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O espaço civilizacional greco-
 latino à beira da mudança
Na Palestina, por volta do ano 5
a.c., nasce Jesus, filho de um
artesão.

Aos 30 anos inicia a sua vida
pública. Proclama ser o Messias
(cristo em grego), ou seja o
salvador há muito esperado
pelos hebreus.

Durante cerca de dois anos e
meio, acompanhado pelos seus
discípulos, Jesus, prega pelas
cidades da Palestina.

                          Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano   2
É uma mensagem universal e revolucionária.


Universal, porque não privilegia qualquer povo, por exemplo, os
judeus, acreditam ser o povo escolhido.

Revolucionária porque prega a igualdade de todos os seres
humanos.




                         Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano         3
Depois da morte de Jesus, a mensagem cristã, reunida no Novo
Testamento, difundiu-se rapidamente.
O que terá contribuído para essa rápida difusão?


Unidade cultural e política do império
Mesma língua
Excelentes vias de comunicação (terrestres e marítimas)




                         Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano      4
A nova religião ganha rapidamente muitos adeptos mas também
muitos inimigos.
Indica algumas razões que levaram a esta situação?

Os cristãos desrespeitam os deuses romanos,
Recusam prestar culto ao Imperador;
Criticam os espetáculos circenses;
Defendem a igualdade entre o senhor e o escravo.


As adesões terão sido em
maior número entre as
classes altas ou baixas da
sociedade romana?


                             Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano   5
São vistos como perturbadores da estabilidade e da paz.
No ano 64 d.c., Roma é assolada por um terrível incêndio, muitos
culpam o Imperador Nero, este culpa os cristãos.
Inicia-se uma época de sangrentas perseguições.
É uma época de mártires.




                         Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano          6
Durante o século III, o cristianismo registou um grande
crescimento;
As perseguições, os mártires suscitavam admiração;
Os cristãos desenvolviam uma intensa atividade evangélica para
converter os romanos




                        Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano         7
Em 312, o Imperador Constantino, converteu-se à nova fé. Foi
batizado em 337 (quando estava a morrer).

Em 313 publica o Edito de Milão, no qual garante inteira liberdade
de culto aos cristãos.

Os cristão passam a ocupar os cargos mais importantes do estado
romano.




                         Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano            8
São construídos templos cristãos em todo Império.
Convoca o Concílio de Niceia, em 325. Reúnem-se os bispos cristãos
que definem as verdades da doutrina cristã. (essência divina de
Cristo, o mistério da Santíssima Trindade)
A partir de Constantino, todos os imperadores romanos são cristãos,
a exceção é Julião (361-363).
Qual serão as consequências desta situação?


A nova religião vai-se tornando cada vez mais
importante, com mais adeptos e ocupam os
cargos mais importantes do estado romano.




                         Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano       9
A religião cristã é monoteísta. Todos os outros deuses são falsos.
Qual será uma consequência desse facto?


Os antigos deuses são abandonados, voluntariamente ou á força.
Em 380, o Imperador Teodósio promulga o Edito de Tessalónica,
pela qual ordena a conversão ao cristianismo de todos os
habitantes do Império.
O cristianismo torna-se a religião oficial do Estado romano.




                          Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano           10
Os deuses pagãos e os seus seguidores são perseguidos;
Os templos são destruídos;
É proibido o culto quer público quer privado aos deuses pagãos;
O império romano (universal) é um império cristão;
Um só deus, um só imperador;
O imperador é o escolhido de deus para governar o império;




                        Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano          11
A igreja romano-cristã é um elemento essencial do império
romanos nos últimos séculos da sua existência.

A organização da igreja é decalcada da organização do império.

A diocese (cidade) é dirigida por um bispo. Agrupam-se em
províncias dirigidas por um metropolita, bispo da cidade capital
de província.

Roma, a cidade principal vai ganhando importância. O seu bispo
recebe o título de papa (pai, em grego), mais tarde reivindicará a
autoridade suprema sobre todos os fiéis.

A cidade que foi capital do império tornar-se-á a capital do
cristianismo.
                       Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano         12
O cristianismo assimilou muita da cultura romana. Adaptou-a,
reformulou-a e transmitiu-a, mesmo após o fim do Império;
É nas cidades que os apóstolos mais exerceram a sua atividade
evangelizadora;

Nos campos os camponeses (paganus) resistem à nova religião;

O termo paganus (pagão) significa camponês em latim mas tornou-
se sinónimo de pessoa que não é cristã




                         Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano       13
Nos primeiros tempos a religião cristã atrai sobretudo os mais
pobres. Mas cada vez mais os grupos sociais mais elevados e mais
cultos aderem à nova religião;

Com a adesão de Constantino, as adesões das classes mais elevadas
é maior. Estes vão levar para a nova religião os seus conhecimentos,
que são os da cultura grega e romana;




                         Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano        14
Santo Agostinho é filosofo e professor de retórica. Utilizou os
ensinamentos da cultura e filosofia grega e romana (greco-romana)
para se tornar um dos mais importantes autores cristãos.

Os elementos culturais greco-romanos, aos quais retiram os
elementos pagãos, vão ser a base da cultura cristã:
A Retórica e a Filosofia foram utilizadas pelos primeiros bispos para
as suas pregações e para as fundamentações religiosas;
O Direito Romano foi a base do Direito Canónico que regulamenta a
atuação no interior da igreja;
Na liturgia cristã (celebração religiosa) são incorporados elementos
pagãos;




                          Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano         15
A arquitetura religiosa tomou como modelo as construções romanas:

As primeiras igrejas são inspiradas nas basílicas romanas;




                          Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano   16
As artes cristãs (pintura, escultura e mosaico, inspiram-se nos
modelos romanos.




                          Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano        17
A igreja preservou o legado político da Antiguidade:

A ideia de um poder forte e centralizado numa pessoa (como o
imperador) nunca foi esquecida, mesmo quando o poder real
estava diminuído pelo poder dos grandes senhores feudais;




                          Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano     18
No século XIII, quando começa a centralização do poder real, os
monarcas vão procurar as justificações nos textos religiosos. Os reis,
tais como os últimos imperadores romanos, pretendem ser
mandatados por Deus, para governarem os seus reinos.

O Papa, tem sobre os fiéis a autoridade suprema que lhe é
concedida por Deus.




                          Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano         19
Prenúncios de uma nova geografia política

A partir do século III, o império romano entrou em crise:
A partir de meados do século instalou-se uma época de caos político
e militar, é a chamada época da anarquia militar.
Os imperadores sucediam-se rapidamente uns aos outros;
Eram nomeados pelas legiões que rapidamente os assassinavam se
deixassem de lhes pagar ou se houvesse outro candidato que
prometia mais dinheiro.




                         Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano       20
O perigo bárbaro aumentava;
As fronteiras (limes) do Império eram constantemente atacadas por
povos bárbaros;
As legiões romanas tiveram muitas dificuldades em impedir essas
invasões. Sofreram muitas derrotas.
Era o fim da pax romana (época de paz e propsperidade).




                        Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano      21
O imperador Diocleciano (284-305) conseguir recuperar a
autoridade;
Efetuou grandes reformas na administração e no exército.




                        Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano   22
Diocleciano percebeu que o Império, nesta época conturbada, era
demasiado grande para ser governado por uma única pessoa;
Adotou um companheiro de armas, Maximiano, e ficaram com o
nome de “augustos”, cada um deles escolheu um “césar” e assim
o Império ficou divido por 4 autoridades;
Tetrarquia Imperial




                        Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano      23
Esta divisão do Império não deu os resultados esperados e embora
Alguns imperadores tenham recuperado o poder absoluto como
Constantino (312-337) e Teodósio (378-395), o império era
demasiado grande para ser governado por uma só pessoas, até
porque a pressão dos bárbaros, nos finais do século IV, aumentou.




                        Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano       24
O Imperador Teodósio, face ao agravar da situação militar, dividiu o
Império definitivamente, entre os seus dois filhos, em 395, data da
sua morte.
A capital do Império do Oriente ficou Constantinopla (antiga cidade
de Bizâncio).




                         Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano        25
Constantinopla vai crescer e transformar-se numa segunda Roma.
O Império Romano do Oriente (ou Império Bizantino) irá resistir
durante quase mais mil anos, embora tenha passado por grandes
dificuldades e tenha perdido grande parte dos territórios.
Em 1453 é conquistada pelos turcos.




                        Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano      26
Nas fronteiras norte do Império viviam um conjunto de povos que
os romanos denominavam de Germanos;
Eram um conjunto diverso de povos. As lutas entre eles eram
frequentes.
Desde o século III que diversas tribos germânicas penetravam no
Império, quer de forma violenta quer pacífica.




                        Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano      27
Muitos foram-se estabelecendo no Império. Alguns serviram nas
próprias legiões romanas como mercenários. E foram-se
romanizando.
No século IV, um povo vindo do oriente, os Hunos, ataca os povos
germânicos, obrigando-os a invadir o império romano.




                         Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano          28
O mundo romano está ameaçado por este turbilhão de povos.
O Imperador abandona Roma e instala a capital em Ravena, em 404,
cidade rodeada por pântanos e por isso mais fácil de defender;
Todo o império está em guerra.




                        Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano      29
Em 410, os Visigodos, chefiados por Alarico, atacam e saqueiam
Roma;

Em 434, os Hunos, liderados por Átila, (O Flagelo de Deus), invadem
o império, são derrotados em 451, por uma coligação de visigodos e
romanos;

O Império está completamente destroçado;

Em 476, Odoacro, chefe dos hérulos, depõe o último imperador
romano, Rómulo Augusto;

Termina o Império Romano do Ocidente.



                         Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano        30
O fim do Mundo Antigo

A antiga unidade política do Império foi substituída por uma
multiplicidade de novos reinos;
São, na sua maioria reinos instáveis, e rapidamente desaparem e são
substituídos por outros;
Só o dos Visigodos e o dos Francos se conseguiram estabelecer
durante séculos;




                         Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano       31
Consequências do fim do Império romano


Instala-se o caos político. As leis deixam de ser respeitadas. A lei é a
do mais forte;
A guerra e insegurança permanentes destruturaram a vida
económica. Os campos são abandonados, as indústrias paralisam, o
comércio desaparece;
Fomes e epidemias tornam-se constantes. Muitas mortes
provocadas pela guerra. Forte diminuição da população.
As cidades, alvo preferencial, diminuem o seu número de
habitantes, muitas desaparecem. Os seus habitantes tinham
procurado refúgio nos campos. A sua importância económica a
quase desaparece;
A vida cultural sofre um retrocesso. O império barbarizou-se.

                           Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano          32
Nesta Europa em crise e em mudança a Igreja Cristã, assumiu um
importante papel:

É a única instituição que permaneceu com uma hierarquia que
continuou a funcionar;
Iniciou a conversão dos povos bárbaros. Após a sua conversão a
Igreja volta a ocupar um papel importante no poder;


Deste embate entre o mundo romano e o mundo bárbaro, nasceu
uma nova época a Idade Média.




                         Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano        33
A Idade Média é uma época diferente da Idade Antiga (Idade
Clássica).
No entanto a cultura clássica não morreu.
A Europa é uma civilização que nasceu da miscigenação (mistura)
das culturas greco-romana, dos povos bárbaros e da génese das
nações europeias que se vai desenrolar durante a Idade Média;

A Europa tem um cunho civilizacional e uma identidade cultural
próprias.




                        Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano         34

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Decadência do Império Romano

  • 1. O espaço civilizacional greco- latino à beira da mudança
  • 2. Na Palestina, por volta do ano 5 a.c., nasce Jesus, filho de um artesão. Aos 30 anos inicia a sua vida pública. Proclama ser o Messias (cristo em grego), ou seja o salvador há muito esperado pelos hebreus. Durante cerca de dois anos e meio, acompanhado pelos seus discípulos, Jesus, prega pelas cidades da Palestina. Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 2
  • 3. É uma mensagem universal e revolucionária. Universal, porque não privilegia qualquer povo, por exemplo, os judeus, acreditam ser o povo escolhido. Revolucionária porque prega a igualdade de todos os seres humanos. Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 3
  • 4. Depois da morte de Jesus, a mensagem cristã, reunida no Novo Testamento, difundiu-se rapidamente. O que terá contribuído para essa rápida difusão? Unidade cultural e política do império Mesma língua Excelentes vias de comunicação (terrestres e marítimas) Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 4
  • 5. A nova religião ganha rapidamente muitos adeptos mas também muitos inimigos. Indica algumas razões que levaram a esta situação? Os cristãos desrespeitam os deuses romanos, Recusam prestar culto ao Imperador; Criticam os espetáculos circenses; Defendem a igualdade entre o senhor e o escravo. As adesões terão sido em maior número entre as classes altas ou baixas da sociedade romana? Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 5
  • 6. São vistos como perturbadores da estabilidade e da paz. No ano 64 d.c., Roma é assolada por um terrível incêndio, muitos culpam o Imperador Nero, este culpa os cristãos. Inicia-se uma época de sangrentas perseguições. É uma época de mártires. Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 6
  • 7. Durante o século III, o cristianismo registou um grande crescimento; As perseguições, os mártires suscitavam admiração; Os cristãos desenvolviam uma intensa atividade evangélica para converter os romanos Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 7
  • 8. Em 312, o Imperador Constantino, converteu-se à nova fé. Foi batizado em 337 (quando estava a morrer). Em 313 publica o Edito de Milão, no qual garante inteira liberdade de culto aos cristãos. Os cristão passam a ocupar os cargos mais importantes do estado romano. Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 8
  • 9. São construídos templos cristãos em todo Império. Convoca o Concílio de Niceia, em 325. Reúnem-se os bispos cristãos que definem as verdades da doutrina cristã. (essência divina de Cristo, o mistério da Santíssima Trindade) A partir de Constantino, todos os imperadores romanos são cristãos, a exceção é Julião (361-363). Qual serão as consequências desta situação? A nova religião vai-se tornando cada vez mais importante, com mais adeptos e ocupam os cargos mais importantes do estado romano. Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 9
  • 10. A religião cristã é monoteísta. Todos os outros deuses são falsos. Qual será uma consequência desse facto? Os antigos deuses são abandonados, voluntariamente ou á força. Em 380, o Imperador Teodósio promulga o Edito de Tessalónica, pela qual ordena a conversão ao cristianismo de todos os habitantes do Império. O cristianismo torna-se a religião oficial do Estado romano. Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 10
  • 11. Os deuses pagãos e os seus seguidores são perseguidos; Os templos são destruídos; É proibido o culto quer público quer privado aos deuses pagãos; O império romano (universal) é um império cristão; Um só deus, um só imperador; O imperador é o escolhido de deus para governar o império; Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 11
  • 12. A igreja romano-cristã é um elemento essencial do império romanos nos últimos séculos da sua existência. A organização da igreja é decalcada da organização do império. A diocese (cidade) é dirigida por um bispo. Agrupam-se em províncias dirigidas por um metropolita, bispo da cidade capital de província. Roma, a cidade principal vai ganhando importância. O seu bispo recebe o título de papa (pai, em grego), mais tarde reivindicará a autoridade suprema sobre todos os fiéis. A cidade que foi capital do império tornar-se-á a capital do cristianismo. Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 12
  • 13. O cristianismo assimilou muita da cultura romana. Adaptou-a, reformulou-a e transmitiu-a, mesmo após o fim do Império; É nas cidades que os apóstolos mais exerceram a sua atividade evangelizadora; Nos campos os camponeses (paganus) resistem à nova religião; O termo paganus (pagão) significa camponês em latim mas tornou- se sinónimo de pessoa que não é cristã Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 13
  • 14. Nos primeiros tempos a religião cristã atrai sobretudo os mais pobres. Mas cada vez mais os grupos sociais mais elevados e mais cultos aderem à nova religião; Com a adesão de Constantino, as adesões das classes mais elevadas é maior. Estes vão levar para a nova religião os seus conhecimentos, que são os da cultura grega e romana; Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 14
  • 15. Santo Agostinho é filosofo e professor de retórica. Utilizou os ensinamentos da cultura e filosofia grega e romana (greco-romana) para se tornar um dos mais importantes autores cristãos. Os elementos culturais greco-romanos, aos quais retiram os elementos pagãos, vão ser a base da cultura cristã: A Retórica e a Filosofia foram utilizadas pelos primeiros bispos para as suas pregações e para as fundamentações religiosas; O Direito Romano foi a base do Direito Canónico que regulamenta a atuação no interior da igreja; Na liturgia cristã (celebração religiosa) são incorporados elementos pagãos; Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 15
  • 16. A arquitetura religiosa tomou como modelo as construções romanas: As primeiras igrejas são inspiradas nas basílicas romanas; Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 16
  • 17. As artes cristãs (pintura, escultura e mosaico, inspiram-se nos modelos romanos. Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 17
  • 18. A igreja preservou o legado político da Antiguidade: A ideia de um poder forte e centralizado numa pessoa (como o imperador) nunca foi esquecida, mesmo quando o poder real estava diminuído pelo poder dos grandes senhores feudais; Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 18
  • 19. No século XIII, quando começa a centralização do poder real, os monarcas vão procurar as justificações nos textos religiosos. Os reis, tais como os últimos imperadores romanos, pretendem ser mandatados por Deus, para governarem os seus reinos. O Papa, tem sobre os fiéis a autoridade suprema que lhe é concedida por Deus. Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 19
  • 20. Prenúncios de uma nova geografia política A partir do século III, o império romano entrou em crise: A partir de meados do século instalou-se uma época de caos político e militar, é a chamada época da anarquia militar. Os imperadores sucediam-se rapidamente uns aos outros; Eram nomeados pelas legiões que rapidamente os assassinavam se deixassem de lhes pagar ou se houvesse outro candidato que prometia mais dinheiro. Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 20
  • 21. O perigo bárbaro aumentava; As fronteiras (limes) do Império eram constantemente atacadas por povos bárbaros; As legiões romanas tiveram muitas dificuldades em impedir essas invasões. Sofreram muitas derrotas. Era o fim da pax romana (época de paz e propsperidade). Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 21
  • 22. O imperador Diocleciano (284-305) conseguir recuperar a autoridade; Efetuou grandes reformas na administração e no exército. Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 22
  • 23. Diocleciano percebeu que o Império, nesta época conturbada, era demasiado grande para ser governado por uma única pessoa; Adotou um companheiro de armas, Maximiano, e ficaram com o nome de “augustos”, cada um deles escolheu um “césar” e assim o Império ficou divido por 4 autoridades; Tetrarquia Imperial Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 23
  • 24. Esta divisão do Império não deu os resultados esperados e embora Alguns imperadores tenham recuperado o poder absoluto como Constantino (312-337) e Teodósio (378-395), o império era demasiado grande para ser governado por uma só pessoas, até porque a pressão dos bárbaros, nos finais do século IV, aumentou. Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 24
  • 25. O Imperador Teodósio, face ao agravar da situação militar, dividiu o Império definitivamente, entre os seus dois filhos, em 395, data da sua morte. A capital do Império do Oriente ficou Constantinopla (antiga cidade de Bizâncio). Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 25
  • 26. Constantinopla vai crescer e transformar-se numa segunda Roma. O Império Romano do Oriente (ou Império Bizantino) irá resistir durante quase mais mil anos, embora tenha passado por grandes dificuldades e tenha perdido grande parte dos territórios. Em 1453 é conquistada pelos turcos. Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 26
  • 27. Nas fronteiras norte do Império viviam um conjunto de povos que os romanos denominavam de Germanos; Eram um conjunto diverso de povos. As lutas entre eles eram frequentes. Desde o século III que diversas tribos germânicas penetravam no Império, quer de forma violenta quer pacífica. Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 27
  • 28. Muitos foram-se estabelecendo no Império. Alguns serviram nas próprias legiões romanas como mercenários. E foram-se romanizando. No século IV, um povo vindo do oriente, os Hunos, ataca os povos germânicos, obrigando-os a invadir o império romano. Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 28
  • 29. O mundo romano está ameaçado por este turbilhão de povos. O Imperador abandona Roma e instala a capital em Ravena, em 404, cidade rodeada por pântanos e por isso mais fácil de defender; Todo o império está em guerra. Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 29
  • 30. Em 410, os Visigodos, chefiados por Alarico, atacam e saqueiam Roma; Em 434, os Hunos, liderados por Átila, (O Flagelo de Deus), invadem o império, são derrotados em 451, por uma coligação de visigodos e romanos; O Império está completamente destroçado; Em 476, Odoacro, chefe dos hérulos, depõe o último imperador romano, Rómulo Augusto; Termina o Império Romano do Ocidente. Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 30
  • 31. O fim do Mundo Antigo A antiga unidade política do Império foi substituída por uma multiplicidade de novos reinos; São, na sua maioria reinos instáveis, e rapidamente desaparem e são substituídos por outros; Só o dos Visigodos e o dos Francos se conseguiram estabelecer durante séculos; Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 31
  • 32. Consequências do fim do Império romano Instala-se o caos político. As leis deixam de ser respeitadas. A lei é a do mais forte; A guerra e insegurança permanentes destruturaram a vida económica. Os campos são abandonados, as indústrias paralisam, o comércio desaparece; Fomes e epidemias tornam-se constantes. Muitas mortes provocadas pela guerra. Forte diminuição da população. As cidades, alvo preferencial, diminuem o seu número de habitantes, muitas desaparecem. Os seus habitantes tinham procurado refúgio nos campos. A sua importância económica a quase desaparece; A vida cultural sofre um retrocesso. O império barbarizou-se. Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 32
  • 33. Nesta Europa em crise e em mudança a Igreja Cristã, assumiu um importante papel: É a única instituição que permaneceu com uma hierarquia que continuou a funcionar; Iniciou a conversão dos povos bárbaros. Após a sua conversão a Igreja volta a ocupar um papel importante no poder; Deste embate entre o mundo romano e o mundo bárbaro, nasceu uma nova época a Idade Média. Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 33
  • 34. A Idade Média é uma época diferente da Idade Antiga (Idade Clássica). No entanto a cultura clássica não morreu. A Europa é uma civilização que nasceu da miscigenação (mistura) das culturas greco-romana, dos povos bárbaros e da génese das nações europeias que se vai desenrolar durante a Idade Média; A Europa tem um cunho civilizacional e uma identidade cultural próprias. Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 34