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Centro de Ensino Profissionalizante do Rio Grande do Norte
Centro de Ciências da Saúde
CONSULTA DE ENFERMAGEM NA
ASSISTÊNCIA PRÉ-NATAL
Docente: Enf° Lucas Batista Ferreira
o
NATAL/RN
2018
 História de atraso menstrual de mais de 15 dias deverá ser orientada
pela equipe de saúde a realizar a dosagem de gonadotrofina
coriônica humana (ßHCG).
 O ßHCG pode ser detectado no sangue periférico da mulher grávida
entre 8 a 11 dias após a concepção.
 Se o atraso menstrual for superior a 12 semanas, o diagnóstico de
gravidez poderá ser feito pelo exame clínico.
 As queixas principais são devidas ao atraso menstrual, à fadiga, à
mastalgia, ao aumento da frequência urinária e aos enjoos/êmeses
 O diagnóstico clínico da gravidez se dá por meio de:
Inspeção Palpação Ausculta
Toque Laboratorial Ultrassonográfico
•Sinal de Halban; cloasma gravídico;
Cabeça
•Aumentadas; colostro (16 sem.); aréola gravídica, tubérculos de
Montgomery; rede de Haller.
Mamas
•Globoso ou ovóide; cicatriz umbilical plana ou saliente; línea negra; estrias;.
Abdome
• Globoso ou ovóide; cicatriz umbilical plana ou saliente; línea negra;
estrias;.
Abdome
• Varizes; edema.
MMII
• Sinal de Chadwick ou Jacquemier
Genitais externos
 Altura uterina
 Consistência uterina: contrações
de Braxton-Hicks
 Regularidade da superfície
uterina: lisa e regular
 Pretende-se ouvir os batimentos
cárdio-fetais (bcf) – 120-160 bpm,
em média 140 bpm.
 Buscar o foco máximo de ausculta –
corresponde à altura da 4ª vértebra
dorsal do feto.
 Mulher em posição ginecológica com bexiga esvaziada
 Função de avaliar volume uterino (quando ainda não é
palpável)condições de colo, bacia, apresentação, posição
fetal, e suas variedades (próximo ao parto)
Amenorréia – 4 semanas;
Manifestações clínicas (náuseas, vômitos, tonturas, salivação excessiva,
mudança de apetite, polaciúria e sonolência);
Modificações anatômicas (aumento do volume das mamas, hipersensibilidade
nos mamilos, tubérculos de Montgomery, saída de colostro pelo mamilo,
coloração violácea vulvar, cianose vaginal e cervical, aumento do volume
abdominal).
 Amenorréia
 Amolecimento da cérvice uterina com posterior aumento
do volume do útero a partir de 8 semanas- sinal de Nobile
- Budin;
 Paredes vaginais aumentadas, com aumento da
vascularização (pode-se observar pulsação da artéria
vaginal nos fundos de sacos laterais- sinal de Osiander);
 Sinal de Puzos – 14 sem.
 Presença dos batimentos cardíacos fetais (BCF), que são detectados
pelo sonar a partir de 12 semanas e pelo Pinard a partir de 20
semanas;
 Percepção dos movimentos e segmentos fetais (de 18 a 20
semanas);
 Ultrassonografia: o saco gestacional pode ser observado por via
transvaginal com apenas 4 a 5 semanas gestacionais e a atividade
cardíaca é a primeira manifestação do embrião com 6 semanas
gestacionais.
•BhCG – produção de gonadotropina coriônica humana uma semana após a
fertilização pelo trofoblasto (qualitativo ou quantitativo)
Laboratorial – teste hormonal:
•Saco gestacional- 5 semanas
•Bcf – 6 semanas
•Placenta – 12 semanas
•Cabeça fetal – 11-12 sem.
Ultrassonografia:
 A consulta de enfermagem é uma atividade independente,
realizada privativamente pelo enfermeiro, e tem como
objetivo propiciar condições para a promoção da saúde da
gestante e a melhoria na sua qualidade de vida, mediante
uma abordagem contextualizada e participativa. Resolução
COFEn 358/2009.
 O profissional enfermeiro pode acompanhar inteiramente
o pré-natal de baixo risco na rede básica de saúde, de
acordo com o Ministério de Saúde e conforme garantido
pela Lei do Exercício Profissional, regulamentada pelo
Decreto nº 94.406/87.
 O objetivo do acompanhamento pré-natal é assegurar o
desenvolvimento da gestação, permitindo o parto de um
recém-nascido saudável, sem impacto para a saúde
materna, inclusive abordando aspectos psicossociais e as
atividades educativas e preventivas.
 O número ideal de consultas permanece controverso.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número
adequado seria igual ou superior a 6 (seis).
1° PASSO: Iniciar o pré-natal na Atenção Primária à Saúde até a 12ª semana de gestação (captação precoce)
2° PASSO: Garantir os recursos humanos, físicos, materiais e técnicos necessários à atenção pré-natal
3° PASSO: Toda gestante deve ter assegurado a solicitação, realização e avaliação do resultado dos exames
preconizados no atendimento pré-natal.
4° PASSO: Promover a escuta ativa da gestante e de seus(suas) acompanhantes, considerando aspectos
intelectuais, emocionais, sociais e culturais e não somente um cuidado biológico: "rodas de gestantes".
5° PASSO: Garantir o transporte público gratuito da gestante para o atendimento pré-natal, quando necessário.
6° PASSO: É direito do(a) parceiro(a) ser cuidado (realização de consultas, exames e ter
acesso a informações) antes, durante e depois da gestação: "pré-natal do(a) parceiro(a)".
7° PASSO: Garantir o acesso à unidade de referência especializada, caso seja
necessário.
8° PASSO: Estimular e informar sobre os benefícios do parto fisiológico, incluindo a
elaboração do "Plano de Parto".
9° PASSO: Toda gestante tem direito de conhecer e visitar previamente o serviço de
saúde no qual irá dar à luz (vinculação).
10° PASSO: As mulheres devem conhecer e exercer os direitos garantidos por lei no
período gravídico-puerperal.
 Realização do cadastro da gestante, após confirmada a
gravidez, por intermédio do preenchimento da ficha de
cadastramento do SisPreNatal ou diretamente no sistema
para os serviços de saúde informatizados, fornecendo e
preenchendo o Cartão da Gestante;
 Classificação do risco gestacional (em toda consulta) e
encaminhamento, quando necessário, ao pré-natal de alto
risco ou à urgência/emergência obstétrica;
 Incentivo ao parto normal e à redução da cesárea;
 Realização de anamnese, exame físico e exames
complementares indicados;
 Imunização antitetânica , para hepatite B e Influenza;
 Oferta de medicamentos necessários (sulfato ferroso +
ácido fólico,)
 Diagnóstico e prevenção do câncer de colo de útero e de
mama;
 Avaliação do estado nutricional e acompanhamento do
ganho de peso no decorrer da gestação;
 Atenção à adolescente conforme suas especificidades;
 Até a 28ª semana - mensais
 Entre 28ª e 36ª semanas - quinzenais
 Entre 36ª até o parto – semanais (NÃO HÁ ALTA DO PRÉ-
NATAL)
DUM conhecida
 Uso do calendário: some o dia DUM (deve subtrair dos dias
restante deste mês) + os dias dos meses subsequentes +
o dia da consulta, dividindo o total por sete (resultado em
semanas).
 Ex1: DUM= 01/09/2014
 hoje= 04/02/2015
 29 + 31 + 30 + 31 + 31 + 04= 156/7= 22,2, então IG=
22 semanas e 2 dias de gestação
 Ex 2: DUM= 28/07/2014
hoje = 04/02/2015
 03 + 31+ 30+ 31+ 30+ 31 + 31 + 04= 191/7 = 27
semanas e 2 dias de gestação
 Obs: Se o período foi no início, meio ou fim do mês,
considere como data da última menstruação os dias
5, 15 e 25, respectivamente. Proceda, então, à
utilização do método descrito.
Regra de Naegele
 1- Data da última menstruação (DUM) ): 01/01/15
◦ Dada provável do parto (DPP):08/10/15
 01 + 7 = 8 (dia)
 1 + 9 = 10 (mês)
Regra de Naegele
 2- Data da última menstruação: 03/11/14
◦ Dada provável do parto (DPP): 10/08/15
 3+ 7 = 10 (dia)
 11 -3= 8(mês)
Regra de Naegele
 3- Data da última menstruação: 27/10/14
◦ Dada provável do parto (DPP): 03/08/15
 27 +7= 34-31= 3 (dia)
 10-2 = 8 (mês)
 A OMS preconiza a realização de três exames ultrassonográficos na gestação:
◦ Primeiro trimestre: entre 11 e 14 semanas (Viabilidade, Idade Gestacional,
Determinação da corionicidade em gemelar, translucência nucal- que é o principal
marcador cromossômico para trissomias.) Preferencialmente via abdominal.
◦ Segundo trimestre: entre 20 e 24 semanas (USG morfológica).
◦ Terceiro trimestre: entre 32 e 36 semanas (crescimento, placenta, vitalidade).
 A critério da gestante ou por indicação clínica pode ser
realizada em torno de 7 semanas (via vaginal).
 Cadastrar a gestante no SIS Pré-Natal;
 Preencher a Ficha de Pré-Natal e prontuário (com diagnóstico de Enfermagem e
Prescrições de Enfermagem para as queixas/necessidades afetadas);
 Preencher o Cartão da Gestante (com o número do cartão Nacional da Saúde e o nome do
hospital de referência para o parto);
 Atualizar o calendário de vacinação e suas fornecer orientações pertinentes;
 Solicitar exames de rotina;
 Prescrever a suplementação alimentar;
 Orientar a participação em atividades educativas.
Medicação Posologia Indicação/orientação
Ferro e ácido
fólico
Sulfato
ferroso
Ácido
fólico
40 mg ferro
elementar/dia=200m
g de sulfato ferroso.
Ferro a partir da 20ª
sem. até o final da
gestação
Ácido fólico -
5mg/dia
Ingerir 1h antes da
refeição. Manter o
ferro no pós-parto ou
pós-aborto até 3
meses
Ácido fólico
peri-
concepcional
Ácido
fólico
5mg/dia
2 meses antes da
gravidez e até 2 meses
de gravidez
Tipo de
vacina
Recomendação Doses
Dt Contra tétano acidental e
tétano neonatal. Gestantes
em qualquer
período gestacional
1ª 2ª 3ª(dTpa)
iniciar o mais
precoce possível
30 a 60 dias depois
da 1ª dose
30 a 60 dias
depois da 2ª
dose
Gestante com duas doses da
vacina
Vacinar a 3ª dose o mais precoce
possível
Gestante com esquema
completo a menos de 5 anos
Não vacinar
Gestante com esquema
completo a mais de 5 anos e
menos de 10 anos
Administrar uma dose o mais precoce
possível
VACINA dT HEPATITE B
dT
Gestantes em qualquer
período gestacional
Três doses com intervalo de 60 dias
entre elas. Também é possível considerar o
intervalo de 30 dias entre as doses.
Caso a gestante tenha recebido a última dose há
mais de 5 (cinco) anos,
deve-se antecipar o reforço tão logo
seja possível.
A última dose deve ser feita até no máximo 20 dias
antes da data provável do parto.
Influenza
Gestantes em qualquer
período gestacional
Dose única durante a Campanha
Anual contra Influenza.
Hepatite B
Gestante após o primeiro trimestre
de gestação
Três doses com intervalo de 30 dias entre a
primeira e a segunda e de 180 dias entre a
primeira e a terceira.
dTPa
Gestante após a 20° semana ou
Puerpério (Até 45 dias)
Deve ser administrada uma dose a cada gestação.
 Hemograma
 Tipagem sanguínea e fator Rh
 Coombs indireto (se for Rh
negativo)
 Glicemia em jejum
 Teste rápido de triagem para sífilis
e/ou VDRL
 Teste rápido diagnóstico anti-HIV
 Anti-HIV
 Toxoplasmose e Citomegalovírus
IgM e IgG
 Sorologia para hepatite B (HbsAg)
 Urocultura + urina tipo I (sumário
de urina)
 Ultrassonografia obstétrica
 Citopatológico de colo de útero (se
for necessário)
 Exame da secreção vaginal (se
houver indicação clínica)
 Parasitológico de fezes (se houver
indicação clínica)
1ª consulta ou 1º
trimestre
 Teste de tolerância para
glicose com 75g, se a
glicemia estiver acima de
85mg/dl ou se houver fator
de risco (realize este exame
preferencialmente entre a
24ª e a 28ª semana)
 Coombs indireto (se for Rh
negativo)
 Urocultura + urina tipo I
(sumário de urina)
2º trimestre
 Hemograma
 Glicemia em jejum
 Coombs indireto (se for Rh
negativo)
 VDRL
 Anti-HIV
 Sorologia para hepatite B
(HbsAg)
 Repita o exame de
toxoplasmose se o IgG não
for reagente
 Urocultura + urina tipo I
(sumário de urina – SU)
 Bacterioscopia de secreção
vaginal (a partir de 37
semanas de gestação
3º trimestre
 Alimentação a base de frutas, legumes e verduras frescas
preferencialmente cruas; alimentos com fontes de ferro junto com frutas
cítricas;
 Fracionar em 3 refeições principais e pelo menos 2 lanches;
 Evitar doces, massas, frituras, comidas industrializadas e temperos
prontos;
 Preferir alimentos naturais: feijão, arroz, batata, macaxeira, inhame,
tapioca, azeite, pequenas porções de peixe, carne e frango, fígado, moela,
ovo, queijo, leite, iogurtes;
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 Evitar excesso de líquido nas refeições e beber no mínimo entre 6 a
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 Beber água tratada e lavar bem as frutas, legumes e verduras;
 Evitar café, refrigerante, sucos industrializados, biscoitos recheados,
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 Idade menor a 15 anos e maior que 35 anos;
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Aula 4 -_consulta_de_enfermagem_na_assistencia_pre-natal

  • 1. Centro de Ensino Profissionalizante do Rio Grande do Norte Centro de Ciências da Saúde CONSULTA DE ENFERMAGEM NA ASSISTÊNCIA PRÉ-NATAL Docente: Enf° Lucas Batista Ferreira o NATAL/RN 2018
  • 2.  História de atraso menstrual de mais de 15 dias deverá ser orientada pela equipe de saúde a realizar a dosagem de gonadotrofina coriônica humana (ßHCG).  O ßHCG pode ser detectado no sangue periférico da mulher grávida entre 8 a 11 dias após a concepção.  Se o atraso menstrual for superior a 12 semanas, o diagnóstico de gravidez poderá ser feito pelo exame clínico.  As queixas principais são devidas ao atraso menstrual, à fadiga, à mastalgia, ao aumento da frequência urinária e aos enjoos/êmeses
  • 3.  O diagnóstico clínico da gravidez se dá por meio de: Inspeção Palpação Ausculta Toque Laboratorial Ultrassonográfico
  • 4. •Sinal de Halban; cloasma gravídico; Cabeça •Aumentadas; colostro (16 sem.); aréola gravídica, tubérculos de Montgomery; rede de Haller. Mamas •Globoso ou ovóide; cicatriz umbilical plana ou saliente; línea negra; estrias;. Abdome
  • 5. • Globoso ou ovóide; cicatriz umbilical plana ou saliente; línea negra; estrias;. Abdome • Varizes; edema. MMII • Sinal de Chadwick ou Jacquemier Genitais externos
  • 6.  Altura uterina  Consistência uterina: contrações de Braxton-Hicks  Regularidade da superfície uterina: lisa e regular
  • 7.
  • 8.  Pretende-se ouvir os batimentos cárdio-fetais (bcf) – 120-160 bpm, em média 140 bpm.  Buscar o foco máximo de ausculta – corresponde à altura da 4ª vértebra dorsal do feto.
  • 9.  Mulher em posição ginecológica com bexiga esvaziada  Função de avaliar volume uterino (quando ainda não é palpável)condições de colo, bacia, apresentação, posição fetal, e suas variedades (próximo ao parto)
  • 10. Amenorréia – 4 semanas; Manifestações clínicas (náuseas, vômitos, tonturas, salivação excessiva, mudança de apetite, polaciúria e sonolência); Modificações anatômicas (aumento do volume das mamas, hipersensibilidade nos mamilos, tubérculos de Montgomery, saída de colostro pelo mamilo, coloração violácea vulvar, cianose vaginal e cervical, aumento do volume abdominal).
  • 11.  Amenorréia  Amolecimento da cérvice uterina com posterior aumento do volume do útero a partir de 8 semanas- sinal de Nobile - Budin;  Paredes vaginais aumentadas, com aumento da vascularização (pode-se observar pulsação da artéria vaginal nos fundos de sacos laterais- sinal de Osiander);
  • 12.  Sinal de Puzos – 14 sem.  Presença dos batimentos cardíacos fetais (BCF), que são detectados pelo sonar a partir de 12 semanas e pelo Pinard a partir de 20 semanas;  Percepção dos movimentos e segmentos fetais (de 18 a 20 semanas);  Ultrassonografia: o saco gestacional pode ser observado por via transvaginal com apenas 4 a 5 semanas gestacionais e a atividade cardíaca é a primeira manifestação do embrião com 6 semanas gestacionais.
  • 13. •BhCG – produção de gonadotropina coriônica humana uma semana após a fertilização pelo trofoblasto (qualitativo ou quantitativo) Laboratorial – teste hormonal: •Saco gestacional- 5 semanas •Bcf – 6 semanas •Placenta – 12 semanas •Cabeça fetal – 11-12 sem. Ultrassonografia:
  • 14.  A consulta de enfermagem é uma atividade independente, realizada privativamente pelo enfermeiro, e tem como objetivo propiciar condições para a promoção da saúde da gestante e a melhoria na sua qualidade de vida, mediante uma abordagem contextualizada e participativa. Resolução COFEn 358/2009.
  • 15.  O profissional enfermeiro pode acompanhar inteiramente o pré-natal de baixo risco na rede básica de saúde, de acordo com o Ministério de Saúde e conforme garantido pela Lei do Exercício Profissional, regulamentada pelo Decreto nº 94.406/87.
  • 16.  O objetivo do acompanhamento pré-natal é assegurar o desenvolvimento da gestação, permitindo o parto de um recém-nascido saudável, sem impacto para a saúde materna, inclusive abordando aspectos psicossociais e as atividades educativas e preventivas.
  • 17.  O número ideal de consultas permanece controverso. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número adequado seria igual ou superior a 6 (seis).
  • 18. 1° PASSO: Iniciar o pré-natal na Atenção Primária à Saúde até a 12ª semana de gestação (captação precoce) 2° PASSO: Garantir os recursos humanos, físicos, materiais e técnicos necessários à atenção pré-natal 3° PASSO: Toda gestante deve ter assegurado a solicitação, realização e avaliação do resultado dos exames preconizados no atendimento pré-natal. 4° PASSO: Promover a escuta ativa da gestante e de seus(suas) acompanhantes, considerando aspectos intelectuais, emocionais, sociais e culturais e não somente um cuidado biológico: "rodas de gestantes". 5° PASSO: Garantir o transporte público gratuito da gestante para o atendimento pré-natal, quando necessário.
  • 19. 6° PASSO: É direito do(a) parceiro(a) ser cuidado (realização de consultas, exames e ter acesso a informações) antes, durante e depois da gestação: "pré-natal do(a) parceiro(a)". 7° PASSO: Garantir o acesso à unidade de referência especializada, caso seja necessário. 8° PASSO: Estimular e informar sobre os benefícios do parto fisiológico, incluindo a elaboração do "Plano de Parto". 9° PASSO: Toda gestante tem direito de conhecer e visitar previamente o serviço de saúde no qual irá dar à luz (vinculação). 10° PASSO: As mulheres devem conhecer e exercer os direitos garantidos por lei no período gravídico-puerperal.
  • 20.  Realização do cadastro da gestante, após confirmada a gravidez, por intermédio do preenchimento da ficha de cadastramento do SisPreNatal ou diretamente no sistema para os serviços de saúde informatizados, fornecendo e preenchendo o Cartão da Gestante;
  • 21.  Classificação do risco gestacional (em toda consulta) e encaminhamento, quando necessário, ao pré-natal de alto risco ou à urgência/emergência obstétrica;
  • 22.  Incentivo ao parto normal e à redução da cesárea;  Realização de anamnese, exame físico e exames complementares indicados;  Imunização antitetânica , para hepatite B e Influenza;
  • 23.  Oferta de medicamentos necessários (sulfato ferroso + ácido fólico,)  Diagnóstico e prevenção do câncer de colo de útero e de mama;
  • 24.  Avaliação do estado nutricional e acompanhamento do ganho de peso no decorrer da gestação;  Atenção à adolescente conforme suas especificidades;
  • 25.  Até a 28ª semana - mensais  Entre 28ª e 36ª semanas - quinzenais  Entre 36ª até o parto – semanais (NÃO HÁ ALTA DO PRÉ- NATAL)
  • 26. DUM conhecida  Uso do calendário: some o dia DUM (deve subtrair dos dias restante deste mês) + os dias dos meses subsequentes + o dia da consulta, dividindo o total por sete (resultado em semanas).
  • 27.  Ex1: DUM= 01/09/2014  hoje= 04/02/2015  29 + 31 + 30 + 31 + 31 + 04= 156/7= 22,2, então IG= 22 semanas e 2 dias de gestação
  • 28.  Ex 2: DUM= 28/07/2014 hoje = 04/02/2015  03 + 31+ 30+ 31+ 30+ 31 + 31 + 04= 191/7 = 27 semanas e 2 dias de gestação
  • 29.  Obs: Se o período foi no início, meio ou fim do mês, considere como data da última menstruação os dias 5, 15 e 25, respectivamente. Proceda, então, à utilização do método descrito.
  • 30. Regra de Naegele  1- Data da última menstruação (DUM) ): 01/01/15 ◦ Dada provável do parto (DPP):08/10/15  01 + 7 = 8 (dia)  1 + 9 = 10 (mês)
  • 31. Regra de Naegele  2- Data da última menstruação: 03/11/14 ◦ Dada provável do parto (DPP): 10/08/15  3+ 7 = 10 (dia)  11 -3= 8(mês)
  • 32. Regra de Naegele  3- Data da última menstruação: 27/10/14 ◦ Dada provável do parto (DPP): 03/08/15  27 +7= 34-31= 3 (dia)  10-2 = 8 (mês)
  • 33.  A OMS preconiza a realização de três exames ultrassonográficos na gestação: ◦ Primeiro trimestre: entre 11 e 14 semanas (Viabilidade, Idade Gestacional, Determinação da corionicidade em gemelar, translucência nucal- que é o principal marcador cromossômico para trissomias.) Preferencialmente via abdominal. ◦ Segundo trimestre: entre 20 e 24 semanas (USG morfológica). ◦ Terceiro trimestre: entre 32 e 36 semanas (crescimento, placenta, vitalidade).
  • 34.  A critério da gestante ou por indicação clínica pode ser realizada em torno de 7 semanas (via vaginal).
  • 35.  Cadastrar a gestante no SIS Pré-Natal;  Preencher a Ficha de Pré-Natal e prontuário (com diagnóstico de Enfermagem e Prescrições de Enfermagem para as queixas/necessidades afetadas);  Preencher o Cartão da Gestante (com o número do cartão Nacional da Saúde e o nome do hospital de referência para o parto);  Atualizar o calendário de vacinação e suas fornecer orientações pertinentes;  Solicitar exames de rotina;  Prescrever a suplementação alimentar;  Orientar a participação em atividades educativas.
  • 36. Medicação Posologia Indicação/orientação Ferro e ácido fólico Sulfato ferroso Ácido fólico 40 mg ferro elementar/dia=200m g de sulfato ferroso. Ferro a partir da 20ª sem. até o final da gestação Ácido fólico - 5mg/dia Ingerir 1h antes da refeição. Manter o ferro no pós-parto ou pós-aborto até 3 meses Ácido fólico peri- concepcional Ácido fólico 5mg/dia 2 meses antes da gravidez e até 2 meses de gravidez
  • 37. Tipo de vacina Recomendação Doses Dt Contra tétano acidental e tétano neonatal. Gestantes em qualquer período gestacional 1ª 2ª 3ª(dTpa) iniciar o mais precoce possível 30 a 60 dias depois da 1ª dose 30 a 60 dias depois da 2ª dose Gestante com duas doses da vacina Vacinar a 3ª dose o mais precoce possível Gestante com esquema completo a menos de 5 anos Não vacinar Gestante com esquema completo a mais de 5 anos e menos de 10 anos Administrar uma dose o mais precoce possível
  • 38. VACINA dT HEPATITE B dT Gestantes em qualquer período gestacional Três doses com intervalo de 60 dias entre elas. Também é possível considerar o intervalo de 30 dias entre as doses. Caso a gestante tenha recebido a última dose há mais de 5 (cinco) anos, deve-se antecipar o reforço tão logo seja possível. A última dose deve ser feita até no máximo 20 dias antes da data provável do parto. Influenza Gestantes em qualquer período gestacional Dose única durante a Campanha Anual contra Influenza. Hepatite B Gestante após o primeiro trimestre de gestação Três doses com intervalo de 30 dias entre a primeira e a segunda e de 180 dias entre a primeira e a terceira. dTPa Gestante após a 20° semana ou Puerpério (Até 45 dias) Deve ser administrada uma dose a cada gestação.
  • 39.  Hemograma  Tipagem sanguínea e fator Rh  Coombs indireto (se for Rh negativo)  Glicemia em jejum  Teste rápido de triagem para sífilis e/ou VDRL  Teste rápido diagnóstico anti-HIV  Anti-HIV  Toxoplasmose e Citomegalovírus IgM e IgG  Sorologia para hepatite B (HbsAg)  Urocultura + urina tipo I (sumário de urina)  Ultrassonografia obstétrica  Citopatológico de colo de útero (se for necessário)  Exame da secreção vaginal (se houver indicação clínica)  Parasitológico de fezes (se houver indicação clínica) 1ª consulta ou 1º trimestre
  • 40.  Teste de tolerância para glicose com 75g, se a glicemia estiver acima de 85mg/dl ou se houver fator de risco (realize este exame preferencialmente entre a 24ª e a 28ª semana)  Coombs indireto (se for Rh negativo)  Urocultura + urina tipo I (sumário de urina) 2º trimestre
  • 41.  Hemograma  Glicemia em jejum  Coombs indireto (se for Rh negativo)  VDRL  Anti-HIV  Sorologia para hepatite B (HbsAg)  Repita o exame de toxoplasmose se o IgG não for reagente  Urocultura + urina tipo I (sumário de urina – SU)  Bacterioscopia de secreção vaginal (a partir de 37 semanas de gestação 3º trimestre
  • 42.  Alimentação a base de frutas, legumes e verduras frescas preferencialmente cruas; alimentos com fontes de ferro junto com frutas cítricas;  Fracionar em 3 refeições principais e pelo menos 2 lanches;  Evitar doces, massas, frituras, comidas industrializadas e temperos prontos;  Preferir alimentos naturais: feijão, arroz, batata, macaxeira, inhame, tapioca, azeite, pequenas porções de peixe, carne e frango, fígado, moela, ovo, queijo, leite, iogurtes;  Substituir sobremesas por frutas;
  • 43.  Restringir o uso do pão francês nosso de cada dia;  Evitar excesso de líquido nas refeições e beber no mínimo entre 6 a 8 copos de água/dia ou de acordo a necessidade individual;  Beber água tratada e lavar bem as frutas, legumes e verduras;  Evitar café, refrigerante, sucos industrializados, biscoitos recheados, salsichas, caldo knorr, miojo, sazon, salgadinhos, presuntos e embutidos industrializados;
  • 44.  Idade menor a 15 anos e maior que 35 anos;  Ocupação: esforço físico exagerado, extensa carga horaria de trabalho , exposição a agentes físicos, químicos e biológicos, estresse;  Situação familiar e conjugal insegura, gravidez indesejada, adolescentes;  Baixa escolaridade;  Condições ambientais desfavoráveis;  IMC que evidencie baixo peso, sobrepeso ou obesidade;  História reprodutiva anterior:
  • 45.  Síndromes hemorrágicas e hipertensivas;  Intervalo interpartal menor que 2 anos e maior que 5 anos;  Nuliparidade e multiparidade (5 ou + partos);  Cirurgia uterina anterior; 3 ou mais cesarianas.  Gestação atual: infecção urinária; ganho ponderal inadequado; anemia.