GANEP - 2010
   Curso de capacitação técnica em
terapia nutricional para farmacêuticos


   AVALIAÇÃO DA PRESCRIÇÃO
   DE NUTRIÇÃO PARENTERAL




                                           Sandra Cristina Brassica
                         Mestre em Ciências Farmacêuticas – USP-SP
                                Farm. Clínica UTI Neonatal HU-USP
Nutrição Parenteral (NP)
“Solução ou emulsão, composta basicamente de
carboidratos, aminoácidos, lipídios, vitaminas, estéril
e apirogênica, acondicionada em recipiente de vidro
ou plástico, destinada à administração intravenosa
em pacientes desnutridos ou não, em regime
hospitalar, ambulatorial ou domiciliar, visando a
síntese ou manutenção dos tecidos, órgãos ou
sistemas.”

                                Portaria Nº 272,1998,ANVISA
Portaria nº 272, de 8 de abril de 1998




             “exige o comprometimento e a capacitação de
               uma equipe multiprofissional para garantia
                   da sua eficácia e segurança para os
                               pacientes”
Portaria nº 272, de 8 de abril de 1998



          EMTN
          • Garantir terapia nutricional adequada
            (eficácia e segurança);
          • Racionalização      da      assistência
            nutricional (redução de custos/
            maximização dos benefícios);
          • Desenvolver indicadores de qualidade
            da assistência nutricional.
Portaria nº 272, de 8 de abril de 1998
Portaria nº 272, de 8 de abril de 1998




                          Ao farmacêutico compete:

          • avaliação farmacêutica da prescrição/formulação

          • manipulação,

          • controle de qualidade,

          • conservação,

          • transporte.
Portaria nº 272, de 8 de abril de 1998

              A avaliação farmacêutica da prescrição da NP
           quanto à sua concentração, compatibilidade físico-
            química de seus componentes e dosagem, deve ser
             realizada pelo farmacêutico antes do início da
                             manipulação.


             Qualquer alteração na prescrição, que se fizer
            necessária, em função da avaliação farmacêutica,
           deve ser discutida com o médico da equipe que é o
                 responsável por sua alteração formal.
Nutrição Parenteral
      •Essencial    no       tratamento   intra-
      hospitalar do recém-nascido pré-termo
      (RNPT).


      •Grande desafio, pois quanto menor o
      peso e a idade gestacional do recém-
      nascido (RN), maiores serão as suas
      necessidades nutricionais para atingir
      crescimento        e       desenvolvimento
      adequados.
Desafios da NP para neonatos

                     Compatibilidade
                            +
                       Estabilidade



• Volume;

• Osmolaridade;

• cátions divalentes, heparina;

• Temperatura e luz ambiente.
Conceitos



•Instabilidade – degradação de uma
substância ativa – logo sem ação
farmacológica    ou  características
originais
•Incompatibilidade – rompimento da
coexistência harmoniosa de duas ou
mais entidades
Fatores que afetam a estabilidade



                   •pH,
                   •luz e temperatura,
                   •reações químicas,
                   •concentração,
                   •tempo,
                   •ordem de adtivação,
                   •envase
Reações químicas
medicamentos e NP / componentes da NP
             Reação de Maillard – decomposição química


 Grupo amino
(aminoácidos)
                            Derivado       quebrado
                                                      Solução amarelada
                          glucosil amínico                a marrom
Grupo aldeído
  (glicose)



↑ temperatura, pH, luz,
tempo de contato entre
 os componentes da NP
Instabilidade

          Cuidados especiais para TA > 25o C
              (incubadoras, fototerapia)


Exposição à luz           Oxidação            peróxido lipídico


                         Citotoxidade

            Esteatose hepática, hipertrigliceridemia,
            aumento da resistência vascular pulmonar,
                 doença pulmonar crônica, etc.
Incompatibilidade - Separação de fases

                              Emulsões – sistemas
                          termodinamicamente instáveis


                    Preciptação – sedimentação.
                    Creme – as gotículas de óleo
                    sobem (menor densidade) –
                    movimentar a bolsa.
                    Agregação (Floculação) – forças
                    de van der Wals entre as
                    gotículas tornam-se maior do que
                    as repulsivas.
                    Coalescência – fusão das gotas –
                    irreversível.
                    Basics in clinical nutrition, 2000
Incompatibilidade - Precipitação




                             Nutrition, 14:697-706, 1998
Precipitação
                  Fosfato inorgânico
= [Ca] (mEq/L) + [fosfato de potássio] (mEq/L) < 250 mEq/L

                     Nutrition, 14:697-706, 1998




   Associado com embolia microvascular
         pulmonar difusa em RN

      Microvascular Pulmonary Embolia Secondary to
     Precipitated Crystals in a Patient Receiving Total
               Parenteral Nutrition* ; CHEST
Precipitação


                             glicerofosfato de sódio                                       2 Na+

FORMA FARMACÊUTICA
Solução concentrada injetável intravenosa
    APRESENTAÇÃO
Caixa com 10 frascos ampola x 20 ml
USO ADULTO E PEDIÁTRICO
    COMPOSIÇÃO
Glicerofosfato de sódio x 5H2O.........................306,1 mg
(corresp. a 216mg de Glicerofosfato de sódio anidro)
Fosfato......................................................................1 mmol
Sódio..........................................................................2 mmol
HCl .............................................................................pH 7,4
Água para Injeção q.s.p. .......................................1,0 ml
Osmolalidade............................................................2760 mOsm/Kg H2O
Lipídeos = nutrientes fundamentais



• crescimento e desenvolvimento;

• fornecem ácidos graxos essenciais

• composição de membranas celulares de tecidos do sistema
  nervoso central;

• papel modulador do metabolismo e função celular.
Emulsões lipídicas

•   As ELs endovenosas normalmente possuem pH entre 5,5-8.

•    ↓ pH, o potencial eletrostático é reduzido, as forças de repulsão
    decrescem e o sistema pode tornar-se instável (coalescência).




                                   atração


                                   repulsão
Emulsões lipídicas


•   floculação/agregação dos lipossomas =
    ↑ tamanhos dos mesmos = coalescência

•   lipossomas ± 0,6μ de diâmetro

•   lipossoma > 5μ = embolia gordurosa.




                                                               Pharmaceutical Research, v.23, 1959-69



     Esse efeito é atenuado quando a glicose e os eletrólitos estão diluídos no volume total
      da solução em água para injeção e com a solução de aminoácidos, que exerce efeito
                             “tampão” devido ao pH que possuem.
Emulsões lipídicas




                                                               Figura 2 - Lipossomas em coalescência após contato glicose 50%, 2,76μ
Figura 1 - Lipossomas de padrão normal EL 20% original, 0,6μ
                                                               (30.000 X).
(30.000 X).




                                                                                                 Rev Bras Nutr Clin 2007;22(1):45--53
Emulsões lipídicas




Figura 3 - Eletromicrografia de transmissão da NPT neonatos Ca   Figura 4- Eletromicrografia de transmissão da NPT básica,
normal, heparina 0,2 UI/mL; T = 24h, 2,08 μ (50.000 X).          neonatos, Ca elevado; T = 24h, 2,10μ (50.000 X).


                                                                                                  Rev Bras Nutr Clin 2007;22(1):45--53
Possibilidade de separação de fases

- Desaparecimento das forças de repulsão
 Quebra das micelas




                  Cátion bivalente
                       água
   ÓLEO                                                         ÓLEO


                  J pediatric gastroe nutrit, 8:491-495, 1989
Possibilidade de separação de fases

           + +


                  + + + +


   + +      + +
                  Partículas lipídicas

                                            Separação de fases
   + +
heparina                                  Neutralização de cargas
                                                  negativas
                                         (cátions divalentes x heparina)



                                                             JPEN, 22:311-14, 1998
Possibilidade de separação de fases
    CAN – critical aggregation number

Parâmetro que avalia a possibilidade de separação
de fases das dietas parenterais contendo emulsão
lipídica (fórmula segundo Shultz-Hard)



CAN = (a + 64 x b + 729 x c ) x 1000/Volume total
                  a – cátions monovalentes em mMol/L
                  b - cátions divalentes em mMol/L
                  c- cátions trivalentes em mMol/L
                  Intervalo recomendável: 400 a 700 mMol/L


                                                Basics in clinical nutritio, 2000
Separação de Fases
NP e acesso venoso

•Tempo de utilização – condição clínica
•Osmolaridade da NP – número de mOsmol /L

                      [] componentes (g/L) x n° íons que dissociam x 1000
  Osmolaridade de
  eletrólitos =
                                      Peso molecular (g)



                                  [] componentes (g/L) x 1000
  Osmolaridade de
  não eletrólitos =
                                       Peso molecular (g)




            Até 900 mOsmol – periférica
            Acima de 900 mOsmol - central
AVALIAÇÃO FARMACÊUTICA
Antes de se iniciar a manipulação, analisar quali e
quantitativamente a prescrição observando:

 a. Todos os itens prescritos são os requeridos pelo paciente,
 b. Se a dosagem dos produtos solicitados é a recomendada ao
 quadro clínico,
 c. Se existe compatibilidade físico-química entre os elementos
 da formulação e entre os elementos da formulação e os
 medicamentos que o paciente está utilizando,
 d. Se a formulação é estável e
 e. Se a via de administração solicitada suporta a osmolaridade da
 solução.

                                                  Pharmacia Brasileira - Setembro/Outubro 2009
AVALIAÇÃO FARMACÊUTICA

Verificar estabilidade    e   incompatibilidades
físico-químicas:
     • Possibilidade de precipitação
     • Possibilidade de separação de fases:
     Cátions divalentes e CAN – critical
     agregation number
AVALIAÇÃO FARMACÊUTICA


NP => via exclusiva (Portaria 272/98 - ANVISA)
• avaliar compatibilidade da NP com outras
  medicamentos em “y”;
• orientar a equipe em caso de incompatibilidade
  ou interação.
           Am J Health-System Pharmacy. vol. 66, n. 4, p. 348-357, 2009.
O que fazer frente a um problema destes?


• Rever a distribuição e concentração de íons e sugerir
  correções;
• Dividir a solução em duas etapas, separando os íons
  divalentes em caso de emulsões;
• Alterar a taxa hídrica, quando possível, aumentando o
  solvente, através de:

•   ↑ da concentração de aminoácidos;
•   ↓ da concentração de glicose;
•   Administração da EL em separado.



                                         Pharmacia Brasileira - Setembro/Outubro 2009
Intervenções propostas no HU-USP
Intervenções propostas no HU-USP
Trabalhos realizados no HU-USP
    Osmolaridade e vias de infusão da NP




   Osmolality by vapor point depression was measured in the Instituto de Química of
 University of São Paulo using an osmometer (Wescor INC, Logan, Utah, USA) model
    5500. Calibration of the osmometer using standard solutions was performed after
 every 30 measurements. All the substances analyzed were measured in triplicate, and
 measurements obtained on different days were compared for determinations of intra-
 assay and interassay coefficients of variation. It was analysed eighty PN for neonates
  inpatients obtained from Hospital Universitário in relation to the osmolality. A single
                          Sousa et al, 2007
     investigator(A.B.S) analyzed all the substances as blinded samples. All measured
 osmolality did not exceed the range of the osmometer (> 2000 mOsm/kg). Then, these
       values were compared to the osmolarity (mOsm/L water) following equation:
   mOsm/L = {[amino acids (g) X 11] + [dextrose (g) X 5,5] + [lipids (g) X 0,3] + [cations
                               (mEq) X 2]} / total volume (L)
Trabalhos realizados no HU-USP
     Osmolaridade e vias de infusão da NP

                                  2.000
                                  1.900
                                  1.800
                                  1.700
                                  1.600
                                  1.500
                                  1.400
                   osmolalidade




                                  1.300
                                  1.200
                                  1.100
                                  1.000
                                   900
                                   800
                                   700
                                   600
                                   500
                                   400
                                   300
                                   200
                                          400   600   800   1.000         1.200    1.400   1.600   1.800
                                                                    osmolaridade




 Figura 1 – Correlação entre osmolalidades (mOsm/kg de água) de 80 amostras consecutivas de
 NP prescritas para RN internados em um hospital universitário brasileiro e os resultados da
 osmolaridade (mOsm/L de água) calculados pela seguinte fórmula: mOsm/L = {[aminoácidos (g) X
 11] + [glicose (g) X 5,5] + [lipídeos (g) X 0,3] + [cátions (mEq) X 2]} / volume final (L).
Trabalhos realizados no HU-USP
Obrigada
 sbrassica@hu.usp.br

Nutrição parenteral

  • 1.
    GANEP - 2010 Curso de capacitação técnica em terapia nutricional para farmacêuticos AVALIAÇÃO DA PRESCRIÇÃO DE NUTRIÇÃO PARENTERAL Sandra Cristina Brassica Mestre em Ciências Farmacêuticas – USP-SP Farm. Clínica UTI Neonatal HU-USP
  • 2.
    Nutrição Parenteral (NP) “Soluçãoou emulsão, composta basicamente de carboidratos, aminoácidos, lipídios, vitaminas, estéril e apirogênica, acondicionada em recipiente de vidro ou plástico, destinada à administração intravenosa em pacientes desnutridos ou não, em regime hospitalar, ambulatorial ou domiciliar, visando a síntese ou manutenção dos tecidos, órgãos ou sistemas.” Portaria Nº 272,1998,ANVISA
  • 3.
    Portaria nº 272,de 8 de abril de 1998 “exige o comprometimento e a capacitação de uma equipe multiprofissional para garantia da sua eficácia e segurança para os pacientes”
  • 4.
    Portaria nº 272,de 8 de abril de 1998 EMTN • Garantir terapia nutricional adequada (eficácia e segurança); • Racionalização da assistência nutricional (redução de custos/ maximização dos benefícios); • Desenvolver indicadores de qualidade da assistência nutricional.
  • 5.
    Portaria nº 272,de 8 de abril de 1998 Portaria nº 272, de 8 de abril de 1998 Ao farmacêutico compete: • avaliação farmacêutica da prescrição/formulação • manipulação, • controle de qualidade, • conservação, • transporte.
  • 6.
    Portaria nº 272,de 8 de abril de 1998 A avaliação farmacêutica da prescrição da NP quanto à sua concentração, compatibilidade físico- química de seus componentes e dosagem, deve ser realizada pelo farmacêutico antes do início da manipulação. Qualquer alteração na prescrição, que se fizer necessária, em função da avaliação farmacêutica, deve ser discutida com o médico da equipe que é o responsável por sua alteração formal.
  • 7.
    Nutrição Parenteral •Essencial no tratamento intra- hospitalar do recém-nascido pré-termo (RNPT). •Grande desafio, pois quanto menor o peso e a idade gestacional do recém- nascido (RN), maiores serão as suas necessidades nutricionais para atingir crescimento e desenvolvimento adequados.
  • 8.
    Desafios da NPpara neonatos Compatibilidade + Estabilidade • Volume; • Osmolaridade; • cátions divalentes, heparina; • Temperatura e luz ambiente.
  • 9.
    Conceitos •Instabilidade – degradaçãode uma substância ativa – logo sem ação farmacológica ou características originais •Incompatibilidade – rompimento da coexistência harmoniosa de duas ou mais entidades
  • 10.
    Fatores que afetama estabilidade •pH, •luz e temperatura, •reações químicas, •concentração, •tempo, •ordem de adtivação, •envase
  • 11.
    Reações químicas medicamentos eNP / componentes da NP Reação de Maillard – decomposição química Grupo amino (aminoácidos) Derivado quebrado Solução amarelada glucosil amínico a marrom Grupo aldeído (glicose) ↑ temperatura, pH, luz, tempo de contato entre os componentes da NP
  • 12.
    Instabilidade Cuidados especiais para TA > 25o C (incubadoras, fototerapia) Exposição à luz Oxidação peróxido lipídico Citotoxidade Esteatose hepática, hipertrigliceridemia, aumento da resistência vascular pulmonar, doença pulmonar crônica, etc.
  • 13.
    Incompatibilidade - Separaçãode fases Emulsões – sistemas termodinamicamente instáveis Preciptação – sedimentação. Creme – as gotículas de óleo sobem (menor densidade) – movimentar a bolsa. Agregação (Floculação) – forças de van der Wals entre as gotículas tornam-se maior do que as repulsivas. Coalescência – fusão das gotas – irreversível. Basics in clinical nutrition, 2000
  • 14.
    Incompatibilidade - Precipitação Nutrition, 14:697-706, 1998
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    Precipitação Fosfato inorgânico = [Ca] (mEq/L) + [fosfato de potássio] (mEq/L) < 250 mEq/L Nutrition, 14:697-706, 1998 Associado com embolia microvascular pulmonar difusa em RN Microvascular Pulmonary Embolia Secondary to Precipitated Crystals in a Patient Receiving Total Parenteral Nutrition* ; CHEST
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    Precipitação glicerofosfato de sódio 2 Na+ FORMA FARMACÊUTICA Solução concentrada injetável intravenosa APRESENTAÇÃO Caixa com 10 frascos ampola x 20 ml USO ADULTO E PEDIÁTRICO COMPOSIÇÃO Glicerofosfato de sódio x 5H2O.........................306,1 mg (corresp. a 216mg de Glicerofosfato de sódio anidro) Fosfato......................................................................1 mmol Sódio..........................................................................2 mmol HCl .............................................................................pH 7,4 Água para Injeção q.s.p. .......................................1,0 ml Osmolalidade............................................................2760 mOsm/Kg H2O
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    Lipídeos = nutrientesfundamentais • crescimento e desenvolvimento; • fornecem ácidos graxos essenciais • composição de membranas celulares de tecidos do sistema nervoso central; • papel modulador do metabolismo e função celular.
  • 18.
    Emulsões lipídicas • As ELs endovenosas normalmente possuem pH entre 5,5-8. • ↓ pH, o potencial eletrostático é reduzido, as forças de repulsão decrescem e o sistema pode tornar-se instável (coalescência). atração repulsão
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    Emulsões lipídicas • floculação/agregação dos lipossomas = ↑ tamanhos dos mesmos = coalescência • lipossomas ± 0,6μ de diâmetro • lipossoma > 5μ = embolia gordurosa. Pharmaceutical Research, v.23, 1959-69 Esse efeito é atenuado quando a glicose e os eletrólitos estão diluídos no volume total da solução em água para injeção e com a solução de aminoácidos, que exerce efeito “tampão” devido ao pH que possuem.
  • 20.
    Emulsões lipídicas Figura 2 - Lipossomas em coalescência após contato glicose 50%, 2,76μ Figura 1 - Lipossomas de padrão normal EL 20% original, 0,6μ (30.000 X). (30.000 X). Rev Bras Nutr Clin 2007;22(1):45--53
  • 21.
    Emulsões lipídicas Figura 3- Eletromicrografia de transmissão da NPT neonatos Ca Figura 4- Eletromicrografia de transmissão da NPT básica, normal, heparina 0,2 UI/mL; T = 24h, 2,08 μ (50.000 X). neonatos, Ca elevado; T = 24h, 2,10μ (50.000 X). Rev Bras Nutr Clin 2007;22(1):45--53
  • 22.
    Possibilidade de separaçãode fases - Desaparecimento das forças de repulsão  Quebra das micelas Cátion bivalente água ÓLEO ÓLEO J pediatric gastroe nutrit, 8:491-495, 1989
  • 23.
    Possibilidade de separaçãode fases + + + + + + + + + + Partículas lipídicas Separação de fases + + heparina Neutralização de cargas negativas (cátions divalentes x heparina) JPEN, 22:311-14, 1998
  • 24.
    Possibilidade de separaçãode fases CAN – critical aggregation number Parâmetro que avalia a possibilidade de separação de fases das dietas parenterais contendo emulsão lipídica (fórmula segundo Shultz-Hard) CAN = (a + 64 x b + 729 x c ) x 1000/Volume total a – cátions monovalentes em mMol/L b - cátions divalentes em mMol/L c- cátions trivalentes em mMol/L Intervalo recomendável: 400 a 700 mMol/L Basics in clinical nutritio, 2000
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  • 26.
    NP e acessovenoso •Tempo de utilização – condição clínica •Osmolaridade da NP – número de mOsmol /L [] componentes (g/L) x n° íons que dissociam x 1000 Osmolaridade de eletrólitos = Peso molecular (g) [] componentes (g/L) x 1000 Osmolaridade de não eletrólitos = Peso molecular (g) Até 900 mOsmol – periférica Acima de 900 mOsmol - central
  • 27.
    AVALIAÇÃO FARMACÊUTICA Antes dese iniciar a manipulação, analisar quali e quantitativamente a prescrição observando: a. Todos os itens prescritos são os requeridos pelo paciente, b. Se a dosagem dos produtos solicitados é a recomendada ao quadro clínico, c. Se existe compatibilidade físico-química entre os elementos da formulação e entre os elementos da formulação e os medicamentos que o paciente está utilizando, d. Se a formulação é estável e e. Se a via de administração solicitada suporta a osmolaridade da solução. Pharmacia Brasileira - Setembro/Outubro 2009
  • 28.
    AVALIAÇÃO FARMACÊUTICA Verificar estabilidade e incompatibilidades físico-químicas: • Possibilidade de precipitação • Possibilidade de separação de fases: Cátions divalentes e CAN – critical agregation number
  • 29.
    AVALIAÇÃO FARMACÊUTICA NP =>via exclusiva (Portaria 272/98 - ANVISA) • avaliar compatibilidade da NP com outras medicamentos em “y”; • orientar a equipe em caso de incompatibilidade ou interação. Am J Health-System Pharmacy. vol. 66, n. 4, p. 348-357, 2009.
  • 30.
    O que fazerfrente a um problema destes? • Rever a distribuição e concentração de íons e sugerir correções; • Dividir a solução em duas etapas, separando os íons divalentes em caso de emulsões; • Alterar a taxa hídrica, quando possível, aumentando o solvente, através de: • ↑ da concentração de aminoácidos; • ↓ da concentração de glicose; • Administração da EL em separado. Pharmacia Brasileira - Setembro/Outubro 2009
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    Trabalhos realizados noHU-USP Osmolaridade e vias de infusão da NP Osmolality by vapor point depression was measured in the Instituto de Química of University of São Paulo using an osmometer (Wescor INC, Logan, Utah, USA) model 5500. Calibration of the osmometer using standard solutions was performed after every 30 measurements. All the substances analyzed were measured in triplicate, and measurements obtained on different days were compared for determinations of intra- assay and interassay coefficients of variation. It was analysed eighty PN for neonates inpatients obtained from Hospital Universitário in relation to the osmolality. A single Sousa et al, 2007 investigator(A.B.S) analyzed all the substances as blinded samples. All measured osmolality did not exceed the range of the osmometer (> 2000 mOsm/kg). Then, these values were compared to the osmolarity (mOsm/L water) following equation: mOsm/L = {[amino acids (g) X 11] + [dextrose (g) X 5,5] + [lipids (g) X 0,3] + [cations (mEq) X 2]} / total volume (L)
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    Trabalhos realizados noHU-USP Osmolaridade e vias de infusão da NP 2.000 1.900 1.800 1.700 1.600 1.500 1.400 osmolalidade 1.300 1.200 1.100 1.000 900 800 700 600 500 400 300 200 400 600 800 1.000 1.200 1.400 1.600 1.800 osmolaridade Figura 1 – Correlação entre osmolalidades (mOsm/kg de água) de 80 amostras consecutivas de NP prescritas para RN internados em um hospital universitário brasileiro e os resultados da osmolaridade (mOsm/L de água) calculados pela seguinte fórmula: mOsm/L = {[aminoácidos (g) X 11] + [glicose (g) X 5,5] + [lipídeos (g) X 0,3] + [cátions (mEq) X 2]} / volume final (L).
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