SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 19
Baixar para ler offline
Problemas urbanos,
soluções?
Geografia A
Principais problemas urbanos
 Antiguidade na ocupação do espaço
 Excessiva ocupação do espaço pelo edificado ao
longo dos anos
 Habitação degradada e, frequentemente,
abandonada
 Envelhecimento populacional
 Desemprego e pobreza
 Desadequação da malha urbana face ao tipo de
urbanização atual
 Falta de planeamento
 Insegurança e criminalidade
 Ocupação de edifícios por grupos étnicos e
culturais minoritários
As cidades portuguesas surgiram ao longo do nosso percurso histórico e apresentam, no seu traçado, as
marcas dessa antiguidade. Nelas é possível distinguir as diversas fases de crescimento pela configuração
das casas, dos arruamentos, do tipo de ocupação dominante.
Até 1974, a maioria dos habitantes dos núcleos urbanos viviam em casas alugadas e a baixo preço. A
degradação a que se chegou nas áreas mais antigas são um reflexo da falta de investimento na recuperação
das habitações. A rendas baixas correspondeu o desinteresse dos senhorios pela manutenção do edificado.
Diminuição da acessibilidade
principalmente nas horas de
ponta
Excessivo uso do transporte
individual
Carência de lugares de
estacionamento
Insuficiência e ineficácia dos
transportes públicos
http://sicnoticias.sapo.pt/incoming/2013/04/25/...Lusa.jpg

Polos de grande atração, as cidades portuguesas localizadas nas áreas metropolitanas,
principalmente, contribuem para os intensos movimentos pendulares cruzados que são
responsáveis pela diminuição da acessibilidade à cidade metropolitana. Paradoxalmente, onde
confluem os sistemas de transporte em maior número é, também, difícil chegar ao destino dentro
do tempo desejável. Os engarrafamentos poderiam ser minorados caso os transportes públicos
fossem mais eficazes e pudessem substituir o transporte individual. A acontecer, iria contribuir para
uma diminuição da poluição que afeta as cidades.
 Desleixo na manutenção dos espaços comuns:
 Pavimentos em mau estado – buracos
 Deposição do lixo nos passeios
 Pinturas murais desautorizadas
 Desrespeito pelo uso do espaço comum:
 Estacionamento em ruas demasiado estreitas
 Ocupação dos passeios como espaço de
estacionamento
 Falta de acessos para pessoas de mobilidade reduzida.
Habitação social
degradada
Exclusão social
Desqualificação
profissional
Contestação social
Marginalidade
Comércio de droga
Prostituição
Sem-abrigos
Abandono de jovens
da “geração da chave”
Indisciplina
Insucesso escolar
Poluição do ar
Alguns dos problemas urbanos sociais muito comuns em subúrbios das principais cidades
portuguesas.
Poluição luminosa
Dentro das várias formas de
poluição, a luminosa, é
preocupante, porque
excessiva. Os gastos para
manter a iluminação nas
nossas cidades pesam
muito nos orçamentos dos
municípios. Claro que, a
iluminação pública, é
precisa mas deve ser
pensada em termos
ambientalmente
sustentáveis. A imagem
noturna da cidade do Porto
corrobora a poluição mais
intensa que é atribuída às
duas cidades mais
importantes do país.
Soluções possíveis
Institucionais
Desde que o país aderiu à Comunidade Europeia tem sido possível aplicar
programas de desenvolvimento urbano sustentados por fundos estruturais
Data

Programa
URBAN

1994-99

1997-2003
1999+

Intervenção Operacional de
Renovação Urbana
Programa de Reabilitação Urbana

Finalidades principais
Estimular social e economicamente a regeneração das cidades em
crise – Lisboa e Porto
Reabilitar áreas urbanas pobres e reabilitação de áreas degradadas –
Lisboa e Porto
Revitalizar áreas em declínio urbano, economia débil, crime e exclusão
social – 11 cidades portuguesas

Polis - Programa de Requalificação Urbana Impulsionar dinâmicas de desenvolvimento urbano, animação e
e Valorização Ambiental das Cidades

regeneração – 39 cidades de Portugal continental

2000-2006

URBAN II

Implementar estratégias inovadoras de regeneração económica e
social – Lisboa e Porto

2005-2013

Iniciativa Bairros Críticos

Criar soluções para territórios urbanos que apresentam
vulnerabilidades críticas – Lisboa e Porto

Polis XXI – Política das Cidades

Elaborar planos de regeneração
Promover atividades transfronteiriças com o envolvimento das
autoridades locais e regionais – Portugal continental

Iniciativa JESSICA

Apoiar a utilização de mecanismos de engenharia financeira para
crescimento de investimentos em reabilitação e regeneração urbana.

2008+
2007-2013
Apostar na qualidade de vida urbana
 Planear a ocupação do espaço municipal através do cumprimento das
regras estabelecidas nos PDM – Planos Diretores Municipais, PU – Planos
de Urbanização e PP – Planos de Pormenor.

 Apostar na revitalização dos centros das cidades contrariando o
despovoamento e criando condições de rejuvenescimento demográfico
 Recuperar o edificado degradado com o apoio dos programas e incentivos
comunitários disponíveis para o efeito, tais como,



PRAUD – programa de reabilitação das áreas urbanas degradadas
Programa REABILITAR PARA ARRENDAR , vocacionado para reabilitar ou reconstruir
edifícios habitacionais para arrendamento nos regimes de renda apoiada ou
condicionada (por exemplo, residências para estudantes; intervenções de
preenchimento do tecido urbano antigo)
O que existe hoje no campo da reabilitação urbana?
Programa “Reabilitar para Arrendar” destinado à:
 Reabilitação ou reconstrução de edifícios cujo uso seja
maioritariamente habitacional e cujos fogos se destinem a
arrendamento nos regimes de renda apoiada ou de renda
condicionada;
 Reabilitação ou criação de espaços do domínio municipal para uso
público desde que ocorram no âmbito de uma operação de reabilitação
urbana sistemática, conforme o disposto no Decreto-Lei n.º 307/2009,
de 23 de outubro, na redação dada pela Lei n.º 32/2012, de 14 de
agosto;
 Reabilitação ou reconstrução de edifícios que se destinem a
equipamentos de uso público, incluindo residências para estudantes;
 Construção de edifícios cujo uso seja maioritariamente habitacional e
cujos fogos se destinem a arrendamento nos regimes de renda
apoiada ou de renda condicionada, desde que se tratem de
intervenções relevantes de preenchimento do tecido urbano antigo.
ÁREAS DE REABILITAÇÃO URBANA
Áreas territorialmente delimitadas que, em virtude da insuficiência,
degradação ou obsolescência dos edifícios, das infraestruturas, dos
equipamentos de utilização coletiva e dos espaços urbanos e verdes de
utilização coletiva, designadamente no que se refere às suas condições de
uso, solidez, segurança, estética ou salubridade, justifiquem uma
intervenção integrada, através de uma operação de reabilitação urbana
aprovada em instrumento próprio ou em plano de pormenor de reabilitação
urbana.

OPERAÇÃO DE REABILITAÇÃO URBANA
Conjunto articulado de intervenções visando, de forma integrada, a
reabilitação urbana de uma determinada área
PARCERIAS PARA A REABILITAÇÃO URBANA
 PROGRAMA VIVER MARVILA - parceria técnica e financeira entre o IHRU e
a Câmara Municipal de Lisboa e surgiu da necessidade e da preocupação
conjunta de proceder à reabilitação de uma parte da zona oriental da cidade de
Lisboa, que apresenta graves problemas socio-urbanísticos
 ALMADA POENTE – regeneração para uma nova centralidade - construção
de equipamentos coletivos, a reabilitação e qualificação do espaço público e
várias ações imateriais nas áreas da educação, social, cultural e desportiva.
 ZAMBUJAL MELHORA – AMADORA - alavancar a requalificação sóciourbanística do Bairro do Zambujal, através de uma intervenção integrada e de
carácter dinamizador.

 "VALE CONSTRUIR O FUTURO" – MOITA - requalificação sócio-urbanística
da Freguesia do Vale da Amoreira,
Sociedades de Reabilitação Urbana (SRU´s)
 Entidades especialmente encarregues da operacionalização de ações de
reabilitação ou de renovação de uma área previamente delimitada, como
meio de maximizar a captação de investimento e a mobilização dos privados
SRU's em que o Estado participa, através do IHRU (Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana):
Porto Vivo-SRU (www.portovivosru.pt)
Coimbra Viva, SRU (www.coimbravivasru.pt)
Viseu Novo, SRU (www.portalviseu.com e www.cm-viseu.pt)

Outras SRU's em exercício:
Lezíria Tejo SRU (http://www.leziriatejosru.eu/)
Lisboa Ocidental SRU (www.lisboaocidentalsru.pt)
SERPOBRA, SRU, EM (www.cm-serpa.pt)
STR-URBHIS, SRU, EM, SA - Sociedade de Gestão Urbana (www.str-urbhis.pt)
Nova Covilhã, SRU (www.cm-covilha.pt)
GAIURB, EEM (www.gaiurb.pt)
Iniciativa Jessica (Joint European Support for Sustainable Investment in City Areas)
Iniciativa comunitária que permite aos Estados Membros utilizarem verbas
atribuídas no âmbito dos Fundos Estruturais, designadamente FEDER, para
a criação de Fundos de Desenvolvimento Urbano (FDU), destinados a apoiar
investimentos em projetos de Reabilitação Urbana e planos integrados de
desenvolvimento urbano sustentável.

Regeneração urbana
Conjunto de intervenções sócio-urbanísticas em áreas urbanas marcadas pela
degradação do edificado e do espaço público, pela insuficiência de
equipamentos sociais elementares e por processos crescentes de exclusão
social.
Um pouco de história da implementação de políticas urbanas em
Portugal
 Surgem, como preocupações ao nível do planeamento urbano, entre a
década de 80 e a década de 90 do século XX - I QCA, 1989-1993
 Criação de um Programa Operacional para o Ambiente e Revitalização
Urbana” – II QCA, 1994-1999
 Projeto urbano EXPO 98 – modernização e polarização de uma área
degradada e marginalizada na margem Norte do rio Tejo, uma experiência
de sucesso, uma referência para novas iniciativas urbanas.
 Programa Polis, um plano programado para a vigência do III QCA, 20002006, um exemplo de política pública abrangendo várias cidades.
 Política de cidades Polis XXI, cofinanciada pelos programas operacionais
do QREN, 2007-2013 (Quadro de Referência Estratégica Nacional)
O que são os QCA?
 Contratos estabelecidos entre a União Europeia e cada um dos Estados

Membros
 Programas Plurianuais (atualmente, de 7 anos)
 Documentos constituídos por Eixos (estratégicos) - os objetivos gerais –
que integram vários Programas Operacionais (sectoriais ou regionais), com
objetivos específicos, desagregados em Subprogramas, com várias medidas
e em que cada uma integra um conjunto de ações.
 Os programas são objeto de uma avaliação ex-ante para serem
aprovados, uma avaliação intercalar e uma avaliação ex-post.
 Os Programas Operacionais, regionais ou sectoriais, propostos pelos
Estados Membros e submetidos à apreciação da Comissão da Comunidade
Europeia (C.C.E.), trouxeram consigo uma significativa descentralização nos
Países Membros relativa à gestão e aprovação dos projetos neles
integrados.
Um pouco mais sobre o POLIS
 Um programa dirigido à qualidade de vida das cidades intervencionadas
 Com o objetivo de melhoria da atratividade e competitividade dos polos
urbanos com um papel relevante na estruturação do sistema urbano nacional
 Através de parcerias entre as Câmaras Municipais e o Governo para:
- desenvolver grandes operações integradas de requalificação urbana
com uma forte componente de valorização ambiental;
- desenvolver ações que promovam a multifuncionalidade das cidades
- valorizar a presença de elementos ambientais estruturantes tais como
frentes de rio ou de costa
- apoiar iniciativas que visem aumentar as áreas verdes, promover áreas
pedonais e condicionar o trânsito automóvel nas cidades.
Programa que assentou em quatro componentes:
 Componente 1 – operações integradas de requalificação urbana dirigidas a
28 cidades
 Componente 2 – realização de intervenções em cidades com áreas
classificadas como Património Mundial (Angra do Heroísmo, Évora,
Guimarães, Porto e Sintra).
 Componente 3 – valorização urbanística em áreas de realojamento nas
duas áreas metropolitanas.
 Componente 4 – aplicação de medidas complementares para melhorar as
condições urbanísticas e ambientais em 7 cidades
 Programa cujos instrumentos de intervenção urbanística são:
- Planos Estratégicos
- Planos de Urbanização
- Planos de Pormenor.
Atualmente:
 As intervenções em contexto urbano têm como suporte fundamental a
política de cidades Polis XXI (cofinanciada pelos programas operacionais do
QREN, 2007-2013).
 Através do apoio a projetos selecionados em três grandes domínios de
intervenção:
- parcerias para a regeneração urbana

- redes urbanas para a competitividade e inovação
- ações inovadoras para o desenvolvimento urbano.
Como metas até 2015 foram definidas 60 operações de regeneração urbana,
31 cidades envolvidas em redes e 75 projetos de desenvolvimento urbano

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Os diferentes tipos de plantas das cidades
Os diferentes tipos de plantas das cidadesOs diferentes tipos de plantas das cidades
Os diferentes tipos de plantas das cidades
rmmpr
 
Rede e sistema urbanos em portugal.2
Rede e sistema urbanos em portugal.2Rede e sistema urbanos em portugal.2
Rede e sistema urbanos em portugal.2
Idalina Leite
 
Geografia A 11 ano - Áreas Urbanas
Geografia A 11 ano - Áreas UrbanasGeografia A 11 ano - Áreas Urbanas
Geografia A 11 ano - Áreas Urbanas
Raffaella Ergün
 
Rede urbana nacional
Rede urbana nacionalRede urbana nacional
Rede urbana nacional
Cacilda Basto
 
Correção teste5 fev
Correção teste5 fevCorreção teste5 fev
Correção teste5 fev
manjosp
 

Mais procurados (20)

Os diferentes tipos de plantas das cidades
Os diferentes tipos de plantas das cidadesOs diferentes tipos de plantas das cidades
Os diferentes tipos de plantas das cidades
 
Problemas no espaço urbano - Geografia 11º Ano
Problemas no espaço urbano - Geografia 11º AnoProblemas no espaço urbano - Geografia 11º Ano
Problemas no espaço urbano - Geografia 11º Ano
 
Rede e sistema urbanos em portugal.2
Rede e sistema urbanos em portugal.2Rede e sistema urbanos em portugal.2
Rede e sistema urbanos em portugal.2
 
Geografia A 11 ano - Áreas Urbanas
Geografia A 11 ano - Áreas UrbanasGeografia A 11 ano - Áreas Urbanas
Geografia A 11 ano - Áreas Urbanas
 
Regioes agrarias
Regioes agrariasRegioes agrarias
Regioes agrarias
 
A organização das áreas urbanas
A organização das áreas urbanasA organização das áreas urbanas
A organização das áreas urbanas
 
Problemas urbanos
Problemas urbanosProblemas urbanos
Problemas urbanos
 
A Rede Urbana Nacional
A Rede Urbana NacionalA Rede Urbana Nacional
A Rede Urbana Nacional
 
As novas oportunidades para as áreas rurais
As novas oportunidades para as áreas ruraisAs novas oportunidades para as áreas rurais
As novas oportunidades para as áreas rurais
 
A distribuição espacial das redes de transporte
A distribuição espacial das redes de transporteA distribuição espacial das redes de transporte
A distribuição espacial das redes de transporte
 
Geografia11ºano
Geografia11ºanoGeografia11ºano
Geografia11ºano
 
Rede urbana nacional
Rede urbana nacionalRede urbana nacional
Rede urbana nacional
 
As redes de transporte no território português - Geografia 11º Ano
As redes de transporte no território português - Geografia 11º AnoAs redes de transporte no território português - Geografia 11º Ano
As redes de transporte no território português - Geografia 11º Ano
 
Correção teste5 fev
Correção teste5 fevCorreção teste5 fev
Correção teste5 fev
 
A inserção nas redes transeuropeias
A inserção nas redes transeuropeiasA inserção nas redes transeuropeias
A inserção nas redes transeuropeias
 
Os transportes em Portugal - Geografia 11º Ano
Os transportes em Portugal - Geografia 11º AnoOs transportes em Portugal - Geografia 11º Ano
Os transportes em Portugal - Geografia 11º Ano
 
Cidades médias
Cidades  médiasCidades  médias
Cidades médias
 
A agricultura portuguesa e a política agrícola comum
A agricultura portuguesa e a política agrícola comumA agricultura portuguesa e a política agrícola comum
A agricultura portuguesa e a política agrícola comum
 
Espaço urbano cidades
Espaço urbano cidadesEspaço urbano cidades
Espaço urbano cidades
 
Expansão urbana
Expansão urbanaExpansão urbana
Expansão urbana
 

Destaque (8)

Problemas urbanos
Problemas urbanosProblemas urbanos
Problemas urbanos
 
Geografia 11ºano
Geografia 11ºanoGeografia 11ºano
Geografia 11ºano
 
9 Problemas Das Cidades
9  Problemas Das Cidades9  Problemas Das Cidades
9 Problemas Das Cidades
 
11º ano Línguas e Humanidade - Geografia
11º ano Línguas e Humanidade - Geografia11º ano Línguas e Humanidade - Geografia
11º ano Línguas e Humanidade - Geografia
 
Problemas das cidades
Problemas das cidadesProblemas das cidades
Problemas das cidades
 
Geografia A - 10º/11º Ano
Geografia A - 10º/11º AnoGeografia A - 10º/11º Ano
Geografia A - 10º/11º Ano
 
Problemas urbanos
Problemas urbanosProblemas urbanos
Problemas urbanos
 
Os problemas urbanos
Os problemas urbanosOs problemas urbanos
Os problemas urbanos
 

Semelhante a Problemas urbanos, soluções (2)

Rui Passos - Arquitecto
Rui Passos - ArquitectoRui Passos - Arquitecto
Rui Passos - Arquitecto
Construção Sustentável
 
Agenda recife do futuro
Agenda recife do futuro Agenda recife do futuro
Agenda recife do futuro
Jamildo Melo
 
Agenda Recife do Futuro
Agenda Recife do Futuro Agenda Recife do Futuro
Agenda Recife do Futuro
armandosenador
 
Ação 20 nr reabilitação e raquelificação de áreas urbanas_gov
Ação 20 nr reabilitação e raquelificação de áreas urbanas_govAção 20 nr reabilitação e raquelificação de áreas urbanas_gov
Ação 20 nr reabilitação e raquelificação de áreas urbanas_gov
Ana Raquel Abreu
 
135799576 2013-03-apres-junia-cidades-sustentaveis
135799576 2013-03-apres-junia-cidades-sustentaveis135799576 2013-03-apres-junia-cidades-sustentaveis
135799576 2013-03-apres-junia-cidades-sustentaveis
andreia_2014
 
áReas funcionais
áReas funcionaisáReas funcionais
áReas funcionais
Pocarolas
 
Expansão urbana-cidades e áreas urbanasIII.pptx.pdf
Expansão urbana-cidades e áreas urbanasIII.pptx.pdfExpansão urbana-cidades e áreas urbanasIII.pptx.pdf
Expansão urbana-cidades e áreas urbanasIII.pptx.pdf
Victria62
 
Apresentação NEPHU-UFF e IAB-NLM sobre OUC Centro Niterói 29.08.13
Apresentação NEPHU-UFF e IAB-NLM sobre OUC Centro Niterói 29.08.13Apresentação NEPHU-UFF e IAB-NLM sobre OUC Centro Niterói 29.08.13
Apresentação NEPHU-UFF e IAB-NLM sobre OUC Centro Niterói 29.08.13
MandatoPEG
 
Concessão Urbanistica Nova Luz, São Paulo
Concessão Urbanistica Nova Luz, São PauloConcessão Urbanistica Nova Luz, São Paulo
Concessão Urbanistica Nova Luz, São Paulo
AAA_Azevedo Agência de Arquitetura
 

Semelhante a Problemas urbanos, soluções (2) (20)

A RecuperaçãO Da Qualidade Urbana 1
A RecuperaçãO Da Qualidade Urbana 1A RecuperaçãO Da Qualidade Urbana 1
A RecuperaçãO Da Qualidade Urbana 1
 
Rui Passos - Arquitecto
Rui Passos - ArquitectoRui Passos - Arquitecto
Rui Passos - Arquitecto
 
Macário Correia - Presidente CM Faro
Macário Correia - Presidente CM FaroMacário Correia - Presidente CM Faro
Macário Correia - Presidente CM Faro
 
Aca270313 ps pptversaomaiscurta [modo de compatibilidade]
Aca270313 ps pptversaomaiscurta [modo de compatibilidade]Aca270313 ps pptversaomaiscurta [modo de compatibilidade]
Aca270313 ps pptversaomaiscurta [modo de compatibilidade]
 
Agenda recife do futuro
Agenda recife do futuro Agenda recife do futuro
Agenda recife do futuro
 
Agenda Recife do Futuro
Agenda Recife do FuturoAgenda Recife do Futuro
Agenda Recife do Futuro
 
Agenda Recife do Futuro
Agenda Recife do Futuro Agenda Recife do Futuro
Agenda Recife do Futuro
 
Ação 20 nr reabilitação e raquelificação de áreas urbanas_gov
Ação 20 nr reabilitação e raquelificação de áreas urbanas_govAção 20 nr reabilitação e raquelificação de áreas urbanas_gov
Ação 20 nr reabilitação e raquelificação de áreas urbanas_gov
 
Apresentação do Plano Diretor Estratégico de São Paulo
Apresentação do Plano Diretor Estratégico de São PauloApresentação do Plano Diretor Estratégico de São Paulo
Apresentação do Plano Diretor Estratégico de São Paulo
 
Programa polis 1
Programa polis 1Programa polis 1
Programa polis 1
 
Seminário 3 prauc
Seminário 3   praucSeminário 3   prauc
Seminário 3 prauc
 
Volume i política urbana
Volume i política urbanaVolume i política urbana
Volume i política urbana
 
Reab habit pt
Reab habit ptReab habit pt
Reab habit pt
 
135799576 2013-03-apres-junia-cidades-sustentaveis
135799576 2013-03-apres-junia-cidades-sustentaveis135799576 2013-03-apres-junia-cidades-sustentaveis
135799576 2013-03-apres-junia-cidades-sustentaveis
 
TFG 2 - REQUALIFICAR E RECONSTITUIR - JOSÉ FOLLY.pdf
TFG 2 - REQUALIFICAR E RECONSTITUIR - JOSÉ FOLLY.pdfTFG 2 - REQUALIFICAR E RECONSTITUIR - JOSÉ FOLLY.pdf
TFG 2 - REQUALIFICAR E RECONSTITUIR - JOSÉ FOLLY.pdf
 
áReas funcionais
áReas funcionaisáReas funcionais
áReas funcionais
 
Expansão urbana-cidades e áreas urbanasIII.pptx.pdf
Expansão urbana-cidades e áreas urbanasIII.pptx.pdfExpansão urbana-cidades e áreas urbanasIII.pptx.pdf
Expansão urbana-cidades e áreas urbanasIII.pptx.pdf
 
Apresentação NEPHU-UFF e IAB-NLM sobre OUC Centro Niterói 29.08.13
Apresentação NEPHU-UFF e IAB-NLM sobre OUC Centro Niterói 29.08.13Apresentação NEPHU-UFF e IAB-NLM sobre OUC Centro Niterói 29.08.13
Apresentação NEPHU-UFF e IAB-NLM sobre OUC Centro Niterói 29.08.13
 
Concessão Urbanistica Nova Luz, São Paulo
Concessão Urbanistica Nova Luz, São PauloConcessão Urbanistica Nova Luz, São Paulo
Concessão Urbanistica Nova Luz, São Paulo
 
Parceria Público Privada na Habitação de Interesse Social: Proposta Aplicada ...
Parceria Público Privada na Habitação de Interesse Social: Proposta Aplicada ...Parceria Público Privada na Habitação de Interesse Social: Proposta Aplicada ...
Parceria Público Privada na Habitação de Interesse Social: Proposta Aplicada ...
 

Mais de Idalina Leite

Mais de Idalina Leite (20)

A importância crescente da economia do mar (Blue Growth) 2030
A importância crescente da economia do mar (Blue Growth) 2030A importância crescente da economia do mar (Blue Growth) 2030
A importância crescente da economia do mar (Blue Growth) 2030
 
O Nosso Mundo em Dados
O Nosso Mundo em DadosO Nosso Mundo em Dados
O Nosso Mundo em Dados
 
Mobilidade nas Áreas Metropolitanas do Porto e Lisboa
Mobilidade nas Áreas Metropolitanas do Porto e LisboaMobilidade nas Áreas Metropolitanas do Porto e Lisboa
Mobilidade nas Áreas Metropolitanas do Porto e Lisboa
 
Cidades/Espaço urbano
Cidades/Espaço urbanoCidades/Espaço urbano
Cidades/Espaço urbano
 
GEO-IMAGENS 4
GEO-IMAGENS 4GEO-IMAGENS 4
GEO-IMAGENS 4
 
Evolução da agricultura em Portugal.
Evolução da agricultura em Portugal. Evolução da agricultura em Portugal.
Evolução da agricultura em Portugal.
 
Cidades Sustentáveis 2020
Cidades Sustentáveis 2020Cidades Sustentáveis 2020
Cidades Sustentáveis 2020
 
Sebenta de Geo A_ Evolução do litoral continental
Sebenta de Geo A_ Evolução do litoral continentalSebenta de Geo A_ Evolução do litoral continental
Sebenta de Geo A_ Evolução do litoral continental
 
A União Europeia de 1986 a 2017
A União Europeia de 1986 a 2017A União Europeia de 1986 a 2017
A União Europeia de 1986 a 2017
 
Sebenta Geo A _ Recursos do subsolo (capítulo atualizado)
Sebenta Geo A _ Recursos do subsolo (capítulo atualizado)Sebenta Geo A _ Recursos do subsolo (capítulo atualizado)
Sebenta Geo A _ Recursos do subsolo (capítulo atualizado)
 
Geografia A_Mapa conceptual 10º/11º
Geografia A_Mapa conceptual 10º/11ºGeografia A_Mapa conceptual 10º/11º
Geografia A_Mapa conceptual 10º/11º
 
"Água é a vida"
"Água é a vida""Água é a vida"
"Água é a vida"
 
POPULAÇÃO
POPULAÇÃOPOPULAÇÃO
POPULAÇÃO
 
Smart Cities/Cidades inteligentes
Smart Cities/Cidades inteligentesSmart Cities/Cidades inteligentes
Smart Cities/Cidades inteligentes
 
As pessoas 2016 8retratos demográficos)
As pessoas 2016 8retratos demográficos)As pessoas 2016 8retratos demográficos)
As pessoas 2016 8retratos demográficos)
 
GEO-IMAGENS_3
GEO-IMAGENS_3GEO-IMAGENS_3
GEO-IMAGENS_3
 
Explorações agrícolas 2016
Explorações agrícolas 2016Explorações agrícolas 2016
Explorações agrícolas 2016
 
Retrato Territorial de Portugal (Ano de Edição 2017)
Retrato Territorial de Portugal (Ano de Edição 2017)Retrato Territorial de Portugal (Ano de Edição 2017)
Retrato Territorial de Portugal (Ano de Edição 2017)
 
Estimativas de População Residente em Portugal, 2016
Estimativas de População Residente em Portugal, 2016Estimativas de População Residente em Portugal, 2016
Estimativas de População Residente em Portugal, 2016
 
Ocupação/uso do solo em Portugal Continental, 1995-2010 ...
Ocupação/uso do solo em Portugal Continental, 1995-2010                    ...Ocupação/uso do solo em Portugal Continental, 1995-2010                    ...
Ocupação/uso do solo em Portugal Continental, 1995-2010 ...
 

Último

5ca0e9_ea0307e5baa1478490e87a15cb4ee530.pdf
5ca0e9_ea0307e5baa1478490e87a15cb4ee530.pdf5ca0e9_ea0307e5baa1478490e87a15cb4ee530.pdf
5ca0e9_ea0307e5baa1478490e87a15cb4ee530.pdf
edjailmax
 
GRAMÁTICA NORMATIVA DA LÍNGUA PORTUGUESA UM GUIA COMPLETO DO IDIOMA.pdf
GRAMÁTICA NORMATIVA DA LÍNGUA PORTUGUESA UM GUIA COMPLETO DO IDIOMA.pdfGRAMÁTICA NORMATIVA DA LÍNGUA PORTUGUESA UM GUIA COMPLETO DO IDIOMA.pdf
GRAMÁTICA NORMATIVA DA LÍNGUA PORTUGUESA UM GUIA COMPLETO DO IDIOMA.pdf
rarakey779
 
PPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 final
PPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 finalPPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 final
PPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 final
carlaOliveira438
 
clubinho-bio-2.pdf vacinas saúde importância
clubinho-bio-2.pdf vacinas saúde importânciaclubinho-bio-2.pdf vacinas saúde importância
clubinho-bio-2.pdf vacinas saúde importância
LuanaAlves940822
 

Último (20)

As Mil Palavras Mais Usadas No Inglês (Robert de Aquino) (Z-Library).pdf
As Mil Palavras Mais Usadas No Inglês (Robert de Aquino) (Z-Library).pdfAs Mil Palavras Mais Usadas No Inglês (Robert de Aquino) (Z-Library).pdf
As Mil Palavras Mais Usadas No Inglês (Robert de Aquino) (Z-Library).pdf
 
Fotossíntese para o Ensino médio primeiros anos
Fotossíntese para o Ensino médio primeiros anosFotossíntese para o Ensino médio primeiros anos
Fotossíntese para o Ensino médio primeiros anos
 
O que é uma Revolução Solar. tecnica preditiva
O que é uma Revolução Solar. tecnica preditivaO que é uma Revolução Solar. tecnica preditiva
O que é uma Revolução Solar. tecnica preditiva
 
5ca0e9_ea0307e5baa1478490e87a15cb4ee530.pdf
5ca0e9_ea0307e5baa1478490e87a15cb4ee530.pdf5ca0e9_ea0307e5baa1478490e87a15cb4ee530.pdf
5ca0e9_ea0307e5baa1478490e87a15cb4ee530.pdf
 
Poema - Reciclar é preciso
Poema            -        Reciclar é precisoPoema            -        Reciclar é preciso
Poema - Reciclar é preciso
 
Slides Lição 8, CPAD, Confessando e Abandonando o Pecado.pptx
Slides Lição 8, CPAD, Confessando e Abandonando o Pecado.pptxSlides Lição 8, CPAD, Confessando e Abandonando o Pecado.pptx
Slides Lição 8, CPAD, Confessando e Abandonando o Pecado.pptx
 
GRAMÁTICA NORMATIVA DA LÍNGUA PORTUGUESA UM GUIA COMPLETO DO IDIOMA.pdf
GRAMÁTICA NORMATIVA DA LÍNGUA PORTUGUESA UM GUIA COMPLETO DO IDIOMA.pdfGRAMÁTICA NORMATIVA DA LÍNGUA PORTUGUESA UM GUIA COMPLETO DO IDIOMA.pdf
GRAMÁTICA NORMATIVA DA LÍNGUA PORTUGUESA UM GUIA COMPLETO DO IDIOMA.pdf
 
Semana Interna de Prevenção de Acidentes SIPAT/2024
Semana Interna de Prevenção de Acidentes SIPAT/2024Semana Interna de Prevenção de Acidentes SIPAT/2024
Semana Interna de Prevenção de Acidentes SIPAT/2024
 
ufcd_9649_Educação Inclusiva e Necessidades Educativas Especificas_índice.pdf
ufcd_9649_Educação Inclusiva e Necessidades Educativas Especificas_índice.pdfufcd_9649_Educação Inclusiva e Necessidades Educativas Especificas_índice.pdf
ufcd_9649_Educação Inclusiva e Necessidades Educativas Especificas_índice.pdf
 
Meu corpo - Ruth Rocha e Anna Flora livro
Meu corpo - Ruth Rocha e Anna Flora livroMeu corpo - Ruth Rocha e Anna Flora livro
Meu corpo - Ruth Rocha e Anna Flora livro
 
Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...
Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...
Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...
 
Unidade 4 (Texto poético) (Teste sem correção) (2).docx
Unidade 4 (Texto poético) (Teste sem correção) (2).docxUnidade 4 (Texto poético) (Teste sem correção) (2).docx
Unidade 4 (Texto poético) (Teste sem correção) (2).docx
 
Respostas prova do exame nacional Port. 2008 - 1ª fase - Criterios.pdf
Respostas prova do exame nacional Port. 2008 - 1ª fase - Criterios.pdfRespostas prova do exame nacional Port. 2008 - 1ª fase - Criterios.pdf
Respostas prova do exame nacional Port. 2008 - 1ª fase - Criterios.pdf
 
PPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 final
PPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 finalPPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 final
PPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 final
 
clubinho-bio-2.pdf vacinas saúde importância
clubinho-bio-2.pdf vacinas saúde importânciaclubinho-bio-2.pdf vacinas saúde importância
clubinho-bio-2.pdf vacinas saúde importância
 
"Nós Propomos! Mobilidade sustentável na Sertã"
"Nós Propomos! Mobilidade sustentável na Sertã""Nós Propomos! Mobilidade sustentável na Sertã"
"Nós Propomos! Mobilidade sustentável na Sertã"
 
Slides Lição 9, CPAD, Resistindo à Tentação no Caminho, 2Tr24.pptx
Slides Lição 9, CPAD, Resistindo à Tentação no Caminho, 2Tr24.pptxSlides Lição 9, CPAD, Resistindo à Tentação no Caminho, 2Tr24.pptx
Slides Lição 9, CPAD, Resistindo à Tentação no Caminho, 2Tr24.pptx
 
22-modernismo-5-prosa-de-45.pptxrpnsaaaa
22-modernismo-5-prosa-de-45.pptxrpnsaaaa22-modernismo-5-prosa-de-45.pptxrpnsaaaa
22-modernismo-5-prosa-de-45.pptxrpnsaaaa
 
Descrever e planear atividades imersivas estruturadamente
Descrever e planear atividades imersivas estruturadamenteDescrever e planear atividades imersivas estruturadamente
Descrever e planear atividades imersivas estruturadamente
 
Apresentação de vocabulário fundamental em contexto de atendimento
Apresentação de vocabulário fundamental em contexto de atendimentoApresentação de vocabulário fundamental em contexto de atendimento
Apresentação de vocabulário fundamental em contexto de atendimento
 

Problemas urbanos, soluções (2)

  • 2. Principais problemas urbanos  Antiguidade na ocupação do espaço  Excessiva ocupação do espaço pelo edificado ao longo dos anos  Habitação degradada e, frequentemente, abandonada  Envelhecimento populacional  Desemprego e pobreza  Desadequação da malha urbana face ao tipo de urbanização atual  Falta de planeamento  Insegurança e criminalidade  Ocupação de edifícios por grupos étnicos e culturais minoritários As cidades portuguesas surgiram ao longo do nosso percurso histórico e apresentam, no seu traçado, as marcas dessa antiguidade. Nelas é possível distinguir as diversas fases de crescimento pela configuração das casas, dos arruamentos, do tipo de ocupação dominante. Até 1974, a maioria dos habitantes dos núcleos urbanos viviam em casas alugadas e a baixo preço. A degradação a que se chegou nas áreas mais antigas são um reflexo da falta de investimento na recuperação das habitações. A rendas baixas correspondeu o desinteresse dos senhorios pela manutenção do edificado.
  • 3. Diminuição da acessibilidade principalmente nas horas de ponta Excessivo uso do transporte individual Carência de lugares de estacionamento Insuficiência e ineficácia dos transportes públicos http://sicnoticias.sapo.pt/incoming/2013/04/25/...Lusa.jpg Polos de grande atração, as cidades portuguesas localizadas nas áreas metropolitanas, principalmente, contribuem para os intensos movimentos pendulares cruzados que são responsáveis pela diminuição da acessibilidade à cidade metropolitana. Paradoxalmente, onde confluem os sistemas de transporte em maior número é, também, difícil chegar ao destino dentro do tempo desejável. Os engarrafamentos poderiam ser minorados caso os transportes públicos fossem mais eficazes e pudessem substituir o transporte individual. A acontecer, iria contribuir para uma diminuição da poluição que afeta as cidades.
  • 4.  Desleixo na manutenção dos espaços comuns:  Pavimentos em mau estado – buracos  Deposição do lixo nos passeios  Pinturas murais desautorizadas  Desrespeito pelo uso do espaço comum:  Estacionamento em ruas demasiado estreitas  Ocupação dos passeios como espaço de estacionamento  Falta de acessos para pessoas de mobilidade reduzida.
  • 5. Habitação social degradada Exclusão social Desqualificação profissional Contestação social Marginalidade Comércio de droga Prostituição Sem-abrigos Abandono de jovens da “geração da chave” Indisciplina Insucesso escolar Poluição do ar Alguns dos problemas urbanos sociais muito comuns em subúrbios das principais cidades portuguesas.
  • 6. Poluição luminosa Dentro das várias formas de poluição, a luminosa, é preocupante, porque excessiva. Os gastos para manter a iluminação nas nossas cidades pesam muito nos orçamentos dos municípios. Claro que, a iluminação pública, é precisa mas deve ser pensada em termos ambientalmente sustentáveis. A imagem noturna da cidade do Porto corrobora a poluição mais intensa que é atribuída às duas cidades mais importantes do país.
  • 8. Desde que o país aderiu à Comunidade Europeia tem sido possível aplicar programas de desenvolvimento urbano sustentados por fundos estruturais Data Programa URBAN 1994-99 1997-2003 1999+ Intervenção Operacional de Renovação Urbana Programa de Reabilitação Urbana Finalidades principais Estimular social e economicamente a regeneração das cidades em crise – Lisboa e Porto Reabilitar áreas urbanas pobres e reabilitação de áreas degradadas – Lisboa e Porto Revitalizar áreas em declínio urbano, economia débil, crime e exclusão social – 11 cidades portuguesas Polis - Programa de Requalificação Urbana Impulsionar dinâmicas de desenvolvimento urbano, animação e e Valorização Ambiental das Cidades regeneração – 39 cidades de Portugal continental 2000-2006 URBAN II Implementar estratégias inovadoras de regeneração económica e social – Lisboa e Porto 2005-2013 Iniciativa Bairros Críticos Criar soluções para territórios urbanos que apresentam vulnerabilidades críticas – Lisboa e Porto Polis XXI – Política das Cidades Elaborar planos de regeneração Promover atividades transfronteiriças com o envolvimento das autoridades locais e regionais – Portugal continental Iniciativa JESSICA Apoiar a utilização de mecanismos de engenharia financeira para crescimento de investimentos em reabilitação e regeneração urbana. 2008+ 2007-2013
  • 9. Apostar na qualidade de vida urbana  Planear a ocupação do espaço municipal através do cumprimento das regras estabelecidas nos PDM – Planos Diretores Municipais, PU – Planos de Urbanização e PP – Planos de Pormenor.  Apostar na revitalização dos centros das cidades contrariando o despovoamento e criando condições de rejuvenescimento demográfico  Recuperar o edificado degradado com o apoio dos programas e incentivos comunitários disponíveis para o efeito, tais como,   PRAUD – programa de reabilitação das áreas urbanas degradadas Programa REABILITAR PARA ARRENDAR , vocacionado para reabilitar ou reconstruir edifícios habitacionais para arrendamento nos regimes de renda apoiada ou condicionada (por exemplo, residências para estudantes; intervenções de preenchimento do tecido urbano antigo)
  • 10. O que existe hoje no campo da reabilitação urbana? Programa “Reabilitar para Arrendar” destinado à:  Reabilitação ou reconstrução de edifícios cujo uso seja maioritariamente habitacional e cujos fogos se destinem a arrendamento nos regimes de renda apoiada ou de renda condicionada;  Reabilitação ou criação de espaços do domínio municipal para uso público desde que ocorram no âmbito de uma operação de reabilitação urbana sistemática, conforme o disposto no Decreto-Lei n.º 307/2009, de 23 de outubro, na redação dada pela Lei n.º 32/2012, de 14 de agosto;  Reabilitação ou reconstrução de edifícios que se destinem a equipamentos de uso público, incluindo residências para estudantes;  Construção de edifícios cujo uso seja maioritariamente habitacional e cujos fogos se destinem a arrendamento nos regimes de renda apoiada ou de renda condicionada, desde que se tratem de intervenções relevantes de preenchimento do tecido urbano antigo.
  • 11. ÁREAS DE REABILITAÇÃO URBANA Áreas territorialmente delimitadas que, em virtude da insuficiência, degradação ou obsolescência dos edifícios, das infraestruturas, dos equipamentos de utilização coletiva e dos espaços urbanos e verdes de utilização coletiva, designadamente no que se refere às suas condições de uso, solidez, segurança, estética ou salubridade, justifiquem uma intervenção integrada, através de uma operação de reabilitação urbana aprovada em instrumento próprio ou em plano de pormenor de reabilitação urbana. OPERAÇÃO DE REABILITAÇÃO URBANA Conjunto articulado de intervenções visando, de forma integrada, a reabilitação urbana de uma determinada área
  • 12. PARCERIAS PARA A REABILITAÇÃO URBANA  PROGRAMA VIVER MARVILA - parceria técnica e financeira entre o IHRU e a Câmara Municipal de Lisboa e surgiu da necessidade e da preocupação conjunta de proceder à reabilitação de uma parte da zona oriental da cidade de Lisboa, que apresenta graves problemas socio-urbanísticos  ALMADA POENTE – regeneração para uma nova centralidade - construção de equipamentos coletivos, a reabilitação e qualificação do espaço público e várias ações imateriais nas áreas da educação, social, cultural e desportiva.  ZAMBUJAL MELHORA – AMADORA - alavancar a requalificação sóciourbanística do Bairro do Zambujal, através de uma intervenção integrada e de carácter dinamizador.  "VALE CONSTRUIR O FUTURO" – MOITA - requalificação sócio-urbanística da Freguesia do Vale da Amoreira,
  • 13. Sociedades de Reabilitação Urbana (SRU´s)  Entidades especialmente encarregues da operacionalização de ações de reabilitação ou de renovação de uma área previamente delimitada, como meio de maximizar a captação de investimento e a mobilização dos privados SRU's em que o Estado participa, através do IHRU (Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana): Porto Vivo-SRU (www.portovivosru.pt) Coimbra Viva, SRU (www.coimbravivasru.pt) Viseu Novo, SRU (www.portalviseu.com e www.cm-viseu.pt) Outras SRU's em exercício: Lezíria Tejo SRU (http://www.leziriatejosru.eu/) Lisboa Ocidental SRU (www.lisboaocidentalsru.pt) SERPOBRA, SRU, EM (www.cm-serpa.pt) STR-URBHIS, SRU, EM, SA - Sociedade de Gestão Urbana (www.str-urbhis.pt) Nova Covilhã, SRU (www.cm-covilha.pt) GAIURB, EEM (www.gaiurb.pt)
  • 14. Iniciativa Jessica (Joint European Support for Sustainable Investment in City Areas) Iniciativa comunitária que permite aos Estados Membros utilizarem verbas atribuídas no âmbito dos Fundos Estruturais, designadamente FEDER, para a criação de Fundos de Desenvolvimento Urbano (FDU), destinados a apoiar investimentos em projetos de Reabilitação Urbana e planos integrados de desenvolvimento urbano sustentável. Regeneração urbana Conjunto de intervenções sócio-urbanísticas em áreas urbanas marcadas pela degradação do edificado e do espaço público, pela insuficiência de equipamentos sociais elementares e por processos crescentes de exclusão social.
  • 15. Um pouco de história da implementação de políticas urbanas em Portugal  Surgem, como preocupações ao nível do planeamento urbano, entre a década de 80 e a década de 90 do século XX - I QCA, 1989-1993  Criação de um Programa Operacional para o Ambiente e Revitalização Urbana” – II QCA, 1994-1999  Projeto urbano EXPO 98 – modernização e polarização de uma área degradada e marginalizada na margem Norte do rio Tejo, uma experiência de sucesso, uma referência para novas iniciativas urbanas.  Programa Polis, um plano programado para a vigência do III QCA, 20002006, um exemplo de política pública abrangendo várias cidades.  Política de cidades Polis XXI, cofinanciada pelos programas operacionais do QREN, 2007-2013 (Quadro de Referência Estratégica Nacional)
  • 16. O que são os QCA?  Contratos estabelecidos entre a União Europeia e cada um dos Estados Membros  Programas Plurianuais (atualmente, de 7 anos)  Documentos constituídos por Eixos (estratégicos) - os objetivos gerais – que integram vários Programas Operacionais (sectoriais ou regionais), com objetivos específicos, desagregados em Subprogramas, com várias medidas e em que cada uma integra um conjunto de ações.  Os programas são objeto de uma avaliação ex-ante para serem aprovados, uma avaliação intercalar e uma avaliação ex-post.  Os Programas Operacionais, regionais ou sectoriais, propostos pelos Estados Membros e submetidos à apreciação da Comissão da Comunidade Europeia (C.C.E.), trouxeram consigo uma significativa descentralização nos Países Membros relativa à gestão e aprovação dos projetos neles integrados.
  • 17. Um pouco mais sobre o POLIS  Um programa dirigido à qualidade de vida das cidades intervencionadas  Com o objetivo de melhoria da atratividade e competitividade dos polos urbanos com um papel relevante na estruturação do sistema urbano nacional  Através de parcerias entre as Câmaras Municipais e o Governo para: - desenvolver grandes operações integradas de requalificação urbana com uma forte componente de valorização ambiental; - desenvolver ações que promovam a multifuncionalidade das cidades - valorizar a presença de elementos ambientais estruturantes tais como frentes de rio ou de costa - apoiar iniciativas que visem aumentar as áreas verdes, promover áreas pedonais e condicionar o trânsito automóvel nas cidades.
  • 18. Programa que assentou em quatro componentes:  Componente 1 – operações integradas de requalificação urbana dirigidas a 28 cidades  Componente 2 – realização de intervenções em cidades com áreas classificadas como Património Mundial (Angra do Heroísmo, Évora, Guimarães, Porto e Sintra).  Componente 3 – valorização urbanística em áreas de realojamento nas duas áreas metropolitanas.  Componente 4 – aplicação de medidas complementares para melhorar as condições urbanísticas e ambientais em 7 cidades  Programa cujos instrumentos de intervenção urbanística são: - Planos Estratégicos - Planos de Urbanização - Planos de Pormenor.
  • 19. Atualmente:  As intervenções em contexto urbano têm como suporte fundamental a política de cidades Polis XXI (cofinanciada pelos programas operacionais do QREN, 2007-2013).  Através do apoio a projetos selecionados em três grandes domínios de intervenção: - parcerias para a regeneração urbana - redes urbanas para a competitividade e inovação - ações inovadoras para o desenvolvimento urbano. Como metas até 2015 foram definidas 60 operações de regeneração urbana, 31 cidades envolvidas em redes e 75 projetos de desenvolvimento urbano