TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO - DIREITOLuciBonini
Programa da discplinaI Estrutura MetodológicaElementos da monografiaElementos pré-textuaisElementos textuaisElementos  pós textuais
Aspectos gráficosNormas ABNT, medidas, dimensõesCapítulos, seções e subseçõesCitaçõesReferências
III Redação MonográficaLinguagem da Monografia JurídicaEnunciação  do discurso monográfico
ReferênciasHENRIQUES, Antonio; MEDEIROS, João Bosco. Monografia no Curso de Direito: Trabalho de Conclusão de Curso  4.ed  São Paulo: Atlas, 2004JESUS, Damásio Evangelista de; TACHIZAWA, Takeshy. Orientação Metodológica para Elaboração de Monografia em Direito 1.ed. São Paulo: Damásio de Jesus, 2005NUNES, Luiz Antonio Rizzato. Manual de MonografiaJurídica  7.ed. São Paulo: Saraiva, 2008ANDRADE, Maria Margarida de. Introdução à Metodologia do Trabalho Científico 9.ed. São Paulo: Atlas, 2009GIL, Antonio Carlos. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social 4.ed. São Paulo: Atlas, 2007LAKATOS, Eva Maria, MARCONI, Marina de Andrade. MetodologiaCientífica 2.ed. São Paulo: Atlas, 2001
As 4 variantes do discurso jurídico
As fontes do DireitoO conceito de fonte do direitoComo fontes estatais temos: as leis e a jurisprudência.Como fontes não – estatais: o costume jurídico e a doutrina
Celso Albuquerque Mello, apud Tulio Viana (http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=3983)"A meu ver existem duas categorias de juristas: os criadores de novas teorias e os sistematizadores que tentam classificar e aprofundar o trabalho dos primeiros. Contudo, em países atrasados como o Brasil, há ainda espaço para uma categoria, cujos integrantes não podem ser denominados juristas, que são os ‘divulgadores de Direito’. Ela existe devido à ausência de bibliotecas públicas, o preço elevado dos livros estrangeiros, bem como poucos estudantes lêem língua estrangeira."
Podemos dizer que doutrina é o resultado do estudo que pensadores – juristas e filósofos do Direito – fazem a respeito do Direito. (p. 103)(...) tem ainda fundamental importância tanto na elaboração da norma jurídica quanto em sua interpretação e aplicação pelos tribunais.    Em nossa época, quando, como vimos, a especialização se torna fundamental e a velocidade das transformações está exacerbada, a doutrina assume papel extremamente relevante para o Direito.    Já não é possível que o legislador, o administrador, ou o juiz, mesmo especialista, consiga dar conta do universo de situações existentes, tanto no mundo das normas quanto no da realidade social. A doutrina nesse processo torna-se essencial para aclarar pontos, estabelecer novos parâmetros, descobrir caminhos ainda não pesquisados, apresentar soluções justas, enfim interpretar as normas, pesquisar os fatos e propor alternativas, com vistas a auxiliar a construção sempre necessária e constante do Estado de Direito, com o aperfeiçoamento do sistema jurídico. (p. 103 – 104)(Nunes, Rizato Introdução ao Estudo do Direito)
O problema: o que pesquisar?Tenho interesse no problema? (curiosidade pessoal e/ou profissional em relação ao problema)Sou capaz de resolver o problema? (conhecimento e experiência em relação ao problema)Há interesse social na resolução do problema? (originalidade e relevância social do problema)A sociedade em que vivo me oferece recursos para solucionar o problema? (bibliografia, financiamento, possibilidade de coletar dados, prazo para apresentar os resultados, etc)
Os objetivos O objetivo geral da pesquisa científica é oferecer uma resposta ao problema que é o núcleo da investigação, testando a veracidade da hipótese de trabalhoOs objetivos específicos são ações a serem realizadas pelo pesquisador que tornarão possível alcançar o objetivo geral: "1) identificar as origens históricas da criminalização da maconha no Brasil; 2) identificar os efeitos da droga no organismo humano; 3) avaliar os aumento dos gastos com a saúde após a descriminalização da droga; 4) avaliar o decréscimo da violência urbana após a descriminalização da droga; etc".
A justificativa: por que pesquisar?A justificativa é a fase do projeto na qual o pesquisador irá expor quais elementos dentro do binômio interesse/capacidade pessoal e social foram decisivos na eleição do seu tema de estudo.
A metodologia: comopesquisar?Na academia a expressão "marco teórico" é utilizada muita vez para designar o autor cujas idéias mais influenciaram o pesquisador em sua formação. Assim, se diz que "meu marco teórico é Kelsen", "meu marco teórico é Habermas", etc.Marco teórico, porém, é uma concepção teórica da realidade concebida ou consagrada na obra de determinado pensador.
Sciens  saber conhecerAltamente consideradaCrença amplamente aceita de que há algo de especial a respeito da Ciência e de seus métodos.Inclusive na vida cotidianaConseqüênciaA atribuição do termo científico a alguma afirmação ou produto é feito visando conferir credibilidadeConsiderações sobre a Ciência
Uma concepção de senso comum da Ciência“... As teorias científicas são derivadas de maneira rigorosa da obtenção dos dados da experiência adquiridos por observação e experimento. A Ciência é baseada no que podemos ver, ouvir e tocar etc. Opiniões ou preferências pessoais e suposições especulativas não têm lugar na Ciência. A Ciência é objetiva. O conhecimento científico é conhecimento confiável porque é conhecimento provado objetivamente.”Chalmers, 1993Algumas interpretações para a produção do conhecimento científico
Os gregosOs romanosO período medievalO renascimentoA revolução industrialO século XIXO século XXA evolução da ciência
Tudo começa com a observação?Numa visão ingênua (indutivista), simPor exemplo- todos os dias o Sol nasce portanto ... Amanhã nascerá- todos os metais quando aquecidos se dilatamComo se chega a este tipo de conhecimento?Pela generalização de proposições feitas a partir de algumas observaçõesMas será isso mesmo?
Forma de raciocínio que vai do geral para o particularÉ probabilísticaRaciocínio Indutivo
O conhecimento da ciência começa com a observação
Ela fornece uma base segura sobre a qual o conhecimento científico pode ser construído.
O conhecimento científico é obtido a partir de proposições de observações, por indução.Indução x observação
Um grande número de pessoas observou por um período de tempo que vários corvos são pretosAssim poderíamos fazer uma “lei” científica que simplesmente diz“todos os corvos são pretos” Exemplo
O número de proposições de observação que forma a base de uma generalização deve ser grande;As observações devem ser repetidas sob uma ampla variedade de condições;Nenhuma proposição de observação deve conflitar com a lei universal derivada.Condições para essa generalização
Entretanto vale a pena prestar atenção na história do Peru Indutivista, de Bertrand Russel
Um peru descobriu – em sua primeira manhã na fazenda – fora alimentado às 9 h da manhã. Contudo, sendo um bom indutivista, não tirou conclusões apressadas. Esperou até recolher um grande número de observação do fato de que era alimentado às 9 da manhã e fez essas observações sob uma ampla variedade de circunstâncias, as quartas e quintas, em dias quentes e dias frios, dias chuvosos e dias secos. A cada dia acrescentava um outra proposição de observação a sua lista.Peru Indutivista,  Bertrand Russel
... Sua consciência indutivista ficou satisfeita e ele levou a cabo uma inferência indutiva para concluir“Eu sou alimentado sempre às 9 h da manhã”Mas, aí de mim, essa conclusão demonstrou ser falsa de modo inequívocoFinalmenteQuando, na véspera de Natal, ao invés de ser alimentado, ele foi degolado!
Apenas a observação (mesmo em grande quantidade) não é suficiente ...Com isso é possível perceber que apenas a observação rigorosa ou em grande quantidade NÃO É uma base segura para a Ciência pois Basta um dia para o Peru estar equivocado ... OuBasta apenas um corvo de outra cor para nossa lei inicial (todos os corvos são pretos) ser errada.

Trabalho de conclusão de Curso

  • 1.
    TRABALHO DE CONCLUSÃODE CURSO - DIREITOLuciBonini
  • 2.
    Programa da discplinaIEstrutura MetodológicaElementos da monografiaElementos pré-textuaisElementos textuaisElementos pós textuais
  • 3.
    Aspectos gráficosNormas ABNT,medidas, dimensõesCapítulos, seções e subseçõesCitaçõesReferências
  • 4.
    III Redação MonográficaLinguagemda Monografia JurídicaEnunciação do discurso monográfico
  • 5.
    ReferênciasHENRIQUES, Antonio; MEDEIROS,João Bosco. Monografia no Curso de Direito: Trabalho de Conclusão de Curso 4.ed São Paulo: Atlas, 2004JESUS, Damásio Evangelista de; TACHIZAWA, Takeshy. Orientação Metodológica para Elaboração de Monografia em Direito 1.ed. São Paulo: Damásio de Jesus, 2005NUNES, Luiz Antonio Rizzato. Manual de MonografiaJurídica 7.ed. São Paulo: Saraiva, 2008ANDRADE, Maria Margarida de. Introdução à Metodologia do Trabalho Científico 9.ed. São Paulo: Atlas, 2009GIL, Antonio Carlos. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social 4.ed. São Paulo: Atlas, 2007LAKATOS, Eva Maria, MARCONI, Marina de Andrade. MetodologiaCientífica 2.ed. São Paulo: Atlas, 2001
  • 6.
    As 4 variantesdo discurso jurídico
  • 7.
    As fontes doDireitoO conceito de fonte do direitoComo fontes estatais temos: as leis e a jurisprudência.Como fontes não – estatais: o costume jurídico e a doutrina
  • 8.
    Celso Albuquerque Mello,apud Tulio Viana (http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=3983)"A meu ver existem duas categorias de juristas: os criadores de novas teorias e os sistematizadores que tentam classificar e aprofundar o trabalho dos primeiros. Contudo, em países atrasados como o Brasil, há ainda espaço para uma categoria, cujos integrantes não podem ser denominados juristas, que são os ‘divulgadores de Direito’. Ela existe devido à ausência de bibliotecas públicas, o preço elevado dos livros estrangeiros, bem como poucos estudantes lêem língua estrangeira."
  • 9.
    Podemos dizer quedoutrina é o resultado do estudo que pensadores – juristas e filósofos do Direito – fazem a respeito do Direito. (p. 103)(...) tem ainda fundamental importância tanto na elaboração da norma jurídica quanto em sua interpretação e aplicação pelos tribunais. Em nossa época, quando, como vimos, a especialização se torna fundamental e a velocidade das transformações está exacerbada, a doutrina assume papel extremamente relevante para o Direito. Já não é possível que o legislador, o administrador, ou o juiz, mesmo especialista, consiga dar conta do universo de situações existentes, tanto no mundo das normas quanto no da realidade social. A doutrina nesse processo torna-se essencial para aclarar pontos, estabelecer novos parâmetros, descobrir caminhos ainda não pesquisados, apresentar soluções justas, enfim interpretar as normas, pesquisar os fatos e propor alternativas, com vistas a auxiliar a construção sempre necessária e constante do Estado de Direito, com o aperfeiçoamento do sistema jurídico. (p. 103 – 104)(Nunes, Rizato Introdução ao Estudo do Direito)
  • 10.
    O problema: oque pesquisar?Tenho interesse no problema? (curiosidade pessoal e/ou profissional em relação ao problema)Sou capaz de resolver o problema? (conhecimento e experiência em relação ao problema)Há interesse social na resolução do problema? (originalidade e relevância social do problema)A sociedade em que vivo me oferece recursos para solucionar o problema? (bibliografia, financiamento, possibilidade de coletar dados, prazo para apresentar os resultados, etc)
  • 11.
    Os objetivos Oobjetivo geral da pesquisa científica é oferecer uma resposta ao problema que é o núcleo da investigação, testando a veracidade da hipótese de trabalhoOs objetivos específicos são ações a serem realizadas pelo pesquisador que tornarão possível alcançar o objetivo geral: "1) identificar as origens históricas da criminalização da maconha no Brasil; 2) identificar os efeitos da droga no organismo humano; 3) avaliar os aumento dos gastos com a saúde após a descriminalização da droga; 4) avaliar o decréscimo da violência urbana após a descriminalização da droga; etc".
  • 12.
    A justificativa: porque pesquisar?A justificativa é a fase do projeto na qual o pesquisador irá expor quais elementos dentro do binômio interesse/capacidade pessoal e social foram decisivos na eleição do seu tema de estudo.
  • 13.
    A metodologia: comopesquisar?Naacademia a expressão "marco teórico" é utilizada muita vez para designar o autor cujas idéias mais influenciaram o pesquisador em sua formação. Assim, se diz que "meu marco teórico é Kelsen", "meu marco teórico é Habermas", etc.Marco teórico, porém, é uma concepção teórica da realidade concebida ou consagrada na obra de determinado pensador.
  • 14.
    Sciens  saberconhecerAltamente consideradaCrença amplamente aceita de que há algo de especial a respeito da Ciência e de seus métodos.Inclusive na vida cotidianaConseqüênciaA atribuição do termo científico a alguma afirmação ou produto é feito visando conferir credibilidadeConsiderações sobre a Ciência
  • 15.
    Uma concepção desenso comum da Ciência“... As teorias científicas são derivadas de maneira rigorosa da obtenção dos dados da experiência adquiridos por observação e experimento. A Ciência é baseada no que podemos ver, ouvir e tocar etc. Opiniões ou preferências pessoais e suposições especulativas não têm lugar na Ciência. A Ciência é objetiva. O conhecimento científico é conhecimento confiável porque é conhecimento provado objetivamente.”Chalmers, 1993Algumas interpretações para a produção do conhecimento científico
  • 16.
    Os gregosOs romanosOperíodo medievalO renascimentoA revolução industrialO século XIXO século XXA evolução da ciência
  • 17.
    Tudo começa coma observação?Numa visão ingênua (indutivista), simPor exemplo- todos os dias o Sol nasce portanto ... Amanhã nascerá- todos os metais quando aquecidos se dilatamComo se chega a este tipo de conhecimento?Pela generalização de proposições feitas a partir de algumas observaçõesMas será isso mesmo?
  • 18.
    Forma de raciocínioque vai do geral para o particularÉ probabilísticaRaciocínio Indutivo
  • 19.
    O conhecimento daciência começa com a observação
  • 20.
    Ela fornece umabase segura sobre a qual o conhecimento científico pode ser construído.
  • 21.
    O conhecimento científicoé obtido a partir de proposições de observações, por indução.Indução x observação
  • 22.
    Um grande númerode pessoas observou por um período de tempo que vários corvos são pretosAssim poderíamos fazer uma “lei” científica que simplesmente diz“todos os corvos são pretos” Exemplo
  • 23.
    O número deproposições de observação que forma a base de uma generalização deve ser grande;As observações devem ser repetidas sob uma ampla variedade de condições;Nenhuma proposição de observação deve conflitar com a lei universal derivada.Condições para essa generalização
  • 24.
    Entretanto vale apena prestar atenção na história do Peru Indutivista, de Bertrand Russel
  • 25.
    Um peru descobriu– em sua primeira manhã na fazenda – fora alimentado às 9 h da manhã. Contudo, sendo um bom indutivista, não tirou conclusões apressadas. Esperou até recolher um grande número de observação do fato de que era alimentado às 9 da manhã e fez essas observações sob uma ampla variedade de circunstâncias, as quartas e quintas, em dias quentes e dias frios, dias chuvosos e dias secos. A cada dia acrescentava um outra proposição de observação a sua lista.Peru Indutivista, Bertrand Russel
  • 26.
    ... Sua consciênciaindutivista ficou satisfeita e ele levou a cabo uma inferência indutiva para concluir“Eu sou alimentado sempre às 9 h da manhã”Mas, aí de mim, essa conclusão demonstrou ser falsa de modo inequívocoFinalmenteQuando, na véspera de Natal, ao invés de ser alimentado, ele foi degolado!
  • 27.
    Apenas a observação(mesmo em grande quantidade) não é suficiente ...Com isso é possível perceber que apenas a observação rigorosa ou em grande quantidade NÃO É uma base segura para a Ciência pois Basta um dia para o Peru estar equivocado ... OuBasta apenas um corvo de outra cor para nossa lei inicial (todos os corvos são pretos) ser errada.