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  1. 1. O Desejo como desencadeador do processo humano PSICANÁLISE - Teoria psicológica que se ocupa da estrutura, o funcionamento da mente humana e os processos mentais inconscientes - Modo particular de tratamento de doenças de natureza psicológica e desequilíbrio mental sem causa orgânica Sigmund Freud - Método terapêutico de análise dos motivos do comportamento (livre associação + interpretação dos sonhos) 1856 (Áustria) a 1939 (Londres) Médico, neurologista  filosofia, psiquiatria, psicologia, psicoterapia e psicanálise
  2. 2. DESEJO HUMANO • Condição humana que está ligada diretamente à construção do psiquismo, interferindo nos afetos, nas atitudes e no comportamento • É constituído ao longo da vida, interfere e sofre interferência das diferentes experiências • Grande parte de seu conteúdo está presente no psiquismo de forma inconsciente (desconhecido) • Sofre influências e influencia relações com grupos, instituições (família, escola, igreja, entre outros) • DESEJO é o LUGAR do...  IMAGINÁRIO  SIMBÓLICO  ARQUÉTIPOS (modelos)  SUBJETIVIDADE
  3. 3. PULSÃO • É a carga energética (impulsos) que se encontra na origem da atividade motora do organismo e do funcionamento psíquico inconsciente do homem. • Objetivo da pulsão  busca de satisfação EROS - Pulsão de vida  inclui as impulsos sexuais, sob o domínio do princípio do prazer (não conhece limites) e de autoconservação - princípio de realidade (impõe limites externos e internos) Ex: união, amor, síntese, construção, acasalamento, aproximação TANATOS - Pulsão de morte  pode ser autodestrutiva (psicossomática) ou dirigida para fora e se manifestar como pulsão agressiva ou destrutiva Ex: desunião, destriução, violência, separação, agressão
  4. 4. LIBIDO  Forte desejo ou anseio (instinto de vida)  Fonte de energia psíquica associada ao impulso e aos fenômenos sexuais (desejos de dominação) conhecimento, sensual, de  Sexo - objeto natural de interesse das pessoas, sua principal fonte de felicidade - único e poderoso motivador do comportamento humano  sobrevivência da espécie e instinto de conservação (sobrevivência individual)
  5. 5. CATEXIA • Concentração de energia psíquica num dado objeto  processo no qual a libido disponível na psiquê é vinculada ou investida na representação mental de uma pessoa, idéia ou coisa. • A teoria psicanalítica está interessada em compreender onde a libido foi catexizada inadequadamente. Uma vez liberada ou redirecionada, esta mesma energia está então disponível para satisfazer outras necessidades habituais. Ex: se você gosta ou admira determinada pessoa, significa que a sua libido está catexizada na mesma; se você deseja algum objeto de consumo, também despenderá uma energia psíquica (libido) para adquiri-lo.
  6. 6.  1ᵃ TEORIA DE ESTRUTURA DO APARELHO PSÍQUICO (1900) • INCONSCIENTE Conteúdos psíquicos que dificilmente se tornam conscientes. São barrados da consciência por uma forte força. Podem ser captados apenas indiretamente e por meio de técnicas especiais de interpretação psicanalítica. • CONSCIENTE Todo conteúdo do qual estamos cientes num dado momento. Constitui uma pequena parte da mente. • PRÉ-CONSCIENTE Lembranças, sentimentos, sensações que podem facilmente se tornar conscientes por um esforço de atenção.
  7. 7.  FASES DO DESENVOLVIMENTO PSICO-SEXUAL • FASE ORAL • FASE ANAL • FASE FÁLICA • FASE GENITAL  COMPLEXO DE ÉDIPO
  8. 8. FASE ORAL - Nascimento até 1 ano e meio de vida - Regiões de prazer : boca, lábios e língua  a forma como a criança “reconhece” o mundo ao seu redor é através da boca (desejos e gratificações são orais)  Gratificação: alimentar-se “do mundo”  restrição, contenção, satisfação ou não com o alimento. Fixação: se, por algum motivo, a criança não obteve gratificação adequada, no futuro poderá desenvolver comportamentos que busquem a satisfação tardia. Ex: fumar, roer unhas, mascar chicletes, chupar pirulitos, distúrbios alimentares: comer demais ou menos
  9. 9. FASE ANAL - Em torno de 2 anos e meio de idade - O ânus é o lugar mais importante de tensão e de gratificação sexual (prazer e desprazer na expulsão ou retenção das fezes)  Gratificação: significado positivo do que nos representa tal fase  produção daquilo que colocamos do mundo interno para o mundo externo  Fixação: se, por algum motivo, a criança não obteve gratificação adequada, ela poderá, no futuro, desenvolver comportamentos que busquem a satisfação tardia. Ex: excesso de limpeza, rigidez, problemas no funcionamento do intestino, TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo).
  10. 10. FASE FÁLICA • Em torno dos 3 aos 5 anos de idade • Forte ligação com o genitor do sexo oposto • Os órgãos sexuais passam a assumir o papel sexual principal (desejo de olhar e de ser olhado, o desejo de exibir). • Fálico: mostrar ao outro, ao mundo a sua potência  Gratificação: poder (de mostrar, impor, admitir, exigir, subordinar, competir, ganhar, não perder, assumir espaço); ser reconhecido e admirado  Fixação: vaidade, egoísmo, baixa-estima, timidez, desvalorização; homens se vangloriam das proezas sexuais e tratam mulheres com desprezo; mulheres levianas e promíscuas
  11. 11. FASE GENITAL • Puberdade (a partir de 11 anos de idade) • Impulsos sexuais são novamente despertados. • Na relação sexual, os adultos podem realizar desejos não satisfeitos na infância • Objeto de erotização ou de desejo não está mais no próprio corpo, mas em um objeto externo ao indivíduo – o outro.  Gratificação: afetividade, carinho, emoção, vínculo, realização emocional; leva à sexualidade madura, controlada, senso de responsabilidade, cuidado e respeito com outras pessoas.
  12. 12. Complexo de Édipo  Ocorre por volta dos 3 anos  Consiste no desejo inconsciente de uma criança pela mãe, acompanhado do anseio de substituir ou destruir o pai. Tragédia Grega - Sófocles (496 a 406 a.C ) – Édipo Rei  Caracteriza-se por sentimentos contraditórios de amor e hostilidade: menino tem o desejo de ser forte como o pai e ao mesmo tempo tem “ódio” pelo ciúme da mãe.  Diferenciação do sujeito em relação aos pais: percepção que não é o centro das atenções, precisa renunciar ao mundo que organizou e à ilusão de proteção e amor total.
  13. 13. 2ᵃ ESTRUTURA DO APARELHO PSÍQUICO Hipótese estrutural: ID, EGO, SUPEREGO (1920 – 1923)
  14. 14. HIPÓTESE ESTRUTURAL PSÍQUICA ID • Reservatório da energia psíquica; conteúdo genético inconsciente • Local das pulsões de vida (criadoras) e de morte (destruidoras = sádicos, masoquistas), • Regido pelo princípio do prazer; • Exige satisfação imediata dos impulsos; não leva em conta a possibilidade de conseqüências indesejáveis (é a “criança” do ser humano) • Quando ID rebela contra o mundo  estados neuróticos Ex. explica comportamentos como tiques nervosos, depressões, sintomas psicossomáticos, algumas dores de cabeça, alergias, resfriados crônicos
  15. 15. HIPÓTESE ESTRUTURAL PSÍQUICA EGO • Sistema que estabelece o equilíbrio entre as exigências do Id, a realidade e as ordens do Superego (freio do comportamento). • É regido pelo princípio da realidade; avalia e tenta conciliar os desejos; se não são adequados não são satisfeitos, mas reprimidos (é o “adulto” do ser humano) Ex: pessoas com razão, lógica, calculista, utilitário, prático, cauteloso ( Ego-istas). •
  16. 16. HIPÓTESE ESTRUTURAL PSÍQUICA SUPER-EGO • Contém os ideais do indivíduo, as normas, os valores morais e culturais internalizados, da autoridade absorvidos através da família ou mesmo da sociedade no qual está inserido (simboliza os pais, a sociedade dentro de nós) • É a fonte dos sentimentos de culpa, das proibições e limites, medo de punição, exige a repressão dos impulsos instintivos do ID, que vão contra os valores sociais e morais. • Ex: pessoas angustiadas, indecisas, tímidas, receosas, exagerado senso de responsabilidade •
  17. 17. MECANISMOS DE DEFESA Consistem em estratégias que o Ego utiliza para se defender contra a ansiedade provocada pelos conflitos da vida cotidiana. Os mecanismos de defesa envolvem negações ou distorções da realidade. • • • • • • • Transferência afetiva Repressão Sublimação Catitimia Projeção Racionalização Fantasia ou Holotomia
  18. 18. ALGUNS MECANISMOS DE DEFESA...  Repressão: envolve a negação inconsciente existência de algo que causa ansiedade. da  Negação: está relacionada à repressão e envolve a negação da existência de alguma ameaça externa ou evento traumático ocorrido.  Formação reativa: envolve a expressão de um impulso Id, que é oposto àquele que está motivando a pessoa.  Holotomia ou Fantasia: o indivíduo concebe uma situação em sua mente, que satisfaz uma necessidade ou desejo, que não pode ser satisfeito na vida real.
  19. 19. ALGUNS MECANISMOS DE DEFESA...  Regressão: envolve voltar a um período anterior menos frustrante da vida e exibir as características de comportamentos normalmente infantis dessa época mais segura.  Racionalização: envolve a reinterpretação do nosso comportamento para torná-lo mais aceitável e menos ameaçador para nós.  Projeção: envolve atribuir um impulso pertubador (positivo ou negativo) a outra pessoa.
  20. 20. CONTRIBUIÇÕES DA PSICANÁLISE • Produção humana mais autônoma, criativa e gratificante de cada indivíduo, grupos e instituições. • Compreensão dos novos modos subjetivação e de existência humana. de • Cada palavra, cada símbolo tem um significado particular para cada indivíduo, que só pode ser apreendido a partir de sua história, absolutamente única e singular.

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