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01 02_o_modelo_romano

  • 1. https://divulgacaohistoria.wordpress.com/ História A - Módulo 1 Raízes mediterrânicas da civilização europeia – Cidade, cidadania e Império na Antiguidade Clássica Unidade 2 O modelo romano
  • 2. Roma 2 753 a.c. a 476 d.c. História A, 10º ano, Módulo 1
  • 3. 3 Os romanos conquistaram territórios habitados por centenas de povos com culturas, línguas, costumes diferentes. História A, 10º ano, Módulo 1
  • 4. 4 Como foi possível a uma cidade conquistar quase todo o mundo conhecido e mantê-lo unido durante séculos? Uma questão que surge naturalmente é a seguinte; Vamos tentar encontrar a resposta para esta e outras questões ao longo das próximas aulas História A, 10º ano, Módulo 1
  • 5. 5 A lenda sobre a criação de Roma A lenda de Rómulo e Remo História A, 10º ano, Módulo 1
  • 6. 6 Roma, numa fase inicial, (uma reconstituição artística) A fundação de Roma, a verdade histórica História A, 10º ano, Módulo 1
  • 7. 7 Mapa Itália antiga História A, 10º ano, Módulo 1
  • 8. Séc. VIII a.c.(753 a.c.) – Fundação de Roma; 753 – 509 a.c. – Monarquia, domínio dos Etruscos; 509 a.c. – Fundação da República; Séc. V a III a.c. – Conquista da Península Itálica; Séc. II e I a.c. – Conquista do Norte de Africa (Guerras Púnicas (três) contra Cartago), da Península Ibérica, Grécia, Egipto, Gália, Germânia, Grã-Bretanha, Judeia, Síria, Judeia, Palestina….; 8 Breve Cronologia do império Romano História A, 10º ano, Módulo 1
  • 9. 27 a.c. a 14 d.c. – Governo de Octávio. Início do Império; Século II – máxima extensão do império 117 d.c. – Extensão máxima do Império, conquistas de Trajano; Século III – início da crise; Séc. IV d.c. (início) – Conversão do imperador Constantino ao Cristianismo; 395 – Divisão definitiva do Império (Ocidente/Oriente) 476 – Roma conquistada pelos bárbaros. Fim do império romano do Ocidente. Deposição do último Imperador (Rómulo Augusto).
  • 10. 10 Guerras Púnicas: 1ª - 246 a 241 a.c.; 2ª - 218 a 202 a.c.; 3ª - 149 a 146 a.c. História A, 10º ano, Módulo 1
  • 11. Vastidão geográfica; Multiplicidade de povos e costumes; Poder absoluto, centralizado e divino do Imperador; Império urbano; Sistema jurídico (leis) moderno, que foi durante séculos a base do sistema jurídico europeu; Organização das legiões (exército profissional). 11 Principais características do Império romano: História A, 10º ano, Módulo 1
  • 12. 12História A, 10º ano, Módulo 1Mare Nostrum O império romano foi extenso e duradouro.
  • 13. 13 O império romano está centralizados nas cidades que estão ligadas entre si por uma rede de estradas; Nos locais conquistados onde existiam cidades, como a Grécia, os continuaram a desenvolvê-las, em zonas, como a Península Ibérica, onde existiam poucas, os romanos construíram-nas; História A, 10º ano, Módulo 1
  • 14. 2.1. Roma, cidade ordenadora de um império urbano
  • 15. 15 As cidades do Império tinham um modelo a seguir Roma Roma é o centro do poder, o exemplo a seguir História A, 10º ano, Módulo 1
  • 16. Posição central no Mediterrâneo, torna-se um ponto de chegada e partida de rotas terrestres e marítimas; Cidade cosmopolita – exemplo para todo o Império; Os Romanos fizeram das cidades um dos fatores mais importantes da romanização; 16História A, 10º ano, Módulo 1
  • 17. 17 Definição de Império Estado constituído por vários territórios, um dos quais exerce o domínio político sobre os outros; Na civilização romana este nome também é aplicado ao período em que foi um imperador a governar.
  • 18. 18 Até 509 a.c. Roma foi governada por reis etruscos Entre 509 a.c até ao final do século I a.c., Roma foi uma República Res Publica = coisa pública História A, 10º ano, Módulo 1
  • 19. 19 No sistema republicano os principais cargos políticos (magistraturas) eram eleitos pelos comícios (assembleia dos cidadãos; Estas instituições políticas com o crescimento do Império revelaram um problema; Tinham sido concebidas para governar um pequeno território; Surgiram várias problemas que levaram a uma guerra civil que durou vários anos; O vencedor dessa guerra foi Octávio, que se tornou no primeiro imperador romano; História A, 10º ano, Módulo 1
  • 20. 20 Octávio César Augusto acumulou várias magistraturas; Passou a deter o imperium, passou a ter uma autoridade suprema, tanto civil como militar e religiosa; Foi nomeado imperador (título que era concedido aos generais vitoriosos; Octávio manteve os órgãos de governo republicano, mas estes foram esvaziados do seu poder e eram controlados pelo imperador. História A, 10º ano, Módulo 1
  • 21. 21 Apareceram novos órgãos políticos, como o Conselho do imperador; É o Sumo Pontífice (o mais importante sacerdote romano); Com a morte de Octávio (14 d.c.), o Senado declarou-o deus; O imperador torna-se sagrado, de origem divina – surge o culto ao imperador; Uma estátua do imperador é colocada nas praças públicas das cidades; História A, 10º ano, Módulo 1
  • 22. Cultura de influência grega mas que incorporou múltiplas influências; Economia baseada na escravatura, homens livres (cidadão) dividem-se em Patrícios, Cavaleiros e Plebe; Civilização urbana que construiu cidades, pontes, aquedutos, estradas, termas, etc.; Romanização dos povos conquistados; Octávio César Augusto instituiu o sistema imperial; Grande autoridade pessoal, absoluta origina o culto do imperador e o poder de nomear o seu sucessor; 22História A, 10º ano, Módulo 1
  • 23. Ação de Augusto: Plano militar: estabeleceu a paz romana, continuou as conquistas; Plano político: reforçou o poder do imperador, reforma da administração do império, reduz o poder do Senado; Plano social: conseguiu a paz social, garantiu a igualdade (teórica) dos homens livres perante a lei; 23História A, 10º ano, Módulo 1
  • 24. Plano cultural: protetor das artes e das letras, continua a tradição helenística, patrocinou numerosas obras públicas (templos, museus, teatros, termas, etc Plano religioso: torna-se o Sumo Sacerdote (Pontífice Máximo); 24História A, 10º ano, Módulo 1
  • 25. Augusto manteve o Império unido, em paz e prosperidade, Pax Romanum; Criou um aparelho de governação centralizado na figura do Imperador que integrou (Romanizou) a multiplicidade de povos, culturas e religiões que faziam parte do Império; 25História A, 10º ano, Módulo 1
  • 26. 26História A, 10º ano, Módulo 1
  • 27. 27 O culto a Roma e ao Imperador são um importante elemento de união política; É uma forma de unir, em torno dos mesmos altares, as centenas de povos diferentes que constituem o Império Romano. História A, 10º ano, Módulo 1
  • 28. 28 A importância do direito Conjunto de regras (normas) jurídicas que regem a vida de um povo; Os romanos fizeram do Direito uma ciência; Os romanos estabeleceram a divisão entre: Direito público: rege a administração do estado; Direito privado: rege as relações entre os particulares; História A, 10º ano, Módulo 1
  • 29. 29 Quais terão sido as razões que levaram os romanos a aperfeiçoarem o direito? As dificuldades de administrar um vasto império: Um conjunto de leis que definissem as principais regras da vida quotidiana, de forma igual, em todo o Império. O direito romano espelha o seu espírito prático e metódico. História A, 10º ano, Módulo 1
  • 30. 30 Princípios básicos do direito romano: Viver honradamente; Atribuir a cada um o que é seu; Não prejudicar ninguém; História A, 10º ano, Módulo 1
  • 31. 31 No início os romanos não tinham leis escritas; A lei era baseada na tradição (Direito Consuetudinário); Meados do século V a.c. os plebeus revoltam-se contra esta situação; Perante esta revolta as leis correntes foram gravadas em doze tábuas; Surgia o primeiro código (códex) do Direito Romano, segundo a tradição entrou em vigor em 452 a.c.; Em latim códex significa madeira. Mas passou a designar um conjunto de leis; História A, 10º ano, Módulo 1
  • 32. 32 A Lei das XII Tábuas será a base de todo o Direito público e privado; Com o crescimento do império surgem novas situações e estas leis tornam-se insuficientes; Novas situações exigem novas leis: Decisões do Senado, Decretos imperiais, etc.; Os romanos, ao longo dos séculos, vão compilando por escrito essas leis; História A, 10º ano, Módulo 1
  • 33. 33 Os últimos imperadores romanos ordenaram a compilação dessas leis; A mais importante foi ordenada por Justiniano (482-565), Imperador do Oriente, já depois do fim do império do Ocidente; Ficou conhecida pelo Código de Justiniano; É a base do direito ocidental moderno; História A, 10º ano, Módulo 1
  • 34. 34 Esta obra legislativa foi um importante fator de união e pacificação entre os povos que constituíam o Império Romano; Os povos sentiam que existia uma lei igual para todos e eram protegidos por um conjunto de leis claras, que consideravam justas e adequadas à vida em comunidade; História A, 10º ano, Módulo 1
  • 35. 35 A progressiva extensão da cidadania romana A sociedade romana tinha uma estrutura complexa que dividia os homens livres em grupos com estatutos diferentes: Patrícios; Cavaleiros; Plebe. A cidadania era o ponto de partida para a existência de direitos; História A, 10º ano, Módulo 1
  • 36. 36 Direitos do cidadão romano: Proceder a atos jurídicos; Possuir terras; Contrair matrimónio; De votar; Ser eleito; Dever de servir o exército e pagar impostos História A, 10º ano, Módulo 1
  • 37. 37 De início o direito de cidadania (civitas) estava reservado aos naturais de Roma e seus descendentes; Os povos conquistados tinham um estatuto inferior, variava muito de região para região; Tratava-se de povos recentemente conquistados. Não era possível conceder todos os direitos, aos inimigos recentemente derrotados; História A, 10º ano, Módulo 1
  • 38. 38 Com o passar dos tempos a situação foi melhorando, os romanos utilizavam a atribuição da condição de cidadania como um prémio a atribuir a todos os que prestavam bons serviços a Roma; Na primeira região conquistada, a Itália, os habitantes tinham uma condição superior às restantes. Direito Latino; 49 a.c. todos os homens livres que habitavam na Península Itálica são equiparados a cidadãos romanos; História A, 10º ano, Módulo 1
  • 39. 39 Em 212 d.c., o Imperador Caracala concedeu a cidadania a todos os habitantes livres do império; Estabelecia a igualdade entre povo conquistador e povos conquistados, foi um importante fator de união do mundo romano. História A, 10º ano, Módulo 1
  • 40. 40 O Império Romano constituiu uma unidade política: Promoveram a vida urbana como centro de poder local e de difusão da sua cultura; Divinizaram o imperador, e com ela, a autoridade do Estado; Organizaram um conjunto de leis por escrito; Estenderam progressivamente a condição de cidadania romana aos povos conquistados; História A, 10º ano, Módulo 1
  • 41. 41Vítor Santos, ESAG, 2012/2013 2.2. A afirmação imperial de uma cultura urbana e pragmática
  • 42. Início, os romanos eram um povo de lavradores; Sentido prático, realista, virado para o concreto; O pragmatismo marca todas as realizações romanas; Pragmático – sentido prático, atitude que privilegia a utilidade e a eficiência
  • 43. Para os gregos as coisas tinham de ser belas; Para os romanos tinham de ser úteis; 43 Esta característica é aplicada em todas as suas ações: guerra, arte, cultura, escrita, obra jurídica… Vítor Santos, ESAG, 2012/2013
  • 44. 44 O Direito é um dos expoentes do pragmatismo romano; Revelaram sentido de organização (compilações); Utilizaram as leis como um fator de unidade do império; Neste espírito os romanos vão apreciar e aceitar a riqueza cultural dos povos conquistados; Vão inserir vários elementos da s culturas de outros povos na sua. Vítor Santos, ESAG, 2012/2013
  • 45. 45 Colónias gregas em Itália Magna Grécia Vítor Santos, ESAG, 2012/2013
  • 46. 46 Dizia o poeta romano Horácio: “A Grécia conquistada conquistou o seu feroz vencedor!”; A cultura romana é uma fusão de várias culturas. A influência grega foi a mais marcante; Reconhecem a originalidade da civilização grega; Inspiram-se na sua arte, literatura, filosofia e religião; Nesta síntese cultural greco-romana residem os fundamentos da civilização europeia; Vítor Santos, ESAG, 2012/2013
  • 47. 47 Cidade romana de Timgad (Norte de África) Vítor Santos, ESAG, 2012/2013
  • 48. 48 cardo decumanos Sistema ortogonal Duas ruas principais que se cruzavam no centro da cidade Perto do cruzamento do cardo e decumanos situa- se o fórum Vítor Santos, ESAG, 2012/2013
  • 49. 49 Planta da cidade grega de Mileto, traduzindo o pensamento do arquiteto Hipódamo Acampamento da legião romana Vítor Santos, ESAG, 2012/2013
  • 50. 50 Fórum romano Fórum é a praça pública da cidade romana Vítor Santos, ESAG, 2012/2013
  • 51. 51 Reconstituição do fórum romano No fórum encontravam-se os principais edifícios administrativos: Basílica: estrutura multifunções: tribunal, sala de reuniões; Cúria: local onde se reunia o Senado; Também se encontram os templos mais importantes; Vítor Santos, ESAG, 2012/2013
  • 52. 52 A cidade de Roma tinha vários fóruns Vítor Santos, ESAG, 2012/2013
  • 53. 53 Reconstituição do fórum romano Vítor Santos, ESAG, 2012/2013
  • 54. 54 Planta da cidade de Pompeia Vítor Santos, ESAG, 2012/2013
  • 55. 55 Gosto dos romanos pela monumentalidade Vítor Santos, ESAG, 2012/2013
  • 56. 56 Roma era a capital de um vasto império e todos os imperadores procuraram construir novos e grandiosos edifícios que mostrassem a glória da cidade: Mercado de Tongóbriga, (Marco de Canavezes) Bibliotecas Mercados públicos Vítor Santos, ESAG, 2012/2013
  • 58. 58 Termas de Caracala Vítor Santos, ESAG, 2012/2013
  • 59. 59 Aquedutos romanos Os aquedutos eram fundamentais para permitir um abastecimento constante às cidades; Vítor Santos, ESAG, 2012/2013
  • 60. 60 Anfiteatros O Coliseu de Roma, lotação 70.000 espetadores Vítor Santos, ESAG, 2012/2013
  • 61. 61 Circo Máximo Realizavam-se corridas de carros (quadrigas e bigas) Lotação para 250.000 espetadores Vítor Santos, ESAG, 2012/2013
  • 64. 64 Insula, prédio com várias habitações Vítor Santos, ESAG, 2012/2013
  • 65. Dispersas por três continentes as cidades romanas partilharam um padrão urbanístico comum: O fórum, as termas, as basílicas, os aquedutos, as ruas calçadas de pedras, o anfiteatro, o teatro, os templos, os mesmos tipos de casas, o mesmo gosto pela exuberância e monumentalidade; O exemplo a seguir é Roma.
  • 67. 67 A arquitetura romana A arquitetura é a expressão mais importante da expressão artística romana; Os imperadores investiram nas obras públicas, de Roma e das outras cidades do império Vítor Santos, ESAG, 2012/2013
  • 68. 68 “Pragmática e funcional, a arquitetura romana preocupou-se essencialmente com a resolução dos aspetos práticos e técnicos da arte de construir, respondendo com soluções criativas e inovadoras (precursoras dos modernos sistemas e conceções de edificação) às crescentes necessidades demográficas, económicas, políticas e culturais da cidade e do Império”. René Huyghe, Sentido e destino da Arte Influências: etruscas e gregas Vítor Santos, ESAG, 2012/2013
  • 69. Influências gregas: decoração arquitetónica (ordens gregas) Ágora – fórum Colecionadores importavam arte grega. Cópias das estátuas gregas 69Vítor Santos, ESAG, 2012/2013
  • 70. opus caementicium – argamassa de cal, areia, materiais cerâmicos, calcário, cascalho e pozolana (material vulcânico) – obtinham uma pasta moldável semelhante ao atual cimento ou betão. Facilita a construção – mais leve, moldável, menos pessoal especializado, mais barato; Paramentos – revestimentos exteriores e interiores; Pedra, tijolo, mármore, ladrilhos, mosaicos, estuque pintado, etc. 70Vítor Santos, ESAG, 2012/2013
  • 71. Novos sistemas construtivos: tendo por base o arco de volta perfeita: abóbadas, cúpulas e arcadas (conjunto de colunas unidas por arcos); 71/62Vítor Santos, ESAG, 2012/2013
  • 72. Abóbada de berço Abóbada de arestas – intersecção de 2 abóbodas de berço 72
  • 73. Não inventaram o arco (conhecido na Mesopotâmia, Etrúria, Grécia…) mas utilizaram-no de uma maneira sistemática e original, combinando-o com os novos materiais. 73
  • 74. Desenvolvimento de técnicas e dos instrumentos de engenharia: técnicas de terraplanagem, inventaram as cofragens e os cimbres, desenvolveram métodos de construção quase estandardizados utilizaram grampos de metal para fortalecer as juntas; Cofragem – molde de madeira destinado a conter a massa de betão fresco Cimbres – armação de madeira que molda os arcos 74Vítor Santos, ESAG, 2012/2013
  • 76. Demonstraram génio inventivo, sentido prático. Associaram à solidez a economia de materiais, de meios e de mão-de-obra. 76Vítor Santos, ESAG, 2012/2013
  • 77. Barroquismo da decoração: exagero ornamental; Utilizaram as ordens gregas, muitas vezes sem funções estruturais, apenas decorativas; Inventaram as ordens toscana e compósita; Ordens mais utilizadas: compósita e coríntia 77Vítor Santos, ESAG, 2012/2013
  • 79. Maison Carré, Nimes (França), 16 a.c. 79Vítor Santos, ESAG, 2012/2013
  • 80. Fortuna Virilis, Roma, I a.c. 80Vítor Santos, ESAG, 2012/2013
  • 81. Características dos templos romano do período republicano: Pódio; Carácter frontal (escadaria, pórtico); Planta retangular; Muitas vezes não tinham peristilo (colunas laterais adossadas à parede; Colunas e entablamento à maneira grega. 81Vítor Santos, ESAG, 2012/2013
  • 82. Panteão Romano, Roma, II d.c 82Vítor Santos, ESAG, 2012/2013
  • 83. Panteão Romano, Roma, II d.c 83Vítor Santos, ESAG, 2012/2013
  • 84. Panteão Romano, Roma, II d.c 84Vítor Santos, ESAG, 2012/2013
  • 85. Arquitetura e obras públicas Construções públicas mostram o génio romano (capacidade técnica e soluções originais); Expansão territorial levou à necessidade de construir; Arquitetura é uma forma de demonstrar o poder de Roma e do Imperador; Começaram no período republicano. No período imperial desenvolveram construções mais grandiosas e complexas; Tipos de obras: estradas, pontes, aquedutos, basílicas, anfiteatros, teatros, termas… 85Vítor Santos, ESAG, 2012/2013
  • 86. Ponte e aqueduto do Gard, França, I a.c. 86Vítor Santos, ESAG, 2012/2013
  • 87. Basílicas: edifício multifunções (repartições públicas, termas, mercados, na época cristã será adotada como modelo das igrejas); 87Vítor Santos, ESAG, 2012/2013
  • 88. ruínas, Basílica Maxêncio 88 As basílicas eram construções planeadas para albergar um grande número de pessoas; Basílicas mais conhecidas: Júlia, Emilia, Úlpia, Maxêncio Vítor Santos, ESAG, 2012/2013
  • 89. 89Vítor Santos, ESAG, 2012/2013 Anfiteatros: estruturas destinadas ao lazer; Planta circular ou elíptica; Altura de vários andares; Eram construídos segundo um complexo esquema de abóbadas e arcos; Realizavam-se as atividades circenses;
  • 90. Anfiteatro Flávio, Coliseu, Roma, I d.c. 90Vítor Santos, ESAG, 2012/2013
  • 91. Anfiteatro Flávio, Coliseu, Roma, I d.c. 91Vítor Santos, ESAG, 2012/2013
  • 92. Anfiteatro Flávio, Coliseu, Roma, I d.c. 92Vítor Santos, ESAG, 2012/2013
  • 93. Anfiteatro de Arles, França, I d.c. 93Vítor Santos, ESAG, 2012/2013
  • 94. Circo Máximo, Roma, 94Vítor Santos, ESAG, 2012/2013
  • 95. 95 Teatros: semelhantes aos anfiteatros na forma e na decoração, mas mais pequenos; Erguiam-se em qualquer lugar (não precisavam de uma colina) Teatro de Marcelo (Roma); Vítor Santos, ESAG, 2012/2013
  • 96. Termas: balneários públicos, locais de encontro e convívio; Piscinas de água fria e quente, saunas, ginásios, bibliotecas, salas de reunião, teatros, lojas, jardins… 96
  • 97. Termas de Caracala, III d.c., Roma, (350 metros de lado) 97Vítor Santos, ESAG, 2012/2013
  • 99. Arco do Triunfo, Constantino, III d.c. Arco do Triunfo, Orange, I d.c 99Vítor Santos, ESAG, 2012/2013
  • 100. Timgad, Argélia, I d.c. 100Vítor Santos, ESAG, 2012/2013
  • 101. 101 As construções romanas eram essencialmente urbanas e utilitárias; Procuravam impressionar, tinham uma intenção propagandística; Vítor Santos, ESAG, 2012/2013
  • 102. A escultura Vítor Santos, ESAG, 2012/2013 102
  • 103. Cipião, II a.c. Júlio César,I a.c. Vítor Santos, ESAG, 2012/2013 103
  • 104. 104 Influências etruscas e gregas; Características realistas, centradas na personalidade do indivíduo; Os etruscos representavam com verismo as estátuas colocadas nos sarcófagos; Os romanos faziam máscaras de cera dos seus antepassados mais ilustres. A partir do século I a.c. passam a ser realizados em mármore; O retrato é uma afirmação do individuo.
  • 105. Influência grega a partir da Magna Grécia e da Grécia (após a conquista); Surgem em Roma muitos artistas gregos; Romanos preferem o realismo à representação perfeita da época clássica; O retrato, muitas vezes em forma de busto, combina com o sentido prático e realista dos romanos; Vítor Santos, ESAG, 2012/2013 105
  • 106. Cláudio, I d.c. Octávio, I d.c. Vítor Santos, ESAG, 2012/2013 106
  • 107. No século I d.c., o retrato, sobretudo o oficial, sofre influência do ideal grego, ao representar o Imperador; É representado mais idealizado, mais divino; Vítor Santos, ESAG, 2012/2013 107
  • 108. Estátua equestre Imperador Marco Aurélio, II d.c. Vítor Santos, ESAG, 2012/2013 108
  • 109. Relevo Relevo – subordinado à arquitetura. Ocupa todos os espaços arquitetónicos (colunas, frisos, arcos do triunfo, sarcófagos,…); Utilizou as técnicas usuais da pintura: gradação de planos, escorço, etc. Vítor Santos, ESAG, 2012/2013 109
  • 110. Relevo: conta uma história, os grandes feitos dos imperadores e do povo romano; Coluna de Trajano Vítor Santos, ESAG, 2012/2013 110
  • 111. 111 Cópias de estátuas gregas Vítor Santos, ESAG, 2012/2013
  • 112. 2.2.3 A apologia do Império na épica e na historiografia A partir do século I d.c. houve um desenvolvimento cultural; Augusto foi um protetor das artes e das letras, continua a tradição helenística, patrocinou numerosas obras públicas (templos, museus, teatros, termas, etc); Caio Cílnio Mecenas (conselheiro de Octávio) foi um dos grandes patrocinadores das artes, por isso, nos dias de hoje, dá-se o nome de mecenas às pessoas que protegem a arte; Mecenato é a prática de apoiar a arte e a cultura;
  • 113. Surgiram grandes escritores romanos: Virgílio (70 a 19 a.c.) – Compôs as “Bucólicas”, as “Geórgicas” e o poema épico “Eneida”; Horácio (65 a 8 a.c.); Ovídio (43 a.c. a 18 d.c.).
  • 114. 2.2.4 A formação de uma rede escolar urbana uniformizada As crianças romanas frequentavam a escola dos 7 aos 12 anos; As crianças das famílias ricas tinham escravos (pedagogos) que as ensinavam em casa; As crianças aprendiam a ler, escrever e contar com o litterator; Depois dos 12 anos apenas as crianças das famílias com posses prosseguiam os estudos;
  • 115. Depois dos 12 anos, o gramaticus ensinava gramática e os autores gregos; Depois dos 17 anos, o rethor, ensinava a retórica (arte de bem falar) e estudos mais avançados de latim e grego;
  • 116. Definição de Romanização Processo de transmissão da cultura romana aos diversos povos conquistados. Foi um processo lento, atingiu de forma desigual todo o império. Existiram regiões em que a romanização foi mais profunda do que em outras Para muitos, termina com o édito de Caracala que concede a cidadania a todos os homens livre do império (212 d.c.) 116Vitor Santos, Matosinhos, 2012/2013 2.3. Romanização da Península Ibérica
  • 117. O mundo romano atingiu um notável grau de uniformidade cultural As ruínas de uma cidade romana. Será possível dizer, só consultando a fotografia, de que região do Império é esta cidade? 117Vitor Santos, Matosinhos, 2012/2013
  • 118. A mesma cultura; A mesma arte (arquitetura, escultura, pintura); O mesmo urbanismo; As mesmas instituições; A mesma estrutura social; A mesma língua (na parte oriental do império muitos falavam o grego); As mesmas leis; Os mesmos deuses (a liberdade religiosa era a norma, mas existia em comum o culto do imperador); 118
  • 119. A romanização foi um processo lento que transformou em cidadãos romanos todos os povos conquistados; A Península Ibérica foi uma das regiões onde essa romanização foi mais profunda; Vamos estudar as formas como se processou a romanização desta região; 119 Aculturação – processo de adaptação de um grupo ou povo a uma cultura diferente da sua. Este processo é mais fácil quanto maior for o desnível civilizacional entre os dois grupos. Vitor Santos, Matosinhos, 2012/2013
  • 120. Mapa da Hispânia Pré-romana 120Vitor Santos, Matosinhos, 2012/2013
  • 121. A conquista da Hispânia 121Vitor Santos, Matosinhos, 2012/2013
  • 122. Mapa das colónias gregas e fenícias na Hispânia pré-romana 122Vitor Santos, Matosinhos, 2012/2013
  • 123. Romanos chegam à Península Ibérica em 218 a.c. em consequência das guerras púnicas (Cartago); No Sudeste os povos não apresentaram grande resistência; Norte e Centro grande resistência; Só no final do século I a.c., os romanos terminaram a conquista da Península Ibérica, no consulado de Octávio; Octávio fundou a cidade de Bracara Augusta; 123Vitor Santos, Matosinhos, 2012/2013
  • 124. Veículos de Romanização; A romanização estendeu-se, embora de forma desigual, a toda a Hispânia; No Sul a romanização foi rápida; No Norte e Centro foi mais lenta; 124Vitor Santos, Matosinhos, 2012/2013
  • 125. 125 Mapa da Península Ibérica Vitor Santos, Matosinhos, 2012/2013
  • 126. 126 Os romanos construíram uma densa rede de estradas e cidades Vitor Santos, Matosinhos, 2012/2013
  • 127. 127 Os castros ou citânias são, pouco a pouco, abandonados. As pessoas procuram as novas cidades romanas As cidades são um polo de atração para os habitantes locais. Vitor Santos, Matosinhos, 2012/2013
  • 128. 128 As cidades gozavam de autonomia administrativa; Elegiam as instituições que governavam a cidade; Vitor Santos, Matosinhos, 2012/2013
  • 129. 129 Emerita Augusta, Mérida Vitor Santos, Matosinhos, 2012/2013
  • 130. 130 Foram criadas colónias romanas que eram povoadas por romanos que queriam viver nas novas regiões conquistadas; Aos antigos soldados eram distribuídas terras nas províncias como recompensa. A cidade de Emerita Augusta foi fundada para acolher os soldados reformados. Vitor Santos, Matosinhos, 2012/2013
  • 131. 131 As cidades tinham estatutos diferentes; Foram um meio de aculturação dos povos da Hispânia; As colónias tinham direitos e privilégios iguais aos de Roma; Os municípios eram cidades preexistentes a quem os romanos concediam privilégios, algumas vezes equiparando-as às colónias; Vitor Santos, Matosinhos, 2012/2013
  • 132. 132 No território que é hoje Portugal existiam duas cidades que eram colónias: Pax Julia (Beja) e Scalabis (Santarém); E quatro que eram municípios: Ebora (Évora); Myrtilis (Mértola); Salacia (Alcácer do Sal); Olisipo (Lisboa); As restantes (36) eram cidades estipendiárias (pagavam um imposto chamado stipendium); Vitor Santos, Matosinhos, 2012/2013
  • 133. 133 No século I d.c. todas as cidades foram elevadas a municípios; Em 212, com o édito de Caracala, todos os homens livres da Hispânia passaram a ser cidadãos romanos. Vitor Santos, Matosinhos, 2012/2013
  • 134. 134 Bracara Augusta, vista da cidade, teatro e termas (reconstituição) Vitor Santos, Matosinhos, 2012/2013
  • 135. 135 O exército e a emigração Legionários romanos contactam com a população Hispânicos participam no exército romano A difusão da cultura romana entre as populações da Península Ibérica Contribuem para Numerosos imigrantes de Roma e de outras regiões de Itália emigraram para a Península Ibérica Vitor Santos, Matosinhos, 2012/2013
  • 136. 136Vitor Santos, Matosinhos, 2012/2013 Os quadros administrativos romanos duraram séculos, inclusive sobreviveram à queda do Império Romano; Tiveram um importante papel na romanização dos povos ibéricos; Salvo raras exceções praticaram uma política de tolerância e respeito pelos habitantes que, pouco a pouco, vão aderindo à cultura e civilização romana; Nas diversas província surge uma elite que vão tomando conta da administração das cidades;
  • 137. 137Vitor Santos, Matosinhos, 2012/2013 O Latim foi rapidamente aprendido pelas populações, e facilitou uma romanização rápida; A religião, os romanos partilharam os deuses locais com os seus próprios deuses. Apenas impuseram o culto do imperador; O direito romano desempenhou um papel fundamental, na romanização. Contribui para a paz e a ordem.
  • 138. 138Vitor Santos, Matosinhos, 2012/2013 A península ibérica vai sofrer profundas alterações económicas com os Romanos, sobretudo o Norte e Centro, que viviam da pastorícia e uma agricultura de subsistência e de pequenas aldeias fortificadas, normalmente situadas no cimo de montes, chamadas castros ou citânias; No sul da península existiam algumas cidades.
  • 139. 139Vitor Santos, Matosinhos, 2012/2013 Citânia de Sanfins
  • 140. 140Vitor Santos, Matosinhos, 2012/2013 Os romanos desenvolveram as regiões conquistadas; Surgem grandes explorações agrícolas que praticam uma agricultura intensiva, para exportação, bem como a pecuária;
  • 141. Vitor Santos, Matosinhos, 2012/2013 141 Desenvolve-se a indústria; Garum, tanque para fazer garum e tanques de salga de peixe, Lavra e Angeiras;
  • 142. Vitor Santos, Matosinhos, 2012/2013 142 Minas Romanas
  • 143. Vitor Santos, Matosinhos, 2012/2013 143 Os romanos desenvolveram várias indústrias; Mineira; Olaria; Tecelagem; Salga de peixe; Garum, etc. Cresce o número de cidades e feiras. A economia monetária desenvolve-se em toda a península.
  • 144. Vitor Santos, Matosinhos, 2012/2013 144 Mapa das principais indústrias e estradas romanas na Península Ibérica
  • 145. Vitor Santos, Matosinhos, 2012/2013 145 Estradas romanas e marcos miliários
  • 146. Vitor Santos, Matosinhos, 2012/2013 146 A construção de estradas desempenhou um papel muito importante no desenvolvimento económico, facilitando o comércio, não só entre as cidades da Península, mas com todo o Império Romano que constituiu um mercado único e coeso.
  • 147. In Preparação para o Exame Nacional de História A, Porto Editora
  • 148. Esta apresentação foi construída tendo por base a seguinte bibliografia: FORTES, Alexandra; Freitas Gomes, Fátima e Fortes, José, Linhas da História 12, Areal Editores, 2015 COUTO, Célia Pinto, ROSAS, Maria Antónia Monterroso, O tempo da História 12, Porto Editora, 2013 Antão, António, Preparação para o Exame Nacional 2014, História A, Porto Editora 2015 Catarino, António Luís, Preparar o Exame Nacional de História A, Areal Editores, 2015 2018/2019