Assistência Pré-Natal (Davyson Sampaio Braga)

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Assistência Pré-Natal (Davyson Sampaio Braga)

  1. 1. DAVYSON SAMPAIO BRAGA PLANTÃO CONCURSSADO 2012
  2. 2.  É A ASSISTÊNCIA NA ÁREA DA ENFERMAGEM E DA MEDICINA PRESTADA À GESTANTE DURANTE OS NOVE MESES DE GRAVIDEZ, VISANDO EVITAR PROBLEMAS PARA A MÃE E A CRIANÇA NESSE PERÍODO E NO MOMENTO DO PARTO.
  3. 3.  “O principal objetivo do pré-natal é acolher a mulher desde o início da gravidez, assegurando, ao final da gestação, o nascimento de uma criança saudável, e a garantia do bem-estar materno e neonatal.” Fonte :Manual Técnico do Ministério da saúde - 2005
  4. 4.  Diagnosticar ou confirmar a gravidez quando ainda existem dúvidas  Diagnosticar ou confirmar doenças maternas preexistentes  Tratar  Reduzir seu impacto na evolução da prenhez  Orientar a gestante  Hábitos de vida  Dieta  Atividade física
  5. 5.  Ampará-la e educá-la  Parto  Aleitamento  Noções de puericultura  Acompanhar evolução da gravidez  Condições da gestante  Condições do feto  Diagnosticar e tratar intercorrências gestacionais  Encaminhar casos de alto risco para centro terciários  Adotar medidas preventivas  Proteção mãe-feto
  6. 6.  INÍCIO E SEGUIMENTO  ANAMNESE  EXAME FÍSICO  EXAMES COMPLEMENTARES  VACINAÇÃO  SUPLEMENTAÇÃO VITAMÍNICA  QUEIXAS COMUNS  MEDICAMENTOS - PRÁTICA
  7. 7.  Mais precoce possível  Objetiva identificação e prevenção de intercorrências clínicas, cirúrgicas e obstétricas  Ideal: consulta pré-concepcional  MS: pelo menos 6 consultas  Baixo risco  Mensalmente até 32s  Quinzenalmente 32 – 36s  Semanalmente 36s ao parto
  8. 8.  Não é admissível a alta pré-natal
  9. 9.  Alto risco  Intervalos avaliados individualmente  De acordo com a gravidade da doença  Acompanhamento sob internação hospitalar
  10. 10.  Nome  Relação médico paciente  Evitar (mãezinha, dona Maria, etc)  Idade  Maior ou menor incidência de certas doenças  Primigesta jovem: < 17 anos  Primigesta idosa: > 30 anos  > 35 anos: orientar doenças genéticas  Cor  Negra  > incidência HAC, anemia falciforme, miomatose uterina  + bacia andróide  Parto espontâneo mais freqüente: cabeça mais moldável.
  11. 11.  Profissão  Longos períodos posição supina  Aumento pressão membros inferiores  Fenômenos tromboembólicos  Esforço físico intenso  Agentes químicos e físicos  Estresse  Estado civil  Apoio econômico e psicológico do companheiro  Influencias no desenvolvimento da gravidez  Procedência  Interferência de determinadas endemias  Escolaridade  Passar informações de acordo com seu grau de compreensão
  12. 12.  Dçs familiares interrogadas  Cardiopatias  Diabetes  HAS  Epilepsia  Neoplasias  Alterações psíquicas  Infecciosas  Tuberculose  Hepatites B e C  HIV  Sífilis
  13. 13.  Hipertensão  Cardiopatia  Nefropatia  Diabetes  Doenças auto- imunes  Distúrbios mentais  Epilepsia  Doenças infecto- contagiosas  Distúrbios tireoidianos  Uso de medicamentos  Atos operatórios prévios  Acidentes  Transfusões sanguíneas  Transmissão moléstias infecciosas  Sensibilização materna ao fator Rh
  14. 14.  Tabagismo  Relacionado CIUR  Álcool  Drogas ilícitas  Exercícios físicos  Indicado: Caminhadas, natação, hidroginástica  Impacto: desestimulado
  15. 15.  Menarca  Regularidade do ciclo menstrual, freqüência e quantidade do fluxo  Confiabilidade da DUM e DPP  Cirurgias ginecológicas pregressas  Miomectomia  risco rotura uterina  Uretrocistopexia  cesariana  Amputação / conização colo uterino  Compromete competência cervical  Acompanhamento pré-natal criterioso  Cerclagem  Início atividade sexual, freqüência e nº parceiros  DST – dano feto
  16. 16.  Evolução dos partos anteriores  Cesariana prévia?  Porque?  dcp / Macrossomia  Quantas?  Iteratividade  Parto vaginal prévio?  Boa evolução?  Ectópica, natimorto, malformado?  Prematuridade?
  17. 17.  Abortamentos?  Espontâneo ou induzido  Qual idade gestacional  Alguma complicação  Perdas de repetição  RN de partos anteriores  Peso  Condições após nascimento  Intercorrências neonatais
  18. 18.  Paridade  (Gesta/Para/Aborto)  Ex: G2P1A0 G4P2A1 G1P0A0  DUM:  Nem sempre informa com fidelidade  Às vezes ignorada
  19. 19.  EXAME FÍSICO GERAL  SINAIS VITAIS  ESTADO NUTRICIONAL  ALTURA DE FUNDO UTERINO(AFU)  PALPAÇÃO ABDOMINAL  manobra de leopold  AUSCULTA FETAL
  20. 20.  Mucosas (anemia)  Tireóide  Ausculta cardíaca (sopros funcionais)  Ausculta respiratória  Avaliação periférica (edema e varizes)  Temperatura(processo infeccioso)
  21. 21.  Objetivos;  Detecção precoce dos estados hipertensivos  Redução do risco materno e perinatal  Hipertensão na gestação  PAS > 140 mmHg  PAD > 90 mmHg  2 ocasiões – Intervalo 4 horas
  22. 22.  Conduta:  Repetir PA após 4 horas repouso  Remarcar consulta 7/14 dias  Orientar para sintomas de agravo:  Cefaléia, dor gástrica, escotomas visuais,  edema,  diurese, urina espumosa,  diminuição movimentação fetal  Repouso  Verificar proteinúria: Labstix: + ou mais  Urina 24 h > 300mg/lt
  23. 23.  Conduta PA > 140 x 90 mmHg Proteinúria positiva Sintomas clínicos agravo  Pré-natal risco Unidade referência · HAC moderada/grave Medicação anti-hipertensiva  Pré-natal risco
  24. 24.  Objetivos:  Avaliar estado nutricional(IMC)  Avaliar ganho de peso na gestação IMC (kg/m2) Classificação < 19,8 Baixo peso 19,8 – 24,9 Peso normal 25 – 29,9 Sobrepeso > 30 Obesidade
  25. 25.  Ganho de peso recomendado: IMC pré Ganho Peso (kg) Baixo peso 12,5 – 18,0 Normal 11,5 – 16,0 Sobrepeso 7 – 11,5 Obesidade < 7,0 * 7,0 – 9,0 ** * Adulta ** Adolescente
  26. 26.  OBJETIVOS:  Identificar o crescimento fetal  Diagnosticar os desvios da normalidade através da relação AU/IG
  27. 27.  PONTO ACIMA DA CURVA SUPERIOR(P90): CAUSAS: Erro cálculo IG? Polidrâmnio Macrossomia Gemelar Mola hidatiforme Miomatose obesidade
  28. 28.  PONTO ABAIXO DA CURVA INFERIOR(P10) CAUSAS: Erro de cálculo IG? Feto morto Oligoidramnio CIUR
  29. 29.  OBJETIVO:  Identificar situação, posição e apresentação fetal  Manobra de Leopold:  1° tempo  2° tempo  3° tempo  4° tempo
  30. 30.  MANOBRA DE LEOPOLD: 1° TEMPO: delimitar o fundo do útero e observar qual polo fetal que o ocupa 2° TEMPO: determina a posição fetal
  31. 31.  MANOBRA DE LEOPOLD: 3° TEMPO: visa a exploração da mobilidade da apresentação com o estreito superior da pelve 4° TEMPO: identificar o grau de insinuação do pólo apresentado
  32. 32.  Ausculta fetal  Estetoscópio de Pinard  20-22 s  Sonar  10-12 s  120 – 160 bpm
  33. 33. Tipagem sanguínea (ABO e Rh) --------------- Ht/ HB ---------------------------------------------- VDRL ---------------------------------------------- Glicemia de jejum --------------------------------- Sumário de urina ---------------------------------- Urinocultura ---------------------------------------- HBsAg ----------------------------------------------- Hepatite C ----------------------------------------- Ig M , Ig G p/ rubéola e toxoplasmose ------- Anti HIV 1 e 2 ------------------------------------- Citologia oncótica (se necessário) ------------- Ultra-som (10a - 14a semana) ------------------- A B A D - A A D B – C A - C
  34. 34.  ULTRASSONOGRAFIA  Primeiro trimestre  TN, osso nasal, ducto venoso  Segundo trimestre  Avaliação morfológica (20 – 24 sem)  Terceiro trimestre:  Avaliação de peso, L.A., Placenta
  35. 35.  Proteção contra o tétano  Dupla adulto dT ou toxóide tetânico TT  Gestante não vacinada  Receber 3 doses com intervalo de 60 dias entre elas  A 2ª dose até máximo 20 dias antes DPP  Gestante vacinada na infância (tríplice viral)  Receber dose reforço a cada 10 anos  Antecipar se ocorrer nova gravidez em 5 anos  Gestante que recebeu 1 ou 2 doses  Deverá ser completada para 3 doses
  36. 36.  HEPATITE B:  Mulheres com rastreio (-) para Hepatite B e com risco social ou ocupacional de exposição ao HBV devem ser aconselhadas e a vacinação oferecida.
  37. 37.  ÁCIDO FÓLICO: A suplementação periconcepcional com folato (ácido fólico) demonstrou forte efeito protetor contra os defeitos do tubo neural e contra a recorrência dos mesmos.  SULFATO FERROSO: A suplementação de ferro reduz a incidência de gestantes com hemoglobina menor que 10,0g/dl, no final da gestação.
  38. 38.  Náuseas, Vômitos e Tonturas  Orientar a gestante para: dieta fracionada (seis refeições leves ao dia) preferir alimentos secos; evitar frituras, gorduras e alimentos com cheiros fortes; ingerir líquidos nos intervalos entre as refeições.  Náuseas e vômitos intensos Seguir orientações anteriores; Caso não haja melhora solicitar avaliação médica Avaliar perda de peso
  39. 39.  Cólicas, Flatulência e obstipação intestinal Certificar-se de que não sejam contrações uterinas; Em caso de cólicas, eventualmente prescrever Hioscina 1cp, via oral, até 2 vezes ao dia; Se a gestante apresentar flacidez abdominal, sugerir o uso de cinta;  Hemorróida Dieta rica em fibras, banhos de assento,
  40. 40.  Flatulência e Obstipação Intestinal • Orientar dieta rica em resíduos: frutas ricas em fibras, verduras, mamão, ameixas e cereais integrais (ex: Farelo de trigo); • Recomendar que aumente a ingestão de líquidos e evite alimentos de alta fermentação, tais como repolho, couve, ovo, feijão, leite e açúcar; • Recomendar caminhadas leves (se não for contra- indicado)  Pirose (azia) Orientar a gestante para: Dieta fracionada, evitando frituras; ingerir água gelada; Evitar café, chá preto, mates, doces; álcool e fumo.
  41. 41. Sangramento gengival : higiene bucal com escova macia após as refeições e fazer massagens gengivais. Solicitar avaliação odontológica. Varizes de MMII: Evitar ficar sentada ou em pé por muito tempo; repousar com as pernas elevadas; meias-calças elásticas de compressão suave ou média. Cãibras: Massagens e calor locais, leve flexão do pé e evitar exercícios em excesso. Edema: quando fisiológico ( pé e tornozelos), apenas evitar o excesso de sal na dieta.  Lombalgia: correção postural, calor local, sapatos de salto baixo  Falta de ar e palpitação: Avaliação física e emocional da gestante. Repouso em DLE. Em caso de dúvida, solicitar avaliação cardiológica.
  42. 42.  Fraquezas e desmaios Orientar a gestante para que não faça mudanças bruscas de posição e evite a inatividade, aglomerações, ambientes fechados e jejum prolongado. Explicar à gestante para sentar-se com a cabeça abaixada ou deitar-se em decúbito lateral, respirando profunda e pausadamente.  Mastalgia Investigar com exame das mamas.Se normal, recomendar uso de sutiã com boa sustentação.  Cefaléia e Enxaqueca Sempre medir PA. Se afastada hipertensão, trazer à tona tensão emocional.  Cloasma Evitar exposição direta do rosto ao sol. Usar FPS rotineiramente
  43. 43.  Corrimento Vaginal Explicar que um aumento de fluxo vaginal é comum na gestação; Realizar o exame especular, avaliar se o corrimento tem cor amarelada, esverdeada ou com odor fétido e questionar se apresenta prurido; Identificada uma das situações acima, solicitar avaliação médica. Na presença de corrimento branco com grumos e pruridos (sugestivo de candidiase) , seguir fluxograma de tratamento sindrômico.
  44. 44. Queixas Urinárias Explicar que, geralmente, o aumento do número de micções é comum na gestação; Solicitar avaliação médica, caso exista dor ao urinar ou hematúria acompanhada ou não de febre. Atividade sexual: Em paciente sem risco identificado,não há restrição
  45. 45. PRÁTICA
  46. 46.  ANALGÉSICO E ANTI-PIRÉTICO: DIPIRONA E PARACETAMOL  DOR ABDOMINAL: ESCOPOLAMINA  ANTI-HIPERTENSIVO: METILDOPA  HIPOGLICEMIANTES: INSULINA  VÔMITOS: DIMENIDRINATO, METOCLOPRAMIDA E ONDASENTRONA  INFECÇÃO URINÁRIA: AMOXACILINA, CEFALEXINA, CEFALOTINA, AMPICILINA, CEFTRIAXONA, NITRUFURANTOÍNA  GASES: DIMETICONA
  47. 47. OBRIGADO!

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