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Apontamentos sugeridos pela consulta às obras:
- “A Economia do Mar em 2030”, OCDE, 2017
- “Conta Satélite do Mar, 2010-13”, INE, 2016
Porque é importante a economia do
mar?
q É essencial à prosperidade e ao bem-estar
futuros da humanidade
q Tem desempenhado um papel primordial
q Como fonte de alimentos, de energia e
de minerais
q Na saúde e nos lazeres
q Nos transportes
q No emprego
q A nova “economia do mar” desenvolve-se
num período de profunda transformação
face à ação combinada de fatores
q Crescimento demográfico
q Alta de rendimentos
q Rarefação de recursos naturais
q Medidas de combate às alterações
climáticas
q Inovações tecnológicas
Créditos foto: Cobertura © MareLife, de Arild Saeter
OCDE (2017), L´économie de la mer en 2030, Éditions OCDE, Paris.
http://dx.doi.org/10.1787/9789264275928-fr (existe versão em inglês)
A economia do mar foi, é e continuará a ser importante, pois ...
q Os setores marítimos tradicionais continuam a inovar a um ritmo rápido
q Mas o protagonismo vai para os setores emergentes
q Eólica no mar (eólica offshore)
q Energias das marés e das ondas
q Pesquisas e explorações de petróleo e gás em áreas muito profundas e em meios
muito hostis
q Aquacultura marinha
q Exploração mineira dos fundos marinhos
q Turismo de cruzeiro
q Vigilância marítima
q Biotecnologia marinha
Atividades cujas potencialidade em inovação, criação de empregos e crescimento económico
são impressionantes.
Que riscos enfrentam os mares?
q Sobre-exploração dos recursos marinhos
q Poluição
q Elevação da temperatura e do nível médio
das águas do mar
q Acidificação das águas
q Perda da biodiversidade
q Degradação dos meios marinhos
q Aumento da frequência de fenómenos
oceânicos extremos
q “Plastificação” dos oceanos
Atividades do mar tradicionais
q Transporte marítimo
q Construção naval
q Equipamento naval
q Pesca
q Transformação dos produtos da pesca
q Turismo marítimo e costeiro
q Exploração e produção convencionais de
petróleo e gás no mar
q Dragagem
q Instalações e manutenção portuárias
Atividades do mar emergentes
q Eólica offshore
q Energias das marés e das ondas
q Pesquisas e explorações de petróleo e
gás em áreas muito profundas e em meios
muito hostis
q Aquacultura marinha
q Exploração mineira dos fundos marinhos
q Turismo de cruzeiro
q Vigilância marítima
q Biotecnologia marinha
q Captação e armazenamento de dióxido de
carbono
q Gestão das áreas protegidas à escala
mundial
A importância crescente da economia do mar (Blue Growth) 2030
A gestão das atividades económicas do mar deve ser
colocada no contexto físico em que ocorre: um meio fluído,
florescente e tridimensional que cobre cerca de 2/3 da
superfície terrestre.
Em que é que a economia do mar se
diferencia de uma economia
“terrestre”?
1. O oceano é muito mais vasto do que as terras
emersas
As espécies, os ecossistemas e os processos marinhos não se
sujeitam a fronteiras marítimas. Uma mesma atividade é submetida a
regimes jurídicos diferentes de acordo com o lugar onde é exercida
2. A água é menos transparente do que o ar
Os fenómenos marinhos são muito menos conhecidos do que os
fenómenos terrestres: tecnologias de teledeteção ou de telemedição
não ultrapassam uma certa profundidade. É muito mais difícil e
oneroso saber o que se passa na coluna de água e nos fundos
marinhos.
3. A 3ª dimensão é muito mais importante no mar do
que em terra
A vida marinha vai desde a superfície do mar até aos fundos mais
abissais. Há muitas mais espécies do que as que voam acima da
superfície terrestre. Tal torna as cartas a duas dimensões menos úteis
e aumenta a complexidade da planificação e da gestão marítima
4. O mar é fluído e forma um continuum
O que se produz num lugar pode vir a ter uma incidência algures, pois
os poluentes e as espécies alogénicas são transportadas pelas
correntes ou pelos navios a distâncias muito consideráveis
5. As espécies marinhas são suscetíveis de
percorrer distâncias muito superiores às das
espécies terrestres
A gestão das atividades humanas utilizando os recursos marinhos é
particularmente difícil porque são acessíveis a quase todo o mundo
6. Os agrupamentos ou os agregados de animais
na coluna de água podem passar rapidamente de
um lugar a outro
A cartografia destas espécies e das suas deslocações é mais difícil, e
as medidas permitem protege-las ou geri-las seguindo os seus
movimentos no tempo e no espaço
7. Os elementos nutritivos e poluentes podem ser
retidos durante vários decénios, antes de ser
restituídos pela circulação oceânica
O atraso entre os períodos nos quais certas atividades humanas têm
lugar e o momento em que os seus efeitos se fazem sentir é por vezes
longo, podendo agravar o peso do fardo que pesará sobre as
gerações futuras
8. A ausência de propriedade e de responsabilidade
é ainda mais prejudicial ao desenvolvimento
durável nas atividades marítimas do que nas
atividades terrestres
O uso privado do mar e dos seus recursos depende geralmente de
concessões ou de permissões outorgadas pelos poderes públicos. As
autoridades de um país costeiro têm o poder de autorizar atividades
privadas nas zonas relevantes da sua jurisdição nacional; a Autoridade
internacional dos fundos marinhos pode conceder permissões nesta
zona. Nas águas internacionais, em contrapartida, as atividades
privadas são muito menos sujeitas a controles. Os regimes de
propriedade comum são mais raras do que em meio terrestre, tendo
em conta a mobilidade dos numerosos recursos marinhos, o que
impede a exclusão de utilizadores não autorizados extremamente
difícil
9. Os humanos não vivem no mar
Não sendo o mar o nosso meio natural, a nossa presença neste
elemento depende da utilização e do desenvolvimento de tecnologias.
A nossa presença escassa no mar complica também
consideravelmente a boa aplicação das medidas que visam fazer
respeitar a lei, e sobrecarregam muito o custo.
Tendências mundiais e incertezas no horizonte 2030-60
q Uma população mundial que continua a crescer, a urbanizar-se e a envelhecer
q Países desenvolvidos: população globalmente estável
q Países em desenvolvimento e algumas economias emergentes: população registará
praticamente o exclusivo do crescimento demográfico
q Crescimento da população nas zonas costeiras pesa sobre os ecossistemas e os
recursos naturais do litoral, mais utilizados e mais poluídos
q Cidades portuárias concentram grandes faixas de população e de ativos mundiais e
são uma componente vital da economia mundial
q 13 das 25 megalópoles mais povoadas em 2025 situar-se-ão junto do litoral
q No Atlas da ONU de 2010 lê-se:
q 1 pessoa em cada 3 vive a menos de 100 km do mar
q 44% da população mundial vive a menos de 150 km do litoral
q A densidade média do povoamento das zonas costeiras é 3 X mais elevada do que
a média mundial
Riscos e incertezas (projeção demográfica da
ONU, variante intermédia)
q Taxa fertilidade global em 2025-30 cerca de
2,29 crianças por mulher
q População total entre 8 000 e 9 000 milhões
em 2030 (na ausência de epidemias)
q Aumento da esperança média de vida
q Melhorias nos cuidados de saúde
q Envelhecimento populacional
q População da OCDE com mais de 65 anos
q 9% em 1960
q15% em 2010
q 26% em 2050
q Fora da OCDE a população envelhecerá a
ritmo mais lento
Algumas consequências na economia do mar da
evolução provável da demografia
Mais população, maior urbanização e povoamento
costeiro mais denso vão levar a:
q Ameaças crescentes na saúde dos mares e no
estado dos seus recursos
q Mais poluição provocada pelas descargas de
q Águas residuais, adubos agrícolas,
dejetos de plástico
q Exploração crescente dos recursos marinhos
q Mais transporte marítimo, mercadorias e
passageiros
q Mais crescimento da economia do mar:
q Mais bocas para alimentar, mais pesca
q Maior exploração dos recursos
petrolíferos e de gás
q Mais construção naval e fabrico de
equipamentos
Tendências, riscos e incertezas na interação
entre clima e mar
q Existe uma interação física intensa entre o
clima e o mar
q A atmosfera e o oceano estão aquecidos
q A cobertura de neve e gelo diminui
q O nível dos mares eleva-se
q As concentrações de gases com efeito de
estufa aumentam
q Os efeitos nas zonas costeiras dependerão da
amplitude e da velocidade da subida do nível
do mar
q Os efeitos do aquecimento na fauna e flora
das regiões litorais dependerão do nível e da
velocidade do fenómeno
q As consequências meteorológicas, tais como
fenómenos extremos na costa ou sobre o mar,
podem incidir em muitas das atividades
humanas
Algumas consequências na economia do mar
q Recuo da biodiversidade
q Desaparecimento de habitats
q Alterações nos recursos pesqueiros e nos hábitos
migratórios dos peixes
q Aumento da frequência dos fenómenos oceânicos
extremos
q Intensificação de restrições a atividades que
agravam as condições meteorológicas:
q Transporte marítimo
q Plataformas petrolíferas e de gás no mar
q Exploração mineira dos fundos marinhos
q Intensificação da pesquisa e do investimento em
torres eólicas e dispositivos de exploração de
energias marinhas renováveis
Mais algumas consequências (previsíveis) na economia do mar
A economia é um dos fatores determinantes das mudanças que se operem na economia do mar:
q O PIB por habitante deverá progredir notoriamente nos próximos decénios
q As trocas mundiais de mercadorias devem crescer entre 330% e 380% até 2050
q Hoje, 90% do frete internacional é feito pelo mar, no futuro transporte marítimo e atividades
portuárias sofrerão um acréscimo considerável
q Face ao crescimento em países asiáticos (perto de 40% em 2030 e cerca de 50% em 2050) da
China, da Índia e da Indonésia na produção mundial e atendendo aos aumentos concomitantes
dos rendimentos e da riqueza, nalgumas economias emergentes e nalguns países em
desenvolvimento rápido, conduz a uma orientação para leste nos fluxos das trocas com reflexos
diretos nas atividades ligadas ao mar: companhias marítimas e empresas de construção naval
repensam nos tipos de navios que serão necessários
q A melhoria do nível de vida das classes médias nas economias emergentes e nalguns países em
desenvolvimento conduzirá a um crescimento do turismo de cruzeiros e mudanças alimentares,
com mais consumo de peixe e frutos do mar.
A energia está omnipresente em todos os setores marítimos:
q Os níveis de preços e a instabilidade dos mercados são fatores determinantes da pesquisa e
exploração das reservas de petróleo e gás no mar
q 68€ / barril por um longo período é o preço mínimo do petróleo que sustenta a maior parte
das operações em águas profundas
q A exploração offshore deverá continuar a ser responsável por cerca de 30% da produção
mundial de hidrocarbonetos
q A descida dos custos de produção e das despesa de funcionamento à medida que aumentar
a potência instalada da eólica offshore e das renováveis de origem marinha, permitirá uma
expansão pouco significativa a meio prazo. A longo prazo, o potencial é enorme
q Aumentará a frota de petroleiros a curto e a médio prazo para responder ao crescimento
mundial do transporte marítimo
Conclusões (pg.86 de L´Économie de la Mer em 2030, OCDE, 2017
q É impossível dizer com um grau de confiança seguro como interagirão os numerosos fatores
responsáveis pela situação mundial em 2030-50. Apenas, podemos confiar nas indicações
sobre o conjunto complexo de problemas aos quais o planeta tem de fazer frente:
q Mudança climática
q Aquecimento do planeta
q Crescimento moderado da população e da urbanização
q Penúria de água doce
q Enfraquecimento da produtividade
q Atenuação do crescimento económico
q Agravamento das desigualdades de rendimento
q Questões de segurança alimentar
q Fornecimento de uma energia durável continua
Segundo este relatório, os oceanos e os mares têm um papel indispensável na procura de
soluções para um grande número destes problemas ou mesmo todos. Por outro lado, as forças
motrizes em ação são também, parcialmente, responsáveis por certas pressões que pesam
sobre o mar e as águas costeiras:
q As concentrações crescentes das populações na proximidade do mar arriscam aumentar a
ameaça sobre as águas costeiras em particular;
q A alta dos rendimentos e o envelhecimento das populações, que se traduzem em mais
recursos e mais lazeres, terão um papel motor na expansão do turismo marítimo e costeiro;
q A convergência dos rendimentos e dos comportamentos alimentares dos países em
desenvolvimento, e sobretudo das economias emergentes, e dos países desenvolvidos
levarão a importantes aumentos da procura de proteínas de origem animal;
q O comércio Sul-Sul nas trocas mundiais no decurso dos próximos dois decénios traduzir-se-á
num acréscimo notável do transporte marítimo nestas áreas.
CONTA SATÉLITE DO MAR (CSM),
2010-13
INE, 03 junho 2016
Alguns apontamentos que mostram a importância do mar na
economia nacional
Conta satélite do mar (CSM), generalidades:
q Tem como objetivo ampliar a capacidade de observação de fenómenos particulares,
constituindo extensões com maior detalhe das Contas Nacionais (CN)
q Foi desenvolvida pelo INE em parceria com a Direção-Geral da Política do Mar (DGPM),
nos termos de um protocolo celebrado entre as duas instituições em 2013.
q Baseia-se na transposição da definição de Economia do Mar para linguagem estatística
q Donde, tem em consideração, as atividades económicas que utilizam o mar, direta ou
indiretamente ... abrangendo tanto atividades que se localizam no espaço marítimo, como
outras que se localizam nas zonas costeiras e também em áreas afastadas da costa, desde
que relacionadas com o “Mar”.
q Agrega as atividades em dois grandes domínios: “Atividades estabelecidas” e “Atividades
emergentes” que, por sua vez, se dividem em agrupamentos. Foram considerados 9
agrupamentos, 8 dos quais correspondem a atividades estabelecidas (agrupamentos 1 a 8)
e o último, agrupamento 9-Novos usos e recursos do mar, correspondente às atividades
emergentes.
Economia do Mar: “Conjunto de
atividades económicas que se
realizam no mar e de outras que, não
se realizando no mar, dependem do
mar, incluindo o capital natural
marinho e os serviços não
transacionáveis dos ecossistemas
marinhos”, os quais não são
contabilizados na CSM
Foram considerados 9 agrupamentos, 8 dos quais
correspondem a atividades estabelecidas (agrupamentos 1 a
8) e o último, agrupamento 9-Novos usos e recursos do mar,
que agrega as atividades emergentes ...
“Foram identificadas aproximadamente 60 mil
entidades, cuja atividade representou, em média,
3,1% do Valor Acrescentado Bruto (VAB) e 3,6% do
emprego no período 2010-2013”.
Definiram-se os seguintes níveis de
observação do “Mar”:
1) Atividades características (atividades em que uma
parte importante das operações decorre no mar ou cujos
produtos provêm ou são destinados a ser utilizados no mar
ou no limite da costa) - (1,7% do VAB e 2,0% do emprego)
2) Atividades transversais (atividades de suporte às
restantes atividades consideradas na CSM –
corresponde ao equipamento e serviços marítimos) -
(0,6% do VAB e 0,7% do emprego)
3) Atividades favorecidas pela proximidade do
mar (turismo costeiro) - (0,8% do VAB e 0,9% do
emprego).
Quadro-síntese
dos
agrupamentos
das atividades
ligadas à
economia do mar
(Blue Growth)
Como se conclui da leitura do gráfico, em
2013, as atividades ligadas ao Mar,
ocupavam o terceiro lugar (4%) no peso do
emprego total das Contas Satélite, o
segundo no peso (%) do emprego
remunerado e o primeiro lugar no
contributo para a formação do VAB (Valor
Acrescentado Bruto), relativamente às
atividades designadas no gráfico
A importância crescente da economia do mar (Blue Growth) 2030
A importância crescente da economia do mar (Blue Growth) 2030
Dos 9 agrupamentos considerados
na análise da CSM, verificamos que:
q Recreio, desporto, cultura e
turismo é o agrupamento com
maior número de unidades de
atividade económica: 43 370
q É, também, a que mais contribuiu
para o VAB: 1 660* 106 euros
q Pesca, aquicultura, transformação
e comercialização dos seus
produtos é o agrupamento com o
maior número de ativos : 62 414
empregados
q Entre 2010-2013, o “Mar” registou, no
emprego, uma dimensão superior à de
ramos de atividade como a indústria do
vestuário (2,3%) ou a fabricação de
veículos automóveis, reboques,
semirreboques e componentes para
veículos automóveis (0,8%).
q O período considerado correspondeu a
uma fase de contração geral da
atividade económica em Portugal,
tendo-se registado decréscimos
significativos do Produto Interno Bruto
(PIB) e do emprego.
q Contudo, as atividades económicas
relacionadas com o mar apresentaram
desempenhos mais favoráveis do que a
média, o que se refletiu no
comportamento dos principais
indicadores.

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A importância crescente da economia do mar (Blue Growth) 2030

  • 1. Apontamentos sugeridos pela consulta às obras: - “A Economia do Mar em 2030”, OCDE, 2017 - “Conta Satélite do Mar, 2010-13”, INE, 2016
  • 2. Porque é importante a economia do mar? q É essencial à prosperidade e ao bem-estar futuros da humanidade q Tem desempenhado um papel primordial q Como fonte de alimentos, de energia e de minerais q Na saúde e nos lazeres q Nos transportes q No emprego q A nova “economia do mar” desenvolve-se num período de profunda transformação face à ação combinada de fatores q Crescimento demográfico q Alta de rendimentos q Rarefação de recursos naturais q Medidas de combate às alterações climáticas q Inovações tecnológicas Créditos foto: Cobertura © MareLife, de Arild Saeter OCDE (2017), L´économie de la mer en 2030, Éditions OCDE, Paris. http://dx.doi.org/10.1787/9789264275928-fr (existe versão em inglês)
  • 3. A economia do mar foi, é e continuará a ser importante, pois ... q Os setores marítimos tradicionais continuam a inovar a um ritmo rápido q Mas o protagonismo vai para os setores emergentes q Eólica no mar (eólica offshore) q Energias das marés e das ondas q Pesquisas e explorações de petróleo e gás em áreas muito profundas e em meios muito hostis q Aquacultura marinha q Exploração mineira dos fundos marinhos q Turismo de cruzeiro q Vigilância marítima q Biotecnologia marinha Atividades cujas potencialidade em inovação, criação de empregos e crescimento económico são impressionantes.
  • 4. Que riscos enfrentam os mares? q Sobre-exploração dos recursos marinhos q Poluição q Elevação da temperatura e do nível médio das águas do mar q Acidificação das águas q Perda da biodiversidade q Degradação dos meios marinhos q Aumento da frequência de fenómenos oceânicos extremos q “Plastificação” dos oceanos
  • 5. Atividades do mar tradicionais q Transporte marítimo q Construção naval q Equipamento naval q Pesca q Transformação dos produtos da pesca q Turismo marítimo e costeiro q Exploração e produção convencionais de petróleo e gás no mar q Dragagem q Instalações e manutenção portuárias Atividades do mar emergentes q Eólica offshore q Energias das marés e das ondas q Pesquisas e explorações de petróleo e gás em áreas muito profundas e em meios muito hostis q Aquacultura marinha q Exploração mineira dos fundos marinhos q Turismo de cruzeiro q Vigilância marítima q Biotecnologia marinha q Captação e armazenamento de dióxido de carbono q Gestão das áreas protegidas à escala mundial
  • 7. A gestão das atividades económicas do mar deve ser colocada no contexto físico em que ocorre: um meio fluído, florescente e tridimensional que cobre cerca de 2/3 da superfície terrestre. Em que é que a economia do mar se diferencia de uma economia “terrestre”?
  • 8. 1. O oceano é muito mais vasto do que as terras emersas As espécies, os ecossistemas e os processos marinhos não se sujeitam a fronteiras marítimas. Uma mesma atividade é submetida a regimes jurídicos diferentes de acordo com o lugar onde é exercida 2. A água é menos transparente do que o ar Os fenómenos marinhos são muito menos conhecidos do que os fenómenos terrestres: tecnologias de teledeteção ou de telemedição não ultrapassam uma certa profundidade. É muito mais difícil e oneroso saber o que se passa na coluna de água e nos fundos marinhos. 3. A 3ª dimensão é muito mais importante no mar do que em terra A vida marinha vai desde a superfície do mar até aos fundos mais abissais. Há muitas mais espécies do que as que voam acima da superfície terrestre. Tal torna as cartas a duas dimensões menos úteis e aumenta a complexidade da planificação e da gestão marítima 4. O mar é fluído e forma um continuum O que se produz num lugar pode vir a ter uma incidência algures, pois os poluentes e as espécies alogénicas são transportadas pelas correntes ou pelos navios a distâncias muito consideráveis 5. As espécies marinhas são suscetíveis de percorrer distâncias muito superiores às das espécies terrestres A gestão das atividades humanas utilizando os recursos marinhos é particularmente difícil porque são acessíveis a quase todo o mundo
  • 9. 6. Os agrupamentos ou os agregados de animais na coluna de água podem passar rapidamente de um lugar a outro A cartografia destas espécies e das suas deslocações é mais difícil, e as medidas permitem protege-las ou geri-las seguindo os seus movimentos no tempo e no espaço 7. Os elementos nutritivos e poluentes podem ser retidos durante vários decénios, antes de ser restituídos pela circulação oceânica O atraso entre os períodos nos quais certas atividades humanas têm lugar e o momento em que os seus efeitos se fazem sentir é por vezes longo, podendo agravar o peso do fardo que pesará sobre as gerações futuras 8. A ausência de propriedade e de responsabilidade é ainda mais prejudicial ao desenvolvimento durável nas atividades marítimas do que nas atividades terrestres O uso privado do mar e dos seus recursos depende geralmente de concessões ou de permissões outorgadas pelos poderes públicos. As autoridades de um país costeiro têm o poder de autorizar atividades privadas nas zonas relevantes da sua jurisdição nacional; a Autoridade internacional dos fundos marinhos pode conceder permissões nesta zona. Nas águas internacionais, em contrapartida, as atividades privadas são muito menos sujeitas a controles. Os regimes de propriedade comum são mais raras do que em meio terrestre, tendo em conta a mobilidade dos numerosos recursos marinhos, o que impede a exclusão de utilizadores não autorizados extremamente difícil 9. Os humanos não vivem no mar Não sendo o mar o nosso meio natural, a nossa presença neste elemento depende da utilização e do desenvolvimento de tecnologias. A nossa presença escassa no mar complica também consideravelmente a boa aplicação das medidas que visam fazer respeitar a lei, e sobrecarregam muito o custo.
  • 10. Tendências mundiais e incertezas no horizonte 2030-60 q Uma população mundial que continua a crescer, a urbanizar-se e a envelhecer q Países desenvolvidos: população globalmente estável q Países em desenvolvimento e algumas economias emergentes: população registará praticamente o exclusivo do crescimento demográfico q Crescimento da população nas zonas costeiras pesa sobre os ecossistemas e os recursos naturais do litoral, mais utilizados e mais poluídos q Cidades portuárias concentram grandes faixas de população e de ativos mundiais e são uma componente vital da economia mundial q 13 das 25 megalópoles mais povoadas em 2025 situar-se-ão junto do litoral q No Atlas da ONU de 2010 lê-se: q 1 pessoa em cada 3 vive a menos de 100 km do mar q 44% da população mundial vive a menos de 150 km do litoral q A densidade média do povoamento das zonas costeiras é 3 X mais elevada do que a média mundial
  • 11. Riscos e incertezas (projeção demográfica da ONU, variante intermédia) q Taxa fertilidade global em 2025-30 cerca de 2,29 crianças por mulher q População total entre 8 000 e 9 000 milhões em 2030 (na ausência de epidemias) q Aumento da esperança média de vida q Melhorias nos cuidados de saúde q Envelhecimento populacional q População da OCDE com mais de 65 anos q 9% em 1960 q15% em 2010 q 26% em 2050 q Fora da OCDE a população envelhecerá a ritmo mais lento Algumas consequências na economia do mar da evolução provável da demografia Mais população, maior urbanização e povoamento costeiro mais denso vão levar a: q Ameaças crescentes na saúde dos mares e no estado dos seus recursos q Mais poluição provocada pelas descargas de q Águas residuais, adubos agrícolas, dejetos de plástico q Exploração crescente dos recursos marinhos q Mais transporte marítimo, mercadorias e passageiros q Mais crescimento da economia do mar: q Mais bocas para alimentar, mais pesca q Maior exploração dos recursos petrolíferos e de gás q Mais construção naval e fabrico de equipamentos
  • 12. Tendências, riscos e incertezas na interação entre clima e mar q Existe uma interação física intensa entre o clima e o mar q A atmosfera e o oceano estão aquecidos q A cobertura de neve e gelo diminui q O nível dos mares eleva-se q As concentrações de gases com efeito de estufa aumentam q Os efeitos nas zonas costeiras dependerão da amplitude e da velocidade da subida do nível do mar q Os efeitos do aquecimento na fauna e flora das regiões litorais dependerão do nível e da velocidade do fenómeno q As consequências meteorológicas, tais como fenómenos extremos na costa ou sobre o mar, podem incidir em muitas das atividades humanas Algumas consequências na economia do mar q Recuo da biodiversidade q Desaparecimento de habitats q Alterações nos recursos pesqueiros e nos hábitos migratórios dos peixes q Aumento da frequência dos fenómenos oceânicos extremos q Intensificação de restrições a atividades que agravam as condições meteorológicas: q Transporte marítimo q Plataformas petrolíferas e de gás no mar q Exploração mineira dos fundos marinhos q Intensificação da pesquisa e do investimento em torres eólicas e dispositivos de exploração de energias marinhas renováveis
  • 13. Mais algumas consequências (previsíveis) na economia do mar A economia é um dos fatores determinantes das mudanças que se operem na economia do mar: q O PIB por habitante deverá progredir notoriamente nos próximos decénios q As trocas mundiais de mercadorias devem crescer entre 330% e 380% até 2050 q Hoje, 90% do frete internacional é feito pelo mar, no futuro transporte marítimo e atividades portuárias sofrerão um acréscimo considerável q Face ao crescimento em países asiáticos (perto de 40% em 2030 e cerca de 50% em 2050) da China, da Índia e da Indonésia na produção mundial e atendendo aos aumentos concomitantes dos rendimentos e da riqueza, nalgumas economias emergentes e nalguns países em desenvolvimento rápido, conduz a uma orientação para leste nos fluxos das trocas com reflexos diretos nas atividades ligadas ao mar: companhias marítimas e empresas de construção naval repensam nos tipos de navios que serão necessários q A melhoria do nível de vida das classes médias nas economias emergentes e nalguns países em desenvolvimento conduzirá a um crescimento do turismo de cruzeiros e mudanças alimentares, com mais consumo de peixe e frutos do mar.
  • 14. A energia está omnipresente em todos os setores marítimos: q Os níveis de preços e a instabilidade dos mercados são fatores determinantes da pesquisa e exploração das reservas de petróleo e gás no mar q 68€ / barril por um longo período é o preço mínimo do petróleo que sustenta a maior parte das operações em águas profundas q A exploração offshore deverá continuar a ser responsável por cerca de 30% da produção mundial de hidrocarbonetos q A descida dos custos de produção e das despesa de funcionamento à medida que aumentar a potência instalada da eólica offshore e das renováveis de origem marinha, permitirá uma expansão pouco significativa a meio prazo. A longo prazo, o potencial é enorme q Aumentará a frota de petroleiros a curto e a médio prazo para responder ao crescimento mundial do transporte marítimo
  • 15. Conclusões (pg.86 de L´Économie de la Mer em 2030, OCDE, 2017 q É impossível dizer com um grau de confiança seguro como interagirão os numerosos fatores responsáveis pela situação mundial em 2030-50. Apenas, podemos confiar nas indicações sobre o conjunto complexo de problemas aos quais o planeta tem de fazer frente: q Mudança climática q Aquecimento do planeta q Crescimento moderado da população e da urbanização q Penúria de água doce q Enfraquecimento da produtividade q Atenuação do crescimento económico q Agravamento das desigualdades de rendimento q Questões de segurança alimentar q Fornecimento de uma energia durável continua
  • 16. Segundo este relatório, os oceanos e os mares têm um papel indispensável na procura de soluções para um grande número destes problemas ou mesmo todos. Por outro lado, as forças motrizes em ação são também, parcialmente, responsáveis por certas pressões que pesam sobre o mar e as águas costeiras: q As concentrações crescentes das populações na proximidade do mar arriscam aumentar a ameaça sobre as águas costeiras em particular; q A alta dos rendimentos e o envelhecimento das populações, que se traduzem em mais recursos e mais lazeres, terão um papel motor na expansão do turismo marítimo e costeiro; q A convergência dos rendimentos e dos comportamentos alimentares dos países em desenvolvimento, e sobretudo das economias emergentes, e dos países desenvolvidos levarão a importantes aumentos da procura de proteínas de origem animal; q O comércio Sul-Sul nas trocas mundiais no decurso dos próximos dois decénios traduzir-se-á num acréscimo notável do transporte marítimo nestas áreas.
  • 17. CONTA SATÉLITE DO MAR (CSM), 2010-13 INE, 03 junho 2016 Alguns apontamentos que mostram a importância do mar na economia nacional
  • 18. Conta satélite do mar (CSM), generalidades: q Tem como objetivo ampliar a capacidade de observação de fenómenos particulares, constituindo extensões com maior detalhe das Contas Nacionais (CN) q Foi desenvolvida pelo INE em parceria com a Direção-Geral da Política do Mar (DGPM), nos termos de um protocolo celebrado entre as duas instituições em 2013. q Baseia-se na transposição da definição de Economia do Mar para linguagem estatística q Donde, tem em consideração, as atividades económicas que utilizam o mar, direta ou indiretamente ... abrangendo tanto atividades que se localizam no espaço marítimo, como outras que se localizam nas zonas costeiras e também em áreas afastadas da costa, desde que relacionadas com o “Mar”. q Agrega as atividades em dois grandes domínios: “Atividades estabelecidas” e “Atividades emergentes” que, por sua vez, se dividem em agrupamentos. Foram considerados 9 agrupamentos, 8 dos quais correspondem a atividades estabelecidas (agrupamentos 1 a 8) e o último, agrupamento 9-Novos usos e recursos do mar, correspondente às atividades emergentes.
  • 19. Economia do Mar: “Conjunto de atividades económicas que se realizam no mar e de outras que, não se realizando no mar, dependem do mar, incluindo o capital natural marinho e os serviços não transacionáveis dos ecossistemas marinhos”, os quais não são contabilizados na CSM Foram considerados 9 agrupamentos, 8 dos quais correspondem a atividades estabelecidas (agrupamentos 1 a 8) e o último, agrupamento 9-Novos usos e recursos do mar, que agrega as atividades emergentes ...
  • 20. “Foram identificadas aproximadamente 60 mil entidades, cuja atividade representou, em média, 3,1% do Valor Acrescentado Bruto (VAB) e 3,6% do emprego no período 2010-2013”. Definiram-se os seguintes níveis de observação do “Mar”: 1) Atividades características (atividades em que uma parte importante das operações decorre no mar ou cujos produtos provêm ou são destinados a ser utilizados no mar ou no limite da costa) - (1,7% do VAB e 2,0% do emprego) 2) Atividades transversais (atividades de suporte às restantes atividades consideradas na CSM – corresponde ao equipamento e serviços marítimos) - (0,6% do VAB e 0,7% do emprego) 3) Atividades favorecidas pela proximidade do mar (turismo costeiro) - (0,8% do VAB e 0,9% do emprego).
  • 21. Quadro-síntese dos agrupamentos das atividades ligadas à economia do mar (Blue Growth) Como se conclui da leitura do gráfico, em 2013, as atividades ligadas ao Mar, ocupavam o terceiro lugar (4%) no peso do emprego total das Contas Satélite, o segundo no peso (%) do emprego remunerado e o primeiro lugar no contributo para a formação do VAB (Valor Acrescentado Bruto), relativamente às atividades designadas no gráfico
  • 24. Dos 9 agrupamentos considerados na análise da CSM, verificamos que: q Recreio, desporto, cultura e turismo é o agrupamento com maior número de unidades de atividade económica: 43 370 q É, também, a que mais contribuiu para o VAB: 1 660* 106 euros q Pesca, aquicultura, transformação e comercialização dos seus produtos é o agrupamento com o maior número de ativos : 62 414 empregados
  • 25. q Entre 2010-2013, o “Mar” registou, no emprego, uma dimensão superior à de ramos de atividade como a indústria do vestuário (2,3%) ou a fabricação de veículos automóveis, reboques, semirreboques e componentes para veículos automóveis (0,8%). q O período considerado correspondeu a uma fase de contração geral da atividade económica em Portugal, tendo-se registado decréscimos significativos do Produto Interno Bruto (PIB) e do emprego. q Contudo, as atividades económicas relacionadas com o mar apresentaram desempenhos mais favoráveis do que a média, o que se refletiu no comportamento dos principais indicadores.