Roberto Meireles L. de Castro (10º Semestre – Medicina)
Definição
Depósitos extracelulares de proteínas agregadas.
Aparência homogênea (hematoxilina e eosina).
Ultraestrutura fibrilar à microscopia eletrônica.
Ligam-se ao corante vermelho Congo (birrefringência
positiva sob luz polarizada).
Componente amilóide sérico P (SAP), apolipoproteína E (apo
E).
Forma mais comum de amiloidose sistêmica: Amiloide A
(AA) secundário à inflamação quer infecciosa ou não.
EUA: amiloide de cadeia leve (AL): forma mais
encontrada: porção variável de cadeia monoclonal leve
Depósito tardio de amiloide da transtirretina (ATTR) no
coração: mais comum em afroamericanos.
Classificação Clínica
Polineuropatia amiloidótica familiar (PAF): mutação do
gene da transtirretina.
Derivado da beta2-microglobulina: depositado nos
tecidos moles periarticulares , no túnel do carpo, no
esqueleto e, raramente, na língua de pacientes
submetidos à hemodiálise por longo prazo.
Classificação Clínica
Idade média de diagnóstico: 65 anos.
2/3 são do sexo masculino.
Epidemiologia
Fisiopatologia
Mais de 20 proteínas formam depósitos amilóides.
Folheto com dobra do tipo beta.
Evento inicial: formação de um monômero mal dobrado,
que pode ser facilitada por uma alteração estrutural.
Concentração aumentada do precursor: síntese
aumentada (AA), expansão do clone de células
produtoras do precursor (AL), diminuição no processo
de clivagem proteolítica degradativa, clivagem
anormal de uma proteína normal.
 Fraqueza, fadiga e perda de peso são os sintomas mais
frequentes.
 Dispnéia, edema nos pés, parestesia, sensação de
cabeça vazia, síncope – IC ou Neuropatia Periférica.
 Rouquidão, mudança de voz, claudicação da
mandíbula.
 Fígado palpável em ¼ dos pacientes, esplenomegalia:
5%
 Macroglossia: 10% d0s pacientes.
Manifestações clínicas
 Púrpura: pescoço, face, olhos.
 Edema de tornozelos.
 1/3 dos pacientes: Síndrome Nefrótica.
 20%: Síndrome do túnel do carpo.
 15 a 20%: IC / Neuropatia Periférica
 10%: Hipotensão ortostática.
Manifestações clínicas
Manifestação Cardíacas
 Depósitos cardíacos (AL): ICC, arritmias (parada sinusal,
FA, bloqueio cardíaco completo, morte súbita), síndromes
anginosas. Amiloidoses de ATTR mutantes (miocardiopatia
amiloidótica familiar ou MAF).
 Depósito miocárdico de ATTR do tipo selvagem no idoso
(amiloidose sistêmica senil).
 Depósito no miocárdio ventricular – Disfunção diastólica
 Baixa voltagem no ECG / infarto anterosseptal.
Manifestação Cardíacas
 Ecocardiograma: espessamento do septo intervertricular +
Aumento na relação E/A (fluxo inicial do átrio para o
ventrículo/fluxo relacionado com a contração atrial) =
Baixa complacência ventricular.
 Distorção da relação normal entre a massa ventricular
esquerda (ECO) e a voltagem ventricular esquerda (ECG)
Manifestação Cardíacas
 Captação cardíaca de tecnécio-99 (cintilografia ).
 Biópsia endomiocárdica com análise específica com
vermelho Congo + detecção de precursores amiloides
conhecidos pela imuno-histoquímica ou técnicas de
microscopia imunoeletrônica.
 Doença AA: vasos coronários e intramiocárdicos (angina,
IAM)
Manifestação Neurológicas
 Neuropatia sensório motora periférica: embotamento
disestésico envolvendo as extremidades inferiores.
 Neuropatia periférica: PAF, ATTR mutante, doença AL.
 Sintomas sensoriomotores: úlceras indolores ou
articulações de Charcot.
 Disestesias.
 SNC: demência, hemorragia cerebral (depósitos vasculares)
 PAF: envolvimento autonômico intenso (característica mais
incapacitante): hipotensão ortostática, diarréia, impotência
 Síndrome do túnel do carpo (AL, PAF, amiloidose
relacionada com diálise): transtirretina.
Outras Manifestações
 Depósito hepático, esplênico (AL, AA): achados clínicos são
incomuns.
 Infiltração visceral representa um risco para a biópsia
hepática fechada (ruptura hepática, hemorragia)
 Forma AL: coagulopatias
 + Fragilidade vascular relacionada com o depósito nas
paredes dos vasos.
Envolvimento Renal
 Rim: AL, AA, algumas formas mutantes de ATTR,
único sítio em algumas formas hereditárias.
 Depósitos renais de amiloide no interior dos
glomérulos e aparecem na forma de nódulos
extracelulares eosinofílicos amorfos.
 Proteinúria – Síndrome Nefrótica (25%) –
Insuficiência Renal
 Acidose Tubular Renal
 Raro haver hematúria macroscópica
Diagnóstico
 TC, Ecocardiografia, exame de condução dos nervos periféricos
 USG renal, exames bioquímicos da função hepática.
 Biópsia retal + aspiração de gordura subcutânea
abdominal(exame histopatológico).
Diagnóstico
 Coloração com vermelho Congo com exame sob luz polarizada e
fluorescente revela a birrefringência e a fluorescência
características + Análise imuno-histoquímica (anticorpos
específicos contra os precursores)
 Aspirado +Biópsia da medula óssea: grau de de plasmocitose.
 Antissoros específicos: identificação do tipo de amiloidose sistêmica
 Antissoro para o componente P: reage com todos os tipos.
Exames Laboratoriais
 Anemia –
 Ins. Renal,
 Mieloma Múltiplo,
 Sangramento Gastrintestinal
 10%: Trombocitose.
 80%: Proteinúria.
 Aumento da FA.
 É raro haver hiperbilirrubinemia.
Exames Laboratoriais
 Fator X: reduzido em mais de 10% dos pacientes: Sangramento é
raro.
 TP aumentado em 15%, Tempo de Trombina aumentado em
60%.
 Proteína M (sérica ou urinária): eletroforese de 60% dos
pacientes.
 Hipogamaglobilinemia: 20%
Tratamento
Reconhecimento acurado do precursor.
Envolvimento cardíaco pela AL = Início tardio do
depósito de ATTR.
Tratamento de suporte idêntico: diuréticos de alça,
evitar digoxina e BCC).
Terapia antineoplásica potencialmente tóxica é usado
apenas na AL.
Forma AL: doença primária ou em associação ao
mieloma múltiplo = distúrbio clonal dos plasmócitos.
Melfalan + Corticoterapia.
Mieloma: quimioterapia de alta intensidade com
reposição de células-tronco.
Tratamento
Objetivo primário: Suprimir o processo inflamatório.
(AA)
Artrite Reumatóide do Adulto, Artrite Reumatóide
Juvenil. Bloqueadores do TNF.
Amiloidoses relacionadas com as mutações no gene da
transtirretina: transplante de fígado contendo 2 alelos
normais de transtirretina.
Transplante de fígado e coração combinado.
Diálise de alto fluxo: prevenção da amiloidose beta2-M.
Medidas de suporte: antibióticos, controle hídrico
cuidadoso, diálise, transplante renal.
Bibliografia
 Lee Goldman, Dennis Ausiello - Cecil, Medicina, 23ª
Edição, 2009.

Amiloidose power point 2007

  • 1.
    Roberto Meireles L.de Castro (10º Semestre – Medicina)
  • 2.
    Definição Depósitos extracelulares deproteínas agregadas. Aparência homogênea (hematoxilina e eosina). Ultraestrutura fibrilar à microscopia eletrônica. Ligam-se ao corante vermelho Congo (birrefringência positiva sob luz polarizada). Componente amilóide sérico P (SAP), apolipoproteína E (apo E).
  • 3.
    Forma mais comumde amiloidose sistêmica: Amiloide A (AA) secundário à inflamação quer infecciosa ou não. EUA: amiloide de cadeia leve (AL): forma mais encontrada: porção variável de cadeia monoclonal leve Depósito tardio de amiloide da transtirretina (ATTR) no coração: mais comum em afroamericanos. Classificação Clínica
  • 4.
    Polineuropatia amiloidótica familiar(PAF): mutação do gene da transtirretina. Derivado da beta2-microglobulina: depositado nos tecidos moles periarticulares , no túnel do carpo, no esqueleto e, raramente, na língua de pacientes submetidos à hemodiálise por longo prazo. Classificação Clínica
  • 5.
    Idade média dediagnóstico: 65 anos. 2/3 são do sexo masculino. Epidemiologia
  • 6.
    Fisiopatologia Mais de 20proteínas formam depósitos amilóides. Folheto com dobra do tipo beta. Evento inicial: formação de um monômero mal dobrado, que pode ser facilitada por uma alteração estrutural. Concentração aumentada do precursor: síntese aumentada (AA), expansão do clone de células produtoras do precursor (AL), diminuição no processo de clivagem proteolítica degradativa, clivagem anormal de uma proteína normal.
  • 7.
     Fraqueza, fadigae perda de peso são os sintomas mais frequentes.  Dispnéia, edema nos pés, parestesia, sensação de cabeça vazia, síncope – IC ou Neuropatia Periférica.  Rouquidão, mudança de voz, claudicação da mandíbula.  Fígado palpável em ¼ dos pacientes, esplenomegalia: 5%  Macroglossia: 10% d0s pacientes. Manifestações clínicas
  • 8.
     Púrpura: pescoço,face, olhos.  Edema de tornozelos.  1/3 dos pacientes: Síndrome Nefrótica.  20%: Síndrome do túnel do carpo.  15 a 20%: IC / Neuropatia Periférica  10%: Hipotensão ortostática. Manifestações clínicas
  • 9.
    Manifestação Cardíacas  Depósitoscardíacos (AL): ICC, arritmias (parada sinusal, FA, bloqueio cardíaco completo, morte súbita), síndromes anginosas. Amiloidoses de ATTR mutantes (miocardiopatia amiloidótica familiar ou MAF).  Depósito miocárdico de ATTR do tipo selvagem no idoso (amiloidose sistêmica senil).  Depósito no miocárdio ventricular – Disfunção diastólica  Baixa voltagem no ECG / infarto anterosseptal.
  • 10.
    Manifestação Cardíacas  Ecocardiograma:espessamento do septo intervertricular + Aumento na relação E/A (fluxo inicial do átrio para o ventrículo/fluxo relacionado com a contração atrial) = Baixa complacência ventricular.  Distorção da relação normal entre a massa ventricular esquerda (ECO) e a voltagem ventricular esquerda (ECG)
  • 11.
    Manifestação Cardíacas  Captaçãocardíaca de tecnécio-99 (cintilografia ).  Biópsia endomiocárdica com análise específica com vermelho Congo + detecção de precursores amiloides conhecidos pela imuno-histoquímica ou técnicas de microscopia imunoeletrônica.  Doença AA: vasos coronários e intramiocárdicos (angina, IAM)
  • 12.
    Manifestação Neurológicas  Neuropatiasensório motora periférica: embotamento disestésico envolvendo as extremidades inferiores.  Neuropatia periférica: PAF, ATTR mutante, doença AL.  Sintomas sensoriomotores: úlceras indolores ou articulações de Charcot.  Disestesias.  SNC: demência, hemorragia cerebral (depósitos vasculares)  PAF: envolvimento autonômico intenso (característica mais incapacitante): hipotensão ortostática, diarréia, impotência  Síndrome do túnel do carpo (AL, PAF, amiloidose relacionada com diálise): transtirretina.
  • 13.
    Outras Manifestações  Depósitohepático, esplênico (AL, AA): achados clínicos são incomuns.  Infiltração visceral representa um risco para a biópsia hepática fechada (ruptura hepática, hemorragia)  Forma AL: coagulopatias  + Fragilidade vascular relacionada com o depósito nas paredes dos vasos.
  • 14.
    Envolvimento Renal  Rim:AL, AA, algumas formas mutantes de ATTR, único sítio em algumas formas hereditárias.  Depósitos renais de amiloide no interior dos glomérulos e aparecem na forma de nódulos extracelulares eosinofílicos amorfos.  Proteinúria – Síndrome Nefrótica (25%) – Insuficiência Renal  Acidose Tubular Renal  Raro haver hematúria macroscópica
  • 15.
    Diagnóstico  TC, Ecocardiografia,exame de condução dos nervos periféricos  USG renal, exames bioquímicos da função hepática.  Biópsia retal + aspiração de gordura subcutânea abdominal(exame histopatológico).
  • 16.
    Diagnóstico  Coloração comvermelho Congo com exame sob luz polarizada e fluorescente revela a birrefringência e a fluorescência características + Análise imuno-histoquímica (anticorpos específicos contra os precursores)  Aspirado +Biópsia da medula óssea: grau de de plasmocitose.  Antissoros específicos: identificação do tipo de amiloidose sistêmica  Antissoro para o componente P: reage com todos os tipos.
  • 17.
    Exames Laboratoriais  Anemia–  Ins. Renal,  Mieloma Múltiplo,  Sangramento Gastrintestinal  10%: Trombocitose.  80%: Proteinúria.  Aumento da FA.  É raro haver hiperbilirrubinemia.
  • 18.
    Exames Laboratoriais  FatorX: reduzido em mais de 10% dos pacientes: Sangramento é raro.  TP aumentado em 15%, Tempo de Trombina aumentado em 60%.  Proteína M (sérica ou urinária): eletroforese de 60% dos pacientes.  Hipogamaglobilinemia: 20%
  • 19.
    Tratamento Reconhecimento acurado doprecursor. Envolvimento cardíaco pela AL = Início tardio do depósito de ATTR. Tratamento de suporte idêntico: diuréticos de alça, evitar digoxina e BCC). Terapia antineoplásica potencialmente tóxica é usado apenas na AL. Forma AL: doença primária ou em associação ao mieloma múltiplo = distúrbio clonal dos plasmócitos. Melfalan + Corticoterapia. Mieloma: quimioterapia de alta intensidade com reposição de células-tronco.
  • 20.
    Tratamento Objetivo primário: Suprimiro processo inflamatório. (AA) Artrite Reumatóide do Adulto, Artrite Reumatóide Juvenil. Bloqueadores do TNF. Amiloidoses relacionadas com as mutações no gene da transtirretina: transplante de fígado contendo 2 alelos normais de transtirretina. Transplante de fígado e coração combinado. Diálise de alto fluxo: prevenção da amiloidose beta2-M. Medidas de suporte: antibióticos, controle hídrico cuidadoso, diálise, transplante renal.
  • 21.
    Bibliografia  Lee Goldman,Dennis Ausiello - Cecil, Medicina, 23ª Edição, 2009.