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PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS
PARA O ENSINO DE CIÊNCIAS E BIOLOGIA.

Prof. Mário Amorim
mario.amorim@uece.br
Objetivos da Aula:
- Problematizar o processo de elaboração dos Parâmetros
Curriculares Nacionais para o ensino de Ciências Naturais
(ensino
fundamental)
e
Biologia
(ensino
médio),
compreendendo suas principais críticas;
- Identificar as principais orientações para o ensino de Ciências
Naturais e Biologia presentes nos Parâmetros Curriculares
Nacionais
e
Orientações
Complementares
(PCN+),
possibilidades e limitações;
- Reconhecer os avanços em direção a práticas
interdisciplinares e contextualizadas no ensino de Ciências
Naturais e Biologia presentes nos documentos oficiais e
formas de abordá-las.
Conteúdos da Aula:
 Histórico da elaboração dos Parâmetros Curriculares
Nacionais;
 Orientações para o ensino de Ciências Naturais no 1º e 2º
Ciclos (BRASIL, 1997);
 Orientações para o ensino de Ciências Naturais no 3º e 4º
Ciclos (BRASIL, 1998);
 Orientações para a Biologia no ensino médio (BRASIL, 1999,
2002).
 Os Temas Transversais na educação básica e sua relação
com o ensino de Ciências Naturais e Biologia;
Histórico
1988 – Constituição 1988 – Parte III – Seção I – Da Educação.
1996 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB 9394/96)
1997 – Parâmetros Curriculares Nacionais de Ciências Naturais
para o 1º e 2º Ciclos do Ensino Fundamental
1998 – Parâmetros Curriculares Nacionais de Ciências Naturais
para o 3º e 4º Ciclos do Ensino Fundamental
1998 – Resolução CEB/CNE nº03/98 – Estabelece as Diretrizes
Curriculares Nacionais (DCN)
1999 – Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio
(PCN-EM)
2002 – Orientações Educacionais Complementares aos
Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN+)
2008 – Orientações Curriculares para o Ensino Médio (OCEM)
É importante destacar as considerações
oriundas da Comissão Internacional sobre
Educação para o século XXI (Relatório Jacques
Delors / UNESCO), incorporadas nas
determinações da LDB 9394/96:
a)A educação deve cumprir um triplo papel:
econômico, científico e cultural;
b)A educação deve ser estruturada em quatro
alicerces: aprender a conhecer, aprender a
fazer, aprender a viver e aprender a ser.
Os Parâmetros Curriculares Nacionais
servirão de estímulo e apoio à
reflexão sobre a prática diária do
professor, o planejamento de suas
aulas e o desenvolvimento do
currículo de sua escola.
(BRASIL,1999,p.10)
Parâmetros
Curriculares
Nacionais de
Ciências Naturais
para os 1º e 2º
Ciclos
Ciências Naturais – 1º/2º
Ciclos
Blocos Temáticos:
- Ambiente
- Ser Humano e Saúde
- Recursos Tecnológicos
Orientações Didáticas:
- Problematização
- Busca de informações em fontes variadas
(observação, experimentação e leitura)
- Sistematização de Conhecimentos
- Projetos
Parâmetros
Curriculares
Nacionais de
Ciências Naturais
para os 3º e 4º
Ciclos
Ciências Naturais – 3º/4º
Ciclos
Eixos Temáticos: - Terra e Universo
- Vida e Ambiente
- Ser Humano e Saúde
- Tecnologia e Sociedade

Orientações Didáticas:
- Unidades e Projetos
- Temas de Trabalho e Integração de Conteúdos
- Problematização
- Busca de informações em fontes variadas
(observação, experimentação, trabalhos de campo, TIC e leitura)
- Sistematização de Conhecimentos
Parâmetros
Curriculares
Nacionais:
Temas
Transversais.
Parâmetros
Curriculares
Nacionais para o
Ensino Médio
O Ensino Médio é parte da Educação Básica.
Isso quer dizer que ele é parte da educação que
todo o brasileiro jovem deve ter para enfrentar
a vida adulta com mais segurança (...)
propõem um Currículo baseado no domínio de
competências básicas e não no acúmulo de
informações. E ainda um currículo que tenha
vínculos com os diversos contextos de vida
dos alunos. (p. 11)
Questões consideradas centrais nos
Parâmetros Curriculares Nacionais para o
Ensino Médio (PCN-EM):
1. Os PCN-EM buscam dar significado ao
conhecimento escolar, mediante a
contextualização, e evitar a
compartimentalização, mediante a
interdisciplinaridade. (p. 11)
2. A reorganização curricular em áreas de
conhecimento tem o objetivo de facilitar o
desenvolvimento dos conteúdos, numa
perspectiva de interdisciplinaridade e
contextualização. (p.18)
- Linguagens, Códigos e suas Tecnologias;
- Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias;
- Ciências Humanas e suas Tecnologias.
3. O Ensino Médio é a etapa final de uma
educação de caráter geral que situa o
educando como sujeito produtor de
conhecimento e participante do mundo do
trabalho. (p.20)
Nos PCN encontramos que o Ensino Médio deve
atender à “necessidade do desenvolvimento das
competências básicas tanto para o exercício da
cidadania quanto para o desempenho de
atividades profissionais”. (p.23).
Estas são competências que devem estar
presentes na esfera social, cultural, nas
atividades políticas e sociais como um todo, e
que são condições para o exercício da cidadania
num contexto democrático. (p. 24).
Interdisciplinaridade
& Contextualização
Interdisciplinaridade
A interdisciplinaridade deve ser
compreendida a partir de uma abordagem
relacional, em que se propõe que, por
meio da prática escolar, sejam
estabelecidas interconexões e passagens
entre os conhecimentos através de
relações de complementaridade,
convergência ou divergência. (p.36).
...A interdisciplinaridade supõe um eixo
integrador, que pode ser o objeto de
conhecimento, um projeto de investigação, um
plano de intervenção. Nesse sentido, ela deve
partir da necessidade sentida pelas escolas,
professores e alunos de explicar,
compreender, intervir, mudar, prever, algo que
desafia uma disciplina isolada e atrai a
atenção de mais de um olhar, talvez vários.
(p.88 – 89)
Contextualização
Contextualizar o conteúdo que se quer
aprendido significa, em primeiro lugar, assumir
que todo conhecimento envolve uma relação
entre sujeito e objeto. (p.91)
[A parte diversificada do currículo destina-se a atender
às características regionais e locais da sociedade, da
cultura, da economia e da clientela (Art. 26 da LDB, In:
p. 36 PCN).]
[...implica diversificação de experiências escolares com
o objetivo de enriquecimento curricular, ou mesmo
aprofundamento de estudos, quando o contexto assim
exigir. p. 37]
O tratamento contextualizado do conhecimento
é o recurso que a escola tem para retirar o
aluno da condição de espectador passivo. Se
bem trabalhado permite que, ao longo da
transposição didática, o conteúdo do ensino
provoque aprendizagens significativas que
mobilizem o aluno e estabeleçam entre ele e o
objeto do conhecimento uma relação de
reciprocidade. (p.91)
Interdisciplinaridade e Contextualização são
recursos complementares para ampliar as
inúmeras possibilidades de interação entre
disciplinas e entre as áreas nas quais
disciplinas venham a ser agrupadas. (p.97)
O que importa na Educação Básica não é a
quantidade de informações, mas a capacidade
de lidar com elas, através de processos que
impliquem sua apropriação, comunicação,
produção e reconstrução. (p.288)
Conhecimentos de
Biologia
A decisão sobre o quê e como ensinar em
Biologia, no ensino médio, não se deve
estabelecer como uma lista de tópicos em
detrimento de outra, por manutenção
tradicional, ou por inovação arbitrária, mas sim
de forma a promover, no que compete à
Biologia, os objetivos educacionais,
estabelecidos pela CNE/98 para a área de
Ciências da Natureza, Matemática e suas
Tecnologias...
...Dentre esses objetivos, há aspectos da
Biologia que tem a ver com a construção de
uma visão de mundo, outros práticos e
instrumentais para a ação e, ainda aqueles,
que permitem a formação de conceitos, a
avaliação, a tomada de posição cidadã. (p.15)
• Ao longo do ensino médio, para garantir a
compreensão do todo, é mais adequado partir-se do
geral, no qual o fenômeno vida é uma totalidade (p.15)
• As considerações acima sugerem uma articulação de
conteúdos no eixo Ecologia-Evolução que deve ser
tratado historicamente, mostrando que distintos
períodos e escolas de pensamento abrigaram
diferentes ideias sobre o surgimento da vida na Terra
(p. 16)
• Para o estudo da diversidade de seres vivos,
tradicionalmente da Zoologia e da Botânica, é
adequado o enfoque evolutivo-ecológico, ou seja, a
História Geológica da Vida (p.18)
Dalapicolla, Silva e Garcia (2011) afirmam que os
livros didáticos de biologia do ensino médio utilizam
conceitos relacionados à evolução superficialmente
e em pouca quantidade, dificultando a abordagem
evolutiva dos demais conteúdos de biologia, e o seu
uso como eixo integrador do programa da disciplina.
• Para promover um aprendizado ativo, que,
especialmente em Biologia, realmente transcenda
a memorização de nomes de organismos,
sistemas ou processos, é importante que os
conteúdos se apresentem como problemas a
serem resolvidos com os alunos (p.16)
• Para que se elabore um instrumental de
investigação desses problemas, é conveniente e
estimulante que se estabeleçam conexões com
aspectos do conhecimento tecnológico a eles
associados (p.16)
• Ao abordar as funções [vitais básicas] acima citadas, é
importante dar destaque ao corpo humano, focalizando
as relações que se estabelecem entre os diferentes
aparelhos e sistemas e entre o corpo e o ambiente,
conferindo integridade ao corpo humano, preservando o
equilíbrio dinâmico que caracteriza o estado de saúde.
(p. 18)
• Não menos importantes são as diferenças que
evidenciam a individualidade de cada ser humano,
indicando que cada pessoa é única e permitindo o
desenvolvimento de atitudes de respeito e apreço ao
próprio corpo e ao do outro. (p.18)
• É recomendável que os estudos sobre Embriologia
atenham-se à espécie humana (p.19)
Não é possível tratar, no ensino médio, de todo
o conhecimento biológico ou de todo o
conhecimento tecnológico a ele associado.
Mais importante é tratar esses conhecimentos
de forma contextualizada, revelando como e
por que foram produzidos, em que época,
apresentando a história da Biologia como um
movimento não linear e frequentemente
contraditório. (p.19)
No ensino de Biologia, enfim, é essencial o
desenvolvimento de posturas e valores
pertinentes às relações entre os seres
humanos, entre eles e o meio, entre o ser
humano e o conhecimento, contribuindo para
uma educação que formará indivíduos sensíveis
e solidários, cidadãos conscientes e dos
processos e regularidades do mundo e da vida,
capazes assim de realizar ações práticas, de
fazer julgamentos e de tomar decisões. (p.20)
Mais do que fornecer informações, é fundamental
que o ensino de Biologia se volte ao
desenvolvimento de competências que permitam
ao aluno lidar com as informações, compreendêlas, elaborá-las, refutá-las, quando for o caso;
enfim, compreender o mundo e nele agir com
autonomia, fazendo uso dos conhecimentos
adquiridos da Biologia e da tecnologia. (p.19)

 Representação e Comunicação
 Investigação e Compreensão
 Contextualização sócio-cultural
Orientações Educacionais
Complementares aos
Parâmetros Curriculares
Nacionais (PCN+)

Orientações Curriculares para
o Ensino Médio (OCEM)
Biologia no ensino médio (PCN+ e OCEM)
1. As competências em Biologia
2. Temas estruturadores do ensino de Biologia
- Interação entre os seres vivos
- Qualidade de vida das populações humanas
- Identidade dos seres vivos
- Diversidade da vida
- Transmissão da vida, ética e manipulação gênica
- Origem e evolução da vida
Biologia no ensino médio (PCN+ e OCEM)
3. Organização do trabalho escolar
4. Estratégias para a ação
Professor como mediador
Estratégias para abordagem dos temas:
- Experimentação
- Estudos do meio
- Desenvolvimento de projetos
- Jogos
- Seminários e Debates
- Simulação
Concluindo...
- Os PCN, a despeito das críticas ao seu processo de elaboração,
são uma importante ferramenta para se repensar o ensino de
Ciências Naturais e Biologia na educação básica;
- A partir da contextualização e interdisciplinaridade, os PCN
sugerem uma nova forma de organizar e abordar os conteúdos
escolares, a fim de desenvolver competências e habilidades que
tornem significativa a aprendizagem em Ciências Naturais e
Biologia;
- Os PCN de Ciências Naturais e Biologia poderiam estar mais
presentes nos cursos de formação de professores, de modo que
esses possam, a partir de sua discussão, desenvolver saberes para
o exercício docente e para reflexão sobre a ação.
Atividade Avaliativa:
1. Elaborar um plano anual de curso, a partir do modelo indicado, para o
ensino de Biologia em uma série do ensino médio (livre escolha), a partir
das orientações presentes nos documentos oficiais (PCN e PCN+) que
estudamos em nossa aula. Lembrar-se de indicar: as competências e
habilidades privilegiadas (nos objetivos), os temas estruturadores
contemplados (nos conteúdos), as estratégias pedagógicas e o processo de
avaliação a serem utilizados.
2. Montar uma sequência didática de uma aula de Biologia para o ensino
médio em que a interdisciplinaridade e/ou a contextualização sejam
contempladas. A série e a unidade didática (conteúdo a ser abordado) são
de sua livre escolha. Lembrar-se dos elementos de uma sequência didática
(problematização, conteúdo, cronograma de atividades, estratégias e
recursos, avaliação da aprendizagem).
Referências Bibliográficas:
ABREU, Rosana G. A integração curricular na área de Ciências da Natureza, Matemática e
suas tecnologias nos PCN para o ensino médio. Dissertação de mestrado (Programa de PósGraduação em Educação). Universidade Federal do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 2002.
ALMEIDA, Maria A. V.; BASTOS, Heloísa F. B. N.; ALBUQUERQUE, Eneri S. C.; MAYER,
Margareth. Entre o sonho e a realidade: comparando concepções de professores de 1ª a 4ª séries
sobre ensino de ciências com a proposta dos PCNs. Revista Brasileira de Pesquisa em
Educação em Ciências. Vol. 1, nº 2, pp. 109-119, 2001. Disponível em:
http://revistas.if.usp.br/rbpec/article/view/208/192. Acesso em 20/11/12.
BIZZO, Nelio. Ciências: fácil ou difícil? São Paulo: Ed. Biruta, 2009.
BORGES, Gabriela; REZENDE, Flavia. Vozes epistemológicas e pedagógicas nos Parâmetros
Curriculares Nacionais de Biologia. Alexandria – Revista de Educação em Ciência e
Tecnologia. Vol. 3, nº 2, pp. 01-16, 2010. Disponível em:
http://alexandria.ppgect.ufsc.br/publicacoes-2010/v3-n2-072010/. Acesso em: 19/11/12.
BRASIL. Orientações Curriculares para o Ensino Médio: Ciências da Natureza, Matemática e
suas tecnologias. Vol. 2. Brasília: MEC/SEB, 2008.
______. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ciências
Naturais: 1º e 2º Ciclos. Brasília: MEC/SEF, 1997.
______. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ciências
Naturais: 3º e 4º Ciclos. Brasília: MEC/SEF, 1998.
______. Secretaria de Educação Média e Tecnológica. Parâmetros Curriculares Nacionais:
Ensino Médio. Brasília: MEC/SEMTEC, 1999.
Referências Bibliográficas:
______. Secretaria de Educação Média e Tecnológica. PCN+ Ensino Médio: Orientações
Complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais: Ciências da Natureza, Matemática
e suas tecnologias. Brasília: MEC/SEMTEC, 2002.
DALAPICOLLA, Jeronymo; SILVA, Victor de A.; GARCIA, Junia F. M. O uso da evolução como
eixo integrador da biologia em livros didáticos do ensino médio. Atas do VIII Encontro
Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências (VIII ENPEC). Universidade Estadual de
Campinas, 2011. Disponível em: http://adaltech.com.br/testes/abrapec/resumos/R0435-2.html.
Acesso em: 05/10/12.
KRASILCHIK, Myriam. Reformas e realidade – o caso do ensino das ciências. São Paulo em
Perspectiva. Vol. 14, nº 1, pp. 85-93, 2000. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/spp/v14n1/
9805.pdf. Acesso em: 11/11/12.
LOPES, Alice C. Os Parâmetros Curriculares Nacionais para o ensino médio e a submissão ao
mundo produtivo: o caso do conceito de contextualização. Educação e Sociedade. Vol. 23, nº 80,
pp. 386-400, 2002. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/es/v23n80/12938.pdf. Acesso em:
01/12/12.
LOPES, Alice C. Quem defende os PCN para o ensino médio? In: LOPES, A. C. e MACEDO, E.
(orgs). Políticas de currículo em múltiplos contextos. São Paulo: Ed. Cortez, 2006.
MACEDO, Elizabeth F. Currículo e diferença nos Parâmetros Curriculares Nacionais. In: LOPES,
A. R. C. et al (orgs). Cultura e política de currículo. Araraquara: Junqueira & Marin, 2006.
MACEDO, Elizabeth F. Parâmetros Curriculares Nacionais: a falácia de seus temas transversais.
In: MOREIRA, A. F. B. (org). Currículo: políticas e práticas. Campinas: Papirus, 1999.
Referências Bibliográficas:
MACEDO, Elizabeth. A diferença nos PCN do ensino fundamental. In: LOPES, A. C. e MACEDO, E.
(orgs). Políticas de currículo em múltiplos contextos. São Paulo: Ed. Cortez, 2006.
MACEDO, Elizabeth. Como a diferença passa do centro à margem nos currículos: o exemplo dos
PCN. Educação e Sociedade. Vol. 30, nº 106, pp.87-109, 2009. Disponível em: http://www.scielo.
br/pdf/es/v30n106/v30n106a05.pdf. Acesso em: 01/12/12.
PIASSI, Luís P. Educação científica no ensino fundamental: os limites dos conceitos de cidadania e
inclusão veiculados nos PCN. Ciência & Educação. Vol. 17, nº 4, pp. 789-805, 2011. Disponível
em: http://www.scielo.br/pdf/ciedu/v17n4/a02v17n4.pdf. Acesso em: 01/12/12.
RICARDO, Elio C.; ZYLBERSZTAJN, Arden. Os Parâmetros Curriculares Nacionais na formação
inicial dos professores das Ciências da Natureza e Matemática do ensino médio’. IENCI –
Investigações em Ensino de Ciências. Vol. 12, nº 3, pp. 339-355, 2007. Disponível em:
http://www.if.ufrgs.br/ienci/artigos/Artigo_ID175/v12_n3_a2007.pdf. Acesso em 21/11/12.
RICARDO, Elio C.; ZYLBERSZTAJN, Arden. Os Parâmetros Curriculares Nacionais para as ciências
do ensino médio: uma análise a partir da visão de seus elaboradores. IENCI – Investigações em
Ensino de Ciências. Vol. 13, nº 3, pp. 257-274, 2008. Disponível em: http://www.if.ufrgs.br/
ienci/artigos/Artigo_ID195/v13_n3_a2008.pdf. Acesso em 21/11/12.
SILVA, Aline P.; SCHWANTES, Lavínia. Análise da relação de um currículo de ciências das
séries iniciais e os Parâmetros Curriculares Nacionais de Ciências Naturais (PCN). Anais do I
Seminário Internacional de Educação em Ciências. Pp. 179-181. Universidade Federal do Rio
Grande, 2011. Disponível em: http://www.nuepec.furg.br/sintec/ebookI.pdf. Acesso em: 25/11/12.
TEIXEIRA, Beatriz de B. Uma política e vários contextos: os PCN do ensino fundamental. Inter
Science Place – Revista Científica Internacional. Ano 1, nº 3, pp. 01-21, 2008. Disponível em:
http://www.interscienceplace.org/interscienceplace/article/view/28/33. Acesso em: 21/11/12..

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PCN de Ciencias Naturais e Biologia

  • 1. PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS PARA O ENSINO DE CIÊNCIAS E BIOLOGIA. Prof. Mário Amorim mario.amorim@uece.br
  • 2. Objetivos da Aula: - Problematizar o processo de elaboração dos Parâmetros Curriculares Nacionais para o ensino de Ciências Naturais (ensino fundamental) e Biologia (ensino médio), compreendendo suas principais críticas; - Identificar as principais orientações para o ensino de Ciências Naturais e Biologia presentes nos Parâmetros Curriculares Nacionais e Orientações Complementares (PCN+), possibilidades e limitações; - Reconhecer os avanços em direção a práticas interdisciplinares e contextualizadas no ensino de Ciências Naturais e Biologia presentes nos documentos oficiais e formas de abordá-las.
  • 3. Conteúdos da Aula:  Histórico da elaboração dos Parâmetros Curriculares Nacionais;  Orientações para o ensino de Ciências Naturais no 1º e 2º Ciclos (BRASIL, 1997);  Orientações para o ensino de Ciências Naturais no 3º e 4º Ciclos (BRASIL, 1998);  Orientações para a Biologia no ensino médio (BRASIL, 1999, 2002).  Os Temas Transversais na educação básica e sua relação com o ensino de Ciências Naturais e Biologia;
  • 4. Histórico 1988 – Constituição 1988 – Parte III – Seção I – Da Educação. 1996 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB 9394/96) 1997 – Parâmetros Curriculares Nacionais de Ciências Naturais para o 1º e 2º Ciclos do Ensino Fundamental 1998 – Parâmetros Curriculares Nacionais de Ciências Naturais para o 3º e 4º Ciclos do Ensino Fundamental 1998 – Resolução CEB/CNE nº03/98 – Estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) 1999 – Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (PCN-EM) 2002 – Orientações Educacionais Complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN+) 2008 – Orientações Curriculares para o Ensino Médio (OCEM)
  • 5. É importante destacar as considerações oriundas da Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI (Relatório Jacques Delors / UNESCO), incorporadas nas determinações da LDB 9394/96: a)A educação deve cumprir um triplo papel: econômico, científico e cultural; b)A educação deve ser estruturada em quatro alicerces: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver e aprender a ser.
  • 6. Os Parâmetros Curriculares Nacionais servirão de estímulo e apoio à reflexão sobre a prática diária do professor, o planejamento de suas aulas e o desenvolvimento do currículo de sua escola. (BRASIL,1999,p.10)
  • 8. Ciências Naturais – 1º/2º Ciclos Blocos Temáticos: - Ambiente - Ser Humano e Saúde - Recursos Tecnológicos Orientações Didáticas: - Problematização - Busca de informações em fontes variadas (observação, experimentação e leitura) - Sistematização de Conhecimentos - Projetos
  • 10. Ciências Naturais – 3º/4º Ciclos Eixos Temáticos: - Terra e Universo - Vida e Ambiente - Ser Humano e Saúde - Tecnologia e Sociedade Orientações Didáticas: - Unidades e Projetos - Temas de Trabalho e Integração de Conteúdos - Problematização - Busca de informações em fontes variadas (observação, experimentação, trabalhos de campo, TIC e leitura) - Sistematização de Conhecimentos
  • 12.
  • 14. O Ensino Médio é parte da Educação Básica. Isso quer dizer que ele é parte da educação que todo o brasileiro jovem deve ter para enfrentar a vida adulta com mais segurança (...) propõem um Currículo baseado no domínio de competências básicas e não no acúmulo de informações. E ainda um currículo que tenha vínculos com os diversos contextos de vida dos alunos. (p. 11)
  • 15. Questões consideradas centrais nos Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (PCN-EM): 1. Os PCN-EM buscam dar significado ao conhecimento escolar, mediante a contextualização, e evitar a compartimentalização, mediante a interdisciplinaridade. (p. 11)
  • 16. 2. A reorganização curricular em áreas de conhecimento tem o objetivo de facilitar o desenvolvimento dos conteúdos, numa perspectiva de interdisciplinaridade e contextualização. (p.18) - Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; - Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias; - Ciências Humanas e suas Tecnologias.
  • 17. 3. O Ensino Médio é a etapa final de uma educação de caráter geral que situa o educando como sujeito produtor de conhecimento e participante do mundo do trabalho. (p.20)
  • 18. Nos PCN encontramos que o Ensino Médio deve atender à “necessidade do desenvolvimento das competências básicas tanto para o exercício da cidadania quanto para o desempenho de atividades profissionais”. (p.23). Estas são competências que devem estar presentes na esfera social, cultural, nas atividades políticas e sociais como um todo, e que são condições para o exercício da cidadania num contexto democrático. (p. 24).
  • 21. A interdisciplinaridade deve ser compreendida a partir de uma abordagem relacional, em que se propõe que, por meio da prática escolar, sejam estabelecidas interconexões e passagens entre os conhecimentos através de relações de complementaridade, convergência ou divergência. (p.36).
  • 22. ...A interdisciplinaridade supõe um eixo integrador, que pode ser o objeto de conhecimento, um projeto de investigação, um plano de intervenção. Nesse sentido, ela deve partir da necessidade sentida pelas escolas, professores e alunos de explicar, compreender, intervir, mudar, prever, algo que desafia uma disciplina isolada e atrai a atenção de mais de um olhar, talvez vários. (p.88 – 89)
  • 24. Contextualizar o conteúdo que se quer aprendido significa, em primeiro lugar, assumir que todo conhecimento envolve uma relação entre sujeito e objeto. (p.91) [A parte diversificada do currículo destina-se a atender às características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e da clientela (Art. 26 da LDB, In: p. 36 PCN).] [...implica diversificação de experiências escolares com o objetivo de enriquecimento curricular, ou mesmo aprofundamento de estudos, quando o contexto assim exigir. p. 37]
  • 25. O tratamento contextualizado do conhecimento é o recurso que a escola tem para retirar o aluno da condição de espectador passivo. Se bem trabalhado permite que, ao longo da transposição didática, o conteúdo do ensino provoque aprendizagens significativas que mobilizem o aluno e estabeleçam entre ele e o objeto do conhecimento uma relação de reciprocidade. (p.91)
  • 26. Interdisciplinaridade e Contextualização são recursos complementares para ampliar as inúmeras possibilidades de interação entre disciplinas e entre as áreas nas quais disciplinas venham a ser agrupadas. (p.97) O que importa na Educação Básica não é a quantidade de informações, mas a capacidade de lidar com elas, através de processos que impliquem sua apropriação, comunicação, produção e reconstrução. (p.288)
  • 28. A decisão sobre o quê e como ensinar em Biologia, no ensino médio, não se deve estabelecer como uma lista de tópicos em detrimento de outra, por manutenção tradicional, ou por inovação arbitrária, mas sim de forma a promover, no que compete à Biologia, os objetivos educacionais, estabelecidos pela CNE/98 para a área de Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias...
  • 29. ...Dentre esses objetivos, há aspectos da Biologia que tem a ver com a construção de uma visão de mundo, outros práticos e instrumentais para a ação e, ainda aqueles, que permitem a formação de conceitos, a avaliação, a tomada de posição cidadã. (p.15)
  • 30. • Ao longo do ensino médio, para garantir a compreensão do todo, é mais adequado partir-se do geral, no qual o fenômeno vida é uma totalidade (p.15) • As considerações acima sugerem uma articulação de conteúdos no eixo Ecologia-Evolução que deve ser tratado historicamente, mostrando que distintos períodos e escolas de pensamento abrigaram diferentes ideias sobre o surgimento da vida na Terra (p. 16) • Para o estudo da diversidade de seres vivos, tradicionalmente da Zoologia e da Botânica, é adequado o enfoque evolutivo-ecológico, ou seja, a História Geológica da Vida (p.18)
  • 31. Dalapicolla, Silva e Garcia (2011) afirmam que os livros didáticos de biologia do ensino médio utilizam conceitos relacionados à evolução superficialmente e em pouca quantidade, dificultando a abordagem evolutiva dos demais conteúdos de biologia, e o seu uso como eixo integrador do programa da disciplina.
  • 32. • Para promover um aprendizado ativo, que, especialmente em Biologia, realmente transcenda a memorização de nomes de organismos, sistemas ou processos, é importante que os conteúdos se apresentem como problemas a serem resolvidos com os alunos (p.16) • Para que se elabore um instrumental de investigação desses problemas, é conveniente e estimulante que se estabeleçam conexões com aspectos do conhecimento tecnológico a eles associados (p.16)
  • 33. • Ao abordar as funções [vitais básicas] acima citadas, é importante dar destaque ao corpo humano, focalizando as relações que se estabelecem entre os diferentes aparelhos e sistemas e entre o corpo e o ambiente, conferindo integridade ao corpo humano, preservando o equilíbrio dinâmico que caracteriza o estado de saúde. (p. 18) • Não menos importantes são as diferenças que evidenciam a individualidade de cada ser humano, indicando que cada pessoa é única e permitindo o desenvolvimento de atitudes de respeito e apreço ao próprio corpo e ao do outro. (p.18) • É recomendável que os estudos sobre Embriologia atenham-se à espécie humana (p.19)
  • 34. Não é possível tratar, no ensino médio, de todo o conhecimento biológico ou de todo o conhecimento tecnológico a ele associado. Mais importante é tratar esses conhecimentos de forma contextualizada, revelando como e por que foram produzidos, em que época, apresentando a história da Biologia como um movimento não linear e frequentemente contraditório. (p.19)
  • 35. No ensino de Biologia, enfim, é essencial o desenvolvimento de posturas e valores pertinentes às relações entre os seres humanos, entre eles e o meio, entre o ser humano e o conhecimento, contribuindo para uma educação que formará indivíduos sensíveis e solidários, cidadãos conscientes e dos processos e regularidades do mundo e da vida, capazes assim de realizar ações práticas, de fazer julgamentos e de tomar decisões. (p.20)
  • 36. Mais do que fornecer informações, é fundamental que o ensino de Biologia se volte ao desenvolvimento de competências que permitam ao aluno lidar com as informações, compreendêlas, elaborá-las, refutá-las, quando for o caso; enfim, compreender o mundo e nele agir com autonomia, fazendo uso dos conhecimentos adquiridos da Biologia e da tecnologia. (p.19)  Representação e Comunicação  Investigação e Compreensão  Contextualização sócio-cultural
  • 37. Orientações Educacionais Complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN+) Orientações Curriculares para o Ensino Médio (OCEM)
  • 38. Biologia no ensino médio (PCN+ e OCEM) 1. As competências em Biologia 2. Temas estruturadores do ensino de Biologia - Interação entre os seres vivos - Qualidade de vida das populações humanas - Identidade dos seres vivos - Diversidade da vida - Transmissão da vida, ética e manipulação gênica - Origem e evolução da vida
  • 39. Biologia no ensino médio (PCN+ e OCEM) 3. Organização do trabalho escolar 4. Estratégias para a ação Professor como mediador Estratégias para abordagem dos temas: - Experimentação - Estudos do meio - Desenvolvimento de projetos - Jogos - Seminários e Debates - Simulação
  • 40. Concluindo... - Os PCN, a despeito das críticas ao seu processo de elaboração, são uma importante ferramenta para se repensar o ensino de Ciências Naturais e Biologia na educação básica; - A partir da contextualização e interdisciplinaridade, os PCN sugerem uma nova forma de organizar e abordar os conteúdos escolares, a fim de desenvolver competências e habilidades que tornem significativa a aprendizagem em Ciências Naturais e Biologia; - Os PCN de Ciências Naturais e Biologia poderiam estar mais presentes nos cursos de formação de professores, de modo que esses possam, a partir de sua discussão, desenvolver saberes para o exercício docente e para reflexão sobre a ação.
  • 41. Atividade Avaliativa: 1. Elaborar um plano anual de curso, a partir do modelo indicado, para o ensino de Biologia em uma série do ensino médio (livre escolha), a partir das orientações presentes nos documentos oficiais (PCN e PCN+) que estudamos em nossa aula. Lembrar-se de indicar: as competências e habilidades privilegiadas (nos objetivos), os temas estruturadores contemplados (nos conteúdos), as estratégias pedagógicas e o processo de avaliação a serem utilizados. 2. Montar uma sequência didática de uma aula de Biologia para o ensino médio em que a interdisciplinaridade e/ou a contextualização sejam contempladas. A série e a unidade didática (conteúdo a ser abordado) são de sua livre escolha. Lembrar-se dos elementos de uma sequência didática (problematização, conteúdo, cronograma de atividades, estratégias e recursos, avaliação da aprendizagem).
  • 42. Referências Bibliográficas: ABREU, Rosana G. A integração curricular na área de Ciências da Natureza, Matemática e suas tecnologias nos PCN para o ensino médio. Dissertação de mestrado (Programa de PósGraduação em Educação). Universidade Federal do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 2002. ALMEIDA, Maria A. V.; BASTOS, Heloísa F. B. N.; ALBUQUERQUE, Eneri S. C.; MAYER, Margareth. Entre o sonho e a realidade: comparando concepções de professores de 1ª a 4ª séries sobre ensino de ciências com a proposta dos PCNs. Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências. Vol. 1, nº 2, pp. 109-119, 2001. Disponível em: http://revistas.if.usp.br/rbpec/article/view/208/192. Acesso em 20/11/12. BIZZO, Nelio. Ciências: fácil ou difícil? São Paulo: Ed. Biruta, 2009. BORGES, Gabriela; REZENDE, Flavia. Vozes epistemológicas e pedagógicas nos Parâmetros Curriculares Nacionais de Biologia. Alexandria – Revista de Educação em Ciência e Tecnologia. Vol. 3, nº 2, pp. 01-16, 2010. Disponível em: http://alexandria.ppgect.ufsc.br/publicacoes-2010/v3-n2-072010/. Acesso em: 19/11/12. BRASIL. Orientações Curriculares para o Ensino Médio: Ciências da Natureza, Matemática e suas tecnologias. Vol. 2. Brasília: MEC/SEB, 2008. ______. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ciências Naturais: 1º e 2º Ciclos. Brasília: MEC/SEF, 1997. ______. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ciências Naturais: 3º e 4º Ciclos. Brasília: MEC/SEF, 1998. ______. Secretaria de Educação Média e Tecnológica. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino Médio. Brasília: MEC/SEMTEC, 1999.
  • 43. Referências Bibliográficas: ______. Secretaria de Educação Média e Tecnológica. PCN+ Ensino Médio: Orientações Complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais: Ciências da Natureza, Matemática e suas tecnologias. Brasília: MEC/SEMTEC, 2002. DALAPICOLLA, Jeronymo; SILVA, Victor de A.; GARCIA, Junia F. M. O uso da evolução como eixo integrador da biologia em livros didáticos do ensino médio. Atas do VIII Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências (VIII ENPEC). Universidade Estadual de Campinas, 2011. Disponível em: http://adaltech.com.br/testes/abrapec/resumos/R0435-2.html. Acesso em: 05/10/12. KRASILCHIK, Myriam. Reformas e realidade – o caso do ensino das ciências. São Paulo em Perspectiva. Vol. 14, nº 1, pp. 85-93, 2000. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/spp/v14n1/ 9805.pdf. Acesso em: 11/11/12. LOPES, Alice C. Os Parâmetros Curriculares Nacionais para o ensino médio e a submissão ao mundo produtivo: o caso do conceito de contextualização. Educação e Sociedade. Vol. 23, nº 80, pp. 386-400, 2002. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/es/v23n80/12938.pdf. Acesso em: 01/12/12. LOPES, Alice C. Quem defende os PCN para o ensino médio? In: LOPES, A. C. e MACEDO, E. (orgs). Políticas de currículo em múltiplos contextos. São Paulo: Ed. Cortez, 2006. MACEDO, Elizabeth F. Currículo e diferença nos Parâmetros Curriculares Nacionais. In: LOPES, A. R. C. et al (orgs). Cultura e política de currículo. Araraquara: Junqueira & Marin, 2006. MACEDO, Elizabeth F. Parâmetros Curriculares Nacionais: a falácia de seus temas transversais. In: MOREIRA, A. F. B. (org). Currículo: políticas e práticas. Campinas: Papirus, 1999.
  • 44. Referências Bibliográficas: MACEDO, Elizabeth. A diferença nos PCN do ensino fundamental. In: LOPES, A. C. e MACEDO, E. (orgs). Políticas de currículo em múltiplos contextos. São Paulo: Ed. Cortez, 2006. MACEDO, Elizabeth. Como a diferença passa do centro à margem nos currículos: o exemplo dos PCN. Educação e Sociedade. Vol. 30, nº 106, pp.87-109, 2009. Disponível em: http://www.scielo. br/pdf/es/v30n106/v30n106a05.pdf. Acesso em: 01/12/12. PIASSI, Luís P. Educação científica no ensino fundamental: os limites dos conceitos de cidadania e inclusão veiculados nos PCN. Ciência & Educação. Vol. 17, nº 4, pp. 789-805, 2011. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ciedu/v17n4/a02v17n4.pdf. Acesso em: 01/12/12. RICARDO, Elio C.; ZYLBERSZTAJN, Arden. Os Parâmetros Curriculares Nacionais na formação inicial dos professores das Ciências da Natureza e Matemática do ensino médio’. IENCI – Investigações em Ensino de Ciências. Vol. 12, nº 3, pp. 339-355, 2007. Disponível em: http://www.if.ufrgs.br/ienci/artigos/Artigo_ID175/v12_n3_a2007.pdf. Acesso em 21/11/12. RICARDO, Elio C.; ZYLBERSZTAJN, Arden. Os Parâmetros Curriculares Nacionais para as ciências do ensino médio: uma análise a partir da visão de seus elaboradores. IENCI – Investigações em Ensino de Ciências. Vol. 13, nº 3, pp. 257-274, 2008. Disponível em: http://www.if.ufrgs.br/ ienci/artigos/Artigo_ID195/v13_n3_a2008.pdf. Acesso em 21/11/12. SILVA, Aline P.; SCHWANTES, Lavínia. Análise da relação de um currículo de ciências das séries iniciais e os Parâmetros Curriculares Nacionais de Ciências Naturais (PCN). Anais do I Seminário Internacional de Educação em Ciências. Pp. 179-181. Universidade Federal do Rio Grande, 2011. Disponível em: http://www.nuepec.furg.br/sintec/ebookI.pdf. Acesso em: 25/11/12. TEIXEIRA, Beatriz de B. Uma política e vários contextos: os PCN do ensino fundamental. Inter Science Place – Revista Científica Internacional. Ano 1, nº 3, pp. 01-21, 2008. Disponível em: http://www.interscienceplace.org/interscienceplace/article/view/28/33. Acesso em: 21/11/12..