Nutrição Enteral vs Nutrição Parenteral

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1º Congresso Internacional "A Pessoa em Situação Crítica"

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  • O esterótipo de belezamudouaolongo dos tempos. Se antes gorduraéformosura, atualmente o “sermagro” éserbelo.
  • Uma panóplia de informação e de meios de acederàmesmaencontram-se àdisposição de todos, mas a forma comocada um a gereémuitodiferente. Poderemosparaistoapontardiferentes fatores: a tãofaladacrise, questõesmonetárias, sociais, culturais, estilo de vida…
  • Uma panóplia de informação e de meios de acederàmesmaencontram-se àdisposição de todos, mas a forma comocada um a gereémuitodiferente. Poderemosparaistoapontardiferentes fatores: a tãofaladacrise, questõesmonetárias, sociais, culturais, estilo de vida…
  • Assumindoquetudo tem explicação…
  • Nestaapresentaçãofarei um paralelismo entre evidência e prática, numaapresentaçãoassenteemnormas de orientaçãoclínica, emanadasporinstituições de referência.
  • No entanto, nãopossoabordarestatemáticasemabordar a desnutrição.
  • E paraumamaximização do plano de tratamento, éessencial um trabalho (efetivo) emequipa.
  • Emquetodosassumamclaramente o seupapel, estandoestebemidentificado.
  • Falar de nutriçãoentéricavsparentéricaécomofalar de um embate entre o Grande ESC e o SLB… fico quasedivididonaminhaescolha! A escolha das vias de administração de Nutrição estábemidentificada e documentada. A opçãoporumaouporoutradeveráseguirumasérie de critérios e propósitos…
  • If peripherally administered PN does not allowfull provision of the patient’s needs then PN should be centrally administered
  • Nutrição Enteral vs Nutrição Parenteral

    1. 1. Nutrição enteral versus parenteral Abílio Cardoso Teixeira Mestre Ciências da Enfermagem | Vogal de Enfermagem da APNEP | Enfermeiro no Serviço de Cuidados Intensivos 1 do CHP-HSA Coordenador do Grupo de Trabalho de Enfermagem da APNEP | Coordenador do Grupo de Trabalho “Prática Baseada na Evidência” do SCI
    2. 2. Maslow (1943): comida e água são duas das mais fundamentais necessidades fisiológicas Roper et al. (1996): consideram comer e beber atividades essenciais ao viver. Falhas nas mesmas requerem suporte de Enfermagem. Abílio Cardoso Teixeira abilio.cardosoteixeira@gmail.com | slideshare/abiliocardosoteixeira
    3. 3. Tudo tem uma explicação! Abílio Cardoso Teixeira abilio.cardosoteixeira@gmail.com | slideshare/abiliocardosoteixeira
    4. 4. Evidência Prática Abílio Cardoso Teixeira abilio.cardosoteixeira@gmail.com | slideshare/abiliocardosoteixeira
    5. 5. Normas de orientação clínica baseadas na evidência em cuidados intensivos são úteis para suportar decisões clínicas (Marshall et al., 2012) Abílio Cardoso Teixeira abilio.cardosoteixeira@gmail.com | slideshare/abiliocardosoteixeira
    6. 6. Abílio Cardoso Teixeira abilio.cardosoteixeira@gmail.com | slideshare/abiliocardosoteixeira
    7. 7. Desnutrição – uma problemática DESnutrição DES Abílio Cardoso Teixeira abilio.cardosoteixeira@gmail.com | slideshare/abiliocardosoteixeira
    8. 8. Desnutrição – uma problemática Desnutrição nos nossos hospitais: Verdade ou mito? Abílio Cardoso Teixeira abilio.cardosoteixeira@gmail.com | slideshare/abiliocardosoteixeira
    9. 9. Desnutrição – uma problemática Verdade! % clientes admitidos em unidades hospitalares: risco de desnutrição (Pedersen, Tewes & Bjerrum, 2011) Abílio Cardoso Teixeira abilio.cardosoteixeira@gmail.com | slideshare/abiliocardosoteixeira
    10. 10. Desnutrição – uma problemática Desnutrição duração do internamento hospitalar tempo de reabilitação qualidade de vida custos Abílio Cardoso Teixeira abilio.cardosoteixeira@gmail.com | slideshare/abiliocardosoteixeira
    11. 11. Desnutrição – uma problemática Abílio Cardoso Teixeira abilio.cardosoteixeira@gmail.com | slideshare/abiliocardosoteixeira
    12. 12. Desnutrição – uma problemática Abílio Cardoso Teixeira abilio.cardosoteixeira@gmail.com | slideshare/abiliocardosoteixeira
    13. 13. NE vs NP Abílio Cardoso Teixeira abilio.cardosoteixeira@gmail.com | slideshare/abiliocardosoteixeira
    14. 14. NE vs NP Nutrição Entérica Nutrição Parentérica mantem integridade da mucosa intestinal. associada a hiperglicemia (pior prognóstico) Associada a:  mortalidade;  infeção;  tempo de internamento melhor relação custo/ beneficio Inicio precoce de NE vs Inicio precoce de NP: sem alterações na mortalidade.  infeção e outras complicações (quando NP isoladamente) Abílio Cardoso Teixeira abilio.cardosoteixeira@gmail.com | slideshare/abiliocardosoteixeira
    15. 15. NE vs NP Abílio Cardoso Teixeira abilio.cardosoteixeira@gmail.com | slideshare/abiliocardosoteixeira
    16. 16. Nutrição Articial: o doente crítico Abílio Cardoso Teixeira abilio.cardosoteixeira@gmail.com | slideshare/abiliocardosoteixeira
    17. 17. Nutrição Articial: o doente crítico Cliente em UCI com pobre estado nutricional, comummente experiencia (ICSI, 2012; Hegazi e Wischmeyer, 2011): disfunção imunitária; fraqueza dos musculos respiratórios; baixa capacidade ventilatória; alterações coagulação; baixa tolerância GI; atraso cicatrização. Abílio Cardoso Teixeira abilio.cardosoteixeira@gmail.com | slideshare/abiliocardosoteixeira
    18. 18. Nutrição Articial: nutrição enteral Evidência Estratégias Formação Avaliação nutricional Monitorização desnutrição do Definição de papeis risco de Aumento recursos Auditorias Lembretes Abílio Cardoso Teixeira abilio.cardosoteixeira@gmail.com | slideshare/abiliocardosoteixeira
    19. 19. Nutrição Articial: nutrição enteral Evidência Estratégias Nutrição Entérica não deve ser administrada a doentes que não estejam desnutridos ou em risco, que não tenham inadequada ou Romper com a tradição Formação insegura ingestão oral (Nível de evidência = A) Abílio Cardoso Teixeira abilio.cardosoteixeira@gmail.com | slideshare/abiliocardosoteixeira
    20. 20. Nutrição Articial: nutrição enteral Evidência Estratégias Doentes desnutridos risco de inadequada ou em desnutrição; ou com insegura ingestão oral, com o trato GI Formação Auditorias disponível: administrar NA, por via entérica (Nível de evidência = B) Abílio Cardoso Teixeira abilio.cardosoteixeira@gmail.com | slideshare/abiliocardosoteixeira
    21. 21. Nutrição Articial: nutrição enteral Evidência Estratégias Romper com a tradição Inicio de NE independente de ruídos intestinais, flatulência ou fezes Formação Auditorias Abílio Cardoso Teixeira abilio.cardosoteixeira@gmail.com | slideshare/abiliocardosoteixeira
    22. 22. Nutrição Articial: nutrição enteral Evidência Estratégias Formação Doente hemodicamente estável e Envolvimento da equipa com trato GI funcionante: • NE Auditoria e monitorização precoce admissão na UCI) (24-48h após Apresentação regular dos resultados Lembretes/ Marketing Abílio Cardoso Teixeira abilio.cardosoteixeira@gmail.com | slideshare/abiliocardosoteixeira
    23. 23. Nutrição Articial: nutrição enteral Evidência Estratégias Formação Envolvimento da equipa Dever-se-á atingir o objetivo calórico entre as 48h-72h. Auditoria e monitorização Apresentação regular dos resultados Lembretes/ Marketing Abílio Cardoso Teixeira abilio.cardosoteixeira@gmail.com | slideshare/abiliocardosoteixeira
    24. 24. Nutrição Articial: nutrição enteral Evidência Estratégias Calorias prescitas: • Calorimetria • Fórmulas (20-25 kcal/kg/dia; 2530 kcal/kg/dia) Caraterísticas da UCI Recursos Adesão da equipa Abílio Cardoso Teixeira abilio.cardosoteixeira@gmail.com | slideshare/abiliocardosoteixeira
    25. 25. Nutrição Articial: nutrição enteral Evidência Estratégias Aspiração tem sido associada a Envolvimento da equipa Avaliação do residuo gástrico: a 500 mL!!! VRG de... 5 Auditoria e monitorização Formação aceitam-se volumes até 500 mL (de forma a otimizar a demanda) Apresentação regular dos resultados Falta de definição em como medir o VRG adequadamente (Makic et al., 2011) Abílio Cardoso Teixeira abilio.cardosoteixeira@gmail.com | slideshare/abiliocardosoteixeira
    26. 26. Nutrição Articial: nutrição enteral Evidência Estratégias Indivíduos com risco nutricional e risco de UP: oferecer Formação suplementos nutricionais hiperproteicos Lembretes Envolvimento da equipa Auditoria e monitorização Apresentação regular dos resultados Abílio Cardoso Teixeira abilio.cardosoteixeira@gmail.com | slideshare/abiliocardosoteixeira
    27. 27. Nutrição Articial: nutrição enteral Estratégias Evidência Lavagem da sonda com 30 mL água: Formação • 4/4h (durante nutrição contínua) Lembretes • antes e após a administração intermitente Auditoria e monitorização Apresentação regular dos resultados • após avaliação VRG Abílio Cardoso Teixeira abilio.cardosoteixeira@gmail.com | slideshare/abiliocardosoteixeira
    28. 28. Nutrição Articial: nutrição enteral Evidência Estratégias Administração de medicação por sonda gástrica: • Não adicionar diretamente à Formação fórmula entérica; com Nutrição Entérica contínua! Envolvimento da equipa Doente • Evitar misturar: Diluir cada Conhecimento dos recursos Deseja alterar a fórmula dos fármacos? fármaco isoladamente Sugestão aquando da prescrição para • Administrar separadamente eventual alteração da fórmula cada medicação, optando, preferencialmente, por fórmulas líquidas Abílio Cardoso Teixeira abilio.cardosoteixeira@gmail.com | slideshare/abiliocardosoteixeira
    29. 29. Nutrição Articial: nutrição enteral Rai, SS ; O'Connor, SN ; Lange, K ; Rivett, J ; Chapman, MJ (2010). Enteral nutrition for patients in septic shock: a retrospective cohort study. Critical Care And Resuscitation 12 (3), pp. 177-81. 43 indivíduos (média idade: 54 anos, DP 20; média de valor APACHE II 20, DP 8): 33 em choque média de tempo de internamento na UCI: 13 dias (3-55 dias); 74% sobreviveram. 17 (40%): receberam 60% das 6 dias) calorias prescritas durante 7 dias (pico de 86% aos 1,4 dias (média) para inicio do suporte nutricional (varia 0-8 dias): sem diferenças nos grupos (com choque/ sem choque) indivíduos em choque: VRG > (sem diferenças no administrado) Abílio Cardoso Teixeira abilio.cardosoteixeira@gmail.com | slideshare/abiliocardosoteixeira
    30. 30. Nutrição Articial: nutrição enteral Montejo, JC; Miñambres, E; Bordejé, L; Mesejo, A; Acosta, J; et al. (2011) Gastric residual volume during enteral nutrition in ICU patients: the REGANE study. Intensive Care Med. 36(8):1386-93. doi: 10.1007/s00134-010-1856-y. Epub 2010 Mar 16. 28 UCI (Espanha): 329 doentes, entubados e ventilados mecanicamente (selecionados aleatoriamente em 2 grupos: controlo (VRG = 200 mL) e experimental (VRG = 500 mL) limite de 500 mL não está associado a efeitos adversos ou complicações GI valor de 500 mL pode ser recomendado como limite normal. Abílio Cardoso Teixeira abilio.cardosoteixeira@gmail.com | slideshare/abiliocardosoteixeira
    31. 31. Nutrição Articial: nutrição enteral Quenot, JP; Plantefeve, G; Baudel, JL; Camilatto, I; Bertholet, E; Cailliod, R; Reignier, J; Rigaud, JP (2010). Bedside adherence to clinical practice guidelines for enteral nutrition in critically ill patients receiving mechanical ventilation: a prospective, multi-centre, observational study. Critical Care, 14 (2), pp. R37. Estudo observacional, multicêntrico, prospetivo (203 doentes: 19 UCI’s, francesas) média da relação prescrito/ administrado, por dia: 43% (37-54) ao 1º dia, aumentando até ao 7º dia. média da relação prescrito/ administrado ao 4º dia: 80% no que às diferentes variáveis concerne: apenas com significado estatistico o VRG Abílio Cardoso Teixeira abilio.cardosoteixeira@gmail.com | slideshare/abiliocardosoteixeira
    32. 32. Nutrição Articial: nutrição parenteral Abílio Cardoso Teixeira abilio.cardosoteixeira@gmail.com | slideshare/abiliocardosoteixeira
    33. 33. Nutrição Articial: nutrição parenteral 24-48h (se nutrição oral não se espera em 3 dias) 1º - administração de fluidos; em doentes bem nutridos – inicio após 7 dias inicio nas 1as 24h nos casos de desnutrição NP não deve ser usado em doentes com trato GI integro. Não iniciar até se tentarem todas as tentativas para otimizar NE Abílio Cardoso Teixeira abilio.cardosoteixeira@gmail.com | slideshare/abiliocardosoteixeira
    34. 34. Nutrição Articial: nutrição parenteral NE + NP? Abílio Cardoso Teixeira abilio.cardosoteixeira@gmail.com | slideshare/abiliocardosoteixeira
    35. 35. Nutrição Articial: nutrição parenteral Administração: 1 sistema de administração para as 24h Manipulação: 1 manipulação nas 24h Risco de contaminação:  risco de contaminação Tempo de preparação:  tempo de preparação Número de erros:  número de erros Compatibilidade e estabilidade: documentadas Tempo de validade:  validade Conservação: conservação mais fácil Abílio Cardoso Teixeira abilio.cardosoteixeira@gmail.com | slideshare/abiliocardosoteixeira
    36. 36. Nutrição Articial: nutrição parenteral se osmolalidade < 850 mosm/l Abílio Cardoso Teixeira abilio.cardosoteixeira@gmail.com | slideshare/abiliocardosoteixeira
    37. 37. Nutrição Articial: nutrição parenteral Abílio Cardoso Teixeira abilio.cardosoteixeira@gmail.com | slideshare/abiliocardosoteixeira
    38. 38. Nutrição Articial: nutrição parenteral Evidência Estratégias Preparação! Formação + questionários Aditivação: Lembretes PO43-; Na+ e/ou K+; Mg+; Ca2+ Recursos Oligoelementos Vitaminas Abílio Cardoso Teixeira abilio.cardosoteixeira@gmail.com | slideshare/abiliocardosoteixeira
    39. 39. Nutrição Articial: nutrição parenteral Evidência Estratégias Formação Recursos Caraterísticas da UCI Abílio Cardoso Teixeira abilio.cardosoteixeira@gmail.com | slideshare/abiliocardosoteixeira
    40. 40. Nutrição Articial: nutrição parenteral Evidência Estratégias Troca adesivo CVC 7/7 dias (se transparente) Formação Recursos Caraterísticas da UCI Troca 24/ 24h dos sistemas de Auditoria e Monitorização perfusão Abílio Cardoso Teixeira abilio.cardosoteixeira@gmail.com | slideshare/abiliocardosoteixeira
    41. 41. Nutrição Articial: nutrição parenteral Hiperglicemia Hipoglicemia Resposta Desidratação Infeção Sistémica Infecção/ Inflamação Embolia Flebite Hemorragia Abílio Cardoso Teixeira abilio.cardosoteixeira@gmail.com | slideshare/abiliocardosoteixeira
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