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  1. 1. SONDAGEM NASOGÁSTRICA/ NASOENTÉRICA, RETAL E OSTOMIAS Profº Fabiano
  2. 2. Terapia Nutricional Considerações Gerais Entende-se por terapia nutricional um conjunto de procedimentos terapêuticos empregados para manutenção ou recuperação do estado nutricional, por meio da nutrição enteral ou parenteral. A via de escolha de acesso depende das condições do paciente e da possibilidade ou não do uso do trato gastrintestinal.
  3. 3. Nutrição Enteral A nutrição enteral (NE) é considerada a preferida da terapia nutricional, pois apresenta várias vantagens fisiológicas, metabólicas, de segurança e de custo/beneficio em relação à nutrição parenteral.
  4. 4. Seleção de vias de acesso Deve-se primeiramente, estimar o tempo de terapia nutricional para a escolha da melhor via de acesso. Sonda Nasogástrica  Indicada nos primeiros dias de terapia nutricional, apenas para adaptação da dieta, não devendo exceder o prazo de 7 dias desde que seja de pequeno calibre ou utilizada apenas para drenagem gástrica (neste caso de maior calibre).  Pode causar ulcerações de mucosa, refluxo gastro-esofágico, aumento do risco de aspiração e complicações.
  5. 5. Sonda Nasoenterica  Embora não seja consensual, seis semanas parece ser um período estimado para diferenciar nutrição enteral.
  6. 6.  A sonda nasoenteral por períodos prolongados pode também levar a complicações tardias como migração da sonda (especialmente para o esôfago), aspiração pulmonar das soluções infundidas, lesão de mucosa do trato gastrintestinal pela ponta da sonda, infecção de vias aéreas e trato respiratório superior, estenose esofágica e paralisia das cordas vocais.
  7. 7. Sonda Nasogástrica (SNG) e Orogástrica (SOG) Objetivo  Facilitar o acesso a cavidade gástrica- permitindo tratamentos como administração de alimentos, medicamentos, etc., em pacientes incapacitados, comatosos, debilitados.  Drenagem de conteúdo gástrico – sangue, secreção gástrica, gases (alterações metabólicas), medicamentos, etc.  Em caso de obstrução intestinal ou pós cirúrgica (íleo paralitico), prevenindo ou aliviando náuseas, vômitos ou distensão.  Finalidade diagnóstica, pela analise do conteúdo gástrico nas intoxicações exógenas, etc.
  8. 8.  Objetivo  Administrar alimentos, medicamentos em clientes inconscientes, desnutridas, com recusa alimentar, nos prematuros que não apresentam reflexo de sucção e deglutição, em pós-operatórios, cliente em ventilação mecânica e em caso de obstrução intestinal;
  9. 9. Conceito  É um tubo de cloreto de polivinila (PVC) que, quando prescrito pelo médico para drenagem ou alimentação por sonda, deve ser tecnicamente introduzido desde a narina até o estômago.
  10. 10. Contra-indicações  Estenose de esôfago  Varizes esofagianas sem sangramento (a sonda pode ferir as varizes ou deslocar coágulos tamponantes)  Pós-operatório de cirurgia realizada via transnasal.  Disjunção craniofacial pela possibilidade de invasão cerebral com a sonda.
  11. 11. Competência  Compete ao enfermeiro a execução da rotina.
  12. 12. Material Necessário  Sonda nasogástrica (mulher 14 a 16, homem 16 a 18)  Vaselina ou anestésico gel a 2% (Xilocaína gel) ou spray  Luvas de procedimento  Esparadrapo ou micropore  Seringa de 10 ou 20ml  Estetoscópio  Gazes  Cuba rim  Benzina ou éter  Água em um copo (se paciente lúcido)  Tolha/compressa  Biombo s/n
  13. 13. Materiais utilizados seringa Espara-drapo Estetos-cópiuo Luvas de procedimentos xilocaína SNG
  14. 14. PROCEDIMENTO  1. Explicar o procedimento e sua finalidade ao paciente e/ou ao acompanhante; Preparo psicológico do paciente quando possível  2. Reunir o material;  3. Colocar biombos em volta do leito;  4. Lavar as mãos  5. Colocar o paciente em posição de Fowler alta – 45º, caso isso não seja possível, posicioná-lo em decúbito dorsal com a cabeça lateralizada para evitar possível aspiração;  6. Proteger o tórax com a toalha  7. Inspecionar as narinas quanto à presença de obstrução e fratura, com o objetivo de determinar qual é a mais adequada.
  15. 15.  7. Limpar a cavidade nasal e remover a oleosidade da pele, tanto do nariz quanto da testa, usando álcool à 70%;  8.Preparar pedaços de esparadrapos para fixação da sonda  9. Calçar as luvas de procedimento;  10. Verificar se a sonda está íntegra;  11. Verificar o comprimento da sonda que será introduzida, sem tocar no paciente.  12. Medir a distância da ponta do nariz até o lóbulo da orelha e, do lóbulo da orelha até o apêndice xifóide.  13. Marcar essa distância na sonda utilizando fita adesiva.
  16. 16.  Quando a sonda passar pela orofaringe, fazer uma pausa para diminuir a possibilidade de vômito. Examinar a orofaringe para certificar-se de que a sonda não se encontra enrolada.  A partir deste momento, observar se há presença de sinais que possam indicar que a sonda foi introduzida nas vias aéreas, como cianose, dispnéia ou tosse.  Pedir ao paciente que flexione levemente a cabeça para frente.  Continuar delicadamente a introdução da sonda, solicitando ao paciente que realize movimentos de deglutição, até a sonda atingir a faringe.
  17. 17.  17. Avançar a sonda delicadamente até a marca pré-determinada.  Fixar a sonda ao nariz e à testa utilizando fita adesiva, com o cuidado de não tracionar a narina.  19. Conectar a seringa de 20 mL na ponta da sonda. Posicionar o diafragma do estetoscópio na região epigástrica e introduzir, de forma rápida, 20 mL de ar, para auscultar o som da entrada do ar no estômago;  20. Utilizar a seringa de 20 mL para aspirar parte do suco gástrico, com o objetivo de certificar-se do posicionamento correto da sonda;
  18. 18.  21. Limpar as narinas do paciente, removendo o excesso de xylocaína  22. Posicionar o paciente confortavelmente;  23. Deixar a unidade em ordem;  24. Registrar o procedimento;
  19. 19. SONDA NASOENTÉRICA Definição  É a introdução de uma sonda de poliuretano ou silicone, de pequeno diâmetro, com uma cápsula de peso em sua posição distal, através da narina até o estômago mais profundamente ou duodeno, utilizando-se um fio guia.
  20. 20. Se nasoentérica  Verificar o comprimento da sonda que será introduzida, sem tocar no paciente.  Medir a distância da ponta do nariz até o lóbulo da orelha e, do lóbulo da orelha até o apêndice xifóide. Acrescentar 10 cm a esta medida para um bom posicionamento no duodeno.  Marcar essa distância na sonda utilizando fita adesiva ou observar a marcação.  Algumas sondas vêm demarcadas com pontos pretos, enquanto outras apresentam numerações.  Colocar a cuba rim sobre o tórax do paciente para o caso de possível regurgitação;  Pulverizar com xylocaína spray a cavidade oral do paciente;
  21. 21.  Injetar água na sonda sem retirar o fio guia.  Lubrificar a sonda com o anestésico  Iniciar a sondagem por uma das narinas do paciente e orientá-lo a respirar pela boca e deglutir para facilitar a introdução da sonda demarcada.  Observar sinais de cianose ou desconforto respiratório; neste caso retirar a sonda;  Colocar o paciente em decúbito lateral D, para que a peristalse gástrica empurre a ponta da sonda ate o duodeno .  Retirar o fio guia.
  22. 22.  Fechar a sonda.  Fixar a sonda firmemente no nariz com fita adesiva. - O paciente deve ficar em decúbito lateral esquerdo após o procedimento. - Recolher o material e fazer anotações de enfermagem pertinente  Aguardar a migração da sonda para o duodeno (24h); tirar raio-x simples de abdome para verificar o seu posicionamento antes de iniciar a dieta.
  23. 23. Procedimento  Após 24h deve-se fazer um RX para visualizar a localização da sonda  Os cuidados são os mesmos do SNG
  24. 24. Cuidados de enfermagem  Lavar a sonda de 4/4 horas conforme prescrição médica, com soro fisiológico ou água destilada para evitar obstrução da mesma.  Observar durante a lavagem, a quantidade de liquido introduzido e a quantidade aspirada.  Colocar o recipiente para drenagem abaixo do nível do paciente para facilitar a saída de líquido (sifonagem). Em caso de drenagem.
  25. 25.  Evitar forçar o septo e a asa do nariz do paciente, quando da fixação da sonda, para evitar traumatismos (necrose).  Fixar a sonda utilizando-se apenas de fitas adesivas.  Variar a posição de fixação da sonda diariamente.  Trocar a sonda quando para alimentação de 7/7 dias, ou quando necessário.  Trocar sonda quando para drenagens de 5/5 dias, ou quando necessário.
  26. 26.  Elevar cabeceira (45 a 90 graus) para veiculação de dieta , medicação ou lavagem da sonda.  Após infusão da dieta lavar a sonda com 20 a 50 ml de água (em adultos) e mantê-la fechada se não houver vomito ou regurgitação.  Caso o paciente apresente vomito, distensão abdominal, abrir a sonda gástrica; se necessário aspirar com uma seringa.  Ao retirar a sonda gástrica, puxá-la continuadamente; fechar a sonda durante a retirada evitando o escoamento do conteúdo gástrico (pelos orifícios da sonda) no trato digestivo alto, fato que provoca irritação das mucosas.
  27. 27. Gavagem Material  Seringa de 20ml (adultos)  Cuba rim  Cuba redonda  Compressa de gaze  Recipiente com dieta liquefeita ou medicação, recipiente com água estéril ou soro fisiológico
  28. 28. Sondas (SNE)
  29. 29. Procedimento  Explicar o procedimento ao paciente  Lavar as mãos reunir o material e dieta ou medicamento prescrito pelo medico ou nutricionista.  Proteger o tórax do paciente com uma toalha  Elevar a cabeceira do leito para a posição sentado ou semi-sentado.  Verificar temperatura (no caso de dieta)  Utilizar pinça para abrir e fechar a sonda.  Proteger com gaze a conexão seringa-sonda.
  30. 30.  Aspirar na seringa o material a ser injetado na sonda e injetar lentamente na sonda (despinçada) com seringa em posição vertical e mais alta que a cabeça do paciente.  Injetar quantas vezes for necessário para infundir o volume prescrito lavar a sonda ao termino da infusão com água destilada ou soro fisiológico para evitar obstrução (20 a 50ml)
  31. 31.  Nos pacientes em que a prescrição medica preconiza manter a sonda em sifonagem (aberta) após certos procedimentos, fechá-la por 30 minutos e abri-la ao termino deste período, colocando o frasco coletor abaixo do nível do corpo.  Deixar o paciente em posição confortável  Recolher o material e fazer anotações de enfermagem pertinente
  32. 32.  Nutrição Parenteral Central: administrada por meio de uma veia de grande diâmetro, geralmente subclávia ou jugular interna, que chegam diretamente no coração.  Nutrição Parental Periférica: administrada por meio de uma veia menor, geralmente na mão ou no antebraço.
  33. 33. Nutrição Parenteral (NP) Nutrição Parenteral Total (NPT) consiste na administração de todos os nutrientes necessários para cobrir a demanda metabólica de determinado paciente por via central ou periférica, e em situações em que a via oral, enteral ou ambas, não suprirem 100% das necessidades ou não são possíveis de serem administradas devido às condições do paciente.
  34. 34. Objetivos  Garantir o adequado aporte de macro e micro nutrientes  Corrigir desnutrição  Suprir as necessidades metabólicas decorrente de certas patologias  Fornecer suporte coadjuvante na terapia nutricional enteral ou oral quando estas forem insuficientes
  35. 35. Indicações  Pré-operatória: pacientes desnutridos com doenças obstrutivas no trato gastrintestinal alto.  Complicações cirúrgicas pós operatórias: fistulas intestinais, íleo prolongado, infecção peritoneal.  Pós traumáticas: lesões múltiplas, queimaduras graves, infecção.
  36. 36.  Distúrbios gastrintestinais: vômitos crônicos e doença intestinal infecciosa.  Doença inflamatória intestinal: colite ulcerativa e doença de Crohn.  Condições pediátricas: pré-termos, má formação congênita do trato gastrintestinal, gastroquise, onfalocele, e diarréia crônica intesa.
  37. 37. Funções da Equipe
  38. 38. Cuidados com a nutrição parenteral  Cuidados com o cateter e troca de curativo conforme protocolo de Acesso Venoso Central.  Gotejamento preciso da solução e do restante do plano parenteral conforme prescrição médica – a infusão rápida pode trazer efeitos colaterais como hiperglicemia, diurese abundante, alterações metabólicas.
  39. 39.  Controle rigoroso de diurese, vômitos, diarréia ou outras perdas.  Glicosúria de 4/4 horas ou 2/2 horas, quando necessário e a critério medico.  Peso diário, sempre que possível.  A presença de hipertermia e choque pirogênico requer suspensão da infusão, troca do equipo de infusão, envio de amostra da solução para cultura bem como ponta do cateter (quando houver a retirada do mesmo).
  40. 40. Ostomias Gastrostomias ou jejunostomias, estão indicadas na terapia nutricional de longo prazo, realizadas cirúrgica ou endoscopicamente. Reduzem risco de infecções.
  41. 41. Considerações importantes  A identificação de pacientes com alto risco de desnutrição e o conhecimento da equipe multiprofissional sobre as técnicas de terapia nutricional, oferecida através de sondas, garantem uma melhor recuperação de pacientes internados em hospitais e também dos que estejam em seu domicílio
  42. 42. SSoonnddaa rreettaall
  43. 43. Sonda Retal  Introdução do cateter no ânus para administração de líquido com objetivo de: Aliviar distensão abdominal, flatulência e constipação; Retirar material estagnado de fermentação Preparar o cliente para cirurgias, exames endoscópios, radiografias.
  44. 44. Material utilizado  Bandeja contendo: Saco plástico para lixo Vaselina líquida Papel higiênico Sonda retal Gaze Luva de procedimento Biombo Solução prescrita.
  45. 45. Procedimento.  Lavar as mãos  Explicar o procedimento ao cliente  Conectar a sonda ao equipo da solução prescrita, preencher com líquido e fechar o clamp  Isolar o leito com biombo  Colocar o cliente em posição de SIMS e com a cama ligeiramente abaixada a cabeceira, solicitar que o mesmo respire pela boca.
  46. 46. Procedimento  Retirar a sonda, apertando a sua extremidade próxima ao ânus  Orientar ao cliente que permaneça na mesma posição por alguns minutos ou o tempo que suportar

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