GEOGRAFIA A
Ensino Secundário
1
2

Conceitos
 Função

central - atividade realizada pelo
indivíduo ou pela unidade empresarial que
fornece bens ou serviços, localizada num
ponto que ocupa uma posição central em
relação ao mercado que serve (por exemplo,
hospital geral, escola de condução e clube de
vídeo)

 Uma

função será tanto mais central quanto
mais especializada, ou seja, mais rara.
3

 Unidade

funcional - cada unidade que presta
uma determinada função central. Assim, uma
função central(por exemplo, hospital geral)
pode ser prestada por diversas unidades
funcionais, no caso específico, diversos
estabelecimentos hospitalares.

 Lugar

central - todo o centro urbano que
presta funções centrais para a sua região
periférica, designada aqui de área de
influência.
4

 Centralidade

- representa o grau em que
determinado centro urbano exerce funções
centrais.

 Raio

de eficiência de uma função central distância limite a que as populações se
deslocam para obter o bem ou serviço
prestado pela função central, isto é, distância
para além da qual há poucas probabilidades
de que alguém se desloque para adquirir
esse bem ou serviço. Varia com o grau de
raridade e a frequência de utilização dos
bens.
5



Área de influência (ou hinterland) de uma função
central (num determinado centro urbano) – corresponde
ao lugar geométrico onde se encontram utentes da
função central. Na teoria, a área de influência de uma
função central depende dos seguintes fatores que
atuam em sentidos opostos:




esforço que se pode exigir ao cidadão para aceder ao
bem, quanto maior a área de influência maior será este
esforço, logo este fator atua no sentido de procurar
diminuir a área de influência;
limiar mínimo de procura da função, ou seja, para viabilizar
a prestação de uma determinada função é necessário
garantir a existência de um número mínimo de
clientes/utentes; desta forma, este fator atua no sentido de
maximizar a área de influência.
6

Índice de
centralidade dos
centros urbanos
O número de funções
prestadas por um centro
urbano, a ponderação
atribuída ao grau de
especialização e o número
de unidades funcionais que
detém determina o índice de
centralidade.
O cálculo deste índice
resulta na hierarquia de
centros urbanos, neste
caso, de Portugal
continental e R.A.Madeira.
7

Marginalidade
funcional
Indicador de carência das
funções não especializadas
não disponíveis a nível da
freguesia.
Quanto maior a percentagem
destes serviços mais elevado
será o nível de carência.
Enquanto que, para obter
uma função especializada
um consumidor está disposto
a despender um maior
esforço na deslocação, com
uma função não
especializada o esforço é
menor.
8

 A geografia







das carências mostra um:

litoral com níveis de carências muito reduzidos
interior com níveis de carências mais
acentuados
norte de Portugal com mais carências
sul de Portugal globalmente mais dotado em
“serviços básicos”

(Os níveis de carência qualitativos têm como referência os seguintes
limiares quantitativos: Nula (detêm a totalidade das funções de classe 4);
Reduzido (detêm entre 75 e 99%); Moderado (detêm entre 50 e 75%);
Elevado (detêm 50% ou menos).
9

Hierarquia das classes de funções
urbanas segundo o INE
Classe

Denominação

1

Funções muito especializadas

2

Funções especializadas

3

Funções pouco especializadas

4

Funções não especializadas

A centralidade traduz a extensão das funções prestadas pelo lugar
central. Teoricamente, o centro urbano mais central será aquele
que prestar maior número de funções.
10

Índice de
Centralidade
dos centros
urbanos

Destacam-se os sistemas metropolitanos
de Lisboa e Porto dominando áreas de
influência para funções muito
especializadas – arquipélagos
metropolitanos.
No caso do Porto há, também, lógicas de
dependência que se alargam até Braga ou
Famalicão.
No caso de Lisboa, um sistema urbano
mais concentrado, há atração pontual por
centros urbanos mais distantes, por
exemplo, Beja, Santiago do Cacém e
Torres Vedras.
Os restantes subsistemas urbanos
organizam-se em torno de um único centro
urbano com capacidade de estruturar
áreas de influência para funções muito
especializadas.
No interior Norte e Centro e no território
serrano entre o Alentejo e o Algarve há um
conjunto de freguesias com elevados
índices de marginalidade funcional.
11

CESAP – Carta de Equipamentos e Serviços
de Apoio à População 2002




Trata-se de um inventário, ao nível de freguesia, de
cerca de 400 equipamentos e serviços de natureza
pública e privada e da caraterização da acessibilidade
das populações a esses equipamentos e serviços.
Inventário que considerou como áreas temáticas:
Serviços e Comércio; Locais de Culto; Acolhimento
Empresarial; Ambiente e Energia; Transportes e
Comunicações; Ensino, Saúde e Segurança Social;
Desporto; Cultura e Lazer; Alojamento Turístico e
Atrações Turísticas.
12
13
14

Segundo o INE, na hierarquia dos centros
urbanos, verifica-se que, estes:
 Equivalem

a nós territoriais
 Concentram funções necessárias ao quotidiano das
populações que residem neles e nas área que
influenciam
 Estabelecem uma hierarquia que reflete o número
e o tipo de funções que cada um dispõe
 Estão organizados em redes onde as relações de
dependência levam à mobilidade das populações
para adquirirem bens e serviços
15

Densidade das Redes nas opções
dos cursos do ensino superior
Uma vez
mais,
destacam-se
Lisboa e Porto
ea
importância da
oferta de
ensino
superior em
centros
urbanos
localizados no
Interior e no
Sul
16

Índice de
centralidade
dos centros
urbanos da
Região
Norte: Porto,
Matosinhos,
Gaia, Braga
e Guimarães
sobressaem
pela sua
centralidade.
17
Pormenor da estrutura de fluxos para acesso a funções muito
especializadas na Região Norte
18

A centralidade de um
lugar está diretamente
relacionada com:
- O número de funções
- A diversidade/grau de
especialização das
funções
- O número e unidades
funcionais.

- Na região Centro, os lugares mais centrais são cidades, sendo as 6 primeiras todas
capitais de distrito. É visível a relação entre a centralidade dos centros urbanos e a
sua dimensão populacional.
19

Funções muito especializadas
Áreas de influência e fluxos
gerados para acesso a …
Funções especializadas
20

Uma vez mais constatamse os efeitos da:
- Litoralização
- Macrocefalia
- Bipolarização
que estão na base das
fortes assimetrias que
marcam o território
nacional, caraterísticas
que tendem a assumir um
papel estrutural face ao
agravamento que se
antevê.
21

O que se pode concluir da leitura dos mapas:





Um sistema urbano em cuja estrutura se distinguem os
sistemas metropolitanos de Lisboa e Porto, mais
complexos e que extravasam os limites administrativos
das respectivas áreas metropolitanas (englobando, por
exemplo, Braga, no caso do Porto, e Torres Vedras, no
caso de Lisboa).
Um território não metropolitano estruturado
maioritariamente em torno de capitais de distrito.
Mais de metade do território do Continente estruturado
num número reduzido de centros urbanos do interior
que possibilitam o acesso a bens e serviços.

Fluxos urbanos

  • 1.
  • 2.
    2 Conceitos  Função central -atividade realizada pelo indivíduo ou pela unidade empresarial que fornece bens ou serviços, localizada num ponto que ocupa uma posição central em relação ao mercado que serve (por exemplo, hospital geral, escola de condução e clube de vídeo)  Uma função será tanto mais central quanto mais especializada, ou seja, mais rara.
  • 3.
    3  Unidade funcional -cada unidade que presta uma determinada função central. Assim, uma função central(por exemplo, hospital geral) pode ser prestada por diversas unidades funcionais, no caso específico, diversos estabelecimentos hospitalares.  Lugar central - todo o centro urbano que presta funções centrais para a sua região periférica, designada aqui de área de influência.
  • 4.
    4  Centralidade - representao grau em que determinado centro urbano exerce funções centrais.  Raio de eficiência de uma função central distância limite a que as populações se deslocam para obter o bem ou serviço prestado pela função central, isto é, distância para além da qual há poucas probabilidades de que alguém se desloque para adquirir esse bem ou serviço. Varia com o grau de raridade e a frequência de utilização dos bens.
  • 5.
    5  Área de influência(ou hinterland) de uma função central (num determinado centro urbano) – corresponde ao lugar geométrico onde se encontram utentes da função central. Na teoria, a área de influência de uma função central depende dos seguintes fatores que atuam em sentidos opostos:   esforço que se pode exigir ao cidadão para aceder ao bem, quanto maior a área de influência maior será este esforço, logo este fator atua no sentido de procurar diminuir a área de influência; limiar mínimo de procura da função, ou seja, para viabilizar a prestação de uma determinada função é necessário garantir a existência de um número mínimo de clientes/utentes; desta forma, este fator atua no sentido de maximizar a área de influência.
  • 6.
    6 Índice de centralidade dos centrosurbanos O número de funções prestadas por um centro urbano, a ponderação atribuída ao grau de especialização e o número de unidades funcionais que detém determina o índice de centralidade. O cálculo deste índice resulta na hierarquia de centros urbanos, neste caso, de Portugal continental e R.A.Madeira.
  • 7.
    7 Marginalidade funcional Indicador de carênciadas funções não especializadas não disponíveis a nível da freguesia. Quanto maior a percentagem destes serviços mais elevado será o nível de carência. Enquanto que, para obter uma função especializada um consumidor está disposto a despender um maior esforço na deslocação, com uma função não especializada o esforço é menor.
  • 8.
    8  A geografia     dascarências mostra um: litoral com níveis de carências muito reduzidos interior com níveis de carências mais acentuados norte de Portugal com mais carências sul de Portugal globalmente mais dotado em “serviços básicos” (Os níveis de carência qualitativos têm como referência os seguintes limiares quantitativos: Nula (detêm a totalidade das funções de classe 4); Reduzido (detêm entre 75 e 99%); Moderado (detêm entre 50 e 75%); Elevado (detêm 50% ou menos).
  • 9.
    9 Hierarquia das classesde funções urbanas segundo o INE Classe Denominação 1 Funções muito especializadas 2 Funções especializadas 3 Funções pouco especializadas 4 Funções não especializadas A centralidade traduz a extensão das funções prestadas pelo lugar central. Teoricamente, o centro urbano mais central será aquele que prestar maior número de funções.
  • 10.
    10 Índice de Centralidade dos centros urbanos Destacam-seos sistemas metropolitanos de Lisboa e Porto dominando áreas de influência para funções muito especializadas – arquipélagos metropolitanos. No caso do Porto há, também, lógicas de dependência que se alargam até Braga ou Famalicão. No caso de Lisboa, um sistema urbano mais concentrado, há atração pontual por centros urbanos mais distantes, por exemplo, Beja, Santiago do Cacém e Torres Vedras. Os restantes subsistemas urbanos organizam-se em torno de um único centro urbano com capacidade de estruturar áreas de influência para funções muito especializadas. No interior Norte e Centro e no território serrano entre o Alentejo e o Algarve há um conjunto de freguesias com elevados índices de marginalidade funcional.
  • 11.
    11 CESAP – Cartade Equipamentos e Serviços de Apoio à População 2002   Trata-se de um inventário, ao nível de freguesia, de cerca de 400 equipamentos e serviços de natureza pública e privada e da caraterização da acessibilidade das populações a esses equipamentos e serviços. Inventário que considerou como áreas temáticas: Serviços e Comércio; Locais de Culto; Acolhimento Empresarial; Ambiente e Energia; Transportes e Comunicações; Ensino, Saúde e Segurança Social; Desporto; Cultura e Lazer; Alojamento Turístico e Atrações Turísticas.
  • 12.
  • 13.
  • 14.
    14 Segundo o INE,na hierarquia dos centros urbanos, verifica-se que, estes:  Equivalem a nós territoriais  Concentram funções necessárias ao quotidiano das populações que residem neles e nas área que influenciam  Estabelecem uma hierarquia que reflete o número e o tipo de funções que cada um dispõe  Estão organizados em redes onde as relações de dependência levam à mobilidade das populações para adquirirem bens e serviços
  • 15.
    15 Densidade das Redesnas opções dos cursos do ensino superior Uma vez mais, destacam-se Lisboa e Porto ea importância da oferta de ensino superior em centros urbanos localizados no Interior e no Sul
  • 16.
    16 Índice de centralidade dos centros urbanosda Região Norte: Porto, Matosinhos, Gaia, Braga e Guimarães sobressaem pela sua centralidade.
  • 17.
    17 Pormenor da estruturade fluxos para acesso a funções muito especializadas na Região Norte
  • 18.
    18 A centralidade deum lugar está diretamente relacionada com: - O número de funções - A diversidade/grau de especialização das funções - O número e unidades funcionais. - Na região Centro, os lugares mais centrais são cidades, sendo as 6 primeiras todas capitais de distrito. É visível a relação entre a centralidade dos centros urbanos e a sua dimensão populacional.
  • 19.
    19 Funções muito especializadas Áreasde influência e fluxos gerados para acesso a … Funções especializadas
  • 20.
    20 Uma vez maisconstatamse os efeitos da: - Litoralização - Macrocefalia - Bipolarização que estão na base das fortes assimetrias que marcam o território nacional, caraterísticas que tendem a assumir um papel estrutural face ao agravamento que se antevê.
  • 21.
    21 O que sepode concluir da leitura dos mapas:    Um sistema urbano em cuja estrutura se distinguem os sistemas metropolitanos de Lisboa e Porto, mais complexos e que extravasam os limites administrativos das respectivas áreas metropolitanas (englobando, por exemplo, Braga, no caso do Porto, e Torres Vedras, no caso de Lisboa). Um território não metropolitano estruturado maioritariamente em torno de capitais de distrito. Mais de metade do território do Continente estruturado num número reduzido de centros urbanos do interior que possibilitam o acesso a bens e serviços.