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História A - Módulo 7 (parte 2)
http://divulgacaohistoria.wordpress.com/
2017_2018
Crises, embates ideológicos e mutações culturais
na primeira metade do século XX
Unidade 1
As transformações das primeiras décadas do
século XX
Módulo 7, História A 2
1.4.3 As vanguardas: ruturas com os cânones das artes e da
literatura
O desenvolvimento das novas ideias filosóficas e científicas teve um
efeito na cultura e no início do século XX desenvolve-se uma
estética nova;
Este movimento cultural e artístico ficou conhecido pelo nome de
Modernismo;
As convenções académicas são derrubadas e surge uma estética
nova na sequência das experiências estéticas iniciadas nos finais do
século XIX;
Módulo 7, História A 3
Nos inícios do século XX surgiram em vários países europeus
movimentos de vanguarda que quiseram fazer da arte um incentivo
à transformação radical da cultura e do costume social;
Criando o lado estético da “civilização das máquinas”;
Mas também surgem correntes para as quais não é possível
qualquer relação entre a “criação artística” e a “produção
industrial”, chegando a negar-se a si própria;
Este movimento cultural foi conhecido como modernismo. Paris é o
centro de toda a atividade artística, era o cerne da vanguarda
cultural europeia;
Módulo 7, História A 4
As primeiras vanguardas do século XX surgiram:
na França, Fauvismo;
Na Alemanha, Expressionismo: Die Brücke (A ponte) e Der Blaue
Reiter (O Cavaleiro Azul);
Procuraram inovar, contrariar a tradição, chocar os
contemporâneos;
Módulo 7, História A 5
Nesta época vive-se num grande dinamismo artístico e
desenvolve-se o comércio da arte, exposições, leilões, revistas e
publicações sobre arte difundem-se;
Estes movimentos artísticos são uma reação as novas condições
de vida (industrialização, urbanização, desenvolvimento
tecnológico, desenvolvimento das comunicações e da
publicidade);
Módulo 7, História A 6
Módulo 7, História A 7
Estes movimentos artísticos procuram fugir da tradição
académica;
Procuram a pureza dos meios de expressão;
Desligar a arte da realidade concreta;
Valorizar os impulsos, sentimentos e criatividade dos artistas;
Matisse, Harmonia Vermelha, 1908
Fauvismo
Módulo 7, História A 8
Matisse: “O pintor já não precisa de se preocupar com
pormenores insignificantes; para isso lá está a fotografia, que é
melhor e mais rápida (…);
Ideias originais: construir com superfícies de cor, procurar mais
intensos efeitos de cor; o assunto é indiferente.
Matisse, A janela de Colliure, 1905
Módulo 7, História A 9
O meu sonho é uma arte plena de equilíbrio, de pureza, (…).
Uma arte que seja um lenitivo para todo aquele que trabalha com o
espírito, um tranquilizante espiritual, que signifique um descanso
das canseiras de um dia de trabalho”;
Dérain, L’Estaque
Módulo 7, História A 10
No Salão de Outono, de 1905, em Paris;
São reconhecidos, pejorativamente, pelo crítico de arte,
Louis Vauxcelles, como fauves (feras);
Refere-se à violenta expressão cromática das telas:
Marcadas pela agressividade cromática, autonomia da cor,
aplicada sobre a tela em tons puros, pela intervenção direta
das emoções dos pintores;
Módulo 7, História A 11
Matisse, A cigana
As cores eram intensas e
aplicadas de forma arbitrária,
isto é, não correspondiam às
cores da realidade, tornava-as
estranhas, selvagens, de
feras…
12
Primeira revolução artística do
século XX;
Afirmam a autonomia da cor;
Entendem a pintura como
instinto, como veículo de
expressão das suas emoções;
Recusam os convencionalismos;
Distorcem os volumes;
Exaltam as cores fortes;
Dérain, Retrato de Matisse, 1905 13
O Fauvismo pretende
transmitir ao espectador
emoções estéticas
profundas;
Através da exaltação das
cores que delimitam e
definem as formas
planificadas;
Onde a ilusão da terceira
dimensão se perde;
Vlaminck, Port Marley
Módulo 7, História A 14
A expressão é dada pelas linhas e
pelas cores, onde se ressaltam os
efeitos contrastantes destas;
pela pincelada direta e emotiva;
pelo empastamento das tintas;
pela ausência de modelado;
Matisse, Mulher com chapéu
Módulo 7, História A 15
A perspetiva é rejeitada e os artistas, sujeitam-se à
bidimensionalidade da tela,
respeitando o comprimento e a largura da mesma, exprimindo-se
dentro dela;
Vlaminck, Jardins
de Chatou
Módulo 7, História A 16
A temática não é relevante para
os fauvistas e não tem qualquer
conotação social, política ou
outra - é apenas pretexto para a
realização plástica ;
Mesmo as "deformações"
introduzidas foram concebidas,
apenas, para transmitir
sensações de alegria ou tristeza;
Roualt, Carmencita
Módulo 7, História A 17
Matisse, Retrato da Risca Verde,1905
Os fauves libertam a cor da sua
sujeição ao mundo real;
As sombras desaparecem;
A risca verde neste retrato marca a
transição entre as zonas de luz e
sombra;
Os pormenores e acabamentos são
omitidos;
A perspetiva e o modelado são
negligenciados;
18
A primeira exposição foi em 1905. Em 1908 o grupo desfez-se:
Principais representantes do Fauvismo:
Henri Matisse (1869-1954). Fundador do grupo. Assume a
pintura pela cor e bidimensionalidade essencialmente como um
exercício técnico e estético com a função de comunicar
emocionalmente com o espectador;
André Dérain (1880-1954);
Maurice Vlaminck (1876-1958);
Módulo 7, História A 19
O termo Expressionismo
designa uma corrente
artística que nasceu na
Alemanha, no início do
século XX;
Põe a tónica na
expressão, na vontade de
comunicar, de exprimir
sentimentos, sensações e
emoções;
Heckel, Moinho
Módulo 7, História A 20
O significado do termo
Expressionismo em arte evoluiu:
Primeiro designou toda a arte
moderna oposta ao
Impressionismo;
Depois aplicou-se à arte na qual
a forma não nasce diretamente
da realidade observada, mas de
reações emocionais e subjetivas
à realidade;
Munch, O grito 21
Nos finais do século XIX e princípios do século XX, pintores como
Van Gogh, Edvard Munch e James Ensor podem ser considerados
pré-expressionistas;
Ensor, As
máscaras e a
morte
Van Gogh, Noite estrelada
Munch, O grito
Módulo 7, História A 22
O expressionismo não procura
representar a realidade visível
mas a realidade invisível
(espiritual), é uma arte
executada de dentro para fora;
O Expressionismo é o reflexo dos
tempos conturbados que
antecederam e acompanharam a
1ª Guerra Mundial: rivalidades
imperialistas, industrialização,
urbanização, crise de valores,
etc.;
Módulo 7, História A 23
Até 1914-18 o Expressionismo Alemão foi desenvolvido por dois
grupos:
Die Brücke (A Ponte), fundado na cidade de Desda (Dresden);
Der Blaue Reiter (O Cavaleiro Azul) fundado em Munique;
Módulo 7, História A 24
Nasceu da associação de artistas
alemães, em 1905, em Dresda:
Ernest Lüdwig Kirchener (o líder do
grupo),
Erich Heckel, Karl Schmidt-Rottluff,
Otto Müller, Max Pechstein,
Emil Nolde, etc.;
O grupo do Die Brücke realizou várias
exposições. A 1ª Guerra Mundial
provocou o desaparecimento do
grupo;
Kirchner, Auto-retrato com ModeloDie Brücke (A Ponte)
Módulo 7, História A 25
Afirmavam-se contra o Impressionismo e o academismo;
Pretendiam uma arte mais pura e instintiva, ligada à expressão de
realidades interiores;
Uma arte impulsiva, fortemente individual;
Que fosse “a ponte que leva do visível para o invisível”;
Pretendem expressar os sentimentos e traumas da alma humana
com vigor, dramatismo, angústia e até violência;
Pretendem ter uma atitude de crítica, denúncia e contestação
político-social;
Módulo 7, História A 26
Kirchner,
Autorretrato com
nu
Módulo 7, História A 27
Kirchner, Nus ermelhos,1912
A estética deste movimento foi
marcada:
Por uma linguagem figurativa,
De formas simplificadas,
Deformadas e aguçadas,
Muitas vezes contornadas por
linhas negras.
Preenchidas por cores ora
violentas e contrastadas ora
sombrias, anti naturalistas,
Aplicadas em pinceladas rápidas;
Módulo 7, História A 28
Kirchner, Busto de Mulher, 1911
A execução foi espontânea e
temperamental, irrefletida;
As obras parecem esboços
toscos, inacabados;
Procuravam uma linguagem
plástica arcaizante, primitiva,
infantil;
Que traduzisse as realidades
interiores do artista;
29
As suas obras tinham um forte
pendor social, criticando o
mundo moderno e as suas
“perversidades e injustiças”;
Usam grandes manchas de cor,
intensas e contrastantes:
Uma temática pesada;
Formas primitivas, simples
Kirchner, Visita ao Zoo
Módulo 7, História A 30
Redescobriram as técnicas
da xilogravura e da gravura
sobre metal, que acentuam
as linhas simplificadas das
formas;
Xilogravura: técnica de
gravura em madeira que
consiste em imprimir com
pranchas de madeira em
relevo;
Módulo 7, História A 31
Temáticas mais importantes:
Vida íntima, a sexualidade, o
erotismo, cenas de rua, café ou
cabaret, o mundo da
prostituição e da miséria urbana,
os retratos e autorretratos, a
marginalidade;
Os seja a atualidade social do
artista;
Módulo 7, História A 32
Os seus quadros expressam uma forte tensão emocional, obtidas
por formas distorcidas e cores intensas e contrastantes
Nolde, Cruxificação
O Expressionismo não se
confinou apenas à pintura e à
Alemanha;
Alargou-se a outros povos da
Europa e da América e teve na
literatura, na escultura e, em
particular, na música altos
expoentes artísticos;
Módulo 7, História A 33
O Cavaleiro Azul (Der Blaue
Reiter), surge em 1910, em
Munique;
Fundado pelo pintor russo
Wassily Kandinsky e Auguste
Macke, Franz Marc e Paul Klee;
Der Blaue Reiter (O Cavaleiro Azul)
Módulo 7, História A 34
Representa um estilo menos brutal e mais harmonioso do que o
Die Brücke;
O objetivo era unir sob um mesmo ideal artístico, o da vanguarda da
arte europeia, criadores de várias nacionalidades e de diferentes
expressões, ultrapassando barreiras culturais e ideológicas;
Módulo 7, História A 35
A arte era o produto da unidade
existencial entre o Homem e a
Natureza;
Pretendem construir obras de arte a
partir das experiências pessoais,
Dos sentimentos subjetivos, e das
sensações de cada um,
Atribuindo-lhes ao mesmo tempo
um sentido global e válido para
todos os homens;
Macke, Caminho ensolarado
36
Macke, No Jardim de
Oberhofen, 1912
Procuravam a criação de uma arte livre, não dirigida a um público
especial, que nascesse da meditação, da necessidade interior
(Kandinsky);
Na procura pessoal de harmonia espiritual. O tema não é
importante;
37
Estes ideais foram publicados em revistas e no almanaque do
grupo, O Cavaleiro Azul, que saiu em 1912;
Organizaram duas exposições em que participaram artistas como:
Delaunay, Picasso, Braque, Nolde, etc.;
Macke, Raparigas
debaixo de árvore
Módulo 7, História A 38
Klee, Vento Quente no
Jardim de Marc, As portas de
Kairowan
Módulo 7, História A 39
Kandinsky, A Montanha Azul
Valorização da mancha
cromática;
Utilização de cores
antinaturais e arbitrárias;
Composições equilibradas
e harmoniosas, orientadas,
muitas vezes, por linhas
circulares e sinuosas;
Expressividade,
emotividade, explorando o
sentido mágico e místico
dos conteúdos;
40
Preferência por temáticas naturalistas, paisagens naturais ou
urbanas;
Execução refletida e pensada (menos intuitiva e imediata que o Die
Brücke);
Simplificação dos meios utilizados;
Simplificação e geometrização das formas, com tendência para uma
crescente abstratização dos motivos;
Módulo 7, História A 41
Marc, Cavalos Amarelos, Cavalos Azuis
Módulo 7, História A 42
Principais autores:
Wassily Kandisky (1866-1944), líder e teórico do grupo, as suas
pesquisas levá-lo-ão à descoberta da arte abstrata. Escreveu: “O
artístico reduzido ao mínimo deve ser identificado como o abstrato
levado ao máximo. (…) Quando, no quadro, uma linha se liberta do
objetivo de exprimir uma coisa objetiva, real, atua por si só como
coisa (…);
Módulo 7, História A 43
Módulo 7, História A 44
Franz Marc (1880-1916), Paul Klee (1879-1940), August Macke
(1879-1914);
O grupo dispersou-se com a 1ª Guerra Mundial, Marc e Macke,
morreram na guerra;
A sua arte irá continuar, nomeadamente na Escola de Artes da
Bauhaus, onde Kandinsky e Klee foram professores;
Braque, Parque
de Cárrierres
O cubismo foi um dos movimentos mais importantes da arte do
século XX;
Os seus criadores foram: Pablo Picasso (1881-1973), em Horta del
Hebro; Georges Braque, em L’Éstaque (1882-1963)
Módulo 7, História A 45
Procuraram novos métodos e técnicas de representação formal e
espacial que ultrapassassem as regras clássico-renascentistas (três
dimensões, representação em perspetiva);
Picasso, Fábrica
Em Horta del hebro
Módulo 7, História A 46
O motivo (objeto, pessoa, paisagem) não é representado de um
único ponto de vista, mas sob vários pontos de vista na mesma
representação (perspetivas múltiplas), introduzindo a dimensão
tempo às outras três;
Módulo 7, História A 47
Vão criar uma autonomia maior da
obra de arte em relação à Natureza;
Estabelecem simultaneidade dos
pontos de vista;
Inspiração na Teoria da Relatividade
de Einstein;
Os cubistas separaram o mundo da
representação, do aspeto natural do
objeto representado, pela anulação
do ilusionismo herdado da pintura
naturalista do Renascimento;
Módulo 7, História A 48
Picasso e Braque iniciaram uma das maiores revoluções da Arte:
Derrubando os conceitos tradicionais da forma e do espaço;
Abrindo caminho à arte abstrata e outros movimentos artísticos;
49
Picasso, Les Demoiselles d’Avignon, 1906/07
Módulo 7, História A 50
Para muitos “Les Demoiselles
d’Avigon” (Meninas de Avinhão) foi o
primeiro quadro a caminho do
cubismo;
O quadro é marcado pela
geometrização da forma, figuras
angulosas, corpos distorcidos pela
perspetiva;
As duas figuras da direita,
posteriormente foram acrescentadas
máscaras de influência africana;
Figuras e fundo confundem-se;
Módulo 7, História A 51
Escultura Africana
Módulo 7, História A 52
O Cubismo conheceu três fase principais:
a cézanniana ou cezannista de 1907, a 1909;
a analítica ou hermética, de 1910 a 1912
a sintética, de 1913 a 1914
Módulo 7, História A 53
Braque, Casas em
L’Estaque,1908
A fase Cézanniana (1907-1909);
Resulta da influência da obra de Cézanne e da escultura africana;
Picasso e Braque, em 1906, visitaram uma exposição da obra de
Cézanne;
54
As obras desta fase caracterizam-se:
Temática da paisagem e da figura
humana;
Representação racional e geométricas
das formas;
Linha de contorno quebrada;
Início do desdobramento dos planos;
Rostos simplificados ou em máscaras
(influência africana);
Redução da paleta cromática;
55
Fase analítica ou hermética (1910-
1912);
Foi a mais característica do
cubismo;
Visão simultânea e multifacetada
dos vários aspetos do motivo
observado, fazendo com que o
objeto aparecesse na tela como
que quebrado ou explodido;
Módulo 7, História A 56
Picasso, O poeta, 1912
A ideia é representar a realidade
visual total do objeto;
O artista não representa apenas o
que vê mas também o que dele
conhece;
Picasso: “perguntei a mim mesmo
se não se deviam pintar as coisas
como as conhecemos e não como
as vemos”;
Módulo 7, História A 57
Picasso, O guitarrista, 1910
O processo de representação faz
com o que está representado se
afaste da imagem real que lhe deu
origem;
Torna-se irreconhecível (hermético)
para o público;
Aproxima-se do abstracionismo;
58
Foi a fase de teorização do cubismo:
Braque e Picasso organizam
tertúlias no atelier de Picasso
(Bateau Lavoir);
A identidade de princípios e
processos entre estes dois artistas é
perfeita, as obras não se distinguem
das do outro;
Não assinam as obras;
Picasso, Retrato de Amboise
59
Picasso, O aficionado, 1912
Cerca de 1912, Picasso e Braque
começam a introduzir na tela
alguns elementos estranhos à
pintura (letras, pedaços de jornal,
bilhetes, etc.);
Procuravam tornar a pintura mais
inteligível, menos abstrata, para o
espectador;
Retorno à policromia;
Esta fase das colagens deu-se na
passagem do Cubismo Analítico
para o Cubismo Sintético;
60
Fase sintética, (1912-1914);
Retorno à realidade;
Redução dos pontos de vista e
do número de planos;
Formas simplificadas
(sintéticas);
Cor vibrante;
Sobreposições e transparências
de planos;
Picasso, Cadeira
Módulo 7, História A 61
O objetivo é “religar” o quadro
à realidade;
Tornar o motivo representado
menos hermético;
A policromia e as colagens
visavam estimular visualmente
o espectador;
Picasso, Suze
62
Picasso, O violino, 1914
Módulo 7, História A 63
Braque, Mesa
de Músico, 1913
As colagens revolucionaram o conceito de obra pictórica, diluindo as
fronteiras entre a pintura e a escultura;
O Dadaísmo irá explorar esta técnica;
Módulo 7, História A 64
Nesta fase do Cubismo
sintético participou outro
pintor espanhol, Juan Gris
(1887-1927);
Gris, A janela
65
Picasso, Cabeça de Mulher, Guitarra
Picasso também realizou obras escultóricas onde procurou
desenvolver os princípios do cubismo
66
Os princípios cubistas influenciaram todas as artes (pintura,
escultura, arquitetura e design);
Deram origem a novas correntes como o Orfismo e o Purismo e a
Secção de Ouro;
Influenciaram correntes como o Abstracionismo e o Futurismo;
Módulo 7, História A 67
O abstracionismo concretizou-se através de várias tendências:
Abstracionismo Lírico ou Expressivo;
Abstracionismo Geométrico:
A) Suprematismo;
B) Construtivismo;
C) Neoplasticismo.
Módulo 7, História A 68
69
O abstracionismo nasceu em 1910 a partir de uma
experiência de Kandinsky e teve o seu
desenvolvimento maior entre 1918 e 1933;
Arte abstrata: toda a arte que não contém nenhuma
relação com a realidade, quer essa realidade tenha
sido ou não o ponto de partida do artista;
Módulo 7, História A 70
A arte abstrata anula o tema e o objeto na criação plástica;
Foi encarada como a expressão mais pura da arte;
Liberta-se de programas culturais ou ideológicos;
Torna-se o símbolo da arte moderna, sem referências ao passado;
71
É um ponto de chegada natural das tendências que arte europeia
vinha a explorar desde o pós-impressionismo, que tinham evoluído
no sentido de:
Progressiva libertação da arte em relação à Natureza, autonomia
total da arte em relação à realidade;
Tinham provocado uma verdadeira revolução técnica e estética,
concretizada na crescente simplificação e sintetização dos objetos
representados;
Módulo 7, História A 72
Kandinsky, Primeira
obra abstrata,
aguarela, 1910
O abstracionismo já tinha sido intuído pelo Simbolismo,
Expressionismo, Cubismo, Orfismo e Futurismo;
O grande teorizador e iniciador do Abstracionismo foi Wassily
Kandinsky;
Módulo 7, História A 73
O Abstracionismo Lírico é a
expressão abstrata das pulsões
espirituais do Homem;
Deriva diretamente do
Expressionismo do Cavaleiro
Azul;
Inspira-se na intuição, no
instinto, na imaginação, está
ligada às emoções, à
necessidade interior, é uma
arte mística;
Módulo 7, História A 74
Kandinsky, Composição VII,
óleo, e estudos para o quadro
Módulo 7, História A 75
O Abstracionismo Lírico vive das formas orgânicas, das manchas
cromáticas;
Da dinâmica das linhas, formas e cores;
Que substituem a representação de objetos;
A pintura aproxima-se da música;
Módulo 7, História A 76
Kandinsky, Com o arco
negro
“A cor é o meio de exercer uma influência directa na alma. A cor é a
tecla. O olhar o martelo. A alma é o piano de muitas cordas. O som
musical tem acesso directo à alma, e aí encontra de imediato uma
ressonância, porque o Homem tem música em si mesmo, que pode
negar que isso também pode ser válido para a pintura”.
Kandinsky
77
Kandinsky,
Improvisação V
“A cor assim como afecta os animais, também afecta, com igual
força e vigor, as reacções humanas”
Kandinsky
Módulo 7, História A 78
Kandinsky acreditava na maior pureza da arte abstracta, atribui-
lhe um significado espiritual;
Pensava que uma grande mudança espiritual se estava a
desenvolver no novo século com o abandono das doutrinas
materialistas do século XIX;
O artista foi percorrendo várias fases até, desligando-se
progressivamente da realidade concreta até atingir a abstração
pura;
Módulo 7, História A 79
Constrói os seus quadros com linhas e cores;
Refletiu sobre a arte publicou 3 livros: Do espiritual na arte, 1912,
expõe a sua teoria sobre o valor psicológico das cores e das formas;
Um olhar sobre o passado, 1913; Ponto, linha sobre o Plano,
publicado na fase da Bauhaus;
Para ele, a pintura devia constituir o alimento da alma e não
somente o dos olhos;
Pintar significava organizar as formas e as cores, de modo a provocar
sensações;.
80
Kandinsky, Improvisação X
Nunca mais a arte deveria ser a
representação de qualquer
realidade;
Libertado da obrigação de
representar a realidade, o quadro
materializa-se numa sensação,
numa emoção;
Abstrair será pintar formas
independentes da realidade, que
não se assemelhem a nada, só a
elas próprias, propondo uma
sensação inédita cada vez que
aparecem;
Módulo 7, História A 81
Malevitch,
Composição
Suprematista
Abstracionismo Geométrico
82
Malevitch,
Composição
Suprematista
No abstraccionismo geométrico está
patente a racionalização nascida da
análise científica e intelectual;
Foi influenciado pelo Cubismo e pelo
Futurismo;
O Suprematismo foi um movimento
pictórico completamente novo, nascido
na Rússia por volta de 1915-1916, na
sequência do Raionismo;
O seu criador foi Casimir Malevitch
(1878-1935);
Módulo 7, História A 83
Procurou na pintura a realização
plástica pura;
Baseou-se na necessidade
(extraída do Cubismo Sintético)
de animação do espaço pela
forma;
E na movimentação plástica do
Futurismo;
Módulo 7, História A 84
Fotografia de Malevitch
“A composição torna-se um acordo de ritmos que se concretizam no
espaço da tela, tal como uma frase musical se concretiza no tempo”;
Dora Valier
Módulo 7, História A 85
Malevitch, Pintura Suprematista
Características:
Formas geométricas puras,
construídas pela cor, sem modelado;
Paleta cromática restrita, constituída
pelas cores primárias e secundárias,
o branco e o preto;
O branco simboliza o princípio e o
negro o fim;
86
Malevitch, Quadrado
Negro sobre fundo Branco
A pureza plástica levada ao extremo levou a dois quadros pintados
entre 1918 e 1920: Quadrado Negro sobre fundo Branco e
Quadrado Branco sobre Fundo Branco;
Módulo 7, História A 87
Para o Suprematismo, a verdade
e pureza, seriam procuradas num
novo mundo através do
aniquilamento e negação do
mundo presente;
Esta procura levou Malevitch até
à negação da própria pintura;
Outros autores que aderiram ao
Suprematismo foram os raionistas
e Lazar El Lissitzky (1890-1941);
El Lissitzky, sem titulo
88
Neoplasticismo
Módulo 7, História A 89
O Neoplasticismo foi um movimento holandês que se desenvolveu
nas artes plásticas, arquitetura, design, literatura;
Nasceu em 1917, ligado à revista De Stijl (O Estilo);
Principais artistas: Piet Mondrian (1872-1944) e Teo van Doesburg
(1883-1931);
90
Revista De Stijl
Preconizavam uma arte pura, clara,
objetiva, não ilusória, não
representativa, anti naturalista;
Utilizaram as formas geométricas
(quadrados e retângulos) estáticas,
pintadas a branco, preto e cores
primárias, limitadas por linhas
verticais e horizontais negras;
Que formavam planos geométricos
puros e ortogonais;
91
Mondrian, Vermelho,
Amarelo e Azul
As formas e as linhas estabelecem múltiplas relações espaciais que
assentam no equilíbrio, harmonia e serenidade do ângulo recto;
O ângulo recto e a harmonia estiveram presentes em todas as
actividades artísticas;
Mondrian, Vermelho, Amarelo e Azul
A vertical e a horizontal são
a expressão de duas forças
opostas;
A cor deve ser plana e
primária;
A arte não deve ter
qualquer relação com o
aspeto natural das coisas;
93
Mondrian, Vermelho,
Amarelo e Azul
Utilizavam uma simbologia universal, um código, com um número
limitado de formas e cores, que no entanto podem transmitir um
número infinito de mensagens;
94
Procuravam uma visão impessoal e objetiva
da arte, através de uma estética nova (neo) e
universal;
Procuravam a perfeição e a verdade suprema;
Procuravam ultrapassar o mundo físico e
emotivo para atingir o mundo mental;
Procuravam eliminar o “trágico da vida”;
Contestaram as artes do passado e o
Expressionismo;
95
Piet Mondrian foi o grande
teórico do grupo;
Evoluiu no sentido de uma
progressiva depuração plástica,
a sintetização das formas e das
cores;
Atribuiu, a uma e outras,
significados místicos e
esotéricos;
“A pouco e pouco descobri que o Cubismo não tinha deduzido a
consequência lógica das suas próprias descobertas, pois não
desenvolveu a abstração até ao objetivo extremo – a expressão da
realidade pura. “
“Enquanto a realização se servir de uma “forma”, seja ela qual for,
é impossível realizar relações puras. Por isso a nova Realização se
libertou de toda a forma.”
Mondrian
Módulo 7, História A 97
“A linha vertical e horizontal são a expressão de duas forças opostas
(…), elas formam cruzes.
Este equilíbrio de contrastes existe por toda a parte dominando
tudo.
Na pintura a abstração da cor natural é conseguida pela cor primária
no estado mais puro possível. Para que a cor esteja certa, deve ser:
Plana e puramente primária (só as três cores fundamentais).”
Mondrian
Módulo 7, História A 98
“A arte abstrata é concreta e, pelos seus meios de expressão
especiais, é até mais concreta do que a arte naturalista.”
Mondrian
Módulo 7, História A 99
Mondrian, Broadway Boogie-Woogie e Victory Boogie-Woogie
Na última fase, em Nova Iorque (cidade de traçado ortogonal),
compôs os quadros, Broadway Boogie-Woogie e Victory Boogie-
Woogie (inacabado);
Segmentos cromáticos ritmados, assinalam o domínio do Homem
sobre a Natureza, objetivo máximo do Neoplasticismo;
Módulo 7, História A 100
O construtivismo pretende colocar a criação
artística ao serviço da sociedade, de acordo com
uma tendência oposta à dos Suprematistas;
Para os construtivistas, a arte deve apoiar-se na
tecnologia;
Os artistas devem empenhar-se em grandes
projetos que visem introduzir a arte na vida;
Foi no período entre as duas guerras que a
escultura realizou a passagem do figurativo para
o abstrato, coube ao Construtivismo e a Vladimir
Tatlin (1885-1953) o papel de pioneiro;
Módulo 7, História A 101
Vladimir Tatlin, Torre da 3ª
Internacional (projeto)
Módulo 7, História A 102
Tatlin, justapôs materiais anti-tradicionais, como o cimento, cobre
vidro, chapa e criou relevos que não reproduziam o quer que fosse,
não imitavam nada, tinham um valor autónomo;
103
A escultura deixou de ser uma massa ou volume fechado para se
tornar numa intersecção de planos onde o nosso olhar penetra e
onde o ar circula, atribuindo ao vazio um valor construtivo;
Módulo 7, História A 104
Anton Pevsner, Construção Superfície “desenvolvível”,
Desenvolvimento da coluna da Vitória, Mundo
Módulo 7, História A 105
Naum Gabo, Construção Linear
Módulo 7, História A 106
El Lissitzky, Como a garra vermelha golpeia a branca, Rodchenko,
foto montagem
Módulo 7, História A 107
Naum Gabo (1890-1977) e o seu irmão Anton Pevsner (1886-
1962) foram os autores do Manifesto Realista, 1920, onde se
defendia a arte pura;
Os dois irmãos apoiaram-se em conhecimentos técnicos e
matemáticos para conceber as suas obras;
Valorizaram as formas abertas e a linha geradora de superfícies;
o espaço, tempo e a luz;
Entre 1920-22, Gabo, executou as primeiras construções com
movimento – construção cinética;
Estas peças foram construídas em materiais leves e translúcidos
(vidro, plástico), conseguindo obras muito leves, rigorosamente
construídas e que utilizavam jogos de luz elaborados;
Módulo 7, História A 108
Naum Gabo,
coluna
Módulo 7, História A 109
Futurismo
Balla, Menina a correr numa varanda
Módulo 7, História A 110
Carrá, Manifestação
Intervencionista, 1914,
colagens
Módulo 7, História A 111
Boccioni, Estados de
Espírito I, Os Adeuses,
1911
O Futurismo nasceu em Itália, mas oficialmente apareceu em 1909,
com a publicação do Manifesto Futurista, de Filippo Tommaso
Marinetti (poeta), no jornal Le Fígaro, de Paris;
Primeiro surge na literatura e estende-se às artes plásticas,
arquitetura, música e cinema;
Módulo 7, História A 112
Define-se o futurismo no
Manifesto Futurista como uma
nova poética;
Combate à arte tradicional;
Exaltação da vida moderna, da
civilização industrial, da
máquina, da velocidade, das
cidades modernas, dos novos
meios de transporte, etc.;
Módulo 7, História A 113
Carro de corrida do início do século XX,
Vitória de Samotrácia
No Manifesto afirma-se: “Um automóvel de corrida com o seu
adorno de grossos tubos semelhantes a serpentes de hálito explosivo
(…) é mais belo que a Vitória de Samotrácia”;
Módulo 7, História A 114
Em 1910 surge o Manifesto dos Pintores Futuristas:
O Futurismo assume-se como um movimento de rebelião ativa;
Afirmação das novas e modernas energias da existência;
Aproximando-se em termos emocionais dos expressionistas e em
termos plásticos do cubismo (que atacavam pelo seu estatismo);
Módulo 7, História A 115
Módulo 7, História A 116
Fazem a apologia da máquina, da velocidade, da luz, da sensação
dinâmica;
A temática inspirava-se nos assuntos que implicassem
modernidade, velocidade e dinamismo;
Negam os valores do passado, reivindicando exclusivamente o
futuro;
Recorrem à decomposição geométrica das formas (em ângulos
agudos e em curvas sinuosas – dinamismo);
Exploram a simultaneidade, interpenetração dos planos;
Repetem as imagens, de maneira sobreposta, construindo uma
espécie de sequência fílmica;
Criam o efeito de movimentação no tempo (4ª dimensão);
Módulo 7, História A 117
Módulo 7, História A 118
Severini, A Dançarina Azul
Carrá, Ritmos
Balla, Dinamismo de um cão conduzido pela trela
Módulo 7, História A 119
Usam linhas de cor pura, que atravessam a tela à maneira de raios
de luz;
Usam o divisionismo da cor, aplicando cores fortes e contrastadas;
Procuram transmitir emoções fortes como a velocidade, força,
ação;
Valorizam a cor e a luz;
Módulo 7, História A 120
121
Boccioni, Dinamismo de um ciclista
Boccioni, Formas Únicas
em Continuidade no
Espaço, 1913, Bronze
122
Principais artistas do movimento: Umberto Boccioni (1882-
1916); Giacomo Balla (1871-1958); Carlo Carrá (1881-1966);
Gino Severini (1883-1966);
Módulo 7, História A 123
É possível distinguir três fases na evolução do Futurismo:
1ª fase: 1909-1ª Guerra Mundial, formação e definição do
movimento em Itália e a sua divulgação);
Vai influenciar o Raionismo na Rússia e o Vorticismo em Inglaterra;
E o Construtivismo;
O Manifesto Raionista, Rússia, 1913, define a tela raionista como
devendo “dar a impressão de escapar ao tempo e ao espaço” e
“sugerir a sensação da quarta dimensão”;
Para que este objetivo se cumprisse, recomendavam aos pintores a
utilização de raios de cor paralelos ou cruzados, simbolizando raios
de luz;
Módulo 7, História A 124
Lorionov, Interior
Raionista
Vorticismo, movimento nascido em Inglaterra, em 1914,
apresentado na revista Blast;
A arte deve ser mais visionária que os inventores das máquinas
modernas. O passado é para esquecer. O futuro não se pode
conhecer, resta o presente que se situa no vórtex (turbilhão),
desaparece em 1915;
125
Percy Windham Lewis, capa da
revista Blast e desenho abstrato
Entre as duas grandes guerras (1918-1944);
O Futurismo alarga-se a outras modalidades plásticas (design
industrial, moda, cinema);
O movimento é aproveitado por Mussolini para fazer propaganda ao
regime fascista italiano o que afastou muitos artistas, sobretudo fora
de Itália;
Módulo 7, História A 126
Ernest, Fruto de uma
longa experiência,
assemblage
Dadaísmo
Movimento Dada
O dadaísmo foi um movimento
cultural, artístico e filosófico;
Abrangeu a literatura, o cinema, o
teatro, a fotografia, a música, a
pintura, a escultura;
Surgiu durante a 1ª Guerra Mundial
em Zurique e Nova Iorque por
artistas (poetas, pintores e músicos)
refugiados da guerra;
Picabia, Parada amorosa 128
Ernest, O elefante Celebes
Dada deriva da palavra que
significa os sons balbuciados
pelos bebés, foi encontrada
por Tristan Tzara, abrindo o
dicionário ao acaso;
129
Haussmann, sombras (rayograph),
Cabeça mecânica
130
Módulo 7, História A 131
O termo absurdo simboliza a intenção destes artistas:
Negar os conceitos de arte e de objeto, bem como as técnicas
artísticas tradicionais;
Pretendem anular o próprio conceito de arte;
A arte autêntica é a anti arte;
Picabia, carburador, criança
O dadaísmo é uma reação
(também provocação) às
sociedades burguesas e
capitalistas;
E aos valores éticos e culturais
por elas criados;
132
Duchamp, Urinol
Reação provocada pela
violência da guerra;
Proclamavam o vazio
espiritual e o sentimento do
absurdo que a guerra
instalara;
Proclamavam obsoleta a
cultura tradicional;
133
Ball, poema fonético
Para construir uma nova sociedade
era preciso destruir a antiga;
Afirmavam “destruir também é
criar”;
Estas ideias apoiavam-se na
filosofia pessimista de
Schopenhauer, no nas ideias de
Nietszche e no Anarquismo;
134
Preconizavam:
Recriar a arte com recurso ao
absurdo e incongruente;
Retorno do artista ao seu
estatuto de artesão;
Ausência de compromisso entre
a arte e o mercado;
Picabia, A máquina
roda depressa 135
Man Ray, prenda
Valorizar o subversivo, o
irracional;
Os Dadaístas procuravam
obter daqueles que os liam e
dos que os ouviam reações
negativas, através do insulto e
da dessacralização da ordem
estabelecida;
Estavam unidos pela recusa
dos valores e do modelo da
cultura tradicional;
136
Schwitters, Merzbilder
1A, O psiquiatra
137
Focos iniciais do Dadaísmo:
Zurique, em 1915 formou-se o Cabaret Voltaire, clube artístico e
cultural, onde nasceu a ideia do movimento;
Tristan Tzara (poeta e autor do manifesto dadaísta de 1919), Jean
Arp, Hugo Ball e Richard Hüsselbeck;
Nova Iorque, onde trabalharam Marcel Duchamp, Francis Picabia e
Man Ray (fotógrafo);
Este grupo colaborou no lançamento da Revista 291 que ajudou a
difundir os objetivos do dadaísmo;
Módulo 7, História A 138
Man Ray, Rayograph
139
O final da guerra levou à dispersão dos elementos do grupo e a
formação de novos núcleos:
Barcelona (Picabia e Duchamp);
Colónia (Max Ernest);
Hanover (Kurt Schwitters)
Paris (André Breton, Louis Aragon, Paul Éluard, etc.);
Módulo 7, História A 140
Hausmann, O
crítico de Arte
141
A partir de 1922 o grupo dispersou-se;
Alguns dadaístas passaram para o Surrealismo, corrente que o
Dadaísmo se considera percursora;
Módulo 7, História A 142
Duchamp, Roda de bicicleta
Ready-made: criado por Marcel Duchamp, e que consistia na
descontextualização de um objeto banal e conferir-lhe o estatuto de
obra de arte;
Módulo 7, História A 143
Módulo 7, História A 144
Principais características do Dadaísmo:
Temáticas provocatórias, explorando assuntos insólitos e
incongruentes, aparentemente sem sentido (nonsense),
exploração do absurdo;
Inspirou-se nas técnicas cubistas e inventou outras:
Na pintura, criaram as assemblage, mistura de colagens com
objetos encontrados (objects trouvés), fotomontagens, as
merzbilders, as frottages, os ready-made e os rayographs na
fotografia;
Assemblage: termo criado por Jean Dubuffet, em 1953, que designa
obras de arte feitas de fragmentos de materiais, naturais ou não;
Object trouvé (objeto encontrado), que é um elemento
tridimensional, colado sobre a tela e combinado, por vezes, com
colagem;
145
Rayographs (fotografia
offcamera) de Man Ray, que são
fotografias executadas sem
utilização da máquina
fotográfica, ou seja, pela
sensibilização do papel
fotográfico com a luz, através do
contacto directo entre o papel
sensível e os objectos e
fotografias elaboradas;
146
Frotagge – técnica de criar um desenho colocando um pedaço de
papel sobre uma superfície áspera e esfregando com um lápis até
que o papel adquira a qualidade da superfície que está por baixo.
147
Os dadaístas contribuíram para
revolucionar os conceitos de
arte;
Atribuem um valor artístico a
um objeto que normalmente
não o tem;
Pretendem afirmar que o que
realmente determina o valor
estético de algo é um ato
mental;
Módulo 7, História A 148
Picabia, Retrato de uma
jovem americana em
estado de nudez, A Noiva
Pretenderam provocar o público, atacando os conceitos tradicionais;
É a arte do absurdo;
Contestam o conceito de arte chegando à própria negação;
Módulo 7, História A 149
Duchamp, Noiva despida
Promoveram debates e discussões em torno da necessidade de
renovação do conceito de arte e do ensino artístico;
Defendiam que os artistas deviam voltar à sua antiga condição
de artesão e contribuir de modo útil para o bem estar da
sociedade;
Módulo 7, História A 150
Influenciaram do ponto de vista conceptual, técnico e estéticos
noutros movimentos:
Surrealismo, Bauhaus, New Dada, Pop Art, Arte Conceptual, Arte
Pobre, Arte Comportamental;
Módulo 7, História A 151
Tanguy, Dias de Lentidão
Em parte decorrente do Dadaísmo, o Surrealismo constituiu
sobretudo um movimento de ideias que se estendeu a vários
campos de atividade;
Módulo 7, História A 152
Surrealismo
Literatura, André Breton foi o
principal teórico do movimento;
Artes plásticas, pela mão do seu
iniciador, Max Ernst;
Cinema, com Dalí e Buñuel;
Fotografia , onde se destacou Man
Ray;
Música com Erik Satie;
Módulo 7, História A 153
Iniciou-se em França, 1919, expandiu-se por toda a Europa e pela
América, fuga de artistas durante a Segunda Guerra Mundial;
Dali, Premonição
Módulo 7, História A 154
Ernest, Bosque Sombrio
O nome foi-lhe atribuído pelo poeta Apollinaire, em 1917, que
utilizou o termo a propósito do bailado Parade, de Erik Satie;
Módulo 7, História A 155
Surgiu, à semelhança do movimento Dada, como reação à
cultura e à civilização ocidentais e a tudo o que elas invocassem
ou representassem, em particular o racionalismo e o
convencionalismo;
Miró, Jardim
Módulo 7, História A 156
Módulo 7, História A 157
Módulo 7, História A 158
Defenderam os valores da liberdade, da irracionalidade, através de
obras que utilizaram o sonho, a metáfora, o inverosímil e o insólito,
contribuindo, no seu entender, para a elevação do espírito,
separando-o da matéria;
Aplicam os ensinamentos de
Freud e da psicanálise;
Estão ligados à esquerda e ao
Marxismo, embora com a
discordância de alguns artistas, o
que levou a divisões;
Módulo 7, História A 159
Dali, Seis Aparições de Lenine sobre um piano 160
Módulo 7, História A 161
Afastam-se das normas e das convenções;
As bases teóricas assentam na publicação de 2 Manifestos do
Surrealismo (1924, 1929) e na revista La Revolucion Surréaliste;
“O Surrealismo é a auto emoção
psíquica pura, através da qual se
procura exprimir oralmente, por
escrito ou de qualquer outra
maneira, o verdadeiro
funcionamento da imaginação. É
o correr do pensamento
desligado de todo e qualquer
controlo elaborado pela razão e
independentemente de quaisquer
juízos estéticos ou morais”.
Módulo 7, História A 162
Ernest, Duas Irmãs
“O Surrealismo fundamenta-se na crença da realidade superior de
certas formas de associação até então descuradas, na
omnipotência do sonho e no jogo desinteressado das ideias.
Procura pôr de lado, para sempre, todos os outros mecanismos
psíquicos e propõe-se achar a solução dos problemas
fundamentais da vida”
André Breton
Módulo 7, História A 163
As obras deste movimento
seriam executadas à margem da
razão, sem quaisquer
moralismos sem preocupações
estéticas racionalizadas.
A associação de ideias era feita
sem a procura de sentido e
desencadeada livremente,
segundo três técnicas básicas
que punham em prática o
“automatismo psíquico”;
Magritte, Mania das
Grandezas
Módulo 7, História A 164
Escrever ou desenhar em estado semi hipnótico, sob a influência do
álcool, da fome ou da droga, que provocam alucinações;
As obras eram realizadas ou ditadas durante o sono, ou eram relatos
de sonhos;
Magritte,
Universo
Desmascarado
A junção de escritas simultâneas de várias pessoas - perguntas e
respostas ou partes de uma mesma proposição, ignorando, umas, o
que as outras faziam, de modo a obterem efeitos surpreendentes ou
desconcertantes;
As suas obras são de uma extrema diversidade;
Módulo 7, História A 166
Utilizaram as técnicas herdadas do Dadaísmo: frottage,
assemblage, dripping, colagens, etc.;
Privilegiaram o mundo da magia, o sonho, tudo o que pusesse em
causa a racionalidade;
Outros utilizaram técnicas mais clássicas, ligadas ao figurativo:
Salvador Dalí (1904-1989); René Magritte (1898-1967); Yves
Tanguy (1900-1955); Paul Delvaux (1897-1994), Max Ernest (1891-
1976):
Módulo 7, História A 167
Dalí, Persistência da Memória,
Girafa Ardente,
Telefone Lagosta
Módulo 7, História A 168
Miró, O Carnaval, O
Caçador, Uma Gota
Módulo 7, História A 169
Picabia, Olho Cacodilato
Módulo 7, História A 170
Man Ray, Fotografias
In FORTES, Alexandra;
Freitas Gomes, Fátima e
Fortes, José, Linhas da
História 12, Areal Editores,
2015
Módulo 7, História A 173
Os caminhos da literatura
Tal como nas artes plásticas a literatura sofreu uma verdadeira
revolução e também aqui as tradições e valores foram postos em
causa;
Surgiram novos tipos de escrita;
Foi abandonado a descrição realista e ordenada da realidade;
Muitas obras literárias procuraram retratar a vida psicológica e
interior das personagens;
As obras literárias são dominadas pelo pessimismo, o desencanto
e a angústia;
Módulo 7, História A 174
Principais obras e artistas:
Ulisses, James Joyce;
Montanha Mágica, Thomas Mann;
Adeus às Armas, Ernest Hemingway
In FORTES, Alexandra;
Freitas Gomes, Fátima e
Fortes, José, Linhas da
História 12, Areal Editores,
2015
Módulo 7, História A 176
1.5. Portugal no primeiro pós-guerra
1.5.1 As dificuldades económicas e a instabilidade política e
social; A falência da Primeira República
O parlamentarismo da Primeira República Portuguesa originou um
clima de instabilidade política e governativa;
Entre 1910 e 1926, houve 7 eleições para o Parlamento, 8 para
Presidente da República e 45 governos!
Módulo 7, História A 177
O anticlericalismo violento dos republicanos levou à hostilidade da
Igreja Católica e da maioria do país, conservador e católico;
A participação de Portugal na Primeira Guerra Mundial agravou
as dificuldades económicas e o descontentamento social;
No início do século XX, a economia portuguesa continuava a
depender duma agricultura pobre e sem grandes
desenvolvimentos tecnológicos;
Os setores dos transportes e das comunicações tinham estagnado
e mantinham-se quase como os tinha deixado Fontes Pereira de
Melo;
Módulo 7, História A 178
A falta de bens de consumo levou ao racionamento e ao constante
aumento dos preços;
Os diversos governos da República foram emitindo mais moeda
agravando a inflação;
A produção industrial estagnou originando o aumento do défice da
balança de comercial de Portugal;
A dívida pública subiu;
O fim da guerra não melhorou a situação;
O custo de vida aumentou, a classe média e os operários são os
mais duramente afetados;
Módulo 7, História A 179
As classes médias sentiam-se traídas pela República, o seu poder
de compra em 1920 era cerca de metade do que tinha sido em
1910;
A taxa de desemprego era elevada;
A situação desesperada do operariado originou frequentes greves,
manifestações;
Alguns grupos mais extremista recorriam à violência;
Módulo 7, História A 180
Em 1915, o general Pimenta de Castro, dissolveu o
Parlamento e instaurou uma ditadura militar;
A participação de Portugal na guerra agravou a
instabilidade política;
Módulo 7, História A 181
O major Sidónio Pais, em dezembro
de 1917, destituiu o Presidente da
República, dissolveu o Congresso e
fez-se eleger presidente em abril de
1918, através de eleições diretas;
Autoproclamava-se o fundador de
uma “República Nova”;
Apesar de ser visto por muitos como
o “salvador da pátria”, foi
assassinado em dezembro de 1918;
Módulo 7, História A 182
Entre janeiro e fevereiro de 1919 houve guerra civil em Lisboa e no
Norte;
Os monárquicos proclamaram na cidade do Porto a “Monarquia do
Norte”;
Em março de 1919 é restabelecido o normal funcionamento das
instituições democráticas;
No entanto os diversos partidos republicanos continuam a
desentender-se. Entre 1919 e 1926 houve 26 governos;
Os atos de violência aumentavam ;
Módulo 7, História A 183
A falência da Primeira República
A oposição conspirava contra a República:
A Igreja opunha-se ao ateísmo republicano. Em 1915, funda o
Centro Católico Português;
A alta burguesia (industrial, comercial e financeira) agita o tema da
ameaça bolchevista;
As classes médias sentem-se ameaçadas pelo caos económico e
social e temem a sua proletarização;
Módulo 7, História A 184
Em 28 de maio de 1926, o general Gomes da Costa, em Braga,
liderou um golpe de estado;
A Primeira República caiu, e com exceção do Partido Democrático e
de alguns sindicalistas ninguém a defendeu;
Foi instituído uma ditadura militar;
Portugal mergulhava numa longa ditadura que iria perdurar até
1974;
Módulo 7, História A 185
1.5.2 Tendências culturais: entre o Naturalismo e as vanguardas
Nos inícios do século XX em Portugal a criação artística e literária
estava dominada pelo naturalismo e evidenciava uma forte
resistência à mudança e à inovação;
A burguesia (compradora da cultura) tinha gostos pouco evoluídos
condicionando toda a produção cultural portuguesa;
Após a implantação da República surgiram alguns grupos de
intelectuais portugueses que pretendiam romper com o marasmo
da situação;
Módulo 7, História A 186
Estes movimentos ficaram conhecidos pelo nome de Modernismo;
Surgem revistas, são organizadas exposições, debates e conferências;
Continuou, no entanto, a faltar a adesão do público interessado nas
novidades culturais;
I Salão dos Humoristas (1912);
I Exposição dos Humoristas e Modernistas (1915), onde foi utilizada
pela 1ª vez a palavra Modernismo;
O primeiro modernismo – a revista Orpheu (1911-1918)
Publicação da revista Orpheu (1915), fundada por Mário de Sá-
Carneiro (1890-1916) e Fernando Pessoa (1888-1935) ao quais se
juntaram Almada Negreiros (1893-1970) e Santa-Rita (1889-1918);
Foram os principais responsáveis pela introdução do Modernismo
em Portugal;
Só foram publicados dois números;
Módulo 7, História A 187
Módulo 7, História A 188
Apesar da sua curta duração
esta revista desempenhou um
papel importante;
Promoveu novas formas
literárias e artística e
contestou o naturalismo;
Apesar de terminada a revista,
o movimento cultural
manteve-se vivo;
Módulo 7, História A 189
O segundo modernismo – a revista Presença (anos 20 e 30)
A revista Presença surgiu, em
Coimbra, em março de 1927 e foi
publicada até 1940;
Foi fundada por José Régio,
Branquinho da Fonseca e João
Gaspar Simões;
Seguiram a linha de pensamento
fundado pela revista Orpheu e
lutaram contra o academismo
literário, por uma crítica livre.
Módulo 7, História A 190
Nesta revista participaram nomes como Aquilino Ribeiro, Miguel
Torga e Ferreira de Castro entre outros;
A Presença defendeu a criação de uma literatura mais viva, livre,
oposta ao academismo e jornalismo rotineiro, primando pela crítica,
pela predominância do individual sobre o coletivo, do psicológico
sobre o social, da intuição sobre a razão. (wikipédia)
A partir de 1933 o governo
criou o Secretariado de
Propaganda Nacional, mais
tarde Secretariado Nacional de
Informação, Cultura Popular e
Turismo (SNI) e o Estado
passou a controlar toda a
produção intelectual
(censura);
Módulo 7, História A 191
Surge a arte oficial do Estado
sob o slogan “Deus, Pátria e
Família”;
Todas as outras correntes
artísticas são censuradas;
192
Em Portugal o Naturalismo persiste, as primeiras expressões
modernistas manifestaram-se com António Carneiro (1872-1930)
e depois com a Primeira Geração Modernista;
O modernismo na Pintura
Primeira Geração Modernista:
Eduardo Viana (1881-1967);
Amadeo de Souza-Cardoso (1887-1918);
Guilherme Santa-Rita, Pintor (1889-1918);
Almada Negreiros (1893-1970);
José Pacheko (1885-1934);
Cristiano Cruz (1892-1951);
Módulo 7, História A 193
Agitaram o meio artístico português e contribuíram para a
renovação da pintura;
Acentuam-se as tendências para simplificar a linha, libertar a
composição da narrativa, desvalorizar a perspetiva;
Módulo 7, História A 194
Eduardo Viana, inicialmente foi
um pintor naturalista de cenas
de costumes, mas enveredou
pelo protocubismo cezanniano
em termos de forma;
Conheceu os Delaunay e
inspirou-se no orfismo;
Em quadros como “O Homem
das louças” e o nu parece juntar
os volumes cubistas com as
cores fauve e a influência do
orfismo;
Viana, O Homem das louças, 1919
Viana, Nu,1926
Módulo 7, História A 196
Amadeo de Souza-Cardoso
caracterizou-se pela experimentação de
várias correntes do Naturalismo ao
Expressionismo e ao Cubo-Futurismo;
É uma pintura que é uma reflexão
plástica entre o Cubismo e o
Abstracionismo;
È uma mistura do Cubismo, Futurismo,
Expressionismo, Abstracionismo torna
difícil a classificação das suas obras;
Souza-Cardoso, Casa de Manhufe
197
Souza-Cardoso, Cozinha de Manhufe, 1913
Viveu no estrangeiro, conheceu Modigliani. Picasso, Braque e o casal
Delaunay;
Participou em exposições em Paris, Berlim e Nova Iorque;
198
Souza-Cardoso, Coty
Uma pintura caracterizada por:
Geometrização das formas;
Planos multifacetados de cores
intensas;
Distorção da perspectiva;
Foi também um inovador pelo uso dos materiais (pasta de óleo,
areias), pelo recurso à colagem (fósforos, ganchos de cabelo,
estilhaços de espelhos , pela simulação cubista da introdução de
letras na pintura;
Sem raízes, sem corrente única, ele mesmo se considerava de
tudo um pouco, impressionista, cubista, futurista e abstracionista;
Era essencialmente autêntico e apaixonado pelo movimento, pela
velocidade, pela febre da vida moderna, como se constata pelo
seu percurso artístico.
Módulo 7, História A 200
201
Souza-Cardosos, A Ascensão do
Quadrado Verde, 1917, inacabada
Santa-Rita Pintor, A cabeça
Guilherme de Santa-Rita (Santa-
Rita Pintor) já em 1912 se dizia
pintor futurista considerado um
tipo fantástico e
insuportavelmente vaidoso,
reflexo da sua complexa
personalidade;
É difícil analisar a sua obra pois,
antes de morrer, mandou-a
destruir, havendo poucas
exceções, como a Cabeça;
Foi um agitador de ideias, um inovador no campo estético e o
organizador da revista Portugal Futurista, em 1917;
Declarava: “futurista declarado há só um, que sou eu Santa-Rita”;
Procurou a originalidade e uma linguagem pictórica que
exprimisse a simultaneidade dos estados de alma;
Módulo 7, História A 203
204
Fotografia de Santa-Rita Pintor e
a revista Portugal Futurista
Almada Negreiros, mais novo que os anteriores, exerceu
importante papel na cena pública do nosso primeiro modernismo,
possuiu uma personalidade excêntrica, original;
Foi pintor, poeta, cenógrafo, bailarino, caricaturista, dinamizador
das revistas Orpheu e Portugal Futurista;
A sua pintura balança entre a Arte Nova e a Abstração a
Modernidade Futurista e as raízes portuguesas;
Módulo 7, História A 205
206
Almada Negreiros,
Autorretrato,
Autorretrato num grupo
Almada Negreiros, Nu feminino, 1926
207
Módulo 7, História A 208
Teve uma ação preponderante no movimento futurista em Portugal;
“Ultimatum futurista às gerações portuguesas do século XX”,
“Manifesto Anti Dantas”;
Em 1925, com outros pintores (Eduardo Viana, José Pacheko (1885-
1934), Stuart Carvalhais (1887-1961) participa na decoração de
espaços modernos: Café A Brasileira, Bristol Club;
Nos anos 30 esteve em Madrid;
A partir de 1935, em Portugal, é cada vez mais conservador e
nacionalista;
Participa em várias obras como os vitrais da Igreja de Nossa
Senhora de Fátima, os frescos das gares marítimas de Alcântara,
etc.;
Participa na Exposição do Mundo Português;
Módulo 7, História A
Muitos artistas emigraram, caso de Vieira da Silva, outros foram
lutando contra a ditadura;
Os movimentos de vanguarda desenvolvem-se com grandes
dificuldades e desconhecidos para a maioria da população;
Surgiram grupos ligados ao Expressionismo, Neorrealismo,
Surrealismo, Abstracionismo, etc.;
Foram oposição à ditadura, e procuraram desenvolver a vida
cultural portuguesa;
Vanguardistas nem sempre foram compreendidos pelo público;
Módulo 7, História A 210
Sara Afonso, Sereia,
1939
Principais autores do Expressionismo:
Sara Afonso (1899-1983);
Módulo 7, História A 211
Módulo 7, História A 212
Mário Eloy (1900-1951), viveu no estrangeiro, Paris e Berlim,
expôs ao lado de Picasso, Braque, Chagal, etc.;
A sua pintura realça a luz, a expressividade das cores, utiliza os
tons frios (azul, verde);
Foi a figura mais importante do expressionismo, nos últimos anos
aproximou-se do Surrealismo;
Mário Eloy, Autorretrato, 1932
Autorretrato, 1939
O poeta e os Anjos, 1948 213
O Neorrealismo, surgiu nos finais dos anos 30, o seu precursor foi
Abel Salazar;
Defendia a denúncia social;
“A arte deve exprimir a realidade viva e humana de uma época”,
Álvaro Cunhal (1913-2005);
Representavam o mundo do trabalho num sentido completamente
oposto à arte oficial portuguesa;
Era uma arte politizada, didática;
Módulo 7, História A 214
Principais autores neorrealistas:
Júlio Pomar (1926);
Marcelino Vespeira (1925-2002);
Moniz Pereira (1920-1988);
Fernando Azevedo (1923-2002);
Júlio Resende (1917), experimentou o neorrealismo mas sempre se
considerou expressionista;
Módulo 7, História A 215
Pomar, O almoço
do trolha, 1950
Módulo 7, História A 216
As origens do Abstracionismo português encontram-se em Amadeo
de Souza Cardoso, Santa-Rita, Almada e sobretudo em Helena Vieira
da Silva (1908-1992) que emigrou e adquiriu a nacionalidade
francesa;
O seu abstracionismo tem profundidade, foi a síntese de
sensibilidades e estilos artísticos diversos: do pós-impressionismo
ao cubismo;
Foi uma pintora de metáforas;
Afirmava: “pinto lugares, mas vistos de muito longe”;
Módulo 7, História A 217
Vieira da Silva,
O atelier,
Jardins suspensos
Paris à noite
Módulo 7, História A 218
Franco, Estátua equestre de D. João IV,
Gonçalo Zarco, Semeador
O modernismo na escultura
Francisco Franco (1885-1955), expressionista, foi o escultor do
regime salazarista;
Módulo 7, História A 219
Maya, Família, 1929
Canto da Maya (1890-1981), marca expressiva, também foi um
escultor oficial do regime;
220
Almeida, Padrão dos Descobrimentos, 1940
Leopoldo de Almeida (1898-1975), a sua obra mais marcante,
histórica e nacionalista foi o “Padrão dos Descobrimentos”;
Módulo 7, História A 221
A arquitetura portuguesa, entre 1905-60, viveu várias tendências;
Uma delas foi a da formulação da casa portuguesa, recuperando
valores tradicionais e rurais;
Esta ideia foi defendida por Raul Lino (1879-1974);
Lino não criou propriamente uma estética mas uma filosofia da casa
portuguesa;
Módulo 7, História A 222
223
Outra das tendências foi a que seguiu os esquemas académicos
da arquitetura e da decoração do século XIX;
São exemplo a construção de prédios de arrendamento para a
classe média no Porto e Lisboa;
Muitas vezes construías por engenheiros sem grandes
preocupações estéticas;
Esta arquitetura também edificou bairros sociais e operários;
São de referir as “ilhas” do Porto e os “pátios” de Lisboa;
Módulo 7, História A 224
Foi nas escolas, bancos, hospitais, teatros, hotéis e fábricas que a
arquitetura melhor aplicou os seus ideais, sempre com mais
preocupações técnicas do que estéticas;
Principais arquitetos:
Adães Bermudes (1864-1948);
Marques da Silva (1869-1947);
Ventura Terra (1866-1919);
Módulo 7, História A 225
Marques da Silva, Armazéns
Nascimento
Módulo 7, História A 226
Ventura Terra,
Palácio Valmor,
Prédio em Lisboa
Módulo 7, História A 227
Outra das tendências foi a do Modernismo, a partir de 1925/30;
Procura de originalidade;
Libertação da gramática decorativa clássica e académica;
Aplicação do racionalismo e funcionalismo de Le Corbusier;
Utilização do betão e novos materiais;
Uso de elementos estandardizados, para embaratecer os custos;
Um dos arquitetos mais representativos desta tendência é
Cassiano Branco (1898-1970);
Módulo 7, História A 228
Cassiano Branco,
Projectos para o cinema
Éden,
Coliseu do Porto
Módulo 7, História A 229
Paralelamente existe uma arquitetura “nacional”, patrocinada pelo
regime do Estado Novo e defendida por António Ferro que
organizou várias campanhas e concursos para a “Aldeia mais
portuguesa”;
Esta arquitetura utilizou as técnicas e materiais modernos e
submeteu-se à doutrina do regime salazarista;
Módulo 7, História A 230
Módulo 7, História A 231
Características desta arquitetura:
Imposição de um estilo único, com tipologias próprias e modelos
oficiais;
Realização de projetos de equipamento social, com o sentido de
propaganda: escolas, estradas, pontes, hospitais, bairros
económicos, estações de correio, etc;
Formas monumentais e simétricas, com um vocabulário
neoclássico (colunas na fachada, escadarias monumentais, etc.;),
a ideia era demonstrar a força do regime;
Por vezes aparecem marcas de revivalismos historicistas;
Pouca atenção à organização do espaço interno;
Este dirigismo impedia a inovação e a originalidade;
Módulo 7, História A 232
Módulo 7, História A 233
Principais arquitetos:
Cristino da Silva (1896-1976);
Pardal Monteiro (1897-1957);
Carlos Ramos (1897-1969);
Jorge Segurado (1898-1990)
Rogério de Azevedo (1898-1983);
Pardal Monteiro, Edifício do Diário de Notícias, Escadaria
da Universidade de Coimbra
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Pardal Monteiro, Igreja de Nossa Senhora de Fátima,
Instituto Superior Técnico, Prédio em Lisboa
Módulo 7, História A 235
Módulo 7, História A 236
Esta apresentação foi construída tendo por base a seguinte
bibliografia:
FORTES, Alexandra; Freitas Gomes, Fátima e Fortes, José, Linhas da
História 12, Areal Editores, 2015
COUTO, Célia Pinto, ROSAS, Maria Antónia Monterroso, O tempo da
História 12, Porto Editora, 2013
Antão, António, Preparação para o Exame Nacional 2014, História A,
Porto Editora 2015
Catarino, António Luís, Preparar o Exame Nacional de História A,
Areal Editores, 2015
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  • 1. História A - Módulo 7 (parte 2) http://divulgacaohistoria.wordpress.com/ 2017_2018 Crises, embates ideológicos e mutações culturais na primeira metade do século XX Unidade 1 As transformações das primeiras décadas do século XX
  • 2. Módulo 7, História A 2 1.4.3 As vanguardas: ruturas com os cânones das artes e da literatura O desenvolvimento das novas ideias filosóficas e científicas teve um efeito na cultura e no início do século XX desenvolve-se uma estética nova; Este movimento cultural e artístico ficou conhecido pelo nome de Modernismo;
  • 3. As convenções académicas são derrubadas e surge uma estética nova na sequência das experiências estéticas iniciadas nos finais do século XIX; Módulo 7, História A 3
  • 4. Nos inícios do século XX surgiram em vários países europeus movimentos de vanguarda que quiseram fazer da arte um incentivo à transformação radical da cultura e do costume social; Criando o lado estético da “civilização das máquinas”; Mas também surgem correntes para as quais não é possível qualquer relação entre a “criação artística” e a “produção industrial”, chegando a negar-se a si própria; Este movimento cultural foi conhecido como modernismo. Paris é o centro de toda a atividade artística, era o cerne da vanguarda cultural europeia; Módulo 7, História A 4
  • 5. As primeiras vanguardas do século XX surgiram: na França, Fauvismo; Na Alemanha, Expressionismo: Die Brücke (A ponte) e Der Blaue Reiter (O Cavaleiro Azul); Procuraram inovar, contrariar a tradição, chocar os contemporâneos; Módulo 7, História A 5
  • 6. Nesta época vive-se num grande dinamismo artístico e desenvolve-se o comércio da arte, exposições, leilões, revistas e publicações sobre arte difundem-se; Estes movimentos artísticos são uma reação as novas condições de vida (industrialização, urbanização, desenvolvimento tecnológico, desenvolvimento das comunicações e da publicidade); Módulo 7, História A 6
  • 7. Módulo 7, História A 7 Estes movimentos artísticos procuram fugir da tradição académica; Procuram a pureza dos meios de expressão; Desligar a arte da realidade concreta; Valorizar os impulsos, sentimentos e criatividade dos artistas;
  • 8. Matisse, Harmonia Vermelha, 1908 Fauvismo Módulo 7, História A 8
  • 9. Matisse: “O pintor já não precisa de se preocupar com pormenores insignificantes; para isso lá está a fotografia, que é melhor e mais rápida (…); Ideias originais: construir com superfícies de cor, procurar mais intensos efeitos de cor; o assunto é indiferente. Matisse, A janela de Colliure, 1905 Módulo 7, História A 9
  • 10. O meu sonho é uma arte plena de equilíbrio, de pureza, (…). Uma arte que seja um lenitivo para todo aquele que trabalha com o espírito, um tranquilizante espiritual, que signifique um descanso das canseiras de um dia de trabalho”; Dérain, L’Estaque Módulo 7, História A 10
  • 11. No Salão de Outono, de 1905, em Paris; São reconhecidos, pejorativamente, pelo crítico de arte, Louis Vauxcelles, como fauves (feras); Refere-se à violenta expressão cromática das telas: Marcadas pela agressividade cromática, autonomia da cor, aplicada sobre a tela em tons puros, pela intervenção direta das emoções dos pintores; Módulo 7, História A 11
  • 12. Matisse, A cigana As cores eram intensas e aplicadas de forma arbitrária, isto é, não correspondiam às cores da realidade, tornava-as estranhas, selvagens, de feras… 12
  • 13. Primeira revolução artística do século XX; Afirmam a autonomia da cor; Entendem a pintura como instinto, como veículo de expressão das suas emoções; Recusam os convencionalismos; Distorcem os volumes; Exaltam as cores fortes; Dérain, Retrato de Matisse, 1905 13
  • 14. O Fauvismo pretende transmitir ao espectador emoções estéticas profundas; Através da exaltação das cores que delimitam e definem as formas planificadas; Onde a ilusão da terceira dimensão se perde; Vlaminck, Port Marley Módulo 7, História A 14
  • 15. A expressão é dada pelas linhas e pelas cores, onde se ressaltam os efeitos contrastantes destas; pela pincelada direta e emotiva; pelo empastamento das tintas; pela ausência de modelado; Matisse, Mulher com chapéu Módulo 7, História A 15
  • 16. A perspetiva é rejeitada e os artistas, sujeitam-se à bidimensionalidade da tela, respeitando o comprimento e a largura da mesma, exprimindo-se dentro dela; Vlaminck, Jardins de Chatou Módulo 7, História A 16
  • 17. A temática não é relevante para os fauvistas e não tem qualquer conotação social, política ou outra - é apenas pretexto para a realização plástica ; Mesmo as "deformações" introduzidas foram concebidas, apenas, para transmitir sensações de alegria ou tristeza; Roualt, Carmencita Módulo 7, História A 17
  • 18. Matisse, Retrato da Risca Verde,1905 Os fauves libertam a cor da sua sujeição ao mundo real; As sombras desaparecem; A risca verde neste retrato marca a transição entre as zonas de luz e sombra; Os pormenores e acabamentos são omitidos; A perspetiva e o modelado são negligenciados; 18
  • 19. A primeira exposição foi em 1905. Em 1908 o grupo desfez-se: Principais representantes do Fauvismo: Henri Matisse (1869-1954). Fundador do grupo. Assume a pintura pela cor e bidimensionalidade essencialmente como um exercício técnico e estético com a função de comunicar emocionalmente com o espectador; André Dérain (1880-1954); Maurice Vlaminck (1876-1958); Módulo 7, História A 19
  • 20. O termo Expressionismo designa uma corrente artística que nasceu na Alemanha, no início do século XX; Põe a tónica na expressão, na vontade de comunicar, de exprimir sentimentos, sensações e emoções; Heckel, Moinho Módulo 7, História A 20
  • 21. O significado do termo Expressionismo em arte evoluiu: Primeiro designou toda a arte moderna oposta ao Impressionismo; Depois aplicou-se à arte na qual a forma não nasce diretamente da realidade observada, mas de reações emocionais e subjetivas à realidade; Munch, O grito 21
  • 22. Nos finais do século XIX e princípios do século XX, pintores como Van Gogh, Edvard Munch e James Ensor podem ser considerados pré-expressionistas; Ensor, As máscaras e a morte Van Gogh, Noite estrelada Munch, O grito Módulo 7, História A 22
  • 23. O expressionismo não procura representar a realidade visível mas a realidade invisível (espiritual), é uma arte executada de dentro para fora; O Expressionismo é o reflexo dos tempos conturbados que antecederam e acompanharam a 1ª Guerra Mundial: rivalidades imperialistas, industrialização, urbanização, crise de valores, etc.; Módulo 7, História A 23
  • 24. Até 1914-18 o Expressionismo Alemão foi desenvolvido por dois grupos: Die Brücke (A Ponte), fundado na cidade de Desda (Dresden); Der Blaue Reiter (O Cavaleiro Azul) fundado em Munique; Módulo 7, História A 24
  • 25. Nasceu da associação de artistas alemães, em 1905, em Dresda: Ernest Lüdwig Kirchener (o líder do grupo), Erich Heckel, Karl Schmidt-Rottluff, Otto Müller, Max Pechstein, Emil Nolde, etc.; O grupo do Die Brücke realizou várias exposições. A 1ª Guerra Mundial provocou o desaparecimento do grupo; Kirchner, Auto-retrato com ModeloDie Brücke (A Ponte) Módulo 7, História A 25
  • 26. Afirmavam-se contra o Impressionismo e o academismo; Pretendiam uma arte mais pura e instintiva, ligada à expressão de realidades interiores; Uma arte impulsiva, fortemente individual; Que fosse “a ponte que leva do visível para o invisível”; Pretendem expressar os sentimentos e traumas da alma humana com vigor, dramatismo, angústia e até violência; Pretendem ter uma atitude de crítica, denúncia e contestação político-social; Módulo 7, História A 26
  • 28. Kirchner, Nus ermelhos,1912 A estética deste movimento foi marcada: Por uma linguagem figurativa, De formas simplificadas, Deformadas e aguçadas, Muitas vezes contornadas por linhas negras. Preenchidas por cores ora violentas e contrastadas ora sombrias, anti naturalistas, Aplicadas em pinceladas rápidas; Módulo 7, História A 28
  • 29. Kirchner, Busto de Mulher, 1911 A execução foi espontânea e temperamental, irrefletida; As obras parecem esboços toscos, inacabados; Procuravam uma linguagem plástica arcaizante, primitiva, infantil; Que traduzisse as realidades interiores do artista; 29
  • 30. As suas obras tinham um forte pendor social, criticando o mundo moderno e as suas “perversidades e injustiças”; Usam grandes manchas de cor, intensas e contrastantes: Uma temática pesada; Formas primitivas, simples Kirchner, Visita ao Zoo Módulo 7, História A 30
  • 31. Redescobriram as técnicas da xilogravura e da gravura sobre metal, que acentuam as linhas simplificadas das formas; Xilogravura: técnica de gravura em madeira que consiste em imprimir com pranchas de madeira em relevo; Módulo 7, História A 31
  • 32. Temáticas mais importantes: Vida íntima, a sexualidade, o erotismo, cenas de rua, café ou cabaret, o mundo da prostituição e da miséria urbana, os retratos e autorretratos, a marginalidade; Os seja a atualidade social do artista; Módulo 7, História A 32
  • 33. Os seus quadros expressam uma forte tensão emocional, obtidas por formas distorcidas e cores intensas e contrastantes Nolde, Cruxificação O Expressionismo não se confinou apenas à pintura e à Alemanha; Alargou-se a outros povos da Europa e da América e teve na literatura, na escultura e, em particular, na música altos expoentes artísticos; Módulo 7, História A 33
  • 34. O Cavaleiro Azul (Der Blaue Reiter), surge em 1910, em Munique; Fundado pelo pintor russo Wassily Kandinsky e Auguste Macke, Franz Marc e Paul Klee; Der Blaue Reiter (O Cavaleiro Azul) Módulo 7, História A 34
  • 35. Representa um estilo menos brutal e mais harmonioso do que o Die Brücke; O objetivo era unir sob um mesmo ideal artístico, o da vanguarda da arte europeia, criadores de várias nacionalidades e de diferentes expressões, ultrapassando barreiras culturais e ideológicas; Módulo 7, História A 35
  • 36. A arte era o produto da unidade existencial entre o Homem e a Natureza; Pretendem construir obras de arte a partir das experiências pessoais, Dos sentimentos subjetivos, e das sensações de cada um, Atribuindo-lhes ao mesmo tempo um sentido global e válido para todos os homens; Macke, Caminho ensolarado 36
  • 37. Macke, No Jardim de Oberhofen, 1912 Procuravam a criação de uma arte livre, não dirigida a um público especial, que nascesse da meditação, da necessidade interior (Kandinsky); Na procura pessoal de harmonia espiritual. O tema não é importante; 37
  • 38. Estes ideais foram publicados em revistas e no almanaque do grupo, O Cavaleiro Azul, que saiu em 1912; Organizaram duas exposições em que participaram artistas como: Delaunay, Picasso, Braque, Nolde, etc.; Macke, Raparigas debaixo de árvore Módulo 7, História A 38
  • 39. Klee, Vento Quente no Jardim de Marc, As portas de Kairowan Módulo 7, História A 39
  • 40. Kandinsky, A Montanha Azul Valorização da mancha cromática; Utilização de cores antinaturais e arbitrárias; Composições equilibradas e harmoniosas, orientadas, muitas vezes, por linhas circulares e sinuosas; Expressividade, emotividade, explorando o sentido mágico e místico dos conteúdos; 40
  • 41. Preferência por temáticas naturalistas, paisagens naturais ou urbanas; Execução refletida e pensada (menos intuitiva e imediata que o Die Brücke); Simplificação dos meios utilizados; Simplificação e geometrização das formas, com tendência para uma crescente abstratização dos motivos; Módulo 7, História A 41
  • 42. Marc, Cavalos Amarelos, Cavalos Azuis Módulo 7, História A 42
  • 43. Principais autores: Wassily Kandisky (1866-1944), líder e teórico do grupo, as suas pesquisas levá-lo-ão à descoberta da arte abstrata. Escreveu: “O artístico reduzido ao mínimo deve ser identificado como o abstrato levado ao máximo. (…) Quando, no quadro, uma linha se liberta do objetivo de exprimir uma coisa objetiva, real, atua por si só como coisa (…); Módulo 7, História A 43
  • 44. Módulo 7, História A 44 Franz Marc (1880-1916), Paul Klee (1879-1940), August Macke (1879-1914); O grupo dispersou-se com a 1ª Guerra Mundial, Marc e Macke, morreram na guerra; A sua arte irá continuar, nomeadamente na Escola de Artes da Bauhaus, onde Kandinsky e Klee foram professores;
  • 45. Braque, Parque de Cárrierres O cubismo foi um dos movimentos mais importantes da arte do século XX; Os seus criadores foram: Pablo Picasso (1881-1973), em Horta del Hebro; Georges Braque, em L’Éstaque (1882-1963) Módulo 7, História A 45
  • 46. Procuraram novos métodos e técnicas de representação formal e espacial que ultrapassassem as regras clássico-renascentistas (três dimensões, representação em perspetiva); Picasso, Fábrica Em Horta del hebro Módulo 7, História A 46
  • 47. O motivo (objeto, pessoa, paisagem) não é representado de um único ponto de vista, mas sob vários pontos de vista na mesma representação (perspetivas múltiplas), introduzindo a dimensão tempo às outras três; Módulo 7, História A 47
  • 48. Vão criar uma autonomia maior da obra de arte em relação à Natureza; Estabelecem simultaneidade dos pontos de vista; Inspiração na Teoria da Relatividade de Einstein; Os cubistas separaram o mundo da representação, do aspeto natural do objeto representado, pela anulação do ilusionismo herdado da pintura naturalista do Renascimento; Módulo 7, História A 48
  • 49. Picasso e Braque iniciaram uma das maiores revoluções da Arte: Derrubando os conceitos tradicionais da forma e do espaço; Abrindo caminho à arte abstrata e outros movimentos artísticos; 49
  • 50. Picasso, Les Demoiselles d’Avignon, 1906/07 Módulo 7, História A 50
  • 51. Para muitos “Les Demoiselles d’Avigon” (Meninas de Avinhão) foi o primeiro quadro a caminho do cubismo; O quadro é marcado pela geometrização da forma, figuras angulosas, corpos distorcidos pela perspetiva; As duas figuras da direita, posteriormente foram acrescentadas máscaras de influência africana; Figuras e fundo confundem-se; Módulo 7, História A 51
  • 53. O Cubismo conheceu três fase principais: a cézanniana ou cezannista de 1907, a 1909; a analítica ou hermética, de 1910 a 1912 a sintética, de 1913 a 1914 Módulo 7, História A 53
  • 54. Braque, Casas em L’Estaque,1908 A fase Cézanniana (1907-1909); Resulta da influência da obra de Cézanne e da escultura africana; Picasso e Braque, em 1906, visitaram uma exposição da obra de Cézanne; 54
  • 55. As obras desta fase caracterizam-se: Temática da paisagem e da figura humana; Representação racional e geométricas das formas; Linha de contorno quebrada; Início do desdobramento dos planos; Rostos simplificados ou em máscaras (influência africana); Redução da paleta cromática; 55
  • 56. Fase analítica ou hermética (1910- 1912); Foi a mais característica do cubismo; Visão simultânea e multifacetada dos vários aspetos do motivo observado, fazendo com que o objeto aparecesse na tela como que quebrado ou explodido; Módulo 7, História A 56
  • 57. Picasso, O poeta, 1912 A ideia é representar a realidade visual total do objeto; O artista não representa apenas o que vê mas também o que dele conhece; Picasso: “perguntei a mim mesmo se não se deviam pintar as coisas como as conhecemos e não como as vemos”; Módulo 7, História A 57
  • 58. Picasso, O guitarrista, 1910 O processo de representação faz com o que está representado se afaste da imagem real que lhe deu origem; Torna-se irreconhecível (hermético) para o público; Aproxima-se do abstracionismo; 58
  • 59. Foi a fase de teorização do cubismo: Braque e Picasso organizam tertúlias no atelier de Picasso (Bateau Lavoir); A identidade de princípios e processos entre estes dois artistas é perfeita, as obras não se distinguem das do outro; Não assinam as obras; Picasso, Retrato de Amboise 59
  • 60. Picasso, O aficionado, 1912 Cerca de 1912, Picasso e Braque começam a introduzir na tela alguns elementos estranhos à pintura (letras, pedaços de jornal, bilhetes, etc.); Procuravam tornar a pintura mais inteligível, menos abstrata, para o espectador; Retorno à policromia; Esta fase das colagens deu-se na passagem do Cubismo Analítico para o Cubismo Sintético; 60
  • 61. Fase sintética, (1912-1914); Retorno à realidade; Redução dos pontos de vista e do número de planos; Formas simplificadas (sintéticas); Cor vibrante; Sobreposições e transparências de planos; Picasso, Cadeira Módulo 7, História A 61
  • 62. O objetivo é “religar” o quadro à realidade; Tornar o motivo representado menos hermético; A policromia e as colagens visavam estimular visualmente o espectador; Picasso, Suze 62
  • 63. Picasso, O violino, 1914 Módulo 7, História A 63
  • 64. Braque, Mesa de Músico, 1913 As colagens revolucionaram o conceito de obra pictórica, diluindo as fronteiras entre a pintura e a escultura; O Dadaísmo irá explorar esta técnica; Módulo 7, História A 64
  • 65. Nesta fase do Cubismo sintético participou outro pintor espanhol, Juan Gris (1887-1927); Gris, A janela 65
  • 66. Picasso, Cabeça de Mulher, Guitarra Picasso também realizou obras escultóricas onde procurou desenvolver os princípios do cubismo 66
  • 67. Os princípios cubistas influenciaram todas as artes (pintura, escultura, arquitetura e design); Deram origem a novas correntes como o Orfismo e o Purismo e a Secção de Ouro; Influenciaram correntes como o Abstracionismo e o Futurismo; Módulo 7, História A 67
  • 68. O abstracionismo concretizou-se através de várias tendências: Abstracionismo Lírico ou Expressivo; Abstracionismo Geométrico: A) Suprematismo; B) Construtivismo; C) Neoplasticismo. Módulo 7, História A 68
  • 69. 69
  • 70. O abstracionismo nasceu em 1910 a partir de uma experiência de Kandinsky e teve o seu desenvolvimento maior entre 1918 e 1933; Arte abstrata: toda a arte que não contém nenhuma relação com a realidade, quer essa realidade tenha sido ou não o ponto de partida do artista; Módulo 7, História A 70
  • 71. A arte abstrata anula o tema e o objeto na criação plástica; Foi encarada como a expressão mais pura da arte; Liberta-se de programas culturais ou ideológicos; Torna-se o símbolo da arte moderna, sem referências ao passado; 71
  • 72. É um ponto de chegada natural das tendências que arte europeia vinha a explorar desde o pós-impressionismo, que tinham evoluído no sentido de: Progressiva libertação da arte em relação à Natureza, autonomia total da arte em relação à realidade; Tinham provocado uma verdadeira revolução técnica e estética, concretizada na crescente simplificação e sintetização dos objetos representados; Módulo 7, História A 72
  • 73. Kandinsky, Primeira obra abstrata, aguarela, 1910 O abstracionismo já tinha sido intuído pelo Simbolismo, Expressionismo, Cubismo, Orfismo e Futurismo; O grande teorizador e iniciador do Abstracionismo foi Wassily Kandinsky; Módulo 7, História A 73
  • 74. O Abstracionismo Lírico é a expressão abstrata das pulsões espirituais do Homem; Deriva diretamente do Expressionismo do Cavaleiro Azul; Inspira-se na intuição, no instinto, na imaginação, está ligada às emoções, à necessidade interior, é uma arte mística; Módulo 7, História A 74
  • 75. Kandinsky, Composição VII, óleo, e estudos para o quadro Módulo 7, História A 75
  • 76. O Abstracionismo Lírico vive das formas orgânicas, das manchas cromáticas; Da dinâmica das linhas, formas e cores; Que substituem a representação de objetos; A pintura aproxima-se da música; Módulo 7, História A 76
  • 77. Kandinsky, Com o arco negro “A cor é o meio de exercer uma influência directa na alma. A cor é a tecla. O olhar o martelo. A alma é o piano de muitas cordas. O som musical tem acesso directo à alma, e aí encontra de imediato uma ressonância, porque o Homem tem música em si mesmo, que pode negar que isso também pode ser válido para a pintura”. Kandinsky 77
  • 78. Kandinsky, Improvisação V “A cor assim como afecta os animais, também afecta, com igual força e vigor, as reacções humanas” Kandinsky Módulo 7, História A 78
  • 79. Kandinsky acreditava na maior pureza da arte abstracta, atribui- lhe um significado espiritual; Pensava que uma grande mudança espiritual se estava a desenvolver no novo século com o abandono das doutrinas materialistas do século XIX; O artista foi percorrendo várias fases até, desligando-se progressivamente da realidade concreta até atingir a abstração pura; Módulo 7, História A 79
  • 80. Constrói os seus quadros com linhas e cores; Refletiu sobre a arte publicou 3 livros: Do espiritual na arte, 1912, expõe a sua teoria sobre o valor psicológico das cores e das formas; Um olhar sobre o passado, 1913; Ponto, linha sobre o Plano, publicado na fase da Bauhaus; Para ele, a pintura devia constituir o alimento da alma e não somente o dos olhos; Pintar significava organizar as formas e as cores, de modo a provocar sensações;. 80
  • 81. Kandinsky, Improvisação X Nunca mais a arte deveria ser a representação de qualquer realidade; Libertado da obrigação de representar a realidade, o quadro materializa-se numa sensação, numa emoção; Abstrair será pintar formas independentes da realidade, que não se assemelhem a nada, só a elas próprias, propondo uma sensação inédita cada vez que aparecem; Módulo 7, História A 81
  • 83. Malevitch, Composição Suprematista No abstraccionismo geométrico está patente a racionalização nascida da análise científica e intelectual; Foi influenciado pelo Cubismo e pelo Futurismo; O Suprematismo foi um movimento pictórico completamente novo, nascido na Rússia por volta de 1915-1916, na sequência do Raionismo; O seu criador foi Casimir Malevitch (1878-1935); Módulo 7, História A 83
  • 84. Procurou na pintura a realização plástica pura; Baseou-se na necessidade (extraída do Cubismo Sintético) de animação do espaço pela forma; E na movimentação plástica do Futurismo; Módulo 7, História A 84
  • 85. Fotografia de Malevitch “A composição torna-se um acordo de ritmos que se concretizam no espaço da tela, tal como uma frase musical se concretiza no tempo”; Dora Valier Módulo 7, História A 85
  • 86. Malevitch, Pintura Suprematista Características: Formas geométricas puras, construídas pela cor, sem modelado; Paleta cromática restrita, constituída pelas cores primárias e secundárias, o branco e o preto; O branco simboliza o princípio e o negro o fim; 86
  • 87. Malevitch, Quadrado Negro sobre fundo Branco A pureza plástica levada ao extremo levou a dois quadros pintados entre 1918 e 1920: Quadrado Negro sobre fundo Branco e Quadrado Branco sobre Fundo Branco; Módulo 7, História A 87
  • 88. Para o Suprematismo, a verdade e pureza, seriam procuradas num novo mundo através do aniquilamento e negação do mundo presente; Esta procura levou Malevitch até à negação da própria pintura; Outros autores que aderiram ao Suprematismo foram os raionistas e Lazar El Lissitzky (1890-1941); El Lissitzky, sem titulo 88
  • 90. O Neoplasticismo foi um movimento holandês que se desenvolveu nas artes plásticas, arquitetura, design, literatura; Nasceu em 1917, ligado à revista De Stijl (O Estilo); Principais artistas: Piet Mondrian (1872-1944) e Teo van Doesburg (1883-1931); 90
  • 91. Revista De Stijl Preconizavam uma arte pura, clara, objetiva, não ilusória, não representativa, anti naturalista; Utilizaram as formas geométricas (quadrados e retângulos) estáticas, pintadas a branco, preto e cores primárias, limitadas por linhas verticais e horizontais negras; Que formavam planos geométricos puros e ortogonais; 91
  • 92. Mondrian, Vermelho, Amarelo e Azul As formas e as linhas estabelecem múltiplas relações espaciais que assentam no equilíbrio, harmonia e serenidade do ângulo recto; O ângulo recto e a harmonia estiveram presentes em todas as actividades artísticas;
  • 93. Mondrian, Vermelho, Amarelo e Azul A vertical e a horizontal são a expressão de duas forças opostas; A cor deve ser plana e primária; A arte não deve ter qualquer relação com o aspeto natural das coisas; 93
  • 94. Mondrian, Vermelho, Amarelo e Azul Utilizavam uma simbologia universal, um código, com um número limitado de formas e cores, que no entanto podem transmitir um número infinito de mensagens; 94
  • 95. Procuravam uma visão impessoal e objetiva da arte, através de uma estética nova (neo) e universal; Procuravam a perfeição e a verdade suprema; Procuravam ultrapassar o mundo físico e emotivo para atingir o mundo mental; Procuravam eliminar o “trágico da vida”; Contestaram as artes do passado e o Expressionismo; 95
  • 96. Piet Mondrian foi o grande teórico do grupo; Evoluiu no sentido de uma progressiva depuração plástica, a sintetização das formas e das cores; Atribuiu, a uma e outras, significados místicos e esotéricos;
  • 97. “A pouco e pouco descobri que o Cubismo não tinha deduzido a consequência lógica das suas próprias descobertas, pois não desenvolveu a abstração até ao objetivo extremo – a expressão da realidade pura. “ “Enquanto a realização se servir de uma “forma”, seja ela qual for, é impossível realizar relações puras. Por isso a nova Realização se libertou de toda a forma.” Mondrian Módulo 7, História A 97
  • 98. “A linha vertical e horizontal são a expressão de duas forças opostas (…), elas formam cruzes. Este equilíbrio de contrastes existe por toda a parte dominando tudo. Na pintura a abstração da cor natural é conseguida pela cor primária no estado mais puro possível. Para que a cor esteja certa, deve ser: Plana e puramente primária (só as três cores fundamentais).” Mondrian Módulo 7, História A 98
  • 99. “A arte abstrata é concreta e, pelos seus meios de expressão especiais, é até mais concreta do que a arte naturalista.” Mondrian Módulo 7, História A 99
  • 100. Mondrian, Broadway Boogie-Woogie e Victory Boogie-Woogie Na última fase, em Nova Iorque (cidade de traçado ortogonal), compôs os quadros, Broadway Boogie-Woogie e Victory Boogie- Woogie (inacabado); Segmentos cromáticos ritmados, assinalam o domínio do Homem sobre a Natureza, objetivo máximo do Neoplasticismo; Módulo 7, História A 100
  • 101. O construtivismo pretende colocar a criação artística ao serviço da sociedade, de acordo com uma tendência oposta à dos Suprematistas; Para os construtivistas, a arte deve apoiar-se na tecnologia; Os artistas devem empenhar-se em grandes projetos que visem introduzir a arte na vida; Foi no período entre as duas guerras que a escultura realizou a passagem do figurativo para o abstrato, coube ao Construtivismo e a Vladimir Tatlin (1885-1953) o papel de pioneiro; Módulo 7, História A 101
  • 102. Vladimir Tatlin, Torre da 3ª Internacional (projeto) Módulo 7, História A 102
  • 103. Tatlin, justapôs materiais anti-tradicionais, como o cimento, cobre vidro, chapa e criou relevos que não reproduziam o quer que fosse, não imitavam nada, tinham um valor autónomo; 103
  • 104. A escultura deixou de ser uma massa ou volume fechado para se tornar numa intersecção de planos onde o nosso olhar penetra e onde o ar circula, atribuindo ao vazio um valor construtivo; Módulo 7, História A 104
  • 105. Anton Pevsner, Construção Superfície “desenvolvível”, Desenvolvimento da coluna da Vitória, Mundo Módulo 7, História A 105
  • 106. Naum Gabo, Construção Linear Módulo 7, História A 106
  • 107. El Lissitzky, Como a garra vermelha golpeia a branca, Rodchenko, foto montagem Módulo 7, História A 107
  • 108. Naum Gabo (1890-1977) e o seu irmão Anton Pevsner (1886- 1962) foram os autores do Manifesto Realista, 1920, onde se defendia a arte pura; Os dois irmãos apoiaram-se em conhecimentos técnicos e matemáticos para conceber as suas obras; Valorizaram as formas abertas e a linha geradora de superfícies; o espaço, tempo e a luz; Entre 1920-22, Gabo, executou as primeiras construções com movimento – construção cinética; Estas peças foram construídas em materiais leves e translúcidos (vidro, plástico), conseguindo obras muito leves, rigorosamente construídas e que utilizavam jogos de luz elaborados; Módulo 7, História A 108
  • 109. Naum Gabo, coluna Módulo 7, História A 109
  • 110. Futurismo Balla, Menina a correr numa varanda Módulo 7, História A 110
  • 112. Boccioni, Estados de Espírito I, Os Adeuses, 1911 O Futurismo nasceu em Itália, mas oficialmente apareceu em 1909, com a publicação do Manifesto Futurista, de Filippo Tommaso Marinetti (poeta), no jornal Le Fígaro, de Paris; Primeiro surge na literatura e estende-se às artes plásticas, arquitetura, música e cinema; Módulo 7, História A 112
  • 113. Define-se o futurismo no Manifesto Futurista como uma nova poética; Combate à arte tradicional; Exaltação da vida moderna, da civilização industrial, da máquina, da velocidade, das cidades modernas, dos novos meios de transporte, etc.; Módulo 7, História A 113
  • 114. Carro de corrida do início do século XX, Vitória de Samotrácia No Manifesto afirma-se: “Um automóvel de corrida com o seu adorno de grossos tubos semelhantes a serpentes de hálito explosivo (…) é mais belo que a Vitória de Samotrácia”; Módulo 7, História A 114
  • 115. Em 1910 surge o Manifesto dos Pintores Futuristas: O Futurismo assume-se como um movimento de rebelião ativa; Afirmação das novas e modernas energias da existência; Aproximando-se em termos emocionais dos expressionistas e em termos plásticos do cubismo (que atacavam pelo seu estatismo); Módulo 7, História A 115
  • 116. Módulo 7, História A 116 Fazem a apologia da máquina, da velocidade, da luz, da sensação dinâmica; A temática inspirava-se nos assuntos que implicassem modernidade, velocidade e dinamismo; Negam os valores do passado, reivindicando exclusivamente o futuro;
  • 117. Recorrem à decomposição geométrica das formas (em ângulos agudos e em curvas sinuosas – dinamismo); Exploram a simultaneidade, interpenetração dos planos; Repetem as imagens, de maneira sobreposta, construindo uma espécie de sequência fílmica; Criam o efeito de movimentação no tempo (4ª dimensão); Módulo 7, História A 117
  • 118. Módulo 7, História A 118 Severini, A Dançarina Azul Carrá, Ritmos
  • 119. Balla, Dinamismo de um cão conduzido pela trela Módulo 7, História A 119
  • 120. Usam linhas de cor pura, que atravessam a tela à maneira de raios de luz; Usam o divisionismo da cor, aplicando cores fortes e contrastadas; Procuram transmitir emoções fortes como a velocidade, força, ação; Valorizam a cor e a luz; Módulo 7, História A 120
  • 122. Boccioni, Formas Únicas em Continuidade no Espaço, 1913, Bronze 122
  • 123. Principais artistas do movimento: Umberto Boccioni (1882- 1916); Giacomo Balla (1871-1958); Carlo Carrá (1881-1966); Gino Severini (1883-1966); Módulo 7, História A 123 É possível distinguir três fases na evolução do Futurismo: 1ª fase: 1909-1ª Guerra Mundial, formação e definição do movimento em Itália e a sua divulgação); Vai influenciar o Raionismo na Rússia e o Vorticismo em Inglaterra; E o Construtivismo;
  • 124. O Manifesto Raionista, Rússia, 1913, define a tela raionista como devendo “dar a impressão de escapar ao tempo e ao espaço” e “sugerir a sensação da quarta dimensão”; Para que este objetivo se cumprisse, recomendavam aos pintores a utilização de raios de cor paralelos ou cruzados, simbolizando raios de luz; Módulo 7, História A 124 Lorionov, Interior Raionista
  • 125. Vorticismo, movimento nascido em Inglaterra, em 1914, apresentado na revista Blast; A arte deve ser mais visionária que os inventores das máquinas modernas. O passado é para esquecer. O futuro não se pode conhecer, resta o presente que se situa no vórtex (turbilhão), desaparece em 1915; 125 Percy Windham Lewis, capa da revista Blast e desenho abstrato
  • 126. Entre as duas grandes guerras (1918-1944); O Futurismo alarga-se a outras modalidades plásticas (design industrial, moda, cinema); O movimento é aproveitado por Mussolini para fazer propaganda ao regime fascista italiano o que afastou muitos artistas, sobretudo fora de Itália; Módulo 7, História A 126
  • 127. Ernest, Fruto de uma longa experiência, assemblage Dadaísmo Movimento Dada
  • 128. O dadaísmo foi um movimento cultural, artístico e filosófico; Abrangeu a literatura, o cinema, o teatro, a fotografia, a música, a pintura, a escultura; Surgiu durante a 1ª Guerra Mundial em Zurique e Nova Iorque por artistas (poetas, pintores e músicos) refugiados da guerra; Picabia, Parada amorosa 128
  • 129. Ernest, O elefante Celebes Dada deriva da palavra que significa os sons balbuciados pelos bebés, foi encontrada por Tristan Tzara, abrindo o dicionário ao acaso; 129
  • 131. Módulo 7, História A 131 O termo absurdo simboliza a intenção destes artistas: Negar os conceitos de arte e de objeto, bem como as técnicas artísticas tradicionais; Pretendem anular o próprio conceito de arte; A arte autêntica é a anti arte;
  • 132. Picabia, carburador, criança O dadaísmo é uma reação (também provocação) às sociedades burguesas e capitalistas; E aos valores éticos e culturais por elas criados; 132
  • 133. Duchamp, Urinol Reação provocada pela violência da guerra; Proclamavam o vazio espiritual e o sentimento do absurdo que a guerra instalara; Proclamavam obsoleta a cultura tradicional; 133
  • 134. Ball, poema fonético Para construir uma nova sociedade era preciso destruir a antiga; Afirmavam “destruir também é criar”; Estas ideias apoiavam-se na filosofia pessimista de Schopenhauer, no nas ideias de Nietszche e no Anarquismo; 134
  • 135. Preconizavam: Recriar a arte com recurso ao absurdo e incongruente; Retorno do artista ao seu estatuto de artesão; Ausência de compromisso entre a arte e o mercado; Picabia, A máquina roda depressa 135
  • 136. Man Ray, prenda Valorizar o subversivo, o irracional; Os Dadaístas procuravam obter daqueles que os liam e dos que os ouviam reações negativas, através do insulto e da dessacralização da ordem estabelecida; Estavam unidos pela recusa dos valores e do modelo da cultura tradicional; 136
  • 137. Schwitters, Merzbilder 1A, O psiquiatra 137
  • 138. Focos iniciais do Dadaísmo: Zurique, em 1915 formou-se o Cabaret Voltaire, clube artístico e cultural, onde nasceu a ideia do movimento; Tristan Tzara (poeta e autor do manifesto dadaísta de 1919), Jean Arp, Hugo Ball e Richard Hüsselbeck; Nova Iorque, onde trabalharam Marcel Duchamp, Francis Picabia e Man Ray (fotógrafo); Este grupo colaborou no lançamento da Revista 291 que ajudou a difundir os objetivos do dadaísmo; Módulo 7, História A 138
  • 140. O final da guerra levou à dispersão dos elementos do grupo e a formação de novos núcleos: Barcelona (Picabia e Duchamp); Colónia (Max Ernest); Hanover (Kurt Schwitters) Paris (André Breton, Louis Aragon, Paul Éluard, etc.); Módulo 7, História A 140
  • 142. A partir de 1922 o grupo dispersou-se; Alguns dadaístas passaram para o Surrealismo, corrente que o Dadaísmo se considera percursora; Módulo 7, História A 142
  • 143. Duchamp, Roda de bicicleta Ready-made: criado por Marcel Duchamp, e que consistia na descontextualização de um objeto banal e conferir-lhe o estatuto de obra de arte; Módulo 7, História A 143
  • 144. Módulo 7, História A 144 Principais características do Dadaísmo: Temáticas provocatórias, explorando assuntos insólitos e incongruentes, aparentemente sem sentido (nonsense), exploração do absurdo; Inspirou-se nas técnicas cubistas e inventou outras: Na pintura, criaram as assemblage, mistura de colagens com objetos encontrados (objects trouvés), fotomontagens, as merzbilders, as frottages, os ready-made e os rayographs na fotografia; Assemblage: termo criado por Jean Dubuffet, em 1953, que designa obras de arte feitas de fragmentos de materiais, naturais ou não;
  • 145. Object trouvé (objeto encontrado), que é um elemento tridimensional, colado sobre a tela e combinado, por vezes, com colagem; 145
  • 146. Rayographs (fotografia offcamera) de Man Ray, que são fotografias executadas sem utilização da máquina fotográfica, ou seja, pela sensibilização do papel fotográfico com a luz, através do contacto directo entre o papel sensível e os objectos e fotografias elaboradas; 146
  • 147. Frotagge – técnica de criar um desenho colocando um pedaço de papel sobre uma superfície áspera e esfregando com um lápis até que o papel adquira a qualidade da superfície que está por baixo. 147
  • 148. Os dadaístas contribuíram para revolucionar os conceitos de arte; Atribuem um valor artístico a um objeto que normalmente não o tem; Pretendem afirmar que o que realmente determina o valor estético de algo é um ato mental; Módulo 7, História A 148
  • 149. Picabia, Retrato de uma jovem americana em estado de nudez, A Noiva Pretenderam provocar o público, atacando os conceitos tradicionais; É a arte do absurdo; Contestam o conceito de arte chegando à própria negação; Módulo 7, História A 149
  • 150. Duchamp, Noiva despida Promoveram debates e discussões em torno da necessidade de renovação do conceito de arte e do ensino artístico; Defendiam que os artistas deviam voltar à sua antiga condição de artesão e contribuir de modo útil para o bem estar da sociedade; Módulo 7, História A 150
  • 151. Influenciaram do ponto de vista conceptual, técnico e estéticos noutros movimentos: Surrealismo, Bauhaus, New Dada, Pop Art, Arte Conceptual, Arte Pobre, Arte Comportamental; Módulo 7, História A 151
  • 152. Tanguy, Dias de Lentidão Em parte decorrente do Dadaísmo, o Surrealismo constituiu sobretudo um movimento de ideias que se estendeu a vários campos de atividade; Módulo 7, História A 152 Surrealismo
  • 153. Literatura, André Breton foi o principal teórico do movimento; Artes plásticas, pela mão do seu iniciador, Max Ernst; Cinema, com Dalí e Buñuel; Fotografia , onde se destacou Man Ray; Música com Erik Satie; Módulo 7, História A 153
  • 154. Iniciou-se em França, 1919, expandiu-se por toda a Europa e pela América, fuga de artistas durante a Segunda Guerra Mundial; Dali, Premonição Módulo 7, História A 154
  • 155. Ernest, Bosque Sombrio O nome foi-lhe atribuído pelo poeta Apollinaire, em 1917, que utilizou o termo a propósito do bailado Parade, de Erik Satie; Módulo 7, História A 155
  • 156. Surgiu, à semelhança do movimento Dada, como reação à cultura e à civilização ocidentais e a tudo o que elas invocassem ou representassem, em particular o racionalismo e o convencionalismo; Miró, Jardim Módulo 7, História A 156
  • 158. Módulo 7, História A 158 Defenderam os valores da liberdade, da irracionalidade, através de obras que utilizaram o sonho, a metáfora, o inverosímil e o insólito, contribuindo, no seu entender, para a elevação do espírito, separando-o da matéria;
  • 159. Aplicam os ensinamentos de Freud e da psicanálise; Estão ligados à esquerda e ao Marxismo, embora com a discordância de alguns artistas, o que levou a divisões; Módulo 7, História A 159
  • 160. Dali, Seis Aparições de Lenine sobre um piano 160
  • 161. Módulo 7, História A 161 Afastam-se das normas e das convenções; As bases teóricas assentam na publicação de 2 Manifestos do Surrealismo (1924, 1929) e na revista La Revolucion Surréaliste;
  • 162. “O Surrealismo é a auto emoção psíquica pura, através da qual se procura exprimir oralmente, por escrito ou de qualquer outra maneira, o verdadeiro funcionamento da imaginação. É o correr do pensamento desligado de todo e qualquer controlo elaborado pela razão e independentemente de quaisquer juízos estéticos ou morais”. Módulo 7, História A 162
  • 163. Ernest, Duas Irmãs “O Surrealismo fundamenta-se na crença da realidade superior de certas formas de associação até então descuradas, na omnipotência do sonho e no jogo desinteressado das ideias. Procura pôr de lado, para sempre, todos os outros mecanismos psíquicos e propõe-se achar a solução dos problemas fundamentais da vida” André Breton Módulo 7, História A 163
  • 164. As obras deste movimento seriam executadas à margem da razão, sem quaisquer moralismos sem preocupações estéticas racionalizadas. A associação de ideias era feita sem a procura de sentido e desencadeada livremente, segundo três técnicas básicas que punham em prática o “automatismo psíquico”; Magritte, Mania das Grandezas Módulo 7, História A 164
  • 165. Escrever ou desenhar em estado semi hipnótico, sob a influência do álcool, da fome ou da droga, que provocam alucinações; As obras eram realizadas ou ditadas durante o sono, ou eram relatos de sonhos; Magritte, Universo Desmascarado
  • 166. A junção de escritas simultâneas de várias pessoas - perguntas e respostas ou partes de uma mesma proposição, ignorando, umas, o que as outras faziam, de modo a obterem efeitos surpreendentes ou desconcertantes; As suas obras são de uma extrema diversidade; Módulo 7, História A 166
  • 167. Utilizaram as técnicas herdadas do Dadaísmo: frottage, assemblage, dripping, colagens, etc.; Privilegiaram o mundo da magia, o sonho, tudo o que pusesse em causa a racionalidade; Outros utilizaram técnicas mais clássicas, ligadas ao figurativo: Salvador Dalí (1904-1989); René Magritte (1898-1967); Yves Tanguy (1900-1955); Paul Delvaux (1897-1994), Max Ernest (1891- 1976): Módulo 7, História A 167
  • 168. Dalí, Persistência da Memória, Girafa Ardente, Telefone Lagosta Módulo 7, História A 168
  • 169. Miró, O Carnaval, O Caçador, Uma Gota Módulo 7, História A 169
  • 170. Picabia, Olho Cacodilato Módulo 7, História A 170
  • 172. In FORTES, Alexandra; Freitas Gomes, Fátima e Fortes, José, Linhas da História 12, Areal Editores, 2015
  • 173. Módulo 7, História A 173 Os caminhos da literatura Tal como nas artes plásticas a literatura sofreu uma verdadeira revolução e também aqui as tradições e valores foram postos em causa; Surgiram novos tipos de escrita; Foi abandonado a descrição realista e ordenada da realidade; Muitas obras literárias procuraram retratar a vida psicológica e interior das personagens; As obras literárias são dominadas pelo pessimismo, o desencanto e a angústia;
  • 174. Módulo 7, História A 174 Principais obras e artistas: Ulisses, James Joyce; Montanha Mágica, Thomas Mann; Adeus às Armas, Ernest Hemingway
  • 175. In FORTES, Alexandra; Freitas Gomes, Fátima e Fortes, José, Linhas da História 12, Areal Editores, 2015
  • 176. Módulo 7, História A 176 1.5. Portugal no primeiro pós-guerra 1.5.1 As dificuldades económicas e a instabilidade política e social; A falência da Primeira República O parlamentarismo da Primeira República Portuguesa originou um clima de instabilidade política e governativa; Entre 1910 e 1926, houve 7 eleições para o Parlamento, 8 para Presidente da República e 45 governos!
  • 177. Módulo 7, História A 177 O anticlericalismo violento dos republicanos levou à hostilidade da Igreja Católica e da maioria do país, conservador e católico; A participação de Portugal na Primeira Guerra Mundial agravou as dificuldades económicas e o descontentamento social; No início do século XX, a economia portuguesa continuava a depender duma agricultura pobre e sem grandes desenvolvimentos tecnológicos; Os setores dos transportes e das comunicações tinham estagnado e mantinham-se quase como os tinha deixado Fontes Pereira de Melo;
  • 178. Módulo 7, História A 178 A falta de bens de consumo levou ao racionamento e ao constante aumento dos preços; Os diversos governos da República foram emitindo mais moeda agravando a inflação; A produção industrial estagnou originando o aumento do défice da balança de comercial de Portugal; A dívida pública subiu; O fim da guerra não melhorou a situação; O custo de vida aumentou, a classe média e os operários são os mais duramente afetados;
  • 179. Módulo 7, História A 179 As classes médias sentiam-se traídas pela República, o seu poder de compra em 1920 era cerca de metade do que tinha sido em 1910; A taxa de desemprego era elevada; A situação desesperada do operariado originou frequentes greves, manifestações; Alguns grupos mais extremista recorriam à violência;
  • 180. Módulo 7, História A 180 Em 1915, o general Pimenta de Castro, dissolveu o Parlamento e instaurou uma ditadura militar; A participação de Portugal na guerra agravou a instabilidade política;
  • 181. Módulo 7, História A 181 O major Sidónio Pais, em dezembro de 1917, destituiu o Presidente da República, dissolveu o Congresso e fez-se eleger presidente em abril de 1918, através de eleições diretas; Autoproclamava-se o fundador de uma “República Nova”; Apesar de ser visto por muitos como o “salvador da pátria”, foi assassinado em dezembro de 1918;
  • 182. Módulo 7, História A 182 Entre janeiro e fevereiro de 1919 houve guerra civil em Lisboa e no Norte; Os monárquicos proclamaram na cidade do Porto a “Monarquia do Norte”; Em março de 1919 é restabelecido o normal funcionamento das instituições democráticas; No entanto os diversos partidos republicanos continuam a desentender-se. Entre 1919 e 1926 houve 26 governos; Os atos de violência aumentavam ;
  • 183. Módulo 7, História A 183 A falência da Primeira República A oposição conspirava contra a República: A Igreja opunha-se ao ateísmo republicano. Em 1915, funda o Centro Católico Português; A alta burguesia (industrial, comercial e financeira) agita o tema da ameaça bolchevista; As classes médias sentem-se ameaçadas pelo caos económico e social e temem a sua proletarização;
  • 184. Módulo 7, História A 184 Em 28 de maio de 1926, o general Gomes da Costa, em Braga, liderou um golpe de estado; A Primeira República caiu, e com exceção do Partido Democrático e de alguns sindicalistas ninguém a defendeu; Foi instituído uma ditadura militar; Portugal mergulhava numa longa ditadura que iria perdurar até 1974;
  • 185. Módulo 7, História A 185 1.5.2 Tendências culturais: entre o Naturalismo e as vanguardas Nos inícios do século XX em Portugal a criação artística e literária estava dominada pelo naturalismo e evidenciava uma forte resistência à mudança e à inovação; A burguesia (compradora da cultura) tinha gostos pouco evoluídos condicionando toda a produção cultural portuguesa; Após a implantação da República surgiram alguns grupos de intelectuais portugueses que pretendiam romper com o marasmo da situação;
  • 186. Módulo 7, História A 186 Estes movimentos ficaram conhecidos pelo nome de Modernismo; Surgem revistas, são organizadas exposições, debates e conferências; Continuou, no entanto, a faltar a adesão do público interessado nas novidades culturais; I Salão dos Humoristas (1912); I Exposição dos Humoristas e Modernistas (1915), onde foi utilizada pela 1ª vez a palavra Modernismo;
  • 187. O primeiro modernismo – a revista Orpheu (1911-1918) Publicação da revista Orpheu (1915), fundada por Mário de Sá- Carneiro (1890-1916) e Fernando Pessoa (1888-1935) ao quais se juntaram Almada Negreiros (1893-1970) e Santa-Rita (1889-1918); Foram os principais responsáveis pela introdução do Modernismo em Portugal; Só foram publicados dois números; Módulo 7, História A 187
  • 188. Módulo 7, História A 188 Apesar da sua curta duração esta revista desempenhou um papel importante; Promoveu novas formas literárias e artística e contestou o naturalismo; Apesar de terminada a revista, o movimento cultural manteve-se vivo;
  • 189. Módulo 7, História A 189 O segundo modernismo – a revista Presença (anos 20 e 30) A revista Presença surgiu, em Coimbra, em março de 1927 e foi publicada até 1940; Foi fundada por José Régio, Branquinho da Fonseca e João Gaspar Simões; Seguiram a linha de pensamento fundado pela revista Orpheu e lutaram contra o academismo literário, por uma crítica livre.
  • 190. Módulo 7, História A 190 Nesta revista participaram nomes como Aquilino Ribeiro, Miguel Torga e Ferreira de Castro entre outros; A Presença defendeu a criação de uma literatura mais viva, livre, oposta ao academismo e jornalismo rotineiro, primando pela crítica, pela predominância do individual sobre o coletivo, do psicológico sobre o social, da intuição sobre a razão. (wikipédia)
  • 191. A partir de 1933 o governo criou o Secretariado de Propaganda Nacional, mais tarde Secretariado Nacional de Informação, Cultura Popular e Turismo (SNI) e o Estado passou a controlar toda a produção intelectual (censura); Módulo 7, História A 191
  • 192. Surge a arte oficial do Estado sob o slogan “Deus, Pátria e Família”; Todas as outras correntes artísticas são censuradas; 192
  • 193. Em Portugal o Naturalismo persiste, as primeiras expressões modernistas manifestaram-se com António Carneiro (1872-1930) e depois com a Primeira Geração Modernista; O modernismo na Pintura Primeira Geração Modernista: Eduardo Viana (1881-1967); Amadeo de Souza-Cardoso (1887-1918); Guilherme Santa-Rita, Pintor (1889-1918); Almada Negreiros (1893-1970); José Pacheko (1885-1934); Cristiano Cruz (1892-1951); Módulo 7, História A 193
  • 194. Agitaram o meio artístico português e contribuíram para a renovação da pintura; Acentuam-se as tendências para simplificar a linha, libertar a composição da narrativa, desvalorizar a perspetiva; Módulo 7, História A 194
  • 195. Eduardo Viana, inicialmente foi um pintor naturalista de cenas de costumes, mas enveredou pelo protocubismo cezanniano em termos de forma; Conheceu os Delaunay e inspirou-se no orfismo; Em quadros como “O Homem das louças” e o nu parece juntar os volumes cubistas com as cores fauve e a influência do orfismo; Viana, O Homem das louças, 1919
  • 196. Viana, Nu,1926 Módulo 7, História A 196
  • 197. Amadeo de Souza-Cardoso caracterizou-se pela experimentação de várias correntes do Naturalismo ao Expressionismo e ao Cubo-Futurismo; É uma pintura que é uma reflexão plástica entre o Cubismo e o Abstracionismo; È uma mistura do Cubismo, Futurismo, Expressionismo, Abstracionismo torna difícil a classificação das suas obras; Souza-Cardoso, Casa de Manhufe 197
  • 198. Souza-Cardoso, Cozinha de Manhufe, 1913 Viveu no estrangeiro, conheceu Modigliani. Picasso, Braque e o casal Delaunay; Participou em exposições em Paris, Berlim e Nova Iorque; 198
  • 199. Souza-Cardoso, Coty Uma pintura caracterizada por: Geometrização das formas; Planos multifacetados de cores intensas; Distorção da perspectiva;
  • 200. Foi também um inovador pelo uso dos materiais (pasta de óleo, areias), pelo recurso à colagem (fósforos, ganchos de cabelo, estilhaços de espelhos , pela simulação cubista da introdução de letras na pintura; Sem raízes, sem corrente única, ele mesmo se considerava de tudo um pouco, impressionista, cubista, futurista e abstracionista; Era essencialmente autêntico e apaixonado pelo movimento, pela velocidade, pela febre da vida moderna, como se constata pelo seu percurso artístico. Módulo 7, História A 200
  • 201. 201 Souza-Cardosos, A Ascensão do Quadrado Verde, 1917, inacabada
  • 202. Santa-Rita Pintor, A cabeça Guilherme de Santa-Rita (Santa- Rita Pintor) já em 1912 se dizia pintor futurista considerado um tipo fantástico e insuportavelmente vaidoso, reflexo da sua complexa personalidade; É difícil analisar a sua obra pois, antes de morrer, mandou-a destruir, havendo poucas exceções, como a Cabeça;
  • 203. Foi um agitador de ideias, um inovador no campo estético e o organizador da revista Portugal Futurista, em 1917; Declarava: “futurista declarado há só um, que sou eu Santa-Rita”; Procurou a originalidade e uma linguagem pictórica que exprimisse a simultaneidade dos estados de alma; Módulo 7, História A 203
  • 204. 204 Fotografia de Santa-Rita Pintor e a revista Portugal Futurista
  • 205. Almada Negreiros, mais novo que os anteriores, exerceu importante papel na cena pública do nosso primeiro modernismo, possuiu uma personalidade excêntrica, original; Foi pintor, poeta, cenógrafo, bailarino, caricaturista, dinamizador das revistas Orpheu e Portugal Futurista; A sua pintura balança entre a Arte Nova e a Abstração a Modernidade Futurista e as raízes portuguesas; Módulo 7, História A 205
  • 207. Almada Negreiros, Nu feminino, 1926 207
  • 208. Módulo 7, História A 208 Teve uma ação preponderante no movimento futurista em Portugal; “Ultimatum futurista às gerações portuguesas do século XX”, “Manifesto Anti Dantas”; Em 1925, com outros pintores (Eduardo Viana, José Pacheko (1885- 1934), Stuart Carvalhais (1887-1961) participa na decoração de espaços modernos: Café A Brasileira, Bristol Club;
  • 209. Nos anos 30 esteve em Madrid; A partir de 1935, em Portugal, é cada vez mais conservador e nacionalista; Participa em várias obras como os vitrais da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, os frescos das gares marítimas de Alcântara, etc.; Participa na Exposição do Mundo Português; Módulo 7, História A
  • 210. Muitos artistas emigraram, caso de Vieira da Silva, outros foram lutando contra a ditadura; Os movimentos de vanguarda desenvolvem-se com grandes dificuldades e desconhecidos para a maioria da população; Surgiram grupos ligados ao Expressionismo, Neorrealismo, Surrealismo, Abstracionismo, etc.; Foram oposição à ditadura, e procuraram desenvolver a vida cultural portuguesa; Vanguardistas nem sempre foram compreendidos pelo público; Módulo 7, História A 210
  • 211. Sara Afonso, Sereia, 1939 Principais autores do Expressionismo: Sara Afonso (1899-1983); Módulo 7, História A 211
  • 212. Módulo 7, História A 212 Mário Eloy (1900-1951), viveu no estrangeiro, Paris e Berlim, expôs ao lado de Picasso, Braque, Chagal, etc.; A sua pintura realça a luz, a expressividade das cores, utiliza os tons frios (azul, verde); Foi a figura mais importante do expressionismo, nos últimos anos aproximou-se do Surrealismo;
  • 213. Mário Eloy, Autorretrato, 1932 Autorretrato, 1939 O poeta e os Anjos, 1948 213
  • 214. O Neorrealismo, surgiu nos finais dos anos 30, o seu precursor foi Abel Salazar; Defendia a denúncia social; “A arte deve exprimir a realidade viva e humana de uma época”, Álvaro Cunhal (1913-2005); Representavam o mundo do trabalho num sentido completamente oposto à arte oficial portuguesa; Era uma arte politizada, didática; Módulo 7, História A 214
  • 215. Principais autores neorrealistas: Júlio Pomar (1926); Marcelino Vespeira (1925-2002); Moniz Pereira (1920-1988); Fernando Azevedo (1923-2002); Júlio Resende (1917), experimentou o neorrealismo mas sempre se considerou expressionista; Módulo 7, História A 215
  • 216. Pomar, O almoço do trolha, 1950 Módulo 7, História A 216
  • 217. As origens do Abstracionismo português encontram-se em Amadeo de Souza Cardoso, Santa-Rita, Almada e sobretudo em Helena Vieira da Silva (1908-1992) que emigrou e adquiriu a nacionalidade francesa; O seu abstracionismo tem profundidade, foi a síntese de sensibilidades e estilos artísticos diversos: do pós-impressionismo ao cubismo; Foi uma pintora de metáforas; Afirmava: “pinto lugares, mas vistos de muito longe”; Módulo 7, História A 217
  • 218. Vieira da Silva, O atelier, Jardins suspensos Paris à noite Módulo 7, História A 218
  • 219. Franco, Estátua equestre de D. João IV, Gonçalo Zarco, Semeador O modernismo na escultura Francisco Franco (1885-1955), expressionista, foi o escultor do regime salazarista; Módulo 7, História A 219
  • 220. Maya, Família, 1929 Canto da Maya (1890-1981), marca expressiva, também foi um escultor oficial do regime; 220
  • 221. Almeida, Padrão dos Descobrimentos, 1940 Leopoldo de Almeida (1898-1975), a sua obra mais marcante, histórica e nacionalista foi o “Padrão dos Descobrimentos”; Módulo 7, História A 221
  • 222. A arquitetura portuguesa, entre 1905-60, viveu várias tendências; Uma delas foi a da formulação da casa portuguesa, recuperando valores tradicionais e rurais; Esta ideia foi defendida por Raul Lino (1879-1974); Lino não criou propriamente uma estética mas uma filosofia da casa portuguesa; Módulo 7, História A 222
  • 223. 223
  • 224. Outra das tendências foi a que seguiu os esquemas académicos da arquitetura e da decoração do século XIX; São exemplo a construção de prédios de arrendamento para a classe média no Porto e Lisboa; Muitas vezes construías por engenheiros sem grandes preocupações estéticas; Esta arquitetura também edificou bairros sociais e operários; São de referir as “ilhas” do Porto e os “pátios” de Lisboa; Módulo 7, História A 224
  • 225. Foi nas escolas, bancos, hospitais, teatros, hotéis e fábricas que a arquitetura melhor aplicou os seus ideais, sempre com mais preocupações técnicas do que estéticas; Principais arquitetos: Adães Bermudes (1864-1948); Marques da Silva (1869-1947); Ventura Terra (1866-1919); Módulo 7, História A 225
  • 226. Marques da Silva, Armazéns Nascimento Módulo 7, História A 226
  • 227. Ventura Terra, Palácio Valmor, Prédio em Lisboa Módulo 7, História A 227
  • 228. Outra das tendências foi a do Modernismo, a partir de 1925/30; Procura de originalidade; Libertação da gramática decorativa clássica e académica; Aplicação do racionalismo e funcionalismo de Le Corbusier; Utilização do betão e novos materiais; Uso de elementos estandardizados, para embaratecer os custos; Um dos arquitetos mais representativos desta tendência é Cassiano Branco (1898-1970); Módulo 7, História A 228
  • 229. Cassiano Branco, Projectos para o cinema Éden, Coliseu do Porto Módulo 7, História A 229
  • 230. Paralelamente existe uma arquitetura “nacional”, patrocinada pelo regime do Estado Novo e defendida por António Ferro que organizou várias campanhas e concursos para a “Aldeia mais portuguesa”; Esta arquitetura utilizou as técnicas e materiais modernos e submeteu-se à doutrina do regime salazarista; Módulo 7, História A 230
  • 231. Módulo 7, História A 231 Características desta arquitetura: Imposição de um estilo único, com tipologias próprias e modelos oficiais; Realização de projetos de equipamento social, com o sentido de propaganda: escolas, estradas, pontes, hospitais, bairros económicos, estações de correio, etc;
  • 232. Formas monumentais e simétricas, com um vocabulário neoclássico (colunas na fachada, escadarias monumentais, etc.;), a ideia era demonstrar a força do regime; Por vezes aparecem marcas de revivalismos historicistas; Pouca atenção à organização do espaço interno; Este dirigismo impedia a inovação e a originalidade; Módulo 7, História A 232
  • 233. Módulo 7, História A 233 Principais arquitetos: Cristino da Silva (1896-1976); Pardal Monteiro (1897-1957); Carlos Ramos (1897-1969); Jorge Segurado (1898-1990) Rogério de Azevedo (1898-1983);
  • 234. Pardal Monteiro, Edifício do Diário de Notícias, Escadaria da Universidade de Coimbra Módulo 7, História A 234
  • 235. Pardal Monteiro, Igreja de Nossa Senhora de Fátima, Instituto Superior Técnico, Prédio em Lisboa Módulo 7, História A 235
  • 236. Módulo 7, História A 236 Esta apresentação foi construída tendo por base a seguinte bibliografia: FORTES, Alexandra; Freitas Gomes, Fátima e Fortes, José, Linhas da História 12, Areal Editores, 2015 COUTO, Célia Pinto, ROSAS, Maria Antónia Monterroso, O tempo da História 12, Porto Editora, 2013 Antão, António, Preparação para o Exame Nacional 2014, História A, Porto Editora 2015 Catarino, António Luís, Preparar o Exame Nacional de História A, Areal Editores, 2015 2017/2018