Abílio Cardoso TeixeiraAbílio Cardoso Teixeira
abilio.cardosoteixeira@gmail.com
Nutrição Entérica – Suspensão para procedimentosNutrição Entérica – Suspensão para procedimentosNutrição Entérica – Suspensão para procedimentosNutrição Entérica – Suspensão para procedimentos
Um muito obrigado a todos os que de alguma forma colaboraram neste trabalho…Um muito obrigado a todos os que de alguma forma colaboraram neste trabalho…
3NE – Suspensão para procedimentos (Abílio Cardoso Teixeira)
Conteúdo Diapositivo
1. NE em Cuidados Intensivos – Porquê? 4
2. A realidade do SCI1 8
3. SCI1 – Protocolo de NE 15
4. A reflectir… 16
5. Concluindo 22
6. Bibliografia 23
0. Sumário0. Sumário
4
• Área que suscita controvérsia
• Nutrição entérica: consensual que deve ser iniciada
precocemente
– Impede atrofia da mucosa intestinal;
– Reduz crescimento e translocação de bactérias;
– Diminui os riscos relacionados com a cateterização de acessos
venosos centrais;
– Diminui a incidência de sépsis;
– Reduz a incidência de erosão gástrica e úlcera de stress;
– Menos dispendiosa.
NE – Suspensão para procedimentos (Abílio Cardoso Teixeira)
1. NE em Cuidados Intensivos –1. NE em Cuidados Intensivos –
Porquê?Porquê?
• ESPEN Guidelines on Enteral Nutrition
– “During the acute and initial phase of critical illness an exogenous
energy supply in excess of 20–25 kcal/kg BW/day may be associated
with a less favourable outcome”
– “During recovery (anabolic flow phase), the aim should be to provide
25–30 total kcal/kg BW/day”
– “(…) target values of 25–30 total kcal/kg BW/day for men and 20–25
total kcal/kg BW/day for women may be too much during the first 72–
96 h of critical illness.
5NE – Suspensão para procedimentos (Abílio Cardoso Teixeira)
1. NE em Cuidados Intensivos –1. NE em Cuidados Intensivos –
Porquê?Porquê?
• Heyland et. al (2004)
– Uso de NE em detrimento de NP:
• diminuição da incidência da infecções;
• Custo mais baixo;
• Assim, deve ser primeira escolha.
• AUSPEN Clinical Practice Guidelines (2005)
– Guideline development should be multidisciplinary.
– Guidelines should be flexible and adaptable so that individual
circumstances can be taken into consideration.
6NE – Suspensão para procedimentos (Abílio Cardoso Teixeira)
1. NE em Cuidados Intensivos –1. NE em Cuidados Intensivos –
Porquê?Porquê?
• Canadian Clinical Practice Guidelines (2007):
– “(…) strongly recommend the use of enteral nutrition over parenteral
nutrition”
– “(…) recommend early enteral nutrition (within 24-48 hours following
admission to ICU) in critically ill patients”
– “(…) If a feeding protocol is to be used, based on 1 level 2 study, a
protocol that incorporates prokinetics (metaclopromide) at initiation
and tolerates a higher gastric residual volume (250 mls) should be
considered as a strategy to optimize delivery of enteral nutrition in
critically ill adult patients”
7NE – Suspensão para procedimentos (Abílio Cardoso Teixeira)
1. NE em Cuidados Intensivos –1. NE em Cuidados Intensivos –
Porquê?Porquê?
• SCI1 (Centro Hospitalar do Porto,
EPE –Hospital de Santo António):
Serviço de Cuidados Intensivos,
polivalente;
• Recebe doentes que,
necessitando de monitorização
contínua e/ou ventilação
artificial, têm patologias do foro
neurocirúrgico ou cirúrgico,
enquadrando-se neste último
grupo os transplantados
hepáticos e reno-pancreáticos.
8NE – Suspensão para procedimentos (Abílio Cardoso Teixeira)
2. A realidade do SCI 12. A realidade do SCI 1
9NE – Suspensão para procedimentos (Abílio Cardoso Teixeira)
166
15
138
76 70
0
50
100
150
200
Doentes
1
Diagnóstico Médico Inicial
Internamentos (2007)
Neurológico / Neurocirúrgico/
TCE
Politraumatizado com/sem TCE
Cirúrgico
Médico
Outros/ desconhecido/ falta de
informação
2. A realidade do SCI 12. A realidade do SCI 1
10NE – Suspensão para procedimentos (Abílio Cardoso Teixeira)
Dados estatísticos comparativos entre 2006 e 2007
De realçar:
• Tempo médio de internamento: 6.25
2. A realidade do SCI 12. A realidade do SCI 1
11NE – Suspensão para procedimentos (Abílio Cardoso Teixeira)
Indicadores de Produtividade 2006
2. A realidade do SCI 12. A realidade do SCI 1
12NE – Suspensão para procedimentos (Abílio Cardoso Teixeira)
Dados estatísticos comparativos entre 2005 e 2006
2. A realidade do SCI 12. A realidade do SCI 1
13NE – Suspensão para procedimentos (Abílio Cardoso Teixeira)
Nota: GDH – Grupo Diagnóstico Homogéneo
2. A realidade do SCI 12. A realidade do SCI 1
14NE – Suspensão para procedimentos (Abílio Cardoso Teixeira)
2. A realidade do SCI 12. A realidade do SCI 1
15NE – Suspensão para procedimentos (Abílio Cardoso Teixeira)
Pontos Chave:
1º ao 4º dia: 20 Kcal/ kg/ dia. Polimérica isocalórica: 1 Kcal = 1 mL
1º ao 4º dia: 25 Kcal/ kg/ dia. Polimérica hipercalórica: 1,5 Kcal = 1 mL
Resíduo gástrico (RG) > 200 mL
– Avaliação de RG:
• Antes de administrar NE;
• 8h após inicio da perfusão;
• Antes de progredir no ritmo de perfusão;
• No turno da tarde/ SOS.
Administração de metoclopramida (EV, 10 mg)
3. SCI 1 – Protocolo de NE3. SCI 1 – Protocolo de NE
16NE – Suspensão para procedimentos (Abílio Cardoso Teixeira)
• Administração de Procinéticos (Ex.: Metoclopramida)
– Acelera o esvaziamento gástrico.
– No entanto administração concomitante de fármacos que funcionam
em sentido inverso (morfina, noradrenalina…)
• Volume do líquido gástrico depende (ORTENZI et al,
2001):
– Secreção gástrica (50 ml/hora para um adulto);
– Deglutição de saliva (1ml/kg/h);
– Características dos alimentos ingeridos (sólidos ou líquidos);
– Velocidade de esvaziamento gástrico.
4. A reflectir4. A reflectir
17NE – Suspensão para procedimentos (Abílio Cardoso Teixeira)
Líquidos sem resíduos 2 horas (qualquer idade)
Leite materno 4 horas (lactentes que só mamam no peito)
Fórmula infantil 6 horas
Refeição leve (alimentos que não
contenham gordura)
6 horas (crianças maiores de três anos e adultos)
Leite não humano e sólidos 6 horas – lactentes; 8 horas – crianças maiores de
três anos e adultos
(American Anesthesiology Associaction cit. ORTENZI et al, 2001)
4. A reflectir4. A reflectir
18NE – Suspensão para procedimentos (Abílio Cardoso Teixeira)
• Esvaziamento gástrico
– Em 86 % dos voluntários estudados – EG
= 150 minutos (VALADARES et al, 2006)
• Porém em CI:
– Fármacos – noradrenalina, morfina, …
– Hiperglicemia
4. A reflectir4. A reflectir
FIRMAN et al., 2000
19NE – Suspensão para procedimentos (Abílio Cardoso Teixeira)
• Interromper: porquê?
– Risco de aspiração do conteúdo gástrico
• Ou seja, interrupção: inevitável!
• E, como consequência do aumento do tempo de
internamento
– Realização de traqueotomias
– Ida ao Bloco Operatório/ Ida a Imagiologia
4. A reflectir4. A reflectir
20NE – Suspensão para procedimentos (Abílio Cardoso Teixeira)
• O que acontece por vezes?
• Doente apenas faz 50% das calorias prescritas por dia (12h de NE
parada)
• Por vezes o procedimento é adiado ou atrasado
– Erro
– Médico
– Enfermagem
– Decisão
4. A reflectir4. A reflectir
21NE – Suspensão para procedimentos (Abílio Cardoso Teixeira)
• Sr. J; Pós-operatório de Drenagem de HSD
Para realização de TQ Percutânea - Pausa alimentar: 0h-17h
• Sra. M; Pós-operatório de Drenagem de HSD
Para realização de TQ Percutânea - Pausa alimentar: 0h-21h
• Sra A; Insuficiência Respiratória (?)
Para realização de broncofibroscopia - Pausa alimentar: 0h-11h
• Sra. E; Pós-operatório de Drenagem de HSA
Para realização de TQ Percutânea - Pausa alimentar: 0h-17h
4. A reflectir4. A reflectir
22NE – Suspensão para procedimentos (Abílio Cardoso Teixeira)
5. Concluindo…5. Concluindo…
• Adaptar as normas da ASA à realidade de CI’s
– Necessidade de estudos
• Medidas capazes de minimizar as perdas
… porque “quem decide pode errar,
quem não decide já errou” (Herbert
Von Karajan).
23NE – Suspensão para procedimentos (Abílio Cardoso Teixeira)
6. Bibliografia6. Bibliografia
BORDALO, Maria; ANES, Cesaltina; ALMEIDA, Vítor – Alimentação entérica no doente crítico: uma perspectiva de Enfermagem. Revista da Sociedade Portuguesa de Cuidados Intensivos. Vol.8 –
nº1. Junho. 1999, ISSN 0872 – 3087
CAMILO, Maria Ermelinda – Manual prático de nutrição clínica no adulto: oral, entérica e parentérica. Lisboa: Dinalivro, 2001
CASARETT, David et al. – Appropriate use of artificial nutrition and hydratation: fundamental principles and recomendations. The New England Journal of Medicine. 353;24. Dezembro. 2005. p.
2607-2612
FIRMAN, Claudia et al – Avaliação qualitativa e quantitativa do esvaziamento gástrico através do método vídeofluoroscópico. Arquivos de Gastroenterologia. Vol.37 – nº 2. 2000.
GUIDELINES AND POSITION PAPERS FROM THE EUROPEAN SOCIETY FOR CLINICAL NUTRITION AND METABOLISM. ESPEN Guidelines on Adult Enteral Nutrition. Clinical Nutrition . nº 25. 2006. p.
177-360
GONÇALVES, Fabienne - Desnutrição Hospitalar : o papel do médico. Revista APNEP. Vol.1 – nº1. Abril. 2007. ISSN 1646-7183. p.17
GRAMLICH, L; KICHIAN, G.; Pinilla, J.; RODYCH, N.J.; DHALIVAL, R.; HEYLAND, D.K. - Does enteral nutrition compared to parenteral nutrition result in better outcomes in critically ill adult patients? A
systematic review of the literature. Nutrition 20; 10. 2004. p. 843-848.
HEYLAND, Daren et al.- Nutrition support in the critical care setting: current practice in canadian ICUs--opportunities for improvement?. JPEN. Vol.27 – nº1. Janeiro - Fevereiro. 2003. p. 74-83
HEYLAND, Daren et al. - Canadian Critical Care Clinical Practice Guidelines Committee. Canadian clinical practice guidelines for nutrition support in mechanically ventilated, critically ill adult
patients.. J PEN. Vol. 27 – nº 5. Setembro – Outubro. 2003. p.355-373
LOPES, Vitor; CUNHA, João – Nutrição entérica no doente crítico: vantagens, mitos e realidades. Revista da Sociedade Portuguesa de Cuidados Intensivos. Vol.8 - nº1. Junho. 1999, ISSN 0872-3087
ORTENZI, António et al. – Recomendações para Jejum Pré-Anestésico. Consenso de jejum pré-anestésico da Sociedade de Anestesiologia do Estado de São Paulo - Jornada Paulista de
Anestesiologia 2001 - Jornada de Anestesiologia do Sudeste Brasileiro 2001. Disponivel para download em: http://www.saesp.org.br/eventos/livro%20SAESP-Recomenda%E7%F5es
%20para%20jejum%20pr%E9-anest%E9sico.pdf (em Março de 2008)
ROSA, I. et al. – Nutrição entérica em cuidados intensivos. GE. Vol.12 . Julho - Agosto. 2005
VALADARES, Cristina et al. - Apresentação da técnica de estudo do tempo de esvaziamento gástrico por meio da ultra-sonografia. Radiologia Brasileira. Vol. 39 – nº 1. Janeiro/ Fevereiro, 2006.

Suspensão da Nutrição Enterica para Procedimentos

  • 1.
    Abílio Cardoso TeixeiraAbílioCardoso Teixeira abilio.cardosoteixeira@gmail.com Nutrição Entérica – Suspensão para procedimentosNutrição Entérica – Suspensão para procedimentosNutrição Entérica – Suspensão para procedimentosNutrição Entérica – Suspensão para procedimentos
  • 2.
    Um muito obrigadoa todos os que de alguma forma colaboraram neste trabalho…Um muito obrigado a todos os que de alguma forma colaboraram neste trabalho…
  • 3.
    3NE – Suspensãopara procedimentos (Abílio Cardoso Teixeira) Conteúdo Diapositivo 1. NE em Cuidados Intensivos – Porquê? 4 2. A realidade do SCI1 8 3. SCI1 – Protocolo de NE 15 4. A reflectir… 16 5. Concluindo 22 6. Bibliografia 23 0. Sumário0. Sumário
  • 4.
    4 • Área quesuscita controvérsia • Nutrição entérica: consensual que deve ser iniciada precocemente – Impede atrofia da mucosa intestinal; – Reduz crescimento e translocação de bactérias; – Diminui os riscos relacionados com a cateterização de acessos venosos centrais; – Diminui a incidência de sépsis; – Reduz a incidência de erosão gástrica e úlcera de stress; – Menos dispendiosa. NE – Suspensão para procedimentos (Abílio Cardoso Teixeira) 1. NE em Cuidados Intensivos –1. NE em Cuidados Intensivos – Porquê?Porquê?
  • 5.
    • ESPEN Guidelineson Enteral Nutrition – “During the acute and initial phase of critical illness an exogenous energy supply in excess of 20–25 kcal/kg BW/day may be associated with a less favourable outcome” – “During recovery (anabolic flow phase), the aim should be to provide 25–30 total kcal/kg BW/day” – “(…) target values of 25–30 total kcal/kg BW/day for men and 20–25 total kcal/kg BW/day for women may be too much during the first 72– 96 h of critical illness. 5NE – Suspensão para procedimentos (Abílio Cardoso Teixeira) 1. NE em Cuidados Intensivos –1. NE em Cuidados Intensivos – Porquê?Porquê?
  • 6.
    • Heyland et.al (2004) – Uso de NE em detrimento de NP: • diminuição da incidência da infecções; • Custo mais baixo; • Assim, deve ser primeira escolha. • AUSPEN Clinical Practice Guidelines (2005) – Guideline development should be multidisciplinary. – Guidelines should be flexible and adaptable so that individual circumstances can be taken into consideration. 6NE – Suspensão para procedimentos (Abílio Cardoso Teixeira) 1. NE em Cuidados Intensivos –1. NE em Cuidados Intensivos – Porquê?Porquê?
  • 7.
    • Canadian ClinicalPractice Guidelines (2007): – “(…) strongly recommend the use of enteral nutrition over parenteral nutrition” – “(…) recommend early enteral nutrition (within 24-48 hours following admission to ICU) in critically ill patients” – “(…) If a feeding protocol is to be used, based on 1 level 2 study, a protocol that incorporates prokinetics (metaclopromide) at initiation and tolerates a higher gastric residual volume (250 mls) should be considered as a strategy to optimize delivery of enteral nutrition in critically ill adult patients” 7NE – Suspensão para procedimentos (Abílio Cardoso Teixeira) 1. NE em Cuidados Intensivos –1. NE em Cuidados Intensivos – Porquê?Porquê?
  • 8.
    • SCI1 (CentroHospitalar do Porto, EPE –Hospital de Santo António): Serviço de Cuidados Intensivos, polivalente; • Recebe doentes que, necessitando de monitorização contínua e/ou ventilação artificial, têm patologias do foro neurocirúrgico ou cirúrgico, enquadrando-se neste último grupo os transplantados hepáticos e reno-pancreáticos. 8NE – Suspensão para procedimentos (Abílio Cardoso Teixeira) 2. A realidade do SCI 12. A realidade do SCI 1
  • 9.
    9NE – Suspensãopara procedimentos (Abílio Cardoso Teixeira) 166 15 138 76 70 0 50 100 150 200 Doentes 1 Diagnóstico Médico Inicial Internamentos (2007) Neurológico / Neurocirúrgico/ TCE Politraumatizado com/sem TCE Cirúrgico Médico Outros/ desconhecido/ falta de informação 2. A realidade do SCI 12. A realidade do SCI 1
  • 10.
    10NE – Suspensãopara procedimentos (Abílio Cardoso Teixeira) Dados estatísticos comparativos entre 2006 e 2007 De realçar: • Tempo médio de internamento: 6.25 2. A realidade do SCI 12. A realidade do SCI 1
  • 11.
    11NE – Suspensãopara procedimentos (Abílio Cardoso Teixeira) Indicadores de Produtividade 2006 2. A realidade do SCI 12. A realidade do SCI 1
  • 12.
    12NE – Suspensãopara procedimentos (Abílio Cardoso Teixeira) Dados estatísticos comparativos entre 2005 e 2006 2. A realidade do SCI 12. A realidade do SCI 1
  • 13.
    13NE – Suspensãopara procedimentos (Abílio Cardoso Teixeira) Nota: GDH – Grupo Diagnóstico Homogéneo 2. A realidade do SCI 12. A realidade do SCI 1
  • 14.
    14NE – Suspensãopara procedimentos (Abílio Cardoso Teixeira) 2. A realidade do SCI 12. A realidade do SCI 1
  • 15.
    15NE – Suspensãopara procedimentos (Abílio Cardoso Teixeira) Pontos Chave: 1º ao 4º dia: 20 Kcal/ kg/ dia. Polimérica isocalórica: 1 Kcal = 1 mL 1º ao 4º dia: 25 Kcal/ kg/ dia. Polimérica hipercalórica: 1,5 Kcal = 1 mL Resíduo gástrico (RG) > 200 mL – Avaliação de RG: • Antes de administrar NE; • 8h após inicio da perfusão; • Antes de progredir no ritmo de perfusão; • No turno da tarde/ SOS. Administração de metoclopramida (EV, 10 mg) 3. SCI 1 – Protocolo de NE3. SCI 1 – Protocolo de NE
  • 16.
    16NE – Suspensãopara procedimentos (Abílio Cardoso Teixeira) • Administração de Procinéticos (Ex.: Metoclopramida) – Acelera o esvaziamento gástrico. – No entanto administração concomitante de fármacos que funcionam em sentido inverso (morfina, noradrenalina…) • Volume do líquido gástrico depende (ORTENZI et al, 2001): – Secreção gástrica (50 ml/hora para um adulto); – Deglutição de saliva (1ml/kg/h); – Características dos alimentos ingeridos (sólidos ou líquidos); – Velocidade de esvaziamento gástrico. 4. A reflectir4. A reflectir
  • 17.
    17NE – Suspensãopara procedimentos (Abílio Cardoso Teixeira) Líquidos sem resíduos 2 horas (qualquer idade) Leite materno 4 horas (lactentes que só mamam no peito) Fórmula infantil 6 horas Refeição leve (alimentos que não contenham gordura) 6 horas (crianças maiores de três anos e adultos) Leite não humano e sólidos 6 horas – lactentes; 8 horas – crianças maiores de três anos e adultos (American Anesthesiology Associaction cit. ORTENZI et al, 2001) 4. A reflectir4. A reflectir
  • 18.
    18NE – Suspensãopara procedimentos (Abílio Cardoso Teixeira) • Esvaziamento gástrico – Em 86 % dos voluntários estudados – EG = 150 minutos (VALADARES et al, 2006) • Porém em CI: – Fármacos – noradrenalina, morfina, … – Hiperglicemia 4. A reflectir4. A reflectir FIRMAN et al., 2000
  • 19.
    19NE – Suspensãopara procedimentos (Abílio Cardoso Teixeira) • Interromper: porquê? – Risco de aspiração do conteúdo gástrico • Ou seja, interrupção: inevitável! • E, como consequência do aumento do tempo de internamento – Realização de traqueotomias – Ida ao Bloco Operatório/ Ida a Imagiologia 4. A reflectir4. A reflectir
  • 20.
    20NE – Suspensãopara procedimentos (Abílio Cardoso Teixeira) • O que acontece por vezes? • Doente apenas faz 50% das calorias prescritas por dia (12h de NE parada) • Por vezes o procedimento é adiado ou atrasado – Erro – Médico – Enfermagem – Decisão 4. A reflectir4. A reflectir
  • 21.
    21NE – Suspensãopara procedimentos (Abílio Cardoso Teixeira) • Sr. J; Pós-operatório de Drenagem de HSD Para realização de TQ Percutânea - Pausa alimentar: 0h-17h • Sra. M; Pós-operatório de Drenagem de HSD Para realização de TQ Percutânea - Pausa alimentar: 0h-21h • Sra A; Insuficiência Respiratória (?) Para realização de broncofibroscopia - Pausa alimentar: 0h-11h • Sra. E; Pós-operatório de Drenagem de HSA Para realização de TQ Percutânea - Pausa alimentar: 0h-17h 4. A reflectir4. A reflectir
  • 22.
    22NE – Suspensãopara procedimentos (Abílio Cardoso Teixeira) 5. Concluindo…5. Concluindo… • Adaptar as normas da ASA à realidade de CI’s – Necessidade de estudos • Medidas capazes de minimizar as perdas … porque “quem decide pode errar, quem não decide já errou” (Herbert Von Karajan).
  • 23.
    23NE – Suspensãopara procedimentos (Abílio Cardoso Teixeira) 6. Bibliografia6. Bibliografia BORDALO, Maria; ANES, Cesaltina; ALMEIDA, Vítor – Alimentação entérica no doente crítico: uma perspectiva de Enfermagem. Revista da Sociedade Portuguesa de Cuidados Intensivos. Vol.8 – nº1. Junho. 1999, ISSN 0872 – 3087 CAMILO, Maria Ermelinda – Manual prático de nutrição clínica no adulto: oral, entérica e parentérica. Lisboa: Dinalivro, 2001 CASARETT, David et al. – Appropriate use of artificial nutrition and hydratation: fundamental principles and recomendations. The New England Journal of Medicine. 353;24. Dezembro. 2005. p. 2607-2612 FIRMAN, Claudia et al – Avaliação qualitativa e quantitativa do esvaziamento gástrico através do método vídeofluoroscópico. Arquivos de Gastroenterologia. Vol.37 – nº 2. 2000. GUIDELINES AND POSITION PAPERS FROM THE EUROPEAN SOCIETY FOR CLINICAL NUTRITION AND METABOLISM. ESPEN Guidelines on Adult Enteral Nutrition. Clinical Nutrition . nº 25. 2006. p. 177-360 GONÇALVES, Fabienne - Desnutrição Hospitalar : o papel do médico. Revista APNEP. Vol.1 – nº1. Abril. 2007. ISSN 1646-7183. p.17 GRAMLICH, L; KICHIAN, G.; Pinilla, J.; RODYCH, N.J.; DHALIVAL, R.; HEYLAND, D.K. - Does enteral nutrition compared to parenteral nutrition result in better outcomes in critically ill adult patients? A systematic review of the literature. Nutrition 20; 10. 2004. p. 843-848. HEYLAND, Daren et al.- Nutrition support in the critical care setting: current practice in canadian ICUs--opportunities for improvement?. JPEN. Vol.27 – nº1. Janeiro - Fevereiro. 2003. p. 74-83 HEYLAND, Daren et al. - Canadian Critical Care Clinical Practice Guidelines Committee. Canadian clinical practice guidelines for nutrition support in mechanically ventilated, critically ill adult patients.. J PEN. Vol. 27 – nº 5. Setembro – Outubro. 2003. p.355-373 LOPES, Vitor; CUNHA, João – Nutrição entérica no doente crítico: vantagens, mitos e realidades. Revista da Sociedade Portuguesa de Cuidados Intensivos. Vol.8 - nº1. Junho. 1999, ISSN 0872-3087 ORTENZI, António et al. – Recomendações para Jejum Pré-Anestésico. Consenso de jejum pré-anestésico da Sociedade de Anestesiologia do Estado de São Paulo - Jornada Paulista de Anestesiologia 2001 - Jornada de Anestesiologia do Sudeste Brasileiro 2001. Disponivel para download em: http://www.saesp.org.br/eventos/livro%20SAESP-Recomenda%E7%F5es %20para%20jejum%20pr%E9-anest%E9sico.pdf (em Março de 2008) ROSA, I. et al. – Nutrição entérica em cuidados intensivos. GE. Vol.12 . Julho - Agosto. 2005 VALADARES, Cristina et al. - Apresentação da técnica de estudo do tempo de esvaziamento gástrico por meio da ultra-sonografia. Radiologia Brasileira. Vol. 39 – nº 1. Janeiro/ Fevereiro, 2006.

Notas do Editor

  • #5 NE – frequentemente esquecida, apesar de ser consensual o reconhecer da importância da instituição precoce de um suporte nutricional
  • #10 A realçar: os dois principais grupos de doentes: grupo de doentes que amiúde tem que recorrer ao BO e/ou serviço de imagiologia.
  • #11 Associar à necessidade de realização de TQ percutânea
  • #13 A realçar: idade e factores associados ao aumento da EMV
  • #14 Tempo de internamento por GDH. De realçar GCD4 e o GCD7