SlideShare uma empresa Scribd logo
Infografia disponibilizada pela FFMS – Fundação Francisco
Manuel dos Santos – a propósito de mais um debate
dentro do projeto Fronteiras XXI em parceria com a RTP 3./
https://fronteirasxxi.pt/europa/
© Fundação Francisco Manuel dos Santos
e Sociedade de Consultores Augusto Mateus & Associados
(AM&A), Maio de 2013
1
Nas décadas de 1960 e 1970, a Europa era um
atalho para todas as virtudes. Uma espécie de
palavra-passe para a liberdade, o desenvolvimento
e a cultura. Assim como para o Estado social: o
bem-estar, a segurança, a saúde e a educação.
Portugal era um país em guerra e vivia sob ditadura
há várias décadas.
A adesão à EFTA, em 1960, trouxera entusiasmo e
crescimento, mas sobretudo investimento
estrangeiro. A economia portuguesa deixava
gradualmente de olhar para África, e virava-se para
a Europa.
Mais de um milhão e meio de portugueses
partiram para outros países, muitos deles europeus.
Milhões de estrangeiros passaram a vir de férias a
Portugal. Antes da União, antes da Comunidade,
houve a EFTA, a emigração e o turismo. Era uma
maneira de ser europeu. Europeu antes de o ser.
2
(...) a resposta era quase sempre
“Europa”. (...). Dez anos depois de bater
à porta, Portugal entrou. Cumpria-se a
geografia e eliminava-se uma barreira
política, social e cultural. Há séculos que
Portugal preferia outras paragens e
outros continentes: o Atlântico, as
Américas e África. Um novo horizonte
político, económico e cultural tomava a
dimensão de obra histórica.
Os primeiros anos foram de euforia. Por
muitas e várias razões, Portugal e os
Portugueses, a sociedade e a economia,
a política e a cultura viveram tempos de
mudança e de progresso.
O primeiro período de pertença à
Comunidade, mais tarde União, parecia
contemplar todas as esperanças e
satisfazer todas as aspirações.
3
O segundo período de integração, que
completa os 25 anos e agora se ter- mina,
deixa uma sensação diferente. Depois de se
ter aproximado da Europa, Portugal afasta-
se: quase todos os indicadores o afirmam.
Depois de um desenvolvimento com vigor e
energia, a estagnação ou mesmo o
retrocesso são as realidades atuais. A
esperança transformou-se em dívida. A
economia não cumpre, o Estado social
mostra fragilidades.
A política fraqueja, a dependência do
exterior e dos credores é de rigor.
A emigração recomeçou com força, a fazer
lembrar a dos anos 60. O desemprego é
agora um espectro omnipresente. Portugal
parece perdido, os Portugueses vivem na
incerteza.
4
5
Os 25 anos de Portugal europeu
mudaram substancialmente a
configuração do país em termos das
condições de vida e de trabalho nas
suas diferentes regiões e territórios.
Os investimentos realizados em
infraestruturas ambientais, sociais, cul-
turais, empresariais, produtivas,
comerciais e de transportes, com o
apoio determinante dos fundos
estruturais, bem como os investimentos
realizados em habitação, com o apoio
decisivo da queda histórica das taxas
de juro, transformaram profundamente
a configuração territorial do país,
tornando-o muito menos desigual nas
condições básicas de acesso à
qualidade de vida.
6
Do ponto de vista da coesão
territorial, os 25 anos de Portugal
europeu evidenciam um país que
se afastou progressivamente da
oposição tradicional, global e
genérica, entre litoral e interior,
tornando-se muito mais complexo
e diferenciado nos mecanismos de
criação e distribuição da riqueza.
O desenvolvimento das regiões
portuguesas gerou formas
suficientemente diferenciadas de
“litoral” e de “interior” e
transformou o país numa espécie
de grande arquipélago: algumas
“ilhas” (o número limitado de polos
mais dinâmicos) destacam-se num
“mar” de dificuldades (as regiões
que perdem população, riqueza
relativa e dinamismo económico).
Em 20 anos, a população a viver em cidades aumentou para 4,9 milhões
Fonte: INE
7
Portugal distingue-se do padrão
europeu pelo modelo de
ocupação territorial mais
extremado, apresentando
comparativamente mais
população nas áreas ou
predominantemente rurais ou
predominantemente urbanas e
apresentando menos população
nas zonas intermédias
Dois em cada cinco habitantes
do país residem nas áreas
metropolitanas de Lisboa e do
Porto. Em duas décadas, as
cidades portuguesas subiram de
88 para 158 e o maior
contributo para o crescimento
da população urbana veio das
próprias cidades fora destas
duas áreas metropolitanas .
O número de cidades subiu de 88 para
158 entre 1991 e 2011. As cidades mais
pequenas, abaixo de 50 mil habitantes,
aumentaram de 14% para 23% a sua
quota de população portuguesa
8
Portugal distingue-se ... pelo menor peso da
população a viver nas áreas medianamente
urbanas (36% dos europeus contra 15 % dos
portugueses), zonas tidas de intermédias ou
de «tampão» que pronunciam um modelo
europeu de ocupação territorial mais
equilibrado e sustentável ... Embora o
acréscimo populacional na região polarizada
por Lisboa entre 1989 e 2009 fique a meio
da tabela da UE27, a perda de habitantes da
cidade capital portuguesa foi a segunda
maior da União Europeia ...
Neste processo de desertificação, a cidade
de Lisboa foi acompanhada pela do Porto.
Nas duas últimas décadas, os aumentos
populacionais das duas grandes áreas
metropolitanas do país registaram-se fora
das suas capitais e das suas
outras cidades.
A cidade de Lisboa caiu de 7% para 5% no total da população da
sua área metropolitana, enquanto a queda da cidade do Porto foi
de 3% para 2% ... O grupo das dez maiores cidades portuguesas
manteve-se nos últimos 20 anos. As variações populacionais nestas
cidades foram expressivas, sendo de destacar ... o crescimento de
Braga e de Gaia
A redução do Portugal não urbano deveu-se ao
acréscimo de 900 mil pessoas a viver nas cidades fora
das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto
9
O crescimento demográfico depende da
evolução do saldo natural, diferença
entre o número de nados-vivos e o
número de óbitos, e da evolução do saldo
migratório, diferença entre o número de
entradas e saídas por migração.
Portugal viu o número de nascimentos
baixar do limiar mínimo para assegurar a
substituição das gerações logo no início
da década de 1980, transitando de um
país tradicionalmente emissor de
emigrantes para um país recetor
de imigrantes na década de 1990. (...)
As estimativas na viragem para a
presente década apontam para uma
inversão dos fluxos migratórios e para a
queda da população, o que não sucedia
desde o início da década de 1990.
A variação da população portuguesa é impulsionada pelo saldo
migratório que atingiu o pico em 2002.
Fonte: Eurostat
10
11
Algarve tem sido a região mais dinâmica
do país, revelando também as maiores
taxas de crescimento migratório a nível
regional. Inversamente, o Alentejo perde
habitantes entre todos os momentos
censitários.
Um zoom à dinâmica das duas grandes
regiões de polarização em torno de
Lisboa e do Porto demonstra diferentes
composições de crescimento
populacional.
Na grande região de polarização do
Porto, incluindo Ave, Cávado, Entre Douro
e Vouga e Tâmega, é o saldo natural o
grande contribuinte para o crescimento
da população, enquanto na grande
região de polarização de Lisboa,
incluindo Alentejo Central, Alentejo
Litoral, Lezíria do Tejo, Médio Tejo, Oeste,
Península de Setúbal e Pinhal Litoral,
é o saldo migratório que mais conta para o crescimento.
Esta lógica realça uma dualização na ocupação territorial, visível
através de um litoral dinâmico e um interior demograficamente
repulsivo.
12
A imigração desacelerou desde 2002, enquanto
a emigração retoma a tendência de subida
desde 2007
O modelo de povoamento do país é dual, com a
população a cair no interior e a crescer no litoral, numa
bipolarização urbana em torno das duas grandes áreas
urbanas de Lisboa e do Porto
13
O número de idosos por cada 100 jovens mais
do que duplicou. Desde a viragem do século que
há mais idosos do que jovens a residir em
Portugal.
Em causa está um duplo fenómeno de
envelhecimento: a redução da natalidade veio
estreitar a base da pirâmide etária, enquanto o
aumento de longevidade e o envelhecimento dos
baby boomers veio alargar o topo da pirâmide.
Em termos demográficos (...)o país só́ superou o padrão europeu entre 1994 e 2004. O ritmo foi marcado pela
intensidade dos movimentos de emigração e imigração.
Portugal integra o grupo de Estados-membros cujo saldo entre nados-vivos e óbitos já não faz crescer a
população e apresenta dos mais elevados ritmos de envelhecimento no contexto europeu.
As dinâmicas demográficas da polarização da população em torno das duas grandes regiões de Lisboa e do
Porto apresentaram especificidades face ao quadro nacional. Na grande região de polarização do Porto,
incluindo Ave, Cávado, Entre Douro e Vouga e Tâmega, o grande contributo para a variação populacional foi o
saldo natural. Na grande região de polarização de Lisboa, incluindo Alentejo Central, Alentejo Litoral, Lezíria do
Tejo, Médio Tejo, Oeste, Península de Setúbal e Pinhal Litoral, foi o saldo migratório que mais contribuiu para a evolução
da população.
A migração da população do interior, sobretudo em idade ativa e em busca de emprego e de melhores condições de vida,
potenciou, também, o seu maior envelhecimento
14
Em termos de estrutura produtiva, os 25 anos do Portugal europeu observam também um conjunto significativo
de transformações com reflexo nas especializações sectoriais de atividades das regiões portuguesas.
Os serviços proliferam na área da Grande Lisboa, do Grande Porto, do Baixo Mondego e nas regiões turísticas
da Madeira e do Algarve, onde respondem por mais de três quartos do VAB regional O Alentejo é a nona
região europeia e a primeira em Portugal em termos de relevância do sector primário . As maiores bolsas
industriais em território nacional localizam-se, na região Norte, nas NUTS III situadas em torno do Grande
Porto e nas regiões do Baixo Vouga e Pinhal Litoral, na região Centro.
Na intensificação da I&D e da inovação ocorrida em Portugal, a região de Lisboa responde por mais de metade
do esforço nacional, acentuando a distância no domínio empresarial.
O nível de vida melhorou para a generalidade da população de forma
relevante?
 Os 25 anos de Portugal europeu permitiram uma melhoria global do nível de vida da
população, quer em termos de evolução interna, quer em termos de comparação no quadro
europeu,
 Um acesso praticamente generalizado da população à satisfação das necessidades básicas
elementares, um importante aumento do nível de equipamento das famílias (casa, carro,
eletrónica de consumo e computadores) e um reforço substancial do peso dos serviços, do lazer
e da cultura no consumo.
 A revolução das tecnologias da informação, da internet e do telemóvel democratizou o acesso
à informação e difundiu pelo continente e pelas ilhas modelos de consumo e estilos de vida
muito mais convergentes, nomeada- mente no caso dos grupos etários mais jovens
15
 As mudanças nas regiões e nas cidades portuguesas foram acompanhadas do desaparecimento
ou de forte redução das assimetrias nas condições básicas de vida. Contudo, não permitiram nem
uma convergência regional sustentada, nem um crescimento equilibrado das realidades urbanas,
nem um desenvolvimento efetivo de grande parte do mundo rural.
 (...) verifica-se que as regiões mais pobres do país reduziram a sua distância ao padrão europeu,
mas que um terço das regiões portuguesas divergiu entre 1995 e 2009. Ao longo deste 25 anos
mantiveram-se grandes assimetrias regionais, sendo o nível de vida da região mais pobre, a Serra
da Estrela, um terço do da região mais rica, a Grande Lisboa.
 As regiões do Alentejo, do Centro, do Norte e dos Açores não acompanharam o processo de
convergência global à escala europeia, nomeadamente na comparação com as regiões do
alargamento e da Europa do Sul.
 Este ciclo de 25 anos viu acelerar a urbanização do país, praticamente duplicando o número de
cidades que já acolhem perto de metade da população portuguesa. A maioria das 70 vilas que
ganharam o estatuto de cidade nas duas décadas de 1991 a 2011 têm menos de 20 mil
habitantes ou entre 20 mil e 50 mil habitantes.
 Pelo contrário, os habitantes de Lisboa e do Porto perderam protagonismo para aqueles que
residem fora das cidades nas duas áreas metropolitanas, gerando novos desafios para a
reabilitação e revitalização dos centros históricos das duas maiores cidades do país. A escala
urbana portuguesa permaneceu estreita uma vez que o número das cidades com mais de 100 mil
habitantes só contou com a cidade de Braga para crescer de sete para oito.
16
17
Conseguirá a União manter-se unida? E como deve ser
a nova Europa? Queremos manter tudo como está?
Restringir a União ao mercado do euro? Ou pelo
contrário, alargar e reforçar o poder das instituições
europeias para dar resposta a grandes questões como a
segurança ou as alterações climáticas?
A UE vive tempos conturbados. Ainda a
recuperar da crise económica, a braços com o
drama dos refugiados e a ver crescer
movimentos anti-europeus, está agora prestes a
perder o seu primeiro Estado-membro: o Reino
Unido. Uma brecha política na construção
europeia, mas também económica (...)
18
A nova realidade e as novas prioridades de Bruxelas são visíveis
na proposta de orçamento para 2021, conhecida no início deste
mês. Áreas como a inovação digital, a segurança, defesa e o
controlo de fronteiras veem o seu financiamento reforçado,
enquanto a agricultura e os fundos de coesão social sofrem
cortes pesados.
Mas muitas outras questões dividem
os Estados-membros: do alargamento
à política de imigração e ao reforço
dos poderes das instituições europeias.
19
A Europa está ainda a sair de
uma violenta crise económica e
enfrenta divisões profundas
entre os seus membros. Depois
do Brexit, para onde caminha a
União Europeia?
A União Europeia vive tempos
conturbados e está prestes a
perder um dos seus maiores
contribuidores, o Reino Unido.
Que futuro teremos na União?
Queremos manter tudo como
está? Restringir a comunidade
ao mercado? O futuro decide-se
agora.
20
21
22
23
24
25
26
27
Fontes:
28
Textos dos diapositivos de 2 a 16, inclusive, extraídos e
adaptados da obra
“25 ANOS DE PORTUGAL EUROPEU. A economia, a
sociedade e os fundos estruturais”
Coordenação de Augusto Mateus
Publicação Fundação Francisco Manuel dos Santos
Diapositivos 19 a 28 são a infografia
“PORTUGAL EUROPEU”
https://fronteirasxxi.pt
Diapositivos 17 e 18 da página
eletrónica da FFMS
Mapas e gráficos dos diapositivos
2 a 6, 17 e 18 foram retirados da
infografia
“O que é ser europeu”

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Estimativas de População Residente em Portugal, 2016
Estimativas de População Residente em Portugal, 2016Estimativas de População Residente em Portugal, 2016
Estimativas de População Residente em Portugal, 2016
Idalina Leite
 
A população (Sebenta de Geo A_2)
A população (Sebenta de Geo A_2)A população (Sebenta de Geo A_2)
A população (Sebenta de Geo A_2)
Idalina Leite
 
Geografia A_ 10º/11ºanos (revisto)
Geografia A_ 10º/11ºanos (revisto)Geografia A_ 10º/11ºanos (revisto)
Geografia A_ 10º/11ºanos (revisto)
Idalina Leite
 
Sebenta Geo A _ Recursos do subsolo (capítulo atualizado)
Sebenta Geo A _ Recursos do subsolo (capítulo atualizado)Sebenta Geo A _ Recursos do subsolo (capítulo atualizado)
Sebenta Geo A _ Recursos do subsolo (capítulo atualizado)
Idalina Leite
 
Evolução da população portuguesa – 1950/2008
Evolução da população portuguesa – 1950/2008Evolução da população portuguesa – 1950/2008
Evolução da população portuguesa – 1950/2008
Idalina Leite
 
Ficha Informativa - Evolução da População Portuguesa
Ficha Informativa - Evolução da População PortuguesaFicha Informativa - Evolução da População Portuguesa
Ficha Informativa - Evolução da População Portuguesa
abarros
 
A sociedade - desequilibrios regionais
A sociedade - desequilibrios regionaisA sociedade - desequilibrios regionais
A sociedade - desequilibrios regionais
Maria Teixiera
 
Portugal, 30 anos de Integração Europeia
Portugal, 30 anos de Integração EuropeiaPortugal, 30 anos de Integração Europeia
Portugal, 30 anos de Integração Europeia
Idalina Leite
 
Evoluçao demografica em portugal
Evoluçao demografica em portugalEvoluçao demografica em portugal
Evoluçao demografica em portugal
Rita Ribeiro
 
10 atual populacao
10 atual populacao10 atual populacao
10 atual populacao
Ilda Bicacro
 
Desequilíbrios Regionais-Coimbra
Desequilíbrios Regionais-CoimbraDesequilíbrios Regionais-Coimbra
Desequilíbrios Regionais-Coimbra
Joana Aguamel
 
Resumos 10ano
Resumos 10anoResumos 10ano
Resumos 10ano
AidaCunha73
 
População e Povoamento: evolução e distribuição espacial
População e Povoamento: evolução e distribuição espacialPopulação e Povoamento: evolução e distribuição espacial
População e Povoamento: evolução e distribuição espacial
Idalina Leite
 
Desequilíbrios regionais
Desequilíbrios regionaisDesequilíbrios regionais
Desequilíbrios regionais
Ana Helena
 
Desequilíbrios regionais – questões económicas
Desequilíbrios regionais – questões económicasDesequilíbrios regionais – questões económicas
Desequilíbrios regionais – questões económicas
bruno oliveira
 
Estatísticas Demográficas 2015
Estatísticas Demográficas 2015Estatísticas Demográficas 2015
Estatísticas Demográficas 2015
Idalina Leite
 
Envelhecimento 2011
Envelhecimento 2011Envelhecimento 2011
Envelhecimento 2011
Ilda Bicacro
 
Evolução da mortalidade em Portugal de 1950 a 2012
Evolução da mortalidade em Portugal de 1950 a 2012Evolução da mortalidade em Portugal de 1950 a 2012
Evolução da mortalidade em Portugal de 1950 a 2012
Idalina Leite
 
População Portuguesa: evolução
População Portuguesa: evoluçãoPopulação Portuguesa: evolução
População Portuguesa: evolução
Idalina Leite
 
Retrato dos Jovens2017
Retrato dos Jovens2017Retrato dos Jovens2017
Retrato dos Jovens2017
Idalina Leite
 

Mais procurados (20)

Estimativas de População Residente em Portugal, 2016
Estimativas de População Residente em Portugal, 2016Estimativas de População Residente em Portugal, 2016
Estimativas de População Residente em Portugal, 2016
 
A população (Sebenta de Geo A_2)
A população (Sebenta de Geo A_2)A população (Sebenta de Geo A_2)
A população (Sebenta de Geo A_2)
 
Geografia A_ 10º/11ºanos (revisto)
Geografia A_ 10º/11ºanos (revisto)Geografia A_ 10º/11ºanos (revisto)
Geografia A_ 10º/11ºanos (revisto)
 
Sebenta Geo A _ Recursos do subsolo (capítulo atualizado)
Sebenta Geo A _ Recursos do subsolo (capítulo atualizado)Sebenta Geo A _ Recursos do subsolo (capítulo atualizado)
Sebenta Geo A _ Recursos do subsolo (capítulo atualizado)
 
Evolução da população portuguesa – 1950/2008
Evolução da população portuguesa – 1950/2008Evolução da população portuguesa – 1950/2008
Evolução da população portuguesa – 1950/2008
 
Ficha Informativa - Evolução da População Portuguesa
Ficha Informativa - Evolução da População PortuguesaFicha Informativa - Evolução da População Portuguesa
Ficha Informativa - Evolução da População Portuguesa
 
A sociedade - desequilibrios regionais
A sociedade - desequilibrios regionaisA sociedade - desequilibrios regionais
A sociedade - desequilibrios regionais
 
Portugal, 30 anos de Integração Europeia
Portugal, 30 anos de Integração EuropeiaPortugal, 30 anos de Integração Europeia
Portugal, 30 anos de Integração Europeia
 
Evoluçao demografica em portugal
Evoluçao demografica em portugalEvoluçao demografica em portugal
Evoluçao demografica em portugal
 
10 atual populacao
10 atual populacao10 atual populacao
10 atual populacao
 
Desequilíbrios Regionais-Coimbra
Desequilíbrios Regionais-CoimbraDesequilíbrios Regionais-Coimbra
Desequilíbrios Regionais-Coimbra
 
Resumos 10ano
Resumos 10anoResumos 10ano
Resumos 10ano
 
População e Povoamento: evolução e distribuição espacial
População e Povoamento: evolução e distribuição espacialPopulação e Povoamento: evolução e distribuição espacial
População e Povoamento: evolução e distribuição espacial
 
Desequilíbrios regionais
Desequilíbrios regionaisDesequilíbrios regionais
Desequilíbrios regionais
 
Desequilíbrios regionais – questões económicas
Desequilíbrios regionais – questões económicasDesequilíbrios regionais – questões económicas
Desequilíbrios regionais – questões económicas
 
Estatísticas Demográficas 2015
Estatísticas Demográficas 2015Estatísticas Demográficas 2015
Estatísticas Demográficas 2015
 
Envelhecimento 2011
Envelhecimento 2011Envelhecimento 2011
Envelhecimento 2011
 
Evolução da mortalidade em Portugal de 1950 a 2012
Evolução da mortalidade em Portugal de 1950 a 2012Evolução da mortalidade em Portugal de 1950 a 2012
Evolução da mortalidade em Portugal de 1950 a 2012
 
População Portuguesa: evolução
População Portuguesa: evoluçãoPopulação Portuguesa: evolução
População Portuguesa: evolução
 
Retrato dos Jovens2017
Retrato dos Jovens2017Retrato dos Jovens2017
Retrato dos Jovens2017
 

Semelhante a A União Europeia de 1986 a 2017

Centro e periferias 3 – portugal, uma periferia ibérica
Centro e periferias  3  – portugal, uma periferia ibéricaCentro e periferias  3  – portugal, uma periferia ibérica
Centro e periferias 3 – portugal, uma periferia ibérica
GRAZIA TANTA
 
Desigualdades na dinâmica demográfica na Península Ibérica (1990/2019)
Desigualdades na dinâmica demográfica na Península Ibérica (1990/2019)Desigualdades na dinâmica demográfica na Península Ibérica (1990/2019)
Desigualdades na dinâmica demográfica na Península Ibérica (1990/2019)
GRAZIA TANTA
 
Texto5 tema5 mooc_emma.doc
Texto5 tema5 mooc_emma.docTexto5 tema5 mooc_emma.doc
MigraçõEs Causadas Pelas AlteraçõEs ClimáTicas
MigraçõEs Causadas Pelas AlteraçõEs ClimáTicasMigraçõEs Causadas Pelas AlteraçõEs ClimáTicas
MigraçõEs Causadas Pelas AlteraçõEs ClimáTicas
guest39a281
 
Resumos
ResumosResumos
Stc.dotx
Stc.dotxStc.dotx
Stc.dotx
Daniela Costa
 
1.1-A POPULAÇÃO EVOLUÇÃO E DIFERENÇAS REGIONAIS (parte 1).pdf
1.1-A POPULAÇÃO EVOLUÇÃO E DIFERENÇAS REGIONAIS (parte 1).pdf1.1-A POPULAÇÃO EVOLUÇÃO E DIFERENÇAS REGIONAIS (parte 1).pdf
1.1-A POPULAÇÃO EVOLUÇÃO E DIFERENÇAS REGIONAIS (parte 1).pdf
Escola E.B.2,3 de Jovim Gondomar
 
Portugal
PortugalPortugal
Caderno Diário Imobilismo político e crescimento político do pós guerra a 1974
Caderno Diário Imobilismo político e crescimento político do pós guerra a 1974Caderno Diário Imobilismo político e crescimento político do pós guerra a 1974
Caderno Diário Imobilismo político e crescimento político do pós guerra a 1974
Laboratório de História
 
Fluxos Migratorios Clc 6
Fluxos Migratorios Clc 6Fluxos Migratorios Clc 6
Fluxos Migratorios Clc 6
joaquimsousaferreira
 
Portugal no sec xix
Portugal no sec xixPortugal no sec xix
Portugal no sec xix
FernandoMarques
 
Portugal no sec xix
Portugal no sec xixPortugal no sec xix
Portugal no sec xix
FernandoMarques
 
Portugal no sec xix
Portugal no sec xixPortugal no sec xix
Portugal no sec xix
FernandoMarques
 
Resumos_10ano (3).pdf
Resumos_10ano (3).pdfResumos_10ano (3).pdf
Resumos_10ano (3).pdf
Aida Cunha
 
Resumos_10ano (2).pdf
Resumos_10ano (2).pdfResumos_10ano (2).pdf
Resumos_10ano (2).pdf
Aida Cunha
 
Cp dr3-micaela-angelina-carla
Cp dr3-micaela-angelina-carlaCp dr3-micaela-angelina-carla
Cp dr3-micaela-angelina-carla
estreitoformaefas
 
CP DR3
CP DR3CP DR3
CP DR3
CP DR3CP DR3
Resumos
ResumosResumos
Trb de cp
Trb de cpTrb de cp

Semelhante a A União Europeia de 1986 a 2017 (20)

Centro e periferias 3 – portugal, uma periferia ibérica
Centro e periferias  3  – portugal, uma periferia ibéricaCentro e periferias  3  – portugal, uma periferia ibérica
Centro e periferias 3 – portugal, uma periferia ibérica
 
Desigualdades na dinâmica demográfica na Península Ibérica (1990/2019)
Desigualdades na dinâmica demográfica na Península Ibérica (1990/2019)Desigualdades na dinâmica demográfica na Península Ibérica (1990/2019)
Desigualdades na dinâmica demográfica na Península Ibérica (1990/2019)
 
Texto5 tema5 mooc_emma.doc
Texto5 tema5 mooc_emma.docTexto5 tema5 mooc_emma.doc
Texto5 tema5 mooc_emma.doc
 
MigraçõEs Causadas Pelas AlteraçõEs ClimáTicas
MigraçõEs Causadas Pelas AlteraçõEs ClimáTicasMigraçõEs Causadas Pelas AlteraçõEs ClimáTicas
MigraçõEs Causadas Pelas AlteraçõEs ClimáTicas
 
Resumos
ResumosResumos
Resumos
 
Stc.dotx
Stc.dotxStc.dotx
Stc.dotx
 
1.1-A POPULAÇÃO EVOLUÇÃO E DIFERENÇAS REGIONAIS (parte 1).pdf
1.1-A POPULAÇÃO EVOLUÇÃO E DIFERENÇAS REGIONAIS (parte 1).pdf1.1-A POPULAÇÃO EVOLUÇÃO E DIFERENÇAS REGIONAIS (parte 1).pdf
1.1-A POPULAÇÃO EVOLUÇÃO E DIFERENÇAS REGIONAIS (parte 1).pdf
 
Portugal
PortugalPortugal
Portugal
 
Caderno Diário Imobilismo político e crescimento político do pós guerra a 1974
Caderno Diário Imobilismo político e crescimento político do pós guerra a 1974Caderno Diário Imobilismo político e crescimento político do pós guerra a 1974
Caderno Diário Imobilismo político e crescimento político do pós guerra a 1974
 
Fluxos Migratorios Clc 6
Fluxos Migratorios Clc 6Fluxos Migratorios Clc 6
Fluxos Migratorios Clc 6
 
Portugal no sec xix
Portugal no sec xixPortugal no sec xix
Portugal no sec xix
 
Portugal no sec xix
Portugal no sec xixPortugal no sec xix
Portugal no sec xix
 
Portugal no sec xix
Portugal no sec xixPortugal no sec xix
Portugal no sec xix
 
Resumos_10ano (3).pdf
Resumos_10ano (3).pdfResumos_10ano (3).pdf
Resumos_10ano (3).pdf
 
Resumos_10ano (2).pdf
Resumos_10ano (2).pdfResumos_10ano (2).pdf
Resumos_10ano (2).pdf
 
Cp dr3-micaela-angelina-carla
Cp dr3-micaela-angelina-carlaCp dr3-micaela-angelina-carla
Cp dr3-micaela-angelina-carla
 
CP DR3
CP DR3CP DR3
CP DR3
 
CP DR3
CP DR3CP DR3
CP DR3
 
Resumos
ResumosResumos
Resumos
 
Trb de cp
Trb de cpTrb de cp
Trb de cp
 

Mais de Idalina Leite

A importância crescente da economia do mar (Blue Growth) 2030
A importância crescente da economia do mar (Blue Growth) 2030A importância crescente da economia do mar (Blue Growth) 2030
A importância crescente da economia do mar (Blue Growth) 2030
Idalina Leite
 
O Nosso Mundo em Dados
O Nosso Mundo em DadosO Nosso Mundo em Dados
O Nosso Mundo em Dados
Idalina Leite
 
Mobilidade nas Áreas Metropolitanas do Porto e Lisboa
Mobilidade nas Áreas Metropolitanas do Porto e LisboaMobilidade nas Áreas Metropolitanas do Porto e Lisboa
Mobilidade nas Áreas Metropolitanas do Porto e Lisboa
Idalina Leite
 
Cidades/Espaço urbano
Cidades/Espaço urbanoCidades/Espaço urbano
Cidades/Espaço urbano
Idalina Leite
 
Evolução da agricultura em Portugal.
Evolução da agricultura em Portugal. Evolução da agricultura em Portugal.
Evolução da agricultura em Portugal.
Idalina Leite
 
Sebenta de Geo A_ Evolução do litoral continental
Sebenta de Geo A_ Evolução do litoral continentalSebenta de Geo A_ Evolução do litoral continental
Sebenta de Geo A_ Evolução do litoral continental
Idalina Leite
 
Geografia A_Mapa conceptual 10º/11º
Geografia A_Mapa conceptual 10º/11ºGeografia A_Mapa conceptual 10º/11º
Geografia A_Mapa conceptual 10º/11º
Idalina Leite
 
"Água é a vida"
"Água é a vida""Água é a vida"
"Água é a vida"
Idalina Leite
 
Smart Cities/Cidades inteligentes
Smart Cities/Cidades inteligentesSmart Cities/Cidades inteligentes
Smart Cities/Cidades inteligentes
Idalina Leite
 
Explorações agrícolas 2016
Explorações agrícolas 2016Explorações agrícolas 2016
Explorações agrícolas 2016
Idalina Leite
 
Ocupação/uso do solo em Portugal Continental, 1995-2010 ...
Ocupação/uso do solo em Portugal Continental, 1995-2010                    ...Ocupação/uso do solo em Portugal Continental, 1995-2010                    ...
Ocupação/uso do solo em Portugal Continental, 1995-2010 ...
Idalina Leite
 
Agricultura nacional_Análise SWOT
Agricultura nacional_Análise SWOTAgricultura nacional_Análise SWOT
Agricultura nacional_Análise SWOT
Idalina Leite
 
Princípios básicos da agricultura europeia
Princípios básicos da agricultura europeiaPrincípios básicos da agricultura europeia
Princípios básicos da agricultura europeia
Idalina Leite
 
Saldos naturais negativos- Estatísticas vitais 2016
Saldos naturais negativos- Estatísticas vitais 2016Saldos naturais negativos- Estatísticas vitais 2016
Saldos naturais negativos- Estatísticas vitais 2016
Idalina Leite
 
Agricultura Nacional - propostas para um melhor desempenho
Agricultura Nacional - propostas para um melhor desempenhoAgricultura Nacional - propostas para um melhor desempenho
Agricultura Nacional - propostas para um melhor desempenho
Idalina Leite
 
Geo-imagens 2
Geo-imagens 2Geo-imagens 2
Geo-imagens 2
Idalina Leite
 
Portugal 2015, alguns gráficos da população
Portugal 2015, alguns gráficos da populaçãoPortugal 2015, alguns gráficos da população
Portugal 2015, alguns gráficos da população
Idalina Leite
 
Números de Portugal
Números de PortugalNúmeros de Portugal
Números de Portugal
Idalina Leite
 
CIDADES INTELIGENTES, "SMART CITIES", um novo paradigma urbano?
CIDADES INTELIGENTES, "SMART CITIES", um novo paradigma urbano?CIDADES INTELIGENTES, "SMART CITIES", um novo paradigma urbano?
CIDADES INTELIGENTES, "SMART CITIES", um novo paradigma urbano?
Idalina Leite
 
Geo imagens 1
Geo imagens 1Geo imagens 1
Geo imagens 1
Idalina Leite
 

Mais de Idalina Leite (20)

A importância crescente da economia do mar (Blue Growth) 2030
A importância crescente da economia do mar (Blue Growth) 2030A importância crescente da economia do mar (Blue Growth) 2030
A importância crescente da economia do mar (Blue Growth) 2030
 
O Nosso Mundo em Dados
O Nosso Mundo em DadosO Nosso Mundo em Dados
O Nosso Mundo em Dados
 
Mobilidade nas Áreas Metropolitanas do Porto e Lisboa
Mobilidade nas Áreas Metropolitanas do Porto e LisboaMobilidade nas Áreas Metropolitanas do Porto e Lisboa
Mobilidade nas Áreas Metropolitanas do Porto e Lisboa
 
Cidades/Espaço urbano
Cidades/Espaço urbanoCidades/Espaço urbano
Cidades/Espaço urbano
 
Evolução da agricultura em Portugal.
Evolução da agricultura em Portugal. Evolução da agricultura em Portugal.
Evolução da agricultura em Portugal.
 
Sebenta de Geo A_ Evolução do litoral continental
Sebenta de Geo A_ Evolução do litoral continentalSebenta de Geo A_ Evolução do litoral continental
Sebenta de Geo A_ Evolução do litoral continental
 
Geografia A_Mapa conceptual 10º/11º
Geografia A_Mapa conceptual 10º/11ºGeografia A_Mapa conceptual 10º/11º
Geografia A_Mapa conceptual 10º/11º
 
"Água é a vida"
"Água é a vida""Água é a vida"
"Água é a vida"
 
Smart Cities/Cidades inteligentes
Smart Cities/Cidades inteligentesSmart Cities/Cidades inteligentes
Smart Cities/Cidades inteligentes
 
Explorações agrícolas 2016
Explorações agrícolas 2016Explorações agrícolas 2016
Explorações agrícolas 2016
 
Ocupação/uso do solo em Portugal Continental, 1995-2010 ...
Ocupação/uso do solo em Portugal Continental, 1995-2010                    ...Ocupação/uso do solo em Portugal Continental, 1995-2010                    ...
Ocupação/uso do solo em Portugal Continental, 1995-2010 ...
 
Agricultura nacional_Análise SWOT
Agricultura nacional_Análise SWOTAgricultura nacional_Análise SWOT
Agricultura nacional_Análise SWOT
 
Princípios básicos da agricultura europeia
Princípios básicos da agricultura europeiaPrincípios básicos da agricultura europeia
Princípios básicos da agricultura europeia
 
Saldos naturais negativos- Estatísticas vitais 2016
Saldos naturais negativos- Estatísticas vitais 2016Saldos naturais negativos- Estatísticas vitais 2016
Saldos naturais negativos- Estatísticas vitais 2016
 
Agricultura Nacional - propostas para um melhor desempenho
Agricultura Nacional - propostas para um melhor desempenhoAgricultura Nacional - propostas para um melhor desempenho
Agricultura Nacional - propostas para um melhor desempenho
 
Geo-imagens 2
Geo-imagens 2Geo-imagens 2
Geo-imagens 2
 
Portugal 2015, alguns gráficos da população
Portugal 2015, alguns gráficos da populaçãoPortugal 2015, alguns gráficos da população
Portugal 2015, alguns gráficos da população
 
Números de Portugal
Números de PortugalNúmeros de Portugal
Números de Portugal
 
CIDADES INTELIGENTES, "SMART CITIES", um novo paradigma urbano?
CIDADES INTELIGENTES, "SMART CITIES", um novo paradigma urbano?CIDADES INTELIGENTES, "SMART CITIES", um novo paradigma urbano?
CIDADES INTELIGENTES, "SMART CITIES", um novo paradigma urbano?
 
Geo imagens 1
Geo imagens 1Geo imagens 1
Geo imagens 1
 

Último

Aula 1 - Ordem Mundial Aula de Geografia
Aula 1 - Ordem Mundial Aula de GeografiaAula 1 - Ordem Mundial Aula de Geografia
Aula 1 - Ordem Mundial Aula de Geografia
WELTONROBERTOFREITAS
 
CD_B2_C_Criar e Editar Conteúdos Digitais_índice.pdf
CD_B2_C_Criar e Editar Conteúdos Digitais_índice.pdfCD_B2_C_Criar e Editar Conteúdos Digitais_índice.pdf
CD_B2_C_Criar e Editar Conteúdos Digitais_índice.pdf
Manuais Formação
 
Tabela Funções Orgânicas.pdfnsknsknksnksn nkasn
Tabela Funções Orgânicas.pdfnsknsknksnksn nkasnTabela Funções Orgânicas.pdfnsknsknksnksn nkasn
Tabela Funções Orgânicas.pdfnsknsknksnksn nkasn
CarlosJean21
 
Discursos Éticos e Políticos Acerca do Meio Ambiente e Desenvolvimento Susten...
Discursos Éticos e Políticos Acerca do Meio Ambiente e Desenvolvimento Susten...Discursos Éticos e Políticos Acerca do Meio Ambiente e Desenvolvimento Susten...
Discursos Éticos e Políticos Acerca do Meio Ambiente e Desenvolvimento Susten...
FredPaixaoeSilva
 
6_201___6o_ano_aula_01_2024_RESUMO_1_5.pptx
6_201___6o_ano_aula_01_2024_RESUMO_1_5.pptx6_201___6o_ano_aula_01_2024_RESUMO_1_5.pptx
6_201___6o_ano_aula_01_2024_RESUMO_1_5.pptx
ALEXANDRODECASTRODOS
 
Slides Lição 12, CPAD, A Bendita Esperança, A Marca do Cristão, 2Tr24.pptx
Slides Lição 12, CPAD, A Bendita Esperança, A Marca do Cristão, 2Tr24.pptxSlides Lição 12, CPAD, A Bendita Esperança, A Marca do Cristão, 2Tr24.pptx
Slides Lição 12, CPAD, A Bendita Esperança, A Marca do Cristão, 2Tr24.pptx
LuizHenriquedeAlmeid6
 
Slides Lição 12, Betel, Ordenança para amar o próximo, 2Tr24.pptx
Slides Lição 12, Betel, Ordenança para amar o próximo, 2Tr24.pptxSlides Lição 12, Betel, Ordenança para amar o próximo, 2Tr24.pptx
Slides Lição 12, Betel, Ordenança para amar o próximo, 2Tr24.pptx
LuizHenriquedeAlmeid6
 
Loteria - Adição, subtração, multiplicação e divisão.
Loteria - Adição,  subtração,  multiplicação e divisão.Loteria - Adição,  subtração,  multiplicação e divisão.
Loteria - Adição, subtração, multiplicação e divisão.
Mary Alvarenga
 
Slides Lição 12, Central Gospel, O Milênio, 1Tr24, Pr Henrique.pptx
Slides Lição 12, Central Gospel, O Milênio, 1Tr24, Pr Henrique.pptxSlides Lição 12, Central Gospel, O Milênio, 1Tr24, Pr Henrique.pptx
Slides Lição 12, Central Gospel, O Milênio, 1Tr24, Pr Henrique.pptx
LuizHenriquedeAlmeid6
 
Slides Lição 13, CPAD, A Cidade Celestial, 2Tr24.pptx
Slides Lição 13, CPAD, A Cidade Celestial, 2Tr24.pptxSlides Lição 13, CPAD, A Cidade Celestial, 2Tr24.pptx
Slides Lição 13, CPAD, A Cidade Celestial, 2Tr24.pptx
LuizHenriquedeAlmeid6
 
3ª série HIS - PROVA PAULISTA DIA 1 - 1º BIM-24.pdf
3ª série HIS - PROVA PAULISTA DIA 1 - 1º BIM-24.pdf3ª série HIS - PROVA PAULISTA DIA 1 - 1º BIM-24.pdf
3ª série HIS - PROVA PAULISTA DIA 1 - 1º BIM-24.pdf
AdrianoMontagna1
 
O século XVII e o nascimento da pedagogia.pptx
O século XVII e o nascimento da pedagogia.pptxO século XVII e o nascimento da pedagogia.pptx
O século XVII e o nascimento da pedagogia.pptx
geiseortiz1
 
MAPAS MENTAIS Conhecimentos Pedagógicos - ATUALIZADO 2024 PROF. Fernanda.pdf
MAPAS MENTAIS Conhecimentos Pedagógicos - ATUALIZADO 2024 PROF. Fernanda.pdfMAPAS MENTAIS Conhecimentos Pedagógicos - ATUALIZADO 2024 PROF. Fernanda.pdf
MAPAS MENTAIS Conhecimentos Pedagógicos - ATUALIZADO 2024 PROF. Fernanda.pdf
GracinhaSantos6
 
Resumo de Química 10º ano Estudo exames nacionais
Resumo de Química 10º ano Estudo exames nacionaisResumo de Química 10º ano Estudo exames nacionais
Resumo de Química 10º ano Estudo exames nacionais
beatrizsilva525654
 
Primeira fase do modernismo Mapa Mental.pdf
Primeira fase do modernismo Mapa Mental.pdfPrimeira fase do modernismo Mapa Mental.pdf
Primeira fase do modernismo Mapa Mental.pdf
Maurício Bratz
 
PROVA DE ARTE PARA IMPRESSÃO - CORRETA gabarito .pdf
PROVA DE ARTE PARA IMPRESSÃO - CORRETA gabarito .pdfPROVA DE ARTE PARA IMPRESSÃO - CORRETA gabarito .pdf
PROVA DE ARTE PARA IMPRESSÃO - CORRETA gabarito .pdf
MiriamCamily
 
Aula 02 - Introducao a Algoritmos.pptx.pdf
Aula 02 - Introducao a Algoritmos.pptx.pdfAula 02 - Introducao a Algoritmos.pptx.pdf
Aula 02 - Introducao a Algoritmos.pptx.pdf
AntonioAngeloNeves
 
Podcast: como preparar e produzir um programa radiofônico e distribuir na int...
Podcast: como preparar e produzir um programa radiofônico e distribuir na int...Podcast: como preparar e produzir um programa radiofônico e distribuir na int...
Podcast: como preparar e produzir um programa radiofônico e distribuir na int...
Militao Ricardo
 
UFCD_7211_Os sistemas do corpo humano_ imunitário, circulatório, respiratório...
UFCD_7211_Os sistemas do corpo humano_ imunitário, circulatório, respiratório...UFCD_7211_Os sistemas do corpo humano_ imunitário, circulatório, respiratório...
UFCD_7211_Os sistemas do corpo humano_ imunitário, circulatório, respiratório...
Manuais Formação
 
UFCD_10789_Metodologias de desenvolvimento de software_índice.pdf
UFCD_10789_Metodologias de desenvolvimento de software_índice.pdfUFCD_10789_Metodologias de desenvolvimento de software_índice.pdf
UFCD_10789_Metodologias de desenvolvimento de software_índice.pdf
Manuais Formação
 

Último (20)

Aula 1 - Ordem Mundial Aula de Geografia
Aula 1 - Ordem Mundial Aula de GeografiaAula 1 - Ordem Mundial Aula de Geografia
Aula 1 - Ordem Mundial Aula de Geografia
 
CD_B2_C_Criar e Editar Conteúdos Digitais_índice.pdf
CD_B2_C_Criar e Editar Conteúdos Digitais_índice.pdfCD_B2_C_Criar e Editar Conteúdos Digitais_índice.pdf
CD_B2_C_Criar e Editar Conteúdos Digitais_índice.pdf
 
Tabela Funções Orgânicas.pdfnsknsknksnksn nkasn
Tabela Funções Orgânicas.pdfnsknsknksnksn nkasnTabela Funções Orgânicas.pdfnsknsknksnksn nkasn
Tabela Funções Orgânicas.pdfnsknsknksnksn nkasn
 
Discursos Éticos e Políticos Acerca do Meio Ambiente e Desenvolvimento Susten...
Discursos Éticos e Políticos Acerca do Meio Ambiente e Desenvolvimento Susten...Discursos Éticos e Políticos Acerca do Meio Ambiente e Desenvolvimento Susten...
Discursos Éticos e Políticos Acerca do Meio Ambiente e Desenvolvimento Susten...
 
6_201___6o_ano_aula_01_2024_RESUMO_1_5.pptx
6_201___6o_ano_aula_01_2024_RESUMO_1_5.pptx6_201___6o_ano_aula_01_2024_RESUMO_1_5.pptx
6_201___6o_ano_aula_01_2024_RESUMO_1_5.pptx
 
Slides Lição 12, CPAD, A Bendita Esperança, A Marca do Cristão, 2Tr24.pptx
Slides Lição 12, CPAD, A Bendita Esperança, A Marca do Cristão, 2Tr24.pptxSlides Lição 12, CPAD, A Bendita Esperança, A Marca do Cristão, 2Tr24.pptx
Slides Lição 12, CPAD, A Bendita Esperança, A Marca do Cristão, 2Tr24.pptx
 
Slides Lição 12, Betel, Ordenança para amar o próximo, 2Tr24.pptx
Slides Lição 12, Betel, Ordenança para amar o próximo, 2Tr24.pptxSlides Lição 12, Betel, Ordenança para amar o próximo, 2Tr24.pptx
Slides Lição 12, Betel, Ordenança para amar o próximo, 2Tr24.pptx
 
Loteria - Adição, subtração, multiplicação e divisão.
Loteria - Adição,  subtração,  multiplicação e divisão.Loteria - Adição,  subtração,  multiplicação e divisão.
Loteria - Adição, subtração, multiplicação e divisão.
 
Slides Lição 12, Central Gospel, O Milênio, 1Tr24, Pr Henrique.pptx
Slides Lição 12, Central Gospel, O Milênio, 1Tr24, Pr Henrique.pptxSlides Lição 12, Central Gospel, O Milênio, 1Tr24, Pr Henrique.pptx
Slides Lição 12, Central Gospel, O Milênio, 1Tr24, Pr Henrique.pptx
 
Slides Lição 13, CPAD, A Cidade Celestial, 2Tr24.pptx
Slides Lição 13, CPAD, A Cidade Celestial, 2Tr24.pptxSlides Lição 13, CPAD, A Cidade Celestial, 2Tr24.pptx
Slides Lição 13, CPAD, A Cidade Celestial, 2Tr24.pptx
 
3ª série HIS - PROVA PAULISTA DIA 1 - 1º BIM-24.pdf
3ª série HIS - PROVA PAULISTA DIA 1 - 1º BIM-24.pdf3ª série HIS - PROVA PAULISTA DIA 1 - 1º BIM-24.pdf
3ª série HIS - PROVA PAULISTA DIA 1 - 1º BIM-24.pdf
 
O século XVII e o nascimento da pedagogia.pptx
O século XVII e o nascimento da pedagogia.pptxO século XVII e o nascimento da pedagogia.pptx
O século XVII e o nascimento da pedagogia.pptx
 
MAPAS MENTAIS Conhecimentos Pedagógicos - ATUALIZADO 2024 PROF. Fernanda.pdf
MAPAS MENTAIS Conhecimentos Pedagógicos - ATUALIZADO 2024 PROF. Fernanda.pdfMAPAS MENTAIS Conhecimentos Pedagógicos - ATUALIZADO 2024 PROF. Fernanda.pdf
MAPAS MENTAIS Conhecimentos Pedagógicos - ATUALIZADO 2024 PROF. Fernanda.pdf
 
Resumo de Química 10º ano Estudo exames nacionais
Resumo de Química 10º ano Estudo exames nacionaisResumo de Química 10º ano Estudo exames nacionais
Resumo de Química 10º ano Estudo exames nacionais
 
Primeira fase do modernismo Mapa Mental.pdf
Primeira fase do modernismo Mapa Mental.pdfPrimeira fase do modernismo Mapa Mental.pdf
Primeira fase do modernismo Mapa Mental.pdf
 
PROVA DE ARTE PARA IMPRESSÃO - CORRETA gabarito .pdf
PROVA DE ARTE PARA IMPRESSÃO - CORRETA gabarito .pdfPROVA DE ARTE PARA IMPRESSÃO - CORRETA gabarito .pdf
PROVA DE ARTE PARA IMPRESSÃO - CORRETA gabarito .pdf
 
Aula 02 - Introducao a Algoritmos.pptx.pdf
Aula 02 - Introducao a Algoritmos.pptx.pdfAula 02 - Introducao a Algoritmos.pptx.pdf
Aula 02 - Introducao a Algoritmos.pptx.pdf
 
Podcast: como preparar e produzir um programa radiofônico e distribuir na int...
Podcast: como preparar e produzir um programa radiofônico e distribuir na int...Podcast: como preparar e produzir um programa radiofônico e distribuir na int...
Podcast: como preparar e produzir um programa radiofônico e distribuir na int...
 
UFCD_7211_Os sistemas do corpo humano_ imunitário, circulatório, respiratório...
UFCD_7211_Os sistemas do corpo humano_ imunitário, circulatório, respiratório...UFCD_7211_Os sistemas do corpo humano_ imunitário, circulatório, respiratório...
UFCD_7211_Os sistemas do corpo humano_ imunitário, circulatório, respiratório...
 
UFCD_10789_Metodologias de desenvolvimento de software_índice.pdf
UFCD_10789_Metodologias de desenvolvimento de software_índice.pdfUFCD_10789_Metodologias de desenvolvimento de software_índice.pdf
UFCD_10789_Metodologias de desenvolvimento de software_índice.pdf
 

A União Europeia de 1986 a 2017

  • 1. Infografia disponibilizada pela FFMS – Fundação Francisco Manuel dos Santos – a propósito de mais um debate dentro do projeto Fronteiras XXI em parceria com a RTP 3./ https://fronteirasxxi.pt/europa/ © Fundação Francisco Manuel dos Santos e Sociedade de Consultores Augusto Mateus & Associados (AM&A), Maio de 2013 1
  • 2. Nas décadas de 1960 e 1970, a Europa era um atalho para todas as virtudes. Uma espécie de palavra-passe para a liberdade, o desenvolvimento e a cultura. Assim como para o Estado social: o bem-estar, a segurança, a saúde e a educação. Portugal era um país em guerra e vivia sob ditadura há várias décadas. A adesão à EFTA, em 1960, trouxera entusiasmo e crescimento, mas sobretudo investimento estrangeiro. A economia portuguesa deixava gradualmente de olhar para África, e virava-se para a Europa. Mais de um milhão e meio de portugueses partiram para outros países, muitos deles europeus. Milhões de estrangeiros passaram a vir de férias a Portugal. Antes da União, antes da Comunidade, houve a EFTA, a emigração e o turismo. Era uma maneira de ser europeu. Europeu antes de o ser. 2
  • 3. (...) a resposta era quase sempre “Europa”. (...). Dez anos depois de bater à porta, Portugal entrou. Cumpria-se a geografia e eliminava-se uma barreira política, social e cultural. Há séculos que Portugal preferia outras paragens e outros continentes: o Atlântico, as Américas e África. Um novo horizonte político, económico e cultural tomava a dimensão de obra histórica. Os primeiros anos foram de euforia. Por muitas e várias razões, Portugal e os Portugueses, a sociedade e a economia, a política e a cultura viveram tempos de mudança e de progresso. O primeiro período de pertença à Comunidade, mais tarde União, parecia contemplar todas as esperanças e satisfazer todas as aspirações. 3
  • 4. O segundo período de integração, que completa os 25 anos e agora se ter- mina, deixa uma sensação diferente. Depois de se ter aproximado da Europa, Portugal afasta- se: quase todos os indicadores o afirmam. Depois de um desenvolvimento com vigor e energia, a estagnação ou mesmo o retrocesso são as realidades atuais. A esperança transformou-se em dívida. A economia não cumpre, o Estado social mostra fragilidades. A política fraqueja, a dependência do exterior e dos credores é de rigor. A emigração recomeçou com força, a fazer lembrar a dos anos 60. O desemprego é agora um espectro omnipresente. Portugal parece perdido, os Portugueses vivem na incerteza. 4
  • 5. 5
  • 6. Os 25 anos de Portugal europeu mudaram substancialmente a configuração do país em termos das condições de vida e de trabalho nas suas diferentes regiões e territórios. Os investimentos realizados em infraestruturas ambientais, sociais, cul- turais, empresariais, produtivas, comerciais e de transportes, com o apoio determinante dos fundos estruturais, bem como os investimentos realizados em habitação, com o apoio decisivo da queda histórica das taxas de juro, transformaram profundamente a configuração territorial do país, tornando-o muito menos desigual nas condições básicas de acesso à qualidade de vida. 6
  • 7. Do ponto de vista da coesão territorial, os 25 anos de Portugal europeu evidenciam um país que se afastou progressivamente da oposição tradicional, global e genérica, entre litoral e interior, tornando-se muito mais complexo e diferenciado nos mecanismos de criação e distribuição da riqueza. O desenvolvimento das regiões portuguesas gerou formas suficientemente diferenciadas de “litoral” e de “interior” e transformou o país numa espécie de grande arquipélago: algumas “ilhas” (o número limitado de polos mais dinâmicos) destacam-se num “mar” de dificuldades (as regiões que perdem população, riqueza relativa e dinamismo económico). Em 20 anos, a população a viver em cidades aumentou para 4,9 milhões Fonte: INE 7
  • 8. Portugal distingue-se do padrão europeu pelo modelo de ocupação territorial mais extremado, apresentando comparativamente mais população nas áreas ou predominantemente rurais ou predominantemente urbanas e apresentando menos população nas zonas intermédias Dois em cada cinco habitantes do país residem nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto. Em duas décadas, as cidades portuguesas subiram de 88 para 158 e o maior contributo para o crescimento da população urbana veio das próprias cidades fora destas duas áreas metropolitanas . O número de cidades subiu de 88 para 158 entre 1991 e 2011. As cidades mais pequenas, abaixo de 50 mil habitantes, aumentaram de 14% para 23% a sua quota de população portuguesa 8
  • 9. Portugal distingue-se ... pelo menor peso da população a viver nas áreas medianamente urbanas (36% dos europeus contra 15 % dos portugueses), zonas tidas de intermédias ou de «tampão» que pronunciam um modelo europeu de ocupação territorial mais equilibrado e sustentável ... Embora o acréscimo populacional na região polarizada por Lisboa entre 1989 e 2009 fique a meio da tabela da UE27, a perda de habitantes da cidade capital portuguesa foi a segunda maior da União Europeia ... Neste processo de desertificação, a cidade de Lisboa foi acompanhada pela do Porto. Nas duas últimas décadas, os aumentos populacionais das duas grandes áreas metropolitanas do país registaram-se fora das suas capitais e das suas outras cidades. A cidade de Lisboa caiu de 7% para 5% no total da população da sua área metropolitana, enquanto a queda da cidade do Porto foi de 3% para 2% ... O grupo das dez maiores cidades portuguesas manteve-se nos últimos 20 anos. As variações populacionais nestas cidades foram expressivas, sendo de destacar ... o crescimento de Braga e de Gaia A redução do Portugal não urbano deveu-se ao acréscimo de 900 mil pessoas a viver nas cidades fora das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto 9
  • 10. O crescimento demográfico depende da evolução do saldo natural, diferença entre o número de nados-vivos e o número de óbitos, e da evolução do saldo migratório, diferença entre o número de entradas e saídas por migração. Portugal viu o número de nascimentos baixar do limiar mínimo para assegurar a substituição das gerações logo no início da década de 1980, transitando de um país tradicionalmente emissor de emigrantes para um país recetor de imigrantes na década de 1990. (...) As estimativas na viragem para a presente década apontam para uma inversão dos fluxos migratórios e para a queda da população, o que não sucedia desde o início da década de 1990. A variação da população portuguesa é impulsionada pelo saldo migratório que atingiu o pico em 2002. Fonte: Eurostat 10
  • 11. 11 Algarve tem sido a região mais dinâmica do país, revelando também as maiores taxas de crescimento migratório a nível regional. Inversamente, o Alentejo perde habitantes entre todos os momentos censitários. Um zoom à dinâmica das duas grandes regiões de polarização em torno de Lisboa e do Porto demonstra diferentes composições de crescimento populacional. Na grande região de polarização do Porto, incluindo Ave, Cávado, Entre Douro e Vouga e Tâmega, é o saldo natural o grande contribuinte para o crescimento da população, enquanto na grande região de polarização de Lisboa, incluindo Alentejo Central, Alentejo Litoral, Lezíria do Tejo, Médio Tejo, Oeste, Península de Setúbal e Pinhal Litoral, é o saldo migratório que mais conta para o crescimento. Esta lógica realça uma dualização na ocupação territorial, visível através de um litoral dinâmico e um interior demograficamente repulsivo.
  • 12. 12 A imigração desacelerou desde 2002, enquanto a emigração retoma a tendência de subida desde 2007 O modelo de povoamento do país é dual, com a população a cair no interior e a crescer no litoral, numa bipolarização urbana em torno das duas grandes áreas urbanas de Lisboa e do Porto
  • 13. 13 O número de idosos por cada 100 jovens mais do que duplicou. Desde a viragem do século que há mais idosos do que jovens a residir em Portugal. Em causa está um duplo fenómeno de envelhecimento: a redução da natalidade veio estreitar a base da pirâmide etária, enquanto o aumento de longevidade e o envelhecimento dos baby boomers veio alargar o topo da pirâmide.
  • 14. Em termos demográficos (...)o país só́ superou o padrão europeu entre 1994 e 2004. O ritmo foi marcado pela intensidade dos movimentos de emigração e imigração. Portugal integra o grupo de Estados-membros cujo saldo entre nados-vivos e óbitos já não faz crescer a população e apresenta dos mais elevados ritmos de envelhecimento no contexto europeu. As dinâmicas demográficas da polarização da população em torno das duas grandes regiões de Lisboa e do Porto apresentaram especificidades face ao quadro nacional. Na grande região de polarização do Porto, incluindo Ave, Cávado, Entre Douro e Vouga e Tâmega, o grande contributo para a variação populacional foi o saldo natural. Na grande região de polarização de Lisboa, incluindo Alentejo Central, Alentejo Litoral, Lezíria do Tejo, Médio Tejo, Oeste, Península de Setúbal e Pinhal Litoral, foi o saldo migratório que mais contribuiu para a evolução da população. A migração da população do interior, sobretudo em idade ativa e em busca de emprego e de melhores condições de vida, potenciou, também, o seu maior envelhecimento 14 Em termos de estrutura produtiva, os 25 anos do Portugal europeu observam também um conjunto significativo de transformações com reflexo nas especializações sectoriais de atividades das regiões portuguesas. Os serviços proliferam na área da Grande Lisboa, do Grande Porto, do Baixo Mondego e nas regiões turísticas da Madeira e do Algarve, onde respondem por mais de três quartos do VAB regional O Alentejo é a nona região europeia e a primeira em Portugal em termos de relevância do sector primário . As maiores bolsas industriais em território nacional localizam-se, na região Norte, nas NUTS III situadas em torno do Grande Porto e nas regiões do Baixo Vouga e Pinhal Litoral, na região Centro. Na intensificação da I&D e da inovação ocorrida em Portugal, a região de Lisboa responde por mais de metade do esforço nacional, acentuando a distância no domínio empresarial.
  • 15. O nível de vida melhorou para a generalidade da população de forma relevante?  Os 25 anos de Portugal europeu permitiram uma melhoria global do nível de vida da população, quer em termos de evolução interna, quer em termos de comparação no quadro europeu,  Um acesso praticamente generalizado da população à satisfação das necessidades básicas elementares, um importante aumento do nível de equipamento das famílias (casa, carro, eletrónica de consumo e computadores) e um reforço substancial do peso dos serviços, do lazer e da cultura no consumo.  A revolução das tecnologias da informação, da internet e do telemóvel democratizou o acesso à informação e difundiu pelo continente e pelas ilhas modelos de consumo e estilos de vida muito mais convergentes, nomeada- mente no caso dos grupos etários mais jovens 15
  • 16.  As mudanças nas regiões e nas cidades portuguesas foram acompanhadas do desaparecimento ou de forte redução das assimetrias nas condições básicas de vida. Contudo, não permitiram nem uma convergência regional sustentada, nem um crescimento equilibrado das realidades urbanas, nem um desenvolvimento efetivo de grande parte do mundo rural.  (...) verifica-se que as regiões mais pobres do país reduziram a sua distância ao padrão europeu, mas que um terço das regiões portuguesas divergiu entre 1995 e 2009. Ao longo deste 25 anos mantiveram-se grandes assimetrias regionais, sendo o nível de vida da região mais pobre, a Serra da Estrela, um terço do da região mais rica, a Grande Lisboa.  As regiões do Alentejo, do Centro, do Norte e dos Açores não acompanharam o processo de convergência global à escala europeia, nomeadamente na comparação com as regiões do alargamento e da Europa do Sul.  Este ciclo de 25 anos viu acelerar a urbanização do país, praticamente duplicando o número de cidades que já acolhem perto de metade da população portuguesa. A maioria das 70 vilas que ganharam o estatuto de cidade nas duas décadas de 1991 a 2011 têm menos de 20 mil habitantes ou entre 20 mil e 50 mil habitantes.  Pelo contrário, os habitantes de Lisboa e do Porto perderam protagonismo para aqueles que residem fora das cidades nas duas áreas metropolitanas, gerando novos desafios para a reabilitação e revitalização dos centros históricos das duas maiores cidades do país. A escala urbana portuguesa permaneceu estreita uma vez que o número das cidades com mais de 100 mil habitantes só contou com a cidade de Braga para crescer de sete para oito. 16
  • 17. 17 Conseguirá a União manter-se unida? E como deve ser a nova Europa? Queremos manter tudo como está? Restringir a União ao mercado do euro? Ou pelo contrário, alargar e reforçar o poder das instituições europeias para dar resposta a grandes questões como a segurança ou as alterações climáticas? A UE vive tempos conturbados. Ainda a recuperar da crise económica, a braços com o drama dos refugiados e a ver crescer movimentos anti-europeus, está agora prestes a perder o seu primeiro Estado-membro: o Reino Unido. Uma brecha política na construção europeia, mas também económica (...)
  • 18. 18 A nova realidade e as novas prioridades de Bruxelas são visíveis na proposta de orçamento para 2021, conhecida no início deste mês. Áreas como a inovação digital, a segurança, defesa e o controlo de fronteiras veem o seu financiamento reforçado, enquanto a agricultura e os fundos de coesão social sofrem cortes pesados. Mas muitas outras questões dividem os Estados-membros: do alargamento à política de imigração e ao reforço dos poderes das instituições europeias.
  • 19. 19 A Europa está ainda a sair de uma violenta crise económica e enfrenta divisões profundas entre os seus membros. Depois do Brexit, para onde caminha a União Europeia? A União Europeia vive tempos conturbados e está prestes a perder um dos seus maiores contribuidores, o Reino Unido. Que futuro teremos na União? Queremos manter tudo como está? Restringir a comunidade ao mercado? O futuro decide-se agora.
  • 20. 20
  • 21. 21
  • 22. 22
  • 23. 23
  • 24. 24
  • 25. 25
  • 26. 26
  • 27. 27
  • 28. Fontes: 28 Textos dos diapositivos de 2 a 16, inclusive, extraídos e adaptados da obra “25 ANOS DE PORTUGAL EUROPEU. A economia, a sociedade e os fundos estruturais” Coordenação de Augusto Mateus Publicação Fundação Francisco Manuel dos Santos Diapositivos 19 a 28 são a infografia “PORTUGAL EUROPEU” https://fronteirasxxi.pt Diapositivos 17 e 18 da página eletrónica da FFMS Mapas e gráficos dos diapositivos 2 a 6, 17 e 18 foram retirados da infografia “O que é ser europeu”