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INE – 02.julho.2018
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De acordo com os resultados provisórios do Inquérito à Mobilidade
nas Áreas Metropolitanas do Porto (AMP) e de Lisboa (AML),
realizado pelo INE em 2017, verifica-se que:
AMP Itens AML
78,9% População móvel /população residente total 80,4%
2,72
Número médio de deslocações/dia/pessoa
móvel
2,60
21,8 min
Duração média das deslocações efetuadas
pelos residentes
24,3 min
71,0%
Deslocações intramunicipais no total das
deslocações (origem e destino na respetiva AM)
65,4%
30,3% Principal motivo das deslocações: trabalho 30,8%
67,6%
Principal meio de transporte utilizado nas
deslocações: automóvel
58,9%
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Predomínio do automóvel
nas deslocações dos
residentes das
Áreas Metropolitanas de
Porto e Lisboa
Paulo Pimenta
Mário Cruz/Lusa
Conclusão
dos primeiros
dados
Período de referência (base): 1 dia da semana (entre os 7 dias
possíveis) da semana anterior à recolha/reporte de informação,
previamente fixado para cada alojamento; considerou-se cada dia das
04:00 até às 03:59 do dia seguinte.
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Os resultados provisórios apurados
mostram que:
o 78,9% do total da população residente
na Área Metropolitana do Porto (AMP)
realizou pelo menos uma viagem com
início no dia de referência do inquérito
o 80,4% do total da população residente
na Área Metropolitana de Lisboa
(AML) constituiu a população móvel
referenciada
o 82,9% é o valor atingido nos dias
úteis por este indicador na AMP
o 85,1% é o valor atingido nos dias
úteis por este indicador na AML.
População móvel por dias úteis e sábados, domingos e feriados (S.D.F.)
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Na AMP, como seria espectável,
o Registam-se mais deslocações nos
dias úteis do que aos fins de semana
e feriados
o Os municípios com maior proporção
de população móvel foram os do
Porto (85,0%),de Matosinhos
(83,0%), de Valongo (82,9%) e de
Arouca (82,2%)
o Os municípios com menores valores
foram registados em Oliveira de
Azeméis (70,0%), Santo Tirso
(71,1%) e Póvoa do Varzim (72,3%).
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Na AML, como seria de esperar,
o Registam-se mais deslocações
durante os dias úteis do que aos fins
de semana e feriados
o Os municípios que se destacaram com
valores de população móvel
superiores à média da área
metropolitana foram: Amadora
(87,7%), Odivelas (84,6%), Sesimbra
(83,9%), Moita e Palmela (83,6%) e
Seixal (83,4%)
o Os municípios com menor proporção
de população móvel foram Mafra
(75,6%), Barreiro (76,3%), Sintra
(77,0%) e Oeiras (77,7%).
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Proporção de população móvel,
por sexo
o 82,4% foi a proporção de
população móvel masculina na
AMP
o 75,8% foi a proporção da
população móvel feminina na
AMP
o 82,5% foi a proporção de
população móvel masculina na
AML
o 78,4% foi a proporção da
população móvel feminina na
AML
o Nas duas áreas metropolitanas
a população móvel masculina
foi superior à feminina
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Deslocações entre municípios por 100 habitantes, por município
AMP
AML
Nota: foi considerada a
relação entre as entradas
em cada município e a
respetiva população
residente
Municípios do Porto e S. João da Madeira
registaram mais entradas do que residentes,
respetivamente, 126 e 116 entradas por 100
habitantes. Com os valores mais baixos, menos
de 35 entradas por 100 habitantes, foram
Paredes, Santo Tirso e Oliveira de Azeméis
Município de Lisboa foi o único com entradas em
número superior ao total de residentes: 110
entradas. Com menos de 50 entradas por 100
residentes foram os municípios de Mafra, Vila
Franca de Xira, Setúbal e Sintra.
A centralidade
de Lisboa e
Porto nas
respetivas
áreas
metropolitanas
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Contributo das deslocações entre municípios metropolitanos por município
de destino e fluxos de origem e destino (O/D)
AMP
AML
As deslocações para o município do Porto tinham, principalmente, origem
nos municípios contíguos de Matosinhos, Vila Nova de Gaia, Gondomar e
Maia, e para o município de Lisboa as deslocações tinham, principalmente,
origem nos municípios de Loures, Amadora, Sintra e Oeiras.
24% do total de
deslocações entre
municípios da AMP
tinham como
destino o município
do Porto
27% das
deslocações entre
municípios da AML
tinham Lisboa
como o município
de destino.
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Motivos das deslocações
o Trabalho - 30,3% na AMP e 30,8% na AML.
o Compras e assuntos particulares - 33,2% na AMP e 31,7% na AML
o Acompanhamento de familiares (incluindo de crianças de/para a escola) -
15,7% na AMP e 15,2% na AML.
Na AMP: Arouca (45,6%), Paredes (35,1%), Santo Tirso (34,1%), Vale de Cambra
e Trofa (33,2% em ambos) e Póvoa de Varzim (33,1%) foram os municípios com
maior proporção de deslocações devido a TRABALHO.
Espinho (26,5%), Santa Maria da Feira e Porto (26,8% em ambos), Matosinhos
(28,6%), Valongo (29%) e Vila Nova de Gaia (30%) registaram valores inferiores à
média metropolitana.
Na AML: Vila Franca de Xira (35,3%), Sesimbra (34,2%), Sintra (33,5%), Loures
(32,7%) foram os municípios com maior proporção de deslocações devido a
TRABALHO.
Setúbal (24,8%) e Moita (26,9%) registaram valores menos expressivos.
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A observação dos mapas ajuda a perceber as razões apontadas no
diapositivo nº 10. Os municípios mais desenvolvidos oferecem trabalho a
muitos dos seus residentes e aos dos municípios mais próximos
geograficamente. Daí, o número de deslocações por trabalho é baixo.
Proporção de deslocações em que o trabalho é o principal motivo da
deslocação, por município de residência
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Distribuição do número de deslocações por principal meio de transporte,
nos dias úteis
(globalidade dos meios de transporte)
Transporte individual motorizado - 66,5% na AMP e 57,3% na AML.
Todos os dias da semana, destacou-se o automóvel (ligeiro de passageiros) como
principal meio de transporte nas deslocações - 67,6% na AMP e 58,9% na AML.
Nos dias úteis, o automóvel pesou 65,2% na AMP e 56,3% na AML.
Todos os dias, as deslocações por modos suaves (pedonal ou bicicleta) atingiram
18,9% na AMP e 23,5% na AML.
Nos dias úteis, 19,1% na AMP e 23,3% na AML (pedonal ou bicicleta).
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Mapa da rede do
Metropolitano do Porto
Por Blerim Haliti - Obra do
próprio (Texto original: “Selbst
erstellt”), CC BY-SA 3.0 de,
https://commons.wikimedia.org
/w/index.php?curid=51566636
(em escala maior do que o
mapa da AMP)
Várias são as razões para a população preferir usar o meio de transporte individual.
Uma delas sobressai pela persistência com que é apontada: a fraca qualidade do
serviço público de transportes e, para áreas mais afastadas dos centros, a fraca
acessibilidade. Neste caso, vemos um meio público que tem cativado frequentadores.
Infelizmente, é opção só para alguns uma vez que a rede de metro só chega a alguns
lugares e dos municípios mais próximos.
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No caso da AML, embora se verifique um ligeiro aumento percentual no uso de
transportes coletivos em relação à AMP, também, as queixas são semelhantes. Falta
de acessibilidade para os municípios mais periféricos e fraca qualidade dos serviços
de transportes públicos inviabilizam um menor uso do transporte individual.
Recordemos que, ao contrário das redes rodoviárias, as redes de metro e comboio são
rígidas e apenas servem os percursos onde estão instaladas.
A tendência para privilegiar a solução de metro ligeiro... fundamenta-se em cinco razões
fundamentais:
a) a maior facilidade de acesso ao sistema oferecida aos seus utentes, especialmente às
pessoas de mobilidade reduzida;
b) uma mais elevada empatia do sistema com o meio urbano, tanto na implantação da
infraestrutura, como nas condições de viagem facultadas aos passageiros;
c) efeitos sensíveis de requalificação do espaço urbano em toda a área de implantação do
sistema;
d) melhores condições de segurança, nomeadamente em percursos suburbanos e em
períodos de serviço noturno;
e) um custo da infraestrutura substancialmente mais reduzido.
O Sistema de Metro Ligeiro da Área Metropolitana do Porto, concebido como uma rede
predominantemente de superfície desde meados dos anos noventa, (...) constitui já uma
prova bem eloquente dos impactes positivos e de flexibilidade atribuídos geralmente à
solução de metro ligeiro, nomeadamente pela especificidade representada no facto de
integrar, numa única rede, percurso de superfície e percurso em túnel (6 km, num total de 72
km), percurso urbano e também percurso suburbano e interurbano, tudo coordenado com
recurso a um sistema avançado de sinalização de via e de sinalização automática de
segurança.
Manuel de Oliveira Marques (2005)
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Porém, apenas abrange 7 municípios da AMP:
Porto, Gaia, Matosinhos, Maia, Gondomar, Vila
do Conde e Póvoa do Varzim
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Distância média percorrida em cada deslocação
intrametropolitana, por município de destino
Tempo médio despendido em cada deslocação
intrametropolitana, por município de destino
Distância média percorrida na AMP – 7,2 Km
Tempo médio de deslocação na AMP - 20,1 minutos.
A maior distância percorrida (10,8 km), bem como o maior tempo de deslocação (26,4
minutos) tiveram como destino o município de Arouca. Também as deslocações com
destino para o Porto registaram, em média, um maior tempo de percurso (24,3 minutos).
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Distância média percorrida em cada deslocação
intrametropolitana, por município de destino
Tempo médio despendido em cada deslocação
intrametropolitana, por município de destino
Distância média percorrida na AML – 8,1 Km
Tempo médio de deslocação na AMP – 22,9 minutos.
Distâncias percorridas para os municípios de Mafra (9,8 km), Alcochete (9,7 km) e
Palmela (9,6 km) foram as maiores.
Deslocações que tiveram como destino os municípios de Lisboa e Seixal registavam, em
média, valores mais elevados: 29,3 e 23,0 minutos, respetivamente.
Principais motivos que levaram os residentes nas duas áreas metropolitanas a optar pelo
transporte individual foram:
- “rapidez” - 58,4% na AMP e 62,5% na AML
- “conforto” - 49,8% na AMP e 50,4% na AML
- “rede de transportes públicos sem ligação direta ao destino”, “ausência de alternativa” e
“serviços de transporte público sem a frequência ou fiabilidade necessárias”.
Principais motivos para a utilização dos transportes públicos:
- “não conduzir/não ter transporte individual” - 52,5% na AMP e 45,3% na AML
- “ausência de alternativa” - 49,5% na AMP e 43,1% na AML
- “preço/custo do transporte público” - 37,9% na AMP e 35,7% na AML).
Avaliação dos transportes públicos:
- “proximidade à rede/paragens” - 73% na AMP e 72% na AML de pontuações 4 ou
superior, numa escala até 6
- “segurança” e a “facilidade de transbordo” foram realçadas positivamente na AMP,
enquanto na AML se destacou também a “facilidade de transbordo” e ainda a “rapidez”.
Do lado negativo, os residentes da AMP salientaram o “preço/custo do transporte público” e o
“acesso por pessoas portadoras de deficiência”, tendo esta última rubrica sido também referido
na AML conjuntamente com a “lotação” nos serviços de transporte.
18Inquérito à Mobilidade nas Áreas Metropolitanas do Porto e de Lisboa – 2017; INE
Principais definições:
População móvel
Proporção das pessoas móveis na população total residente (do mesmo
intervalo de idades)
Pessoa móvel
Pessoa que realizou pelo menos uma viagem com início no dia de
referência
Principal meio de transporte O meio utilizado na etapa com a maior extensão
Mobilidade
Capacidade individual de deslocação em função das necessidades e do
interesse em viajar dos indivíduos
Deslocação/ Viagem
Percurso efetuado entre uma origem e um destino final, associado a um
motivo, que pode ser composto por uma ou várias etapas, podendo ser
utilizados vários meios de transporte
Distância da deslocação (km)
Somatório das distâncias percorridas nos meios de transporte nas várias
etapas da deslocação, incluindo etapas a pé antes e depois desses meios
de transporte.
Duração da deslocação
(minutos)
Somatório dos tempos despendidos nas várias etapas da deslocação,
incluindo etapas a pé antes e depois de meios de transporte motorizados e
eventuais tempos de espera 19
Opiniões:
Numa década, nenhuma política conseguiu diminuir a percentagem de
portugueses que se desloca de carro, um valor que se manteve estável entre
2005 e 2015. À semelhança de anos anteriores, em 2015 o transporte de
passageiros ocorreu maioritariamente através de veículo individual, atingindo
os 89,4%. A média da União Europeia é de 83,1%.
O dado não é novo, mas reforça uma tendência negativa para Portugal, que
tem como meta tornar-se neutro em carbono em 2050, e mostra que “não
estamos preparados para responder a esse desafio”, diz Susana Fonseca,
membro da direção da Zero – Associação Sistema Terrestre Sustentável.
Joana Gorjão Henriques, Público, 18 de Janeiro de 2018
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No caso do automóvel:
o 57% dos inquiridos usa-o como o meio de transporte mais utilizado para as
deslocações até ao estabelecimento de ensino
o 62% é o valor apurado quando são os pais a levar os filhos até ao
estabelecimento de ensino
o 33% é o valor do uso de automóvel quando são os próprios inquiridos a estudar
No caso dos transportes públicos:
o 34% das pessoas substitui o automóvel pelos transportes públicos
o 29% é o valor do uso dos transportes públicos quando se têm filhos na escola
o 58% usam transportes públicos quando são os próprios inquiridos a estudar
Ainda:
o 0,4% dos inquiridos usam bicicletas ou scooter no percurso até à escola
o 16% dos portugueses optam por irem a pé.
Extraído de “O Observador Cetelem Regresso às Aulas 2017
https://automais.autosport.pt/noticias/os-transportes-preferidos-dos-portugueses-levarem-os-filhos-escola/21
Nas últimas décadas, o automóvel:
o Assumiu-se como o principal meio de transporte pela generalidade da
população nas deslocações diárias
o Obrigou a grande investimento centrado nas infra estruturas rodoviárias para
responder a taxas de motorização elevadas
o Conduziu à reorganização urbanística, orientando a projeção e estruturação
das cidades em sua função
o Consumiu e consome grande parte do espaço público urbano reservado à
circulação e estacionamento dos veículos automóveis
o Provoca inúmeros inconvenientes para o trânsito em geral, em particular,
para os peões, que se encontram condicionados ou sem alternativas para
efetuar com ligeireza e segurança as suas deslocações.
o Tem alimentado a crescente expansão das áreas residenciais e o
consequente aumento da distância entre o local de residência, o local de
trabalho e as escolas
o Justifica a preferência pelo seu uso com a pressão social e a necessidade de
responder à complexidade dos horários dos transportes públicos
Baseado em Transporte Ativo entre Casa-Escola em Vila Nova de Famalicão. Estudo de um Caso em Escola Urbana
Lourival Costa; Beatriz Pereira; Sérgio Souza; Ana Paula Matos; Joaquim Octávio Cunha 22