Terapia Nutricional
 Nutrição Enteral
Estágio em Nutrição Clínica
Discente: Cíntia Costa da Silva
CONCEITO
Terapia Nutricional (TN)
Conjunto de procedimentos
terapêuticos para manutenção ou
recuperação do estado nutricional do
usuário por meio da:
 Nutrição Enteral (NE);
 Terapia de Nutrição Parenteral (TNP).
COREN/SP, 2003.
NUTRIÇÃO ENTERAL
Alimento para fins especiais, com ingestão controlada de
nutrientes, na forma isolada ou combinada, de composição
definida ou estimada, especialmente formulada e elaborada
para uso por sondas ou via oral, industrializado ou não,
utilizada exclusiva ou parcialmente para substituir ou
complementar a alimentação oral em pacientes desnutridos
ou não, conforme suas necessidades nutricionais, em regime
hospitalar, ambulatorial ou domiciliar, visando a síntese ou
manutenção dos tecidos, órgãos ou sistemas.
RDC nº63, 2000.
OBJETIVOS
 Restaurar ou manter o estado nutricional de
pacientes, com ou sem necessidades
metabólicas específicas;
 Manter o estado funcional e estrutural do
TGI;
 Entretanto, o suporte nutricional não visa
modular o comprometimento agudo ou
crônico das patologias ou funções orgânicas,
mas fornecer substratos nutricionais, para
aquelas cuja principal limitação é a
incapacidade de se alimentar pela via oral,
ou seja, o suporte nutricional tem por objetivo
nutrir o paciente, e não modificar a doença.
FARMACÊUTICO
EQUIPE MULTIPROFISSIONAL DE
TERAPIA NUTRICIONAL (EMTN)
EMTN
MÉDICO
NUTRICIONISTAENFERMEIRO
NUTRICIONISTA
Treinamento
Familiar - Alta
Avaliação
Nutricional
Prescrição
Dietética
Analisar o Custo/
Benefício
Preparação/
Conservação
Capacitar os
Colaboradores
Aquisição/
Transporte
Evolução
do Paciente
Triagem/
Vigilância
Nutricional
Monitoramento
Diário
Estoque/
Armazenamento
RDC nº63, 06 de Julho de 2000
ATRIBUIÇÕES DO NUTRICIONISTA
1. Realizar a avaliação do estado nutricional do paciente, utilizando indicadores nutricionais subjetivos e
objetivos, com base em protocolo pré-estabelecido, de forma a identificar o risco ou a deficiência nutricional.
2. Elaborar a prescrição dietética com base nas diretrizes estabelecidas na prescrição médica.
3. Formular a NE estabelecendo a sua composição qualitativa e quantitativa, seu fracionamento segundo
horários e formas de apresentação.
4. Acompanhar a evolução nutricional do paciente em TNE, independente da via de administração, até alta
nutricional estabelecida pela EMTN.
5. Adequar a prescrição dietética, em consenso com o médico, com base na evolução nutricional e tolerância
digestiva apresentadas pelo paciente.
RDC nº63, 06 de Julho de 2000
ATRIBUIÇÕES DO NUTRICIONISTA
6. Garantir o registro claro e preciso de todas as informações relacionadas à evolução nutricional do paciente.
7. Orientar o paciente, a família ou o responsável legal, quanto à preparação e à utilização da NE prescrita
para o período após a alta hospitalar.
8. Utilizar técnicas pré-estabelecidas de preparação da NE que assegurem a manutenção das características
organolépticas e a garantia microbiológica e bromatológica dentro de padrões recomendados.
9. Selecionar, adquirir, armazenar e distribuir, criteriosamente, os insumos necessários ao preparo da NE,
bem como a NE industrializada.
10. Qualificar fornecedores e assegurar que a entrega dos insumos e NE industrializada seja acompanhada do
certificado de análise emitido pelo fabricante.
RDC nº63, 06 de Julho de 2000
ATRIBUIÇÕES DO NUTRICIONISTA
11. Assegurar que os rótulos da NE apresentem, de maneira clara e precisa, todos os dizeres exigidos das Boas
Práticas de Preparação da Nutrição Enteral (BPPNE).
12. Assegurar a correta amostragem da NE preparada para análise microbiológica, segundo as BPPNE.
13. Atender aos requisitos técnicos na manipulação da NE.
14. Participar de estudos para o desenvolvimento de novas formulações de NE.
15. Organizar e operacionalizar as áreas e atividades de preparação.
16. Participar, promover e registrar as atividades de treinamento operacional e de educação continuada,
garantindo a atualização de seus colaboradores, bem como para todos os profissionais envolvidos na
preparação da NE.
RDC nº63, 06 de Julho de 2000
ATRIBUIÇÕES DO NUTRICIONISTA
17. Fazer o registro, que pode ser informatizado, onde conste, no mínimo:
a) data e hora da manipulação da NE
b) nome completo e registro do paciente
c) número sequencial da manipulação
d) número de doses manipuladas por prescrição
e) identificação (nome e registro) do médico e do manipulador
f) prazo de validade da NE.
18. Desenvolver e atualizar regularmente as diretrizes e procedimentos relativos aos aspectos
operacionais da preparação da NE.
19. Supervisionar e promover autoinspeção nas rotinas operacionais da preparação da NE.
 Pacientes que não satisfazem
suas necessidades nutricionais
com a alimentação
convencional, mas possuem a
função do TGI parcial ou
totalmente íntegra.
 Em situações de risco nutricional
ou existência de desnutrição;
ingestão por VO < 60% de suas
necessidades nutricionais.
 Recusa alimentar por VO.
 Quando a alimentação comum
produz dor e/ou desconforto.
 Impedimentos motores.
 Processos inflamatórios da boca e
garganta.
 Distúrbios do sistema nervoso.
 Trauma e sépsis.
 Determinadas doenças crônicas.
 Preparação cirúrgica e estado
pós-operatório.
 TGI não funcionante ou em
situações que requeiram repouso
intestinal.
 Síndrome do Intestino Curto em
fase inicial de reabilitação do TI.
 Hemorragia GI severa.
 Vômitos incoercíveis.
 Diarreia intratável.
 Refluxo gastroesofágico intenso.
 Fístulas entero-cutâneas de alto
débito (< 500mL/dia).
 Íleo paralítico ou hipomotilidade
intestinal.
 Inflamação do TGI.
 Pancreatite aguda grave.
 Doença em fase terminal.
KRAUSE13ªEd.,2012.
Gastrostomia
Orogástrica
Nasogástrica
Intermitente Contínua
Bolus
 Administração com seringa, 100-300mL da dieta no
estômago, de forma lenta para evitar transtornos digestivos,
precedida e seguida por irrigação da sonda enteral
Com 20-30mL de água potável.
Gravitacional
 Por gotejamento, suspenso em suporte. Permite uma
utilização mais lenta que o Bolus e muitas vezes é melhor
tolerada. Permite deambulação.
Intermitente por BI.
 Idem, com necessidade de controle hídrico,
ou sondas de pequeno calibre interno.
Gravitacional ou
por Bomba de Infusão
 Controle mais preciso (sensores que
avisam qualquer irregularidade).
É mais indicada para alimentação no
intestino, para evitar diarreia osmótica.
Cíclica
 Permite que o paciente deambule.
Infundida no período noturno
e é utilizada em geral quando
o paciente está na fase de transição
da dieta enteral para a oral.
Waitzberg, Dan. L; Nutrição Oral Enteral e Parenteral na Prática Clínica, p.795, 2009.
ABERTO
 Exige manipulação prévia à
administração de uso
imediato ou segundo
recomendações do
fabricante (RDC nº63, 2000).
FECHADO
 Trata-se de NE
industrializada, estéril em
recipiente hermeticamente
fechado com um conector
para o equipo de infusão.
Dietas
Enterais
 Caseiras ou Artesanais ou Blender
 Composição estimada;
 Formulada e manipulada a partir de
alimentos in natura e/ou produtos
alimentícios.
 Semiartesanais ou Mistas
 Fórmula industrializada que pode ser
módulos de nutrientes, juntamente com
alimentos in natura e/ou produtos
alimentícios.
 Industrializadas
 Em Pó  para reconstituição;
 Líquidas  Prontas (Sistema Fechado); ou
Semi-prontas (Sistema Aberto);
 Modulares.
Líquidas
(S.A.)
Líquidas
(S.F.)
Em Pó
Industrializadas
Quanto a indicação:
Padrão
Visam suprir as necessidades
nutricionais dos pacientes, de forma
a manter ou melhorar o seu estado
nutricional.
Otimizam o estado nutricional,
atuando ativamente no tratamento
clínico e veiculam nutrientes
farmacológicos.
Especializadas
Industrializadas
Quanto ao suprimento de calorias:
Completa
Fornecem quantidades de calorias e
nutrientes adequadas às
necessidades do paciente, sem
necessidade de acréscimos.
Normalmente, são acrescentadas a
outras formulações, a fim de
melhorar a oferta calórica da dieta
ou de determinados nutrientes.
Incompleta
Os Macronutrientes, em especial a
proteína, apresentam-se na sua forma
intacta(polipeptídeo).
O Macronutrientes estão na sua forma
parcialmente hidrolisada.
Macronutrientes totalmente hidrolisados.
Função do TGI limitada.
Alto custo.
Poliméricas
Oligoméricas
Elementares
Industrializadas
Quanto a complexidade dos nutrientes:
Industrializadas
Quanto a presença de algum elemento
específico:
Lácteas os Isentas
de Lactose
Com ou Isentas de
Fibras
Industrializadas
MODULARES
Proteínas
Carboidratos
Lipídios
Fibras
Vitaminas
Minerais
Dietas constituídas por módulos, indicados
para suplementar fórmulas ou individualizar
a formulação.
“
”
COMPLICAÇÕES
PulmonaresMecânicas Otorrinolaringológicas
OBSTRUÇÃO DA SONDA
 Não higienização;
 Mistura de medicamentos com
nutrientes;
 Calibre inadequado
 Dificuldade ou impossibilidade
de infundir o alimento.
SAÍDA/ MIGRAÇÃO DA SONDA
 Pacientes não cooperativos;
 Fixação inadequada.
 Erosões da mucosa nasal;
 Sinusite;
 Nasofaringite;
 Otite;
 Esofagite – devido ao
refluxo de ácido do estômago;
 Fístulas traqueo-esofágicas.
BRONCOASPIRAÇÃO
> % Casos de Pneumonia
 Posição inadequada do
paciente;
 Posição inadequada da
sonda;
 Velocidade excessiva na
administração da dieta;
 Gastroparesias.
Protocolo do Hospital das Clínicas de Marília (FAMEMA), 2012.
COMPLICAÇÕES
Infecciosas
Gastrintestinais Metabólicas
GASTROENTEROCOLITE
 Contaminação
microbiana na manipulação
do preparo da fórmula
enteral.
 Diarreia ou Constipação;
 Cólicas;
 Distensão Abdominal;
 Náusea e Vômito;
 Refluxo.
*Tais intercorrencias são
atribuídas à NE, mas deve-se
levar em consideração:
“Nutrição Enteral–Terapia
Medicamentosa–Condição
Clínica”.
 Hipo/ Hiperglicemia;
 Desequilíbrio do balanço
hidroeletrolítico;
 Hipercapnia > CO2 Sangue
Arterial.
Psicológicas
 Depressão e Ansiedade;
 Dependência;
 Pouca cooperação.
Protocolo do Hospital das Clínicas de Marília (FAMEMA), 2012.
Referências
GUIMARÃES, P. S. F. Fístulas Digestivas: Dieta Polimérica, oligomérica ou Elementar? São Paulo, 2006.
MAHAN, L. K. Krause: Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. Rio de Janeiro : Elsevier, 2012.
PROJETO DIRETRIZES – Associação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina. Recomendações
Nutricionais para Adultos em Terapia Nutricional Enteral e Parenteral. Setembro - 2011.
PROTOCOLO DE TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL ADULTOS - Unidade de Alimentação e Nutrição – Hospital das
Clínicas de Marília (FAMEMA). São Paulo, 2012.
RESOLUÇÃO COREN – Conselho Regional de Enfermagem. Regulamento da Terapia Nutricional. São Paulo, 2003.
RESOLUÇÃO – RDC nº63, de 6 de julho de 2000, ANVISA.
RIBOLDI, B. P., et al. Nutrição Enteral Artesanal, Semiartesanal e Industrializada em Unidades Hospitalares do Rio
Grande do Sul: Inquérito Telefônico. Revista HCPA 31(3) : 281-289, 2011.
Suporte Nutricional Enteral com Conceitos em Parenteral. Fragmento extraído do curso on line – Portal
Educação. Disponível em: <http://www.nutricaovirtual.com.br/nutricao/cursos/cursos_detalhes.asp?id=134>
Acesso em: 07 de agosto de 2015.
TEIXEIRA NETO, F. Nutrição Clínica. Rio de Janeiro, RJ: Guanabara Koogan, 2003.
TIRAPAGUI, J. Nutrição: Fundamentos e Aspectos Atuais. 2. ed. São Paulo: Atheneu, 2006.
WAITZBERG, D. L. Nutrição Enteral e Parenteral na Prática Clínica. Rio de Janeiro : Atheneu, 2000.
Apresentação TNE

Apresentação TNE

  • 1.
  • 2.
    Estágio em NutriçãoClínica Discente: Cíntia Costa da Silva
  • 3.
    CONCEITO Terapia Nutricional (TN) Conjuntode procedimentos terapêuticos para manutenção ou recuperação do estado nutricional do usuário por meio da:  Nutrição Enteral (NE);  Terapia de Nutrição Parenteral (TNP). COREN/SP, 2003.
  • 4.
    NUTRIÇÃO ENTERAL Alimento parafins especiais, com ingestão controlada de nutrientes, na forma isolada ou combinada, de composição definida ou estimada, especialmente formulada e elaborada para uso por sondas ou via oral, industrializado ou não, utilizada exclusiva ou parcialmente para substituir ou complementar a alimentação oral em pacientes desnutridos ou não, conforme suas necessidades nutricionais, em regime hospitalar, ambulatorial ou domiciliar, visando a síntese ou manutenção dos tecidos, órgãos ou sistemas. RDC nº63, 2000.
  • 5.
    OBJETIVOS  Restaurar oumanter o estado nutricional de pacientes, com ou sem necessidades metabólicas específicas;  Manter o estado funcional e estrutural do TGI;  Entretanto, o suporte nutricional não visa modular o comprometimento agudo ou crônico das patologias ou funções orgânicas, mas fornecer substratos nutricionais, para aquelas cuja principal limitação é a incapacidade de se alimentar pela via oral, ou seja, o suporte nutricional tem por objetivo nutrir o paciente, e não modificar a doença.
  • 6.
    FARMACÊUTICO EQUIPE MULTIPROFISSIONAL DE TERAPIANUTRICIONAL (EMTN) EMTN MÉDICO NUTRICIONISTAENFERMEIRO
  • 8.
    NUTRICIONISTA Treinamento Familiar - Alta Avaliação Nutricional Prescrição Dietética Analisaro Custo/ Benefício Preparação/ Conservação Capacitar os Colaboradores Aquisição/ Transporte Evolução do Paciente Triagem/ Vigilância Nutricional Monitoramento Diário Estoque/ Armazenamento
  • 9.
    RDC nº63, 06de Julho de 2000 ATRIBUIÇÕES DO NUTRICIONISTA 1. Realizar a avaliação do estado nutricional do paciente, utilizando indicadores nutricionais subjetivos e objetivos, com base em protocolo pré-estabelecido, de forma a identificar o risco ou a deficiência nutricional. 2. Elaborar a prescrição dietética com base nas diretrizes estabelecidas na prescrição médica. 3. Formular a NE estabelecendo a sua composição qualitativa e quantitativa, seu fracionamento segundo horários e formas de apresentação. 4. Acompanhar a evolução nutricional do paciente em TNE, independente da via de administração, até alta nutricional estabelecida pela EMTN. 5. Adequar a prescrição dietética, em consenso com o médico, com base na evolução nutricional e tolerância digestiva apresentadas pelo paciente.
  • 10.
    RDC nº63, 06de Julho de 2000 ATRIBUIÇÕES DO NUTRICIONISTA 6. Garantir o registro claro e preciso de todas as informações relacionadas à evolução nutricional do paciente. 7. Orientar o paciente, a família ou o responsável legal, quanto à preparação e à utilização da NE prescrita para o período após a alta hospitalar. 8. Utilizar técnicas pré-estabelecidas de preparação da NE que assegurem a manutenção das características organolépticas e a garantia microbiológica e bromatológica dentro de padrões recomendados. 9. Selecionar, adquirir, armazenar e distribuir, criteriosamente, os insumos necessários ao preparo da NE, bem como a NE industrializada. 10. Qualificar fornecedores e assegurar que a entrega dos insumos e NE industrializada seja acompanhada do certificado de análise emitido pelo fabricante.
  • 11.
    RDC nº63, 06de Julho de 2000 ATRIBUIÇÕES DO NUTRICIONISTA 11. Assegurar que os rótulos da NE apresentem, de maneira clara e precisa, todos os dizeres exigidos das Boas Práticas de Preparação da Nutrição Enteral (BPPNE). 12. Assegurar a correta amostragem da NE preparada para análise microbiológica, segundo as BPPNE. 13. Atender aos requisitos técnicos na manipulação da NE. 14. Participar de estudos para o desenvolvimento de novas formulações de NE. 15. Organizar e operacionalizar as áreas e atividades de preparação. 16. Participar, promover e registrar as atividades de treinamento operacional e de educação continuada, garantindo a atualização de seus colaboradores, bem como para todos os profissionais envolvidos na preparação da NE.
  • 12.
    RDC nº63, 06de Julho de 2000 ATRIBUIÇÕES DO NUTRICIONISTA 17. Fazer o registro, que pode ser informatizado, onde conste, no mínimo: a) data e hora da manipulação da NE b) nome completo e registro do paciente c) número sequencial da manipulação d) número de doses manipuladas por prescrição e) identificação (nome e registro) do médico e do manipulador f) prazo de validade da NE. 18. Desenvolver e atualizar regularmente as diretrizes e procedimentos relativos aos aspectos operacionais da preparação da NE. 19. Supervisionar e promover autoinspeção nas rotinas operacionais da preparação da NE.
  • 13.
     Pacientes quenão satisfazem suas necessidades nutricionais com a alimentação convencional, mas possuem a função do TGI parcial ou totalmente íntegra.  Em situações de risco nutricional ou existência de desnutrição; ingestão por VO < 60% de suas necessidades nutricionais.  Recusa alimentar por VO.  Quando a alimentação comum produz dor e/ou desconforto.  Impedimentos motores.  Processos inflamatórios da boca e garganta.  Distúrbios do sistema nervoso.  Trauma e sépsis.  Determinadas doenças crônicas.  Preparação cirúrgica e estado pós-operatório.
  • 14.
     TGI nãofuncionante ou em situações que requeiram repouso intestinal.  Síndrome do Intestino Curto em fase inicial de reabilitação do TI.  Hemorragia GI severa.  Vômitos incoercíveis.  Diarreia intratável.  Refluxo gastroesofágico intenso.  Fístulas entero-cutâneas de alto débito (< 500mL/dia).  Íleo paralítico ou hipomotilidade intestinal.  Inflamação do TGI.  Pancreatite aguda grave.  Doença em fase terminal.
  • 15.
  • 16.
  • 17.
    Intermitente Contínua Bolus  Administraçãocom seringa, 100-300mL da dieta no estômago, de forma lenta para evitar transtornos digestivos, precedida e seguida por irrigação da sonda enteral Com 20-30mL de água potável. Gravitacional  Por gotejamento, suspenso em suporte. Permite uma utilização mais lenta que o Bolus e muitas vezes é melhor tolerada. Permite deambulação. Intermitente por BI.  Idem, com necessidade de controle hídrico, ou sondas de pequeno calibre interno. Gravitacional ou por Bomba de Infusão  Controle mais preciso (sensores que avisam qualquer irregularidade). É mais indicada para alimentação no intestino, para evitar diarreia osmótica. Cíclica  Permite que o paciente deambule. Infundida no período noturno e é utilizada em geral quando o paciente está na fase de transição da dieta enteral para a oral. Waitzberg, Dan. L; Nutrição Oral Enteral e Parenteral na Prática Clínica, p.795, 2009.
  • 18.
    ABERTO  Exige manipulaçãoprévia à administração de uso imediato ou segundo recomendações do fabricante (RDC nº63, 2000). FECHADO  Trata-se de NE industrializada, estéril em recipiente hermeticamente fechado com um conector para o equipo de infusão.
  • 19.
    Dietas Enterais  Caseiras ouArtesanais ou Blender  Composição estimada;  Formulada e manipulada a partir de alimentos in natura e/ou produtos alimentícios.  Semiartesanais ou Mistas  Fórmula industrializada que pode ser módulos de nutrientes, juntamente com alimentos in natura e/ou produtos alimentícios.  Industrializadas  Em Pó  para reconstituição;  Líquidas  Prontas (Sistema Fechado); ou Semi-prontas (Sistema Aberto);  Modulares.
  • 20.
  • 21.
    Industrializadas Quanto a indicação: Padrão Visamsuprir as necessidades nutricionais dos pacientes, de forma a manter ou melhorar o seu estado nutricional. Otimizam o estado nutricional, atuando ativamente no tratamento clínico e veiculam nutrientes farmacológicos. Especializadas
  • 22.
    Industrializadas Quanto ao suprimentode calorias: Completa Fornecem quantidades de calorias e nutrientes adequadas às necessidades do paciente, sem necessidade de acréscimos. Normalmente, são acrescentadas a outras formulações, a fim de melhorar a oferta calórica da dieta ou de determinados nutrientes. Incompleta
  • 23.
    Os Macronutrientes, emespecial a proteína, apresentam-se na sua forma intacta(polipeptídeo). O Macronutrientes estão na sua forma parcialmente hidrolisada. Macronutrientes totalmente hidrolisados. Função do TGI limitada. Alto custo. Poliméricas Oligoméricas Elementares Industrializadas Quanto a complexidade dos nutrientes:
  • 24.
    Industrializadas Quanto a presençade algum elemento específico: Lácteas os Isentas de Lactose Com ou Isentas de Fibras
  • 25.
    Industrializadas MODULARES Proteínas Carboidratos Lipídios Fibras Vitaminas Minerais Dietas constituídas pormódulos, indicados para suplementar fórmulas ou individualizar a formulação.
  • 26.
  • 27.
    COMPLICAÇÕES PulmonaresMecânicas Otorrinolaringológicas OBSTRUÇÃO DASONDA  Não higienização;  Mistura de medicamentos com nutrientes;  Calibre inadequado  Dificuldade ou impossibilidade de infundir o alimento. SAÍDA/ MIGRAÇÃO DA SONDA  Pacientes não cooperativos;  Fixação inadequada.  Erosões da mucosa nasal;  Sinusite;  Nasofaringite;  Otite;  Esofagite – devido ao refluxo de ácido do estômago;  Fístulas traqueo-esofágicas. BRONCOASPIRAÇÃO > % Casos de Pneumonia  Posição inadequada do paciente;  Posição inadequada da sonda;  Velocidade excessiva na administração da dieta;  Gastroparesias. Protocolo do Hospital das Clínicas de Marília (FAMEMA), 2012.
  • 28.
    COMPLICAÇÕES Infecciosas Gastrintestinais Metabólicas GASTROENTEROCOLITE  Contaminação microbianana manipulação do preparo da fórmula enteral.  Diarreia ou Constipação;  Cólicas;  Distensão Abdominal;  Náusea e Vômito;  Refluxo. *Tais intercorrencias são atribuídas à NE, mas deve-se levar em consideração: “Nutrição Enteral–Terapia Medicamentosa–Condição Clínica”.  Hipo/ Hiperglicemia;  Desequilíbrio do balanço hidroeletrolítico;  Hipercapnia > CO2 Sangue Arterial. Psicológicas  Depressão e Ansiedade;  Dependência;  Pouca cooperação. Protocolo do Hospital das Clínicas de Marília (FAMEMA), 2012.
  • 29.
    Referências GUIMARÃES, P. S.F. Fístulas Digestivas: Dieta Polimérica, oligomérica ou Elementar? São Paulo, 2006. MAHAN, L. K. Krause: Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. Rio de Janeiro : Elsevier, 2012. PROJETO DIRETRIZES – Associação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina. Recomendações Nutricionais para Adultos em Terapia Nutricional Enteral e Parenteral. Setembro - 2011. PROTOCOLO DE TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL ADULTOS - Unidade de Alimentação e Nutrição – Hospital das Clínicas de Marília (FAMEMA). São Paulo, 2012. RESOLUÇÃO COREN – Conselho Regional de Enfermagem. Regulamento da Terapia Nutricional. São Paulo, 2003. RESOLUÇÃO – RDC nº63, de 6 de julho de 2000, ANVISA. RIBOLDI, B. P., et al. Nutrição Enteral Artesanal, Semiartesanal e Industrializada em Unidades Hospitalares do Rio Grande do Sul: Inquérito Telefônico. Revista HCPA 31(3) : 281-289, 2011. Suporte Nutricional Enteral com Conceitos em Parenteral. Fragmento extraído do curso on line – Portal Educação. Disponível em: <http://www.nutricaovirtual.com.br/nutricao/cursos/cursos_detalhes.asp?id=134> Acesso em: 07 de agosto de 2015. TEIXEIRA NETO, F. Nutrição Clínica. Rio de Janeiro, RJ: Guanabara Koogan, 2003. TIRAPAGUI, J. Nutrição: Fundamentos e Aspectos Atuais. 2. ed. São Paulo: Atheneu, 2006. WAITZBERG, D. L. Nutrição Enteral e Parenteral na Prática Clínica. Rio de Janeiro : Atheneu, 2000.