Retrato Territorial de Portugal (Ano de Edição 2017)
Entre 2011 e 2016, a densidade populacional diminuiu em grande parte dos municípios portugueses, com exceção de alguns no litoral. Verificou-se também um envelhecimento geral da população e uma concentração cada vez maior em torno das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, em contraste com o despovoamento do interior.
As assimetrias
territoriais daevolução
da população
A concentração populacional e o despovoamento
As componentes do crescimento da população
3.
Variação da densidade
populacionalpor município,
2011/2016
§ Verifica-se a persistência do modelo territorial
reforçado desde a 2ª metade do século XX:
§ Litoralização
§ Bipolarização
§ Despovoamento do Interior
§ Este modelo fortemente assimétrico de
ocupação do espaço mostra-se cada vez mais
difícil de contrariar. A um Litoral atrativo -
mais urbano e dinâmico económica e
demograficamente, opõe-se um Interior
repulsivo – rural e menos desenvolvido
económico e demograficamente.
4.
Oquesevênomapa?
Concentraçãopopulacionallitorale,
emparticular,àvoltadasÁreas
MetropolitanasdeLisboaePorto
Entre 2011 e2016:
§ A população residente diminuiu de 10 542 398 para 10 309 573
habitantes
§ A densidade populacional diminuiu em 273 dos 308 municípios
§ Lisboa, com menos 1 278 hab/km2, e o Porto, com menos 457
hab/km2, registaram as maiores perdas ao nível do município
§ Os 32 municípios do território continental que registaram um aumento
da densidade populacional localizam-se maioritariamente no Litoral,
com particular destaque para municípios da área Metropolitana de
Lisboa (casos de Odivelas, Amadora, Seixal, Oeiras e Cascais)
§ Nas Regiões Autónomas destaca-se o acréscimo de densidade
populacional nos municípios de Lagoa, Ribeira Grande, Corvo e Vila
da Praia da Vitória na Região Autónoma dos Açores e de Santa Cruz
na Região Autónoma da Madeira
5.
Densidade populacional
por município,2016
Verifica-se que:
§ Os municípios de maior densidade
localizam-se nas duas faixas litorais,
a ocidental, entre Viana do Castelo e
Setúbal, e, a meridional, entre lagos e
Vila Real de Stº António na costa
algarvia
§ Os municípios de densidade mais
elevada no Interior registam-se onde
existe oferta de ensino superior, tais
como, Vila Real, Viseu e Portalegre
§ 58% dos municípios têm valores
inferiores a 50 hab/km2
6.
Oquesevênomapa?
Litoralização,bipolarizaçãoe
despovoamento
O padrão territorialda densidade populacional evidencia que:
§ O povoamento era mais intenso no Litoral, numa faixa de Viana
do Castelo a Setúbal, e a Sul, de Lagos a Vila Real de Santo
António
§ Há continuidade do processo de litoralização e bipolarização da
população residente em torno das duas áreas metropolitanas
§ O Interior do Continente apresentava densidades populacionais
reduzidas - valores inferiores a 50 hab/ km2 em consequência do
processo de despovoamento que se tem verificado na
generalidade destes territórios.
§ Nas regiões autónomas, com valores de densidade superiores a
250/km2, destacavam-se os municípios do Funchal, Câmara de
Lobos, Santa Cruz e Machico na Região Autónoma da Madeira e
os municípios de Lagoa e Ponta Delgada na Região Autónoma
dos Açores
7.
Densidade
populacional
segundo a
Tipologia de
áreasurbanas,
Portugal e
NUTS III
É evidente o
diferencial de
densidade
populacional nas
duas áreas
metropolitanas, no
Cávado, Ave, Tâmega
e Sousa e nas duas
Regiões Autónomas
8.
Densidade populacional segundoa Tipologia de
áreas urbanas (TIPAU 2014), Portugal e NUTS III
§ AML, AMP, Cávado, R.A.M, Ave, Tâmega e Sousa, R.Aveiro, Oeste,
R.Leiria, R.A.A, Alto Minho, R.Coimbra, Algarve, Viseu Dão Lafões,
Douro, Beiras e SªEstrela e Alto Tâmega são 17 das 25 NUTS III
cujo valor da densidade populacional média em APU (Áreas
Predominantemente Urbanas) é superior a 250 hab/km2
§ AML, AMP, Cávado, R.A.Madeira, Ave, Tâmega e Sousa e
R.A.Açores são as únicas 7 NUTS III cuja densidade média em
APU é de valor superior ao da densidade média nacional
§ Todas as NUTS III da Região do Alentejo e a Lezíria do Tejo
destacam-se pelos baixos valores da densidade média
§ A diferenciação da densidade populacional segundo a Tipologia
de áreas urbanas reforça a assimetria do povoamento por
município
§ Destaca-se, também, o papel das cidades médias na
estruturação dos territórios do Interior
9.
Divisões Estatísticas parafins meramente estatísticos:
- Espaço urbano, Espaço semiurbano e Espaço rural
- Grau de urbanização: áreas densamente povoadas, áreas medianamente urbanas e áreas pouco povoadas
- TIPAU 2014: áreas predominantemente urbanas, áreas mediamente urbanas e áreas predominantemente
rurais
Tipologia Divisão estatística Densidade populacional População total
Tipo de espaço
Espaço urbano > 500 hab/km2 ≥ 5 000 hab.
Espaço semiurbano 100 hab/km2< DP≤ 500 hab/km2 ≥ 2 000 hab.
Espaço rural ≤ 100 hab/km2 < 2 000 hab
Grau
urbanização
Áreas densamente povoadas DP≥ 1500 hab/km2 Mínimo 50 000 hab
Áreas medianamente povoadas DP≥ 300 hab/km2 Mínimo 5 000 hab
Áreas pouco povoadas Áreas classificadas como espaços rurais
TIPAU 2014
Áreas predominantemente urbanas ≥ 5 000 hab.
Áreas mediamente urbanas ≥ 2 000 hab
Áreas predominantemente rurais Que não são nem predominantemente nem mediamente urbanas
https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_cont_inst&INST=6251013&xlang=pt
10.
APR AMU APUMÉDIA NUTS III
> 30 hab/km2
100 hab/km2
(aprox.)
400 hab/km2
(aprox.)
120 hab/km2
Um exemplo de leitura:
Valores médios nacionais -
Portugal
Um exemplo de leitura
Valores médios nacionais:
Portugal
Entre 2011 e 2016, a densidade populacional diminuiu em 273 dos 308 municípios ...
Os municípios de Lisboa e Porto ... registaram as maiores perdas
Os 32 municípios que registaram um aumento da densidade populacional localizavam-
se maioritariamente no Litoral do Continente.
O padrão territorial observado para 2016 indicava uma maior concentração de
população em municípios do Litoral, e em especial nas áreas metropolitanas, por
oposição aos municípios Interior do Continente que registavam menores valores de
densidade populacional, em consequência do processo de despovoamento que se tem
verificado nestes territórios ...
Retrato Territorial de Portugal, pág.85
11.
Entre 2011 e2016:
§ Registou-se uma taxa de crescimento
populacional anual médio negativa de
-0,45%, em consequência de
movimentos naturais e migratórios
negativos, -0,21% e -0,23%,
respetivamente
§ Ligeiro crescimento natural na Área
Metropolitana de Lisboa (+0,06%)
§ Diminuição da população nas
restantes regiões NUTS II, em
particular, no Alentejo (-0,66%), e no
Centro (-0,50%)
§ Componente migratória negativa para
todas as regiões NUTS II, em
particular, na Região Autónoma da
Madeira (-0,45%) e no Norte (-0,40%)
12.
Decomposição da evoluçãoda
população residente por
município, 2011-2016:
§ Em 274 municípios o efetivo
populacional reduziu-se variando
entre o valor da taxa de crescimento
anual médio registado em Vila Real
de Santo António (-0,002%) e
Alcoutim (-3,12%)
§ Em 208 municípios registou-se uma
evolução negativa em ambas as
componentes demográficas
§ Salientou-se o contributo negativo da
componente migratória e natural nos
municípios do Porto (-1,68%) e de
Lisboa (-1,42%)
13.
Analisando a decomposiçãoda evolução da população
residente por município, entre 2011-2016,
verifica-se que:
§ Em 15 municípios as taxas de crescimento natural e migratório foram,
ambas, positivas – municípios da AML (Alcochete, Amadora, Cascais,
Loures, Mafra, Montijo, Odivelas, Oeiras, Seixal, Sesimbra e V. F. de Xira) e
o município de Benavente (Médio Tejo), e ainda os municípios de Valongo
(AMP), Entroncamento (Lezíria o Tejo) e Santa Cruz (RAM).
§ Em 13 municípios o crescimento positivo ficou a dever-se exclusivamente a
um saldo migratório positivo
§ 6 municípios registaram um crescimento efetivo positivo exclusivamente
através da componente natural – Albufeira (Algarve), Maia (AMP), Paços de
Ferreira (Tâmega e Sousa), Sintra (AML), Lagoa e Ribeira Grande (RAA)
14.
Fonte: INE, I.P.,Estimativas Anuais da População Residente
§ Identificam-se bolsas
de vitalidade
demográfica nas áreas
metropolitanas e
municípios limítrofes ,
em municípios
algarvios e nas
regiões autónomas
§ 271 municípios
apresentavam
crescimentos naturais
negativos
§ 77 municípios, com
destaque pelos
localizados na área
Metropolitana de
Lisboa e sub-regiões
limítrofes do Oeste e
Lezíria do Tejo,
apresentaram um
crescimento migratório
positivo .
15.
Estrutura etária dapopulação residente, Portugal, 1991,
2001 e 2016
O processo de duplo
envelhecimento traduz-se bem
através da idade modal (com
mais frequência):
§ 15 anos em 1991
§ 25 anos em 2001
§ 41 anos em 2016
Ou pela evolução da idade
mediana (a idade que reparte a
população em dois grupos de
igual efetivo):
§ 34 anos em 1991
§ 38 anos em 2001
§ 44 anos em 2016.
Ou, ainda, pela/o:
§ Diminuição dos efetivos
entre as idades mais jovens
§ Aumento dos efetivos entre
as idades mais avançadas
Fonte: INE, I.P., Recenseamentos da População e Habitação, 1991 e 2001. Estimativas Anuais da População Residente.
16.
Índice de envelhecimento,Portugal, 1970 -2016 Índice de envelhecimento, Portugal e NUTS II,
2011 e 2016
Início da década de 90: havia 68 idosos por cada
100 jovens
Em 2000 o número de idosos passa a ser superior
ao dos jovens
Em 2016 já existiam 151 idosos por cada 100
jovens.
Envelhecimento crescente em todas as regiões do
país
Em 2016, as regiões Alentejo e Centro registavam um
Índice de envelhecimento superior à média nacional –
195 e 189 idosos por cada 100 jovens.
A Região Autónoma dos Açores era a única com um
valor (86) abaixo do limiar 100
17.
Índice de envelhecimentopor município, 2016 § Os municípios mais envelhecidos localizavam-se no
Interior das regiões Norte e Centro e do Alto Alentejo
§ 48 dos municípios mais envelhecidos (IE>300)
localizavam-se em sub-regiões do Interior continental
§ Os municípios menos envelhecidos situavam-se nas
áreas metropolitanas e respetivas zonas limítrofes e
nas regiões autónomas.
§ 100 municípios tinham um índice de envelhecimento
abaixo da média nacional
§ Os 18 dos municípios mais jovens (IE<100) eram:
Ribeira Grande, Lagoa, V. Franca do Campo, Ponta
Delgada, Vila do Porto e Vila Praia da Vitória, na
RAA, e Santa Cruz, Câmara de Lobos e Porto Santo,
na RAM, Mafra, Alcochete, Montijo e Sintra, na AML,
Lousada, Paços de Ferreira e Penafiel, na sub-
região Tâmega e Sousa e, ainda, Paredes, na AMP
e Albufeira no Algarve.
18.
Índice de envelhecimentosegundo a Tipologia de áreas urbanas,
Portugal e NUTS III, 2016
§ Envelhecimento demográfico, bastante mais acentuado nas áreas
predominantemente rurais (282) do que nas áreas predominantemente
urbanas (132) ou nas áreas mediamente urbanas (165)
§ Assimetria entre territórios urbanos (APU) e rurais (APR) mais intensa
nas sub-regiões da Beira Baixa (125 vs. 682), Terras de Trás-os-Montes
(136 vs. 563), Alto Tâmega (170 vs. 446) e Beiras e Serra da Estrela
(160 vs. 423)
§ Assimetria menor entre APU e APR na RAA e nas AML e AMP
§ 17 sub-regiões tinham um índice de envelhecimento acima da média
nacional
§ 11 sub-regiões apresentavam um índice de envelhecimento acentuado,
com valores acima de 200 idosos por cada 100 jovens
§ A AMP e a AML, o Algarve, a RAM e a RAA, o Ave, o Cávado e o
Tâmega e Sousa registavam níveis de envelhecimento inferiores à
média nacional
19.
Índice de dependênciade jovens, Portugal e NUTS II,
2011 e 2016
Índice de dependência de idosos, Portugal e NUTS II,
2011 e 2016
O Índice de dependência da população jovem diminuiu em todas as NUTS II, exceto a AML, com um aumento de 24
para 25 jovens por 100 pessoas em idade ativa. Em 2016, AML (25), o Algarve (24) e a RAA (23) assinalavam valores
acima da média nacional. Os valores mais baixos registaram-se nas regiões Centro e Norte (em ambas 20). A AML foi,
também, a única região que, em 2016, assinalava um valor superior à média da UE-28 (2015). Por sua vez, o Índice de
dependência de idosos aumentou em todas as regiões do país, atingindo, em 2016, um valor mais expressivo no
Alentejo (40), Centro (37), AML (34) e Algarve (33). As regiões autónomas ea região Norte registavam, em 2016, valores
abaixo da média nacional.
20.
O Índice deDependência de
idosos era:
§ mais elevado em municípios
localizados maioritariamente
no Interior do Continente
§ era menor nos municípios
integrantes e envolventes das
duas áreas metropolitanas e
em alguns municípios
dispersos do Centro e Algarve
§ os valores mais baixos
registavam-se nas regiões
autónomas, em particular nos
municípios Ribeira Grande
(12), Lagoa e Vila Franca do
Campo (ambas 17), na RAA,
e Santa Cruz (15), Câmara de
Lobos (16) e Porto Santo (17),
na RAM
21.
Índice sintético defecundidade (ISF), Portugal, 1971-2016 No gráfico são assinalados
três datas marcantes na
evolução da fecundidade:
§ 1982 – ano em que o ISF
desceu abaixo do limiar de
2,1 filhos por mulher em
idade fértil
§ 1994 – ano em que o ISF
atingiu pela primeira vez
um valor inferior a 1,5
filhos
§ 2012 – ano em que se
registou um que ISF
abaixo de 1,3 filhos por
mulher em idade fértil
(entre os 15 e os 49 anos
de idade).
Como é percetível, no gráfico, a quebra mais intensa do ISF coincide com o maior surto de emigração na década de 70 do século passado. Este facto, a emancipação
feminina, a existência de métodos anticoncecionais e a revolução de mentalidades justificam que, hoje, sejamos um dos países de muita baixa fecundidade.
22.
À escala regional,verifica-se que:
§ o número médio de filhos por
mulher em idade fértil se
manteve abaixo do limiar que
assegura a substituição das
gerações em todas as regiões
§ em 2016 os valores mais baixos
registaram-se nas duas regiões
autónomas e nas regiões Norte e
Centro (ISF < a 1,3 e abaixo da
média nacional)
§ em 2016 a AML e o Algarve
(ISF>1,63 e ISF>1,56,
respetivamente, situavam-se
acima do limiar de baixa
fecundidade
23.
A diminuição dafecundidade a par da tendência de adiamento da
maternidade são uma constatação no país a nível global
A análise da evolução demográfica leva-nos a concluir que:
§ A quebra da fecundidade e o adiamento da maternidade tornaram-se mais
evidentes a partir de meados da década de 80 do século XX
§ A idade média da mãe ao nascimento do primeiro filho tem aumentado de
modo constante desde 1984, (30 anos de idade, em 2014; 30,3 anos em
2016)
§ Os territórios mais urbanizados (APU e AMU) registam uma maior
incidência da maternidade tardia
§ A proporção de nados-vivos de mães adolescentes era, comparativamente,
mais elevada nas APR
24.
O Algarve ea AML registavam os valores mais elevados de população estrangeira face ao total de população
residente (13,1% e 7,0%, respetivamente). Por sua vez, a região Norte (1,2%) e a RAA (1,3%) assinalavam os
valores mais baixos. Para além do impacto que a população estrangeira pode ter ao nível do efetivo
populacional nos diferentes contextos territoriais, a sua presença é igualmente potenciadora de um reforço da
população em idade ativa e em idade fecunda.
Proporção de população estrangeira no total da
população residente, Portugal e NUTS II, 2015
Proporção de nados-vivos de mães de nacionalidade
estrangeira, Portugal e NUTS II, 2012-2016
Variação populacional esuas componentes (Nº),
Portugal, 2011-2016
De 2011 a 2016, Portugal registou:
§ Saldos naturais negativos (menos
nados-vivos do que óbitos)
§ Saldos migratórios negativos
(menos imigrantes do que
emigrantes)
§ Perdas populacionais em termos
efetivos (crescimento natural
negativo acrescido de
crescimento migratório negativo)
§ Persistência da tendência de
decréscimo populacional
TCE = TCN +TCM
-0,31% = -0,23% + (-0.08%)
27.
Saldo natural esuas componentes (Nº)
Nados-vivos (Nº) e Taxa Bruta de Natalidade (‰)
Idade média das mães (anos) e Índice Sintético de Fecundidade (Nº)
Saldo migratório e suas componentes (Nº)
P
o
r
t
u
g
a
l
2
0
1
1
/
2
0
1
6
28.
Do total dosimigrantes permanentes:
- 51% eram homens;
- 50% tinham nacionalidade portuguesa;
- 39% nasceram em Portugal;
- 50% residiam anteriormente num país da
União Europeia e
- 80% eram pessoas em idade ativa (15 a
64 anos).
Imigrantes permanentes por grupo etário (%) Emigrantes permanentes por grupo etário (%)
Do total de emigrantes permanentes:
- 61% eram homens;
- 97% tinham nacionalidade portuguesa;
- 76% tiveram como destino um país da União Europeia;
- 94% eram pessoas em idade ativa e
- 36% tinham como nível de escolaridade completo no
máximo o 3º ciclo do ensino básico e 41% o ensino
superior.
P
o
r
t
u
g
a
l
2
0
1
6
29.
Desde 2013, registou-seum decréscimo do número de emigrantes temporários (ausência no estrangeiro entre
3 meses e 12 meses). Contudo, o número manteve-se superior ao número de emigrantes permanentes
(ausência no estrangeiro por um período igual ou superior a 12 meses.
Os aspetos mais comuns em todas as modalidades migratórias são:
- o predomínio masculino
- o reduzido número de população inativa (crianças e jovens até os 19 anos e adultos a partir dos 50 anos)
- a União Europeia como área geográfica de origem e de destino acima dos 50% de migrantes
- a baixa formação académica de grande número de migrantes.
Emigrantes temporários e Emigrantes permanentes (Nº), 2011-2016 Emigrantes temporários por grupo etário (%), 2016