As áreas metropolitanas
•   Devido a:
-   Elevado crescimento demográfico
-   Descentralização das indústrias e dos serviços
-   Desenvolvimento dos transportes
    dá-se o alargamento das áreas urbanas para as
    suas periferias, formando contínuos urbanos

• Formam-se as áreas metropolitanas:
  extensa área urbanizada constituída por uma
  grande cidade (que exerce um efeito polarizador
  sobre as restantes) e todo o espaço mais ou
  menos urbanizado que a envolve que, numa
  estreita relação de interdependência, domina e
  organiza esse espaço regional
• Formada com a aplicação da Lei 44/91, alterada
  posteriormente pela Lei 10/2003, cujas
  alterações foram:
- Modificação da designação para Grande Área
  Metropolitana (GAM)
- Constituição das Comunidades Urbanas
  (ComUrb)

• Para a constituição destas unidades é necessário
  responder a determinados requisitos:
- Continuidade territorial dos concelhos integrantes
- 350 mil habitantes             - 150 mil habitantes
- 9 municípios                   - 3 municípios
Atribuições e competências das GAM
(Lei 10/2003):
• Articulação dos investimentos
• Coordenação de actuação em áreas como infra-
  estruturas, saúde, educação, ambiente,
  segurança, acessibilidade e transportes, …
• Planeamento e gestão estratégica, económica,
  social e territorial dos seus municípios
Características das áreas
metropolitanas:
• Elevado potencial polarizador do território
  porque atrai população e emprego
• Rede de transportes densa e eficaz, onde se
  realizam intensos fluxos de pessoas e bens
• Grande expressividade dos movimentos
  pendulares
• Perda demográfica das áreas mais centrais a
  favor dos subúrbios, acompanhado da
  descentralização de actividades ligadas aos
  sectores secundário e terciário
Constituição:
• Constituição da AML permite a conjugação de
  inúmeros factores capazes de permitir o
  desenvolvimento urbano sustentável e a melhoria da
  qualidade de vida da sua população devido a:
- Englobar a capital do país
- Reunir uma maior concentração geográfica de
  recursos estratégicos para o desenvolvimento
- Ser um pólo de atracção de pessoas e actividades
  qualificadas de outros países
- Ter a presença de importantes redes supranacionais
  de cooperação e intercambio
- Ter um importante património cultural
- Ter uma base económica baseada na diversificação
  (da agricultura aos serviços)
Características demográficas:
• População em 2001 = 2 673 542 hab.




• Densidade populacional = 835 hab/km2
• Diminuição da população nos concelhos de
  Lisboa, Barreiro e Amadora a favor de Sintra,
  Seixal, Cascais, Sesimbra, Mafra e Vila Franca de
  Xira
• Perda da função residencial nos concelhos
  centrais justifica-se pela terciarização desta área
• Concelhos com:
- menor construção industrial
- maior qualidade ambiental
- maior acessibilidade ao centro de Lisboa
     registam maior crescimento populacional
Distribuição das actividades
económicas:
• Contribui em 36% para o PIB
• População activa = 1,3 milhões de pessoas
• Concentra sedes de cerca de 30% das empresas
  nacionais
• Em todos os concelhos, a população activa
  concentra-se no sector III
• Quanto às actividades terciárias:
- Comércio assume grande importância no
  concelho de Loures
- Hotéis e restaurantes assumem elevada
  importância em Lisboa, Amadora, Sintra,
  Cascais, Sesimbra e Setúbal
- Administração Pública, educação, saúde
  desempenham um papel importante em Lisboa,
  Oeiras e Cascais
• No que se refere ao sector I:
- Os concelhos mais próximos de Lisboa
  (Amadora, Oeiras, Almada, Seixal, Barreiro,
  Loures, Odivelas) registam valores pouco
  significativos de população activa no sector I
- À medida que nos afastamos de Lisboa aumenta
  a importância do sector I, nomeadamente nos
  concelhos de Montijo e Alcochete
• Quanto ao sector II:
- A população activa é mais expressiva nos
  concelhos de Sesimbra, Odivelas, Seixal, Moita,
  Palmela, Montijo
- Quanto às actividades destacam-se a construção
  civil, as indústrias de madeira e de papel, de
  edição e impressão e os têxteis
- Actividade industrial concentra-se nos concelhos
  mais periféricos devido a:
  - disponibilidade de terrenos a preços acessíveis
  - boas vias de comunicação que aumentam a
  acessibilidade para acesso de matéria-primas e
  escoamento dos produtos
Pontos fracos:
Pontos fortes:
Constituição:
Características demográficas:
• População em 2001 = 1 252 842 hab.




• Densidade populacional = 1546,6 hab/km2
• Concelhos centrais concentram grande parte da
  população:
- Porto = 21%
- Vila Nova Gaia = 22%
- Gondomar e Matosinhos = 13%
• Diminuição da população residente na área
  central. De 1991 para 2001, o concelho do Porto
  perdeu 15% da sua população
• Concelhos onde se verifica maior crescimento
  populacional são Maia (30%), Valongo, Póvoa de
  Varzim e Vila Nova de Gaia (16%)
• Perda da função residencial no concelho do
  Porto está relacionada com a crescente
  terciarização da cidade
Distribuição das actividades
económicas:
• Predomínio do sector III, sendo especialmente
  significativo no concelho do Porto (86%), mas os
  concelhos de Matosinhos e Espinho possuem
  uma população activa no sector III superior a
  75%
• As actividades terciárias dominantes
  relacionam-se com:
- Comércio – Porto e Gondomar
- Hotelaria e restauração – Porto e Espinho
- Serviços públicos - Porto
• Sector II tem bastante importância, empregando
  cerca de 22% da população activa da AM
• É mais expressivo nos concelhos de Vila de
  Conde, Valongo, V.N. Gaia, Póvoa de Varzim e
  Maia
• Destacam-se as actividades relacionadas com:
- Indústrias de bens de consumo, tradicionais, de
  trabalho intensivo e pouco exigentes na
  qualificação da mão-de-obra (têxteis, vestuário,
  calçado)
- Indústrias alimentares, bebidas e tabaco
- Indústrias de madeira e cortiça
- Indústria metalúrgica de base e produtos
  metálicos
• Nos últimos anos beneficiou da implantação de
  novas e modernas unidades industriais, baseada
  na investigação científica e tecnológica, como o
  Europarque e os Parques de Ciência e
  Tecnologia do Porto e da Maia

• Sector I tem uma importância muito reduzida,
  sendo mais significativo nos concelhos limítrofes
  (Vila de Conde e Póvoa de Varzim)
Pontos fracos:
Pontos fortes:
• Cidade do Porto tem menor grau polarizador
  que Lisboa, que se reflecte na menor amplitude
  dos movimentos pendulares. Esse poder de
  polarização é atenuado pela existência de
  cidades próximas (Braga e Aveiro) que detêm
  grande autonomia económica e apresentam
  características de bacias de emprego. Lisboa
  estabelece relações pendulares com concelhos
  geograficamente mais distantes
  (Entroncamento, Torres Vedras, Vendas Novas),
  o que confirma o seu maior grau polarizador
• Densidade populacional à mais elevada na AMP
• As migrações pendulares são mais intensas na
  AMP, que exerce um poder atractivo sobre
  concelhos como Mesão Frio, Esposende e Ovar
• Na AML existem:
- 4 pólos de emprego (Lisboa, Oeiras, Setúbal,
  Palmela)
- 3 pólos de estudo (Lisboa, Almada, Setúbal)
• Na AMP existem:
- 2 pólos de emprego (Porto e Maia)
- 1 pólo de estudo (Porto)

4 as áreas metropolitanas

  • 1.
  • 2.
    Devido a: - Elevado crescimento demográfico - Descentralização das indústrias e dos serviços - Desenvolvimento dos transportes dá-se o alargamento das áreas urbanas para as suas periferias, formando contínuos urbanos • Formam-se as áreas metropolitanas: extensa área urbanizada constituída por uma grande cidade (que exerce um efeito polarizador sobre as restantes) e todo o espaço mais ou menos urbanizado que a envolve que, numa estreita relação de interdependência, domina e organiza esse espaço regional
  • 3.
    • Formada coma aplicação da Lei 44/91, alterada posteriormente pela Lei 10/2003, cujas alterações foram: - Modificação da designação para Grande Área Metropolitana (GAM) - Constituição das Comunidades Urbanas (ComUrb) • Para a constituição destas unidades é necessário responder a determinados requisitos: - Continuidade territorial dos concelhos integrantes - 350 mil habitantes - 150 mil habitantes - 9 municípios - 3 municípios
  • 4.
    Atribuições e competênciasdas GAM (Lei 10/2003): • Articulação dos investimentos • Coordenação de actuação em áreas como infra- estruturas, saúde, educação, ambiente, segurança, acessibilidade e transportes, … • Planeamento e gestão estratégica, económica, social e territorial dos seus municípios
  • 6.
    Características das áreas metropolitanas: •Elevado potencial polarizador do território porque atrai população e emprego • Rede de transportes densa e eficaz, onde se realizam intensos fluxos de pessoas e bens • Grande expressividade dos movimentos pendulares • Perda demográfica das áreas mais centrais a favor dos subúrbios, acompanhado da descentralização de actividades ligadas aos sectores secundário e terciário
  • 8.
  • 9.
    • Constituição daAML permite a conjugação de inúmeros factores capazes de permitir o desenvolvimento urbano sustentável e a melhoria da qualidade de vida da sua população devido a: - Englobar a capital do país - Reunir uma maior concentração geográfica de recursos estratégicos para o desenvolvimento - Ser um pólo de atracção de pessoas e actividades qualificadas de outros países - Ter a presença de importantes redes supranacionais de cooperação e intercambio - Ter um importante património cultural - Ter uma base económica baseada na diversificação (da agricultura aos serviços)
  • 10.
    Características demográficas: • Populaçãoem 2001 = 2 673 542 hab. • Densidade populacional = 835 hab/km2
  • 11.
    • Diminuição dapopulação nos concelhos de Lisboa, Barreiro e Amadora a favor de Sintra, Seixal, Cascais, Sesimbra, Mafra e Vila Franca de Xira
  • 12.
    • Perda dafunção residencial nos concelhos centrais justifica-se pela terciarização desta área • Concelhos com: - menor construção industrial - maior qualidade ambiental - maior acessibilidade ao centro de Lisboa registam maior crescimento populacional
  • 13.
  • 14.
    • Contribui em36% para o PIB • População activa = 1,3 milhões de pessoas • Concentra sedes de cerca de 30% das empresas nacionais • Em todos os concelhos, a população activa concentra-se no sector III
  • 15.
    • Quanto àsactividades terciárias: - Comércio assume grande importância no concelho de Loures - Hotéis e restaurantes assumem elevada importância em Lisboa, Amadora, Sintra, Cascais, Sesimbra e Setúbal - Administração Pública, educação, saúde desempenham um papel importante em Lisboa, Oeiras e Cascais
  • 16.
    • No quese refere ao sector I: - Os concelhos mais próximos de Lisboa (Amadora, Oeiras, Almada, Seixal, Barreiro, Loures, Odivelas) registam valores pouco significativos de população activa no sector I - À medida que nos afastamos de Lisboa aumenta a importância do sector I, nomeadamente nos concelhos de Montijo e Alcochete
  • 17.
    • Quanto aosector II: - A população activa é mais expressiva nos concelhos de Sesimbra, Odivelas, Seixal, Moita, Palmela, Montijo - Quanto às actividades destacam-se a construção civil, as indústrias de madeira e de papel, de edição e impressão e os têxteis - Actividade industrial concentra-se nos concelhos mais periféricos devido a: - disponibilidade de terrenos a preços acessíveis - boas vias de comunicação que aumentam a acessibilidade para acesso de matéria-primas e escoamento dos produtos
  • 18.
  • 19.
  • 21.
  • 22.
    Características demográficas: • Populaçãoem 2001 = 1 252 842 hab. • Densidade populacional = 1546,6 hab/km2
  • 23.
    • Concelhos centraisconcentram grande parte da população: - Porto = 21% - Vila Nova Gaia = 22% - Gondomar e Matosinhos = 13%
  • 24.
    • Diminuição dapopulação residente na área central. De 1991 para 2001, o concelho do Porto perdeu 15% da sua população • Concelhos onde se verifica maior crescimento populacional são Maia (30%), Valongo, Póvoa de Varzim e Vila Nova de Gaia (16%) • Perda da função residencial no concelho do Porto está relacionada com a crescente terciarização da cidade
  • 25.
  • 26.
    • Predomínio dosector III, sendo especialmente significativo no concelho do Porto (86%), mas os concelhos de Matosinhos e Espinho possuem uma população activa no sector III superior a 75% • As actividades terciárias dominantes relacionam-se com: - Comércio – Porto e Gondomar - Hotelaria e restauração – Porto e Espinho - Serviços públicos - Porto
  • 27.
    • Sector IItem bastante importância, empregando cerca de 22% da população activa da AM • É mais expressivo nos concelhos de Vila de Conde, Valongo, V.N. Gaia, Póvoa de Varzim e Maia • Destacam-se as actividades relacionadas com: - Indústrias de bens de consumo, tradicionais, de trabalho intensivo e pouco exigentes na qualificação da mão-de-obra (têxteis, vestuário, calçado) - Indústrias alimentares, bebidas e tabaco - Indústrias de madeira e cortiça - Indústria metalúrgica de base e produtos metálicos
  • 28.
    • Nos últimosanos beneficiou da implantação de novas e modernas unidades industriais, baseada na investigação científica e tecnológica, como o Europarque e os Parques de Ciência e Tecnologia do Porto e da Maia • Sector I tem uma importância muito reduzida, sendo mais significativo nos concelhos limítrofes (Vila de Conde e Póvoa de Varzim)
  • 29.
  • 30.
  • 32.
    • Cidade doPorto tem menor grau polarizador que Lisboa, que se reflecte na menor amplitude dos movimentos pendulares. Esse poder de polarização é atenuado pela existência de cidades próximas (Braga e Aveiro) que detêm grande autonomia económica e apresentam características de bacias de emprego. Lisboa estabelece relações pendulares com concelhos geograficamente mais distantes (Entroncamento, Torres Vedras, Vendas Novas), o que confirma o seu maior grau polarizador
  • 33.
    • Densidade populacionalà mais elevada na AMP • As migrações pendulares são mais intensas na AMP, que exerce um poder atractivo sobre concelhos como Mesão Frio, Esposende e Ovar • Na AML existem: - 4 pólos de emprego (Lisboa, Oeiras, Setúbal, Palmela) - 3 pólos de estudo (Lisboa, Almada, Setúbal) • Na AMP existem: - 2 pólos de emprego (Porto e Maia) - 1 pólo de estudo (Porto)