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Ângela Lessa de Andrade
Enfermeira sanitarista, Obstetra, sexóloga e do trabalho
Mestre em promoção à saúde UPE/UEPB
PRÉ-NATAL
 PRINCIPAIS DIAGNÓSTICOS E CONDUTAS
GRAU DE RECOMENDAÇÃO E FORÇA DE
EVIDÊNCIA:
 A: Grandes ensaios clínicos aleatorizados e meta-
análises.
 B: Estudos clínicos e observacionais bem
desenhados.
 C: Relatos e séries de casos clínicos.
 D: Publicações baseadas em consensos e opiniões
de especialistas.
Captação Precoce
Até 120 dias
Diagnóstico de gravidez
Toda mulher da área de abrangência da unidade de
saúde e com história de atraso menstrual de mais de 15
dias deverá ser orientada pela equipe de saúde a realizar
o teste imunológico de gravidez (TIG).
O ßhcg pode ser detectado no sangue
periférico da mulher grávida entre 8 a 11 dias
após a concepção.
Pico entre 60 e 90 dias de gravidez.
Sensibilidade para detecção de gravidez entre 25 a 30mui/ml,
(níveis menores que 5mUI/ml são
considerados negativos e acima de 25mUI/ml
são considerados positivos.)
Sinais de presunção de
gravidez:
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salivação excessiva,
mudança de apetite,
aumento da
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Amolecimento da
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Consultas subsequentes
− Anamnese atual;
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uterina;
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fólico;
• Orientação alimentar
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(individuais e em grupos);
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Métodos para cálculo da IG
DUM conhecida
SIM
Ciclos regulares
Sim
Usa a DUM -
confiável
Não
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USG
Não
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Não
Exame físico ou
USG
Sim
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duvidoso
Cálculo da idade gestacional
DUM
CONHECIDA
- CALENDÁRIO
-
GESTOGRAMA
DUM
DESCONHECIDA
5 - 15 - 25
III. Quando a data e o período da última menstruação são
desconhecidos:
AFU e MF(data de início dos movimentos fetais, que
habitualmente ocorrem entre 18 e 20 semanas.)
Cálculo da data provável do parto
Controle da pressão arterial (PA)
Palpação obstétrica e medida da altura
uterina (AU)
Objetivos:
- Identificar o crescimento fetal;
- Diagnosticar os desvios da normalidade a
partir da relação entre a altura uterina e a idade
gestacional;
- Identificar a situação e a apresentação fetal.
Técnica de Belizán
Atitude fetal: corresponde à relação dos diversos segmentos fetais entre si.
a)Fletida: o feto dobra-se sobre si, direcionando o mento ao tórax; fletindo as coxas
sobre o abdome e as pernas sobre as coxas, assumindo uma forma ovóide
b)Defletida: ocorre quando o feto deflete o seu pescoço, não assumindo forma ovóide.
Quanto ao grau de deflexão, pode ser classificada:
*Defletida de 1º grau – quando o ponto de referência é a fontanela bregmática.
*Defletida de 2ºgrau – quando o ponto de referência é o nariz (naso) .
*Defletida de 3ºgrau - quando o ponto de referência é o queixo (mento).
Situação: é a relação entre o maior eixo uterino com o maior eixo fetal
(coluna vertebral).
*Longitudinal: quando os eixos estão paralelos.
*Transversa: quando os eixos estão perpendiculares.
*Oblíqua: quando os eixos formam um ângulo agudo
Apresentação: corresponde a região fetal que ocupa a
área do estreito superior, ou seja, à parte que
pretende se insinuar .
*Cefálica
*Pélvica (completa e incompleta).
*Córmica
Posição: é a relação do maior eixo fetal com o heme
abdome materno, podendo ser classificada em direita
ou esquerda
Manobras de Leopold
 Primeira manobra
Delimitação da AFU. Com uma das mãos imprimindo súbito impulso ao pólo fetal,
esse sofre um deslocamento, chamado "rechaço fetal"realizado com a mulher em
decubito dorsal .
 Segunda manobra
Tenta-se palpar o dorso fetal e os membros, de um ou outro lado do útero.
 Terceira manobra
Conhecida como manobra de Leopold ou Pawlick, serve para explorar a mobilidade do
pólo fetal que se apresenta em relação com o estreito superior do trajeto pélvico.
 Quarta manobra
Para reconhecer o pólo cefálico ou o pélvico, e,assim, determinar o tipo de apresentação
do concepto.
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Deve ser realizada com sonar, após 12
semanas de gestação, ou com Pinard, após
20 semanas
(grau de recomendação C).
Normal: 120-160bpm
Imunização Antitetânica
 Vacina dupla tipo adulto (dT)
-Hepatite B
- Gripe
vacinar contra o vírus da
influenza a toda gestante
durante a estação de
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Varicela, sarampo,
hepatite B e tétano
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engravidar
História Conduta
Sem registro Iniciar o mais precoce,
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menos 5
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Reforço
Complementos de Ferro e Ácido
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 Sulfato ferroso 40mg/d e Ácido fólico 5 mg/d
(MS,2006)
Atenção:
 Ao limite fisio-patológico
 Orientas volta sempre que necessário e quando ir direto à maternidade...
 Ao registro das condutas, resultados dos exames...
 A humanização e as humanidades
 Preparo para o parto, Aleitamento Materno e cuidados com RN.
Obrigada!
angelalessadeandrade@yahoo.com.br

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PNBR 2016

  • 1. Ângela Lessa de Andrade Enfermeira sanitarista, Obstetra, sexóloga e do trabalho Mestre em promoção à saúde UPE/UEPB
  • 3. GRAU DE RECOMENDAÇÃO E FORÇA DE EVIDÊNCIA:  A: Grandes ensaios clínicos aleatorizados e meta- análises.  B: Estudos clínicos e observacionais bem desenhados.  C: Relatos e séries de casos clínicos.  D: Publicações baseadas em consensos e opiniões de especialistas.
  • 5. Diagnóstico de gravidez Toda mulher da área de abrangência da unidade de saúde e com história de atraso menstrual de mais de 15 dias deverá ser orientada pela equipe de saúde a realizar o teste imunológico de gravidez (TIG).
  • 6. O ßhcg pode ser detectado no sangue periférico da mulher grávida entre 8 a 11 dias após a concepção. Pico entre 60 e 90 dias de gravidez. Sensibilidade para detecção de gravidez entre 25 a 30mui/ml, (níveis menores que 5mUI/ml são considerados negativos e acima de 25mUI/ml são considerados positivos.)
  • 7. Sinais de presunção de gravidez: Atraso menstrual; Manifestações clínicas (náuseas, vômitos, tonturas, salivação excessiva, mudança de apetite, aumento da frequência urinária e sonolência); Modificações anatômicas (aumento do volume das mamas, hipersensibilidade nos mamilos, tubérculos de Montgomery, saída de colostro pelo mamilo, coloração violácea vulvar, cianose vaginal e cervical, aumento do volume abdominal).
  • 8. Sinais de probabilidade: Amolecimento da cérvice uterina, com posterior aumento do seu volume; Paredes vaginais aumentadas, com aumento da vascularização (pode-se observar pulsação da artéria vaginal nos fundos de sacos laterais); Positividade da fração beta do HCG no soro materno a partir do oitavo ou nono dia após a fertilização.
  • 9. Sinais de certeza: Presença dos batimentos cardíacos fetais (BCF), que são detectados pelo sonar a partir de 12 semanas e pelo Pinard a partir de 20 semanas; Percepção dos movimentos fetais (de 18 a 20 semanas); Ultrassonografia: o saco gestacional pode ser observado por via transvaginal com apenas 4 a 5 semanas gestacionais e a atividade cardíaca é a primeira manifestação do embrião com 6 semanas gestacionais.
  • 10. Calendário de consultas Até 28ª semana – mensalmente Da 28ª até a 36ª semana – quinzenalmente Da 36ª até a 41ª semana – semanalmente
  • 12. Primeira consulta • Identificação. • Dados sócio-econômicos e culturais. • Antecedentes familiares. • Antecedentes pessoais:  Hipertensão arterial;  Cardiopatias;  Diabetes;  Doenças renais crônicas;  Anemia  Transfusões de sangue;  Doenças neuropsiquiátricas;  Viroses (rubéola e herpes);  Cirurgia;  Alergias;  Hanseníase/ tuberculose.
  • 13. Primeira consulta • Antecedentes ginecológicos:  Ciclos menstruais;  Uso de métodos anticoncepcionais;  Infertilidade e esterilidade (tratamento);  Doenças sexualmente transmissíveis;  Cirurgias ginecológicas ;  Mamas;  Última colpocitologia oncótica . • Antecedentes obstétricos:  Número de gestações,  Fórceps, cesáreas;  Abortamentos ;  Filhos vivos;  Idade da primeira gestação;  Intervalo entre as gestações;  Aleitamento materno;  Recém-nascidos de baixo peso e com mais de 4000g;  Mortes neonatais precoces e tardias e natimortos  Intercorrência em gestações anteriores ou puerpério
  • 14. Primeira consulta • Sexualidade:  início da atividade sexual (idade e situação frente a  primeira relação  sexualidade na gestação atual;  número de parceiros. • Gestação atual:  medicamentos;  a gestação foi ou não desejada;  fumo, álcool e drogas  ocupação habitual
  • 15. Roteiro para consulta  Anamnese; (a partir dos dados colhidos serão identificados os fatores de risco reprodutivo)  História clinica;  Exame Físico: • Exame físico específico (gineco-obstétrico): - Palpação obstétrica; - Medida e avaliação da altura uterina; - Ausculta dos batimentos cardiofetais; - Registro dos movimentos fetais; - Teste de estímulo sonoro simplificado (Tess); - Exame clínico das mamas; - Exame ginecológico (inspeção dos genitais externos, exame especular, coleta de material para exame colpocitopatológico, toque vaginal).
  • 16. Devem ser solicitados na consulta: • Hemograma; • Tipagem sanguínea e fator Rh; • Coombs indireto (se for Rh negativo); • Glicemia de jejum; • Teste rápido de triagem para sífilis e/ou VDRL/RPR; • Teste rápido diagnóstico anti-HIV; • Anti-HIV; • Toxoplasmose IgM e IgG; • Sorologia para hepatite B (HbsAg); • Exame de urina e urocultura; • Ultrassonografia obstétrica (não é obrigatório), com a função de verificar a idade gestacional; • Citopatológico de colo de útero (se necessário); • Exame da secreção vaginal (se houver indicação clínica);
  • 17.
  • 18.  Ações Complementares:  Atendimento odontológico;  Vacinação antitetânica;  Referência para serviços especializados S/N;  Agendamento de consultas subsequentes.
  • 19. Fatores de Risco  História reprodutiva anterior:  Abortos;  Mortes fetais e neonatais;  Partos prematuros;  CIUR;  Baixo peso ao nascer;  PE, DG;  Intervalo intergravídico curto (< 24 meses);  Macrossomias;  Cirurgia uterina anterior.  Características biopsicosocioculturias:  Idade < 15 ou > 35 anos;  Ocupação;  Baixa renda familiar;  Baixa escolaridade;  Peso < 45Kg e > 75 Kg;  Altura < 1,45m.
  • 20. Consultas subsequentes − Anamnese atual; − controle do calendário de vacinação; − CONTROLES MATERNOS: • IG, peso, PA • Inspeção da pele e das mucosas; • Inspeção das mamas; • Palpação obstétrica e medida da altura uterina; • Pesquisa de edema; • Toque vaginal, exame especular. − CONTROLES FETAIS: • Ausculta dos BCF e percepção dos MF; −CONDUTAS: • Interpretação de exames laboratoriais e solicitação de outros, se necessários; • Suplementação de Fe 40mg/dia e ácido fólico; • Orientação alimentar • Realização de ações e práticas educativas (individuais e em grupos); • Agendamento de consultas subsequentes.
  • 21. Métodos para cálculo da IG DUM conhecida SIM Ciclos regulares Sim Usa a DUM - confiável Não Exame físico ou USG Não Conhecido o período Não Exame físico ou USG Sim Usa a DUM duvidoso
  • 22. Cálculo da idade gestacional DUM CONHECIDA - CALENDÁRIO - GESTOGRAMA DUM DESCONHECIDA 5 - 15 - 25
  • 23. III. Quando a data e o período da última menstruação são desconhecidos: AFU e MF(data de início dos movimentos fetais, que habitualmente ocorrem entre 18 e 20 semanas.)
  • 24. Cálculo da data provável do parto
  • 25. Controle da pressão arterial (PA)
  • 26. Palpação obstétrica e medida da altura uterina (AU) Objetivos: - Identificar o crescimento fetal; - Diagnosticar os desvios da normalidade a partir da relação entre a altura uterina e a idade gestacional; - Identificar a situação e a apresentação fetal.
  • 28. Atitude fetal: corresponde à relação dos diversos segmentos fetais entre si. a)Fletida: o feto dobra-se sobre si, direcionando o mento ao tórax; fletindo as coxas sobre o abdome e as pernas sobre as coxas, assumindo uma forma ovóide b)Defletida: ocorre quando o feto deflete o seu pescoço, não assumindo forma ovóide. Quanto ao grau de deflexão, pode ser classificada: *Defletida de 1º grau – quando o ponto de referência é a fontanela bregmática. *Defletida de 2ºgrau – quando o ponto de referência é o nariz (naso) . *Defletida de 3ºgrau - quando o ponto de referência é o queixo (mento).
  • 29. Situação: é a relação entre o maior eixo uterino com o maior eixo fetal (coluna vertebral). *Longitudinal: quando os eixos estão paralelos. *Transversa: quando os eixos estão perpendiculares. *Oblíqua: quando os eixos formam um ângulo agudo
  • 30. Apresentação: corresponde a região fetal que ocupa a área do estreito superior, ou seja, à parte que pretende se insinuar . *Cefálica *Pélvica (completa e incompleta). *Córmica Posição: é a relação do maior eixo fetal com o heme abdome materno, podendo ser classificada em direita ou esquerda
  • 32.  Primeira manobra Delimitação da AFU. Com uma das mãos imprimindo súbito impulso ao pólo fetal, esse sofre um deslocamento, chamado "rechaço fetal"realizado com a mulher em decubito dorsal .  Segunda manobra Tenta-se palpar o dorso fetal e os membros, de um ou outro lado do útero.  Terceira manobra Conhecida como manobra de Leopold ou Pawlick, serve para explorar a mobilidade do pólo fetal que se apresenta em relação com o estreito superior do trajeto pélvico.  Quarta manobra Para reconhecer o pólo cefálico ou o pélvico, e,assim, determinar o tipo de apresentação do concepto.
  • 33. Ausculta dos batimentos cardiofetais Deve ser realizada com sonar, após 12 semanas de gestação, ou com Pinard, após 20 semanas (grau de recomendação C). Normal: 120-160bpm
  • 34. Imunização Antitetânica  Vacina dupla tipo adulto (dT) -Hepatite B - Gripe vacinar contra o vírus da influenza a toda gestante durante a estação de gripe(D). -Imunoglobulinas: Varicela, sarampo, hepatite B e tétano Rubéola: intervalo de 1 mês para engravidar História Conduta Sem registro Iniciar o mais precoce, intervalo 30d Menos de 3 doses completar ≥ 3 doses (última menos 5 anos) Não vacinar ≥ 3 doses (última mais 5 anos) Reforço
  • 35. Complementos de Ferro e Ácido Fólico  Sulfato ferroso 40mg/d e Ácido fólico 5 mg/d (MS,2006)
  • 36.
  • 37.
  • 38.
  • 39.
  • 40.
  • 41.
  • 42.
  • 43.
  • 44.
  • 45.
  • 46.
  • 47. Atenção:  Ao limite fisio-patológico  Orientas volta sempre que necessário e quando ir direto à maternidade...  Ao registro das condutas, resultados dos exames...  A humanização e as humanidades  Preparo para o parto, Aleitamento Materno e cuidados com RN.