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Profa. Natasha Louise
 O preparo da gestante para o parto abrange a
incorporação de um conjunto de cuidados, medidas e
atividades que têm como objetivo oferecer à mulher a
possibilidade de vivenciar a experiência do trabalho de
parto e parto como processos fisiológicos, sentindo-se
protagonista do processo.
A vivência que a mulher terá neste momento será mais ou menos prazerosa, mais ou menos
positiva, mais ou menos traumática, a depender de uma série de condições, desde aquelas
intrínsecas à mulher e à gestação, até aquelas diretamente relacionadas ao sistema de saúde.
 Preparar a parturiente para o momento do nascimento do seu bebê;
 Promover o exercício da maternidade com segurança e bem estar;
 Ter como produto dessa assistência uma mãe e uma criança saudáveis,
com o menor nível possível de intervenção compatível com a segurança.
 Parto vaginal (ou natural);
 Parto cirúrgico (a cesárea/cesariana).
Os partos vaginais podem ser diferenciados em: partos vaginais cirúrgicos – que acontecem
normalmente nos hospitais com intervenções médicas como analgesia, aplicação de ocitocina,
episiotomia, etc e;
Parto natural é caracterizado pela ausência de intervenções médicas, como anestesia, analgésico ou
aplicação de hormônio para estimular as contrações. Podem ser usadas técnicas naturais para o alívio da
dor, como massagens, água quente ou diferentes posições. Uma vez que não há administração de
fármacos, a recuperação costuma ser mais fácil.
 O parto normal pode ser realizado em posições variadas, como deitada, de cócoras, ou utilizando uma
cadeira de parto. Há também a possibilidade de ser realizado na água, em uma banheira apropriada.
o Receber e passar o plantão;
o Comunicar ao enfermeiro de plantão a admissão de nova paciente;
o Comunicar as intercorrências a equipe;
o Efetuar a limpeza concorrente na unidade da paciente;
o Verificar os sinais vitais, anotar em impresso próprio e notificar o enfermeiro caso haja alterações;
o Realizar punção venosa e identificá-la;
o Coletar exames solicitados (VDRL, HIV e tipagem sanguínea) na admissão;
o Administrar medicamentos conforme a prescrição e fazer a checagem com a anotação correspondente;
o Atender a paciente em suas solicitações;
o Registrar todos os procedimentos executados;
o Auxiliar na verificação e controle de materiais e medicamentos;
o Checar os equipamentos e materiais de consumo das salas de parto normal e notificar o enfermeiro do setor no caso de
intercorrências;
o Cumprir os regulamentos do Hospital e seguir o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem.
 Poder receber uma atenção durante o trabalho de parto que ofereça a possibilidade de controle da
dor quando, e, se necessário, é um direito da mulher brasileira, garantido por portarias do Ministério
da Saúde (n° 2.815 de 1998 e, posteriormente, a de n° 572 de 2000), que incluem a analgesia de
parto na tabela de procedimentos obstétricos remunerados pelo SUS.
 Resumidamente, existem três métodos para o controle
da dor durante o trabalho de parto e o parto:
 Não farmacológicos,
 Farmacológicos sistêmicos e
 Farmacológicos regionais.
O trabalho de parto é dividido em 4 fases:
 Primeiro Estágio – Contração e Dilatação.
- Pode ser dividido em duas partes:
 Fase Latente;
 Fase Ativa.
 Segundo Estágio – Período Expulsivo.
 Terceiro Estágio – Dequitação da Placenta.
 Quarto Estagio – Greenberg (pós-parto imediato).
 Estabelecer relação com a parturiente e seus familiares;
 Fornecer líquidos leves conforme prescrição médica;
 Explicar todos os procedimentos durante o trabalho de parto;
 Monitorar os sinais vitais maternos:
 Temperatura a cada 6 horas, exceto no caso de hipertermia ou no rompimento das membranas, que
exigem a verificação a cada 2 horas e sempre que necessário;
 Verificação de pulso e respiração de acordo com a rotina do setor;
 Pressão Arterial a cada 6 horas, exceto no caso de hipertensão ou hipotensão, ou quando a parturiente
receber medicamento que interfira na estabilidade hemodinâmica;
 Oferecer os métodos não farmacológicos de alívio da dor de acordo com a aceitação da parturiente;
 Estimular a parturiente a uma atitude ativa com movimentação e exercícios livres durante o trabalho
de parto, parto e nascimento, favorecendo as posições verticais e uso de métodos não invasivos para
alívio da dor;
 Estimular as técnicas de conforto;
 Ajudar a parturiente a mudar de posição;
 Orientar a paciente a caminhar, agachar, ficar semi-sentada, manter-se em decúbito lateral esquerdo,
auxiliar no banho de aspersão ou imersão;
 Administrar medicações prescritas, caso necessário;
 Observar sinais e sintomas após a administração das medicações;
 Incentivar o esvaziamento da bexiga.
TAMPÃO MUCOSO
 Segundo estágio (período expulsivo) inicia-se com a dilatação máxima e termina com a expulsão do
feto.
 Nesta fase são necessárias as seguintes intervenções de enfermagem:
 Preparar a mesa de parto usando técnica asséptica;
 Preparar materiais para receber o RN;
 Monitorar os sinais vitais maternos;
 Incentivar o aleitamento materno na primeira hora de vida;
 Identificar o RN com pulseira e/ou tornozeleira, registrando o nome da mãe, data e hora do
nascimento e prontuário.
 Terceiro estágio (Dequitação – desprendimento da placenta) verificar integridade da placenta.
 Para isto, algumas medidas devem ser tomadas:
 Observar sangramento. Perda de mais de 500 ml de sangue pode representar risco de choque
hipovolêmico;
 Realizar a coleta do sangue do cordão para obter amostra de sangue a fim de realizar análise
bioquímica e hematológica;
 Ocitocina profilática 10UI via IM pós-parto.
 Quarto estágio (Greenberg) – Pós-parto imediato *hemorragia pós-parto (HPP) é a causa mais
comum de mortalidade;
 Cuidados:
 Limpeza de sangramento da vulva com compressas estéreis;
 Enxugar as coxas e nádegas e aplicar compressa no períneo ou abaixo das nádegas;
 Observar sinais de contração uterina e da quantidade de sangramento pós-parto, pois pode ocorrer
hemorragia pós-parto, principalmente por atonia ou hipotonia uterina;
 Verificar SV a cada 15 minutos durante o pós-parto imediato;
 É também momento adequado para promoção de ações que possibilitem o vínculo mãe/bebê,
evitando-se a separação desnecessária.
 Procedimento cirúrgico que objetiva aumentar a abertura vaginal por uma incisão no períneo, no final
do período expulsivo, no momento do desprendimento fetal.
Estudos mostram quem:
 Não ajuda a diminuir lacerações graves;
 Pode ajudar a aumentar lacerações;
 Não diminui o tempo de trabalho de parto;
 Não diminui o risco de incontinência urinaria ou de bexiga caída.
Tipos de laceração:
- Períneo integro;
- Laceração de 1° grau;
- Laceração de 2° grau;
- Laceração de 3° ou 4° grau.
 A cesárea é um procedimento cirúrgico que, quando bem indicado tem papel fundamental na redução da
morbidade e mortalidade perinatal e materna;
 Deve ser realizada baseada nas condições clínicas (da gestante e do feto) que contraindiquem o parto
normal.
Algumas Indicações de Cesárea:
- REAIS
 Prolapso de cordão – com dilatação não completa;
 Descolamento prematuro da placenta com feto vivo – fora do período expulsivo;
 Placenta prévia parcial ou total (total ou centro-parcial);
 Apresentação córmica (situação transversa) - durante o trabalho de parto (antes pode ser
tentada a versão cefálica externa - VCE);
 Ruptura de vasa prévia;
 Herpes genital com lesão ATIVA no momento em que se inicia o trabalho de parto.
Desproporção cefalopélvica (DCP);
Sofrimento fetal agudo (o termo mais correto atualmente é "frequência cardíaca fetal não-
tranquilizadora", exatamente para evitar diagnósticos equivocados baseados tão-somente em padrões
anômalos de freqüência cardíaca fetal);
Parada de progressão que não resolve com as medidas habituais (correção da hipoatividade uterina,
amniotomia.
Apresentação pélvica (recomenda-se oferecer versão cefálica externa depois de 36 semanas mas se
não for bem sucedida ou não for aceita pela gestante, discutir riscos e benefícios: o parto pélvico só
deve ser tentado com equipe experiente e se for essa a decisão da gestante);
Duas ou mais cesáreas anteriores (o risco potencial de uma ruptura uterina - deve ser pesado contra
os riscos de se repetir a cesariana;
HIV/Aids (cesariana eletiva indicada se HIV + com contagem de CD4 baixa ou desconhecida e/ou
carga viral acima de 1.000 cópias ou desconhecida).
 Exames pré-operatórios mínimos: Hemograma e tipagem sanguínea, exceto nas indicações de
emergência;
 Antibióticoterapia profilática;
 Jejum de no mínimo 8 horas nas cirurgias eletivas;
 Orientações à gestante e vestuário próprio e retirada de próteses e adornos;
 Tricotomia suprapúbica;
 Antissepsia do abdome e coxas com clorexidina degermante a 2%;
 Acesso venoso calibroso e pervio;
 Cateterismo vesical com sonda de Foley n° 12 ou 14;
 Preparação dos equipamentos necessários para o cuidado com o bebê.
 Preparativos pré – operatório:
 Anestesia
- A raquidiana e a peridural são as mais utilizadas.
 Posição da mulher
- A cesárea é realizada com a mulher em decúbito dorsal horizontal.
 Antissepsia
- A degermação da pele e do abdômen materno com soluções de sabão neutro previamente à
antissepsia é fundamental.
Tempos operatórios principais da cesariana:
 Laparotomia com abertura e posterior fechamento;
 Histerectomia e histerorrafia;
 Extração do feto e de seus anexos.
 Recuperação pós-anestésica:
 A paciente obstétrica necessita dos mesmos cuidados pós-operatórios que outros pacientes
cirúrgicos;
 Vigilância devido às alterações fisiológicas que seguem no pós parto imediato e à possibilidade de
complicações relacionadas ao controle de sangramento e contratilidade uterina.
 Cuidados pós – operatórios:
 Monitorar sinais vitais;
 Monitorar sangramento pós-parto e tonicidade uterina (contração);
 Manter hidratação venosa e ocitocina por 12 horas;
 Dieta zero, nas primeiras 6 horas;
 Dieta branda a partir de 6-8 horas, conforme aceitação;
 Curativo da ferida operatória: Troca no 1° dia pós-operatório.
 Alta hospitalar com orientações;
 Referenciar para unidade de atenção primária para acolhimento mãe–bebê;
 Retirada de pontos – entre 7º e 10º dias pós-parto.
 Analgesia sistemática (AINE, Dipirona, Tramadol, Codeína+Paracetamol);
 Antieméticos;
 Manter sondagem vesical em sistema fechado, pelo período máximo de 06 horas, se deambulando
bem, devendo ser retirada pela enfermagem na ausência de recomendação de drenagem de demora;
 Estimular a amamentação precoce.
 Uma gravidez pode ir até 37 a 41 semanas e 6 dias. Portanto, uma gestação é considerada pós-termo
(aquele famoso “passou da hora”) somente quando ultrapassa as 42 semanas.
 A indução é indicada quando a gestação se estender além das 41 semanas e 6 dias ou houver alguma
razão para antecipar o nascimento como diabetes ou hipertensão. As formas e o melhor momento
para a indução é sempre discutido com a família de acordo com o quadro clínico da gestante.
 Formas de indução do parto:
Estímulos naturais:
 Banhos quentes;
 Escalda pés;
 Sexo;
 Caminhadas;
 Exercícios;
 Estimulação da mama.
 Descolamento das membranas (procedimento onde a Parteira/Obstetra faz um estimulo tátil no colo
do útero durante o exame de toque, visando descolar as membranas da bolsa do orifício do colo, o
que auxilia na produção de hormônios locais e pode desencadear o trabalho de parto).
 Uso de medicamentos como Misoprostol (comprimido de prostaglandina colocado na vagina em
intervalos regulares para indução do parto). Deve ser utilizado na dose de 25 mcg de 4 em 4 horas
até um máximo de 6 doses.
 Ocitocina (hormônio sintético colocado no soro para induzir contrações uterinas). Ela é
administrada por via intravenosa, de preferência com uma bomba de infusão para que a quantidade
do medicamento possa ser controlada com precisão.
 Inicia-se 1 a 2 horas após a saída da placenta e
tem o termino imprevisto, pois enquanto a mulher
amamentar ela estará sofrendo modificações da
gestação (lactância).
 Puerpério imediato: primeiras 24 hs pós-parto;
 Puerpério mediato: das 24 hs as 72 hs pós- parto;
 Puerpério tardio: de 72 hs até 11 dia pós-parto;
 Puerpério remoto: após 12 dias em diante.
 Útero: Altura: 15 cm (diminuindo cerca de 1 cm ao dia). No
primeiro dia pós-parto, atinge a altura do umbigo;
Sensibilidade - indolor a palpação;
 Vagina e Vulva: Ficam entreabertas, apresenta-se com a
coloração arroxeada. Volta a usa estrutura normal em 3
semanas;
 Períneo: Nos primeiros dias, os cuidados resumem-se na
rigorosa higiene local, duas a três vezes por dia e tantas
quantas a puérpera urinar ou defecar.
Mamas: único órgão que após o parto começa sua
evolução.
Após o parto (dois ou três dias), as mamas produzem
um líquido amarelo viscoso denominado colostro.
Os mamilos e a auréola podem ser lavados, antes das
mamadas e depois delas, apenas com água evitando
sabão por causar ressecamento.
 LÓQUIOS: Perda vaginal após o parto consiste em
secreções uterina e vaginais (sangue e revestimento
uterino).
- ASPECTO variáveis entre cor e volume.
 Lóquios vermelho ou rubro até 2° e 3° dia pós-parto.
 Lóquios escuro ou fosco até o 3° e 4° dia pós-parto.
 Lóquios amarelo ou flava do 5° dia pós-parto em
diante.
 Lóquios branco ou alba aparece em torno do 16° dia e
aos poucos desaparece.  Volta da menstruação: Por volta dos
45 dias há tendência a restabelecer
os ciclos menstruais normais.
 Manter acesso venoso, apalpar o útero para assegurar-se de este estar bem contraído;
 Controlar sangramento vaginal a cada 30 minutos ou com maior frequência se houver indicação e
observar a coloração das mucosas;
 Verificar sinais vitais (PAe P), ou com maior frequência;
 Observar e anotar o estado geral da paciente;
 Inspecionar incisão cirúrgica para detectar possível formação de hematoma;
 Estar alerta para a possibilidade de hipotonia ( diminuição do tônus muscular) ou atonia uterina (útero
é incapaz de realizar contrações).
 Estimular o banho diário, inclusive com a lavagem do cabelo. A puérpera apresenta uma sudorese
maior. O primeiro banho após o parto será assistido, para a segurança da paciente.
 Orientar sobre a necessidade de sono e repouso.
 Estimular a ingestão hídrica.
 Estimular a deambulação precoce após o parto. Após 4 horas para parto normal, com ou sem
episiotomia.
 Após 6 horas para partos sob anestesia peridural.
 Após 8 a 12 horas para partos sob anestesia raquidiana. Nestes, a puérpera deverá ser mantida em
decúbito dorsal até completar 12 horas ou segundo recomendação médica.
 Observar e anotar eliminações;
 Inspecionar as mamas diariamente.
 Orientar e ajudar no aleitamento marterno;
 Ensinar cuidados com mamas e mamilos;
 Ensinar e supervisionar todos os cuidados com o
recém-nascido (banhos, trocas, amamentaçãoetc.).
 Observar sucção do recém-nascido.
 Cesárea e laqueadura tubária: Retirar curativo após 24
horas, lavar a incisão com água e sabão ou sabonete
neutro. Manter a incisão limpa e seca.
 Episiotomia: Lavar com água e sabonete neutro três
vezes ao dia e após as evacuações e micções: Manter a
incisão limpa e seca.
 Verificar diariamente a cor, odor, aspecto e quantidade
dos lóquios.
 Observar diariamente a involução uterina.
 Hemorragias puerperais: perdas sanguíneas que por vezes tornam-se graves.
 Infecções puerperais: ocorre nas lacerações ou feridas do canal de parto ou zona de implantação
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 Rachaduras e fissuras do mamilo: as feridas superficiais denominam-se rachaduras e as profundas
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5° AULA - Assistência de Enfermagem no PARTO-PUÉRPERIO.pptx

  • 2.  O preparo da gestante para o parto abrange a incorporação de um conjunto de cuidados, medidas e atividades que têm como objetivo oferecer à mulher a possibilidade de vivenciar a experiência do trabalho de parto e parto como processos fisiológicos, sentindo-se protagonista do processo. A vivência que a mulher terá neste momento será mais ou menos prazerosa, mais ou menos positiva, mais ou menos traumática, a depender de uma série de condições, desde aquelas intrínsecas à mulher e à gestação, até aquelas diretamente relacionadas ao sistema de saúde.
  • 3.  Preparar a parturiente para o momento do nascimento do seu bebê;  Promover o exercício da maternidade com segurança e bem estar;  Ter como produto dessa assistência uma mãe e uma criança saudáveis, com o menor nível possível de intervenção compatível com a segurança.
  • 4.  Parto vaginal (ou natural);  Parto cirúrgico (a cesárea/cesariana).
  • 5. Os partos vaginais podem ser diferenciados em: partos vaginais cirúrgicos – que acontecem normalmente nos hospitais com intervenções médicas como analgesia, aplicação de ocitocina, episiotomia, etc e; Parto natural é caracterizado pela ausência de intervenções médicas, como anestesia, analgésico ou aplicação de hormônio para estimular as contrações. Podem ser usadas técnicas naturais para o alívio da dor, como massagens, água quente ou diferentes posições. Uma vez que não há administração de fármacos, a recuperação costuma ser mais fácil.
  • 6.  O parto normal pode ser realizado em posições variadas, como deitada, de cócoras, ou utilizando uma cadeira de parto. Há também a possibilidade de ser realizado na água, em uma banheira apropriada.
  • 7. o Receber e passar o plantão; o Comunicar ao enfermeiro de plantão a admissão de nova paciente; o Comunicar as intercorrências a equipe; o Efetuar a limpeza concorrente na unidade da paciente; o Verificar os sinais vitais, anotar em impresso próprio e notificar o enfermeiro caso haja alterações; o Realizar punção venosa e identificá-la; o Coletar exames solicitados (VDRL, HIV e tipagem sanguínea) na admissão; o Administrar medicamentos conforme a prescrição e fazer a checagem com a anotação correspondente; o Atender a paciente em suas solicitações; o Registrar todos os procedimentos executados; o Auxiliar na verificação e controle de materiais e medicamentos; o Checar os equipamentos e materiais de consumo das salas de parto normal e notificar o enfermeiro do setor no caso de intercorrências; o Cumprir os regulamentos do Hospital e seguir o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem.
  • 8.  Poder receber uma atenção durante o trabalho de parto que ofereça a possibilidade de controle da dor quando, e, se necessário, é um direito da mulher brasileira, garantido por portarias do Ministério da Saúde (n° 2.815 de 1998 e, posteriormente, a de n° 572 de 2000), que incluem a analgesia de parto na tabela de procedimentos obstétricos remunerados pelo SUS.  Resumidamente, existem três métodos para o controle da dor durante o trabalho de parto e o parto:  Não farmacológicos,  Farmacológicos sistêmicos e  Farmacológicos regionais.
  • 9. O trabalho de parto é dividido em 4 fases:  Primeiro Estágio – Contração e Dilatação. - Pode ser dividido em duas partes:  Fase Latente;  Fase Ativa.  Segundo Estágio – Período Expulsivo.  Terceiro Estágio – Dequitação da Placenta.  Quarto Estagio – Greenberg (pós-parto imediato).
  • 10.  Estabelecer relação com a parturiente e seus familiares;  Fornecer líquidos leves conforme prescrição médica;  Explicar todos os procedimentos durante o trabalho de parto;  Monitorar os sinais vitais maternos:  Temperatura a cada 6 horas, exceto no caso de hipertermia ou no rompimento das membranas, que exigem a verificação a cada 2 horas e sempre que necessário;  Verificação de pulso e respiração de acordo com a rotina do setor;  Pressão Arterial a cada 6 horas, exceto no caso de hipertensão ou hipotensão, ou quando a parturiente receber medicamento que interfira na estabilidade hemodinâmica;
  • 11.  Oferecer os métodos não farmacológicos de alívio da dor de acordo com a aceitação da parturiente;  Estimular a parturiente a uma atitude ativa com movimentação e exercícios livres durante o trabalho de parto, parto e nascimento, favorecendo as posições verticais e uso de métodos não invasivos para alívio da dor;  Estimular as técnicas de conforto;  Ajudar a parturiente a mudar de posição;
  • 12.  Orientar a paciente a caminhar, agachar, ficar semi-sentada, manter-se em decúbito lateral esquerdo, auxiliar no banho de aspersão ou imersão;  Administrar medicações prescritas, caso necessário;  Observar sinais e sintomas após a administração das medicações;  Incentivar o esvaziamento da bexiga.
  • 14.  Segundo estágio (período expulsivo) inicia-se com a dilatação máxima e termina com a expulsão do feto.  Nesta fase são necessárias as seguintes intervenções de enfermagem:  Preparar a mesa de parto usando técnica asséptica;  Preparar materiais para receber o RN;  Monitorar os sinais vitais maternos;  Incentivar o aleitamento materno na primeira hora de vida;  Identificar o RN com pulseira e/ou tornozeleira, registrando o nome da mãe, data e hora do nascimento e prontuário.
  • 15.  Terceiro estágio (Dequitação – desprendimento da placenta) verificar integridade da placenta.  Para isto, algumas medidas devem ser tomadas:  Observar sangramento. Perda de mais de 500 ml de sangue pode representar risco de choque hipovolêmico;  Realizar a coleta do sangue do cordão para obter amostra de sangue a fim de realizar análise bioquímica e hematológica;  Ocitocina profilática 10UI via IM pós-parto.
  • 16.  Quarto estágio (Greenberg) – Pós-parto imediato *hemorragia pós-parto (HPP) é a causa mais comum de mortalidade;  Cuidados:  Limpeza de sangramento da vulva com compressas estéreis;  Enxugar as coxas e nádegas e aplicar compressa no períneo ou abaixo das nádegas;  Observar sinais de contração uterina e da quantidade de sangramento pós-parto, pois pode ocorrer hemorragia pós-parto, principalmente por atonia ou hipotonia uterina;  Verificar SV a cada 15 minutos durante o pós-parto imediato;  É também momento adequado para promoção de ações que possibilitem o vínculo mãe/bebê, evitando-se a separação desnecessária.
  • 17.
  • 18.
  • 19.  Procedimento cirúrgico que objetiva aumentar a abertura vaginal por uma incisão no períneo, no final do período expulsivo, no momento do desprendimento fetal. Estudos mostram quem:  Não ajuda a diminuir lacerações graves;  Pode ajudar a aumentar lacerações;  Não diminui o tempo de trabalho de parto;  Não diminui o risco de incontinência urinaria ou de bexiga caída. Tipos de laceração: - Períneo integro; - Laceração de 1° grau; - Laceração de 2° grau; - Laceração de 3° ou 4° grau.
  • 20.  A cesárea é um procedimento cirúrgico que, quando bem indicado tem papel fundamental na redução da morbidade e mortalidade perinatal e materna;  Deve ser realizada baseada nas condições clínicas (da gestante e do feto) que contraindiquem o parto normal.
  • 21. Algumas Indicações de Cesárea: - REAIS  Prolapso de cordão – com dilatação não completa;  Descolamento prematuro da placenta com feto vivo – fora do período expulsivo;  Placenta prévia parcial ou total (total ou centro-parcial);  Apresentação córmica (situação transversa) - durante o trabalho de parto (antes pode ser tentada a versão cefálica externa - VCE);  Ruptura de vasa prévia;  Herpes genital com lesão ATIVA no momento em que se inicia o trabalho de parto.
  • 22. Desproporção cefalopélvica (DCP); Sofrimento fetal agudo (o termo mais correto atualmente é "frequência cardíaca fetal não- tranquilizadora", exatamente para evitar diagnósticos equivocados baseados tão-somente em padrões anômalos de freqüência cardíaca fetal); Parada de progressão que não resolve com as medidas habituais (correção da hipoatividade uterina, amniotomia.
  • 23. Apresentação pélvica (recomenda-se oferecer versão cefálica externa depois de 36 semanas mas se não for bem sucedida ou não for aceita pela gestante, discutir riscos e benefícios: o parto pélvico só deve ser tentado com equipe experiente e se for essa a decisão da gestante); Duas ou mais cesáreas anteriores (o risco potencial de uma ruptura uterina - deve ser pesado contra os riscos de se repetir a cesariana; HIV/Aids (cesariana eletiva indicada se HIV + com contagem de CD4 baixa ou desconhecida e/ou carga viral acima de 1.000 cópias ou desconhecida).
  • 24.  Exames pré-operatórios mínimos: Hemograma e tipagem sanguínea, exceto nas indicações de emergência;  Antibióticoterapia profilática;  Jejum de no mínimo 8 horas nas cirurgias eletivas;  Orientações à gestante e vestuário próprio e retirada de próteses e adornos;  Tricotomia suprapúbica;  Antissepsia do abdome e coxas com clorexidina degermante a 2%;  Acesso venoso calibroso e pervio;  Cateterismo vesical com sonda de Foley n° 12 ou 14;  Preparação dos equipamentos necessários para o cuidado com o bebê.  Preparativos pré – operatório:
  • 25.  Anestesia - A raquidiana e a peridural são as mais utilizadas.  Posição da mulher - A cesárea é realizada com a mulher em decúbito dorsal horizontal.  Antissepsia - A degermação da pele e do abdômen materno com soluções de sabão neutro previamente à antissepsia é fundamental. Tempos operatórios principais da cesariana:  Laparotomia com abertura e posterior fechamento;  Histerectomia e histerorrafia;  Extração do feto e de seus anexos.
  • 26.  Recuperação pós-anestésica:  A paciente obstétrica necessita dos mesmos cuidados pós-operatórios que outros pacientes cirúrgicos;  Vigilância devido às alterações fisiológicas que seguem no pós parto imediato e à possibilidade de complicações relacionadas ao controle de sangramento e contratilidade uterina.
  • 27.  Cuidados pós – operatórios:  Monitorar sinais vitais;  Monitorar sangramento pós-parto e tonicidade uterina (contração);  Manter hidratação venosa e ocitocina por 12 horas;  Dieta zero, nas primeiras 6 horas;  Dieta branda a partir de 6-8 horas, conforme aceitação;  Curativo da ferida operatória: Troca no 1° dia pós-operatório.
  • 28.  Alta hospitalar com orientações;  Referenciar para unidade de atenção primária para acolhimento mãe–bebê;  Retirada de pontos – entre 7º e 10º dias pós-parto.  Analgesia sistemática (AINE, Dipirona, Tramadol, Codeína+Paracetamol);  Antieméticos;  Manter sondagem vesical em sistema fechado, pelo período máximo de 06 horas, se deambulando bem, devendo ser retirada pela enfermagem na ausência de recomendação de drenagem de demora;  Estimular a amamentação precoce.
  • 29.  Uma gravidez pode ir até 37 a 41 semanas e 6 dias. Portanto, uma gestação é considerada pós-termo (aquele famoso “passou da hora”) somente quando ultrapassa as 42 semanas.  A indução é indicada quando a gestação se estender além das 41 semanas e 6 dias ou houver alguma razão para antecipar o nascimento como diabetes ou hipertensão. As formas e o melhor momento para a indução é sempre discutido com a família de acordo com o quadro clínico da gestante.  Formas de indução do parto: Estímulos naturais:  Banhos quentes;  Escalda pés;  Sexo;  Caminhadas;  Exercícios;  Estimulação da mama.
  • 30.  Descolamento das membranas (procedimento onde a Parteira/Obstetra faz um estimulo tátil no colo do útero durante o exame de toque, visando descolar as membranas da bolsa do orifício do colo, o que auxilia na produção de hormônios locais e pode desencadear o trabalho de parto).  Uso de medicamentos como Misoprostol (comprimido de prostaglandina colocado na vagina em intervalos regulares para indução do parto). Deve ser utilizado na dose de 25 mcg de 4 em 4 horas até um máximo de 6 doses.  Ocitocina (hormônio sintético colocado no soro para induzir contrações uterinas). Ela é administrada por via intravenosa, de preferência com uma bomba de infusão para que a quantidade do medicamento possa ser controlada com precisão.
  • 31.
  • 32.  Inicia-se 1 a 2 horas após a saída da placenta e tem o termino imprevisto, pois enquanto a mulher amamentar ela estará sofrendo modificações da gestação (lactância).  Puerpério imediato: primeiras 24 hs pós-parto;  Puerpério mediato: das 24 hs as 72 hs pós- parto;  Puerpério tardio: de 72 hs até 11 dia pós-parto;  Puerpério remoto: após 12 dias em diante.
  • 33.  Útero: Altura: 15 cm (diminuindo cerca de 1 cm ao dia). No primeiro dia pós-parto, atinge a altura do umbigo; Sensibilidade - indolor a palpação;  Vagina e Vulva: Ficam entreabertas, apresenta-se com a coloração arroxeada. Volta a usa estrutura normal em 3 semanas;  Períneo: Nos primeiros dias, os cuidados resumem-se na rigorosa higiene local, duas a três vezes por dia e tantas quantas a puérpera urinar ou defecar.
  • 34. Mamas: único órgão que após o parto começa sua evolução. Após o parto (dois ou três dias), as mamas produzem um líquido amarelo viscoso denominado colostro. Os mamilos e a auréola podem ser lavados, antes das mamadas e depois delas, apenas com água evitando sabão por causar ressecamento.
  • 35.  LÓQUIOS: Perda vaginal após o parto consiste em secreções uterina e vaginais (sangue e revestimento uterino). - ASPECTO variáveis entre cor e volume.  Lóquios vermelho ou rubro até 2° e 3° dia pós-parto.  Lóquios escuro ou fosco até o 3° e 4° dia pós-parto.  Lóquios amarelo ou flava do 5° dia pós-parto em diante.  Lóquios branco ou alba aparece em torno do 16° dia e aos poucos desaparece.  Volta da menstruação: Por volta dos 45 dias há tendência a restabelecer os ciclos menstruais normais.
  • 36.  Manter acesso venoso, apalpar o útero para assegurar-se de este estar bem contraído;  Controlar sangramento vaginal a cada 30 minutos ou com maior frequência se houver indicação e observar a coloração das mucosas;  Verificar sinais vitais (PAe P), ou com maior frequência;  Observar e anotar o estado geral da paciente;  Inspecionar incisão cirúrgica para detectar possível formação de hematoma;  Estar alerta para a possibilidade de hipotonia ( diminuição do tônus muscular) ou atonia uterina (útero é incapaz de realizar contrações).
  • 37.  Estimular o banho diário, inclusive com a lavagem do cabelo. A puérpera apresenta uma sudorese maior. O primeiro banho após o parto será assistido, para a segurança da paciente.  Orientar sobre a necessidade de sono e repouso.  Estimular a ingestão hídrica.  Estimular a deambulação precoce após o parto. Após 4 horas para parto normal, com ou sem episiotomia.  Após 6 horas para partos sob anestesia peridural.  Após 8 a 12 horas para partos sob anestesia raquidiana. Nestes, a puérpera deverá ser mantida em decúbito dorsal até completar 12 horas ou segundo recomendação médica.
  • 38.  Observar e anotar eliminações;  Inspecionar as mamas diariamente.  Orientar e ajudar no aleitamento marterno;  Ensinar cuidados com mamas e mamilos;  Ensinar e supervisionar todos os cuidados com o recém-nascido (banhos, trocas, amamentaçãoetc.).  Observar sucção do recém-nascido.
  • 39.  Cesárea e laqueadura tubária: Retirar curativo após 24 horas, lavar a incisão com água e sabão ou sabonete neutro. Manter a incisão limpa e seca.  Episiotomia: Lavar com água e sabonete neutro três vezes ao dia e após as evacuações e micções: Manter a incisão limpa e seca.  Verificar diariamente a cor, odor, aspecto e quantidade dos lóquios.  Observar diariamente a involução uterina.
  • 40.  Hemorragias puerperais: perdas sanguíneas que por vezes tornam-se graves.  Infecções puerperais: ocorre nas lacerações ou feridas do canal de parto ou zona de implantação da placenta, podendo comprometer todo o aparelho genital e organismo.  Rachaduras e fissuras do mamilo: as feridas superficiais denominam-se rachaduras e as profundas fissuras. São observadas frequentemente nos primeiros dias de lactação.  Mastites: São processos inflamatórios das mamas.  Hematomas vulvares: Quando são realizadas as episiotomias, após sua reparação, pode ocorrer que um vaso fique sangrando dentro da ferida suturada, causando um hematoma.