Recent advances in clinical practice




Management of patients with cirrhosis awaiting
            liver transplantation




                         Joana Sena
                         MR 1- clínica médica
Introdução
 Primeiro transplante hepático em humanos realizado no
  mundo:

   Início da década de 60, por Thomas Starzl, EUA


 Taxas de sobrevida atuais em pacientes transplantados:

   Em 01 ano: 85% e 86% (EUA e Europa respectivamente)


   Em 03 anos: 80% e 79% (EUA e Europa respectivamente)
Introdução
   Alta demanda por órgãos x baixa oferta

       Aumento na morbi-mortlidade dos pacientes na lista de transplantes


 Avaliação adequado dos pacientes sujeitos ao transplante
    hepático

     Excluir condições que possam prejudicar a operação


     Certificar-se de que o paciente se beneficiará desta conduta


 Critérios de MELD (Model for End-stage Liver Disease)
Ascite

 É a complicação mais comum da cirrose



 Está associada a 50% de mortalidade em 5 anos para
 pacientes que não receberam transplante hepático
Ascite
 Classificação:

   Grau 1: Coleção líquida detectada apenas por
    ultrassonografia

   Grau 2: Ascite moderada com distensão simétrica do
    abdome

   Grau 3: Grande ascite, com abdome tenso e alta
    distensão
Ascite
 Na avaliação de pacientes ascíticos, a paracentese
 diagnóstica e a USG de abdome possuem fundamental
 importância

 Paracentese diagnóstica é necessária para todos os
 pacientes candidatos a transplante hepático

   Testes mandatórios do flúido incluem: contagem de
    células, culturas e proteínas totais
Ascite
 Manejo

   Ascite grau 1: Orientação da dieta. Não é necessário tratamento
    medicamentoso neste estágio

   Ascite grau 2: Diuréticos estão indicados para todos os pacientes neste
    estágio

       1˚ episódio : Espironolactona 50-100mg/dia, aumento progressivo da dose caso
        necessário

       Episódios recorrentes: Espironolactona 100mg/dia + furosemida 40mg/dia.

           Caso ausência de resposta: a cada 7 dias dobra-se o valor da dose diária até um
            máximo de 400mg/dia de espironolactona e 160mg/dia de furosemida
Ascite
 Manejo

   Ascite grau 3: Paracentese com posterior administração de albumina
    – 8g/l de fluido removido.

       Devido à intensa retenção de Na nesses pacientes, muitos mantêm altas
        doses de diuréticos associadas

   Em torno de 10% dos pacientes revelam-se refratários ao tratamento
    com diuréticos

       Nestes casos, paracenteses com grande retirada de volume + albumina e
        TIPS (transjugular intrahepatic portosystemic shunt) constituem as
        opções terapêuticas, sendo a primeira mais recomendada atualmente
Hiponatremia
 Cirrose avançada – aumento da retenção renal de sódio
  – aumento do volume extravascular  Hiponatremia
  hipervolêmica.
 Secreção não osmótica de Arginina – ação nos
  receptores V2 localizados na membrana dos ductos
  coletores - aumento da reabsorção de água nos rins.
 Na maioria dos pacientes é assintomática.
 Estudos recentes mostram que a hiponatremia
  aumenta o risco de encefalopatia hepática.
Hiponatremia
 Hiponatremia X Encefalopatia: mudança na
  osmolaridade sérica edema cerebral.
 Amônia e outras toxinas aumentam o volume dos
  astrócitos e levam ao edema cerebral, que aumenta os
  níveis celulares de glutamina.
 Stress oxidativo  distúrbios da função neurológica.
Hiponatremia hipervolêmica:
 Na+ < 130 mEq/l na presença de ascite ou edema
 Pior prognóstico
 Cirrose e ascite - o risco de desenvolvimento de
  hiponatremia é de 15% em 1 ano com 25% de
  probabilidade de sobrevida em 1 ano.
 É estimado que 22% de pacientes com cirrose
  avançada tem hiponatremia.
 Em pacientes com ascite refratária ou SHR, essa
  proporção pode aumentar para 50%.
 Importância da Hiponatremia: concentração sérica de
  sódio melhora o prognóstico do escore MELD em
  pacientes candidatos à transplante.
 Os vaptans (agonistas dos receptores V2) foram
  recentemente aprovados nos EUA e Europa para o
  tratamento de hiponatremia hipervolêmica.
 Hiponatremia e Transplante Ortotópico de
  Fígado:
Corrigir os baixos níveis séricos de sódio
Risco de complicações neurológicas severas: Síndrome
  de desmielinização osmótica.
Hiponatremia
 Maior risco de:
Insuficiência renal,
Infecções bacterianas durante o 1º mês após o
  transplante,
Mortalidade no 3º mês.

 Outros estudos mostram que a hiponatremia antes do
OLT não teve impacto sobre sobrevivência seguinte.
Hiponatremia - Manejo
 Restrição hídrica de aproximadamente 1 a 1.5 l / dia
(diminui a perda, mas não corrige).
 Solução hipertônica - mais acúmulo de ascite e
  edema.
 Os antagonistas dos receptores V2 (vaptans) –
  aumentam o soluto livre de excreção de água e
  melhoram a concentração de sódio.
 A reposição de sódio deve ser lenta (em média
  12mEq/l) pelo risco de Desmielinização Osmótica.
Hiponatremia - Manejo
 Conivaptan é aprovado nos EUA por um curto período
    (4-5 dias) para uso intravenoso (dose 20mg/dia).
   Tolvaptan via oral (dose inicial no 15 mg / dia, com
    incrementos de 15 mg sequenciais até 60 mg / dia).
   Drogas de alto custo.
   Efeito colateral + frequente: sede -30%.
   Estudos controlados de longos períodos são
    necessários para avaliar a segurança, eficácia e
    aplicabilidade destes agentes em pacientes com
    cirrose, ascite e hiponatremia.
Síndrome Hepatorrenal
 Falha funcional renal, sem etiologia identificável,
  presente em pacientes com cirrose.
 Uma das complicações mais desafiadoras no manejo
  da cirrose.
 HRS é desencadeada por PBE ou outra infecção
  bacteriana em aproximadamente 30% dos casos.
 Investigar infecção e tratar se necessário.
Síndrome Hepatorrenal
Dividida em 2 grupos:
 HSR tipo 1: insuficiência renal aguda e rapidamente
  progressiva.
Aumento nas taxas de creatinina> 2,5 mg / dl, com um fator
  precipitante (ou seja, PBE ou hepatite alcoólica) ou
  espontaneamente.
Sobrevida esperada - 2 semanas, se não tratadas ou
  transplantadas.

 HRS tipo 2 - insuficiência renal é geralmente menos grave
  (Cr 1,5 e 2,5 mg /dl).
Prevenção - SHR
 SHR pode ser prevenida em pacientes com PBE.
 Administração de albumina.
 Uso de Norfloxacino
 Um estudo recente mostrou que a administração de
 pentoxifilina reduz a freqüência de insuficiência renal
 em pacientes com o cirrose avançada (Child C), mas
 estes resultados exigem confirmação em estudos
 futuros.
Manejo - SHR
 Melhor tratamento: OLT
 Vasoconstritores sistêmicos com expansão plasmática
  - análogos da vasopressina (terlipressina) e alfa-
  adrenérgicos (midodrina e noradrenalina).
 Albumina (20 a 40 g/dia).
Melhoram o volume arterial efetivo  reversão da
  HRS tipo I em 50% dos pacientes.
Manejo da SHR
 Objetivo: redução da Cr sérica maior que > 25% dos
 valores pré-tratamento.

 Resposta completa à terapia: Cr < 1,5 mg/dl.


 Resposta ao tratamento: primeiros 7 a 10 dias e é
 associado com uma acentuada redução na creatinina
 sérica, aumento no volume urinário, aumento na
 pressão arterial e melhora da hiponatremia.
Manejo da SHR
 Efeitos isquêmicos secundários , durante a terapia com
    terlipressina, é de 10%.
   Outra opção: noradrenalina com albumina.
   Current guideliness: Terlipressina + albumina 
    Terapêutica de 1º linha para HRS tipo 1.
   TIPS – melhora da função renal em horas.
   Aplicabilidade em pacientes com HRS tipo 1 e doença
    hepática avançada é limitada.
Manejo da SHR
 Diálise não é uma terapia padrão.
 Opção temporária para pacientes com sobrecarga de
  volume, acidose metabólica ou hipercalemia
  refratária.
 OLT é o tratamento ideal para candidatos com HRS.
 Alta taxa de mortalidade na HRS tipo 1 - prioridade na
  lista de transplante.
Manejo da SHR
Transplante hepato-renal  indicações:
 Doença renal terminal em diálise,
 TFG <30 ml/min,
 Proteinúria > 3 g/dia,
 Insuficiência renal aguda,
 Necessidade de diálise, pelo menos, 2x/semana
  durante mais de 6 semanas.

Não é rotineiramente recomendado para SHR.
Peritonite Bacteriana Espontânea
 Contra-indicação relativa a transplante.
 Retirada temporária da lista.
 As infecções bacterianas em pacientes com cirrose ocorrem
    na admissão ou durante internação em 20 a 60% ​dos
    pacientes.
   Maioria secundárias a PBE - 30%
   Outras causas mais comuns são ITU, pneumonia e
    bacteremia secundária a procedimentos invasivos.
   54% culturas positivas e, destes, 44% são da comunidade e
    72% são nosocomial.
   50% bactérias Gram-negativas e 48% bactérias aeróbias e
    Gram-positivos.
Peritonite Bacteriana Espontânea
 A prevalência de PBE em pacientes hospitalizados é de
  aproximadamente 10 a 30%.
 Sobrevivência em 1 ano: 40%.
 Clínica:
Variável.
Assintomático, febre, calafrios, dor abdominal, HE,
  choque grave, peritonite, insuficiência hepática
  agravamento e/ou o desenvolvimento de SHR tipo 1.
 Diagnóstico: contagem de PMN é maior do que 250
  células/milímetro no LA.
Manejo - PBE
 Tratamento empírico deve ser iniciado.
 Cefalosporina de 3º geração (cefotaxime 2g a cada 8-
  12hs; ceftriaxone 1g/24hs por pelo menos 5-7dias).
 Adequar esquema com as culturas.
 Monitorizar resposta clínica
 Atentar para infecções nasocomiais, padrão de
  resistência e cobertura antibiótica.
Manejo - PBE
 Albumina para prevenir SHR e reduzir mortalidade de 30
  para 10%.
Dose de 1,5g/kg no diagnóstico e 1g/kg 48hs depois.
 Recorrência de PBE - 70% dos casos.
 Maior causa de morte de morte nesses pacientes.
 Profilaxia Primária – indicações:
Episódio de HDA
Cirrose avançada (Cr > 1,2 mg/dl, ChildPugh > 9, e/ou Na+ <
  130mEq/L e proteína no fluido ascítico < 15 g/l).
7 dias - Norfloxacino (400 mg 2x/dia) ou Ceftriaxone( 1g/dia)
Encefalopatia hepática
   Distúrbio de consciência e alteração cognitiva em
    pacientes não demenciados
   Fatores     predisponentes:     HDA-B,    uremia,
    hiperamonemia, DHE (Na, K), ingesta proteica,
    obstipação, desidratação, hipóxia.
   Classificação   Episódica Espontânea
                                  Precipitada


                    Persistente
Diagnóstico
 o História de doença hepática
 o Apraxia motora, desorientação visuo-espacial
 o Asterixis
 o Hiperamonemia pós-prandial
 o RNC
Manejo
 o Medidas de suporte
 o Identificação    e    correção    de    fatores
   predisponentes, se possível
 o Restrição protéica NÃO é recomendada
 o Tratamento de primeira linha: lactulona 15-
   45ml VO até 04x dia  obter 2/3 dejeções/dia
 o Tratamento de segunda linha: rifaximina
   1100mg VO 01x dia
 o Outras      drogas     incluem      neomicina,
   metronidazol e vancomicina
Hemorragia varicosa
 Presente em 30-40% dos pacientes compensados e
  até 80% dos descompensados no momento do
  diagnóstico
 Taxa de mortalidade: 15-20% em até 06 semanas
  após sangramento inicial e 20% em 01 ano.
 Fatores de pior prognóstico: sangramento ativo na
  EDA, infecção bacteriana, trombose de veia porta,
  gradiente de pressão venosa hepática > 20
 Taxa de ressangramento: 30-40% dentro das 06
  semanas após sangramento inicial e até 60% em 01
 anos
Manejo
 o Profilaxia primária - para pacientes Child B/C:
 o Varizes pequenas – apenas β-bloqueador
 o Varizes médias ou grandes – β-bloqueador ou
   ligadura endoscópica
 o Droga de escolha: Propranolol ( DC por bloqueio β1
   e vasoconstricção esplâncnica por bloqueio β2 
   pressão portal). Iniciar com 20mg até dose máxima
   tolerada ou FC 50-60
 o Ligadura endoscópica: realizada a cada 3-4 semanas
   até que as varizes sejam erradicadas
Manejo
  Profilaxia secundária
  Β-bloqueadores e ligadura endoscópica devem ser
   realizados
  Considerar hipótese de TIPS
Manejo
o Sangramentos recorrentes:
o Estabilização do paciente – BLS, expansão volêmica, Hb
  alvo de 7-8
o Homeostase (drogas e depois EDA):
Terlipressina 02mg/04h nas primeiras 48h; após,
  01mg/04h por 05d
Somatostatina 250mg IV em bolus + 250mg/h por 05d
Octreotide 50-100μg + 50μg/h por 05d
Escleroterapia/ligadura com banda elástica (menos
  efeitos colaterais)
Manejo
o Prevenção de infecção:
Norfloxacino 400mg VO 12/12h por 07d para
  pacientes estáveis com cirrose moderada
Ceftriaxona 01g IV 01x dia por 07d para pacientes
  com ascite, desnutrição, encefalopatia hepática ou
  BT > 3.
 Sangramentos recorrentes:
o TIPS precoce (até 72h) para pacientes Child B/C
o Tamponamento esofágico com balão (alta taxa de
  sangramento após retirada de balão, pode causar
  necrose esofágica)
o Balão + TIPS controla o sangramento em até 95%
  dos casos
Obrigada!
Cirrosis
Cirrosis

Cirrosis

  • 1.
    Recent advances inclinical practice Management of patients with cirrhosis awaiting liver transplantation Joana Sena MR 1- clínica médica
  • 2.
    Introdução  Primeiro transplantehepático em humanos realizado no mundo:  Início da década de 60, por Thomas Starzl, EUA  Taxas de sobrevida atuais em pacientes transplantados:  Em 01 ano: 85% e 86% (EUA e Europa respectivamente)  Em 03 anos: 80% e 79% (EUA e Europa respectivamente)
  • 3.
    Introdução  Alta demanda por órgãos x baixa oferta  Aumento na morbi-mortlidade dos pacientes na lista de transplantes  Avaliação adequado dos pacientes sujeitos ao transplante hepático  Excluir condições que possam prejudicar a operação  Certificar-se de que o paciente se beneficiará desta conduta  Critérios de MELD (Model for End-stage Liver Disease)
  • 4.
    Ascite  É acomplicação mais comum da cirrose  Está associada a 50% de mortalidade em 5 anos para pacientes que não receberam transplante hepático
  • 5.
    Ascite  Classificação:  Grau 1: Coleção líquida detectada apenas por ultrassonografia  Grau 2: Ascite moderada com distensão simétrica do abdome  Grau 3: Grande ascite, com abdome tenso e alta distensão
  • 6.
    Ascite  Na avaliaçãode pacientes ascíticos, a paracentese diagnóstica e a USG de abdome possuem fundamental importância  Paracentese diagnóstica é necessária para todos os pacientes candidatos a transplante hepático  Testes mandatórios do flúido incluem: contagem de células, culturas e proteínas totais
  • 7.
    Ascite  Manejo  Ascite grau 1: Orientação da dieta. Não é necessário tratamento medicamentoso neste estágio  Ascite grau 2: Diuréticos estão indicados para todos os pacientes neste estágio  1˚ episódio : Espironolactona 50-100mg/dia, aumento progressivo da dose caso necessário  Episódios recorrentes: Espironolactona 100mg/dia + furosemida 40mg/dia.  Caso ausência de resposta: a cada 7 dias dobra-se o valor da dose diária até um máximo de 400mg/dia de espironolactona e 160mg/dia de furosemida
  • 8.
    Ascite  Manejo  Ascite grau 3: Paracentese com posterior administração de albumina – 8g/l de fluido removido.  Devido à intensa retenção de Na nesses pacientes, muitos mantêm altas doses de diuréticos associadas  Em torno de 10% dos pacientes revelam-se refratários ao tratamento com diuréticos  Nestes casos, paracenteses com grande retirada de volume + albumina e TIPS (transjugular intrahepatic portosystemic shunt) constituem as opções terapêuticas, sendo a primeira mais recomendada atualmente
  • 9.
    Hiponatremia  Cirrose avançada– aumento da retenção renal de sódio – aumento do volume extravascular  Hiponatremia hipervolêmica.  Secreção não osmótica de Arginina – ação nos receptores V2 localizados na membrana dos ductos coletores - aumento da reabsorção de água nos rins.  Na maioria dos pacientes é assintomática.  Estudos recentes mostram que a hiponatremia aumenta o risco de encefalopatia hepática.
  • 10.
    Hiponatremia  Hiponatremia XEncefalopatia: mudança na osmolaridade sérica edema cerebral.  Amônia e outras toxinas aumentam o volume dos astrócitos e levam ao edema cerebral, que aumenta os níveis celulares de glutamina.  Stress oxidativo  distúrbios da função neurológica.
  • 11.
    Hiponatremia hipervolêmica:  Na+< 130 mEq/l na presença de ascite ou edema  Pior prognóstico  Cirrose e ascite - o risco de desenvolvimento de hiponatremia é de 15% em 1 ano com 25% de probabilidade de sobrevida em 1 ano.  É estimado que 22% de pacientes com cirrose avançada tem hiponatremia.  Em pacientes com ascite refratária ou SHR, essa proporção pode aumentar para 50%.
  • 12.
     Importância daHiponatremia: concentração sérica de sódio melhora o prognóstico do escore MELD em pacientes candidatos à transplante.  Os vaptans (agonistas dos receptores V2) foram recentemente aprovados nos EUA e Europa para o tratamento de hiponatremia hipervolêmica.  Hiponatremia e Transplante Ortotópico de Fígado: Corrigir os baixos níveis séricos de sódio Risco de complicações neurológicas severas: Síndrome de desmielinização osmótica.
  • 13.
    Hiponatremia  Maior riscode: Insuficiência renal, Infecções bacterianas durante o 1º mês após o transplante, Mortalidade no 3º mês.  Outros estudos mostram que a hiponatremia antes do OLT não teve impacto sobre sobrevivência seguinte.
  • 15.
    Hiponatremia - Manejo Restrição hídrica de aproximadamente 1 a 1.5 l / dia (diminui a perda, mas não corrige).  Solução hipertônica - mais acúmulo de ascite e edema.  Os antagonistas dos receptores V2 (vaptans) – aumentam o soluto livre de excreção de água e melhoram a concentração de sódio.  A reposição de sódio deve ser lenta (em média 12mEq/l) pelo risco de Desmielinização Osmótica.
  • 16.
    Hiponatremia - Manejo Conivaptan é aprovado nos EUA por um curto período (4-5 dias) para uso intravenoso (dose 20mg/dia).  Tolvaptan via oral (dose inicial no 15 mg / dia, com incrementos de 15 mg sequenciais até 60 mg / dia).  Drogas de alto custo.  Efeito colateral + frequente: sede -30%.  Estudos controlados de longos períodos são necessários para avaliar a segurança, eficácia e aplicabilidade destes agentes em pacientes com cirrose, ascite e hiponatremia.
  • 17.
    Síndrome Hepatorrenal  Falhafuncional renal, sem etiologia identificável, presente em pacientes com cirrose.  Uma das complicações mais desafiadoras no manejo da cirrose.  HRS é desencadeada por PBE ou outra infecção bacteriana em aproximadamente 30% dos casos.  Investigar infecção e tratar se necessário.
  • 19.
    Síndrome Hepatorrenal Dividida em2 grupos:  HSR tipo 1: insuficiência renal aguda e rapidamente progressiva. Aumento nas taxas de creatinina> 2,5 mg / dl, com um fator precipitante (ou seja, PBE ou hepatite alcoólica) ou espontaneamente. Sobrevida esperada - 2 semanas, se não tratadas ou transplantadas.  HRS tipo 2 - insuficiência renal é geralmente menos grave (Cr 1,5 e 2,5 mg /dl).
  • 20.
    Prevenção - SHR SHR pode ser prevenida em pacientes com PBE.  Administração de albumina.  Uso de Norfloxacino  Um estudo recente mostrou que a administração de pentoxifilina reduz a freqüência de insuficiência renal em pacientes com o cirrose avançada (Child C), mas estes resultados exigem confirmação em estudos futuros.
  • 21.
    Manejo - SHR Melhor tratamento: OLT  Vasoconstritores sistêmicos com expansão plasmática - análogos da vasopressina (terlipressina) e alfa- adrenérgicos (midodrina e noradrenalina).  Albumina (20 a 40 g/dia). Melhoram o volume arterial efetivo  reversão da HRS tipo I em 50% dos pacientes.
  • 22.
    Manejo da SHR Objetivo: redução da Cr sérica maior que > 25% dos valores pré-tratamento.  Resposta completa à terapia: Cr < 1,5 mg/dl.  Resposta ao tratamento: primeiros 7 a 10 dias e é associado com uma acentuada redução na creatinina sérica, aumento no volume urinário, aumento na pressão arterial e melhora da hiponatremia.
  • 23.
    Manejo da SHR Efeitos isquêmicos secundários , durante a terapia com terlipressina, é de 10%.  Outra opção: noradrenalina com albumina.  Current guideliness: Terlipressina + albumina  Terapêutica de 1º linha para HRS tipo 1.  TIPS – melhora da função renal em horas.  Aplicabilidade em pacientes com HRS tipo 1 e doença hepática avançada é limitada.
  • 24.
    Manejo da SHR Diálise não é uma terapia padrão.  Opção temporária para pacientes com sobrecarga de volume, acidose metabólica ou hipercalemia refratária.  OLT é o tratamento ideal para candidatos com HRS.  Alta taxa de mortalidade na HRS tipo 1 - prioridade na lista de transplante.
  • 25.
    Manejo da SHR Transplantehepato-renal  indicações:  Doença renal terminal em diálise,  TFG <30 ml/min,  Proteinúria > 3 g/dia,  Insuficiência renal aguda,  Necessidade de diálise, pelo menos, 2x/semana durante mais de 6 semanas. Não é rotineiramente recomendado para SHR.
  • 26.
    Peritonite Bacteriana Espontânea Contra-indicação relativa a transplante.  Retirada temporária da lista.  As infecções bacterianas em pacientes com cirrose ocorrem na admissão ou durante internação em 20 a 60% ​dos pacientes.  Maioria secundárias a PBE - 30%  Outras causas mais comuns são ITU, pneumonia e bacteremia secundária a procedimentos invasivos.  54% culturas positivas e, destes, 44% são da comunidade e 72% são nosocomial.  50% bactérias Gram-negativas e 48% bactérias aeróbias e Gram-positivos.
  • 27.
    Peritonite Bacteriana Espontânea A prevalência de PBE em pacientes hospitalizados é de aproximadamente 10 a 30%.  Sobrevivência em 1 ano: 40%.  Clínica: Variável. Assintomático, febre, calafrios, dor abdominal, HE, choque grave, peritonite, insuficiência hepática agravamento e/ou o desenvolvimento de SHR tipo 1.  Diagnóstico: contagem de PMN é maior do que 250 células/milímetro no LA.
  • 28.
    Manejo - PBE Tratamento empírico deve ser iniciado.  Cefalosporina de 3º geração (cefotaxime 2g a cada 8- 12hs; ceftriaxone 1g/24hs por pelo menos 5-7dias).  Adequar esquema com as culturas.  Monitorizar resposta clínica  Atentar para infecções nasocomiais, padrão de resistência e cobertura antibiótica.
  • 29.
    Manejo - PBE Albumina para prevenir SHR e reduzir mortalidade de 30 para 10%. Dose de 1,5g/kg no diagnóstico e 1g/kg 48hs depois.  Recorrência de PBE - 70% dos casos.  Maior causa de morte de morte nesses pacientes.  Profilaxia Primária – indicações: Episódio de HDA Cirrose avançada (Cr > 1,2 mg/dl, ChildPugh > 9, e/ou Na+ < 130mEq/L e proteína no fluido ascítico < 15 g/l). 7 dias - Norfloxacino (400 mg 2x/dia) ou Ceftriaxone( 1g/dia)
  • 31.
    Encefalopatia hepática  Distúrbio de consciência e alteração cognitiva em pacientes não demenciados  Fatores predisponentes: HDA-B, uremia, hiperamonemia, DHE (Na, K), ingesta proteica, obstipação, desidratação, hipóxia.  Classificação Episódica Espontânea Precipitada Persistente
  • 32.
    Diagnóstico o Históriade doença hepática o Apraxia motora, desorientação visuo-espacial o Asterixis o Hiperamonemia pós-prandial o RNC
  • 33.
    Manejo o Medidasde suporte o Identificação e correção de fatores predisponentes, se possível o Restrição protéica NÃO é recomendada o Tratamento de primeira linha: lactulona 15- 45ml VO até 04x dia  obter 2/3 dejeções/dia o Tratamento de segunda linha: rifaximina 1100mg VO 01x dia o Outras drogas incluem neomicina, metronidazol e vancomicina
  • 34.
    Hemorragia varicosa  Presenteem 30-40% dos pacientes compensados e até 80% dos descompensados no momento do diagnóstico  Taxa de mortalidade: 15-20% em até 06 semanas após sangramento inicial e 20% em 01 ano.  Fatores de pior prognóstico: sangramento ativo na EDA, infecção bacteriana, trombose de veia porta, gradiente de pressão venosa hepática > 20  Taxa de ressangramento: 30-40% dentro das 06 semanas após sangramento inicial e até 60% em 01 anos
  • 35.
    Manejo o Profilaxiaprimária - para pacientes Child B/C: o Varizes pequenas – apenas β-bloqueador o Varizes médias ou grandes – β-bloqueador ou ligadura endoscópica o Droga de escolha: Propranolol ( DC por bloqueio β1 e vasoconstricção esplâncnica por bloqueio β2  pressão portal). Iniciar com 20mg até dose máxima tolerada ou FC 50-60 o Ligadura endoscópica: realizada a cada 3-4 semanas até que as varizes sejam erradicadas
  • 36.
    Manejo  Profilaxiasecundária  Β-bloqueadores e ligadura endoscópica devem ser realizados  Considerar hipótese de TIPS
  • 37.
    Manejo o Sangramentos recorrentes: oEstabilização do paciente – BLS, expansão volêmica, Hb alvo de 7-8 o Homeostase (drogas e depois EDA): Terlipressina 02mg/04h nas primeiras 48h; após, 01mg/04h por 05d Somatostatina 250mg IV em bolus + 250mg/h por 05d Octreotide 50-100μg + 50μg/h por 05d Escleroterapia/ligadura com banda elástica (menos efeitos colaterais)
  • 38.
    Manejo o Prevenção deinfecção: Norfloxacino 400mg VO 12/12h por 07d para pacientes estáveis com cirrose moderada Ceftriaxona 01g IV 01x dia por 07d para pacientes com ascite, desnutrição, encefalopatia hepática ou BT > 3.  Sangramentos recorrentes: o TIPS precoce (até 72h) para pacientes Child B/C o Tamponamento esofágico com balão (alta taxa de sangramento após retirada de balão, pode causar necrose esofágica) o Balão + TIPS controla o sangramento em até 95% dos casos
  • 39.