História A - Módulo 8
Portugal e o Mundo da Segunda Guerra Mundial ao início
da década de 80 – Opções Internas e Contexto
Internacional
Unidade 2
Portugal do autoritarismo à democracia
Cronologia do Período Revolucionário Em Curso (PREC)
http://divulgacaohistoria.com/
25 de abril de 1974 – Golpe militar
Desmantelamento das estruturas de suporte do Estado
Novo:
Demissão do Governo e Presidente da República;
Extinção da DGS (ex-PIDE), Mocidade Portuguesa, Legião
Portuguesa, Ação Nacional Popular, censura;
Libertação dos presos políticos;
Autorização de liberdade sindical e formação de partidos;
O Movimento das Forças Armadas (MFA) entrega o poder
a uma Junta de Salvação Nacional (JSN);
O general António de Spínola é nomeado Presidente da
República;
16 de maio de 1974 – Nomeia o primeiro Governo
Provisório. Primeiro- Ministro, Adelino da Palma Carlos;
Este governo integra personalidades de vários quadrantes
políticos;
Surgem divergências na sociedade e nos militares sobre
o rumo a tomar na sociedade portuguesa;
Desencadeiam-se greves, manifestações, ocupações de
casas, conflitos laborais, boicote ao embarque de
soldados para as colónias, etc.;
Uma parte do MFA, apoiada pelos partidos mais à
esquerda, defendia a criação de uma democracia popular,
inspirada nos países do Leste Europeu e o rápido início de
negociações que conduzissem à independência das
colónias;
Uma outra fação, liderada por Spínola, e por partidos
políticos mais conservadores, defendia a instauração de
uma democracia liberal e uma solução federalista para o
problema do Ultramar.
Esta instabilidade levou à queda do I Governo Provisório;
12 de julho de 1974 – Nomeado o II Governo Provisório,
liderado pelo brigadeiro Vasco Gonçalves;
Este governo tem o apoio do PS e do PCP;
Spínola fica cada vez
mais isolado;
28 de setembro de
1974 – Convocada
uma manifestação de
apoio a Spínola da
“maioria silenciosa”
https://www.parlamento.pt/Parlament
o/Paginas/construcao-
democracia_1974-1976.aspx
Esta manifestação foi proibida pelo MFA e não se chegou
a realizar;
30 de setembro – António de Spínola demite-se de
Presidente da República;
O general, Francisco da Costa Gomes, é nomeado
Presidente da República, pela Junta de Salvação Nacional;
A partir dessa data o processo revolucionário tende
a radicalizar-se;
Otelo Saraiva de Carvalho, o estratega da revolução,
aparece como adepto da extrema-esquerda, é o
comandante do Comando Operacional do Continente
(COPCON) e persegue e prende vários indivíduos que
se opõem ao processo revolucionário;
30 de setembro – Nomeado o III Governo Provisório,
liderado por Vasco Gonçalves;
Este governo, próximo ideologicamente do PCP, iniciou
um vasto programa de nacionalizações;
A viragem à esquerda e a radicalização do processo
revolucionária estava em marcha;
11 de março de 1975 – O general Spínola lidera um golpe
militar, para acabar com a viragem à esquerda do
governo;
O golpe fracassa e Spínola fugiu para Espanha;
14 de março - Extinguiu-se a Junta de Salvação Nacional e
é criado o Conselho da Revolução (constituído por
militares)com a função de aplicar o programa do MFA
(Democratizar, Descolonizar, Desenvolver);
26 de março – Criado o IV Governo Provisório (Vasco
Gonçalves);
Um governo ainda mais à esquerda;
Objetivos do governo: Conduzir o país rumo ao
socialismo;
https://tvi24.iol.pt/banca/nacionalizacoes/o-dia-em-que-a-economia-passou-para-o-
estado-e-nao-voltou-a-ser-a-mesma
No Alentejo, o Partido Comunista lidera uma reforma
agrária que leva a ocupação das grandes herdades pelos
trabalhadores rurais que formam “unidades coletivas de
produção” (UCP);
Este ambiente gera o medo entre as classes alta e média
o medo e muitos abandonam o país;
Os bancos são nacionalizados para evitar a transferência
de grandes somas de dinheiro para o estrangeiro,
sobretudo para o Brasil;
Muitas outras empresas foram nacionalizadas,
nomeadamente nos setores-chave, como os transportes,
seguros, siderurgias, cimentos, comunicações;
11 de abril de 1975 – Foi assinado o primeiro Pacto
MFA/Partidos;
Manter o IV Governo Provisório após as eleições de 25
de abril de 1975;
Cabia ao Conselho da Revolução ratificar as decisões do
governo e da Assembleia Constituinte;
O Conselho da Revolução tornava-se num órgão de
soberania;
25 de abril de 1975 – Eleições para a Assembleia
Constituinte;
Participação de cerca de 92% dos eleitores recenseados;
PS - 37,9% - 116 deputados;
PPD (PSD) – 26,4% - 81 deputados;
PCP – 12,5% - 30 deputados;
CDS – 7,6% - 16 deputados;
MDP – 4,5% - 5 deputados;
A maioria votou nos partidos políticos mais moderados;
O Período Revolucionário em Curso (PREC) continuou:
Atacaram-se sedes de partidos políticos;
Desenvolveu-se o poder popular: ocupação pelos
trabalhadores de empresas, constituíram-se comissões
de trabalhadores e de moradores;
Poder Popular – uma forma direta de exercício do poder.
Criam-se associações e assembleias populares que
exercem de facto o poder realizando ações como
ocupação de fábricas ou casas, etc.;
7 de agosto de 1975 – 9 membros do Conselho da
Revolução publicaram o “Documento dos Nove”;
Rejeitam o modelo das sociedades do Leste Europeu
(comunistas) e defendem um projeto de construção do
socialismo em democracia, assegurando todas as
liberdades e direitos;
8 de agosto – Nomeado o V Governo Provisório. Liderado
por Vasco Gonçalves, conta apenas com o apoio do PCP e
do MDP;
Inicia-se o “Verão Quente”;
Verão Quente – consistiu num período de grandes lutas
políticas e sociais;
O V Governo foi obrigado a demitir-se;
19 de setembro de 1975 – VI Governo Provisório, liderado
pelo almirante Pinheiro de Azevedo;
Era um governo mais moderado, mais à direita;
O Verão Quente – aumenta a tensão entre as diversas
forças políticas e militares;
Atentados bombistas, a Assembleia da República é
cercada por trabalhadores, manifestações, etc.;
25 de novembro de 1975 – um grupo de militares
liderado pelo general Ramalho Eanes, alegando que
existe uma tentativa de golpe militar liderada pela
esquerda e pelo PCP, organiza um contragolpe;
O país fica muito perto de uma guerra civil mas acaba por
estabilizar numa democracia parlamentar;
O general Costa Gomes declara o estado de sítio;
O capitão Vasco Lourenço substituiu Otelo Saraiva de
Carvalho no comando do COPCON;
É o fim do PREC;
Portugal torna-se uma democracia estabilizada;

Cronologia prec

  • 1.
    História A -Módulo 8 Portugal e o Mundo da Segunda Guerra Mundial ao início da década de 80 – Opções Internas e Contexto Internacional Unidade 2 Portugal do autoritarismo à democracia Cronologia do Período Revolucionário Em Curso (PREC) http://divulgacaohistoria.com/
  • 2.
    25 de abrilde 1974 – Golpe militar Desmantelamento das estruturas de suporte do Estado Novo: Demissão do Governo e Presidente da República; Extinção da DGS (ex-PIDE), Mocidade Portuguesa, Legião Portuguesa, Ação Nacional Popular, censura; Libertação dos presos políticos; Autorização de liberdade sindical e formação de partidos;
  • 3.
    O Movimento dasForças Armadas (MFA) entrega o poder a uma Junta de Salvação Nacional (JSN); O general António de Spínola é nomeado Presidente da República; 16 de maio de 1974 – Nomeia o primeiro Governo Provisório. Primeiro- Ministro, Adelino da Palma Carlos; Este governo integra personalidades de vários quadrantes políticos;
  • 4.
    Surgem divergências nasociedade e nos militares sobre o rumo a tomar na sociedade portuguesa; Desencadeiam-se greves, manifestações, ocupações de casas, conflitos laborais, boicote ao embarque de soldados para as colónias, etc.;
  • 5.
    Uma parte doMFA, apoiada pelos partidos mais à esquerda, defendia a criação de uma democracia popular, inspirada nos países do Leste Europeu e o rápido início de negociações que conduzissem à independência das colónias; Uma outra fação, liderada por Spínola, e por partidos políticos mais conservadores, defendia a instauração de uma democracia liberal e uma solução federalista para o problema do Ultramar.
  • 6.
    Esta instabilidade levouà queda do I Governo Provisório; 12 de julho de 1974 – Nomeado o II Governo Provisório, liderado pelo brigadeiro Vasco Gonçalves; Este governo tem o apoio do PS e do PCP;
  • 7.
    Spínola fica cadavez mais isolado; 28 de setembro de 1974 – Convocada uma manifestação de apoio a Spínola da “maioria silenciosa” https://www.parlamento.pt/Parlament o/Paginas/construcao- democracia_1974-1976.aspx
  • 8.
    Esta manifestação foiproibida pelo MFA e não se chegou a realizar; 30 de setembro – António de Spínola demite-se de Presidente da República; O general, Francisco da Costa Gomes, é nomeado Presidente da República, pela Junta de Salvação Nacional;
  • 9.
    A partir dessadata o processo revolucionário tende a radicalizar-se; Otelo Saraiva de Carvalho, o estratega da revolução, aparece como adepto da extrema-esquerda, é o comandante do Comando Operacional do Continente (COPCON) e persegue e prende vários indivíduos que se opõem ao processo revolucionário;
  • 10.
    30 de setembro– Nomeado o III Governo Provisório, liderado por Vasco Gonçalves; Este governo, próximo ideologicamente do PCP, iniciou um vasto programa de nacionalizações; A viragem à esquerda e a radicalização do processo revolucionária estava em marcha;
  • 11.
    11 de marçode 1975 – O general Spínola lidera um golpe militar, para acabar com a viragem à esquerda do governo; O golpe fracassa e Spínola fugiu para Espanha; 14 de março - Extinguiu-se a Junta de Salvação Nacional e é criado o Conselho da Revolução (constituído por militares)com a função de aplicar o programa do MFA (Democratizar, Descolonizar, Desenvolver);
  • 13.
    26 de março– Criado o IV Governo Provisório (Vasco Gonçalves); Um governo ainda mais à esquerda; Objetivos do governo: Conduzir o país rumo ao socialismo;
  • 14.
  • 15.
    No Alentejo, oPartido Comunista lidera uma reforma agrária que leva a ocupação das grandes herdades pelos trabalhadores rurais que formam “unidades coletivas de produção” (UCP); Este ambiente gera o medo entre as classes alta e média o medo e muitos abandonam o país;
  • 16.
    Os bancos sãonacionalizados para evitar a transferência de grandes somas de dinheiro para o estrangeiro, sobretudo para o Brasil; Muitas outras empresas foram nacionalizadas, nomeadamente nos setores-chave, como os transportes, seguros, siderurgias, cimentos, comunicações;
  • 17.
    11 de abrilde 1975 – Foi assinado o primeiro Pacto MFA/Partidos; Manter o IV Governo Provisório após as eleições de 25 de abril de 1975; Cabia ao Conselho da Revolução ratificar as decisões do governo e da Assembleia Constituinte; O Conselho da Revolução tornava-se num órgão de soberania;
  • 18.
    25 de abrilde 1975 – Eleições para a Assembleia Constituinte; Participação de cerca de 92% dos eleitores recenseados; PS - 37,9% - 116 deputados; PPD (PSD) – 26,4% - 81 deputados; PCP – 12,5% - 30 deputados; CDS – 7,6% - 16 deputados; MDP – 4,5% - 5 deputados; A maioria votou nos partidos políticos mais moderados;
  • 19.
    O Período Revolucionárioem Curso (PREC) continuou: Atacaram-se sedes de partidos políticos; Desenvolveu-se o poder popular: ocupação pelos trabalhadores de empresas, constituíram-se comissões de trabalhadores e de moradores; Poder Popular – uma forma direta de exercício do poder. Criam-se associações e assembleias populares que exercem de facto o poder realizando ações como ocupação de fábricas ou casas, etc.;
  • 20.
    7 de agostode 1975 – 9 membros do Conselho da Revolução publicaram o “Documento dos Nove”; Rejeitam o modelo das sociedades do Leste Europeu (comunistas) e defendem um projeto de construção do socialismo em democracia, assegurando todas as liberdades e direitos; 8 de agosto – Nomeado o V Governo Provisório. Liderado por Vasco Gonçalves, conta apenas com o apoio do PCP e do MDP; Inicia-se o “Verão Quente”;
  • 21.
    Verão Quente –consistiu num período de grandes lutas políticas e sociais; O V Governo foi obrigado a demitir-se; 19 de setembro de 1975 – VI Governo Provisório, liderado pelo almirante Pinheiro de Azevedo; Era um governo mais moderado, mais à direita;
  • 22.
    O Verão Quente– aumenta a tensão entre as diversas forças políticas e militares; Atentados bombistas, a Assembleia da República é cercada por trabalhadores, manifestações, etc.;
  • 23.
    25 de novembrode 1975 – um grupo de militares liderado pelo general Ramalho Eanes, alegando que existe uma tentativa de golpe militar liderada pela esquerda e pelo PCP, organiza um contragolpe; O país fica muito perto de uma guerra civil mas acaba por estabilizar numa democracia parlamentar; O general Costa Gomes declara o estado de sítio;
  • 24.
    O capitão VascoLourenço substituiu Otelo Saraiva de Carvalho no comando do COPCON; É o fim do PREC; Portugal torna-se uma democracia estabilizada;