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  1. 1. FILOSOFIA
  2. 2. Por influência da mitologia grega, tanto que Atena, deusa da guerra e da sabedoria, tinha uma coruja como mascote. Os gregos consideravam a noite como o Por que a momento do pensamento filosófico e da revelação intelectual e a coruja, por ser uma ave noturna, acabou coruja é o representando essa busca pelo saber. Há ainda uma outra explicação para tal relação, da qual, certamente, o animal símbolo da não se orgulharia tanto. Com seus olhos grandes e desproporcionais, a coruja se tornou também símbolo da feiúra. Numa língua nórdica antiga, ela era chamada de Filosofia? ugla, palavra que imitava o som emitido pela ave e que daria origem ao termo ugly, "feio" em inglês. "Assim, a coruja segue o estereótipo do sábio, que geralmente é tido como alguém mais preocupado com as divagações interiores que com a aparência externa", diz o helenista (estudioso da civilização grega) Antônio Medina Rodrigues, da Universidade de São Paulo (USP). Mas não foi em todas as culturas que o animal se transformou em símbolo de inteligência. No Império Romano, por exemplo, a ave era considerada agourenta e seu canto anunciaria a proximidade da morte. Além disso, outros http://mundoestranho.abril.com.br/materia animais também foram usados em civilizações diferentes /por-que-a-coruja-e-simbolo-de-sabedoria para representar a sabedoria, como a tartaruga para os chineses e o salmão para os celtas.
  3. 3. O que é a Filosofia?
  4. 4. Algumas visões do senso comum: • Tirar os pés do chão. • Ficar em devaneios. • Conversa que não leva a lugar nenhum.
  5. 5. Mas a Filosofia NÃO É isto. Partindo da análise etimológica da palavra podemos entender melhor o seu significado:
  6. 6. FILO / SOFIA philia / sophia amizade / sabedoria
  7. 7. Então, FILOSOFIA significa amizade ao saber.
  8. 8. Logo que esta questão é esclarecida, surge uma outra indagação...
  9. 9. Saber o que? http://blog.cancaonova.com/padreanderson
  10. 10. Para esclarecer esta pergunta devemos nos lembrar de que a Filosofia é a mãe de todas as ciências, uma “jovem” de aproximadamente 2.700 anos.
  11. 11. Este saber envolve todos os assuntos possíveis de serem pensados e questionados em todas as áreas do conhecimento. http://transitoriamente.wordpress.com
  12. 12. A Filosofia busca entender o PORQUÊ das coisas. Possui como propósito a busca de perguntas, de questionamentos e de indagações.
  13. 13. ESTUDAR FILOSOFIA É PROCURAR POR PERGUNTAS QUE NEM SEMPRE POSSUEM RESPOSTAS. http://colecionadordefrases.wordpress.com
  14. 14. Para que serve a Filosofia no Ensino? http://nicepinheiro.blogspot.com
  15. 15. • Qual o seu • Qual é a papel? sua função? • Quais Competências e Habilidades ela deve desenvolver?
  16. 16. “ A nova legislação educacional brasileira parece reconhecer, afinal, o próprio sentido histórico da atividade filosófica e, por esse motivo, enfatiza a competência da filosofia para promover, sistematicamente, condições indispensáveis para a formação da cidadania plena.” Parâmetros Curriculares Nacionais (Ensino Médio) parte IV, pág 45 .
  17. 17. PENSA Reflexão Crítica CONHECE AGE + + Ação Conhecimento CIDADÃO = Produção da Cidadania
  18. 18. Para que serve a Filosofia? VídeoFilosofia+-+Para+que+serve+a+filosofia_.flv
  19. 19. Pré-socráticos Filosofia Sofistas na Sócrates Grécia Antiga Platão Aristóteles
  20. 20. Sócrates e o nascimento da Filosofia. Antes de Sócrates Pré-socraticos Sofistas • Estes filósofos • Estes, praticavam o tentavam explicar a uso da retórica (Arte natureza, o principio de falar bem). de todas as coisas.
  21. 21. Filho de escultor, aprendeu o ofício do pai: era Sócrates: técnico. dados sobre a A sua mãe era parteira. vida Estudou geometria, astronomia e cosmologia. Manteve contato com alguns sofistas. Foi soldado na Guerra do Peloponeso. Politicamente ele foi respeitador das leis da cidade. Adotou como missão o oráculo inscrito no templo de Apolo Delfo: “Conhece-te a ti mesmo”. Nada escreveu.
  22. 22. Sócrates: Vida e Obra Vídeo Sócrates - Vida e Obra (animação).mp4
  23. 23. Método socrático IRONIA – (procura confundir o interlocutor acerca do conhecimento que este tinha das coisas) – (ato de perguntar questões que não tem respostas prévias, para que se possa chegar a outra etapa: a maiêutica). MAIÊUTICA – (faz o interlocutor penetrar em novas ideias, parir as ideias). – (ato de dar luz às ideias). • Objetivo do método: encontrar definições universais e necessárias (a essência) para as coisas.
  24. 24. Sócrates é considerado o PAI da FILOSOFIA POR QUE? Buscou atingir uma verdade a partir da prática filosófica e do dialogo com os demais cidadãos. BUSCA PELO CONHECIMENTO VERDADEIRO
  25. 25. Estranhamento e Desnaturalização Quem ama sente-se carente do objeto amado. FILOSOFIA - Busca e desejo pelo saber. O texto O que é, afinal, a Filosofia? Pode retratar um pouco melhor esta ideia.
  26. 26. Sabedoria AMOR Ignorância Amor pelo belo A sabedoria é bela Busca pelo saber Aquele que filosofa encontra-se entre a sabedoria e a ignorância.
  27. 27. A importância do ato de PERGUNTAR... • Ponto de partida. • Atitude de duvidar. • Problematização do mundo, da vida e da realidade. • Investigação. A pergunta filosófica é Exemplo desta incomoda e atitude. perturbadora. Sócrates
  28. 28. De família aristocrática - descendente de Platão: Sólon por parte de mãe. dados sobre a Estudou retórica com os sofistas. vida Discípulo de Sócrates. Conheceu o pitagorismo e o pensamento de Parmênides. Procurou responder ao conflito Heráclito- Parmênides. Divergências com os sofistas.
  29. 29. Platão: Vida e Obra Vídeo Platão - Vida e Obra (animação).mp4
  30. 30. • Quais são os verdadeiros filósofos? OS QUE AMAM O ESPETACULO DA VERDADE • A Filosofia vai além das aparências, vai direto na essência. A República - PLATÃO
  31. 31. A República - PLATÃO Primeiro Projeto Político Pedagógico da História da Educação
  32. 32. Nasceu em 384 a.C., em Estagira. Aristóteles: dados sobre a Filho de médico. vida Estudou na Academia de Platão. Foi preceptor de Alexandre . Fundou o Liceu, em Atenas. Escola peripatética (do grego: perípatos = passeio por onde se anda conversando).
  33. 33. Aristóteles: Vida e Obra Vídeo Aristóteles - Breve Vida e Obra.mp4
  34. 34. Para ser filosofia... Que tipo de saber a Filosofia Nem toda curiosidade é uma busca? curiosidade filosófica. • Não se contenta com • Depende da pergunta. saberes superficiais. • Depende da resposta. • Não se contenta com explicações míticas e fantasiosas.
  35. 35. r e e n KIKA – De onde vem??? s ã o m a i s a p r i m o r a d a , Vídeo m Desenhos da KikaTvCultura - a i De onde vem o dia e a noite - s KIKA.mp4 c i e n t í f i c a .
  36. 36. A resposta deve ser... • RACIONAL • RIGOROSA • METÓDICA • SISTEMÁTICA • UNIVERSAL
  37. 37. “ Contudo, como nos lembra Demerval Saviani (1986, p. 26), para ser filosófica a reflexão deve ser, ao mesmo tempo: radical, para analisar em profundidade o problema em questão, buscando chegar às suas raizes, aos seus fundamentos; rigorosa, no sentido de ser coerente e sistemática, conduzindo o pensamento com método e rigor para propiciar conclusões válidas e bem fundamentadas; e de conjunto, para tomar o objeto em questão não de forma isolada e abstrata, mas numa perspectiva de totalidade, considerando os diversos fatores que, num dado contexto, o determinam e condicionam” (SILVEIRA e GOTO, 2007: p 86)
  38. 38. A Filosofia pretende desenvolver um conhecimento que vai além das crenças. SENSÍVEL SUPRA SENSÍVEL • Crença (pístis) • Sabedoria (sophia) • Opinião (dóxa) • Razão (logos) SOFISTAS – eram filodóxos (amantes da opinião)
  39. 39. PERGUNTA... A nossa sociedade tem vergonha de perguntar.
  40. 40. COMO O PROFESSOR PODE CONTRIBUIR PARA DESENVOLVER COM O ALUNO O ATO DE PERGUNTAR E DE ELABORAR PERGUNTAS FILOSÓFICAS?
  41. 41. Filosofar Implica consequências desagradáveis Sofrimento necessário para atingir AVANÇOS
  42. 42. ATITUDE CRÍTICA PONTOS POSITIVOS PONTOS NEGATIVOS • Conhecer a • Desconfiar verdade. das crenças. • Interrogar o • Negar o mundo que o senso cerca. comum.
  43. 43. Importância da problematização • Criar problemas. • Olhar para coisas que estão estagnadas e transformá-las em problemas. • Criar problemas reais e não pseudo problemas(problemas que possibilitam uma discussão e que possuem uma solução). • Não é qualquer pergunta ou dúvida que pode ser um problema filosófico.
  44. 44. PROBLEMÁTICO ALGO POSITIVO PASSÍVEL DE DISCUSSÃO
  45. 45. Importância da problematização Dimensão SUBJETIVA Dimensão OBJETIVA do do PROBLEMA PROBLEMA • Cai em um • Relevância relativismo. social a um determinado problema.
  46. 46. O problema tem que ser interessante para o aluno, isso faz com que ele queira refletir... Saindo do senso comum Possibilitando o ato de Levam ao filosofar debate e a reflexão Temas bem selecionados
  47. 47. Alguns dos objetivos da filosofia nas aulas... • Distanciar o aluno do senso comum. • Estimular o ato de perguntar. • Desenvolver o senso crítico / a análise crítica. • Problematizar o mundo que cerca o aluno, levantar problemas.
  48. 48. Para conseguir isto, deve-se partir de problemas reais que sejam significativos. PARTIR DA PARTIR DOS REALIDADE DO CONHECIMENTOS ALUNO QUE ELE POSSUI
  49. 49. • [...] se os homens se perguntam sobre determinadas coisas é por manifestar, como disse Aristóteles, um desejo natural de conhecer. Portanto, a Filosofia é o exercício, por excelência, da indagação e do questionamento. • Mas não é um questionamento qualquer: ele sistematiza e problematiza estabelecendo relações e explicações sobre o próprio ato de pensar. O pensamento filosófico, antes de tudo, é fruto de uma necessidade: a de conhecer e compreender a realidade em seus múltiplos aspectos.[...] (Filosofia & Vida, V. I p 5)
  50. 50. ADMIRAÇÃO • O sentido grego da palavra admiração é espanto. Quando estamos diante de uma situação diferente, inesperada, temos uma atitude de admiração e esta atitude é um ponto de partida para o ato de filosofar, pois nos leva à descoberta de nossa própria ignorância e à indagação sobre o que ignoramos. • A mesma admiração que é ponto de partida para o exercício do filosofar pode ser um comportamento que preserva a ingenuidade e não leva ao questionamento. O que vai diferenciar é o modo como as pessoas reagem diante das questões que surgem a partir de nosso cotidiano.
  51. 51. DÚVIDA • A dúvida para a Filosofia não é imobilizadora, mas é o próprio ponto de partida para a reflexão profunda, tentando chegar às raízes dos problemas que se quer enfrentar. Neste processo de questionamento, todas as afirmações são submetidas à dúvida, procurando encontrar as fragilidades dos argumentos e levando à reformulação do pensamento. Por isso a Filosofia não é dogmática: tudo pode ser questionado! • A dúvida filosófica, por sua vez, consiste na supressão dos conhecimentos e elaborações já produzidos pela própria Filosofia. Ao não aceitar uma explicação anterior e submetê-la ao rigor da dúvida estimula-se a criticidade que marca a experiência filosófica.
  52. 52. INSATISFAÇÃO MORAL • A insatisfação do homem com os costumes e práticas que o cercam também levam-no a filosofar. Ao se deparar com os valores proeminentes em uma sociedade o comportamento filosófico surgirá ao se contrapor de forma crítica e problematizadora diante da realidade. O ato de perguntar é a matriz do pensamento filosófico e os homens são instigados diante de valores e de práticas que se repetem cotidianamente. • A insatisfação se torna filosófica quando o questionamento do problema se fizer através de um argumento racional, que procure ser suficientemente abrangente e leve à negação de posturas simplistas e dogmáticas. Ao fazer isto, o homem deve se inserir dentro do problema e questionar as origens desta insatisfação, analisando e fundamentando as suas práticas.
  53. 53. Sem dúvida, nestas três modalidades de atitude, há muito de verdade, no sentido de que elas são encontradas em todo filósofo, em um grau menor ou maior, a despeito da possível predominância de uma ou outra sobre as demais. Na admiração encontramos um comportamento de abertura o mais espontâneo e original possível do homem diante da realidade. Sem a dúvida, não chega a se desenvolver o indispensável espírito crítico, que deve acompanhar toda tarefa de ordem filosófica. E pela inquietação moral, fundamenta-se o filosofar em seus aspectos éticos. (BORNHEIM: 1989, P11)
  54. 54. [...] Para começarmos uma investigação que vai gerar conhecimento, é necessário ter curiosidade de saber, é necessária a questão. Se não a tivermos, não há motivos para nos pormos a buscar. O que move a geração de conhecimento é essa vontade de buscar respostas, é o problema. Por isso o papel da questão é tão importante: porque circunscreve e direciona a busca. (ASPIS e GALLO: 2009, P22)
  55. 55. Estudar os filósofos para observar e entender como eles perguntaram, como eles questionaram e problematizaram a realidade. Tentativa de responder problemas e indagações. HISTÓRIA DA Deve ser utilizada FILOSOFIA Não deve ser como utilizada para instrumento que decorar as suas fornece reflexão idéias. aos educandos
  56. 56. Aqui, o que se considera é que, a despeito de sua importância, a História da Filosofia não deve constituir a principal orientação para o ensino da disciplina na escola pública, pois é com o olhar voltado para o mundo que se aprende a pensar filosoficamente – muitas vezes, recolhendo material nas ruas que o aluno percorre para chegar à escola. Proposta Curricular Filosofia. Pag. 43
  57. 57. Não podemos deixar de lembrar que Na prática o coNhecimeNto Não está dividido em discipliNas. quaNdo apreNdemos... ...apreNdemos como um todo.
  58. 58. INTERDISCIPLINARIDADE http://www.eca.usp.br/departam/cbd/discipli/analisedoc/logica_documentacao.htm Acesso em: 28/04/2010
  59. 59. O que é Interdisciplinaridade? É importante salientar que este termo não possui um sentido único. Interdisciplinar - é a interação existente entre duas ou mais disciplinas. Essa interação pode ir da comunicação de ideias à integração de conceitos. Para que haja interdisciplinaridade é preciso haver a colaboração entre as diversas disciplinas – produzindo assim uma interação.
  60. 60. INTERDISCIPLINARIDADE • Ela não pretende a construção de uma superciência. • Apresenta uma mudança de atitude frente ao problema do conhecimento • Ela tenta substituir a concepção fragmentada para a unitária do ser humano.
  61. 61. INTERDISCIPLINARIDADE Para compreender melhor interdisciplinaridade utilizaremo-nos de uma metáfora: o conhecimento é uma sinfonia. Para a sua execução será necessária a presença de muitos elementos: os instrumentos, as partituras, os músicos, o maestro, o ambiente, a platéia, os aparelhos eletrônicos etc. Fazenda: 1991 p. 33
  62. 62. Filosofia “ mãe de todas as ciências” Se ocupa do TODO. Saber Centralizado Necessidade da fragmentação para o desenvolvimento de estudos específicos. Saber Descentralizado
  63. 63. Atividade em grupo: Formar grupos de no máximo 4 pessoas e responder as seguintes indagações: - UMA COISA É CORRETA SÓ PORQUE TODO MUNDO ACHA QUE ELA É CORRETA? -SE NOVE ENTRE DEZ PESSOAS ACHAREM QUE ROUBAR É CORRETO, ROUBAR PASSARÁ A SER UMA COISA BOA? Após a reflexão do grupo e o registro destas,iremos assistir o vídeo: O reino da insanidade para posteriormente socializarmos as nossas reflexões.
  64. 64. O reino da insanidade. Vídeo Pequenos filosofosPEQUENOS FILÓSOFOS - O REINO DA INSANIDADE.mp4
  65. 65. Videoteca indica a série Pequenos Filósofos 27/09/2011 Uma das possibilidades de o professor diversificar suas aulas é por meio do uso do audiovisual. A sugestão é a série Pequenos Filósofos. Ela foi produzida na Coréia do Sul por animadores de diversos países, é composta por 26 episódios, com duração média de 8 minutos. A série apresenta contos e fábulas de diferentes culturas. Traz um conteúdo que possibilita trabalhar valores éticos. Entre os temas abordados, têm-se a verdade e o segredo, ansiedade e tranquilidade, injustiça, necessidade e lei, ambição e satisfação, julgamento, destino, boa vontade, preconceito, esperança, esforço e amor. É indicada para trabalhar com o ensino fundamental. http://www.educacaointegral.df.gov.br/300/30003002.asp?ttCD_CHAVE=158347
  66. 66. Trabalho com FABULAS... O exemplo do trabalho desenvolvido com a fábula do Leão e o ratinho, é apenas uma das muitas opções de trabalho a ser desenvolvido em sala de aula promovendo a reflexão da criança. O guia de Planejamento e Orientações Didáticas (Professor – 4º ano) do LER E ESCREVER, trás nas atividades de Língua Portuguesa algumas informações, abordagens e atividades que possibilitam o desenvolvimento de reflexões filosóficas no espaço escolar.
  67. 67. Atualmente, podemos encontrar a fábula definida como uma narrativa concisa, escrita em prosa ou verso, que predominantemente apresenta animais como personagens, podendo também ter outros seres, objetos inanimados ou homens em seu enredo, marcada pela presença implícita ou explícita de uma moral, um ensinamento ou uma crítica.
  68. 68. Para o professor Sobre as fábulas Confabulando com fábulas – projeto didático Na história da humanidade as diferentes organizações da sociedade sempre se constituíram a partir de determinada visão de mundo, mediante o que estabeleceram e continuam estabelecendo padrões de conduta, normas ou regras de bem viver em sociedade, orientadas por diferentes valores morais e éticos. Em outras palavras, em qualquer tempo da história do homem é possível observar o que determinada sociedade preza como uma conduta correta ou não, que estabelece limites entre o certo e o errado, o adequado e o inadequado, o desejável e o indesejável no caráter humano. A literatura, como parte da nossa cultura, é uma importante fonte para a observação de muitos valores sociais, e a fábula, como uma das primeiras formas de literatura, pode se tornar um rico material de estudo desses valores. Entretanto, para além da característica moralizante que tradicionalmente é enfatizada na fábula, esta também deve ser percebida em seu valor estético, nos recursos expressivos com e sobre os quais se produzem os sentidos de cada história.
  69. 69. DICA: Para acessar ou receber o jornal Corujinha, basta acessar o site: http://jornalcorujinha.blogspot.com.br/
  70. 70. A Coleção Filosofinhos, coordenada pela filósofa Maria de Nazareth Agra Hassen convida o leitor a conhecer um pouco da filosofia acompanhando historinhas cujos personagens são grandes filósofos quando ainda eram pequenos... Nessas histórias, os pensadores são crianças, mas já apresentam algumas de suas idéias revolucionárias. Todas as crianças são naturalmente curiosas, característica fundamental para buscar o saber, e a filosofia introduzida de forma lúdica favorece a exploração do mundo do conhecimento. Essa coleção também ajuda os adultos a pensarem o mundo e a compreenderem as crianças, mas principalmente mostra como é bom ser curioso e perguntador. Para os adultos (pais, cuidadores e professores) cada volume inclui uma pequena biografia do pensador retratado, além de sugestão de outras leituras para aprofundar o conhecimento. As histórias são bilíngües português/francês, pois a coleção tem como propósito alargar as fronteiras da criança, mostrando-lhe que a mesma história pode ser lida em outra língua. Também visando estimular o pensamento crítico e uma relação ser humano/natureza mais sadia, a Coleção Filosofinhos/Les Petits Philosophes é impressa em papel reciclado. http://www.tomoeditorial.com.br/?c=Home&m=series
  71. 71. Coleção Filosokids Caramelo – livros educativos http://www.carameloed.com.br/index.asp
  72. 72. Filosofia para crianças? Paulo Ghiraldelli Jr., filósofo 10/07/2008 http://ghiraldelli.wordpress.com/ 2008/07/10/filosofia-para- criancas/
  73. 73. Mito da Caverna em quadrinhos Site: http://forum.priston.co m.br/showthread.php? tid=23667
  74. 74. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA: • ASPIS, Renata Lima e GALLO, Silvio. Ensinar Filosofia –um livro para professores. São Paulo: Atta Midia e Educação, 2009. • BORNHEIM, G. A. Introdução ao filosofar: o pensamento filosófico em bases existenciais. 8 ed. Porto Alegre: Globo, 1989. • FINI, Maria Inês (Coord.). Proposta Curricular do Estado de São Paulo. São Paulo:SEE, 2008. • São Paulo (Estado) Secretaria da Educação. Caderno do Professor: filosofia, ensino médio – 3ª série, volume 1 / Coordenação geral, Maria Ines Fini; equipe, Adilton Luis Martins, Luiza Christov, Paulo Miceli, Rene Jose Trentin Silveira. – São Paulo: SEE, 2009. • São Paulo (Estado) Secretaria da Educação. Filosofia – Filosofia & Vida – Volume 1 – Introdução à Filosofia / equipe, Jose Alves de Freitas Neto e Leandro Karnal. - São Paulo: SEE, 2005. • SILVEIRA, R. J. Trentin e GOTO, Roberto. Filosofia no Ensino Médio – temas, problemas e propostas. São Paulo: Edições Loyola, 2007. • FAZENDA, Ivani C. Integração e interdisciplinaridade no ensino brasileiro: efetividade ou ideologia. São Paulo: Loyola, 1979. • FAZENDA, Ivani C. Interdisciplinaridade: História, teoria e pesquisa. 2ª ed. Campinas: Papirus, 1995 (Coleção Magistério: formação e trabalho pedagógico). • THIESEN, Juares da S. A interdisciplinaridade como um movimento articulador no processo ensino- aprendizagem. Revista Brasileira de Educação. V.13, n.39, 2008. • PLATÃO, A Republica. São Paulo: Nova Cultural, 1999 • São Paulo (Estado) Secretaria da Educação. Ler e escrever: guia de planejamento e orientações didáticas; professor – 3ª série / Secretaria da Educação, Fundação para o Desenvolvimento da Educação; adaptação do material original, Marisa Garcia, Milou Sequerra. 2.ed. São Paulo : FDE, 2010. • Jornal corujinha http://jornalcorujinha.blogspot.com.br/

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  1. 1. FILOSOFIA
  2. 2. Por influência da mitologia grega, tanto que Atena, deusa da guerra e da sabedoria, tinha uma coruja como mascote. Os gregos consideravam a noite como o Por que a momento do pensamento filosófico e da revelação intelectual e a coruja, por ser uma ave noturna, acabou coruja é o representando essa busca pelo saber. Há ainda uma outra explicação para tal relação, da qual, certamente, o animal símbolo da não se orgulharia tanto. Com seus olhos grandes e desproporcionais, a coruja se tornou também símbolo da feiúra. Numa língua nórdica antiga, ela era chamada de Filosofia? ugla, palavra que imitava o som emitido pela ave e que daria origem ao termo ugly, "feio" em inglês. "Assim, a coruja segue o estereótipo do sábio, que geralmente é tido como alguém mais preocupado com as divagações interiores que com a aparência externa", diz o helenista (estudioso da civilização grega) Antônio Medina Rodrigues, da Universidade de São Paulo (USP). Mas não foi em todas as culturas que o animal se transformou em símbolo de inteligência. No Império Romano, por exemplo, a ave era considerada agourenta e seu canto anunciaria a proximidade da morte. Além disso, outros http://mundoestranho.abril.com.br/materia animais também foram usados em civilizações diferentes /por-que-a-coruja-e-simbolo-de-sabedoria para representar a sabedoria, como a tartaruga para os chineses e o salmão para os celtas.
  3. 3. O que é a Filosofia?
  4. 4. Algumas visões do senso comum: • Tirar os pés do chão. • Ficar em devaneios. • Conversa que não leva a lugar nenhum.
  5. 5. Mas a Filosofia NÃO É isto. Partindo da análise etimológica da palavra podemos entender melhor o seu significado:
  6. 6. FILO / SOFIA philia / sophia amizade / sabedoria
  7. 7. Então, FILOSOFIA significa amizade ao saber.
  8. 8. Logo que esta questão é esclarecida, surge uma outra indagação...
  9. 9. Saber o que? http://blog.cancaonova.com/padreanderson
  10. 10. Para esclarecer esta pergunta devemos nos lembrar de que a Filosofia é a mãe de todas as ciências, uma “jovem” de aproximadamente 2.700 anos.
  11. 11. Este saber envolve todos os assuntos possíveis de serem pensados e questionados em todas as áreas do conhecimento. http://transitoriamente.wordpress.com
  12. 12. A Filosofia busca entender o PORQUÊ das coisas. Possui como propósito a busca de perguntas, de questionamentos e de indagações.
  13. 13. ESTUDAR FILOSOFIA É PROCURAR POR PERGUNTAS QUE NEM SEMPRE POSSUEM RESPOSTAS. http://colecionadordefrases.wordpress.com
  14. 14. Para que serve a Filosofia no Ensino? http://nicepinheiro.blogspot.com
  15. 15. • Qual o seu • Qual é a papel? sua função? • Quais Competências e Habilidades ela deve desenvolver?
  16. 16. “ A nova legislação educacional brasileira parece reconhecer, afinal, o próprio sentido histórico da atividade filosófica e, por esse motivo, enfatiza a competência da filosofia para promover, sistematicamente, condições indispensáveis para a formação da cidadania plena.” Parâmetros Curriculares Nacionais (Ensino Médio) parte IV, pág 45 .
  17. 17. PENSA Reflexão Crítica CONHECE AGE + + Ação Conhecimento CIDADÃO = Produção da Cidadania
  18. 18. Para que serve a Filosofia? VídeoFilosofia+-+Para+que+serve+a+filosofia_.flv
  19. 19. Pré-socráticos Filosofia Sofistas na Sócrates Grécia Antiga Platão Aristóteles
  20. 20. Sócrates e o nascimento da Filosofia. Antes de Sócrates Pré-socraticos Sofistas • Estes filósofos • Estes, praticavam o tentavam explicar a uso da retórica (Arte natureza, o principio de falar bem). de todas as coisas.
  21. 21. Filho de escultor, aprendeu o ofício do pai: era Sócrates: técnico. dados sobre a A sua mãe era parteira. vida Estudou geometria, astronomia e cosmologia. Manteve contato com alguns sofistas. Foi soldado na Guerra do Peloponeso. Politicamente ele foi respeitador das leis da cidade. Adotou como missão o oráculo inscrito no templo de Apolo Delfo: “Conhece-te a ti mesmo”. Nada escreveu.
  22. 22. Sócrates: Vida e Obra Vídeo Sócrates - Vida e Obra (animação).mp4
  23. 23. Método socrático IRONIA – (procura confundir o interlocutor acerca do conhecimento que este tinha das coisas) – (ato de perguntar questões que não tem respostas prévias, para que se possa chegar a outra etapa: a maiêutica). MAIÊUTICA – (faz o interlocutor penetrar em novas ideias, parir as ideias). – (ato de dar luz às ideias). • Objetivo do método: encontrar definições universais e necessárias (a essência) para as coisas.
  24. 24. Sócrates é considerado o PAI da FILOSOFIA POR QUE? Buscou atingir uma verdade a partir da prática filosófica e do dialogo com os demais cidadãos. BUSCA PELO CONHECIMENTO VERDADEIRO
  25. 25. Estranhamento e Desnaturalização Quem ama sente-se carente do objeto amado. FILOSOFIA - Busca e desejo pelo saber. O texto O que é, afinal, a Filosofia? Pode retratar um pouco melhor esta ideia.
  26. 26. Sabedoria AMOR Ignorância Amor pelo belo A sabedoria é bela Busca pelo saber Aquele que filosofa encontra-se entre a sabedoria e a ignorância.
  27. 27. A importância do ato de PERGUNTAR... • Ponto de partida. • Atitude de duvidar. • Problematização do mundo, da vida e da realidade. • Investigação. A pergunta filosófica é Exemplo desta incomoda e atitude. perturbadora. Sócrates
  28. 28. De família aristocrática - descendente de Platão: Sólon por parte de mãe. dados sobre a Estudou retórica com os sofistas. vida Discípulo de Sócrates. Conheceu o pitagorismo e o pensamento de Parmênides. Procurou responder ao conflito Heráclito- Parmênides. Divergências com os sofistas.
  29. 29. Platão: Vida e Obra Vídeo Platão - Vida e Obra (animação).mp4
  30. 30. • Quais são os verdadeiros filósofos? OS QUE AMAM O ESPETACULO DA VERDADE • A Filosofia vai além das aparências, vai direto na essência. A República - PLATÃO
  31. 31. A República - PLATÃO Primeiro Projeto Político Pedagógico da História da Educação
  32. 32. Nasceu em 384 a.C., em Estagira. Aristóteles: dados sobre a Filho de médico. vida Estudou na Academia de Platão. Foi preceptor de Alexandre . Fundou o Liceu, em Atenas. Escola peripatética (do grego: perípatos = passeio por onde se anda conversando).
  33. 33. Aristóteles: Vida e Obra Vídeo Aristóteles - Breve Vida e Obra.mp4
  34. 34. Para ser filosofia... Que tipo de saber a Filosofia Nem toda curiosidade é uma busca? curiosidade filosófica. • Não se contenta com • Depende da pergunta. saberes superficiais. • Depende da resposta. • Não se contenta com explicações míticas e fantasiosas.
  35. 35. r e e n KIKA – De onde vem??? s ã o m a i s a p r i m o r a d a , Vídeo m Desenhos da KikaTvCultura - a i De onde vem o dia e a noite - s KIKA.mp4 c i e n t í f i c a .
  36. 36. A resposta deve ser... • RACIONAL • RIGOROSA • METÓDICA • SISTEMÁTICA • UNIVERSAL
  37. 37. “ Contudo, como nos lembra Demerval Saviani (1986, p. 26), para ser filosófica a reflexão deve ser, ao mesmo tempo: radical, para analisar em profundidade o problema em questão, buscando chegar às suas raizes, aos seus fundamentos; rigorosa, no sentido de ser coerente e sistemática, conduzindo o pensamento com método e rigor para propiciar conclusões válidas e bem fundamentadas; e de conjunto, para tomar o objeto em questão não de forma isolada e abstrata, mas numa perspectiva de totalidade, considerando os diversos fatores que, num dado contexto, o determinam e condicionam” (SILVEIRA e GOTO, 2007: p 86)
  38. 38. A Filosofia pretende desenvolver um conhecimento que vai além das crenças. SENSÍVEL SUPRA SENSÍVEL • Crença (pístis) • Sabedoria (sophia) • Opinião (dóxa) • Razão (logos) SOFISTAS – eram filodóxos (amantes da opinião)
  39. 39. PERGUNTA... A nossa sociedade tem vergonha de perguntar.
  40. 40. COMO O PROFESSOR PODE CONTRIBUIR PARA DESENVOLVER COM O ALUNO O ATO DE PERGUNTAR E DE ELABORAR PERGUNTAS FILOSÓFICAS?
  41. 41. Filosofar Implica consequências desagradáveis Sofrimento necessário para atingir AVANÇOS
  42. 42. ATITUDE CRÍTICA PONTOS POSITIVOS PONTOS NEGATIVOS • Conhecer a • Desconfiar verdade. das crenças. • Interrogar o • Negar o mundo que o senso cerca. comum.
  43. 43. Importância da problematização • Criar problemas. • Olhar para coisas que estão estagnadas e transformá-las em problemas. • Criar problemas reais e não pseudo problemas(problemas que possibilitam uma discussão e que possuem uma solução). • Não é qualquer pergunta ou dúvida que pode ser um problema filosófico.
  44. 44. PROBLEMÁTICO ALGO POSITIVO PASSÍVEL DE DISCUSSÃO
  45. 45. Importância da problematização Dimensão SUBJETIVA Dimensão OBJETIVA do do PROBLEMA PROBLEMA • Cai em um • Relevância relativismo. social a um determinado problema.
  46. 46. O problema tem que ser interessante para o aluno, isso faz com que ele queira refletir... Saindo do senso comum Possibilitando o ato de Levam ao filosofar debate e a reflexão Temas bem selecionados
  47. 47. Alguns dos objetivos da filosofia nas aulas... • Distanciar o aluno do senso comum. • Estimular o ato de perguntar. • Desenvolver o senso crítico / a análise crítica. • Problematizar o mundo que cerca o aluno, levantar problemas.
  48. 48. Para conseguir isto, deve-se partir de problemas reais que sejam significativos. PARTIR DA PARTIR DOS REALIDADE DO CONHECIMENTOS ALUNO QUE ELE POSSUI
  49. 49. • [...] se os homens se perguntam sobre determinadas coisas é por manifestar, como disse Aristóteles, um desejo natural de conhecer. Portanto, a Filosofia é o exercício, por excelência, da indagação e do questionamento. • Mas não é um questionamento qualquer: ele sistematiza e problematiza estabelecendo relações e explicações sobre o próprio ato de pensar. O pensamento filosófico, antes de tudo, é fruto de uma necessidade: a de conhecer e compreender a realidade em seus múltiplos aspectos.[...] (Filosofia & Vida, V. I p 5)
  50. 50. ADMIRAÇÃO • O sentido grego da palavra admiração é espanto. Quando estamos diante de uma situação diferente, inesperada, temos uma atitude de admiração e esta atitude é um ponto de partida para o ato de filosofar, pois nos leva à descoberta de nossa própria ignorância e à indagação sobre o que ignoramos. • A mesma admiração que é ponto de partida para o exercício do filosofar pode ser um comportamento que preserva a ingenuidade e não leva ao questionamento. O que vai diferenciar é o modo como as pessoas reagem diante das questões que surgem a partir de nosso cotidiano.
  51. 51. DÚVIDA • A dúvida para a Filosofia não é imobilizadora, mas é o próprio ponto de partida para a reflexão profunda, tentando chegar às raízes dos problemas que se quer enfrentar. Neste processo de questionamento, todas as afirmações são submetidas à dúvida, procurando encontrar as fragilidades dos argumentos e levando à reformulação do pensamento. Por isso a Filosofia não é dogmática: tudo pode ser questionado! • A dúvida filosófica, por sua vez, consiste na supressão dos conhecimentos e elaborações já produzidos pela própria Filosofia. Ao não aceitar uma explicação anterior e submetê-la ao rigor da dúvida estimula-se a criticidade que marca a experiência filosófica.
  52. 52. INSATISFAÇÃO MORAL • A insatisfação do homem com os costumes e práticas que o cercam também levam-no a filosofar. Ao se deparar com os valores proeminentes em uma sociedade o comportamento filosófico surgirá ao se contrapor de forma crítica e problematizadora diante da realidade. O ato de perguntar é a matriz do pensamento filosófico e os homens são instigados diante de valores e de práticas que se repetem cotidianamente. • A insatisfação se torna filosófica quando o questionamento do problema se fizer através de um argumento racional, que procure ser suficientemente abrangente e leve à negação de posturas simplistas e dogmáticas. Ao fazer isto, o homem deve se inserir dentro do problema e questionar as origens desta insatisfação, analisando e fundamentando as suas práticas.
  53. 53. Sem dúvida, nestas três modalidades de atitude, há muito de verdade, no sentido de que elas são encontradas em todo filósofo, em um grau menor ou maior, a despeito da possível predominância de uma ou outra sobre as demais. Na admiração encontramos um comportamento de abertura o mais espontâneo e original possível do homem diante da realidade. Sem a dúvida, não chega a se desenvolver o indispensável espírito crítico, que deve acompanhar toda tarefa de ordem filosófica. E pela inquietação moral, fundamenta-se o filosofar em seus aspectos éticos. (BORNHEIM: 1989, P11)
  54. 54. [...] Para começarmos uma investigação que vai gerar conhecimento, é necessário ter curiosidade de saber, é necessária a questão. Se não a tivermos, não há motivos para nos pormos a buscar. O que move a geração de conhecimento é essa vontade de buscar respostas, é o problema. Por isso o papel da questão é tão importante: porque circunscreve e direciona a busca. (ASPIS e GALLO: 2009, P22)
  55. 55. Estudar os filósofos para observar e entender como eles perguntaram, como eles questionaram e problematizaram a realidade. Tentativa de responder problemas e indagações. HISTÓRIA DA Deve ser utilizada FILOSOFIA Não deve ser como utilizada para instrumento que decorar as suas fornece reflexão idéias. aos educandos
  56. 56. Aqui, o que se considera é que, a despeito de sua importância, a História da Filosofia não deve constituir a principal orientação para o ensino da disciplina na escola pública, pois é com o olhar voltado para o mundo que se aprende a pensar filosoficamente – muitas vezes, recolhendo material nas ruas que o aluno percorre para chegar à escola. Proposta Curricular Filosofia. Pag. 43
  57. 57. Não podemos deixar de lembrar que Na prática o coNhecimeNto Não está dividido em discipliNas. quaNdo apreNdemos... ...apreNdemos como um todo.
  58. 58. INTERDISCIPLINARIDADE http://www.eca.usp.br/departam/cbd/discipli/analisedoc/logica_documentacao.htm Acesso em: 28/04/2010
  59. 59. O que é Interdisciplinaridade? É importante salientar que este termo não possui um sentido único. Interdisciplinar - é a interação existente entre duas ou mais disciplinas. Essa interação pode ir da comunicação de ideias à integração de conceitos. Para que haja interdisciplinaridade é preciso haver a colaboração entre as diversas disciplinas – produzindo assim uma interação.
  60. 60. INTERDISCIPLINARIDADE • Ela não pretende a construção de uma superciência. • Apresenta uma mudança de atitude frente ao problema do conhecimento • Ela tenta substituir a concepção fragmentada para a unitária do ser humano.
  61. 61. INTERDISCIPLINARIDADE Para compreender melhor interdisciplinaridade utilizaremo-nos de uma metáfora: o conhecimento é uma sinfonia. Para a sua execução será necessária a presença de muitos elementos: os instrumentos, as partituras, os músicos, o maestro, o ambiente, a platéia, os aparelhos eletrônicos etc. Fazenda: 1991 p. 33
  62. 62. Filosofia “ mãe de todas as ciências” Se ocupa do TODO. Saber Centralizado Necessidade da fragmentação para o desenvolvimento de estudos específicos. Saber Descentralizado
  63. 63. Atividade em grupo: Formar grupos de no máximo 4 pessoas e responder as seguintes indagações: - UMA COISA É CORRETA SÓ PORQUE TODO MUNDO ACHA QUE ELA É CORRETA? -SE NOVE ENTRE DEZ PESSOAS ACHAREM QUE ROUBAR É CORRETO, ROUBAR PASSARÁ A SER UMA COISA BOA? Após a reflexão do grupo e o registro destas,iremos assistir o vídeo: O reino da insanidade para posteriormente socializarmos as nossas reflexões.
  64. 64. O reino da insanidade. Vídeo Pequenos filosofosPEQUENOS FILÓSOFOS - O REINO DA INSANIDADE.mp4
  65. 65. Videoteca indica a série Pequenos Filósofos 27/09/2011 Uma das possibilidades de o professor diversificar suas aulas é por meio do uso do audiovisual. A sugestão é a série Pequenos Filósofos. Ela foi produzida na Coréia do Sul por animadores de diversos países, é composta por 26 episódios, com duração média de 8 minutos. A série apresenta contos e fábulas de diferentes culturas. Traz um conteúdo que possibilita trabalhar valores éticos. Entre os temas abordados, têm-se a verdade e o segredo, ansiedade e tranquilidade, injustiça, necessidade e lei, ambição e satisfação, julgamento, destino, boa vontade, preconceito, esperança, esforço e amor. É indicada para trabalhar com o ensino fundamental. http://www.educacaointegral.df.gov.br/300/30003002.asp?ttCD_CHAVE=158347
  66. 66. Trabalho com FABULAS... O exemplo do trabalho desenvolvido com a fábula do Leão e o ratinho, é apenas uma das muitas opções de trabalho a ser desenvolvido em sala de aula promovendo a reflexão da criança. O guia de Planejamento e Orientações Didáticas (Professor – 4º ano) do LER E ESCREVER, trás nas atividades de Língua Portuguesa algumas informações, abordagens e atividades que possibilitam o desenvolvimento de reflexões filosóficas no espaço escolar.
  67. 67. Atualmente, podemos encontrar a fábula definida como uma narrativa concisa, escrita em prosa ou verso, que predominantemente apresenta animais como personagens, podendo também ter outros seres, objetos inanimados ou homens em seu enredo, marcada pela presença implícita ou explícita de uma moral, um ensinamento ou uma crítica.
  68. 68. Para o professor Sobre as fábulas Confabulando com fábulas – projeto didático Na história da humanidade as diferentes organizações da sociedade sempre se constituíram a partir de determinada visão de mundo, mediante o que estabeleceram e continuam estabelecendo padrões de conduta, normas ou regras de bem viver em sociedade, orientadas por diferentes valores morais e éticos. Em outras palavras, em qualquer tempo da história do homem é possível observar o que determinada sociedade preza como uma conduta correta ou não, que estabelece limites entre o certo e o errado, o adequado e o inadequado, o desejável e o indesejável no caráter humano. A literatura, como parte da nossa cultura, é uma importante fonte para a observação de muitos valores sociais, e a fábula, como uma das primeiras formas de literatura, pode se tornar um rico material de estudo desses valores. Entretanto, para além da característica moralizante que tradicionalmente é enfatizada na fábula, esta também deve ser percebida em seu valor estético, nos recursos expressivos com e sobre os quais se produzem os sentidos de cada história.
  69. 69. DICA: Para acessar ou receber o jornal Corujinha, basta acessar o site: http://jornalcorujinha.blogspot.com.br/
  70. 70. A Coleção Filosofinhos, coordenada pela filósofa Maria de Nazareth Agra Hassen convida o leitor a conhecer um pouco da filosofia acompanhando historinhas cujos personagens são grandes filósofos quando ainda eram pequenos... Nessas histórias, os pensadores são crianças, mas já apresentam algumas de suas idéias revolucionárias. Todas as crianças são naturalmente curiosas, característica fundamental para buscar o saber, e a filosofia introduzida de forma lúdica favorece a exploração do mundo do conhecimento. Essa coleção também ajuda os adultos a pensarem o mundo e a compreenderem as crianças, mas principalmente mostra como é bom ser curioso e perguntador. Para os adultos (pais, cuidadores e professores) cada volume inclui uma pequena biografia do pensador retratado, além de sugestão de outras leituras para aprofundar o conhecimento. As histórias são bilíngües português/francês, pois a coleção tem como propósito alargar as fronteiras da criança, mostrando-lhe que a mesma história pode ser lida em outra língua. Também visando estimular o pensamento crítico e uma relação ser humano/natureza mais sadia, a Coleção Filosofinhos/Les Petits Philosophes é impressa em papel reciclado. http://www.tomoeditorial.com.br/?c=Home&m=series
  71. 71. Coleção Filosokids Caramelo – livros educativos http://www.carameloed.com.br/index.asp
  72. 72. Filosofia para crianças? Paulo Ghiraldelli Jr., filósofo 10/07/2008 http://ghiraldelli.wordpress.com/ 2008/07/10/filosofia-para- criancas/
  73. 73. Mito da Caverna em quadrinhos Site: http://forum.priston.co m.br/showthread.php? tid=23667
  74. 74. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA: • ASPIS, Renata Lima e GALLO, Silvio. Ensinar Filosofia –um livro para professores. São Paulo: Atta Midia e Educação, 2009. • BORNHEIM, G. A. Introdução ao filosofar: o pensamento filosófico em bases existenciais. 8 ed. Porto Alegre: Globo, 1989. • FINI, Maria Inês (Coord.). Proposta Curricular do Estado de São Paulo. São Paulo:SEE, 2008. • São Paulo (Estado) Secretaria da Educação. Caderno do Professor: filosofia, ensino médio – 3ª série, volume 1 / Coordenação geral, Maria Ines Fini; equipe, Adilton Luis Martins, Luiza Christov, Paulo Miceli, Rene Jose Trentin Silveira. – São Paulo: SEE, 2009. • São Paulo (Estado) Secretaria da Educação. Filosofia – Filosofia & Vida – Volume 1 – Introdução à Filosofia / equipe, Jose Alves de Freitas Neto e Leandro Karnal. - São Paulo: SEE, 2005. • SILVEIRA, R. J. Trentin e GOTO, Roberto. Filosofia no Ensino Médio – temas, problemas e propostas. São Paulo: Edições Loyola, 2007. • FAZENDA, Ivani C. Integração e interdisciplinaridade no ensino brasileiro: efetividade ou ideologia. São Paulo: Loyola, 1979. • FAZENDA, Ivani C. Interdisciplinaridade: História, teoria e pesquisa. 2ª ed. Campinas: Papirus, 1995 (Coleção Magistério: formação e trabalho pedagógico). • THIESEN, Juares da S. A interdisciplinaridade como um movimento articulador no processo ensino- aprendizagem. Revista Brasileira de Educação. V.13, n.39, 2008. • PLATÃO, A Republica. São Paulo: Nova Cultural, 1999 • São Paulo (Estado) Secretaria da Educação. Ler e escrever: guia de planejamento e orientações didáticas; professor – 3ª série / Secretaria da Educação, Fundação para o Desenvolvimento da Educação; adaptação do material original, Marisa Garcia, Milou Sequerra. 2.ed. São Paulo : FDE, 2010. • Jornal corujinha http://jornalcorujinha.blogspot.com.br/

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