SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 80
Baixar para ler offline
GINECOLOGIA E
OBSTETRÍCIA
Caroline Reis Gonçalves
AULA 4
ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS DA GRAVIDEZ,
GRAVIDEZ ECTÓPICA,
ASSISTÊNCIA PRÉ-NATAL,
HIPERÊMESE GRAVÍDICA.
ASSISTÊNCIA AO PARTO E PUERPÉRIO,
Analise o caso clínico a seguir. Paciente, 16 anos de idade,
primigesta, iniciou pré-natal tardiamente. Encontra-se com 27
semanas de gestação e o último hemograma apresentou
hemoglobina de 11 g/dL, em exame de rotina pré-natal.
Nesse contexto, assinale a alternativa que apresenta a melhor
conduta a ser adotada.
■ A) Realizar coleta seriada de hemograma e encaminhar para
acompanhamento no ambulatório de alto risco.
■ B) Introduzir ferro elementar 120 a 240 mg/dia e ácido fólico 5 mg/dia e
encaminhar para acompanhamento no ambulatório de alto risco.
■ C) Introduzir ferro elementar 40 mg/dia e manter orientação dietética
considerando o estilo de vida da paciente.
■ D) Solicitar exame parasitológico de fezes e ferritina sérica e retorno
precoce para iniciar terapêutica.
ALTERAÇÕES
FISIOLÓGICAS
DA GRAVIDEZ
Anatômicas e Funcionais
Molecular
bioquímica
hormonal
celular
tecidual
■ Estrogênio e Progesterona
■ Trofoblastos causam alterações:
– Locais e sistêmicas
– Produzem hormônios mimetizam a função de
glândulas do organismo materno.
■ Placentação ocorre em 2 ondas
– 1° onda: 10-12 semanas (decídua)
– 2° onda: 12-16 semanas (miometrio)
Sistema genital
■ Colo do útero: > vascularização, edema,
hipertrofia e hiperplasia glandular, aumento
da secreção
■ Vagina: > vascularização, hiperemia, aumento
de espessura da mucosa e frouxidão do tecido
conjuntivo, tumefação ◦ Aumento da secreção,
mais espessa, ph mais ácido
Mamas
■ aumento de volume
■ Hipertrofia das glandulas sebaceas:
tuberculos de Montgomery
■ Hipervascularização do tecido glandular
visivel: rede de Haller
■ Hiperpigmentação da areola e mamilo
Metabolismo
Metabolismo
lipídico:
Colesterol total : aumento até 50%
Triglicérides podem triplicar
Armazenamento aumenta no 2°trimestre de gestação Centrípeta
Metabolismo
protéico:
Aumento da albumina total e Redução da concentração plasmática
Metabolismo
carboidratos:
1° metade da gestação (anabólica): hiperinsulinemia
2° metade da gestação (catabólica): Hormônio lactogênio placentário , promove lipólise e gliconeogênese.
“ESTADO DIABETOGÊNICO”: hiperinsulinemia com aumento da sua resistência periférica.
Sistema digestivo
■ Transito gástrico e intestinal lento (mecânico +
hormonais)
■ Diminuição da pressão do esfíncter esofágico
inferior (pirose, refluxo)
■ Comprometimento da contração da vesícula biliar
( aumentar prevalência de cálculos)
■ Sialorréia e sangramento gengival
Sistema urinário
■ Rins estão aumentados
■ Taxa de filtração glomerular e o fluxo plasmático
renal aumentados em até 50%
■ Hidronefrose e hidroureter (mecânica +
progesterona causa hipotonia muscular) ◦
Infecções urinárias
■ Micções frequentes (achatamento vesical)
Sistema Respiratório
■ Elevação do diafragma em 4 cm
■ Aumento da circunferência torácica em 6cm
■ Não evita a redução do volume residual de ar nos pulmões
■ Consumo de oxigênio aumentado e aumento da
ventilação/minuto = alcalose respiratória compensada pela
excreção de bicarbonato pelos rins
■ Vias aéreas superiores: congestão e acúmulo de
secreções
Sistema Cardiovascular
■ Progesterona ação vasodilatadora
■ Shunts atrioventriculares na placenta
■ Prostaglandinas , prostaciclinas e tromboxano
■ Pressão arterial e a resistência vascular tendem a diminuir
■ Aumento do volume sanguineo >> aumento da frequencia cardiaca 10-15bpm
■ Débito cardíaco começa a elevar na 10° semana de gestação e atinge platô na 20° semana
Dispnéia, taquicardia e diminuição da tolerância aos esforços
■ Hiperfonese de 1° e 3° bulhas em 80% gestantes, extrassistoles, taquicardia paroxistica
supraventricular, sopros sistolicos
■ Coração deslocado para cima e para esquerda com ápice desviado lateralmente (imagem de
aumento cardíaco)
Sistema Cardiovascular
■ Aumento da pressão venosa
– Retorno dificultado
■ Compressão uterina
■ Postural
– Edema, varizes, hemorróidas
Sistema sanguíneo
■ Aumento de 20-40% da massa de eritrócitos ◦ Hematócrito diminuído
devido relação eritrócito/volume plasmático
■ Anemia “fisiológica”: reserva de ferro normais ◦ 30% feto ◦ 20%
excretado
■ Aumento leucocitário sem desvio (16-25mil)
■ Fatores de coagulação (I, VII, VIII, IX e X)
■ Fibrinogênio aumenta 50%, diminuição da fibrinólise e um estado de
hipercoagulabilidade.
■ Plaquetas podem sofrer leve queda ao final da gestação (consumo na
face placentaria)
Sistema endócrino
■ Tireóide aumentada e palpável
■ Beta- HCG estimula tireóide
■ Estrogênio aumenta proteína carreadora de tiroxina
■ Níveis T3 e T4 livres normais
■ TSH não sofre alterações : importante marcador de
avaliação
■ Paratireóide: diminuição do paratormônio
Sistema endócrino
■ Hipófise: dobra de volume até final da gestação ◦
Aumento da prolactina
■
■ Adrenais: aumento cortisol, diminuição andógenos
■
■ Progesterona: ◦ Corpo lúteo até 12 semanas ◦
Placenta a partir de 12 semanas
Pele e anexos
■ Estrogênio : angiogênese ◦ Eritema palmar ◦
Aumento secreção sebácea e sudorese ◦
Hipertricose ◦ Nevo aracnoide ◦ Cabelo : fase
anágena
■ Progesterona: hiperpigmentação ◦ Areolar,
linha nigrans, vulva ◦ Hormônio melanotrófico
da hipófise
Sistema esquelético
■ Articulações: aumento do líquido
■ Aumento da elasticidade das articulações da bacia
óssea
■ Acentuação da lordose ◦ Deslocamento do centor
de gravidade para frente ◦ Projeta corpo para trás
■ Marcha anserina: passos curtos oscilantes
Órgãos sensoriais
■ Tato: diminuido ◦ Parestesias e cãimbras
■ Audição: diminuição da acuidade e zumbidos
■ Olfato: hiposmia, congestão nasal
■ Visão: diminuição da acuidade (edema retina ,
edema cristalino, diminuição de acomodação
do cristalino)
Sistema nervoso
■ Alterações de memória e concentração
■ Enxaquecas
■ Sonolência
■ Labilidade emocional
GRAVIDEZ
ECTÓPICA
Considere o caso clínico a seguir. Paciente nulípara com queixas de
palpitação e cefaleia progressiva, início há dois dias, apresenta
hemorragia genital de forte intensidade, indolor. Relata atraso menstrual
há quatro meses; realizou beta HCG positivo. Nega uso de métodos
anticoncepcionais. Ao exame: muito ansiosa, descorada, tremor de
extremidades; PA 150/100 mmHg; FC 140 bpm; abdome palpável ao
nível da cicatriz umbilical, não doloroso. Não foi auscultado BCF. Ao
toque, colo amolecido, pérvio, sangramento moderado. Nesse caso,
assinale a alternativa que apresenta a hipótese diagnóstica.
■ A) Descolamento prematuro de placenta.
■ B) Rotura do seio marginal.
■ C) Mola hidatiforme com sinais de hipertireoidismo descompensado.
■ D) Gravidez ectópica tubária rota
Analise o caso clínico a seguir. No pronto atendimento é
admitida uma paciente de 20 anos de idade, nuligesta, vida
sexual ativa, dor abdominal, intensa sudorese, sangramento
vaginal leve, PA 8/4, taquicardia, hipocorada. Ao toque: colo
amolecido, dor em anexo direito, abdômen com sinais de
irritação peritoneal. Considerando esse caso, assinale a
alternativa que apresenta a hIpótese diagnosticada.
■ A) Cisto roto de ovário D.
■ B) Abortamento.
■ C) Prenhez ectópica rota.
■ D) Apendicite.
Com relação ao tratamento clínico da
prenhez ectópica, é correto afirmar que
■ (A) quando íntegra, é possível ser feito em 75% das gestações.
■ (B) o nível máximo de beta-hCG pré-tratamento aceitável é de
10000 mUI/mL.
■ (C) não é contraindicado na presença de atividade cardíaca fetal.
■ (D) a indicação depende da cooperação da paciente para
monitorização pós-tratamento.
■ (E) não há necessidade de imunoglobulina anti-Rh nas gestantes
Rh negativo nessa situação.
ASSISTÊNCIA
PRÉ-NATAL
Uma paciente Rh negativo, Coombs indireto
positivo, com abortamento no terceiro mês
gestacional:
■ A) Receberá 50mcg de imunoglobulina anti-Rh
positivo;
■ B) Receberá 150mcg de imunoglobulina anti-Rh
positivo;
■ C) Receberá 300mcg de imunoglobulina anti-Rh
positivo;
■ D) Não receberá imunoglobulina anti-Rh positivo.
Em uma gestante de 22 anos com o
seguinte resultado de sorologia para sífilis:
VDRL 1:4 e FTAabs negativo, a hipótese
mais provável é:
■ A) Sífilis secundária;
■ B) Falso-positivo;
■ C) Falso-negativo;
■ D) Sífilis terciária.
Gestante de 25 anos, primigesta, ao realizar os exames de
pré-natal detectou-se um VDRL com títulos de 1/32. Realizou
o FTA-abs, sendo positivo. O exame clínico-ginecológico
apresentava-se normal. Frente a esse quadro o diagnóstico e
conduta indicada são:
■ A) Trata-se de sífilis primária e o tratamento é 2.400.000UI de penicilina
benzatina em dose única.
■ B) Trata-se de falso positivo e o exame deverá ser repetido em 30 dias.
■ C) Trata-se de sífilis latente e o tratamento é a aplicação de 2.400.000UI
de penicilina benzatina a cada 7 dias, no total de 3 doses.
■ D) Trata-se de sífilis terciária e o tratamento é a aplicação de
2.400.000UI de penicilina benzatina a cada 7 dias, no total de 6 doses.
Suplementação
nutricional
ácido
fólico
da preconcepção até 12 semanas de gestação.
Sulfato
Ferroso
a partir de 16-20 semanas
. Augusto Henriques Fulgêncio Brandao. Marcelo Araújo Cabral, Antônio Carlos Vieira Cabral. A Suplementação de ferro na gravidez: orientações atuais. .
Femina 2011, vol 39, n 5.
Não há evidências
suficientes para
reposição de
MICRONUTRIENTES
O excesso de
micronutrientes
pode ser
PREJUDICIAL
Talvez... - Baixo
peso, tabagistas,
usuárias de
drogas,
vegetarianas,
gestações
múltiplas..
Obstetric Evidence Based Guidelines.3rd Edition. by Vincenzo Berghella. 2016
Imunizações na gravidez
Aconselhável Permitidas Proibidas
• Dupla tipo adulto (20 s)
• Hepatite B
• Tríplice bacteriana
acelular
• Poliomielite inativada
• Influenza
• Pneumocócica 23-valente
• Meningite
• Febre amarela
• BCG
• Rubéola
• Sarampo
• Varicela
• Caxumba
• Tríplice viral
• HPV
• Tríplice bacteriana
acelular
• Rotavírus
• Poliomelite oral (Sabin ou
VOP)
Ministério da Saúde. Cadernos de Atenção básica. Atenção ao pré-natal de baixo risco.
Tétano (vacina dupla tipo adulto
– dT = antitetânica)
■ Gestante não vacinada
– 1a dose: precoce
– 2a dose: 30-60 dias após 1a dose
■ 2° dose pelo menos até 20 dias antes da DPP
– 3a dose: 60-180 dias após 2a dose
■ ◦ Gestante vacinada
– Esquema incompleto: completar como acima
– Esquema completo há ≥5 anos: dose reforço
– Esquema completo há < 5 anos: dose reforço com dTPa
■ ◦ Estatus desconhecido:
– 1 dose de dTPa e 1 dose de dT com intervalo de 60 dias
■ ◦ dTPa: recomendada à partir de 20 semanas.
■ Hepatite B ◦
– Não vacinadas: 3 doses com início após término 1° trimestre ◦
– Esquema incompleto: completar após o término do 1 trimestre
◦
– Status vacinal indefinido: solicitar anti-HBs
■ Influenza Dose única durante as campanhas anuais
■ Vacinas contra-indicadas: vírus vivo atenuado o Sarampo,
rubéola, caxumba, febre amarela
■ Febre amarela: regiões endêmicas vacinar no terceiro trimestre
Ultrassonografia
e outros
exames...
Datação e TN Morfológico
Posição FETAL Medidas
Estimativa da
quantidade de
líquido amniótico
Posição da
placenta
Batimentos
cardíacos
Morfológico –
formação dos
órgãos
Risco de
alterações
genéticas
Genitália (16s)
11-13 semanas
• Datação
• TN
18 – 22 semanas
• Morfológico 32 – 34 semanas
Exames realizados no pré-natal
■ Minstério da Saúde:
■ • Hemograma : 1° e 3° trimestre • Tipagem sanguínea •
Coombs indireto: 1°, 2° e 3° trimestre se RH negativo • EUR e
Urocultura: 1° e 3° trimestre • Glicemia de jejum: 1° trimestre •
Glicemia 2 horas após 75g de dextrosol: 24-28°semanas se GJ >
85mg/dL
■ • Rastreamento de infecções congênitas Sorologia Sífilis
(teste rápido ou VDRL): 1° e 3° trimestre Toxoplasmose IgM e
IgG : repetir IgG no 3° trimestre se IgG não reagente no 1°
trimestre Anti-HIV (teste rápido): 1° e 3° trimestre Hepatite B
(HbsAg): 1° e 3° trimestre Anemia falciforme
Exames que
são usados
em casos
específicos Cardiotocografia Doppler
Ganho de peso previsto na
gravidez
https://www.febrasgo.org.br/images/arquivos/manuais/Manuais_Novos/assistênciaprenatal.pdf
Movimentação
fetal... Entre 16 e 22 semanas
•As mulheres começam a
sentir a movimentação
•Os bebês também soluçam
A partir de 32 semanas
•A movimentação do bebê
segue mais ou menos a
mesma até o final da
gravidez
Direitos da gestante
■ Cartão da gestante e plano de parto
■ Conhecimento e vinculação à maternidade onde receberá assistência ao parto
■ Estabilidade no emprego , desde a confirmação da gravidez até 5 meses pós-parto
■ Mudar de função ou setor de acordo com necessidade de saúde com garantia de retorno após
■ Dispensa para consultas e exames
■ Presença de acompanhante durante o trabalho de parto , parto e pos-parto
■ Alojamento conjunto
■ Licença maternidade: 120 dias após o parto ou a partir do 8 mês, poderá ser prorrogada para 6
meses a critério do empregador
■ Dois descansos diários de 30 minutos para amamentação até 6 meses
■ Duas semanas de repouso em caso de abortamento.
HIPERÊMESE
GRAVÍDICA
Náuseas acompanhadas ou não de vômitos são
queixas muito comuns na gravidez,
notadamente até a 16ª à 18ª semana de
gestação. Acerca disso, assinale a alternativa
correta.
■ a) Os níveis de estrógenos não estão elevados.
■ b) O TSH é o principal hormônio envolvido na gênese desse quadro
clínico.
■ c) O HCG é o principal hormônio associado a essas queixas.
■ d) Os níveis elevados de progesterona estão correlacionados com a
severidade dos sintomas.
■ e) Cortisol está elevado nessa situação clínica.
Paciente, 24 anos de idade, tercigesta, comparece ao pronto
atendimento com atraso menstrual de 10 semanas, náuseas
e vômitos frequentes, referindo peso pré-gestacional de 65 kg
e peso atual de 64,7 kg. Nesse caso, assinale a alternativa
que apresenta a conduta a ser adotada.
■ A) Prescrição ambulatorial de antieméticos orais, com dieta líquida
por 72 horas.
■ B) Prescrição ambulatorial de antieméticos orais, orientação para
dieta seca e fracionada em intervalos de duas a três horas.
■ C) Internação para avaliação das repercussões clínicas, com
antiemético intravenoso e jejum inicial.
■ D) Internação para nutrição parenteral, com antiemético
intravenoso e jejum por pelo menos 72 horas.
■ Êmese gravídica: náuseas e vômitos leves,
autolimitados, geralmente no 1° trimestre (50-85%) ◦
Inicia na 5° semana de gestação atinge seu pico na
9° semana e tem redução gradual ◦ Intimamente
relacionado ao aumento da concentração de HCG
■ Hiperêmese: vômitos intensos que não respondem
aos antieméticos ou modificações na dieta. (0,3-1%) ◦
Desidratação, ◦ desequilibrio hidro-eletrolítico, ◦
perda de peso> 5% do peso anterior
Etiopatogenia
■ Relacionadas Gravidez: Mola hidatiforme Polidrâmnio
Gestação múltipla Pre-eclâmpsia HELLP Síndrome
Esteatose hepática aguda na gestação Função
endócrina materna ◦ Níveis altos de HCG ◦ Estrogênios ◦
Progesterona ◦ Hormônios tireoidianos ◦ Leptina
■ Não relacionadas: Doenças gastrointestinais
preexistentes ◦ H. Pylori ◦ Colecistite Doenças endócrinas
◦ Cetoacidose diabética ◦ Hipertireoidismo ◦ Insuf. Supra-
renal Abuso de substâncias químicas Medicamentos
Ingestão de toxinas
Complicações
■ Desidratação Acidose Alcalose metabólica
Hiponatremia Hipopotassemia Fraqueza
muscular alterações ECG Tetanias
Ruptura esofágicas Encefalopatia de Wernicke
(ataxia, nistagmo , demência) Hemorragia de
retina Lesão renal, vasoespasmo de artéria
cerebral Rabdomiólise Coagulopatias
CIUR / morte fetal
diagnóstico
■ Clínico
■ Diagnóstico diferencial é de exclusão
■ Exames iniciais: ◦ Ultrassonografia ◦ Sorologia
H. Pylori ◦ EAS, URC, função renal ◦ Função
hepática, pancreática ◦ Ionograma ◦ Função
tireoidiana ◦ glicemia
Tratamento e Seguimento
■ Estilo de vida e na dieta:
■ ◦ Diminuir porções e aumentar frequência ◦
Evitar odores fortes ◦ Evitar alimentos
gordurosos ◦ Preferir carboidratos secos ◦
Evitar jejum prolongado
Tratamento e Seguimento
■ Hidratação venosa:
■ ◦ Cristalóides ◦ Reposição lenta de eletrólitos
■ Evitar desmielinização osmótica/ mielinólise
pontina central
■
■ Estudos apontam melhora da tolerância à dieta
oral e vômitos 24h após correção da desidratação.
Tratamento e seguimento
■ Antieméticos: ◦ Classe B ou C Estudos
apontam que são melhores que placebo
■ ◦ 1° escolha: Antagonistas de receptores
histamínicos H1 Dimenidrinato (dramin)
Prometazina (fenergan) Antagonista
dopaminérgico Metoclopramida (plasil)
Tratamento e Seguimento
■ Opções:
■ o Derivados da piperazina:
■ Meziclina (meclin)
■ o Antagonista seletivo de receptores de serotonina
5HT3: ondansetrona (vonau)
■ o Antagonista dopaminérgico: clorpromazina
(amplictil)
Tratamento e Seguimento
■ Hospitalar:
■ Opção: droperidol + difenidramina (EV)
■ (antidopaminérgico+Antagonistas de receptores histamínicos H1)
■ Diminui tempo de internação e as readmissões hospitalares
■ Corticoides: Hidrocortisona 15-45mg/d EV
■ Metilpredinisolona 16mg 8/8h EV
■ Realizar desmame lento em 2 semanas
■ Ansiolíticos: Diazepam 5mg 8/8h
Tratamento e Seguimento
■ Gengibre: 1g/dia por 4 dias consecutivos
■ Piridoxina (Vit B6): ◦ vomitos leves, ◦ mais
estudos
■ Tiamina ( Vit B1): suplementação ◦ Cp
50mg/dia ◦ Endovenosa 1 vez por semana
■ Acunpuntura: mais estudos
■ Suporte psicológico: biofeedback
ASSISTÊNCIA AO
PARTO E
PUERPÉRIO
Uma I gesta em trabalho de parto se apresenta
no primeiro período com o feto em OEA. Nessas
condições, é correto afirmar que
■ (A) no final do segundo período, o feto deverá se
desprender por deflexão do polo cefálico.
■ (B) fisiologicamente, o feto deverá fazer uma rotação de 90º
no sentido anti-horário, para ocorrer o desprendimento.
■ (C) a melhor ausculta dos batimentos cardíacos fetais
deverá ser no lado direito da mãe.
■ (D) o feto se encontra no segundo oblíquo.
■ (E) a rotação externa levará o occipício para o púbis
Fases do trabalho de
parto
Estágios
Primeiro estágio
Contrações uterinas
Até dilatação completa.
->5 contrações = taquissistolia
Segundo estágio
Descida do feto e
nascimento
Pre-Hospital Obstetric Emergency Training: The Practical Approach
Edited By Malcolm Woollard, Kim Hinshaw, Helen Simpson and Sue
Wieteska © 2010 Blackwell Publishing Ltd. ISBN: 978-1-405-18475-5
Fases do trabalho de parto
Estágios O que acontece
Terceiro estágio
Saída da placenta
período entre o
nascimento do bebê e
dequitação da
placenta
Pre-Hospital Obstetric Emergency Training: The Practical Approach Edited By Malcolm Woollard, Kim Hinshaw, Helen Simpson and Sue Wieteska © 2010 Blackwell Publishing Ltd. ISBN: 978-1-405-
18475-5
Clampeamento do cordão
Espere de 1 a 3 minutos – ou até
o cordão parar a pulsação – para
clampar o cordão umbilical.
•A MENOS QUE O NEONATO PRECISE DE
REANIMAÇÃO.
Pre-Hospital Obstetric Emergency Training: The Practical Approach Edited By Malcolm Woollard, Kim Hinshaw, Helen Simpson and Sue Wieteska © 2010 Blackwell Publishing Ltd. ISBN: 978-1-405-
Puerpério
E agora? A beleza e o medo acabaram?
Engravidei! A gravidez deu certo! O parto deu certo!
Puerpério
■ Momento indispensável para o vínculo mãe e recém-nascido
■ Intercorrências possivelmente letais
■ Ação: Prevenção e orientação
Definição
Período que
engloba as
primeiras semanas
após o parto.
Duração: 4 a 6
semanas
Williams Obstetrics
Amamentação: Contra-
indicações
Infecção pelo vírus HIV
Tuberculose sem
tratamento
Câncer de mama em
tratamento quimioterápico
@alanis
Amamentação – uso de
medicamentos
Cuidados com o recém-nascido
A ATENÇÃO À MULHER E AO RECÉM-NASCIDO (RN) NO PÓS-PARTO IMEDIATO E NAS
PRIMEIRAS SEMANAS APÓS O PARTO É FUNDAMENTAL PARA A SAÚDE MATERNA E
NEONATAL.
Primeira semana de saúde
integral
■ Durante os primeiros dias, são
realizadas ações básicas
preconizadas nesta estratégia.
■ As ações objetivam a triagem
neonatal, a triagem auditiva, a
checagem de vacinação BCG e
de hepatite B e a avaliação do
aleitamento materno, para
orientação e apoio.
estratégia em saúde na qual são realizadas atividades na atenção à saúde de puérperas
e recém-nascidos.
Assistência Primária
Avaliar o estado
de saúde do
binômio;
Orientar e apoiar
a amamentação;
Orientar os
cuidados básicos
com o RN;
Avaliar a interação
da mãe-bebê;
Identificar
situações de risco
ou intercorrências
e conduzi-las;
Orientar o
planejamento
familiar.
Agendar consulta
de puerpério até
42 dias após o
parto.
Planejamento
familiar
■ Opções de anti-
concepção
Contracepção como profilaxia
secundária de gravidez na
adolescência
Assistência primária
■ Reclassificação Diabetes
■ Reclassificação hipertensão
Morbidade e mortalidade
puerperais
■ Infecção
■ Hemorragia
■ Depressão Puerperal
Assistência hospitalar X Assistência
ambulatorial
Infecção Puerperal
■Infecção de sítio cirúrgico
■Infecção de sítio cirúrgico com repercussão
sistêmica
■Endometrite
■Trombose séptica pélvica
De mulierium morbis, Hipócrates, 460-355 a.C.
E Dalton1; E Castillo. Post partum infections: A review for the non-OBGYN. Obstet Med September 2014 vol. 7 no. 3 98-
Hemorragia puerperal
Postpartum Hemorrhage: Prevention and Treatment. Keith Louis. Journal of Obstetrics and Gynecology, 2008
4 T
Causa específica Frequência
relativa
Tônus Atonia uterina 70%
Trauma Lacerações, hematomas, inversão e ruptura
uterina
19%
Tecido Retenção de tecido placentário, coágulos,
acretismo placentário
10%
Trombina Coagulopatias, Embolia de liquido amniótico 1%
www.carolinereisg.com

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Alterações físicas da gravidez
Alterações físicas da gravidezAlterações físicas da gravidez
Alterações físicas da gravidezmarianagusmao39
 
Assistência de enfermagem ao recém nascido prematuro
Assistência de enfermagem ao recém nascido prematuroAssistência de enfermagem ao recém nascido prematuro
Assistência de enfermagem ao recém nascido prematuroJuliana Maciel
 
Cesariana
CesarianaCesariana
Cesarianatvf
 
Assistência de enfermagem em neonatologia
Assistência de enfermagem em neonatologiaAssistência de enfermagem em neonatologia
Assistência de enfermagem em neonatologiaAmanda Corrêa
 
Aula sobre parto seguro
Aula sobre parto seguroAula sobre parto seguro
Aula sobre parto seguroProqualis
 
Alterações fisiológicas da gravidez curso de pré-natal - jean mendes
Alterações fisiológicas da gravidez   curso de pré-natal - jean mendesAlterações fisiológicas da gravidez   curso de pré-natal - jean mendes
Alterações fisiológicas da gravidez curso de pré-natal - jean mendesdrjeanmendes
 
Gravidez Primeiro Trimestre-Relato de Caso
Gravidez Primeiro Trimestre-Relato de CasoGravidez Primeiro Trimestre-Relato de Caso
Gravidez Primeiro Trimestre-Relato de CasoKarina Pereira
 
Aula 2 - Ginecologia - Infertilidade, saúde sexual e reprodutiva, planejament...
Aula 2 - Ginecologia - Infertilidade, saúde sexual e reprodutiva, planejament...Aula 2 - Ginecologia - Infertilidade, saúde sexual e reprodutiva, planejament...
Aula 2 - Ginecologia - Infertilidade, saúde sexual e reprodutiva, planejament...Caroline Reis Gonçalves
 
Programa nacional de atenção integral à saúde da Mulher
Programa nacional de atenção integral à saúde da MulherPrograma nacional de atenção integral à saúde da Mulher
Programa nacional de atenção integral à saúde da MulherFernanda Marinho
 
Pré parto
Pré parto Pré parto
Pré parto tvf
 
Descolamento Prematuro da Placenta e Placenta Prévia - Saúde da Mulher
Descolamento Prematuro da Placenta e Placenta Prévia - Saúde da MulherDescolamento Prematuro da Placenta e Placenta Prévia - Saúde da Mulher
Descolamento Prematuro da Placenta e Placenta Prévia - Saúde da MulherEnfº Ícaro Araújo
 

Mais procurados (20)

Pré natal
Pré natalPré natal
Pré natal
 
Alterações físicas da gravidez
Alterações físicas da gravidezAlterações físicas da gravidez
Alterações físicas da gravidez
 
Saude da mulher
Saude da mulherSaude da mulher
Saude da mulher
 
Planejamento familiar
Planejamento familiarPlanejamento familiar
Planejamento familiar
 
A Importância do Pré-Natal
A Importância do Pré-NatalA Importância do Pré-Natal
A Importância do Pré-Natal
 
Complicações na gestação
Complicações na gestaçãoComplicações na gestação
Complicações na gestação
 
Apostila puerperio
Apostila puerperioApostila puerperio
Apostila puerperio
 
Parto Normal
Parto NormalParto Normal
Parto Normal
 
Assistência de enfermagem ao recém nascido prematuro
Assistência de enfermagem ao recém nascido prematuroAssistência de enfermagem ao recém nascido prematuro
Assistência de enfermagem ao recém nascido prematuro
 
Cesariana
CesarianaCesariana
Cesariana
 
Assistência de enfermagem em neonatologia
Assistência de enfermagem em neonatologiaAssistência de enfermagem em neonatologia
Assistência de enfermagem em neonatologia
 
Aula sobre parto seguro
Aula sobre parto seguroAula sobre parto seguro
Aula sobre parto seguro
 
Alterações fisiológicas da gravidez curso de pré-natal - jean mendes
Alterações fisiológicas da gravidez   curso de pré-natal - jean mendesAlterações fisiológicas da gravidez   curso de pré-natal - jean mendes
Alterações fisiológicas da gravidez curso de pré-natal - jean mendes
 
Gravidez Primeiro Trimestre-Relato de Caso
Gravidez Primeiro Trimestre-Relato de CasoGravidez Primeiro Trimestre-Relato de Caso
Gravidez Primeiro Trimestre-Relato de Caso
 
Aula 2 - Ginecologia - Infertilidade, saúde sexual e reprodutiva, planejament...
Aula 2 - Ginecologia - Infertilidade, saúde sexual e reprodutiva, planejament...Aula 2 - Ginecologia - Infertilidade, saúde sexual e reprodutiva, planejament...
Aula 2 - Ginecologia - Infertilidade, saúde sexual e reprodutiva, planejament...
 
Planejamento Reprodutivo: o que há de novo e além do planejamento familiar?
Planejamento Reprodutivo: o que há de novo e além do planejamento familiar?Planejamento Reprodutivo: o que há de novo e além do planejamento familiar?
Planejamento Reprodutivo: o que há de novo e além do planejamento familiar?
 
Exames de Rotina do Pré-Natal
Exames de Rotina do Pré-NatalExames de Rotina do Pré-Natal
Exames de Rotina do Pré-Natal
 
Programa nacional de atenção integral à saúde da Mulher
Programa nacional de atenção integral à saúde da MulherPrograma nacional de atenção integral à saúde da Mulher
Programa nacional de atenção integral à saúde da Mulher
 
Pré parto
Pré parto Pré parto
Pré parto
 
Descolamento Prematuro da Placenta e Placenta Prévia - Saúde da Mulher
Descolamento Prematuro da Placenta e Placenta Prévia - Saúde da MulherDescolamento Prematuro da Placenta e Placenta Prévia - Saúde da Mulher
Descolamento Prematuro da Placenta e Placenta Prévia - Saúde da Mulher
 

Semelhante a Aula 4 - OBSTETRÍCIA - Alterações fisiológicas da gravidez, gravidez ectópica, assistência pré-natal, hiperêmese gravídica. assistência ao parto e puerpério

Pre natal de baixo risco parte 1 Uesc Medicina
Pre natal de baixo risco parte 1  Uesc MedicinaPre natal de baixo risco parte 1  Uesc Medicina
Pre natal de baixo risco parte 1 Uesc MedicinaAuro Gonçalves
 
Suseme emergência 2014
Suseme   emergência 2014Suseme   emergência 2014
Suseme emergência 2014Julianna Lutz
 
Casos clínicos e questões
Casos clínicos e questõesCasos clínicos e questões
Casos clínicos e questõesJosiana E Rafael
 
Intercorrências clínicas e obstétricas mais frequentes
Intercorrências clínicas e obstétricas mais frequentesIntercorrências clínicas e obstétricas mais frequentes
Intercorrências clínicas e obstétricas mais frequentesJuan Figueiredo
 
DOENÇA HIPERTENSIVA NA GRAVIDEZ e suas complicacoes.ppt
DOENÇA HIPERTENSIVA NA GRAVIDEZ e suas complicacoes.pptDOENÇA HIPERTENSIVA NA GRAVIDEZ e suas complicacoes.ppt
DOENÇA HIPERTENSIVA NA GRAVIDEZ e suas complicacoes.pptOsvaldoLookho1
 
Anóxia neonatal.pdf
Anóxia neonatal.pdfAnóxia neonatal.pdf
Anóxia neonatal.pdfclaudia42399
 
Apresentação de Caso Clínico Professor Robson
Apresentação de Caso Clínico Professor RobsonApresentação de Caso Clínico Professor Robson
Apresentação de Caso Clínico Professor RobsonProfessor Robson
 
Hemorragia genital de_causa_obstetrica_e_ginecologica[1]
Hemorragia genital de_causa_obstetrica_e_ginecologica[1]Hemorragia genital de_causa_obstetrica_e_ginecologica[1]
Hemorragia genital de_causa_obstetrica_e_ginecologica[1]EDSON ALAN QUEIROZ
 
Endocrinologia do ciclo gravídico puerperal zulivam para apresentar
Endocrinologia do ciclo gravídico puerperal zulivam para apresentarEndocrinologia do ciclo gravídico puerperal zulivam para apresentar
Endocrinologia do ciclo gravídico puerperal zulivam para apresentarZulivam Yaluzan
 
A paciente obstétrica na uti
A paciente obstétrica na utiA paciente obstétrica na uti
A paciente obstétrica na utiYuri Assis
 
Segredo profissional do médico
Segredo profissional do médicoSegredo profissional do médico
Segredo profissional do médicoCleiton Terra
 
Síndrome hemorrágicas 2
Síndrome hemorrágicas 2Síndrome hemorrágicas 2
Síndrome hemorrágicas 2tvf
 

Semelhante a Aula 4 - OBSTETRÍCIA - Alterações fisiológicas da gravidez, gravidez ectópica, assistência pré-natal, hiperêmese gravídica. assistência ao parto e puerpério (20)

Pre natal de baixo risco parte 1 Uesc Medicina
Pre natal de baixo risco parte 1  Uesc MedicinaPre natal de baixo risco parte 1  Uesc Medicina
Pre natal de baixo risco parte 1 Uesc Medicina
 
Patologia obstetricia 2016
Patologia obstetricia  2016Patologia obstetricia  2016
Patologia obstetricia 2016
 
Suseme emergência 2014
Suseme   emergência 2014Suseme   emergência 2014
Suseme emergência 2014
 
Casos clínicos e questões
Casos clínicos e questõesCasos clínicos e questões
Casos clínicos e questões
 
Patologia obstetricia 2014
Patologia obstetricia  2014Patologia obstetricia  2014
Patologia obstetricia 2014
 
Intercorrências clínicas e obstétricas mais frequentes
Intercorrências clínicas e obstétricas mais frequentesIntercorrências clínicas e obstétricas mais frequentes
Intercorrências clínicas e obstétricas mais frequentes
 
DOENÇA HIPERTENSIVA NA GRAVIDEZ e suas complicacoes.ppt
DOENÇA HIPERTENSIVA NA GRAVIDEZ e suas complicacoes.pptDOENÇA HIPERTENSIVA NA GRAVIDEZ e suas complicacoes.ppt
DOENÇA HIPERTENSIVA NA GRAVIDEZ e suas complicacoes.ppt
 
Condutas no pré natal 5
Condutas no pré natal 5Condutas no pré natal 5
Condutas no pré natal 5
 
Anóxia neonatal.pdf
Anóxia neonatal.pdfAnóxia neonatal.pdf
Anóxia neonatal.pdf
 
Dengue gravidez
Dengue   gravidezDengue   gravidez
Dengue gravidez
 
Apresentação de Caso Clínico Professor Robson
Apresentação de Caso Clínico Professor RobsonApresentação de Caso Clínico Professor Robson
Apresentação de Caso Clínico Professor Robson
 
Nauseas e vomitos
Nauseas e vomitosNauseas e vomitos
Nauseas e vomitos
 
DDP
DDP DDP
DDP
 
Enfermagem em nefrologia 1
Enfermagem em nefrologia 1Enfermagem em nefrologia 1
Enfermagem em nefrologia 1
 
Hemorragia genital de_causa_obstetrica_e_ginecologica[1]
Hemorragia genital de_causa_obstetrica_e_ginecologica[1]Hemorragia genital de_causa_obstetrica_e_ginecologica[1]
Hemorragia genital de_causa_obstetrica_e_ginecologica[1]
 
Endocrinologia do ciclo gravídico puerperal zulivam para apresentar
Endocrinologia do ciclo gravídico puerperal zulivam para apresentarEndocrinologia do ciclo gravídico puerperal zulivam para apresentar
Endocrinologia do ciclo gravídico puerperal zulivam para apresentar
 
A paciente obstétrica na uti
A paciente obstétrica na utiA paciente obstétrica na uti
A paciente obstétrica na uti
 
Segredo profissional do médico
Segredo profissional do médicoSegredo profissional do médico
Segredo profissional do médico
 
Aspectos atuais no tratamento da infertilidade na SOP-março 2013
Aspectos atuais no tratamento da infertilidade na SOP-março 2013Aspectos atuais no tratamento da infertilidade na SOP-março 2013
Aspectos atuais no tratamento da infertilidade na SOP-março 2013
 
Síndrome hemorrágicas 2
Síndrome hemorrágicas 2Síndrome hemorrágicas 2
Síndrome hemorrágicas 2
 

Mais de Caroline Reis Gonçalves

Aula 1 - GINECOLOGIA - Anatomia do trato genital feminino, fisiologia do cicl...
Aula 1 - GINECOLOGIA - Anatomia do trato genital feminino, fisiologia do cicl...Aula 1 - GINECOLOGIA - Anatomia do trato genital feminino, fisiologia do cicl...
Aula 1 - GINECOLOGIA - Anatomia do trato genital feminino, fisiologia do cicl...Caroline Reis Gonçalves
 
Aula 3 - GINECOLOGIA - doenças sexualmente transmissíveis, infecções genitour...
Aula 3 - GINECOLOGIA - doenças sexualmente transmissíveis, infecções genitour...Aula 3 - GINECOLOGIA - doenças sexualmente transmissíveis, infecções genitour...
Aula 3 - GINECOLOGIA - doenças sexualmente transmissíveis, infecções genitour...Caroline Reis Gonçalves
 
Planejamento Familiar - Uma reflexão sobre os métodos
Planejamento Familiar - Uma reflexão sobre os métodosPlanejamento Familiar - Uma reflexão sobre os métodos
Planejamento Familiar - Uma reflexão sobre os métodosCaroline Reis Gonçalves
 
Analgesia em Obstetrícia - Métodos farmacológicos e não farmacológicos
Analgesia em Obstetrícia - Métodos farmacológicos e não farmacológicosAnalgesia em Obstetrícia - Métodos farmacológicos e não farmacológicos
Analgesia em Obstetrícia - Métodos farmacológicos e não farmacológicosCaroline Reis Gonçalves
 
Parto vaginal assistido - Fórceps e Vácuo
Parto vaginal assistido - Fórceps e VácuoParto vaginal assistido - Fórceps e Vácuo
Parto vaginal assistido - Fórceps e VácuoCaroline Reis Gonçalves
 
Câncer de Colo Uterino - do HPV às vacinas de tratamento
Câncer de Colo Uterino - do HPV às vacinas de tratamentoCâncer de Colo Uterino - do HPV às vacinas de tratamento
Câncer de Colo Uterino - do HPV às vacinas de tratamentoCaroline Reis Gonçalves
 
Primeiro atendimento em urgências obstétricas
Primeiro atendimento em urgências obstétricasPrimeiro atendimento em urgências obstétricas
Primeiro atendimento em urgências obstétricasCaroline Reis Gonçalves
 
Atendimento pré hospitalar de urgências obstétricas - Treinamento SAMU BH e D...
Atendimento pré hospitalar de urgências obstétricas - Treinamento SAMU BH e D...Atendimento pré hospitalar de urgências obstétricas - Treinamento SAMU BH e D...
Atendimento pré hospitalar de urgências obstétricas - Treinamento SAMU BH e D...Caroline Reis Gonçalves
 
Terceiro consenso internacional de definições sobre sepse e choque séptico - ...
Terceiro consenso internacional de definições sobre sepse e choque séptico - ...Terceiro consenso internacional de definições sobre sepse e choque séptico - ...
Terceiro consenso internacional de definições sobre sepse e choque séptico - ...Caroline Reis Gonçalves
 
Fisiopatologia do Câncer de Ovários - Apresentação de artigo - New insights i...
Fisiopatologia do Câncer de Ovários - Apresentação de artigo - New insights i...Fisiopatologia do Câncer de Ovários - Apresentação de artigo - New insights i...
Fisiopatologia do Câncer de Ovários - Apresentação de artigo - New insights i...Caroline Reis Gonçalves
 
Adenomiose / Adenomyosis: A Clinical Review of a Challenging Gynecologic Cond...
Adenomiose / Adenomyosis:A Clinical Review of a Challenging Gynecologic Cond...Adenomiose / Adenomyosis:A Clinical Review of a Challenging Gynecologic Cond...
Adenomiose / Adenomyosis: A Clinical Review of a Challenging Gynecologic Cond...Caroline Reis Gonçalves
 

Mais de Caroline Reis Gonçalves (20)

Aula 1 - GINECOLOGIA - Anatomia do trato genital feminino, fisiologia do cicl...
Aula 1 - GINECOLOGIA - Anatomia do trato genital feminino, fisiologia do cicl...Aula 1 - GINECOLOGIA - Anatomia do trato genital feminino, fisiologia do cicl...
Aula 1 - GINECOLOGIA - Anatomia do trato genital feminino, fisiologia do cicl...
 
Aula 3 - GINECOLOGIA - doenças sexualmente transmissíveis, infecções genitour...
Aula 3 - GINECOLOGIA - doenças sexualmente transmissíveis, infecções genitour...Aula 3 - GINECOLOGIA - doenças sexualmente transmissíveis, infecções genitour...
Aula 3 - GINECOLOGIA - doenças sexualmente transmissíveis, infecções genitour...
 
Pré natal 2018 - Para Gestantes -
Pré natal 2018 - Para Gestantes - Pré natal 2018 - Para Gestantes -
Pré natal 2018 - Para Gestantes -
 
Planejamento Familiar - Uma reflexão sobre os métodos
Planejamento Familiar - Uma reflexão sobre os métodosPlanejamento Familiar - Uma reflexão sobre os métodos
Planejamento Familiar - Uma reflexão sobre os métodos
 
Investindo no Planejamento Familiar
Investindo no Planejamento FamiliarInvestindo no Planejamento Familiar
Investindo no Planejamento Familiar
 
Sexualidade - um panorama
Sexualidade - um panoramaSexualidade - um panorama
Sexualidade - um panorama
 
Analgesia em Obstetrícia - Métodos farmacológicos e não farmacológicos
Analgesia em Obstetrícia - Métodos farmacológicos e não farmacológicosAnalgesia em Obstetrícia - Métodos farmacológicos e não farmacológicos
Analgesia em Obstetrícia - Métodos farmacológicos e não farmacológicos
 
Parto vaginal assistido - Fórceps e Vácuo
Parto vaginal assistido - Fórceps e VácuoParto vaginal assistido - Fórceps e Vácuo
Parto vaginal assistido - Fórceps e Vácuo
 
Apresentações Anômalas
Apresentações AnômalasApresentações Anômalas
Apresentações Anômalas
 
Câncer de Colo Uterino - do HPV às vacinas de tratamento
Câncer de Colo Uterino - do HPV às vacinas de tratamentoCâncer de Colo Uterino - do HPV às vacinas de tratamento
Câncer de Colo Uterino - do HPV às vacinas de tratamento
 
Sangramento no final da gestação
Sangramento no final da gestaçãoSangramento no final da gestação
Sangramento no final da gestação
 
Cesariana e Parto vaginal
Cesariana e Parto vaginalCesariana e Parto vaginal
Cesariana e Parto vaginal
 
Primeiro atendimento em urgências obstétricas
Primeiro atendimento em urgências obstétricasPrimeiro atendimento em urgências obstétricas
Primeiro atendimento em urgências obstétricas
 
Atendimento pré hospitalar de urgências obstétricas - Treinamento SAMU BH e D...
Atendimento pré hospitalar de urgências obstétricas - Treinamento SAMU BH e D...Atendimento pré hospitalar de urgências obstétricas - Treinamento SAMU BH e D...
Atendimento pré hospitalar de urgências obstétricas - Treinamento SAMU BH e D...
 
Terceiro consenso internacional de definições sobre sepse e choque séptico - ...
Terceiro consenso internacional de definições sobre sepse e choque séptico - ...Terceiro consenso internacional de definições sobre sepse e choque séptico - ...
Terceiro consenso internacional de definições sobre sepse e choque séptico - ...
 
Mapa Astral Obstétrico
Mapa Astral ObstétricoMapa Astral Obstétrico
Mapa Astral Obstétrico
 
Fisiopatologia do Câncer de Ovários - Apresentação de artigo - New insights i...
Fisiopatologia do Câncer de Ovários - Apresentação de artigo - New insights i...Fisiopatologia do Câncer de Ovários - Apresentação de artigo - New insights i...
Fisiopatologia do Câncer de Ovários - Apresentação de artigo - New insights i...
 
Adenomiose / Adenomyosis: A Clinical Review of a Challenging Gynecologic Cond...
Adenomiose / Adenomyosis:A Clinical Review of a Challenging Gynecologic Cond...Adenomiose / Adenomyosis:A Clinical Review of a Challenging Gynecologic Cond...
Adenomiose / Adenomyosis: A Clinical Review of a Challenging Gynecologic Cond...
 
Videolaparoscopia na endometriose
Videolaparoscopia na endometrioseVideolaparoscopia na endometriose
Videolaparoscopia na endometriose
 
Investigação de massas anexiais
Investigação de massas anexiaisInvestigação de massas anexiais
Investigação de massas anexiais
 

Aula 4 - OBSTETRÍCIA - Alterações fisiológicas da gravidez, gravidez ectópica, assistência pré-natal, hiperêmese gravídica. assistência ao parto e puerpério

  • 2. AULA 4 ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS DA GRAVIDEZ, GRAVIDEZ ECTÓPICA, ASSISTÊNCIA PRÉ-NATAL, HIPERÊMESE GRAVÍDICA. ASSISTÊNCIA AO PARTO E PUERPÉRIO,
  • 3. Analise o caso clínico a seguir. Paciente, 16 anos de idade, primigesta, iniciou pré-natal tardiamente. Encontra-se com 27 semanas de gestação e o último hemograma apresentou hemoglobina de 11 g/dL, em exame de rotina pré-natal. Nesse contexto, assinale a alternativa que apresenta a melhor conduta a ser adotada. ■ A) Realizar coleta seriada de hemograma e encaminhar para acompanhamento no ambulatório de alto risco. ■ B) Introduzir ferro elementar 120 a 240 mg/dia e ácido fólico 5 mg/dia e encaminhar para acompanhamento no ambulatório de alto risco. ■ C) Introduzir ferro elementar 40 mg/dia e manter orientação dietética considerando o estilo de vida da paciente. ■ D) Solicitar exame parasitológico de fezes e ferritina sérica e retorno precoce para iniciar terapêutica.
  • 6. ■ Estrogênio e Progesterona ■ Trofoblastos causam alterações: – Locais e sistêmicas – Produzem hormônios mimetizam a função de glândulas do organismo materno. ■ Placentação ocorre em 2 ondas – 1° onda: 10-12 semanas (decídua) – 2° onda: 12-16 semanas (miometrio)
  • 7. Sistema genital ■ Colo do útero: > vascularização, edema, hipertrofia e hiperplasia glandular, aumento da secreção ■ Vagina: > vascularização, hiperemia, aumento de espessura da mucosa e frouxidão do tecido conjuntivo, tumefação ◦ Aumento da secreção, mais espessa, ph mais ácido
  • 8. Mamas ■ aumento de volume ■ Hipertrofia das glandulas sebaceas: tuberculos de Montgomery ■ Hipervascularização do tecido glandular visivel: rede de Haller ■ Hiperpigmentação da areola e mamilo
  • 9. Metabolismo Metabolismo lipídico: Colesterol total : aumento até 50% Triglicérides podem triplicar Armazenamento aumenta no 2°trimestre de gestação Centrípeta Metabolismo protéico: Aumento da albumina total e Redução da concentração plasmática Metabolismo carboidratos: 1° metade da gestação (anabólica): hiperinsulinemia 2° metade da gestação (catabólica): Hormônio lactogênio placentário , promove lipólise e gliconeogênese. “ESTADO DIABETOGÊNICO”: hiperinsulinemia com aumento da sua resistência periférica.
  • 10. Sistema digestivo ■ Transito gástrico e intestinal lento (mecânico + hormonais) ■ Diminuição da pressão do esfíncter esofágico inferior (pirose, refluxo) ■ Comprometimento da contração da vesícula biliar ( aumentar prevalência de cálculos) ■ Sialorréia e sangramento gengival
  • 11. Sistema urinário ■ Rins estão aumentados ■ Taxa de filtração glomerular e o fluxo plasmático renal aumentados em até 50% ■ Hidronefrose e hidroureter (mecânica + progesterona causa hipotonia muscular) ◦ Infecções urinárias ■ Micções frequentes (achatamento vesical)
  • 12. Sistema Respiratório ■ Elevação do diafragma em 4 cm ■ Aumento da circunferência torácica em 6cm ■ Não evita a redução do volume residual de ar nos pulmões ■ Consumo de oxigênio aumentado e aumento da ventilação/minuto = alcalose respiratória compensada pela excreção de bicarbonato pelos rins ■ Vias aéreas superiores: congestão e acúmulo de secreções
  • 13. Sistema Cardiovascular ■ Progesterona ação vasodilatadora ■ Shunts atrioventriculares na placenta ■ Prostaglandinas , prostaciclinas e tromboxano ■ Pressão arterial e a resistência vascular tendem a diminuir ■ Aumento do volume sanguineo >> aumento da frequencia cardiaca 10-15bpm ■ Débito cardíaco começa a elevar na 10° semana de gestação e atinge platô na 20° semana Dispnéia, taquicardia e diminuição da tolerância aos esforços ■ Hiperfonese de 1° e 3° bulhas em 80% gestantes, extrassistoles, taquicardia paroxistica supraventricular, sopros sistolicos ■ Coração deslocado para cima e para esquerda com ápice desviado lateralmente (imagem de aumento cardíaco)
  • 14. Sistema Cardiovascular ■ Aumento da pressão venosa – Retorno dificultado ■ Compressão uterina ■ Postural – Edema, varizes, hemorróidas
  • 15. Sistema sanguíneo ■ Aumento de 20-40% da massa de eritrócitos ◦ Hematócrito diminuído devido relação eritrócito/volume plasmático ■ Anemia “fisiológica”: reserva de ferro normais ◦ 30% feto ◦ 20% excretado ■ Aumento leucocitário sem desvio (16-25mil) ■ Fatores de coagulação (I, VII, VIII, IX e X) ■ Fibrinogênio aumenta 50%, diminuição da fibrinólise e um estado de hipercoagulabilidade. ■ Plaquetas podem sofrer leve queda ao final da gestação (consumo na face placentaria)
  • 16. Sistema endócrino ■ Tireóide aumentada e palpável ■ Beta- HCG estimula tireóide ■ Estrogênio aumenta proteína carreadora de tiroxina ■ Níveis T3 e T4 livres normais ■ TSH não sofre alterações : importante marcador de avaliação ■ Paratireóide: diminuição do paratormônio
  • 17. Sistema endócrino ■ Hipófise: dobra de volume até final da gestação ◦ Aumento da prolactina ■ ■ Adrenais: aumento cortisol, diminuição andógenos ■ ■ Progesterona: ◦ Corpo lúteo até 12 semanas ◦ Placenta a partir de 12 semanas
  • 18. Pele e anexos ■ Estrogênio : angiogênese ◦ Eritema palmar ◦ Aumento secreção sebácea e sudorese ◦ Hipertricose ◦ Nevo aracnoide ◦ Cabelo : fase anágena ■ Progesterona: hiperpigmentação ◦ Areolar, linha nigrans, vulva ◦ Hormônio melanotrófico da hipófise
  • 19. Sistema esquelético ■ Articulações: aumento do líquido ■ Aumento da elasticidade das articulações da bacia óssea ■ Acentuação da lordose ◦ Deslocamento do centor de gravidade para frente ◦ Projeta corpo para trás ■ Marcha anserina: passos curtos oscilantes
  • 20. Órgãos sensoriais ■ Tato: diminuido ◦ Parestesias e cãimbras ■ Audição: diminuição da acuidade e zumbidos ■ Olfato: hiposmia, congestão nasal ■ Visão: diminuição da acuidade (edema retina , edema cristalino, diminuição de acomodação do cristalino)
  • 21. Sistema nervoso ■ Alterações de memória e concentração ■ Enxaquecas ■ Sonolência ■ Labilidade emocional
  • 23. Considere o caso clínico a seguir. Paciente nulípara com queixas de palpitação e cefaleia progressiva, início há dois dias, apresenta hemorragia genital de forte intensidade, indolor. Relata atraso menstrual há quatro meses; realizou beta HCG positivo. Nega uso de métodos anticoncepcionais. Ao exame: muito ansiosa, descorada, tremor de extremidades; PA 150/100 mmHg; FC 140 bpm; abdome palpável ao nível da cicatriz umbilical, não doloroso. Não foi auscultado BCF. Ao toque, colo amolecido, pérvio, sangramento moderado. Nesse caso, assinale a alternativa que apresenta a hipótese diagnóstica. ■ A) Descolamento prematuro de placenta. ■ B) Rotura do seio marginal. ■ C) Mola hidatiforme com sinais de hipertireoidismo descompensado. ■ D) Gravidez ectópica tubária rota
  • 24. Analise o caso clínico a seguir. No pronto atendimento é admitida uma paciente de 20 anos de idade, nuligesta, vida sexual ativa, dor abdominal, intensa sudorese, sangramento vaginal leve, PA 8/4, taquicardia, hipocorada. Ao toque: colo amolecido, dor em anexo direito, abdômen com sinais de irritação peritoneal. Considerando esse caso, assinale a alternativa que apresenta a hIpótese diagnosticada. ■ A) Cisto roto de ovário D. ■ B) Abortamento. ■ C) Prenhez ectópica rota. ■ D) Apendicite.
  • 25. Com relação ao tratamento clínico da prenhez ectópica, é correto afirmar que ■ (A) quando íntegra, é possível ser feito em 75% das gestações. ■ (B) o nível máximo de beta-hCG pré-tratamento aceitável é de 10000 mUI/mL. ■ (C) não é contraindicado na presença de atividade cardíaca fetal. ■ (D) a indicação depende da cooperação da paciente para monitorização pós-tratamento. ■ (E) não há necessidade de imunoglobulina anti-Rh nas gestantes Rh negativo nessa situação.
  • 27. Uma paciente Rh negativo, Coombs indireto positivo, com abortamento no terceiro mês gestacional: ■ A) Receberá 50mcg de imunoglobulina anti-Rh positivo; ■ B) Receberá 150mcg de imunoglobulina anti-Rh positivo; ■ C) Receberá 300mcg de imunoglobulina anti-Rh positivo; ■ D) Não receberá imunoglobulina anti-Rh positivo.
  • 28. Em uma gestante de 22 anos com o seguinte resultado de sorologia para sífilis: VDRL 1:4 e FTAabs negativo, a hipótese mais provável é: ■ A) Sífilis secundária; ■ B) Falso-positivo; ■ C) Falso-negativo; ■ D) Sífilis terciária.
  • 29. Gestante de 25 anos, primigesta, ao realizar os exames de pré-natal detectou-se um VDRL com títulos de 1/32. Realizou o FTA-abs, sendo positivo. O exame clínico-ginecológico apresentava-se normal. Frente a esse quadro o diagnóstico e conduta indicada são: ■ A) Trata-se de sífilis primária e o tratamento é 2.400.000UI de penicilina benzatina em dose única. ■ B) Trata-se de falso positivo e o exame deverá ser repetido em 30 dias. ■ C) Trata-se de sífilis latente e o tratamento é a aplicação de 2.400.000UI de penicilina benzatina a cada 7 dias, no total de 3 doses. ■ D) Trata-se de sífilis terciária e o tratamento é a aplicação de 2.400.000UI de penicilina benzatina a cada 7 dias, no total de 6 doses.
  • 30. Suplementação nutricional ácido fólico da preconcepção até 12 semanas de gestação. Sulfato Ferroso a partir de 16-20 semanas . Augusto Henriques Fulgêncio Brandao. Marcelo Araújo Cabral, Antônio Carlos Vieira Cabral. A Suplementação de ferro na gravidez: orientações atuais. . Femina 2011, vol 39, n 5.
  • 31. Não há evidências suficientes para reposição de MICRONUTRIENTES O excesso de micronutrientes pode ser PREJUDICIAL Talvez... - Baixo peso, tabagistas, usuárias de drogas, vegetarianas, gestações múltiplas.. Obstetric Evidence Based Guidelines.3rd Edition. by Vincenzo Berghella. 2016
  • 32. Imunizações na gravidez Aconselhável Permitidas Proibidas • Dupla tipo adulto (20 s) • Hepatite B • Tríplice bacteriana acelular • Poliomielite inativada • Influenza • Pneumocócica 23-valente • Meningite • Febre amarela • BCG • Rubéola • Sarampo • Varicela • Caxumba • Tríplice viral • HPV • Tríplice bacteriana acelular • Rotavírus • Poliomelite oral (Sabin ou VOP) Ministério da Saúde. Cadernos de Atenção básica. Atenção ao pré-natal de baixo risco.
  • 33. Tétano (vacina dupla tipo adulto – dT = antitetânica) ■ Gestante não vacinada – 1a dose: precoce – 2a dose: 30-60 dias após 1a dose ■ 2° dose pelo menos até 20 dias antes da DPP – 3a dose: 60-180 dias após 2a dose ■ ◦ Gestante vacinada – Esquema incompleto: completar como acima – Esquema completo há ≥5 anos: dose reforço – Esquema completo há < 5 anos: dose reforço com dTPa ■ ◦ Estatus desconhecido: – 1 dose de dTPa e 1 dose de dT com intervalo de 60 dias ■ ◦ dTPa: recomendada à partir de 20 semanas.
  • 34. ■ Hepatite B ◦ – Não vacinadas: 3 doses com início após término 1° trimestre ◦ – Esquema incompleto: completar após o término do 1 trimestre ◦ – Status vacinal indefinido: solicitar anti-HBs ■ Influenza Dose única durante as campanhas anuais ■ Vacinas contra-indicadas: vírus vivo atenuado o Sarampo, rubéola, caxumba, febre amarela ■ Febre amarela: regiões endêmicas vacinar no terceiro trimestre
  • 36. Datação e TN Morfológico
  • 37. Posição FETAL Medidas Estimativa da quantidade de líquido amniótico Posição da placenta Batimentos cardíacos Morfológico – formação dos órgãos Risco de alterações genéticas Genitália (16s)
  • 38. 11-13 semanas • Datação • TN 18 – 22 semanas • Morfológico 32 – 34 semanas
  • 39. Exames realizados no pré-natal ■ Minstério da Saúde: ■ • Hemograma : 1° e 3° trimestre • Tipagem sanguínea • Coombs indireto: 1°, 2° e 3° trimestre se RH negativo • EUR e Urocultura: 1° e 3° trimestre • Glicemia de jejum: 1° trimestre • Glicemia 2 horas após 75g de dextrosol: 24-28°semanas se GJ > 85mg/dL ■ • Rastreamento de infecções congênitas Sorologia Sífilis (teste rápido ou VDRL): 1° e 3° trimestre Toxoplasmose IgM e IgG : repetir IgG no 3° trimestre se IgG não reagente no 1° trimestre Anti-HIV (teste rápido): 1° e 3° trimestre Hepatite B (HbsAg): 1° e 3° trimestre Anemia falciforme
  • 40. Exames que são usados em casos específicos Cardiotocografia Doppler
  • 41. Ganho de peso previsto na gravidez https://www.febrasgo.org.br/images/arquivos/manuais/Manuais_Novos/assistênciaprenatal.pdf
  • 42. Movimentação fetal... Entre 16 e 22 semanas •As mulheres começam a sentir a movimentação •Os bebês também soluçam A partir de 32 semanas •A movimentação do bebê segue mais ou menos a mesma até o final da gravidez
  • 43. Direitos da gestante ■ Cartão da gestante e plano de parto ■ Conhecimento e vinculação à maternidade onde receberá assistência ao parto ■ Estabilidade no emprego , desde a confirmação da gravidez até 5 meses pós-parto ■ Mudar de função ou setor de acordo com necessidade de saúde com garantia de retorno após ■ Dispensa para consultas e exames ■ Presença de acompanhante durante o trabalho de parto , parto e pos-parto ■ Alojamento conjunto ■ Licença maternidade: 120 dias após o parto ou a partir do 8 mês, poderá ser prorrogada para 6 meses a critério do empregador ■ Dois descansos diários de 30 minutos para amamentação até 6 meses ■ Duas semanas de repouso em caso de abortamento.
  • 45. Náuseas acompanhadas ou não de vômitos são queixas muito comuns na gravidez, notadamente até a 16ª à 18ª semana de gestação. Acerca disso, assinale a alternativa correta. ■ a) Os níveis de estrógenos não estão elevados. ■ b) O TSH é o principal hormônio envolvido na gênese desse quadro clínico. ■ c) O HCG é o principal hormônio associado a essas queixas. ■ d) Os níveis elevados de progesterona estão correlacionados com a severidade dos sintomas. ■ e) Cortisol está elevado nessa situação clínica.
  • 46. Paciente, 24 anos de idade, tercigesta, comparece ao pronto atendimento com atraso menstrual de 10 semanas, náuseas e vômitos frequentes, referindo peso pré-gestacional de 65 kg e peso atual de 64,7 kg. Nesse caso, assinale a alternativa que apresenta a conduta a ser adotada. ■ A) Prescrição ambulatorial de antieméticos orais, com dieta líquida por 72 horas. ■ B) Prescrição ambulatorial de antieméticos orais, orientação para dieta seca e fracionada em intervalos de duas a três horas. ■ C) Internação para avaliação das repercussões clínicas, com antiemético intravenoso e jejum inicial. ■ D) Internação para nutrição parenteral, com antiemético intravenoso e jejum por pelo menos 72 horas.
  • 47. ■ Êmese gravídica: náuseas e vômitos leves, autolimitados, geralmente no 1° trimestre (50-85%) ◦ Inicia na 5° semana de gestação atinge seu pico na 9° semana e tem redução gradual ◦ Intimamente relacionado ao aumento da concentração de HCG ■ Hiperêmese: vômitos intensos que não respondem aos antieméticos ou modificações na dieta. (0,3-1%) ◦ Desidratação, ◦ desequilibrio hidro-eletrolítico, ◦ perda de peso> 5% do peso anterior
  • 48. Etiopatogenia ■ Relacionadas Gravidez: Mola hidatiforme Polidrâmnio Gestação múltipla Pre-eclâmpsia HELLP Síndrome Esteatose hepática aguda na gestação Função endócrina materna ◦ Níveis altos de HCG ◦ Estrogênios ◦ Progesterona ◦ Hormônios tireoidianos ◦ Leptina ■ Não relacionadas: Doenças gastrointestinais preexistentes ◦ H. Pylori ◦ Colecistite Doenças endócrinas ◦ Cetoacidose diabética ◦ Hipertireoidismo ◦ Insuf. Supra- renal Abuso de substâncias químicas Medicamentos Ingestão de toxinas
  • 49. Complicações ■ Desidratação Acidose Alcalose metabólica Hiponatremia Hipopotassemia Fraqueza muscular alterações ECG Tetanias Ruptura esofágicas Encefalopatia de Wernicke (ataxia, nistagmo , demência) Hemorragia de retina Lesão renal, vasoespasmo de artéria cerebral Rabdomiólise Coagulopatias CIUR / morte fetal
  • 50. diagnóstico ■ Clínico ■ Diagnóstico diferencial é de exclusão ■ Exames iniciais: ◦ Ultrassonografia ◦ Sorologia H. Pylori ◦ EAS, URC, função renal ◦ Função hepática, pancreática ◦ Ionograma ◦ Função tireoidiana ◦ glicemia
  • 51. Tratamento e Seguimento ■ Estilo de vida e na dieta: ■ ◦ Diminuir porções e aumentar frequência ◦ Evitar odores fortes ◦ Evitar alimentos gordurosos ◦ Preferir carboidratos secos ◦ Evitar jejum prolongado
  • 52. Tratamento e Seguimento ■ Hidratação venosa: ■ ◦ Cristalóides ◦ Reposição lenta de eletrólitos ■ Evitar desmielinização osmótica/ mielinólise pontina central ■ ■ Estudos apontam melhora da tolerância à dieta oral e vômitos 24h após correção da desidratação.
  • 53. Tratamento e seguimento ■ Antieméticos: ◦ Classe B ou C Estudos apontam que são melhores que placebo ■ ◦ 1° escolha: Antagonistas de receptores histamínicos H1 Dimenidrinato (dramin) Prometazina (fenergan) Antagonista dopaminérgico Metoclopramida (plasil)
  • 54. Tratamento e Seguimento ■ Opções: ■ o Derivados da piperazina: ■ Meziclina (meclin) ■ o Antagonista seletivo de receptores de serotonina 5HT3: ondansetrona (vonau) ■ o Antagonista dopaminérgico: clorpromazina (amplictil)
  • 55. Tratamento e Seguimento ■ Hospitalar: ■ Opção: droperidol + difenidramina (EV) ■ (antidopaminérgico+Antagonistas de receptores histamínicos H1) ■ Diminui tempo de internação e as readmissões hospitalares ■ Corticoides: Hidrocortisona 15-45mg/d EV ■ Metilpredinisolona 16mg 8/8h EV ■ Realizar desmame lento em 2 semanas ■ Ansiolíticos: Diazepam 5mg 8/8h
  • 56. Tratamento e Seguimento ■ Gengibre: 1g/dia por 4 dias consecutivos ■ Piridoxina (Vit B6): ◦ vomitos leves, ◦ mais estudos ■ Tiamina ( Vit B1): suplementação ◦ Cp 50mg/dia ◦ Endovenosa 1 vez por semana ■ Acunpuntura: mais estudos ■ Suporte psicológico: biofeedback
  • 58. Uma I gesta em trabalho de parto se apresenta no primeiro período com o feto em OEA. Nessas condições, é correto afirmar que ■ (A) no final do segundo período, o feto deverá se desprender por deflexão do polo cefálico. ■ (B) fisiologicamente, o feto deverá fazer uma rotação de 90º no sentido anti-horário, para ocorrer o desprendimento. ■ (C) a melhor ausculta dos batimentos cardíacos fetais deverá ser no lado direito da mãe. ■ (D) o feto se encontra no segundo oblíquo. ■ (E) a rotação externa levará o occipício para o púbis
  • 59. Fases do trabalho de parto Estágios Primeiro estágio Contrações uterinas Até dilatação completa. ->5 contrações = taquissistolia Segundo estágio Descida do feto e nascimento Pre-Hospital Obstetric Emergency Training: The Practical Approach Edited By Malcolm Woollard, Kim Hinshaw, Helen Simpson and Sue Wieteska © 2010 Blackwell Publishing Ltd. ISBN: 978-1-405-18475-5
  • 60.
  • 61. Fases do trabalho de parto Estágios O que acontece Terceiro estágio Saída da placenta período entre o nascimento do bebê e dequitação da placenta Pre-Hospital Obstetric Emergency Training: The Practical Approach Edited By Malcolm Woollard, Kim Hinshaw, Helen Simpson and Sue Wieteska © 2010 Blackwell Publishing Ltd. ISBN: 978-1-405- 18475-5
  • 62. Clampeamento do cordão Espere de 1 a 3 minutos – ou até o cordão parar a pulsação – para clampar o cordão umbilical. •A MENOS QUE O NEONATO PRECISE DE REANIMAÇÃO. Pre-Hospital Obstetric Emergency Training: The Practical Approach Edited By Malcolm Woollard, Kim Hinshaw, Helen Simpson and Sue Wieteska © 2010 Blackwell Publishing Ltd. ISBN: 978-1-405-
  • 63. Puerpério E agora? A beleza e o medo acabaram? Engravidei! A gravidez deu certo! O parto deu certo!
  • 64. Puerpério ■ Momento indispensável para o vínculo mãe e recém-nascido ■ Intercorrências possivelmente letais ■ Ação: Prevenção e orientação
  • 65. Definição Período que engloba as primeiras semanas após o parto. Duração: 4 a 6 semanas Williams Obstetrics
  • 66. Amamentação: Contra- indicações Infecção pelo vírus HIV Tuberculose sem tratamento Câncer de mama em tratamento quimioterápico @alanis
  • 67. Amamentação – uso de medicamentos
  • 68. Cuidados com o recém-nascido
  • 69. A ATENÇÃO À MULHER E AO RECÉM-NASCIDO (RN) NO PÓS-PARTO IMEDIATO E NAS PRIMEIRAS SEMANAS APÓS O PARTO É FUNDAMENTAL PARA A SAÚDE MATERNA E NEONATAL.
  • 70. Primeira semana de saúde integral ■ Durante os primeiros dias, são realizadas ações básicas preconizadas nesta estratégia. ■ As ações objetivam a triagem neonatal, a triagem auditiva, a checagem de vacinação BCG e de hepatite B e a avaliação do aleitamento materno, para orientação e apoio. estratégia em saúde na qual são realizadas atividades na atenção à saúde de puérperas e recém-nascidos.
  • 71. Assistência Primária Avaliar o estado de saúde do binômio; Orientar e apoiar a amamentação; Orientar os cuidados básicos com o RN; Avaliar a interação da mãe-bebê; Identificar situações de risco ou intercorrências e conduzi-las; Orientar o planejamento familiar. Agendar consulta de puerpério até 42 dias após o parto.
  • 73. Contracepção como profilaxia secundária de gravidez na adolescência
  • 74. Assistência primária ■ Reclassificação Diabetes ■ Reclassificação hipertensão
  • 75. Morbidade e mortalidade puerperais ■ Infecção ■ Hemorragia ■ Depressão Puerperal Assistência hospitalar X Assistência ambulatorial
  • 76. Infecção Puerperal ■Infecção de sítio cirúrgico ■Infecção de sítio cirúrgico com repercussão sistêmica ■Endometrite ■Trombose séptica pélvica De mulierium morbis, Hipócrates, 460-355 a.C. E Dalton1; E Castillo. Post partum infections: A review for the non-OBGYN. Obstet Med September 2014 vol. 7 no. 3 98-
  • 77.
  • 78. Hemorragia puerperal Postpartum Hemorrhage: Prevention and Treatment. Keith Louis. Journal of Obstetrics and Gynecology, 2008 4 T Causa específica Frequência relativa Tônus Atonia uterina 70% Trauma Lacerações, hematomas, inversão e ruptura uterina 19% Tecido Retenção de tecido placentário, coágulos, acretismo placentário 10% Trombina Coagulopatias, Embolia de liquido amniótico 1%
  • 79.