ARGUMENTAÇÃO E FILOSOFIA
ARGUMENTAÇÃO E FILOSOFIA Filosofia, Retórica e democraciaA vida pública ateniense assentou nademocracia e na exigência de ...
OS SOFISTAS ARGUMENTAÇÃO E FILOSOFIA
OS SOFISTAS    Os sofistas eram professores itinerantes que  instruíam os jovens e faziam conferências, em  que mostravam ...
OS SOFISTAS  Destinavam o seu ensino a todos os que desejassem "adquirir a superioridade necessária ao triunfo na arena po...
OS SOFISTAS    Para os Sofistas (Górgias e Protágoras), o bem a  verdade e a justiça são conceitos subjetivos e  relativos...
OS SOFISTAS      “Os sofistas apresentaram-se como profissionais do    saber, mestres na técnica do discurso. (…)Apesar de...
OS SOFISTAS
OS FILÓSOFOS  ARGUMENTAÇÃO E FILOSOFIA
OS FILÓSOFOS  Contra a Retórica e contra os sofistas vão acabar por se insurgir os filósofos, encabeçados por Platão e Sóc...
OS FILÓSOFOS Uma vez que não está comprometida com averdade objetiva, o poder persuasivo da retóricapode facilmente transf...
OS FILÓSOFOS «Um famoso sofista, ao voltar de uma viagem deconferências pela Ásia Menor, encontrou Sócratesna Ágora pergun...
SOFISTAS                                   FILÓSOFOS          (Górgias – Protágoras)                       (Sócrates - Pla...
DECLINIO E REABILITAÇÃO DA RETÓRICA           ARGUMENTAÇÃO E FILOSOFIA
DECLÍNEO DA RETÓRICA   Na Grécia antiga a aplicação da retórica foi alvo de divisão entre sofistas e filósofos.   Mais tar...
REABILITAÇÃO DA RETÓRICA Nas   últimas   décadas,   alguns   autores tentaramdevolver à retórica a importância que teve no...
REABILITAÇÃO DA RETÓRICA  Mas não é só nos tribunais que a eloquência e a oratória se mantêm importantes nos nossos dias. ...
PERSUASÃO E MANIPULAÇÃO       ARGUMENTAÇÃO E FILOSOFIA
PERSUASÃO E MANIPULAÇÃO  A persuasão deve ter uma componente ética, devido ao respeito pela pessoa do outro.  Quando isso ...
PERSUASÃO E MANIPULAÇÃO  Manipula aquele que quer vencer-nos sem nos convencer.   Seduz-nos para aceitarmos, mas não nos d...
PERSUASÃO                                                      MANIPULAÇÃOÉ o bom uso da retórica. Há autores que chamam à...
PERSUASÃO E MANIPULAÇÃO  Desenvolver o espírito crítico e uma análise atenta dos argumentos é um modo de enfrentar estraté...
RETÓRICA E OPINIÃO PÚBLICA        ARGUMENTAÇÃO E FILOSOFIA
RETÓRICA E OPINIÃO PÚBLICA   Na política, quer nos regimes democráticos quer nos regimes totalitários, a retórica é usada ...
FATORES QUE INFLUENCIAM           A    OPINIÃO PÚBLICA      ARGUMENTAÇÃO E FILOSOFIA
FATORES INDIVIDUAIS   Como os seres humanos têm tendência gregária (pertencer a um grupo) e gostam de partilhar crenças, o...
FATORES SOCIAIS  Cada grupo ou classe social tem um conjunto de estereótipos e preconceitos que se traduz em atitudes e co...
EMOÇÕES COLETIVAS  Quando as pessoas estão em multidão, o nível de capacidade crítica e de discernimento racional diminui,...
LÍDERES DE OPINIÃOOs líderes de opinião são pessoas que, pela suaautoridade,   prestígio ou   carisma, influenciam aconstit...
MEIOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL   É conhecida a força dos meios de comunicação social para condicionar e manipular as emoções ...
MEIOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL   O poder político procura controlar os meios de comunicação social, reconhecendo a capacidade...
DISCURSO PUBLICITÁRIO   Na nossa sociedade, a retórica é aplicada na atividade publicitária (quer no marketing comercial, ...
DISCURSO PUBLICITÁRIO   A publicidade utiliza a sedução, provocando carências e despertando o desejo de as satisfazer. Rec...
FIMNORBERTO FARIA
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

ARGUMENTAÇÃO E FILOSOFIA

12.128 visualizações

Publicada em

Publicada em: Educação
  • Seja o primeiro a comentar

ARGUMENTAÇÃO E FILOSOFIA

  1. 1. ARGUMENTAÇÃO E FILOSOFIA
  2. 2. ARGUMENTAÇÃO E FILOSOFIA Filosofia, Retórica e democraciaA vida pública ateniense assentou nademocracia e na exigência de umaparticipação ativa dos seuscidadãos, razão pela qual a retórica sedesenvolveu.A retórica assumiu-se como uma formade colocar os problemas, de osesclarecer e de os resolver.O poder da palavra passará a ser ummeio de persuasão de que cada oradorse servia para a adesão do auditório.
  3. 3. OS SOFISTAS ARGUMENTAÇÃO E FILOSOFIA
  4. 4. OS SOFISTAS Os sofistas eram professores itinerantes que instruíam os jovens e faziam conferências, em que mostravam a sua eloquência em troca de dinheiro. Os sofistas ensinavam as artes da palavra: a arte de discutir (dialéctica) e arte de persuadir (retórica). Protágoras Górgias Pródico Hípias
  5. 5. OS SOFISTAS Destinavam o seu ensino a todos os que desejassem "adquirir a superioridade necessária ao triunfo na arena política". No entanto os seus alunos provinham habitualmente das classes mais elevadas.
  6. 6. OS SOFISTAS Para os Sofistas (Górgias e Protágoras), o bem a verdade e a justiça são conceitos subjetivos e relativos. Por isso mesmo, ensinam aos seus alunos técnicas de discurso, sem qualquer preocupação pelo conteúdo das teses em disputa. O importante era convencer e sair vencedor. “O Homem é a medida de todas as coisas” (Protágoras)
  7. 7. OS SOFISTAS “Os sofistas apresentaram-se como profissionais do saber, mestres na técnica do discurso. (…)Apesar de todos os cidadãos livres terem acesso aossofistas, estes voltavam-se sobretudo para aqueles quepretendiam uma formação política, isto é, para aqueles que nasassembleias públicas seriam os responsáveis pela elaboração dasleis do Estado. Não defendiam nenhuma doutrina específica nemformavam um grupo com identidade teórica ou político-ideológica. O que possuíam em comum era o facto de recusaremqualquer valor que se apresentasse como absoluto. Fora istoeram hábeis argumentadores e dominavam por completo atécnica da palavra. Em vez de serem mestres da verdade, erammestres da oratória e da dialéctica.” L.A.Roza, “Palavra e Verdade”
  8. 8. OS SOFISTAS
  9. 9. OS FILÓSOFOS ARGUMENTAÇÃO E FILOSOFIA
  10. 10. OS FILÓSOFOS Contra a Retórica e contra os sofistas vão acabar por se insurgir os filósofos, encabeçados por Platão e Sócrates. Para os filósofos, a retórica está ao serviço de interesses particulares, desrespeitando a verdade. A retórica não é uma arte, mas uma forma de atividade empírica que tem por fim produzir no auditório um sentimento de agrado e de prazer. Platão designa a essa atividade empírica adulação.
  11. 11. OS FILÓSOFOS Uma vez que não está comprometida com averdade objetiva, o poder persuasivo da retóricapode facilmente transformar-se em manipulação. Platão opõe o verdadeiro conhecimento, procuradopelo filósofo, ao pseudo-saber da retórica sofista,que através do recurso à lisonja da palavra,negligencia a verdade.
  12. 12. OS FILÓSOFOS «Um famoso sofista, ao voltar de uma viagem deconferências pela Ásia Menor, encontrou Sócratesna Ágora perguntando a um sapateiro “Que é isto, osapato?” e interpelou-o, indagando: “Ainda estásaí, Sócrates, dizendo a mesma coisa sobre a mesmacoisa?” Sócrates encarou-o e retorquiu: “É o que eusempre faço. Tu, porém, que és umsofista, certamente nunca dizes a mesma coisasobre a mesma coisa”. (fonte: Diógenes Laércio)
  13. 13. SOFISTAS FILÓSOFOS (Górgias – Protágoras) (Sócrates - Platão)Faziam-se pagar pelo seu ensino. Não cobravam pelo seu ensino e consideravam os sofistas como mercadores da verdade.Consideravam-se sábios. Pretendiam ser O filósofo é aquele que busca a verdadecapazes de dissertar sobre todos os temas e numa atitude de douta-ignorância. “Sóde responder a qualquer pergunta. sei que nada sei” (Sócrates).Defendiam o relativismo: A verdade é Condenavam o relativismo sofístico erelativa, subjetiva. O verdadeiro é o que acreditavam na possibilidade de separece a cada um. ascender à verdade absoluta e universal.Ensinavam a retórica como técnica de Tinham como método o diálogopersuasão pela palavra e com forma de (dialética).alcançar o poder através da manipulação. Através deste, cada um podia descobrirO que interessava era convencer o auditório dentro de si próprio a verdade que jáfazendo-o crer na tese proposta. havia contemplado no mundo inteligível.Privilegiam a opinião (doxa) que gera a Privilegiam a sabedoria (Sofia) que levacrença. ao verdadeiro conhecimento
  14. 14. DECLINIO E REABILITAÇÃO DA RETÓRICA ARGUMENTAÇÃO E FILOSOFIA
  15. 15. DECLÍNEO DA RETÓRICA Na Grécia antiga a aplicação da retórica foi alvo de divisão entre sofistas e filósofos. Mais tarde, acabou por degenerar num discurso vazio, cheio de floreados e de figuras de estilo, que frequentemente escondiam a ausência ou pobreza de ideias.
  16. 16. REABILITAÇÃO DA RETÓRICA Nas últimas décadas, alguns autores tentaramdevolver à retórica a importância que teve no passado,retirando-lhe a carga negativa. Surgiu assim uma Nova Retórica, protagonizada porautores como Toulmin, Habermas, ou Perelman,empenhados em associar a retórica à argumentação, eem conferir-lhe um carácter ético. Esses autores apostam, nomeadamente num certomodelo retórico, imitando o modelo de argumentaçãojudicial.
  17. 17. REABILITAÇÃO DA RETÓRICA Mas não é só nos tribunais que a eloquência e a oratória se mantêm importantes nos nossos dias. Os auditórios modernos – ligados ao ensino, à formação, a iniciativas profissionais, científicas e outras – multiplicaram-se e isso torna pertinente a arte de se saber falar em público e de se ser persuasivo.
  18. 18. PERSUASÃO E MANIPULAÇÃO ARGUMENTAÇÃO E FILOSOFIA
  19. 19. PERSUASÃO E MANIPULAÇÃO A persuasão deve ter uma componente ética, devido ao respeito pela pessoa do outro. Quando isso não acontece, transforma-se em manipulação. A manipulação ignora os legítimos interesses do auditório. Manipular equivale a manejar, a tratar as pessoas como se fossem objetos.
  20. 20. PERSUASÃO E MANIPULAÇÃO Manipula aquele que quer vencer-nos sem nos convencer. Seduz-nos para aceitarmos, mas não nos dá razões para o fazermos. Não apela à nossa inteligência nem respeita a nossa liberdade. Quer dominar pessoas e grupos e dirigir a sua conduta, reduzindo-os a uma massa acrítica. A palavra é a sua arma.
  21. 21. PERSUASÃO MANIPULAÇÃOÉ o bom uso da retórica. Há autores que chamam à persuasão É o mau uso da retórica. Há autores que chamam à"retórica branca" ou persuasão racional. manipulação "retórica negra" ou persuasão irracional.Tenta levar-se um auditório a aderir a uma tese ou a uma ação. Há uma imposição, tentando evitar a reflexão e a liberdade de decisão dos ouvintes.Não se impõe nada, dá-se liberdade aos ouvintes para refletireme decidirem individualmente. O manipulador procura usar a seu favor as limitações da racionalidade do auditório.O orador procura ajudar a ultrapassar as limitações daracionalidade do auditório. Há uma relação vertical, desigual, em que os ouvintes são usados como instrumentos ao serviço do manipulador.Há uma relação de igualdade entre orador e ouvintes, estes sãorespeitados por aquele. Os objetivos são escondidos ou apresentam-se de forma confusa para não suscitar reflexão, não há transparência.Os objectivos da argumentação estão definidos e são claros, hátransparência. O manipulador tenta evitar o espírito crítico, anulando ao máximo a autonomia dos ouvintes e a sua capacidade deFomenta-se o espírito crítico e a autonomia de cada um. avaliação da situação.O orador vê os ouvintes como seres iguais a si e aceita a decisão O manipulador vê os ouvintes como seres inferiores, que eledeles. usa em proveito próprio.A persuasão é moralmente aceitável porque há um uso racional A manipulação é moralmente inaceitável porque há má-fé eda palavra e "o outro" é visto como um outro "eu". desrespeito pelos outros, os quais são considerados como meios ao serviço de alguém com objetivos ocultos.
  22. 22. PERSUASÃO E MANIPULAÇÃO Desenvolver o espírito crítico e uma análise atenta dos argumentos é um modo de enfrentar estratégias de manipulação. O pensamento crítico implica: Avaliar a consistência dos argumentos; Escrutinar as crenças e os preconceitos que são muitas vezes aceites sem fundamento racional.
  23. 23. RETÓRICA E OPINIÃO PÚBLICA ARGUMENTAÇÃO E FILOSOFIA
  24. 24. RETÓRICA E OPINIÃO PÚBLICA Na política, quer nos regimes democráticos quer nos regimes totalitários, a retórica é usada para formar, controlar e manipular a opinião pública. Do mesmo modo, quer os meios de comunicação social quer a publicidade adoptam procedimentos retóricos para captar a atenção dos seus auditórios.
  25. 25. FATORES QUE INFLUENCIAM A OPINIÃO PÚBLICA ARGUMENTAÇÃO E FILOSOFIA
  26. 26. FATORES INDIVIDUAIS Como os seres humanos têm tendência gregária (pertencer a um grupo) e gostam de partilhar crenças, opiniões e valores, estão predispostos a aceitar o que lhes facilite a sua integração social.
  27. 27. FATORES SOCIAIS Cada grupo ou classe social tem um conjunto de estereótipos e preconceitos que se traduz em atitudes e comportamentos considerados normais, entre os membros desse grupo, e que são como que cartões de identificação, ou passwords, necessários para que se estabeleça a comunicação.
  28. 28. EMOÇÕES COLETIVAS Quando as pessoas estão em multidão, o nível de capacidade crítica e de discernimento racional diminui, porque as mensagens emotivas se comunicam mais rapidamente e são mais fortes. Isto cria uma empatia que permite a difusão de ideias simples (não analisadas pelo auditório) e que facilita o controlo e a manipulação da multidão.
  29. 29. LÍDERES DE OPINIÃOOs líderes de opinião são pessoas que, pela suaautoridade, prestígio ou carisma, influenciam aconstituição de representações coletivas e orientamos comportamentos das pessoas.
  30. 30. MEIOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL É conhecida a força dos meios de comunicação social para condicionar e manipular as emoções do auditório através de artigos de opinião, filmes, documen tários e outros programas.
  31. 31. MEIOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL O poder político procura controlar os meios de comunicação social, reconhecendo a capacidade persuasiva das suas mensagens.
  32. 32. DISCURSO PUBLICITÁRIO Na nossa sociedade, a retórica é aplicada na atividade publicitária (quer no marketing comercial, quer no político), que usa sobretudo mensagens visuais e auditivas. «Vale mais uma imagem mil que palavras». (Ditado chinês)
  33. 33. DISCURSO PUBLICITÁRIO A publicidade utiliza a sedução, provocando carências e despertando o desejo de as satisfazer. Recorre a símbolos, imagens, valores e associações semânticas.
  34. 34. FIMNORBERTO FARIA

×