “falam e
compreendem” o que fazem
mentalmente, inclusive coisas que
envolvem operações
matemáticas.
10
Francely Aparecida dos Santos
 Como fazer com que meus alunos
queiram aprender?
 Se nós, adultos, nos recusamos a
aprender coisas que não sejam
necessárias, por que as crianças
deveriam pensar de forma diferente?
Desta maneira, é interessante
criarmos situações de uso legítimo
daquilo que pretendemos ensinar.
11
Francely Aparecida dos Santos
Recorrer aos jogos, brincadeiras e
outras práticas sociais nos trazem
um grande número de
possibilidades de tornar o
processo de Alfabetização
Matemática na perspectiva do
letramento significativo para as
crianças.
12
Francely Aparecida dos Santos
13
Francely Aparecida dos Santos
14
Francely Aparecida dos Santos
15
Francely Aparecida dos Santos
16
17
Francely Aparecida dos Santos
18
Francely Aparecida dos Santos
19
Francely Aparecida dos Santos
20
Francely Aparecida dos Santos
O que se espera, no entanto, é que
os professores sintam-se
encorajados a fazer uso dessas
coisas que estão presentes em
nossos afazeres diários, em nosso
mundo “ao redor”, e explorem
situações matemáticas possíveis e
desejáveis de serem levadas para
dentro das salas de aula.
21
Francely Aparecida dos Santos
É importante que o tempo vivido
na escola não seja visto como um
tempo “de reclusão”, como se a
vida estivesse “lá fora”, enquanto
dentro da escola estivesse “o
conhecimento” isolado do
mundo.
22
Francely Aparecida dos Santos
 A escola é também um espaço de
disciplina, de concentração, de
esforços concentrados e coletivos,
mas estamos falamos de
alfabetização “na idade certa”
estamos nos referindo a crianças que
estão na escola entre seus seis e oito
anos de idade, são crianças que
frequentemente não conseguem ficar
sentadas “ouvindo” por muito tempo,
23
Francely Aparecida dos Santos
...são crianças saudavelmente
“ativas” e “curiosas”, e os
professores e a escola muito terão a
ganhar se souberem mobilizar essas
energias na direção da construção
de algo que essas crianças sempre
manterão com elas: a vontade de
aprender mais e a consciência de
estarem aprendendo.
24
Francely Aparecida dos Santos
Alfabetização Matemática
 Quando nos juntamos nesse esforço
pela alfabetização, estamos pensando
na alfabetização num sentido amplo e
nossa ação pedagógica deve: 1)
contribuir para que as crianças
compreendam a intenção dos textos
que leem, no contexto das práticas de
leitura de sua vida cotidiana, dentro e
fora da escola;
25
Francely Aparecida dos Santos
2) auxiliar as crianças a entenderem as
diversas funções que a leitura e a
escrita assumem na vida social para
que também possam usufruir dessas
funções; 3) promover condições e
oportunidades para que as crianças
apreciem e produzam textos que lhes
permitam compreender e se
relacionar melhor com o mundo em
que vivem e consigo mesmas nesse
mundo.
26
Francely Aparecida dos Santos
Pois, vivemos numa sociedade
marcada e regida pela cultura
escrita que circulam e interferem
nas atividades da comunidade e
no modo como as pessoas
organizam sua vida e suas
relações com os outros e com o
mundo.
27
Francely Aparecida dos Santos
 Os modos de organização, de
descrição, de apreciação e de análise
do mundo adotados em grande parte
das situações que vivenciamos são
marcados pelos processos e pelos
recursos de quantificação, de
ordenação, de medição e de
organização dos espaços e das formas
que os grupos sociais desenvolvem.
28
Francely Aparecida dos Santos
 Não é mesmo muito difícil perceber a
influência de ideias matemáticas, e
mesmo a ocorrência de simbologias e
termos típicos da linguagem
matemática que se ensina na escola,
na composição dos textos de grande
circulação em diversos campos de
atividades de adultos, mas também de
crianças;
29
Francely Aparecida dos Santos
Precisamos chamar a atenção
para a diversidade de textos com
os quais as crianças se deparam e
de práticas de leitura e de escrita
para as quais a Educação
Matemática poderia contribuir.
30
Francely Aparecida dos Santos
 Os números, suas representações e a
necessidade de operar com
quantidades estão presentes em
muitas práticas cotidianas e, como
temos insistido aqui, compõem o
nosso modo de ver o mundo,
descrevê-lo, analisá-lo e agir nele e
sobre ele.
31
Francely Aparecida dos Santos
 Nesse sentindo, a Alfabetização
Matemática, refere-se ao trabalho
pedagógico que contempla também
relações com o espaço e as formas,
processos de medição, registro e uso das
medidas, bem como estratégias de
produção, reunião, organização, registro,
divulgação, leitura e análise de
informações, mobilizando procedimentos
de identificação e isolamento de atributos,
comparação, classificação e ordenação;
32
Francely Aparecida dos Santos
Por isso, é preciso que os
alfabetizadores compreendam
as ideias matemáticas
envolvidas; e contribuir para
essa compreensão é umas das
intenções deste material.
33
Francely Aparecida dos Santos
Os saberes das crianças como
ponto de partida para o trabalho
pedagógico
 Dentre as disciplinas escolares a
Matemática é uma das mais antigas,
sendo ensinada em praticamente
todos os lugares do mundo.
34
Francely Aparecida dos Santos
 Aprende-se matemática: 1) no dia a
dia, observando as coisas ao redor e
colocando-as em relação; 2) nas
relações sociais, trocando ideias com
os colegas, observando as atividades
dos pais em casa ou no trabalho, indo
à escola ou passeando, observando as
coisas da natureza e do lugar em que
se vive na cidade, no campo ou na
praia,
35
Francely Aparecida dos Santos
3) em atividades de lazer quanto na
prática de esportes, nas
brincadeiras e jogos, lendo um
livro de histórias ou ainda 4)
prestando atenção no noticiário
que se ouve no rádio ou se vê
passar na televisão.
36
Francely Aparecida dos Santos
Aproveitar as curiosidades dos
alunos e explorar situações e
contextos problematizáveis é uma
das tarefas da didática da
matemática, partindo da sua
cultura e das histórias de vida,
das experiências e conhecimentos
prévios das crianças.
37
Francely Aparecida dos Santos
Direitos e objetivos de
aprendizagem e
desenvolvimento: a Matemática
como instrumento de formação e
promoção humana
38
Francely Aparecida dos Santos
De acordo com dados informados
pelo Ministério da Educação
(MEC), o Brasil tinha em 2012,
cerca de oito milhões de crianças
de 6, 7 e 8 anos de idade
matriculadas em 108 mil escolas
distribuídas por todo o território.
39
Francely Aparecida dos Santos
De acordo com o ministério, os
dados do Censo 2010 revelam
que a média nacional de crianças
não alfabetizadas aos 8 anos no
País é de 15,2%. No entanto, os
índices variam muito. Por
exemplo, enquanto no Paraná são
4,9%, Alagoas atinge 35%.
40
Francely Aparecida dos Santos
Lembramos que alfabetizar todas
as crianças brasileiras até os 8
anos de idade, ao fim do 3.o ano
do Ensino Fundamental, é a
principal meta do Pacto Nacional
pela Alfabetização na Idade
Certa.
41
Francely Aparecida dos Santos
É nesse contexto que se discute
“direito de aprendizagem”. Mas o
que significa “direito”?
É uma pergunta complexa, que
supõe também respostas
complexas.
42
Francely Aparecida dos Santos
De acordo com dicionários
jurídicos, a palavra direito possui
vários significados. Pode ser
pensada como sistema de normas
de conduta imposto por um
conjunto de instituições para
regular as relações sociais, o que
os juristas chamam de direito
objetivo.
43
Francely Aparecida dos Santos
Também pode ser pensada como
a faculdade concedida a uma
pessoa para mover a ordem
jurídica em favor de seus
interesses, o que os juristas
chamam de direitos subjetivos.
44
Francely Aparecida dos Santos
Cidadania seria a expressão dos
direitos de todos e não privilégio
dos setores mais favorecidos da
sociedade, ou seja, expressaria
um conjunto de direitos que
confere à pessoa a possibilidade
de participar ativamente da vida e
do governo de seu povo.
45
Francely Aparecida dos Santos
 De acordo com a Rede Brasileira de
Educação para Direitos Humanos
(RBEDH, 2001), Direitos Humanos são:
históricos, naturais, indivisíveis e
interdependentes; reclamáveis e
universais. Também afirma que o
momento histórico atual corresponde ao
reconhecimento da nova cidadania como o
conjunto de deveres e direitos –
individuais, sociais, econômicos, políticos
e culturais, pressupondo a vigência de um
Estado Democrático de Direito.
46
Francely Aparecida dos Santos
 A definição de direitos e objetivos de
aprendizagem também se insere num
movimento que compreende a
educação escolar como uma
ferramenta para mudança social.
Nessa perspectiva transformadora,
aprender é uma atividade que é
mobilizada a partir da realidade
objetiva, da situação real de vida do
educando (CANDAU, 2003).
47
Francely Aparecida dos Santos
DIREITOS E OBJETIVOS DE
APRENDIZAGEM DA
MATEMÁTICA
 Como destacam Campos e Nunes (1994),
o saber matemático tem importância
capital no desenvolvimento e no uso de
tecnologias, as quais têm funcionado
como um fator importante no
estabelecimento e na manutenção de
desigualdades.
48
Francely Aparecida dos Santos
A superação das desigualdades e
o exercício pleno da autonomia e
da soberania exigem, portanto, a
apropriação democrática dos
conhecimentos matemáticos.
49
Francely Aparecida dos Santos
 Muitas expressões já foram
utilizadas para representar objetivos
listados no documento citado acima:
competências, descritores,
indicadores de desempenho,
expectativas de aprendizagem, são
algumas delas. Neste material de
formação adotamos “Direitos de
Aprendizagem”, pois
compreendemos a educação escolar
como direito social.
50
Francely Aparecida dos Santos
I. Utilizar caminhos próprios na
construção do conhecimento
matemático, como ciência e
cultura construídas pelo homem,
através dos tempos, em resposta a
necessidades concretas e a
desafios próprios dessa
construção.
51
Francely Aparecida dos Santos
II. Reconhecer regularidades em
diversas situações, de diversas
naturezas, compará-las e
estabelecer relações entre elas e
as regularidades já conhecidas.
52
Francely Aparecida dos Santos
III. Perceber a importância da
utilização de uma linguagem
simbólica universal na
representação e modelagem de
situações matemáticas como
forma de comunicação.
53
Francely Aparecida dos Santos
IV. Desenvolver o espírito
investigativo, crítico e criativo,
no contexto de situações-
problema, produzindo registros
próprios e buscando diferentes
estratégias de solução.
54
Francely Aparecida dos Santos
V. Fazer uso do cálculo mental,
exato, aproximado e de
estimativas. Utilizar as
Tecnologias da Informação e
Comunicação potencializando sua
aplicação em diferentes situações.
55
Francely Aparecida dos Santos
Os eixos estruturantes
Números e operações
Pensamento algébrico;
Espaço e forma/Geometria;
Grandezas e Medidas;
Tratamento da Informação/
Estatística e Probabilidade.
56
Francely Aparecida dos Santos
O Pacto prevê um amplo sistema
de avaliação, que inclui registro e
análise de resultados que induzem
ao atendimento mais eficaz aos
alunos em seu percurso de
aprendizagem.
57
Francely Aparecida dos Santos
Nesse sentido, o professor
desempenha um papel essencial
nos processos que visam a
assegurar os direitos de
aprendizagem propostos para
Matemática. Precisa então ser
visto como um profissional e não
como um “tarefeiro”. Precisa
estudar, planejar e reavaliar suas
práticas de ensino.
58
Francely Aparecida dos Santos
Eixos estruturantes e objetivos dos
Direitos de Aprendizagem para a
Alfabetização Matemática na
perspectiva do letramento
59
Francely Aparecida dos Santos
I. O aluno deve utilizar caminhos
próprios na construção do
conhecimento matemático;
II. O aluno deve reconhecer e
estabelecer relações entre
regularidades em diversas situações;
III. O aluno deve perceber a
importância das ideias matemáticas
como forma de comunicação;
60
Francely Aparecida dos Santos
IV. O aluno deve desenvolver seu
espírito investigativo, crítico e
criativo, no contexto de
situações-problema, produzindo
registros próprios e buscando
diferentes estratégias de solução
61
Francely Aparecida dos Santos
V. O aluno deve fazer uso do
cálculo mental, exato,
aproximado e de estimativas,
utilizando as Tecnologias da
Informação e Comunicação em
diferentes situações
62
Francely Aparecida dos Santos
Números e Operações
estabelecer relações de
semelhança e de ordem,
utilizando critérios diversificados
para classificar, seriar e ordenar
coleções;
identificar números em diferentes
funções, por exemplo: indicando
quantidade, posição ou ordem e
medida;
63
Francely Aparecida dos Santos
quantificar elementos de uma coleção
utilizando estratégias variadas como:
correspondência termo a termo,
contagem oral, pareamento,
estimativa e correspondência de
agrupamentos;
comunicar quantidades obtidas,
utilizando a linguagem oral, os dedos
da mão ou materiais substitutivos aos
da coleção;
64
Francely Aparecida dos Santos
 representar graficamente
quantidades de coleções ou de
eventos utilizando registros não
convencionais e notação numérica;
 compartilhar, confrontar, validar e
aprimorar os registros das suas
produções, nas atividades que
envolvem a quantificação numérica;
 ler e escrever números em diferentes
portadores.
65
Francely Aparecida dos Santos
Pensamento Algébrico
 estabelecer critérios para agrupar, classificar
e ordenar objetos, considerando diferentes
atributos;
 reconhecer padrões de uma sequência para
identificação dos próximos • elementos, em
sequências de sons e formas ou padrões
numéricos simples;
 produzir padrões em faixas decorativas, em
sequências de sons e formas • ou padrões
numéricos simples.
66
Francely Aparecida dos Santos
Geometria
 representar informalmente a posição de
pessoas e objetos e dimensionar espaços por
meio de desenhos, croquis, plantas baixas,
mapas e maquetes, desenvolvendo noções de
tamanho, de lateralidade, de localização, de
direcionamento, de sentido e de vistas;
 reconhecer seu próprio corpo como
referencial de localização e deslocamento no
espaço (em cima e embaixo, acima e abaixo,
frente e atrás, direita e esquerda, dentro e
fora);
67
Francely Aparecida dos Santos
 identificar diferentes pontos de referências
para a localização de pessoas e objetos no
espaço, estabelecendo relações entre eles
e expressando-as através de diferentes
linguagens: oralidade, gestos, desenho,
maquete, mapa, croqui, escrita;
 observar, experimentar e representar
posições de objetos em diferentes
perspectivas, considerando diferentes
pontos de vista e por meio de diferentes
linguagens;
68
Francely Aparecida dos Santos
reconhecer padrões de uma
sequência para identificação dos
próximos elementos, em
sequências de sons e formas ou
padrões numéricos simples;
produzir padrões em faixas
decorativas, em sequências de
sons e formas ou padrões
numéricos simples.
69
Francely Aparecida dos Santos
 O eixo Espaço e Forma ou Geometria é
divido em dois grandes objetivos: o primeiro
é relativo a localização e movimentação e o
segundo trata das formas geométricas.
 Para que a criança possa “construir noções
de localização e movimentação no espaço
físico para a orientação espacial em
diferentes situações do cotidiano” deverá, no
Ciclo de Alfabetização: identificar e
descrever a movimentação de objetos no
espaço a partir de um referente, identificando
mudanças de direção e de sentido.
70
Francely Aparecida dos Santos
Grandezas e Medidas
 experimentar situações cotidianas ou
lúdicas, envolvendo diversos tipos de
grandezas: comprimento, massa,
capacidade, temperatura e tempo;
 construir estratégias para medir
comprimento, massa, capacidade e tempo,
utilizando unidades não padronizadas e
seus registros; compreender o processo de
medição, validando e aprimorando suas
estratégias;
71
Francely Aparecida dos Santos
 reconhecer os diferentes instrumentos
e unidades de medidas
correspondentes;
 selecionar e utilizar instrumentos de
medida apropriados à grandeza
(tempo, comprimento, massa,
capacidade), com compreensão do
processo de medição e das
características do instrumento
escolhido;
72
Francely Aparecida dos Santos
 comparar grandezas de mesma natureza,
por meio de estratégias pessoais e uso de
instrumentos de medida conhecidos – fita
métrica, balança, recipientes de um litro;
 ler resultados de medições realizadas pela
utilização dos principais instrumentos de
medidas: régua, fita métrica, balança,
recipiente graduado;
 produzir registros para comunicar o
resultado de uma medição.
73
Francely Aparecida dos Santos
comparar o comprimento de dois
ou mais objetos de forma direta
(sem o uso de unidades de
medidas convencionais) para
identificar: maior, menor, igual,
mais alto, mais baixo;
identificar a ordem de eventos em
programações diárias, usando
palavras como: antes, depois;
74
Francely Aparecida dos Santos
reconhecer a noção de intervalo e
período de tempo para o uso
adequado na realização de
atividades diversas;
construir a noção de ciclos por
meio de períodos de tempo
definidos através de diferentes
unidades: horas, semanas, meses
e ano;
75
Francely Aparecida dos Santos
 identificar unidades de tempo – dia,
semana, mês, bimestre, semestre,
ano – e utilizar calendários e agenda;
 estabelecer relações entre as unidades
de tempo – dia, semana, mês,
bimestre, semestre, ano;
 realizar a leitura de horas,
comparando relógios digitais e
analógicos de ponteiro;
76
Francely Aparecida dos Santos
estimar medida de comprimento,
massa, capacidade, temperatura e
tempo;
comparar intuitivamente
capacidades de recipientes de
diferentes formas e tamanhos;
77
Francely Aparecida dos Santos
 identificar os elementos necessários
para comunicar o resultado de uma
medição e produção de escritas que
representem essa medição;
 reconhecer cédulas e moedas que
circulam no Brasil e de realizar
possíveis trocas entre cédulas e
moedas em função de seus valores
em experiências com dinheiro em
brincadeiras ou em situações de
interesse das crianças.
78
Francely Aparecida dos Santos
Educação Estatística
 ícones, símbolos, signos, códigos; em
diversas situações e em diferentes
configurações (anúncios, gráficos, tabelas,
rótulos, propagandas), para a
compreensão de fenômenos e práticas
sociais;
 formular questões sobre fenômenos
sociais que gerem pesquisas e
observações para coletar dados
quantitativos e qualitativos;
79
Francely Aparecida dos Santos
 coletar, organizar e construir
representações próprias para a
comunicação de dados coletados (com ou
sem o uso de materiais manipuláveis ou
de desenhos);
 ler e interpretar listas, tabelas simples,
tabelas de dupla entrada, gráficos;
 elaborar listas, tabelas simples, tabelas de
dupla entrada, gráfico de barras e
pictóricos para comunicar a informação
obtida, identificando diferentes categorias;
80
Francely Aparecida dos Santos
produzir textos escritos a partir da
interpretação de gráficos e
tabelas;
problematizar e resolver situações
a partir das informações contidas
em tabelas e gráficos;
81
Francely Aparecida dos Santos
reconhecer, na vivência, situações
determinísticas e probabilísticas;
identificar maior ou menor
chance de um evento ocorrer.
82
Francely Aparecida dos Santos
Papéis do brincar e do jogar
na Alfabetização Matemática
No brincar podemos encontrar
tanto a aplicação do
conhecimento escolar quanto do
conhecimento espontâneo, que
são dois tipos de conhecimentos
considerados como participantes
da cultura infantil. 83
Francely Aparecida dos Santos
As atividades lúdicas permitem a
geração de realidades
diferenciadas, algumas delas
presentes também em outros
contextos fora da escola;
84
Francely Aparecida dos Santos
 Por conta disso, a liberdade será uma
característica fundamental no modo
como a atividade lúdica será
realizada em sala de aula enquanto
espaço de produção, de geração de
novas formas de pensar, de se
constituir inteligentemente, mesmo
num contexto estruturado em sistema
de regras.
85
Francely Aparecida dos Santos
Jogar revela-se, pois, como
espaço de constituição da
inteligência, uma vez que,
respeitando o sistema de regras
imposto, o jogador se tornará
capaz de dar respostas inusitadas
e inesperadas por aqueles com
quem partilha a atividade.
86
Francely Aparecida dos Santos
É fundamental que, de início, tais
respostas sejam localmente
validadas, para posterior
validação em campo mais amplo,
o que se constitui em mais uma
finalidade da ação pedagógica.
87
Francely Aparecida dos Santos
O jogo visto como atividade de
geração, proposição, resolução e
validação de problemas
1) As regras: não são rígidas, elas
podem ser descritas de forma
tanto explícita quanto ficarem
implícitas ao longo da atividade;
88
Francely Aparecida dos Santos
2) Os jogadores : são os sujeitos
que participam da atividade;
3) A situação : é constituída por
situações-problema, que
requerem tomadas de decisão, por
meio de mobilização de
conceitos, propriedades,
julgamentos;
89
Francely Aparecida dos Santos
4) A incerteza quanto ao resultado é
que faz com que o sujeito continue a
participar da atividade, porque o
mesmo não está seguro quanto ao seu
resultado. Durante a atividade o
sujeito trabalha com a probabilidade
de ganho ou de perda. A
probabilidade deverá influenciar na
intensidade de participação e no
desenvolvimento de suas estratégias e
táticas. 90
Francely Aparecida dos Santos
O professor como elaborador e
propositor de jogos para
favorecer aprendizagens
matemáticas
 No jogo infantil, ganhar ou perder é
ligado à competência de cada participante,
de maneira isolada ou cooperativa, de
criar ou impor situações-problema aos
adversários, ou ainda, à capacidade de
resolver problemas colocados por
adversários durante a atividade lúdica.
91
Francely Aparecida dos Santos
a criança ao jogar tenta
procedimentos que não
tentaria em situações reais fora
do seu mundo ludo-
imaginário;
92
Francely Aparecida dos Santos
 A perspectiva da liberdade de ação,
que caracteriza a atividade lúdica,
cria um espaço de tensão
epistemológica e metodológica
quando se trata da utilização de jogos
no espaço escolar da sala de aula de
Matemática, uma vez que há
necessidade, por parte do professor,
da construção de conceitos e
procedimentos matematicamente
válidos; 93
Francely Aparecida dos Santos
 A atividade matemática presente no jogo
possui duas dimensões que devem ser
consideradas como requisitos para o seu
desenvolvimento: a atividade matemática
proposta pela estrutura lúdica do jogo
sugeridos pelo educador – estrutura física
e as regras – e a atividade matemática
gerada pelos alfabetizandos a partir das
relações estabelecidas com a estrutura do
jogo proposto pelo adulto- professor.
94
Francely Aparecida dos Santos
O jogo é atividade sempre
reelaborada e ressignificada pela
criança no processo de sua
assimilação da atividade lúdica
proposta no contexto educativo.
O jogo não é “propriedade” do
adulto, mas da criança, que está
efetiva e integralmente em ação
cognitiva e emocional.
95
Francely Aparecida dos Santos
 Isso supõe uma definição de requisitos
pedagógicos de olhar e conceber os jogos
que visam a aprendizagem matemática
que considere os dois momentos
igualmente importantes para a análise do
jogo, e, em decorrência, para sua
validação: uma análise a priori, do jogo,
como proposição, e uma segunda análise a
posteriori do jogo, como atividade
desenvolvida pelas crianças.
96
Francely Aparecida dos Santos
A análise da atividade matemática
no jogo e as possíveis
aprendizagens realizadas devem
levar em consideração a
interdependência fundamental
entre estas duas dimensões que
caracterizam os dois momentos
de determinação de definição de
análise dos requisitos para sua
validação.
97
Francely Aparecida dos Santos
 O papel do professor não é apenas da
oferta do jogo, mas: a) realizar
intervenções e mediações no processo
do jogo, realizar provocações, b)
acompanhar a realização da atividade
pela criança e pelo grupo, c)avaliar as
capacidades e necessidades,
estimulando a verbalização das
estratégias utilizadas, exteriorizando
seus pensamentos, instigando outras
possibilidades.
98
Francely Aparecida dos Santos
 O brincar como um mediador do
conhecimento e de representações
sociais da Matemática pode se tornar
um objeto de estudo dos educadores
matemáticos e daqueles que querem
ensinar matemática tendo o contexto
sociocultural como fonte primeira de
produção do conhecimento do aluno.
99
Francely Aparecida dos Santos
Constatamos que a garantia da
aprendizagem matemática no
brincar está ligada à participação
das regras matemáticas nas regras
do brincar e uma desejável e
necessária mediação pedagógica
realizada pelo educador no
ambiente lúdico na busca de
garantia de aprendizagens pelo
caminho da autonomia..
100
Francely Aparecida dos Santos
Seis grandes categorias possíveis
de conceber a mediação do
educador no jogo da criança,
educador esse que tem por
objetivo a realização de
determinadas aprendizagens
possíveis a partir da estrutura
lúdica (MUNIZ, 2010).
101
Francely Aparecida dos Santos
1) Quando há uma transferência do
jogo espontâneo para uma situação
escolar;
2) Realização de um debate sobre o
jogo espontâneo após a realização da
atividade lúdica;
3) Transferência do jogo espontâneo à
uma situação escolar onde o aluno
deve responder às questões colocadas
pelo professor ao longo da atividade;
102
Francely Aparecida dos Santos
4) A transferência do jogo
espontâneo à sala de aula ou
outro espaço escolar onde o
professor é um dos jogadores;
5) O professor adapta o jogo que
inicialmente era espontâneo e
presente na cultura lúdica infantil.
103
Francely Aparecida dos Santos
6) O professor cria e oferece um
jogo às crianças que é totalmente
novo em função de um ou mais
objetivos educativos.
104
Francely Aparecida dos Santos
Nosso desafio: Como podemos
conceber uma transferência da
atividade matemática nos jogos
espontâneos para a sala de aula?
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PNAIC - Matemática - Alfabetização Matemática

  • 1. Alfabetização Matemática Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa –PNAIC - 2014 Profa. Dra. Francely Aparecida dos Santos 1Francely Aparecida dos Santos
  • 2. Referência BRASIL, Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Pacto Nacional pela Idade Certa: Caderno de Apresentação. Alfabetização Matemática, Brasília: MEC, SEB, 2014. p. 19- 72. 2 Francely Aparecida dos Santos
  • 3. Roteiro  A criança e a Matemática Escolar;  Alfabetização Matemática;  Os saberes das crianças como ponto de partida para o trabalho pedagógico;  Direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento: a Matemática como instrumento de formação e promoção humana; 3 Francely Aparecida dos Santos
  • 4. Eixos estruturantes e objetivos dos Direitos de Aprendizagem para a Alfabetização Matemática; na perspectiva do letramento Papéis do brincas e do jogar na Alfabetização Matemática. 4 Francely Aparecida dos Santos
  • 5. A Criança e a Matemática Escolar Quando pensamos no ensino de Matemática, o que pensamos? E na atualidade como está? Cabe perguntar: deveria ser diferente? Por quê? Em quê? 5 Francely Aparecida dos Santos
  • 6.  Os alunos do ciclo de alfabetização possuem entre 6e 8 anos de idade e, portanto, são crianças;  O que as crianças fazem? Como elas brincam?  Elas agem de forma diferente ao estarem “livres’ para expressar seu pensamento e quando as obrigamos a dar as respostas que queremos? 6 Francely Aparecida dos Santos
  • 7.  Quando as deixamos desenhar e/ou representar a atividade realizada estamos respeitando a forma de pensar delas e incentivando o processo de autonomia para que elas possam aprender Matemática; 7 Francely Aparecida dos Santos
  • 8.  Se delimitarmos espaços físicos e solicitarmos um único tipo de registro, estaremos mais prejudicando do que ajudando;  Em pouco tempo a criança “aprende” que não deve pensar e sim adequar-se ao modelo, e nessa situação é que ela passa a fazer perguntas do tipo: – Professora, é “de mais” ou “de menos”? 8 Francely Aparecida dos Santos
  • 9. A história da Matemática nos mostra a importância dos dedos para contar, das mãos e dos pés para medir; por que então na escola insistimos em proibir as crianças de usarem os dedos para calcular? 9 Francely Aparecida dos Santos
  • 10. Pode-se observar a mesma situação com relação à oralidade; As crianças também “falam e compreendem” o que fazem mentalmente, inclusive coisas que envolvem operações matemáticas. 10 Francely Aparecida dos Santos
  • 11.  Como fazer com que meus alunos queiram aprender?  Se nós, adultos, nos recusamos a aprender coisas que não sejam necessárias, por que as crianças deveriam pensar de forma diferente? Desta maneira, é interessante criarmos situações de uso legítimo daquilo que pretendemos ensinar. 11 Francely Aparecida dos Santos
  • 12. Recorrer aos jogos, brincadeiras e outras práticas sociais nos trazem um grande número de possibilidades de tornar o processo de Alfabetização Matemática na perspectiva do letramento significativo para as crianças. 12 Francely Aparecida dos Santos
  • 16. 16
  • 21. O que se espera, no entanto, é que os professores sintam-se encorajados a fazer uso dessas coisas que estão presentes em nossos afazeres diários, em nosso mundo “ao redor”, e explorem situações matemáticas possíveis e desejáveis de serem levadas para dentro das salas de aula. 21 Francely Aparecida dos Santos
  • 22. É importante que o tempo vivido na escola não seja visto como um tempo “de reclusão”, como se a vida estivesse “lá fora”, enquanto dentro da escola estivesse “o conhecimento” isolado do mundo. 22 Francely Aparecida dos Santos
  • 23.  A escola é também um espaço de disciplina, de concentração, de esforços concentrados e coletivos, mas estamos falamos de alfabetização “na idade certa” estamos nos referindo a crianças que estão na escola entre seus seis e oito anos de idade, são crianças que frequentemente não conseguem ficar sentadas “ouvindo” por muito tempo, 23 Francely Aparecida dos Santos
  • 24. ...são crianças saudavelmente “ativas” e “curiosas”, e os professores e a escola muito terão a ganhar se souberem mobilizar essas energias na direção da construção de algo que essas crianças sempre manterão com elas: a vontade de aprender mais e a consciência de estarem aprendendo. 24 Francely Aparecida dos Santos
  • 25. Alfabetização Matemática  Quando nos juntamos nesse esforço pela alfabetização, estamos pensando na alfabetização num sentido amplo e nossa ação pedagógica deve: 1) contribuir para que as crianças compreendam a intenção dos textos que leem, no contexto das práticas de leitura de sua vida cotidiana, dentro e fora da escola; 25 Francely Aparecida dos Santos
  • 26. 2) auxiliar as crianças a entenderem as diversas funções que a leitura e a escrita assumem na vida social para que também possam usufruir dessas funções; 3) promover condições e oportunidades para que as crianças apreciem e produzam textos que lhes permitam compreender e se relacionar melhor com o mundo em que vivem e consigo mesmas nesse mundo. 26 Francely Aparecida dos Santos
  • 27. Pois, vivemos numa sociedade marcada e regida pela cultura escrita que circulam e interferem nas atividades da comunidade e no modo como as pessoas organizam sua vida e suas relações com os outros e com o mundo. 27 Francely Aparecida dos Santos
  • 28.  Os modos de organização, de descrição, de apreciação e de análise do mundo adotados em grande parte das situações que vivenciamos são marcados pelos processos e pelos recursos de quantificação, de ordenação, de medição e de organização dos espaços e das formas que os grupos sociais desenvolvem. 28 Francely Aparecida dos Santos
  • 29.  Não é mesmo muito difícil perceber a influência de ideias matemáticas, e mesmo a ocorrência de simbologias e termos típicos da linguagem matemática que se ensina na escola, na composição dos textos de grande circulação em diversos campos de atividades de adultos, mas também de crianças; 29 Francely Aparecida dos Santos
  • 30. Precisamos chamar a atenção para a diversidade de textos com os quais as crianças se deparam e de práticas de leitura e de escrita para as quais a Educação Matemática poderia contribuir. 30 Francely Aparecida dos Santos
  • 31.  Os números, suas representações e a necessidade de operar com quantidades estão presentes em muitas práticas cotidianas e, como temos insistido aqui, compõem o nosso modo de ver o mundo, descrevê-lo, analisá-lo e agir nele e sobre ele. 31 Francely Aparecida dos Santos
  • 32.  Nesse sentindo, a Alfabetização Matemática, refere-se ao trabalho pedagógico que contempla também relações com o espaço e as formas, processos de medição, registro e uso das medidas, bem como estratégias de produção, reunião, organização, registro, divulgação, leitura e análise de informações, mobilizando procedimentos de identificação e isolamento de atributos, comparação, classificação e ordenação; 32 Francely Aparecida dos Santos
  • 33. Por isso, é preciso que os alfabetizadores compreendam as ideias matemáticas envolvidas; e contribuir para essa compreensão é umas das intenções deste material. 33 Francely Aparecida dos Santos
  • 34. Os saberes das crianças como ponto de partida para o trabalho pedagógico  Dentre as disciplinas escolares a Matemática é uma das mais antigas, sendo ensinada em praticamente todos os lugares do mundo. 34 Francely Aparecida dos Santos
  • 35.  Aprende-se matemática: 1) no dia a dia, observando as coisas ao redor e colocando-as em relação; 2) nas relações sociais, trocando ideias com os colegas, observando as atividades dos pais em casa ou no trabalho, indo à escola ou passeando, observando as coisas da natureza e do lugar em que se vive na cidade, no campo ou na praia, 35 Francely Aparecida dos Santos
  • 36. 3) em atividades de lazer quanto na prática de esportes, nas brincadeiras e jogos, lendo um livro de histórias ou ainda 4) prestando atenção no noticiário que se ouve no rádio ou se vê passar na televisão. 36 Francely Aparecida dos Santos
  • 37. Aproveitar as curiosidades dos alunos e explorar situações e contextos problematizáveis é uma das tarefas da didática da matemática, partindo da sua cultura e das histórias de vida, das experiências e conhecimentos prévios das crianças. 37 Francely Aparecida dos Santos
  • 38. Direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento: a Matemática como instrumento de formação e promoção humana 38 Francely Aparecida dos Santos
  • 39. De acordo com dados informados pelo Ministério da Educação (MEC), o Brasil tinha em 2012, cerca de oito milhões de crianças de 6, 7 e 8 anos de idade matriculadas em 108 mil escolas distribuídas por todo o território. 39 Francely Aparecida dos Santos
  • 40. De acordo com o ministério, os dados do Censo 2010 revelam que a média nacional de crianças não alfabetizadas aos 8 anos no País é de 15,2%. No entanto, os índices variam muito. Por exemplo, enquanto no Paraná são 4,9%, Alagoas atinge 35%. 40 Francely Aparecida dos Santos
  • 41. Lembramos que alfabetizar todas as crianças brasileiras até os 8 anos de idade, ao fim do 3.o ano do Ensino Fundamental, é a principal meta do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa. 41 Francely Aparecida dos Santos
  • 42. É nesse contexto que se discute “direito de aprendizagem”. Mas o que significa “direito”? É uma pergunta complexa, que supõe também respostas complexas. 42 Francely Aparecida dos Santos
  • 43. De acordo com dicionários jurídicos, a palavra direito possui vários significados. Pode ser pensada como sistema de normas de conduta imposto por um conjunto de instituições para regular as relações sociais, o que os juristas chamam de direito objetivo. 43 Francely Aparecida dos Santos
  • 44. Também pode ser pensada como a faculdade concedida a uma pessoa para mover a ordem jurídica em favor de seus interesses, o que os juristas chamam de direitos subjetivos. 44 Francely Aparecida dos Santos
  • 45. Cidadania seria a expressão dos direitos de todos e não privilégio dos setores mais favorecidos da sociedade, ou seja, expressaria um conjunto de direitos que confere à pessoa a possibilidade de participar ativamente da vida e do governo de seu povo. 45 Francely Aparecida dos Santos
  • 46.  De acordo com a Rede Brasileira de Educação para Direitos Humanos (RBEDH, 2001), Direitos Humanos são: históricos, naturais, indivisíveis e interdependentes; reclamáveis e universais. Também afirma que o momento histórico atual corresponde ao reconhecimento da nova cidadania como o conjunto de deveres e direitos – individuais, sociais, econômicos, políticos e culturais, pressupondo a vigência de um Estado Democrático de Direito. 46 Francely Aparecida dos Santos
  • 47.  A definição de direitos e objetivos de aprendizagem também se insere num movimento que compreende a educação escolar como uma ferramenta para mudança social. Nessa perspectiva transformadora, aprender é uma atividade que é mobilizada a partir da realidade objetiva, da situação real de vida do educando (CANDAU, 2003). 47 Francely Aparecida dos Santos
  • 48. DIREITOS E OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DA MATEMÁTICA  Como destacam Campos e Nunes (1994), o saber matemático tem importância capital no desenvolvimento e no uso de tecnologias, as quais têm funcionado como um fator importante no estabelecimento e na manutenção de desigualdades. 48 Francely Aparecida dos Santos
  • 49. A superação das desigualdades e o exercício pleno da autonomia e da soberania exigem, portanto, a apropriação democrática dos conhecimentos matemáticos. 49 Francely Aparecida dos Santos
  • 50.  Muitas expressões já foram utilizadas para representar objetivos listados no documento citado acima: competências, descritores, indicadores de desempenho, expectativas de aprendizagem, são algumas delas. Neste material de formação adotamos “Direitos de Aprendizagem”, pois compreendemos a educação escolar como direito social. 50 Francely Aparecida dos Santos
  • 51. I. Utilizar caminhos próprios na construção do conhecimento matemático, como ciência e cultura construídas pelo homem, através dos tempos, em resposta a necessidades concretas e a desafios próprios dessa construção. 51 Francely Aparecida dos Santos
  • 52. II. Reconhecer regularidades em diversas situações, de diversas naturezas, compará-las e estabelecer relações entre elas e as regularidades já conhecidas. 52 Francely Aparecida dos Santos
  • 53. III. Perceber a importância da utilização de uma linguagem simbólica universal na representação e modelagem de situações matemáticas como forma de comunicação. 53 Francely Aparecida dos Santos
  • 54. IV. Desenvolver o espírito investigativo, crítico e criativo, no contexto de situações- problema, produzindo registros próprios e buscando diferentes estratégias de solução. 54 Francely Aparecida dos Santos
  • 55. V. Fazer uso do cálculo mental, exato, aproximado e de estimativas. Utilizar as Tecnologias da Informação e Comunicação potencializando sua aplicação em diferentes situações. 55 Francely Aparecida dos Santos
  • 56. Os eixos estruturantes Números e operações Pensamento algébrico; Espaço e forma/Geometria; Grandezas e Medidas; Tratamento da Informação/ Estatística e Probabilidade. 56 Francely Aparecida dos Santos
  • 57. O Pacto prevê um amplo sistema de avaliação, que inclui registro e análise de resultados que induzem ao atendimento mais eficaz aos alunos em seu percurso de aprendizagem. 57 Francely Aparecida dos Santos
  • 58. Nesse sentido, o professor desempenha um papel essencial nos processos que visam a assegurar os direitos de aprendizagem propostos para Matemática. Precisa então ser visto como um profissional e não como um “tarefeiro”. Precisa estudar, planejar e reavaliar suas práticas de ensino. 58 Francely Aparecida dos Santos
  • 59. Eixos estruturantes e objetivos dos Direitos de Aprendizagem para a Alfabetização Matemática na perspectiva do letramento 59 Francely Aparecida dos Santos
  • 60. I. O aluno deve utilizar caminhos próprios na construção do conhecimento matemático; II. O aluno deve reconhecer e estabelecer relações entre regularidades em diversas situações; III. O aluno deve perceber a importância das ideias matemáticas como forma de comunicação; 60 Francely Aparecida dos Santos
  • 61. IV. O aluno deve desenvolver seu espírito investigativo, crítico e criativo, no contexto de situações-problema, produzindo registros próprios e buscando diferentes estratégias de solução 61 Francely Aparecida dos Santos
  • 62. V. O aluno deve fazer uso do cálculo mental, exato, aproximado e de estimativas, utilizando as Tecnologias da Informação e Comunicação em diferentes situações 62 Francely Aparecida dos Santos
  • 63. Números e Operações estabelecer relações de semelhança e de ordem, utilizando critérios diversificados para classificar, seriar e ordenar coleções; identificar números em diferentes funções, por exemplo: indicando quantidade, posição ou ordem e medida; 63 Francely Aparecida dos Santos
  • 64. quantificar elementos de uma coleção utilizando estratégias variadas como: correspondência termo a termo, contagem oral, pareamento, estimativa e correspondência de agrupamentos; comunicar quantidades obtidas, utilizando a linguagem oral, os dedos da mão ou materiais substitutivos aos da coleção; 64 Francely Aparecida dos Santos
  • 65.  representar graficamente quantidades de coleções ou de eventos utilizando registros não convencionais e notação numérica;  compartilhar, confrontar, validar e aprimorar os registros das suas produções, nas atividades que envolvem a quantificação numérica;  ler e escrever números em diferentes portadores. 65 Francely Aparecida dos Santos
  • 66. Pensamento Algébrico  estabelecer critérios para agrupar, classificar e ordenar objetos, considerando diferentes atributos;  reconhecer padrões de uma sequência para identificação dos próximos • elementos, em sequências de sons e formas ou padrões numéricos simples;  produzir padrões em faixas decorativas, em sequências de sons e formas • ou padrões numéricos simples. 66 Francely Aparecida dos Santos
  • 67. Geometria  representar informalmente a posição de pessoas e objetos e dimensionar espaços por meio de desenhos, croquis, plantas baixas, mapas e maquetes, desenvolvendo noções de tamanho, de lateralidade, de localização, de direcionamento, de sentido e de vistas;  reconhecer seu próprio corpo como referencial de localização e deslocamento no espaço (em cima e embaixo, acima e abaixo, frente e atrás, direita e esquerda, dentro e fora); 67 Francely Aparecida dos Santos
  • 68.  identificar diferentes pontos de referências para a localização de pessoas e objetos no espaço, estabelecendo relações entre eles e expressando-as através de diferentes linguagens: oralidade, gestos, desenho, maquete, mapa, croqui, escrita;  observar, experimentar e representar posições de objetos em diferentes perspectivas, considerando diferentes pontos de vista e por meio de diferentes linguagens; 68 Francely Aparecida dos Santos
  • 69. reconhecer padrões de uma sequência para identificação dos próximos elementos, em sequências de sons e formas ou padrões numéricos simples; produzir padrões em faixas decorativas, em sequências de sons e formas ou padrões numéricos simples. 69 Francely Aparecida dos Santos
  • 70.  O eixo Espaço e Forma ou Geometria é divido em dois grandes objetivos: o primeiro é relativo a localização e movimentação e o segundo trata das formas geométricas.  Para que a criança possa “construir noções de localização e movimentação no espaço físico para a orientação espacial em diferentes situações do cotidiano” deverá, no Ciclo de Alfabetização: identificar e descrever a movimentação de objetos no espaço a partir de um referente, identificando mudanças de direção e de sentido. 70 Francely Aparecida dos Santos
  • 71. Grandezas e Medidas  experimentar situações cotidianas ou lúdicas, envolvendo diversos tipos de grandezas: comprimento, massa, capacidade, temperatura e tempo;  construir estratégias para medir comprimento, massa, capacidade e tempo, utilizando unidades não padronizadas e seus registros; compreender o processo de medição, validando e aprimorando suas estratégias; 71 Francely Aparecida dos Santos
  • 72.  reconhecer os diferentes instrumentos e unidades de medidas correspondentes;  selecionar e utilizar instrumentos de medida apropriados à grandeza (tempo, comprimento, massa, capacidade), com compreensão do processo de medição e das características do instrumento escolhido; 72 Francely Aparecida dos Santos
  • 73.  comparar grandezas de mesma natureza, por meio de estratégias pessoais e uso de instrumentos de medida conhecidos – fita métrica, balança, recipientes de um litro;  ler resultados de medições realizadas pela utilização dos principais instrumentos de medidas: régua, fita métrica, balança, recipiente graduado;  produzir registros para comunicar o resultado de uma medição. 73 Francely Aparecida dos Santos
  • 74. comparar o comprimento de dois ou mais objetos de forma direta (sem o uso de unidades de medidas convencionais) para identificar: maior, menor, igual, mais alto, mais baixo; identificar a ordem de eventos em programações diárias, usando palavras como: antes, depois; 74 Francely Aparecida dos Santos
  • 75. reconhecer a noção de intervalo e período de tempo para o uso adequado na realização de atividades diversas; construir a noção de ciclos por meio de períodos de tempo definidos através de diferentes unidades: horas, semanas, meses e ano; 75 Francely Aparecida dos Santos
  • 76.  identificar unidades de tempo – dia, semana, mês, bimestre, semestre, ano – e utilizar calendários e agenda;  estabelecer relações entre as unidades de tempo – dia, semana, mês, bimestre, semestre, ano;  realizar a leitura de horas, comparando relógios digitais e analógicos de ponteiro; 76 Francely Aparecida dos Santos
  • 77. estimar medida de comprimento, massa, capacidade, temperatura e tempo; comparar intuitivamente capacidades de recipientes de diferentes formas e tamanhos; 77 Francely Aparecida dos Santos
  • 78.  identificar os elementos necessários para comunicar o resultado de uma medição e produção de escritas que representem essa medição;  reconhecer cédulas e moedas que circulam no Brasil e de realizar possíveis trocas entre cédulas e moedas em função de seus valores em experiências com dinheiro em brincadeiras ou em situações de interesse das crianças. 78 Francely Aparecida dos Santos
  • 79. Educação Estatística  ícones, símbolos, signos, códigos; em diversas situações e em diferentes configurações (anúncios, gráficos, tabelas, rótulos, propagandas), para a compreensão de fenômenos e práticas sociais;  formular questões sobre fenômenos sociais que gerem pesquisas e observações para coletar dados quantitativos e qualitativos; 79 Francely Aparecida dos Santos
  • 80.  coletar, organizar e construir representações próprias para a comunicação de dados coletados (com ou sem o uso de materiais manipuláveis ou de desenhos);  ler e interpretar listas, tabelas simples, tabelas de dupla entrada, gráficos;  elaborar listas, tabelas simples, tabelas de dupla entrada, gráfico de barras e pictóricos para comunicar a informação obtida, identificando diferentes categorias; 80 Francely Aparecida dos Santos
  • 81. produzir textos escritos a partir da interpretação de gráficos e tabelas; problematizar e resolver situações a partir das informações contidas em tabelas e gráficos; 81 Francely Aparecida dos Santos
  • 82. reconhecer, na vivência, situações determinísticas e probabilísticas; identificar maior ou menor chance de um evento ocorrer. 82 Francely Aparecida dos Santos
  • 83. Papéis do brincar e do jogar na Alfabetização Matemática No brincar podemos encontrar tanto a aplicação do conhecimento escolar quanto do conhecimento espontâneo, que são dois tipos de conhecimentos considerados como participantes da cultura infantil. 83 Francely Aparecida dos Santos
  • 84. As atividades lúdicas permitem a geração de realidades diferenciadas, algumas delas presentes também em outros contextos fora da escola; 84 Francely Aparecida dos Santos
  • 85.  Por conta disso, a liberdade será uma característica fundamental no modo como a atividade lúdica será realizada em sala de aula enquanto espaço de produção, de geração de novas formas de pensar, de se constituir inteligentemente, mesmo num contexto estruturado em sistema de regras. 85 Francely Aparecida dos Santos
  • 86. Jogar revela-se, pois, como espaço de constituição da inteligência, uma vez que, respeitando o sistema de regras imposto, o jogador se tornará capaz de dar respostas inusitadas e inesperadas por aqueles com quem partilha a atividade. 86 Francely Aparecida dos Santos
  • 87. É fundamental que, de início, tais respostas sejam localmente validadas, para posterior validação em campo mais amplo, o que se constitui em mais uma finalidade da ação pedagógica. 87 Francely Aparecida dos Santos
  • 88. O jogo visto como atividade de geração, proposição, resolução e validação de problemas 1) As regras: não são rígidas, elas podem ser descritas de forma tanto explícita quanto ficarem implícitas ao longo da atividade; 88 Francely Aparecida dos Santos
  • 89. 2) Os jogadores : são os sujeitos que participam da atividade; 3) A situação : é constituída por situações-problema, que requerem tomadas de decisão, por meio de mobilização de conceitos, propriedades, julgamentos; 89 Francely Aparecida dos Santos
  • 90. 4) A incerteza quanto ao resultado é que faz com que o sujeito continue a participar da atividade, porque o mesmo não está seguro quanto ao seu resultado. Durante a atividade o sujeito trabalha com a probabilidade de ganho ou de perda. A probabilidade deverá influenciar na intensidade de participação e no desenvolvimento de suas estratégias e táticas. 90 Francely Aparecida dos Santos
  • 91. O professor como elaborador e propositor de jogos para favorecer aprendizagens matemáticas  No jogo infantil, ganhar ou perder é ligado à competência de cada participante, de maneira isolada ou cooperativa, de criar ou impor situações-problema aos adversários, ou ainda, à capacidade de resolver problemas colocados por adversários durante a atividade lúdica. 91 Francely Aparecida dos Santos
  • 92. a criança ao jogar tenta procedimentos que não tentaria em situações reais fora do seu mundo ludo- imaginário; 92 Francely Aparecida dos Santos
  • 93.  A perspectiva da liberdade de ação, que caracteriza a atividade lúdica, cria um espaço de tensão epistemológica e metodológica quando se trata da utilização de jogos no espaço escolar da sala de aula de Matemática, uma vez que há necessidade, por parte do professor, da construção de conceitos e procedimentos matematicamente válidos; 93 Francely Aparecida dos Santos
  • 94.  A atividade matemática presente no jogo possui duas dimensões que devem ser consideradas como requisitos para o seu desenvolvimento: a atividade matemática proposta pela estrutura lúdica do jogo sugeridos pelo educador – estrutura física e as regras – e a atividade matemática gerada pelos alfabetizandos a partir das relações estabelecidas com a estrutura do jogo proposto pelo adulto- professor. 94 Francely Aparecida dos Santos
  • 95. O jogo é atividade sempre reelaborada e ressignificada pela criança no processo de sua assimilação da atividade lúdica proposta no contexto educativo. O jogo não é “propriedade” do adulto, mas da criança, que está efetiva e integralmente em ação cognitiva e emocional. 95 Francely Aparecida dos Santos
  • 96.  Isso supõe uma definição de requisitos pedagógicos de olhar e conceber os jogos que visam a aprendizagem matemática que considere os dois momentos igualmente importantes para a análise do jogo, e, em decorrência, para sua validação: uma análise a priori, do jogo, como proposição, e uma segunda análise a posteriori do jogo, como atividade desenvolvida pelas crianças. 96 Francely Aparecida dos Santos
  • 97. A análise da atividade matemática no jogo e as possíveis aprendizagens realizadas devem levar em consideração a interdependência fundamental entre estas duas dimensões que caracterizam os dois momentos de determinação de definição de análise dos requisitos para sua validação. 97 Francely Aparecida dos Santos
  • 98.  O papel do professor não é apenas da oferta do jogo, mas: a) realizar intervenções e mediações no processo do jogo, realizar provocações, b) acompanhar a realização da atividade pela criança e pelo grupo, c)avaliar as capacidades e necessidades, estimulando a verbalização das estratégias utilizadas, exteriorizando seus pensamentos, instigando outras possibilidades. 98 Francely Aparecida dos Santos
  • 99.  O brincar como um mediador do conhecimento e de representações sociais da Matemática pode se tornar um objeto de estudo dos educadores matemáticos e daqueles que querem ensinar matemática tendo o contexto sociocultural como fonte primeira de produção do conhecimento do aluno. 99 Francely Aparecida dos Santos
  • 100. Constatamos que a garantia da aprendizagem matemática no brincar está ligada à participação das regras matemáticas nas regras do brincar e uma desejável e necessária mediação pedagógica realizada pelo educador no ambiente lúdico na busca de garantia de aprendizagens pelo caminho da autonomia.. 100 Francely Aparecida dos Santos
  • 101. Seis grandes categorias possíveis de conceber a mediação do educador no jogo da criança, educador esse que tem por objetivo a realização de determinadas aprendizagens possíveis a partir da estrutura lúdica (MUNIZ, 2010). 101 Francely Aparecida dos Santos
  • 102. 1) Quando há uma transferência do jogo espontâneo para uma situação escolar; 2) Realização de um debate sobre o jogo espontâneo após a realização da atividade lúdica; 3) Transferência do jogo espontâneo à uma situação escolar onde o aluno deve responder às questões colocadas pelo professor ao longo da atividade; 102 Francely Aparecida dos Santos
  • 103. 4) A transferência do jogo espontâneo à sala de aula ou outro espaço escolar onde o professor é um dos jogadores; 5) O professor adapta o jogo que inicialmente era espontâneo e presente na cultura lúdica infantil. 103 Francely Aparecida dos Santos
  • 104. 6) O professor cria e oferece um jogo às crianças que é totalmente novo em função de um ou mais objetivos educativos. 104 Francely Aparecida dos Santos
  • 105. Nosso desafio: Como podemos conceber uma transferência da atividade matemática nos jogos espontâneos para a sala de aula? 105 Francely Aparecida dos Santos