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ESTUDO
DE CASO
Discente:
Cíntia Costa da Silva (EN).
Outubro 13,
2015
Estágio em Nutrição Clínica
FACULDADE DE TECNOLOGIA E CIÊNCIAS
CURSO DE GRADUAÇÃO EM NUTRIÇÃO
PRECEPTORAS: Karina Dias
Karina Hohenfeld
Renilda Sá
O presente trabalho constitui-se requisito
para conclusão do Estágio em Nutrição
Clínica e tem como objetivo propor
conduta nutricional adequada para
paciente vítima de Acidente Ofídico,
atendido na enfermaria 1B, do Hospital
Geral Roberto Santos (HGRS), visando a
melhora do seu estado nutricional.
Salvador – BA, 2015.2
Identificação do Paciente:
 Nome: J. J. S.;
 Idade: 16 anos;
 Sexo: masculino;
 Cor: moreno;
 Data de admissão na enfermaria:
Unidade/Leito: 1B – 105.2 (16/09  24/09)
1A – 112.2 (25/09)
Dados Pessoais:
 Escolaridade: cursando o 7º ano do
ensino fundamental;
 Profissão: estudante;
 Estado Civil: solteiro.
 Nacionalidade: Brasileiro;
 Naturalidade/Procedência: Zona Rural
de Valença – BA (9Km);
História Social/ Familiar:
 Renda familiar de 1 ½ salários mínimos;
 Nega etilismo;
 Nega tabagismo e/ou uso de drogas ilícitas;
 Nega pratica de exercícios físicos regulares/
monitorados;
 Nega história patológica familiar.
 Moradia: reside em casa própria com mais 4
pessoas (pais e irmãos), residência possui
saneamento básico, água encanada e eletricidade;
História Patológica Pregressa:
 NDN.
Queixa Principal:
 Acidente ofídico em MID, apresentando dor
local intensa.
Diagnóstico Clínico:
 Acidente ofídico, PO (15/09) – 48h*, Fasciotomia
+ Desbridamento + Trepanação de Fíbula MID.
Estudo de Caso
História da Moléstia Atual:
Problemas Data
P1
Acidente ofídico em MID
(Hosp. Local/ Valença - BA  Soro Antibotrópico
Pentavalente – 8 ampolas)*
09/09
(Qua)
P2
Transferido para HGRS
 Síndrome compartimental em MID
13/09
(Dom)
P3 Cir. de Fasciotomia em PD descompresiva 14/09
P4 PO/ Desbridamento de tecido necrótico 15/09
P5 PO / Desbridamento de tecidos desvitalizados (Und. 1B)* 16/09
P6
PO/ Desbridamento de tecidos desvitalizados com
trepanação óssea
21/09
P7 PO/ Desbridamento cirúrgico 24/09
P8
PO/ Desbridamento + trepanação óssea + sutura de
ferida (Und. 1A)*
30/09
Medicamentos em uso/
Interação droga-nutriente
Estudo de Caso
Estudo de Caso
Medicamentos Classificação Interação x Nutrientes
Tazocin Antibiótico
Pode provocar resultado falso-
positivo de glicose na urina.
Dipirona
Analgésico e
Antitérmico –
Tylex Analgésico –
Plasil Antiemético
Pode levar o paciente a uma
hipoglicemia, devido a estase
gástrica, a insulina começa a agir
antes que os alimentos tenham
saído do estômago.
Tramal Analgésico
Náusea, vômito, boca seca,
tontura e sonolência.
Dimorf
Analgésico
Sistêmico
Constipação, náusea, boca seca,
diminuição do apetite,
dificuldade de urinar.
Estudo de Caso
Medicamentos Classificação Interação
Omeprazol
Antiácido e
Antiulceroso
 absorção de ferro e vitamina B12
Clexane
Anticoagulante e
Antitrombótico
 absorção digestiva de vitamina K
Sulfato Ferroso
300mg/ VO –
3x/ dia
Antianêmico
 absorção de tiroxina (T4) e cobre;
Cálcio  sua absorção no
organismo e vitamina C 
Pirose, dor epigástrica, náusea,
desconforto gástrico, gosto
metálico, vômito, cólica,
constipação e diarreia.
Folato
5mg/ VO –
1x/ dia
Antianêmico  vitamina B12 (longo prazo)
Estudo de Caso
INDICADORES
ANTROPOMÉTRICOS
21/09/15
(1B)
INTERPRETAÇÃO
25/09/15
(1A)
Peso (R)   
Estatura (R)   
Peso (E)/ Idade 50 Kg
Adequado para idade
Escore Z >-2 e <-1 / P>3 e <15
50 Kg
Estatura (E)/ Idade 1,70 m
Adequada para idade
Escore Z >-1 e <+1 / P>15 e <85
1,70 m
IMC/ Idade 17,30Kg/m²
Eutrofia
Escore Z >-2 e <-1 / P>3 e <15
17,30Kg/m²
CB 23 cm P15 - Risco de depleção 
CMB 21,12 cm P5 - Risco de depleção 
PCT 6 mm P15 - Risco de depleção 
PCSE 6 mm P15 - Risco de depleção 
 PCT + PCSE 12 mm P10 - Risco de depleção 
% GC PCT + PCSE 9,97 %
Abaixo da média -
Tecido Muscular e Adiposo

AMB 25,51 cm P10 - Risco de depleção 
CC   
Envergadura 85 cm  
AJ 48,5 cm  
*** NRS
Estudo de Caso
Região Anatômica Achado Clínico
Capacidade Física Acamado + móvel
Cabelo Sem alterações
Face Um pouco pálida
Olhos Mucosas hipocrômicas (++/IV) / Anictérico
Lábios Sem alterações
Dentes Dentição completa / Mastigação normal
Língua Papilas gustativas tróficas
Pescoço Sem alterações
Pele Turgor e elasticidade preservados
Abdômen Plano
Unhas Sem alterações
MMSS/ MMII NDN/ Lesão em MID com odor fétido*
Extremidades Bem perfundidas
Tecido Subcutâneo e Muscular
Sem edema, ascite e UPP / Visível depleção de
Tecido Adiposo e Muscular
Estudo de Caso
EXAMES
Resultados
16/09/15
Resultados
18/09/15
Resultados
23/09/15
Resultados
01/10/15
VALORES DE
REFERÊNCIA
Hemácias  2,72  3,17  2,93  2,86
4,3 – 6,0 x 10₆/mm³
(<) indicam anemia
Hemoglobina  7,2  8,4  8,0  7,7
13,5 – 18,0 g/dL
(<) indicativo de anemia
Hematócrito  21,9  25,2  24,4  23,7
41 – 54 %
(<) indicativo de anemia
VCM 80,5  79,5 83,3 82,9
80 – 100 fL
(<) hemácias microcíticas
HCM  26,5  26,5 27,3  26,9
27 – 32 pg
(<) hipocromia
CHCM 32,9 33,3 32,8 32,5
32 – 36 g/dL
Avalia concentração de
hemoglobina dentro das
hemácias
RDW-CV 13,7  15,0  15,6 14,1
11,5 – 14,5 %
(>) hemácias de tamanhos
diferentes circulando/
carência de ferro
Leucócitos
Totais
 23.340  22.880  21.690  12.880
3.600 – 11.000 mm³
(>) indicativo de infecção
Neutrófilos
Segmentados
 18.369  18.304  17.092  9.827
1.800 – 7.000 mm³
(>) indicativo de infecção
bacteriana
EXAMES
Resultados
16/09/15
Resultados
18/09/15
Resultados
23/09/15
Resultados
01/10/15
VALORES DE
REFERÊNCIA
Linfócitos 3.198 2.677 2.603 1.507
800 – 4.500 mm³
(<) linfopenia - déficit
imunológico / (>) linfocitose -
processo infeccioso (vírus)
Monócitos 817 686  1.432  1.159
300 – 900 mm³
(>) indicativo de processos
infecciosos virais / bacterianos
Contagem
de Plaquetas
343 mil  564 mil  834 mil  833 mil
150 – 450 mil/mm³
(>) respondem pelo processo
de coagulação
Ureia 40 19,3 22,6 32,5
17 – 43 mg/dL
Avalia função Renal
Creatinina  0,6 0,7 0,7  0,6
0,7 – 1,3 mg/dL
Avalia função Renal
(>) quantidade de massa
muscular e o grau de nutrição
Sódio  131  134  131  130
137 – 145 mmol/L
(<) 125 Hiponatremia
* Pacientes hospitalizados que
recebem por via endovenosa
grandes quantidades de
líquidos, o sódio se dilui
Potássio 3,9 4,8 5,1 4,6 3,5 – 5,1 mmol/L
CK (NAC)  1.859  958  
< 171 U/L
(>) quando há lesão de
músculos esqueléticos ou
cardíaco
Estudo de Caso
 Paciente hemotransfundido, devido à perda de sangue
pela lesão.
 16/09/2015  27/09/2015
 10 bolsas de sangue.
Estudo de Caso
Estudo de Caso
Walter C. Willet
Ingestão hídrica
 2L/dia
Não consome com
frequência os
óleos vegetais
Não ingere bebidas
alcoólicas
Não tem hábito
de consumir
cereais integrais,
prefere
carboidratos
simples
Ingesta frequente
dos vegetais
Consome frutas com
frequência e várias
vezes ao dia
Ingestão adequada de carnes
brancas o ovos
Ingestão moderada de
leguminosas, legumes e
oleaginosas
Consome com frequência leite e
derivados
Consome com frequência
alimentos industrializados
(biscoito recheado,
salgadinhos, doces,
refrigerante); batata (purê)
Consome com
frequência manteiga
e carne vermelha
Estudo de Caso
Suplemento Hiperproteico
9h e 15h (17/09)
9h, 15h e 21h (23/09)
15h, 18h e 21h ***
•Café com leite + Pão
com manteiga (2**) +
Fruta
Desjejum
•Suplemento
Hiperproteico + MaçãColação
•Salada Cozida + Peixe +
Arroz + Feijão + Gelatina
+ Suco
Almoço
•Suplemento
Hiperproteico + BiscoitosLanche
•Sopa + Café com leite +
Pão com queijo + Pastel
+ Fruta
Jantar
•Suplemento
Hiperproteico + BiscoitosCeia
Apetite preservado
Volume e Fracionamento
adequados
Ingestão hídrica
 9 copos/dia***
Aceitação de toda dieta
ofertada
Diagnóstico Nutricional
Estudo de Caso
Paciente eutrófico, com risco nutricional.
Estudo de Caso
DOS PROBLEMAS DIAGNOSTICADOS
Revista de Medicina - Brasil, 2001.
Representam sério
problema de
Saúde Pública nos
Países Tropicais
(MUNDO) 3.000
espécies de
serpentes  10-14%
são peçonhentas
OMS calcula 1,2mi
– 1,6mi acidentes
por serpentes/ano
com 30mil – 40mil
mortes
(BRASIL) dados do
MS  19mil – 22mil
acidentes
ofídicos/ano
Existem aprox. 250
espécies sendo
que 70 são
peçonhentas
Peçonhentas (4
gêneros) 
Bothrops, Crotalus,
Lachesis, Micrurus
Nordeste tem 
índice de
acidentes
(7acidentes/100mil
habitantes)
Faixa etária varia
entre 15-49 anos /
sexo masculino
Identificar o animal
causador do
acidente é
imprescindível
Revista de Medicina - Brasil, 2001.
A peçonha possui
atividades
fisiopatológicas com
lesões locais e
destruição tecidual
Ativa a coagulação
podendo induzir
incoagulabilidade
sanguínea por
consumo de
fibrinogênio
Promove liberação
de substâncias
hipotensoras
Provoca lesões na
membrana basal
dos capilares por
ação hemorrágica
Dor local;
Sangramentos no
local da picada;
Edema de caráter
precoce e
progressivo;
Lesões bolhosas;
Necrose de tecidos
moles com
formação de
abscessos;
Síndrome
Compartimental 
perda funcional ou
anatômica do
membro
acometido;
Epistaxes;
Vômitos e
Hematêmese;
Sudorese.
 Fasciotomia (PD);
 Desbridamento;
 Trepanação
Óssea (Fíbula);
 Sutura da lesão;
 Enxerto de pele.
Revista de Medicina - Brasil, 2001.
Estudo de Caso
 (24/09/2015): Paciente evolui clinicamente estável, LOTE e
verbalizando; eupneico; ciclo vígilia-sono preservado; com
quadros esporádicos de febre no período noturno (38,5ºC);
normotenso (PA: 120x80mmHg); HGT (6h): 87mg/dL. RIN, nega
náuseas, vômitos ou outras intercorrências referentes ao TGI
nas últimas 24h. RUN. A cada 48h paciente fica em dieta Zero
para realização de Desbridamento em MID no Centro
Cirúrgico. Refere apetite preservado e aceitação total da
terapia nutricional e dieta ofertada.
Estudo de Caso
 Recuperar um bom estado nutricional;
 Manter um crescimento e desenvolvimento adequados para
idade;
 Prevenir deficiências nutricionais e depleção da massa muscular;
 Auxiliar na melhora do processo de cicatrização da lesão
apresentada;
 Ofertar nutrientes que ajudem na resposta imune contra
infecções.
Estudo de Caso
Estudo de Caso
Valor Energético Total (VET):
 DRI’s (EER/2001)
Sexo, Idade, Categoria do nível de Atividade Física,
Peso, Altura, acréscimo 25Kcal/dia para energia de
depósito.
VET = 1.993,2 Kcal/dia  40
Kcal/Kg
EER = 88,5 – (61,9 x 16) + 1,0 x [(26,7 x 50) + (903 x 1,7)] + 25
EER = 88,5 – 990,4 + 1,0 x [1335 + 1535,1] + 25
EER = 88,5 – 990,4 + 2870,1 + 25
Dieta
HIPERCALÓRICA
HOSPITAL
Estudo de Caso
Distribuição de Macronutrientes / PRESCRITO
HOSPITAL
% Kcal g/dia g/kg/dia
PROTEÍNA 20,56 410 102,5 2,05
CARBOIDRA
TO
53,44 1065,16 266,29 5,32
LIPÍDIO 26 518,23 57,58 1,15
TOTAL 100%
VET = 1.993,2 Kcal/dia
Distribuição de Macronutrientes / ALCANÇADO
% Kcal g/dia g/kg/dia
PROTEÍNA 19,02 702 175,57 3,51
CARBOIDRA
TO
58,87 2173,31 543,37 10,86
LIPÍDIO 22,10 815,87 90,66 1,81
TOTAL 99,99%
VET = 3.691,72 Kcal/dia
Estudo de Caso
PRESCRIÇÃO DE
MACRONUTRIENTES
PROTEÍNA
Dieta Hiperproteica, contendo 2,05g/kg/dia de
proteínas; visando um aporte necessário para auxiliar
na cicatrização da lesão apresentada, atuando na
reconstrução dos novos tecidos, além de evitar o
catabolismo visceral e muscular, e ajudar no sistema
imune através do aminoácido Arginina (Suplemento*).
CARBOIDRAT
O
Dieta Normoglicídica, contendo 53,44% de
carboidratos; dando preferência para os CHO
Complexos. Esse macronutriente é a principal fonte
energética para o desempenho das atividades do
organismo e é imprescindível na adolescência.
LIPÍDIO
Dieta Normolipídica, contendo 26% de lipídeos. Serão
priorizadas as gorduras de origem vegetal, mono e poli-
insaturadas e os ácidos graxos essenciais, tentando
restringir o consumo de gorduras saturadas e trans.
DRI’s, 2002 - PTN: 0,85g/kg/dia / CHO: 45-65% / LIP: 25-35%
A
900mcg
Cofator na
síntese do
colágeno,
aumento da
regeneração
tecidual
auxiliando a
síntese de
glicoproteínas
e na resposta
imunológica.
Complexo
B
1,2mg ;
1,3mg;
1,3mg;
2,4ug
Ajuda na
produção de
energia
necessária para
os músculos
(B1); Cofator no
metabolismo de
colágeno (B2);
Coenzima na
ativação da
síntese proteica,
ajuda a formar
hemácias e
anticorpos (B6);
Coenzima na
síntese de
proteínas (B12).
C
75mg
Ajuda na
síntese de
colágeno,
na melhora
da ação
dos
leucócitos,
acelera a
regeneraçã
o tecidual.
D
5mcg
Participa
da
regulação
de diversas
proteínas
estruturais,
incluindo o
colágeno.
E
15mg
Tem
propriedades
antioxidantes
, reforça o
sistema
imunológico.
K
75ug
Ajuda na
síntese de
fatores de
coagulação,
pré requisito
para a
cicatrização
das lesões.
Bottoni et al, 2011.
Bottoni et al, 2011.
•A ação do colágeno depende deste nutriente; auxilia na
regulação da função muscular.
CÁLCIO
1300 mg/dia
•Participa da síntese de colágeno e elimina radicais livres.
COBRE
890 ug/dia
•Participa da síntese do colágeno; é essencial no transporte
de oxigênio pela hemoglobina ao leito das feridas.
FERRO
11 mg/dia
•Fundamental para o crescimento, manutenção e
reparação dos tecidos.
FÓSFORO
1250 mg/dia
•Participa da síntese proteica e de colágeno.
MAGNÉSIO
410 mg/dia
•Participa da síntese de colágeno.
MANGANÊS
2,2 mg/dia
•Antioxidante, e participa da manutenção da função dos
tecidos orgânicos e afecções musculares.
SELÊNIO
55 ug/dia
•Fundamental na resposta imunológica e processos de
cicatrização de feridas por meio da replicação celular.
ZINCO
11 mg/dia
Estudo de Caso
CARACTERÍSTICAS DA
DIETA
ViadeAdministração
•Dieta por
Via Oral.
Fracionamento/Volume •6 Refeições
diárias.
•Volume
Normal,
contribuindo
para que
continue
aceitando
todas as
refeições
oferecidas.
Consistência
•Normal,
respeitando
a aceitação
do
paciente.
Características
•Fibras: 38g/dia
(DRI’s, 2002).
•Líquidos: 3,3L/dia
(DRI’s, 2002).
•Condimentos:
Dieta
normossódica e
priorizando
temperos de
ervas aromáticas.
•Temperatura:
Adequada as
preparações.
Estudo de Caso
HOSPITAL
Refeiçã
o
Horário
Preparações Alimentos Kcal
Medid
a
Caseir
a
Quantida
de
Desjeju
m
7h
Café com Leite
Café Infusão 8,80 Mililitro 150
Leite Longa Vida
Integral
60,40 Mililitro 100
Açúcar 59,90 Gramas 15
Pão com Manteiga
Pão de Leite 305,90 Gramas 100
Manteiga com Sal 117,40 Gramas 20
Fruta Mamão 64,50 Gramas 150
Colaçã
o
9h
Suplemento
Hiperproteico
Cubitan 255,00 Mililitro 200
Fruta Maçã 97,80 Gramas 150
Almoço
12h
Salada Cozida
Cenoura Cozida 14,40 Gramas 30
Batata Cozida 38,70 Gramas 30
Beterraba Cozida 10,50 Gramas 30
Couve Cozida 3,40 Gramas 10
Filé Grelhado Filé de Frango 263,80 Gramas 150
Arroz Cozido Arroz Branco 243,60 Gramas 200
Refeiçã
o
Horário
Preparações Alimentos Kcal
Medid
a
Caseir
a
Quantida
de
Lanche
15h
Suplemento
Hiperproteico
Cubitan 255,00 Mililitro 200
Biscoito Maisena 228,20 Gramas 50*
Jantar
18h
Sopa de Legumes
250 mL
Batata Cozida 51,60 Gramas 40
Cenoura Cozida 19,20 Gramas 40
Chuchu Cozido 10,90 Gramas 40
Café com Leite
Café Infusão 8,80 Mililitro 150
Leite Longa Vida
Integral
60,40 Mililitro 100
Açúcar 59,90 Gramas 15
Pão com Manteiga e
Queijo
Pão de Leite 153,00 Gramas 50
Manteiga com Sal 58,70 Gramas 10
Queijo Mussarela 97,60 Gramas 30
Patissaria Pastel de Carne 147,30 Gramas 50*
Fruta Melancia 41,60 Gramas 150
Suplemento
Estudo de Caso
Valor Energético Total (VET):
 DRI’s (EER/2001)
Sexo, Idade, Categoria do nível de Atividade Física,
Peso, Altura, acréscimo 25Kcal/dia para energia de
depósito.
VET = 2.366,31 Kcal/dia  47
Kcal/Kg
Dieta
HIPERCALÓRICA
CASA
EER = 88,5 – (61,9 x 16) + 1,13 x [(26,7 x 50) + (903 x 1,7)] + 25
EER = 88,5 – 990,4 + 1,13 x [1335 + 1535,1] + 25
EER = 88,5 – 990,4 + 3243,21 + 25
Estudo de Caso
Distribuição de Macronutrientes / PRESCRITO CASA
% Kcal g/dia g/kg/dia
PROTEÍNA 10,14 240 60 1,2
CARBOIDRAT
O
59,86 1416,47 354,11 7,0
LIPÍDIO 30 709,89 78,87 1,5
TOTAL 100%
VET = 2.366,31 Kcal/dia
Distribuição de Macronutrientes / ALCANÇADO
% Kcal g/dia g/kg/dia
PROTEÍNA 14,67 342,92 85,73 1,7
CARBOIDRAT
O
57,55 1344,8 336,20 6,7
LIPÍDIO 27,78 649,17 72,13 1,4
TOTAL 100%
VET = 2.336,90 Kcal/dia
Estudo de Caso
CASA
Refeiçã
o
Horário
Preparaçõe
s
Alimentos Kcal
Medida
Caseira
Quantid
ade
Desjeju
m
7h
Vitamina
Leite Longa Vida
Integral
90,60 Copo pequeno 1
Abacate 105,20
Colher (sopa)
picado
4
Açúcar 59,90
Colher
(sobremesa)
1
Pão com Queijo
Pão de Leite 153,00 Unidade 1
Queijo Coalho 81,20 Fatia Média 1
Fruta Maçã 52,20
Unidade
Pequena
1
Colaçã
o
10h
Fruta Tangerina 57,40 Unidade Média 1
Oleaginosa Castanha do Pará 68,30 Unidade 2
Almoço
Salada Crua
Alface 2,80 Folha Pequena 3
Tomate 10,90 Fatia Média 3
Pepino 2,60 Fatia Pequena 5
Cenoura 13,90
Colher (sopa)
ralada
2
Colher (sopa)
Refeiçã
o
Horário
Preparaçõe
s
Alimentos Kcal
Medida
Caseira
Quantid
ade
Lanche
15h
Iogurte com
Granola
Iogurte de Morango 150,40
Unidade
Comercial
1
Granola Tradicional 71,50 Colher (sopa) 1
Jantar
18h
Salada
Alface 2,80 Folha Pequena 3
Tomate 10,90 Fatia Média 3
Espinafre Cozido 14,70
Colher (sopa)
cheia
2
Azeite de Oliva 45,00
Colher
(sobremesa)
1
Panqueca
Panqueca de Carne
Moída
129,40 Unidade Média 1
Suco Polpa de Acerola 24,50
Unidade
Comercial
1
Banana Cozida Banana da Terra 140,00 Unidade Grande 1
Clara de Ovo
Clara de Ovo de
Galinha
27,70 Unidade 2
Torradas de Pão de Unidade
ENSP/FIOCRUZ, 2007.
ENSP/FIOCRUZ, 2007.
Estudo de Caso
 O paciente não possui nenhuma intolerância ou impossibilidade de
se alimentar. Foi iniciada a dieta por via Oral, com consistência
normal, sem restrições, cursando com apetite preservado e
aceitação da alimentação proposta. Devido a gravidade da lesão
MID apresentada, foi sugerida a Terapia Nutricional com
suplementação por via Oral; iniciada a Terapia no dia 17/09, com
dois horários (às 9h – 15h) de Suplemento Hiperproteico,
acrescentando mais um horário (às 21h) no dia 23/09, estes que
mudavam de acordo com os dias que o paciente precisava ser
encaminhado para o centro cirúrgico (às 15h – 18h – 21h), até a
data presente.
Estudo de Caso
A Terapia Nutricional instituída juntamente com a
dieta proposta demonstraram benefícios:
 Atenuação de peso;
 Depleção muscular;
 Manutenção do Estado Nutricional;
 Auxílio da cicatrização da lesão com melhora importante
do quadro, quando comparado à primeira avaliação;
 Redução de sepse nos pós-operatórios (complicação
bem comum nestes casos).
Estudo de Caso
Estudo de Caso
As estratégias para aconselhamento nutricional dos
adolescentes são baseadas nos seguintes princípios:
1. Usar relação não crítica e bom senso;
2. Recomendar pequenos aumentos e mudanças progressivas;
3. Usar um contrato e sistema de incentivo agradável para o adolescente;
4. Usar termos simples e culturalmente aceitáveis;
5. Discutir as escolhas dos alimentos, as quantidades e os métodos de
preparo;
6. Orientar os aspectos positivos da dieta em vez dos nutritivos somente;
explicar que todos os alimentos podem ser usados com moderação;
7. Estar consciente dos aspectos psicológicos, culturais e socioeconômicos
que influenciam a dieta e os padrões de exercícios e facilitar o apoio
positivo;
8. Encorajar mudanças no estilo de vida de toda a família;
9. Evitar conflitos familiares gerados durante as horas das refeições,
principalmente;
10. Não menosprezar ou desvalorizar o(a) adolescente por sua forma ou
tamanho corporal.
NUTRICIONISTA
Estudo de Caso
PACIENTE
A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica
adolescência como o período da vida que vai dos 10 aos 19
anos. Nessa fase, seu corpo passa por várias mudanças,
portanto, é preciso alimentar-se bem, de forma nutritiva e
equilibrada garantindo bom desenvolvimento físico e mental.
Alimentar-se é um passo muito importante para você estar
vivo, sadio e feliz!
A alimentação tem que ser gostosa e fazer parte da história da sua
família.
Aproveite a hora das refeições!
Reúna a família e torne este momento o mais agradável possível.
Isto tornará sua alimentação ainda mais saudável.
A sua alimentação deve ser preparada e guardada em lugar limpo,
protegido de qualquer contaminação, para não causar doenças.
Isso serve para a escola e para a comida de casa, da lanchonete,
etc.
Estudo de Caso
1.Procure comer frutas, verduras e legumes variados todos os dias, pois são
ricos em vitaminas, minerais e fibras.
2.É importante comer feijão uma vez por dia e, no mínimo, quatro vezes por
semana.
3.Tente evitar os alimentos gordurosos e as frituras, como: carne com gordura
visível, salsicha, hambúrguer, mortadela, coxinha, salgadinhos, biscoitos
recheados...
4.Evite "beliscar" entre as refeições. Não substitua as refeições principais (café da
manhã, almoço e jantar) por lanches. Quando comer sanduíches, não escolha
aqueles com porção dobrada de carne, ovo ou queijo, aproveitando para caprichar
mais na salada.
5.Procure fazer as refeições com calma, em ambiente tranquilo, longe de
televisão, jogos eletrônicos...
6.É importante fazer três refeições principais e dois lanches por dia, sem pular
nenhuma delas, procurando mastigar bem os alimentos.
7.Reduza o consumo de doces, bolos, biscoitos, principalmente os recheados
e outros alimentos ricos em açúcar.
8.Diminua o consumo de sal. Cuidado com a batata frita de pacote e os biscoitos
salgados.
9.Procure trocar o refrigerante por suco de fruta natural ou água. Bebendo de
seis a oito copos de água por dia, você conseguirá garantir uma boa
hidratação, mas evite tomá-los durante as refeições.
10.Mexa-se! Evite ficar parado. Caminhe pelo seu bairro, corra, dance, ande de
bicicleta, faça esportes. Não passe muitas horas assistindo TV.
Estudo de Caso
• Kcal/gN2 = Aporte calórico não proteico por (g) Nitrogênio da
dieta.
1 g de N2  6,25g
x  175,57g Kcal/gN² = 2989,18 = 106,41Kcal : 1gN²
x = 28,09g de N2 28,09
<180:1 – indica que na dieta tem maior quantidade de proteína
em relação Kcal (CHO e LIP).
Estudo de Caso
QCA = 81,59 %LIP + 73,73 %PTN = 0,23
9,06 %LIP + 101,83 %PTN + 543,37 %CHO
• < 0,25 – Dieta anticetogênica, não promove formação
de corpos cetônicos, mas indica que na dieta tem mais
CHO em relação a PTN e LIP.
Estudo de Caso
CEREAIS 4,64 g
LEGUMINOSAS 8,48 g
OUTROS DE
ORIGEM ANIMAL
44,49 g
LEITE E DERIVADOS 74,61 g
OVOS 0,0 g
CEREAIS
4,64 x 0,5 =
2,32
LEGUMINOSAS
8,48 x 0,6 =
5,08
OUTROS DE
ORIGEM ANIMAL
44,49 x 0,7 =
31,14
LEITE E
DERIVADOS
74,61 x 0,75 =
55,95
OVOS 0,0 g
TOTAL = 94,49 gNDPcal % = (94,49 x 4) x 100 = 10,23 %
3691,72
> 10% significa que a proteína está sendo
desperdiçada.
Estudo de Caso
Proteína total da dieta ------------------- 100 %
Proteína de origem animal ------------- x
175,57 ------- 100%
119,1 --------- x
x = 67,83%
Recomendação > 30 – 35%
(Vannucchi)
 Alta oferta de proteína animal.
Estudo de Caso
K+ / NA+ = 2700,54 = 1,01
2671,15
< 1,8 Indica que na dieta contém
alto teor de Na (Sódio) em relação
ao K (Potássio).
Recomendação
 K+ / Na+ = 1,8
1g NaCl  400mg Na+ e 600mg Cl
 2671,15mg - 2400mg Na+
 271,15mg Na+
1g NaCl ----- 400mg Na+
x ----- 271,15mg Na+
x = 677,87mg Na+
A paciente ainda poderá ingerir
0,67g NaCl na Dieta.
Estudo de Caso
Ferro total da dieta ------------------- 100 %
Ferro de origem animal ------------- x
32,80 ------------ 100%
19,57 ------------ x
x = 59,66%
Dentro do valor ideal de recomendação
( > 50% de Ferro Animal)
Ca+ / P+ = 1654,59 = 0,83
1986,16
Recomendação = 1:1 ou 2:1
Estudo de Caso
Estudo de Caso
Quociente = g / Kcal
Quantidade de alimentos = 3170g
Quociente = 3170 g
3691,72 Kcal
Quociente = 0,85 g/Kcal
< 1 = Volume REDUZIDO
D.C = Kcal / g
D.C = 3691,72 Kcal = 1,16 Kcal/g
3170 g
> 1 = D.C. AUMENTADA
Dieta Hipercalórica
Referências Bibliográficas
Estudo de Caso
DIETARY REFERENCE INTAKES for Energy, Carbohydrate, Fiber, Fat, Fatty Acids,
Cholesterol, Protein, and Amino Acids (Macronutrients) (2002). The National Academiee
Press. Available in.
EISENSTEIN, E.; COELHO, S.C. et al. Nutrição na Adolescência. Jornal de Pediatria
76(Suppl3), 2000.
EISENSTEIN, E.; COELHO, S.C. Nutrindo a Saúde dos Adolescentes: Considerações
Práticas. Revista Oficial do Núcleo de Estudos da Saúde do Adolescente, 1(1): 18-26. Rio de
Janeiro, 2004.
FUNDAÇÃO EZEQUIEL DIAS (FUNED). Bula com informações ao Profissional de Saúde/Soro
Antibotrópico (Pentavalente). Minas Gerais, 2015.
FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ (FIOCRUZ). Alimentação do Adolescente. Centro
Colaborador em Alimentação e Nutrição (CECAN). Mato Grosso do Sul, 2007.
LOPES, F.A.; BRASIL, A.L.D. Nutrição e Dietética em Clínica Pediátrica. São Paulo: Editora
Atheneu, 2003.
Estudo de Caso
LUCIANO, P.M.; SILVA, G.E.B.; MARQUES, M.M.A. Acidente Botrópico Fatal. Revista de
Medicina 42(1): 61-5. Ribeirão Preto, 2009.
MANUAL DE ORIENTAÇÃO - Avaliação Nutricional da Criança e do Adolescente. Sociedade
Brasileira de Pediatria. Departamento de Nutrologia. São Paulo, 2009.
MINISTÉRIO DA SAÚDE (MS). A Construção de Vidas mais Saudáveis. Projeto de Promoção
da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde/Ministério da Saúde. Brasília, 2002.
PINHO, F.M.O.; PEREIRA, I.D. Ofidismo. Revista da Associação de Medicina do Brasil 47(1):
24-9. Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás, 2001.
VITOLO, M.R. Nutrição: da Gestação ao Evelhecimento. Rubio, p.632, 2008.
WEFFORT, V.R.S.; LAMOUNIER, J.A. Nutrição em Pediatria: da Neonatologia a
Adolescência. São Paulo: Editora Atheneu, 2009.
Referências Bibliográficas
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Estudo de Caso

  • 1. ESTUDO DE CASO Discente: Cíntia Costa da Silva (EN). Outubro 13, 2015 Estágio em Nutrição Clínica
  • 2. FACULDADE DE TECNOLOGIA E CIÊNCIAS CURSO DE GRADUAÇÃO EM NUTRIÇÃO PRECEPTORAS: Karina Dias Karina Hohenfeld Renilda Sá O presente trabalho constitui-se requisito para conclusão do Estágio em Nutrição Clínica e tem como objetivo propor conduta nutricional adequada para paciente vítima de Acidente Ofídico, atendido na enfermaria 1B, do Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), visando a melhora do seu estado nutricional. Salvador – BA, 2015.2
  • 3. Identificação do Paciente:  Nome: J. J. S.;  Idade: 16 anos;  Sexo: masculino;  Cor: moreno;  Data de admissão na enfermaria: Unidade/Leito: 1B – 105.2 (16/09  24/09) 1A – 112.2 (25/09)
  • 4. Dados Pessoais:  Escolaridade: cursando o 7º ano do ensino fundamental;  Profissão: estudante;  Estado Civil: solteiro.  Nacionalidade: Brasileiro;  Naturalidade/Procedência: Zona Rural de Valença – BA (9Km);
  • 5. História Social/ Familiar:  Renda familiar de 1 ½ salários mínimos;  Nega etilismo;  Nega tabagismo e/ou uso de drogas ilícitas;  Nega pratica de exercícios físicos regulares/ monitorados;  Nega história patológica familiar.  Moradia: reside em casa própria com mais 4 pessoas (pais e irmãos), residência possui saneamento básico, água encanada e eletricidade;
  • 6. História Patológica Pregressa:  NDN. Queixa Principal:  Acidente ofídico em MID, apresentando dor local intensa. Diagnóstico Clínico:  Acidente ofídico, PO (15/09) – 48h*, Fasciotomia + Desbridamento + Trepanação de Fíbula MID.
  • 7. Estudo de Caso História da Moléstia Atual: Problemas Data P1 Acidente ofídico em MID (Hosp. Local/ Valença - BA  Soro Antibotrópico Pentavalente – 8 ampolas)* 09/09 (Qua) P2 Transferido para HGRS  Síndrome compartimental em MID 13/09 (Dom) P3 Cir. de Fasciotomia em PD descompresiva 14/09 P4 PO/ Desbridamento de tecido necrótico 15/09 P5 PO / Desbridamento de tecidos desvitalizados (Und. 1B)* 16/09 P6 PO/ Desbridamento de tecidos desvitalizados com trepanação óssea 21/09 P7 PO/ Desbridamento cirúrgico 24/09 P8 PO/ Desbridamento + trepanação óssea + sutura de ferida (Und. 1A)* 30/09
  • 8. Medicamentos em uso/ Interação droga-nutriente Estudo de Caso
  • 9. Estudo de Caso Medicamentos Classificação Interação x Nutrientes Tazocin Antibiótico Pode provocar resultado falso- positivo de glicose na urina. Dipirona Analgésico e Antitérmico – Tylex Analgésico – Plasil Antiemético Pode levar o paciente a uma hipoglicemia, devido a estase gástrica, a insulina começa a agir antes que os alimentos tenham saído do estômago. Tramal Analgésico Náusea, vômito, boca seca, tontura e sonolência. Dimorf Analgésico Sistêmico Constipação, náusea, boca seca, diminuição do apetite, dificuldade de urinar.
  • 10. Estudo de Caso Medicamentos Classificação Interação Omeprazol Antiácido e Antiulceroso  absorção de ferro e vitamina B12 Clexane Anticoagulante e Antitrombótico  absorção digestiva de vitamina K Sulfato Ferroso 300mg/ VO – 3x/ dia Antianêmico  absorção de tiroxina (T4) e cobre; Cálcio  sua absorção no organismo e vitamina C  Pirose, dor epigástrica, náusea, desconforto gástrico, gosto metálico, vômito, cólica, constipação e diarreia. Folato 5mg/ VO – 1x/ dia Antianêmico  vitamina B12 (longo prazo)
  • 12. INDICADORES ANTROPOMÉTRICOS 21/09/15 (1B) INTERPRETAÇÃO 25/09/15 (1A) Peso (R)    Estatura (R)    Peso (E)/ Idade 50 Kg Adequado para idade Escore Z >-2 e <-1 / P>3 e <15 50 Kg Estatura (E)/ Idade 1,70 m Adequada para idade Escore Z >-1 e <+1 / P>15 e <85 1,70 m IMC/ Idade 17,30Kg/m² Eutrofia Escore Z >-2 e <-1 / P>3 e <15 17,30Kg/m² CB 23 cm P15 - Risco de depleção  CMB 21,12 cm P5 - Risco de depleção  PCT 6 mm P15 - Risco de depleção  PCSE 6 mm P15 - Risco de depleção   PCT + PCSE 12 mm P10 - Risco de depleção  % GC PCT + PCSE 9,97 % Abaixo da média - Tecido Muscular e Adiposo  AMB 25,51 cm P10 - Risco de depleção  CC    Envergadura 85 cm   AJ 48,5 cm   *** NRS
  • 13. Estudo de Caso Região Anatômica Achado Clínico Capacidade Física Acamado + móvel Cabelo Sem alterações Face Um pouco pálida Olhos Mucosas hipocrômicas (++/IV) / Anictérico Lábios Sem alterações Dentes Dentição completa / Mastigação normal Língua Papilas gustativas tróficas Pescoço Sem alterações Pele Turgor e elasticidade preservados Abdômen Plano Unhas Sem alterações MMSS/ MMII NDN/ Lesão em MID com odor fétido* Extremidades Bem perfundidas Tecido Subcutâneo e Muscular Sem edema, ascite e UPP / Visível depleção de Tecido Adiposo e Muscular
  • 15. EXAMES Resultados 16/09/15 Resultados 18/09/15 Resultados 23/09/15 Resultados 01/10/15 VALORES DE REFERÊNCIA Hemácias  2,72  3,17  2,93  2,86 4,3 – 6,0 x 10₆/mm³ (<) indicam anemia Hemoglobina  7,2  8,4  8,0  7,7 13,5 – 18,0 g/dL (<) indicativo de anemia Hematócrito  21,9  25,2  24,4  23,7 41 – 54 % (<) indicativo de anemia VCM 80,5  79,5 83,3 82,9 80 – 100 fL (<) hemácias microcíticas HCM  26,5  26,5 27,3  26,9 27 – 32 pg (<) hipocromia CHCM 32,9 33,3 32,8 32,5 32 – 36 g/dL Avalia concentração de hemoglobina dentro das hemácias RDW-CV 13,7  15,0  15,6 14,1 11,5 – 14,5 % (>) hemácias de tamanhos diferentes circulando/ carência de ferro Leucócitos Totais  23.340  22.880  21.690  12.880 3.600 – 11.000 mm³ (>) indicativo de infecção Neutrófilos Segmentados  18.369  18.304  17.092  9.827 1.800 – 7.000 mm³ (>) indicativo de infecção bacteriana
  • 16. EXAMES Resultados 16/09/15 Resultados 18/09/15 Resultados 23/09/15 Resultados 01/10/15 VALORES DE REFERÊNCIA Linfócitos 3.198 2.677 2.603 1.507 800 – 4.500 mm³ (<) linfopenia - déficit imunológico / (>) linfocitose - processo infeccioso (vírus) Monócitos 817 686  1.432  1.159 300 – 900 mm³ (>) indicativo de processos infecciosos virais / bacterianos Contagem de Plaquetas 343 mil  564 mil  834 mil  833 mil 150 – 450 mil/mm³ (>) respondem pelo processo de coagulação Ureia 40 19,3 22,6 32,5 17 – 43 mg/dL Avalia função Renal Creatinina  0,6 0,7 0,7  0,6 0,7 – 1,3 mg/dL Avalia função Renal (>) quantidade de massa muscular e o grau de nutrição Sódio  131  134  131  130 137 – 145 mmol/L (<) 125 Hiponatremia * Pacientes hospitalizados que recebem por via endovenosa grandes quantidades de líquidos, o sódio se dilui Potássio 3,9 4,8 5,1 4,6 3,5 – 5,1 mmol/L CK (NAC)  1.859  958   < 171 U/L (>) quando há lesão de músculos esqueléticos ou cardíaco
  • 17. Estudo de Caso  Paciente hemotransfundido, devido à perda de sangue pela lesão.  16/09/2015  27/09/2015  10 bolsas de sangue.
  • 19. Estudo de Caso Walter C. Willet Ingestão hídrica  2L/dia Não consome com frequência os óleos vegetais Não ingere bebidas alcoólicas Não tem hábito de consumir cereais integrais, prefere carboidratos simples Ingesta frequente dos vegetais Consome frutas com frequência e várias vezes ao dia Ingestão adequada de carnes brancas o ovos Ingestão moderada de leguminosas, legumes e oleaginosas Consome com frequência leite e derivados Consome com frequência alimentos industrializados (biscoito recheado, salgadinhos, doces, refrigerante); batata (purê) Consome com frequência manteiga e carne vermelha
  • 20. Estudo de Caso Suplemento Hiperproteico 9h e 15h (17/09) 9h, 15h e 21h (23/09) 15h, 18h e 21h *** •Café com leite + Pão com manteiga (2**) + Fruta Desjejum •Suplemento Hiperproteico + MaçãColação •Salada Cozida + Peixe + Arroz + Feijão + Gelatina + Suco Almoço •Suplemento Hiperproteico + BiscoitosLanche •Sopa + Café com leite + Pão com queijo + Pastel + Fruta Jantar •Suplemento Hiperproteico + BiscoitosCeia Apetite preservado Volume e Fracionamento adequados Ingestão hídrica  9 copos/dia*** Aceitação de toda dieta ofertada
  • 21. Diagnóstico Nutricional Estudo de Caso Paciente eutrófico, com risco nutricional.
  • 22. Estudo de Caso DOS PROBLEMAS DIAGNOSTICADOS
  • 23. Revista de Medicina - Brasil, 2001. Representam sério problema de Saúde Pública nos Países Tropicais (MUNDO) 3.000 espécies de serpentes  10-14% são peçonhentas OMS calcula 1,2mi – 1,6mi acidentes por serpentes/ano com 30mil – 40mil mortes (BRASIL) dados do MS  19mil – 22mil acidentes ofídicos/ano Existem aprox. 250 espécies sendo que 70 são peçonhentas Peçonhentas (4 gêneros)  Bothrops, Crotalus, Lachesis, Micrurus Nordeste tem  índice de acidentes (7acidentes/100mil habitantes) Faixa etária varia entre 15-49 anos / sexo masculino Identificar o animal causador do acidente é imprescindível
  • 24. Revista de Medicina - Brasil, 2001. A peçonha possui atividades fisiopatológicas com lesões locais e destruição tecidual Ativa a coagulação podendo induzir incoagulabilidade sanguínea por consumo de fibrinogênio Promove liberação de substâncias hipotensoras Provoca lesões na membrana basal dos capilares por ação hemorrágica Dor local; Sangramentos no local da picada; Edema de caráter precoce e progressivo; Lesões bolhosas; Necrose de tecidos moles com formação de abscessos; Síndrome Compartimental  perda funcional ou anatômica do membro acometido; Epistaxes; Vômitos e Hematêmese; Sudorese.  Fasciotomia (PD);  Desbridamento;  Trepanação Óssea (Fíbula);  Sutura da lesão;  Enxerto de pele.
  • 25. Revista de Medicina - Brasil, 2001.
  • 26.
  • 27.
  • 28. Estudo de Caso  (24/09/2015): Paciente evolui clinicamente estável, LOTE e verbalizando; eupneico; ciclo vígilia-sono preservado; com quadros esporádicos de febre no período noturno (38,5ºC); normotenso (PA: 120x80mmHg); HGT (6h): 87mg/dL. RIN, nega náuseas, vômitos ou outras intercorrências referentes ao TGI nas últimas 24h. RUN. A cada 48h paciente fica em dieta Zero para realização de Desbridamento em MID no Centro Cirúrgico. Refere apetite preservado e aceitação total da terapia nutricional e dieta ofertada.
  • 29. Estudo de Caso  Recuperar um bom estado nutricional;  Manter um crescimento e desenvolvimento adequados para idade;  Prevenir deficiências nutricionais e depleção da massa muscular;  Auxiliar na melhora do processo de cicatrização da lesão apresentada;  Ofertar nutrientes que ajudem na resposta imune contra infecções.
  • 31. Estudo de Caso Valor Energético Total (VET):  DRI’s (EER/2001) Sexo, Idade, Categoria do nível de Atividade Física, Peso, Altura, acréscimo 25Kcal/dia para energia de depósito. VET = 1.993,2 Kcal/dia  40 Kcal/Kg EER = 88,5 – (61,9 x 16) + 1,0 x [(26,7 x 50) + (903 x 1,7)] + 25 EER = 88,5 – 990,4 + 1,0 x [1335 + 1535,1] + 25 EER = 88,5 – 990,4 + 2870,1 + 25 Dieta HIPERCALÓRICA HOSPITAL
  • 32. Estudo de Caso Distribuição de Macronutrientes / PRESCRITO HOSPITAL % Kcal g/dia g/kg/dia PROTEÍNA 20,56 410 102,5 2,05 CARBOIDRA TO 53,44 1065,16 266,29 5,32 LIPÍDIO 26 518,23 57,58 1,15 TOTAL 100% VET = 1.993,2 Kcal/dia Distribuição de Macronutrientes / ALCANÇADO % Kcal g/dia g/kg/dia PROTEÍNA 19,02 702 175,57 3,51 CARBOIDRA TO 58,87 2173,31 543,37 10,86 LIPÍDIO 22,10 815,87 90,66 1,81 TOTAL 99,99% VET = 3.691,72 Kcal/dia
  • 33. Estudo de Caso PRESCRIÇÃO DE MACRONUTRIENTES PROTEÍNA Dieta Hiperproteica, contendo 2,05g/kg/dia de proteínas; visando um aporte necessário para auxiliar na cicatrização da lesão apresentada, atuando na reconstrução dos novos tecidos, além de evitar o catabolismo visceral e muscular, e ajudar no sistema imune através do aminoácido Arginina (Suplemento*). CARBOIDRAT O Dieta Normoglicídica, contendo 53,44% de carboidratos; dando preferência para os CHO Complexos. Esse macronutriente é a principal fonte energética para o desempenho das atividades do organismo e é imprescindível na adolescência. LIPÍDIO Dieta Normolipídica, contendo 26% de lipídeos. Serão priorizadas as gorduras de origem vegetal, mono e poli- insaturadas e os ácidos graxos essenciais, tentando restringir o consumo de gorduras saturadas e trans. DRI’s, 2002 - PTN: 0,85g/kg/dia / CHO: 45-65% / LIP: 25-35%
  • 34. A 900mcg Cofator na síntese do colágeno, aumento da regeneração tecidual auxiliando a síntese de glicoproteínas e na resposta imunológica. Complexo B 1,2mg ; 1,3mg; 1,3mg; 2,4ug Ajuda na produção de energia necessária para os músculos (B1); Cofator no metabolismo de colágeno (B2); Coenzima na ativação da síntese proteica, ajuda a formar hemácias e anticorpos (B6); Coenzima na síntese de proteínas (B12). C 75mg Ajuda na síntese de colágeno, na melhora da ação dos leucócitos, acelera a regeneraçã o tecidual. D 5mcg Participa da regulação de diversas proteínas estruturais, incluindo o colágeno. E 15mg Tem propriedades antioxidantes , reforça o sistema imunológico. K 75ug Ajuda na síntese de fatores de coagulação, pré requisito para a cicatrização das lesões. Bottoni et al, 2011.
  • 35. Bottoni et al, 2011. •A ação do colágeno depende deste nutriente; auxilia na regulação da função muscular. CÁLCIO 1300 mg/dia •Participa da síntese de colágeno e elimina radicais livres. COBRE 890 ug/dia •Participa da síntese do colágeno; é essencial no transporte de oxigênio pela hemoglobina ao leito das feridas. FERRO 11 mg/dia •Fundamental para o crescimento, manutenção e reparação dos tecidos. FÓSFORO 1250 mg/dia •Participa da síntese proteica e de colágeno. MAGNÉSIO 410 mg/dia •Participa da síntese de colágeno. MANGANÊS 2,2 mg/dia •Antioxidante, e participa da manutenção da função dos tecidos orgânicos e afecções musculares. SELÊNIO 55 ug/dia •Fundamental na resposta imunológica e processos de cicatrização de feridas por meio da replicação celular. ZINCO 11 mg/dia
  • 36. Estudo de Caso CARACTERÍSTICAS DA DIETA ViadeAdministração •Dieta por Via Oral. Fracionamento/Volume •6 Refeições diárias. •Volume Normal, contribuindo para que continue aceitando todas as refeições oferecidas. Consistência •Normal, respeitando a aceitação do paciente. Características •Fibras: 38g/dia (DRI’s, 2002). •Líquidos: 3,3L/dia (DRI’s, 2002). •Condimentos: Dieta normossódica e priorizando temperos de ervas aromáticas. •Temperatura: Adequada as preparações.
  • 38. Refeiçã o Horário Preparações Alimentos Kcal Medid a Caseir a Quantida de Desjeju m 7h Café com Leite Café Infusão 8,80 Mililitro 150 Leite Longa Vida Integral 60,40 Mililitro 100 Açúcar 59,90 Gramas 15 Pão com Manteiga Pão de Leite 305,90 Gramas 100 Manteiga com Sal 117,40 Gramas 20 Fruta Mamão 64,50 Gramas 150 Colaçã o 9h Suplemento Hiperproteico Cubitan 255,00 Mililitro 200 Fruta Maçã 97,80 Gramas 150 Almoço 12h Salada Cozida Cenoura Cozida 14,40 Gramas 30 Batata Cozida 38,70 Gramas 30 Beterraba Cozida 10,50 Gramas 30 Couve Cozida 3,40 Gramas 10 Filé Grelhado Filé de Frango 263,80 Gramas 150 Arroz Cozido Arroz Branco 243,60 Gramas 200
  • 39. Refeiçã o Horário Preparações Alimentos Kcal Medid a Caseir a Quantida de Lanche 15h Suplemento Hiperproteico Cubitan 255,00 Mililitro 200 Biscoito Maisena 228,20 Gramas 50* Jantar 18h Sopa de Legumes 250 mL Batata Cozida 51,60 Gramas 40 Cenoura Cozida 19,20 Gramas 40 Chuchu Cozido 10,90 Gramas 40 Café com Leite Café Infusão 8,80 Mililitro 150 Leite Longa Vida Integral 60,40 Mililitro 100 Açúcar 59,90 Gramas 15 Pão com Manteiga e Queijo Pão de Leite 153,00 Gramas 50 Manteiga com Sal 58,70 Gramas 10 Queijo Mussarela 97,60 Gramas 30 Patissaria Pastel de Carne 147,30 Gramas 50* Fruta Melancia 41,60 Gramas 150 Suplemento
  • 40.
  • 41. Estudo de Caso Valor Energético Total (VET):  DRI’s (EER/2001) Sexo, Idade, Categoria do nível de Atividade Física, Peso, Altura, acréscimo 25Kcal/dia para energia de depósito. VET = 2.366,31 Kcal/dia  47 Kcal/Kg Dieta HIPERCALÓRICA CASA EER = 88,5 – (61,9 x 16) + 1,13 x [(26,7 x 50) + (903 x 1,7)] + 25 EER = 88,5 – 990,4 + 1,13 x [1335 + 1535,1] + 25 EER = 88,5 – 990,4 + 3243,21 + 25
  • 42. Estudo de Caso Distribuição de Macronutrientes / PRESCRITO CASA % Kcal g/dia g/kg/dia PROTEÍNA 10,14 240 60 1,2 CARBOIDRAT O 59,86 1416,47 354,11 7,0 LIPÍDIO 30 709,89 78,87 1,5 TOTAL 100% VET = 2.366,31 Kcal/dia Distribuição de Macronutrientes / ALCANÇADO % Kcal g/dia g/kg/dia PROTEÍNA 14,67 342,92 85,73 1,7 CARBOIDRAT O 57,55 1344,8 336,20 6,7 LIPÍDIO 27,78 649,17 72,13 1,4 TOTAL 100% VET = 2.336,90 Kcal/dia
  • 44. Refeiçã o Horário Preparaçõe s Alimentos Kcal Medida Caseira Quantid ade Desjeju m 7h Vitamina Leite Longa Vida Integral 90,60 Copo pequeno 1 Abacate 105,20 Colher (sopa) picado 4 Açúcar 59,90 Colher (sobremesa) 1 Pão com Queijo Pão de Leite 153,00 Unidade 1 Queijo Coalho 81,20 Fatia Média 1 Fruta Maçã 52,20 Unidade Pequena 1 Colaçã o 10h Fruta Tangerina 57,40 Unidade Média 1 Oleaginosa Castanha do Pará 68,30 Unidade 2 Almoço Salada Crua Alface 2,80 Folha Pequena 3 Tomate 10,90 Fatia Média 3 Pepino 2,60 Fatia Pequena 5 Cenoura 13,90 Colher (sopa) ralada 2 Colher (sopa)
  • 45. Refeiçã o Horário Preparaçõe s Alimentos Kcal Medida Caseira Quantid ade Lanche 15h Iogurte com Granola Iogurte de Morango 150,40 Unidade Comercial 1 Granola Tradicional 71,50 Colher (sopa) 1 Jantar 18h Salada Alface 2,80 Folha Pequena 3 Tomate 10,90 Fatia Média 3 Espinafre Cozido 14,70 Colher (sopa) cheia 2 Azeite de Oliva 45,00 Colher (sobremesa) 1 Panqueca Panqueca de Carne Moída 129,40 Unidade Média 1 Suco Polpa de Acerola 24,50 Unidade Comercial 1 Banana Cozida Banana da Terra 140,00 Unidade Grande 1 Clara de Ovo Clara de Ovo de Galinha 27,70 Unidade 2 Torradas de Pão de Unidade
  • 46.
  • 49. Estudo de Caso  O paciente não possui nenhuma intolerância ou impossibilidade de se alimentar. Foi iniciada a dieta por via Oral, com consistência normal, sem restrições, cursando com apetite preservado e aceitação da alimentação proposta. Devido a gravidade da lesão MID apresentada, foi sugerida a Terapia Nutricional com suplementação por via Oral; iniciada a Terapia no dia 17/09, com dois horários (às 9h – 15h) de Suplemento Hiperproteico, acrescentando mais um horário (às 21h) no dia 23/09, estes que mudavam de acordo com os dias que o paciente precisava ser encaminhado para o centro cirúrgico (às 15h – 18h – 21h), até a data presente.
  • 50. Estudo de Caso A Terapia Nutricional instituída juntamente com a dieta proposta demonstraram benefícios:  Atenuação de peso;  Depleção muscular;  Manutenção do Estado Nutricional;  Auxílio da cicatrização da lesão com melhora importante do quadro, quando comparado à primeira avaliação;  Redução de sepse nos pós-operatórios (complicação bem comum nestes casos).
  • 52. Estudo de Caso As estratégias para aconselhamento nutricional dos adolescentes são baseadas nos seguintes princípios: 1. Usar relação não crítica e bom senso; 2. Recomendar pequenos aumentos e mudanças progressivas; 3. Usar um contrato e sistema de incentivo agradável para o adolescente; 4. Usar termos simples e culturalmente aceitáveis; 5. Discutir as escolhas dos alimentos, as quantidades e os métodos de preparo; 6. Orientar os aspectos positivos da dieta em vez dos nutritivos somente; explicar que todos os alimentos podem ser usados com moderação; 7. Estar consciente dos aspectos psicológicos, culturais e socioeconômicos que influenciam a dieta e os padrões de exercícios e facilitar o apoio positivo; 8. Encorajar mudanças no estilo de vida de toda a família; 9. Evitar conflitos familiares gerados durante as horas das refeições, principalmente; 10. Não menosprezar ou desvalorizar o(a) adolescente por sua forma ou tamanho corporal. NUTRICIONISTA
  • 53. Estudo de Caso PACIENTE A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica adolescência como o período da vida que vai dos 10 aos 19 anos. Nessa fase, seu corpo passa por várias mudanças, portanto, é preciso alimentar-se bem, de forma nutritiva e equilibrada garantindo bom desenvolvimento físico e mental. Alimentar-se é um passo muito importante para você estar vivo, sadio e feliz! A alimentação tem que ser gostosa e fazer parte da história da sua família. Aproveite a hora das refeições! Reúna a família e torne este momento o mais agradável possível. Isto tornará sua alimentação ainda mais saudável. A sua alimentação deve ser preparada e guardada em lugar limpo, protegido de qualquer contaminação, para não causar doenças. Isso serve para a escola e para a comida de casa, da lanchonete, etc.
  • 54. Estudo de Caso 1.Procure comer frutas, verduras e legumes variados todos os dias, pois são ricos em vitaminas, minerais e fibras. 2.É importante comer feijão uma vez por dia e, no mínimo, quatro vezes por semana. 3.Tente evitar os alimentos gordurosos e as frituras, como: carne com gordura visível, salsicha, hambúrguer, mortadela, coxinha, salgadinhos, biscoitos recheados... 4.Evite "beliscar" entre as refeições. Não substitua as refeições principais (café da manhã, almoço e jantar) por lanches. Quando comer sanduíches, não escolha aqueles com porção dobrada de carne, ovo ou queijo, aproveitando para caprichar mais na salada. 5.Procure fazer as refeições com calma, em ambiente tranquilo, longe de televisão, jogos eletrônicos... 6.É importante fazer três refeições principais e dois lanches por dia, sem pular nenhuma delas, procurando mastigar bem os alimentos. 7.Reduza o consumo de doces, bolos, biscoitos, principalmente os recheados e outros alimentos ricos em açúcar. 8.Diminua o consumo de sal. Cuidado com a batata frita de pacote e os biscoitos salgados. 9.Procure trocar o refrigerante por suco de fruta natural ou água. Bebendo de seis a oito copos de água por dia, você conseguirá garantir uma boa hidratação, mas evite tomá-los durante as refeições. 10.Mexa-se! Evite ficar parado. Caminhe pelo seu bairro, corra, dance, ande de bicicleta, faça esportes. Não passe muitas horas assistindo TV.
  • 55. Estudo de Caso • Kcal/gN2 = Aporte calórico não proteico por (g) Nitrogênio da dieta. 1 g de N2  6,25g x  175,57g Kcal/gN² = 2989,18 = 106,41Kcal : 1gN² x = 28,09g de N2 28,09 <180:1 – indica que na dieta tem maior quantidade de proteína em relação Kcal (CHO e LIP).
  • 56. Estudo de Caso QCA = 81,59 %LIP + 73,73 %PTN = 0,23 9,06 %LIP + 101,83 %PTN + 543,37 %CHO • < 0,25 – Dieta anticetogênica, não promove formação de corpos cetônicos, mas indica que na dieta tem mais CHO em relação a PTN e LIP.
  • 57. Estudo de Caso CEREAIS 4,64 g LEGUMINOSAS 8,48 g OUTROS DE ORIGEM ANIMAL 44,49 g LEITE E DERIVADOS 74,61 g OVOS 0,0 g CEREAIS 4,64 x 0,5 = 2,32 LEGUMINOSAS 8,48 x 0,6 = 5,08 OUTROS DE ORIGEM ANIMAL 44,49 x 0,7 = 31,14 LEITE E DERIVADOS 74,61 x 0,75 = 55,95 OVOS 0,0 g TOTAL = 94,49 gNDPcal % = (94,49 x 4) x 100 = 10,23 % 3691,72 > 10% significa que a proteína está sendo desperdiçada.
  • 58. Estudo de Caso Proteína total da dieta ------------------- 100 % Proteína de origem animal ------------- x 175,57 ------- 100% 119,1 --------- x x = 67,83% Recomendação > 30 – 35% (Vannucchi)  Alta oferta de proteína animal.
  • 59. Estudo de Caso K+ / NA+ = 2700,54 = 1,01 2671,15 < 1,8 Indica que na dieta contém alto teor de Na (Sódio) em relação ao K (Potássio). Recomendação  K+ / Na+ = 1,8 1g NaCl  400mg Na+ e 600mg Cl  2671,15mg - 2400mg Na+  271,15mg Na+ 1g NaCl ----- 400mg Na+ x ----- 271,15mg Na+ x = 677,87mg Na+ A paciente ainda poderá ingerir 0,67g NaCl na Dieta.
  • 60. Estudo de Caso Ferro total da dieta ------------------- 100 % Ferro de origem animal ------------- x 32,80 ------------ 100% 19,57 ------------ x x = 59,66% Dentro do valor ideal de recomendação ( > 50% de Ferro Animal) Ca+ / P+ = 1654,59 = 0,83 1986,16 Recomendação = 1:1 ou 2:1
  • 62. Estudo de Caso Quociente = g / Kcal Quantidade de alimentos = 3170g Quociente = 3170 g 3691,72 Kcal Quociente = 0,85 g/Kcal < 1 = Volume REDUZIDO D.C = Kcal / g D.C = 3691,72 Kcal = 1,16 Kcal/g 3170 g > 1 = D.C. AUMENTADA Dieta Hipercalórica
  • 63. Referências Bibliográficas Estudo de Caso DIETARY REFERENCE INTAKES for Energy, Carbohydrate, Fiber, Fat, Fatty Acids, Cholesterol, Protein, and Amino Acids (Macronutrients) (2002). The National Academiee Press. Available in. EISENSTEIN, E.; COELHO, S.C. et al. Nutrição na Adolescência. Jornal de Pediatria 76(Suppl3), 2000. EISENSTEIN, E.; COELHO, S.C. Nutrindo a Saúde dos Adolescentes: Considerações Práticas. Revista Oficial do Núcleo de Estudos da Saúde do Adolescente, 1(1): 18-26. Rio de Janeiro, 2004. FUNDAÇÃO EZEQUIEL DIAS (FUNED). Bula com informações ao Profissional de Saúde/Soro Antibotrópico (Pentavalente). Minas Gerais, 2015. FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ (FIOCRUZ). Alimentação do Adolescente. Centro Colaborador em Alimentação e Nutrição (CECAN). Mato Grosso do Sul, 2007. LOPES, F.A.; BRASIL, A.L.D. Nutrição e Dietética em Clínica Pediátrica. São Paulo: Editora Atheneu, 2003.
  • 64. Estudo de Caso LUCIANO, P.M.; SILVA, G.E.B.; MARQUES, M.M.A. Acidente Botrópico Fatal. Revista de Medicina 42(1): 61-5. Ribeirão Preto, 2009. MANUAL DE ORIENTAÇÃO - Avaliação Nutricional da Criança e do Adolescente. Sociedade Brasileira de Pediatria. Departamento de Nutrologia. São Paulo, 2009. MINISTÉRIO DA SAÚDE (MS). A Construção de Vidas mais Saudáveis. Projeto de Promoção da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde/Ministério da Saúde. Brasília, 2002. PINHO, F.M.O.; PEREIRA, I.D. Ofidismo. Revista da Associação de Medicina do Brasil 47(1): 24-9. Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás, 2001. VITOLO, M.R. Nutrição: da Gestação ao Evelhecimento. Rubio, p.632, 2008. WEFFORT, V.R.S.; LAMOUNIER, J.A. Nutrição em Pediatria: da Neonatologia a Adolescência. São Paulo: Editora Atheneu, 2009. Referências Bibliográficas