UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
Captação de Recursos
(capital próprio)
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Luiz Felipe de Araújo Pontes Girão
Disciplina: Finanças Aplicadas III
Objetivo da aula: apresentar o processo para emissão de ações, bem como as
vantagens e desvantagens
Conteúdo: Fontes de financiamento com capital próprio; IPO; e SEO.
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Introdução
• Joãozinho estudou a vida toda em uma escola particular que foi paga, com
muito esforço, pelos seus pais (os ANJOS/SEED).
• Joãozinho entrou na faculdade e logo conseguiu um estágio remunerado,
onde aprendeu uma profissão (PRIVATE EQUITY).
• Após terminar a faculdade, Joãozinho abriu o seu próprio negócio com alguns
amigos como sócios. Esse foi o seu IPO pessoal e, agora, ele pode dar alguma
ajuda aos seus pais, com o dinheiro que ganha.
• P.s.: essa é uma analogia simples sobre o processo de captação de capital de
risco.
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INTRODUÇÃO
• Fontes de financiamento: capital próprio (“caixa” e ações) e capital de
terceiros;
• Veremos de forma global e algumas especificidades do Brasil;
• Importância: saber o custo efetivo, riscos e garantias das fontes de
financiamento de longo prazo e quais são as fontes desses recursos.
• Mas antes disso... A miniprova e a discussão de alguns cases de
sucesso de venture capital e private equity. Alguns termos vistos nos
materiais serão discutidos na aula.
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Operações no SFN
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Mercado
monetário
Mercado
de Crédito
Mercado
Cambial
Mercado
de Capitais
Curto e Curtíssimo prazo Médio e Longo prazo
Mercado acionário: financiamento
por meio de recursos próprios
(subscrição);
Mercado de empréstimos e
financiamentos: financiamento por
meio de capital de terceiros
Nosso foco é o
mercado de
capitais
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Fontes de financiamento
• Investidor-Anjo: investidores/empreendedores/diretores experientes que
investem “pequenas” quantias em novas empresas (start-ups), além de
auxiliar na gestão.
• Vídeo 1 – Investidor-anjo no Jornal da Globo:
http://www.youtube.com/watch?v=Nexj0brq4Lk
• Vídeo 2 – 1ª Conferência de investidor-anjo no Brasil:
http://www.youtube.com/watch?v=PAd32ocE9Z0
• Vídeo 3 – introdução ao investidor anjo
• https://www.youtube.com/watch?v=1lqCGth1psY&list=UUhpit7E5EGVbIA-
4TM6cEEQ
• Vídeo 4 – Cresce o número de anjos no Brasil
• https://www.youtube.com/embed/ZcZ5XZo48qo
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Fontes de financiamento
• Seed capital: é um anjo em forma de fundo de investimento. Exemplo
brasileiro: Criatec.
• Venture capital: semelhante ao anjo, porém envolve mais recursos.
• Private equity: a diferença para o Venture é que o investimento é feito
em empresas mais maduras, geralmente com produtos já consolidados.
• Casos de sucesso no site da ABVCaP:
http://www.abvcap.com.br/industria-de-pe-vc/casos-de-
sucesso.aspx?c=pt-br
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Caso do SharkTank Brasil
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Caso do SharkTank Brasil
• Supondo que Ricardo pediu R$ 500 mil por 15% de sua empresa, quanto
vale a empresa toda?
• E se R$ 500 mil fossem referentes a 51% da empresa?
• Vocês acham que foi uma boa decisão tomada por Ricardo?
Argumentem!
• Vídeo completo: https://www.youtube.com/watch?v=pnhlVzEXEe4
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• Quais são as formas de se levantar capital próprio para empresas
privadas (apenas as que foram vistas até agora)?
• O que é um “investidor-anjo”?
• O que é um investidor de capital de risco (venture capital e private
equity)?
Questões conceituais
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O IPO
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IPO: vantagens e desvantagens
• Vantagens:
– Maior liquidez das ações;
– Mais acesso a capital (tanto no IPO quanto no follow-on, ou FPO);
– Facilita a precificação de unidades de negócios (e.g. Redecard – cisão do
Credicard)
– Possibilita aos seus investidores (e.g. VC) diversificarem os investimentos.
• Desvantagens:
– Problemas de agência;
– Custos de manutenção, governança etc.
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CURIOSIDADE: o IPO faz o investidor crescer junto com a empresa?
Muitas vezes as pessoas investem no IPO esperando comprar a ação
“barata” e esperar o preço subir para vender. Porém antes do IPO a
empresa pode ter passado por diversas rodadas de investimentos e o
IPO pode servir para o investidor anterior realizar seu lucro.
E o que aconteceu quando muita gente vende? (próximo slide - Alliar)
Outros mitos sobre o IPO:
http://economia.uol.com.br/noticias/infomoney/2
014/05/21/ipo-veja-os-mitos-que-envolvem-a-
estreia-de-empresas-na-bolsa.htm
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IPO: vantagens e desvantagens
• Em 28/10/2016 a Alliar estreou na
Bovespa.
• Veja o que aconteceu com o preço
das ações.
• Quem comprou no IPO se deu
bem (pensando em curto prazo)?
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BRF diz que IPO da OneFoods
é uma das opções para financiar a Banvit
• A BRF pode financiar a aquisição da turca Banvit por meio de um IPO
ou uma capitalização privada da subsidiária OneFoods - empresa
dedicada aos mercados muçulmanos, disse ontem, em entrevista ao
Valor, o vice-presidente de finanças e relações com investidores da BRF.
• "Estamos avaliando uma eventual capitalização da OneFoods, um
potencial IPO", disse ele, ressaltando que a BRF também tem recursos
em caixa para financiar a compra da Banvit, se assim desejar. "Caixa não
é um problema para nós", disse.
• Se caixa não é um problema, por que a empresa deveria recorrer à
captação de recursos?
13Fonte: http://www.valor.com.br/agro/4832320/brf-
diz-que-ipo-da-onefoods-e-uma-das-opcoes-para-
financiar-banvit
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BRF diz que IPO da OneFoods
é uma das opções para financiar a Banvit
• (...) o executivo admitiu que financiar aquisição a partir da própria
OneFoods tende a ser mais interessante para a empresa. Com sede em
Dubai, a subsidiária "pode ter acesso a taxas mais atraentes do que
captar no Brasil", explicou.
• O executivo também destacou a sociedade com o fundo soberano do
Qatar, que concordou em migrar a participação na Banvit para uma fatia
na OneFoods caso a BRF faça mesmo o IPO da subsidiária.
• Borges sinalizou ainda que a associação com outros fundo soberanos da
região está no radar da BRF. (...) a intenção da OneFoods é estar mais
"conectada com a agenda governamental" do Oriente Médio. (...).
14Fonte: http://www.valor.com.br/agro/4832320/brf-
diz-que-ipo-da-onefoods-e-uma-das-opcoes-para-
financiar-banvit
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IPOs no Brasil
• Acesse o site: http://www.bmfbovespa.com.br/pt_br/servicos/ofertas-
publicas/sobre-ofertas-publicas/
• Nele vocês poderão acessar os prospectos preliminares (“isca vermelha”),
prospecto final, anúncio de início e encerramento, aviso ao mercado, as
ofertas em andamento, encerradas etc.
• Aqui você encontra as estatísticas dos IPOs e Follow-Ons desde 2004:
http://www.bmfbovespa.com.br/lumis/portal/file/fileDownload.jsp?fileId=8A
A8D09758C2212501596A56AB8A21FE
• Ver os documentos da Ser Educacional.
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IPO: o processo
• Para realizar o IPO, é necessário haver um underwriter (ver exemplos
nos prospectos), que gerenciará todo o processo.
• Nas ofertas maiores há uma espécie de consórcio de bancos de
investimento para realizar IPOs.
• Aos mais interessados no assunto, acessar o seguinte site para obter
mais informações:
http://www.bmfbovespa.com.br/pt_br/listagem/acoes/abertura-de-
capital/como-abrir-o-capital/
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Valuation
• Junto com a empresa, os underwriters utilizam técnicas de valuation
para formar o preço que será utilizado (vimos isso em Finanças II, fluxos
de caixa ou múltiplos).
• A maioria dos underwriters utilizam as duas técnicas. Quando há
diferenças significativas, eles utilizam a comparação com IPOs recentes
(BERK; DEMARZO;HARFORD, 2012).
• Road show: o preço é formado, então os representantes da empresa e o
principal underwriter viajam o país/mundo divulgando e avaliando o
que o mercado pensa sobre o preço. Após isso é realizado o
bookbuilding, para então fechar o preço.
17Roadshow do Facebook completo:
http://www.youtube.com/watch?v=TyF2UAaMe_E
Highlights aqui.
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Exemplo: Valuation usando múltiplos
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P/E (ou P/L):
Valor = E(P/E)*earnings
Preço da ação = Valor/S(ações outsdanding)
P/R (ou PSR):
Valor = E(P/R)*revenues
Preço da ação = Valor/S(ações outsdanding)
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Analisando o IPO da SER Educacional
• Os grupos devem fazer juntos, podendo separar as questões para cada membro e
depois discutir a resposta para finalizar. As respostas finalizadas serão discutidas
com a sala toda.
• Responda às questões abaixo com base no Anúncio de Início de Oferta do IPO do
Grupo SER Educacional:
1. O que diferencia a oferta primária da secundária?
2. Caso você fosse explicar essa oferta a um leigo, como você resumiria a seção “1 A OFERTA”?
3. Descreva o PROCEDIMENTO DA OFERTA.
4. O que diferencia a oferta de varejo da oferta institucional?
5. Como funcionou a garantia firme neste caso?
6. Como foi fixado o preço da ação? Os investidores não institucionais participaram desse
processo?
7. Identifique os 4 termos “técnicos” que te chamaram mais a atenção e busque sua definição.
• O que levou esta oferta a ser suspensa, em 2013? Aconteceu algo nos últimos
tempos (2014/2015) que nos faz pensar que aquilo realmente foi importante?
Verifique no Comunicado ao Mercado de Suspensão da Oferta.
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Discussão sobre a tese e miniprova
• ALMEIDA, Vinício S. O papel do intermediário financeiro em aberturas
de capital no Brasil. 2010. 124 f. Tese (Doutorado em Administração).
Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto COPPEAD de
Administração, Rio de Janeiro, 2010.
• Começando com a miniprova.
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Reputação dos bancos coordenadores
• Objetivo: analisar se no Brasil a atuação dos bancos coordenadores tem
caráter de certificação (quanto maior a reputação do banco, menores os
retornos iniciais e a volatilidade da ação).
• Período: 2004 a 2007.
• Hipóteses testadas:
– Bancos com maior reputação coordenam ofertas com menor valorização no
curto prazo;
– Bancos com maior reputação coordenam ofertas com menor dispersão, assim
com menor risco; e
– Bancos com maior reputação cobram mais pelos seus serviços.
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Reputação dos bancos coordenadores
• Posição relativa dos bancos coordenadores nos anúncios de ofertas:
– As linhas de logomarcas caracterizam a distinção entre “banco de primeira linha”
e “banco de segunda linha”.
– Quanto mais à esquerda estiver posicionada a logomarca do banco, mais
prestigiado ele será.
• Prospecto da SER Educacional:
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Reputação dos bancos coordenadores
• “(...) os bancos de investimento disputam ferozmente as posições nos
anúncios que refletem, em última instância, a sua parcela e o seu poder
de venda da oferta” (ALMEIDA, 2010, p.28).
• Os bancos de “segunda linha” ficam com uma quantidade residual de
ações e com uma remuneração menor, apenas para eles designarem
analistas para seguirem a empresa emissora;
• A única posição reservada é a do líder, sempre na primeira linha à
esquerda (ALMEIDA, 2010) (existem exceções – próximo slide).
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Reputação dos bancos coordenadores
• Prospecto da Bovespa
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Banco que estrutura, define o preço e convida outros
subscritores a participar de uma emissão de valores
mobiliários (fonte)
Apenas um foi o coordenador.
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Reputação dos bancos coordenadores
• Resultados no Brasil:
– Não há diferenciação significativa entre os underwriters no mercado brasileiro de
IPOs entre 2004 e 2007.
– No Brasil, a reputação do banco coordenador não tem relação com o processo de
formação e preço das ações em IPOS.
– Verificou-se ainda que:
• Quanto maior a oferta, maior foi o underpricing; (quem ganha e quem perde
com isso no curto prazo?)
– Ainda há campo de pesquisa nessa área no Brasil – vocês podem inclusive
atualizar essa pesquisa.
– Ver apêndices dessa parte da tese (página 48).
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Será, então, que as empresas podem simplesmente contratar
underwriters mais baratos, já que a reputação não influencia?
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Relacionamento entre as partes
• Objetivo: analisar os efeitos da escolha entre “poucos” ou “muitos”
bancos coordenadores nas IPOs no Brasil.
• Partes: acionistas, emissoras e bancos.
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Relacionamento entre as partes
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Qtd. de bancos de primeira (COORD) e segunda (COMAN) linha. TOTALCO é a
quantidade de bancos no consórcio. A VD é o retorno do primeiro dia ajustado
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Relacionamento entre as partes
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VD no painel A é o tamanho da oferta. No painel B é a remuneração dos
coordenadores. Ambas em log.
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Bookbuilding
• Definição: processo utilizado pelos underwriters para chegar a um
preço que interesse aos possíveis investidores.
• Passos:
1. Estabelece-se o intervalo de preços com o mínimo e máximo, num processo de
valuation;
2. É feito o road show, para que os possíveis compradores conheçam o projeto;
3. É indicado pelos investidores quantas ações e quanto eles estão dispostos a
pagar; e
4. Analisam-se as ofertas para decidir sobre o preço, de modo a alcançar a meta
de captação no IPO.
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Métodos para IPOs
• Nós apenas vimos o primeiro, que é o clássico.
• Veja mais no livro de Ross, Westerfield e Jaffe (2002,
p.436)
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Compromisso
firme
Melhores esforços Auction IPO (leilão)
O underwriter
compra as ações
que a empresa
quer lançar a um
preço pré-acordado
e vende aos
investidores a um
preço mais alto.
Há um acordo
entre a empresa e
o underwriter para
vender quantas
ações forem
possíveis ao preço
pré-determinado.
A empresa ou o
underwriter solicita
ofertas dos seus
investidores e
escolhe o preço
mais alto para
vender a emissão
completa.
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Going public... The IPO
• As ações da sua empresa estão distribuídas da seguinte forma:
• Você decidiu fazer o IPO com 6,5 milhões de novas ações. Suponha que
o lucro estimado para este ano será de $ 7,5 milhões, responda:
a) Seu underwriter advertiu que os IPOs recentes de empresas equivalentes foram
feitos com um P/E médio de 20. Qual será o seu preço por ação?
b) Qual será agora a sua porcentagem de participação na empresa?
c) Se você fosse o VC, qual seria sua reação pós-IPO?
d) Com base na sua reação, qual seria o impacto esperado no valor de mercado
das ações?
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Going public... The IPO
• Margoles Publishing recently completed its IPO. The stock was offered
at a price of $14 per share. On the first day of trading, the stock closed
at $19 per share.
a) What was the initial return on Margoles?
b) Who benefited from this underpricing? Who lost, and why?
c) Suppose that the firm subscribed 1 milion of shares. How much money did they
raised?
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Questão conceitual
• Que serviço o underwriter presta em um IPO tradicional/clássico?
• Pesquisar termo: market maker.
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IPO puzzles
• São 4 quebra-cabeças (ver BERK; DEMARZO; HARFORD, 2012, p.425):
1. Na média, os IPOs parecem ser subavaliados: o preço no fim do primeiro dia é
substancialmente maior que o preço do IPO;
2. O número de IPOs é muito cíclico. Quando os tempos são bons, o mercado é
cheio de IPOs; quando os tempos são ruins, o número cai;
3. Os custos de transação dos IPOs são muito altos, e não é claro o motivo pelo
qual as empresas custeiam isso; e
4. O desempenho de longo prazo de uma empresa que se tornou pública
recentemente é fraco. Isto é, em média, uma estratégia de buy-and-hold de 3 a
5 anos parece ser um mau investimento.
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Alguém poderia explorar
isso no Brasil
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SEO – Seasoned Public Offering
• Durante a vida da empresa surgem outras oportunidades de
investimentos que não podem ser financiadas com lucros retidos, então
elas emitem novas ações.
• Os passos são semelhantes aos de um IPO, porém o preço da ação já
existe no mercado.
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Material complementar
• O perfil dos profissionais de capital de risco no Brasil:
https://www.insper.edu.br/wp-content/uploads/2016/09/Profile-of-
Private-Equity-professional-Brazil-Insper-Spectra-2EGT-Analysis.pdf
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Referências
• ASSAF NETO, Alexandre; LIMA, Fabiano G. Curso de administração
financeira. 2ed. São Paulo: Atlas, 2011a.
• ROSS, Stephen A.; WESTERFIELD, Randolph W.; JAFFE, Jeffrey F.
Administração financeira: corporate finance. 2ed. São Paulo: Atlas,
2002.
• BERK, Jonathan; DEMARZO, Peter; HARFORD, Jarrad. Fundamentals of
corporate finance. 2nd ed. Pearson Education, 2012.
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Para ter acesso a mais conteúdos, acesse:
– Blogs
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www.financasaplicadasbrasil.blogspot.com
– Facebook:
www.facebook.com/contabilidademq
– Twitter:
www.twitter.com/contabilidademq
– YouTube:
www.youtube.com/felipepontes16
41

Captação de recursos (capital próprio)

  • 1.
    UNIVERSIDADE FEDERAL DAPARAÍBA Captação de Recursos (capital próprio) grggggggggggggggggggg ggggggggg Luiz Felipe de Araújo Pontes Girão Disciplina: Finanças Aplicadas III Objetivo da aula: apresentar o processo para emissão de ações, bem como as vantagens e desvantagens Conteúdo: Fontes de financiamento com capital próprio; IPO; e SEO.
  • 2.
    Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com Introdução • Joãozinhoestudou a vida toda em uma escola particular que foi paga, com muito esforço, pelos seus pais (os ANJOS/SEED). • Joãozinho entrou na faculdade e logo conseguiu um estágio remunerado, onde aprendeu uma profissão (PRIVATE EQUITY). • Após terminar a faculdade, Joãozinho abriu o seu próprio negócio com alguns amigos como sócios. Esse foi o seu IPO pessoal e, agora, ele pode dar alguma ajuda aos seus pais, com o dinheiro que ganha. • P.s.: essa é uma analogia simples sobre o processo de captação de capital de risco. 2
  • 3.
    Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com INTRODUÇÃO • Fontesde financiamento: capital próprio (“caixa” e ações) e capital de terceiros; • Veremos de forma global e algumas especificidades do Brasil; • Importância: saber o custo efetivo, riscos e garantias das fontes de financiamento de longo prazo e quais são as fontes desses recursos. • Mas antes disso... A miniprova e a discussão de alguns cases de sucesso de venture capital e private equity. Alguns termos vistos nos materiais serão discutidos na aula. 3
  • 4.
    Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com Operações noSFN 4 Mercado monetário Mercado de Crédito Mercado Cambial Mercado de Capitais Curto e Curtíssimo prazo Médio e Longo prazo Mercado acionário: financiamento por meio de recursos próprios (subscrição); Mercado de empréstimos e financiamentos: financiamento por meio de capital de terceiros Nosso foco é o mercado de capitais
  • 5.
    Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com Fontes definanciamento • Investidor-Anjo: investidores/empreendedores/diretores experientes que investem “pequenas” quantias em novas empresas (start-ups), além de auxiliar na gestão. • Vídeo 1 – Investidor-anjo no Jornal da Globo: http://www.youtube.com/watch?v=Nexj0brq4Lk • Vídeo 2 – 1ª Conferência de investidor-anjo no Brasil: http://www.youtube.com/watch?v=PAd32ocE9Z0 • Vídeo 3 – introdução ao investidor anjo • https://www.youtube.com/watch?v=1lqCGth1psY&list=UUhpit7E5EGVbIA- 4TM6cEEQ • Vídeo 4 – Cresce o número de anjos no Brasil • https://www.youtube.com/embed/ZcZ5XZo48qo 5
  • 6.
    Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com Fontes definanciamento • Seed capital: é um anjo em forma de fundo de investimento. Exemplo brasileiro: Criatec. • Venture capital: semelhante ao anjo, porém envolve mais recursos. • Private equity: a diferença para o Venture é que o investimento é feito em empresas mais maduras, geralmente com produtos já consolidados. • Casos de sucesso no site da ABVCaP: http://www.abvcap.com.br/industria-de-pe-vc/casos-de- sucesso.aspx?c=pt-br 6
  • 7.
  • 8.
    Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com Caso doSharkTank Brasil • Supondo que Ricardo pediu R$ 500 mil por 15% de sua empresa, quanto vale a empresa toda? • E se R$ 500 mil fossem referentes a 51% da empresa? • Vocês acham que foi uma boa decisão tomada por Ricardo? Argumentem! • Vídeo completo: https://www.youtube.com/watch?v=pnhlVzEXEe4 8
  • 9.
    Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com • Quaissão as formas de se levantar capital próprio para empresas privadas (apenas as que foram vistas até agora)? • O que é um “investidor-anjo”? • O que é um investidor de capital de risco (venture capital e private equity)? Questões conceituais 9
  • 10.
  • 11.
    Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com IPO: vantagense desvantagens • Vantagens: – Maior liquidez das ações; – Mais acesso a capital (tanto no IPO quanto no follow-on, ou FPO); – Facilita a precificação de unidades de negócios (e.g. Redecard – cisão do Credicard) – Possibilita aos seus investidores (e.g. VC) diversificarem os investimentos. • Desvantagens: – Problemas de agência; – Custos de manutenção, governança etc. 11 CURIOSIDADE: o IPO faz o investidor crescer junto com a empresa? Muitas vezes as pessoas investem no IPO esperando comprar a ação “barata” e esperar o preço subir para vender. Porém antes do IPO a empresa pode ter passado por diversas rodadas de investimentos e o IPO pode servir para o investidor anterior realizar seu lucro. E o que aconteceu quando muita gente vende? (próximo slide - Alliar) Outros mitos sobre o IPO: http://economia.uol.com.br/noticias/infomoney/2 014/05/21/ipo-veja-os-mitos-que-envolvem-a- estreia-de-empresas-na-bolsa.htm
  • 12.
    Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com IPO: vantagense desvantagens • Em 28/10/2016 a Alliar estreou na Bovespa. • Veja o que aconteceu com o preço das ações. • Quem comprou no IPO se deu bem (pensando em curto prazo)? 12
  • 13.
    Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com BRF dizque IPO da OneFoods é uma das opções para financiar a Banvit • A BRF pode financiar a aquisição da turca Banvit por meio de um IPO ou uma capitalização privada da subsidiária OneFoods - empresa dedicada aos mercados muçulmanos, disse ontem, em entrevista ao Valor, o vice-presidente de finanças e relações com investidores da BRF. • "Estamos avaliando uma eventual capitalização da OneFoods, um potencial IPO", disse ele, ressaltando que a BRF também tem recursos em caixa para financiar a compra da Banvit, se assim desejar. "Caixa não é um problema para nós", disse. • Se caixa não é um problema, por que a empresa deveria recorrer à captação de recursos? 13Fonte: http://www.valor.com.br/agro/4832320/brf- diz-que-ipo-da-onefoods-e-uma-das-opcoes-para- financiar-banvit
  • 14.
    Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com BRF dizque IPO da OneFoods é uma das opções para financiar a Banvit • (...) o executivo admitiu que financiar aquisição a partir da própria OneFoods tende a ser mais interessante para a empresa. Com sede em Dubai, a subsidiária "pode ter acesso a taxas mais atraentes do que captar no Brasil", explicou. • O executivo também destacou a sociedade com o fundo soberano do Qatar, que concordou em migrar a participação na Banvit para uma fatia na OneFoods caso a BRF faça mesmo o IPO da subsidiária. • Borges sinalizou ainda que a associação com outros fundo soberanos da região está no radar da BRF. (...) a intenção da OneFoods é estar mais "conectada com a agenda governamental" do Oriente Médio. (...). 14Fonte: http://www.valor.com.br/agro/4832320/brf- diz-que-ipo-da-onefoods-e-uma-das-opcoes-para- financiar-banvit
  • 15.
    Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com IPOs noBrasil • Acesse o site: http://www.bmfbovespa.com.br/pt_br/servicos/ofertas- publicas/sobre-ofertas-publicas/ • Nele vocês poderão acessar os prospectos preliminares (“isca vermelha”), prospecto final, anúncio de início e encerramento, aviso ao mercado, as ofertas em andamento, encerradas etc. • Aqui você encontra as estatísticas dos IPOs e Follow-Ons desde 2004: http://www.bmfbovespa.com.br/lumis/portal/file/fileDownload.jsp?fileId=8A A8D09758C2212501596A56AB8A21FE • Ver os documentos da Ser Educacional. 15
  • 16.
    Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com IPO: oprocesso • Para realizar o IPO, é necessário haver um underwriter (ver exemplos nos prospectos), que gerenciará todo o processo. • Nas ofertas maiores há uma espécie de consórcio de bancos de investimento para realizar IPOs. • Aos mais interessados no assunto, acessar o seguinte site para obter mais informações: http://www.bmfbovespa.com.br/pt_br/listagem/acoes/abertura-de- capital/como-abrir-o-capital/ 16
  • 17.
    Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com Valuation • Juntocom a empresa, os underwriters utilizam técnicas de valuation para formar o preço que será utilizado (vimos isso em Finanças II, fluxos de caixa ou múltiplos). • A maioria dos underwriters utilizam as duas técnicas. Quando há diferenças significativas, eles utilizam a comparação com IPOs recentes (BERK; DEMARZO;HARFORD, 2012). • Road show: o preço é formado, então os representantes da empresa e o principal underwriter viajam o país/mundo divulgando e avaliando o que o mercado pensa sobre o preço. Após isso é realizado o bookbuilding, para então fechar o preço. 17Roadshow do Facebook completo: http://www.youtube.com/watch?v=TyF2UAaMe_E Highlights aqui.
  • 18.
    Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com Exemplo: Valuationusando múltiplos 18 P/E (ou P/L): Valor = E(P/E)*earnings Preço da ação = Valor/S(ações outsdanding) P/R (ou PSR): Valor = E(P/R)*revenues Preço da ação = Valor/S(ações outsdanding)
  • 19.
    Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com Analisando oIPO da SER Educacional • Os grupos devem fazer juntos, podendo separar as questões para cada membro e depois discutir a resposta para finalizar. As respostas finalizadas serão discutidas com a sala toda. • Responda às questões abaixo com base no Anúncio de Início de Oferta do IPO do Grupo SER Educacional: 1. O que diferencia a oferta primária da secundária? 2. Caso você fosse explicar essa oferta a um leigo, como você resumiria a seção “1 A OFERTA”? 3. Descreva o PROCEDIMENTO DA OFERTA. 4. O que diferencia a oferta de varejo da oferta institucional? 5. Como funcionou a garantia firme neste caso? 6. Como foi fixado o preço da ação? Os investidores não institucionais participaram desse processo? 7. Identifique os 4 termos “técnicos” que te chamaram mais a atenção e busque sua definição. • O que levou esta oferta a ser suspensa, em 2013? Aconteceu algo nos últimos tempos (2014/2015) que nos faz pensar que aquilo realmente foi importante? Verifique no Comunicado ao Mercado de Suspensão da Oferta. 19
  • 20.
    Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com Discussão sobrea tese e miniprova • ALMEIDA, Vinício S. O papel do intermediário financeiro em aberturas de capital no Brasil. 2010. 124 f. Tese (Doutorado em Administração). Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto COPPEAD de Administração, Rio de Janeiro, 2010. • Começando com a miniprova. 20
  • 21.
    Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com Reputação dosbancos coordenadores • Objetivo: analisar se no Brasil a atuação dos bancos coordenadores tem caráter de certificação (quanto maior a reputação do banco, menores os retornos iniciais e a volatilidade da ação). • Período: 2004 a 2007. • Hipóteses testadas: – Bancos com maior reputação coordenam ofertas com menor valorização no curto prazo; – Bancos com maior reputação coordenam ofertas com menor dispersão, assim com menor risco; e – Bancos com maior reputação cobram mais pelos seus serviços. 21
  • 22.
    Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com Reputação dosbancos coordenadores • Posição relativa dos bancos coordenadores nos anúncios de ofertas: – As linhas de logomarcas caracterizam a distinção entre “banco de primeira linha” e “banco de segunda linha”. – Quanto mais à esquerda estiver posicionada a logomarca do banco, mais prestigiado ele será. • Prospecto da SER Educacional: 22
  • 23.
    Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com Reputação dosbancos coordenadores • “(...) os bancos de investimento disputam ferozmente as posições nos anúncios que refletem, em última instância, a sua parcela e o seu poder de venda da oferta” (ALMEIDA, 2010, p.28). • Os bancos de “segunda linha” ficam com uma quantidade residual de ações e com uma remuneração menor, apenas para eles designarem analistas para seguirem a empresa emissora; • A única posição reservada é a do líder, sempre na primeira linha à esquerda (ALMEIDA, 2010) (existem exceções – próximo slide). 23
  • 24.
    Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com Reputação dosbancos coordenadores • Prospecto da Bovespa 24 Banco que estrutura, define o preço e convida outros subscritores a participar de uma emissão de valores mobiliários (fonte) Apenas um foi o coordenador.
  • 25.
    Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com Reputação dosbancos coordenadores • Resultados no Brasil: – Não há diferenciação significativa entre os underwriters no mercado brasileiro de IPOs entre 2004 e 2007. – No Brasil, a reputação do banco coordenador não tem relação com o processo de formação e preço das ações em IPOS. – Verificou-se ainda que: • Quanto maior a oferta, maior foi o underpricing; (quem ganha e quem perde com isso no curto prazo?) – Ainda há campo de pesquisa nessa área no Brasil – vocês podem inclusive atualizar essa pesquisa. – Ver apêndices dessa parte da tese (página 48). 25 Será, então, que as empresas podem simplesmente contratar underwriters mais baratos, já que a reputação não influencia?
  • 26.
    Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com Relacionamento entreas partes • Objetivo: analisar os efeitos da escolha entre “poucos” ou “muitos” bancos coordenadores nas IPOs no Brasil. • Partes: acionistas, emissoras e bancos. 26
  • 27.
    Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com Relacionamento entreas partes 27 Qtd. de bancos de primeira (COORD) e segunda (COMAN) linha. TOTALCO é a quantidade de bancos no consórcio. A VD é o retorno do primeiro dia ajustado
  • 28.
    Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com Relacionamento entreas partes 28 VD no painel A é o tamanho da oferta. No painel B é a remuneração dos coordenadores. Ambas em log.
  • 29.
    Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com Bookbuilding • Definição:processo utilizado pelos underwriters para chegar a um preço que interesse aos possíveis investidores. • Passos: 1. Estabelece-se o intervalo de preços com o mínimo e máximo, num processo de valuation; 2. É feito o road show, para que os possíveis compradores conheçam o projeto; 3. É indicado pelos investidores quantas ações e quanto eles estão dispostos a pagar; e 4. Analisam-se as ofertas para decidir sobre o preço, de modo a alcançar a meta de captação no IPO. 29
  • 30.
    Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com Métodos paraIPOs • Nós apenas vimos o primeiro, que é o clássico. • Veja mais no livro de Ross, Westerfield e Jaffe (2002, p.436) 30 Compromisso firme Melhores esforços Auction IPO (leilão) O underwriter compra as ações que a empresa quer lançar a um preço pré-acordado e vende aos investidores a um preço mais alto. Há um acordo entre a empresa e o underwriter para vender quantas ações forem possíveis ao preço pré-determinado. A empresa ou o underwriter solicita ofertas dos seus investidores e escolhe o preço mais alto para vender a emissão completa.
  • 31.
    Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com Going public...The IPO • As ações da sua empresa estão distribuídas da seguinte forma: • Você decidiu fazer o IPO com 6,5 milhões de novas ações. Suponha que o lucro estimado para este ano será de $ 7,5 milhões, responda: a) Seu underwriter advertiu que os IPOs recentes de empresas equivalentes foram feitos com um P/E médio de 20. Qual será o seu preço por ação? b) Qual será agora a sua porcentagem de participação na empresa? c) Se você fosse o VC, qual seria sua reação pós-IPO? d) Com base na sua reação, qual seria o impacto esperado no valor de mercado das ações? 31
  • 32.
    Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com Going public...The IPO • Margoles Publishing recently completed its IPO. The stock was offered at a price of $14 per share. On the first day of trading, the stock closed at $19 per share. a) What was the initial return on Margoles? b) Who benefited from this underpricing? Who lost, and why? c) Suppose that the firm subscribed 1 milion of shares. How much money did they raised? 32
  • 33.
    Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com Questão conceitual •Que serviço o underwriter presta em um IPO tradicional/clássico? • Pesquisar termo: market maker. 33
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    Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com IPO puzzles •São 4 quebra-cabeças (ver BERK; DEMARZO; HARFORD, 2012, p.425): 1. Na média, os IPOs parecem ser subavaliados: o preço no fim do primeiro dia é substancialmente maior que o preço do IPO; 2. O número de IPOs é muito cíclico. Quando os tempos são bons, o mercado é cheio de IPOs; quando os tempos são ruins, o número cai; 3. Os custos de transação dos IPOs são muito altos, e não é claro o motivo pelo qual as empresas custeiam isso; e 4. O desempenho de longo prazo de uma empresa que se tornou pública recentemente é fraco. Isto é, em média, uma estratégia de buy-and-hold de 3 a 5 anos parece ser um mau investimento. 34 Alguém poderia explorar isso no Brasil
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    Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com SEO –Seasoned Public Offering • Durante a vida da empresa surgem outras oportunidades de investimentos que não podem ser financiadas com lucros retidos, então elas emitem novas ações. • Os passos são semelhantes aos de um IPO, porém o preço da ação já existe no mercado. 38
  • 39.
    Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com Material complementar •O perfil dos profissionais de capital de risco no Brasil: https://www.insper.edu.br/wp-content/uploads/2016/09/Profile-of- Private-Equity-professional-Brazil-Insper-Spectra-2EGT-Analysis.pdf 39
  • 40.
    Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com Referências • ASSAFNETO, Alexandre; LIMA, Fabiano G. Curso de administração financeira. 2ed. São Paulo: Atlas, 2011a. • ROSS, Stephen A.; WESTERFIELD, Randolph W.; JAFFE, Jeffrey F. Administração financeira: corporate finance. 2ed. São Paulo: Atlas, 2002. • BERK, Jonathan; DEMARZO, Peter; HARFORD, Jarrad. Fundamentals of corporate finance. 2nd ed. Pearson Education, 2012. 40
  • 41.
    Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com Para teracesso a mais conteúdos, acesse: – Blogs www.contabilidademq.blogspot.com www.financasaplicadasbrasil.blogspot.com – Facebook: www.facebook.com/contabilidademq – Twitter: www.twitter.com/contabilidademq – YouTube: www.youtube.com/felipepontes16 41