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RESUMOS DO XVIII ENCONTRO DE PESQUISA EM
FILOSOFIA DA UFU, IX ENCONTRO DE PÓS-
GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA DA UFU E VII
ENCONTRO DE PESQUISA EM FILOSOFIA NO
ENSINO MÉDIO
ISSN 2358-615X Junho de 2024
Volume 18 – número 18 IFILO - UFU
1
ISSN 2358-615X
Resumos do XVIII Encontro de Pesquisa em Filosofia da UFU, IX
Encontro de Pós-Graduação em Filosofia da UFU e VII Encontro
de Pesquisa em Filosofia no Ensino Médio
Volume 18 – número 18
Junho de 2024
IFILO – UFU
Organizadores:
Marcos César Seneda
Fernando Tadeu Mondi Galine
Revisores:
Davi Holz Alvarenga
Maryane Stella Pinto
Mateus Henriques Patricio
Rayane Silva Nunes
XVIII ENCONTRO DE PESQUISA EM FILOSOFIA DA UFU
IX ENCONTRO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA DA UFU
VII ENCONTRO DE PESQUISA EM FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO
O Encontro de Pesquisa em Filosofia da Universidade Federal de Uberlândia
(UFU) é um evento regular de pesquisa, que visa a fortalecer a inserção regional e
nacional da comunidade filosófica representada pelos grupos e núcleos de pesquisa
agregados ao Instituto de Filosofia (IFILO). O propósito do evento é a intensificação da
integração dos estudantes – da graduação e da pós-graduação – e dos docentes e
discentes do Ensino Médio com a comunidade filosófica nacional. Ao mesmo tempo, o
evento pretende atuar decisivamente como fonte de incentivo para que os estudantes
apresentem seus primeiros trabalhos e adquiram, por esse meio, um pouco da prática da
produção de pesquisa especializada. Acentua nossa satisfação, ao organizá-lo
anualmente, o fato de o evento ter se ampliado e se tornado uma mostra significativa do
diversificado e consistente trabalho de pesquisa dos estudantes.
Neste ano estamos superando os problemas gerados com os impactos da
pandemia, e os eventos presenciais passam a ocupar novamente a cena da universidade.
No ano de 2023 conseguimos fazer um evento bem-organizado e com grande
participação dos alunos de graduação e pós-graduação, dando sequência ao trabalho de
quase duas décadas de divulgação da investigação científica produzida no Brasil. Em
2023, decidimos retomar o evento presencial como principal, mas ter mesas no formato
online, em vista da demanda de comunicadores de outros estados e conseguimos voltar
o evento para junho. Neste e nos próximos anos pretendemos realizá-lo sempre em
junho, como ocorria tradicionalmente antes da pandemia. Manter uma parte do evento
acontecendo online foi uma decisão tomada ao ver que, nos eventos online, estudantes
e pesquisadores das cinco regiões se inscreveram e puderam apresentar suas
comunicações devido à facilidade de não precisar se locomover e não ter mais essas
apresentações empobreceria o evento.
Em 2024, os encontros de pesquisa do IFILO-UFU vão homenagear o legado de
Tomás de Aquino nos 750 anos de sua morte. Pelas mãos de Tomás de Aquino, nos
tornamos herdeiros de uma vasta obra filosófica, que contempla os domínios da física,
da cosmologia, da metafísica, da ética, da política, da teologia, etc. Por um lado, sua
obra é de grande inspiração para um encontro de pesquisadores em que todas as áreas
da filosofia são contempladas, formando um grande mosaico das pesquisas em curso no
país. O Encontro de Pesquisa retrata bem, portanto, a Anpof e os Programas de Pós-
Graduação que lhe são vinculados, os quais desdobram suas pesquisas em uma ampla
gama de pesquisas disciplinares e interdisciplinares. Por outro lado, a obra multíplice de
Thomás de Aquino também é auspiciosa para a retomada dos estudos filosóficos não só
nesse período pós-pandemia, mas também numa época em que a filosofia, bem avaliada
e respeitada por suas polêmicas e divergências, pode reocupar os seus lugares nos
espaços públicos nos quais é sempre requerida, seja por suas reflexões sobre a história
da filosofia e suas disciplinas, seja pelos resultados que possam resultar disso para o
enfrentamento público das questões que demandam posições refletidas e cosmopolitas.
Tomás de Aquino, portanto, como um pensador transdisciplinar, tem muito a nos ensinar
sobre o convívio com as outras áreas de conhecimento e sobre o cultivo de ângulos
distintos de conhecimento, que podem fomentar diálogos fecundos.
Nos eventos realizados em 2021 e 2022 houve um envolvimento expressivo da
comunidade filosófica nacional, com a aprovação de resumos enviados por
pesquisadores de diversas universidades brasileiras, provenientes de diversas partes do
país. Em 2023, a retomada do evento presencial não diminuiu a participação destes.
Neste ano, nós teremos a décima oitava edição do evento, realização que confirma o
compromisso dos estudantes e do corpo docente do Instituto de Filosofia da UFU com
a pesquisa e disseminação do saber filosófico. Será realizado também,
concomitantemente com o XVIII Encontro de Pesquisa em Filosofia, o IX Encontro de
Pós-Graduação em Filosofia da UFU, encontro esse que recebeu contribuições
significativas de pesquisadores de diversas universidades brasileiras nas oito edições
anteriores. Trata-se de um evento que tem crescido ano a ano, e agora já se encontra
consolidado como uma grande mostra de divulgação e discussão da pesquisa em
filosofia no Brasil. Temos tido uma participação crescente de mestrandos e doutorandos
que, mesmo nas edições presenciais, vêm até a UFU para apresentar e discutir os seus
trabalhos de pesquisa. Sejam sempre bem-vindos! Além disso, realizaremos também o
VII Encontro de Pesquisa em Filosofia no Ensino Médio, com participação de alunos
oriundos de escolas da cidade. É imensa a nossa satisfação em receber esses alunos no
interior do evento de pesquisa, juntamente com os professores orientadores do Ensino
Médio. Esperamos, com essa experiência, incentivar a pesquisa no Ensino Médio, vindo
a ampliar e consolidar a presença desses alunos nos próximos eventos.
A conferência de abertura dos eventos será proferida pelo Profº. Dr. Andrey
Ivanov (UNESP), que falará sobre "A problemática ‘experimentum’-‘ars’-‘scientia’ em
Tomás de Aquino". Essa conferência ocorrerá no dia 24 de junho, às 19:00 horas, no
anfiteatro do bloco 5S. No dia 27 de junho, às 19 horas, também no anfiteatro do bloco
5S, o CIEME realizará a Mesa Redonda: “Tomás de Aquino: teólogo, filósofo,
professor”, contando com as seguintes apresentações: “A noção de sujeito e a teoria da
alma em Tomás de Aquino”, feita por Anselmo Tadeu Ferreira; “O Céu de Santo Tomás
de Aquino”, feita por Maryane Stella Pinto; e “Concepção Tomasiana da Vontade e seus
Atos”, feita por Márcio Fernandes.
O presente caderno apresenta o resultado de duas significativas mostras da
pesquisa acadêmica nacional, às quais se soma o trabalho de pesquisa de estudantes do
Ensino Médio, e pretende ser um incentivo para a produção de conhecimento filosófico
e um veículo para a sua divulgação.
Estamos nos empenhando sobremaneira para que a atividade de pesquisa
continue a ser desenvolvida com todo o vigor, e agradecemos a todos que têm somado
os seus esforços nessa luta em defesa da filosofia no Brasil. Desejamos à comunidade
de pesquisa um ótimo evento! Este ano esperamos todos e todas vocês de braços abertos,
para que a UFU possa continuar sua missão de lutar pelo desenvolvimento nacional e
de promover a filosofia e a ciência, com toda a sua força plural, em território brasileiro!
ISSN 2358-615X
Comissão Técnico-Científica:
Andréa Cachel (Universidade Estadual de Londrina)
Anselmo Tadeu Ferreira (Universidade Federal de Uberlândia)
Carlota Salgadinho Ferreira (PUC-Rio e Residente pós-doutoral na UFF)
Diego de Souza Avendano (FACES/UFU e UNIFESP)
Dirceu Fernando (IFTM - Instituto Federal do Triângulo Mineiro)
Fábio Baltazar do Nascimento Júnior (Universidade Federal de Uberlândia)
Fábio Coelho da Silva (Universidade Federal de Uberlândia)
Fernando Martins Mendonça (Universidade Federal de Uberlândia)
Fillipa Carneiro Silveira (Universidade Federal de Uberlândia)
Franco Nero Antunes Soares (Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS))
Lucas Nogueira Borges (Universidade Federal de Uberlândia / Humboldt Universität zu Berlin)
Luís Gustavo Guadalupe Silveira (Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM))
Luiz Carlos Santos da Silva (Universidade Federal de Uberlândia)
Marcio Tadeu Girotti (FAMEESP/FATECE )
Marcos César Seneda (Universidade Federal de Uberlândia)
Maria de Lourdes Silva Seneda (FACED – UFU )
Maria Socorro Ramos Militão (Universidade Federal de Uberlândia)
Paulo Irineu Barreto Fernandes (Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM)
Vinícius França Freitas (Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais)
Comissão Técnica - Ensino Médio
Davi Dias Moreira Júnior
Comissão Organizadora:
Anabelle Gehrmann Beolchi Martins
Antonio Ferreira Marques Neto
Arthur Villanova Nogueira Soares
Davi Holz Alvarenga
Dayana Ferreira de Sousa
Eduarda Vitoria Ferreira Silva
Fernando Tadeu Mondi Galine
Gabriel Galbiatti Nunes
Gabryella Couto
Geovana Faria Garcia
Islane Viana de Souza
João Gabriel Veiga Denoce
João Lázaro Ribeiro Caixeta
Lorenza Bastos Nascimento
Luan Ferreira Rodrigues
Lucas Rodrigues Caixeta
Luis Gustavo Freitas e Silva
Marco Túlio Costa França
Maryane Stella Pinto
Mateus Henriques Patricio
Rafael Batista Lopes de Oliveira
Rayane Silva Nunes
Rebert Borges Santos
Silvano Severino Dias
Tosh Shibayama
Periodicidade: Anual
INSTITUTO DE FILOSOFIA DA UNIVERSIDADE
FEDERAL DE UBERLÂNDIA (IFILO – UFU)
Campus Santa Mônica - Bloco 1U - Sala 125
Av. João Naves de Ávila, 2.121 - Bairro Santa Mônica
Uberlândia - MG - CEP 38408-100
Telefone: (55) 34 3239-4185
http://www.ifilo.ufu.br/
7
SUMÁRIO
ENSINO MÉDIO .....................................................................................................................12
Alexandra Silvestre de Souza da Silva e Paola Dias Ribeiro (IFTM - Uberlândia).................13
Ana Carolina Leal (IFTM - Uberlândia) ..................................................................................14
Anna Júlia Rodrigues Oliveira (E. E. Ignácio Paes Leme) ......................................................15
Camilly Frank Siqueira Fujeiro (E. E. Ignácio Paes Leme) .....................................................16
Clara Victória Oliveira Santos (IFTM – Uberlândia)...............................................................17
Gabrielle Barbosa Corteze (IFTM - Uberlândia) .....................................................................18
Giovana Tomaz Fernandes e Leticia Andrade Meireles (E. E. Ignácio Paes Leme) ...............19
Kivia Rayane da Silva Queiroz (IFTM - Uberlândia)..............................................................20
João Pedro Passos dos Santos (E. E. do Bairro Jardim das Palmeiras)....................................21
Matheus Franklin Ferreira (IFTM - Uberlândia)......................................................................22
Oswaldo de Jesus Souza Neto (E. E. Ignácio Paes Leme) .......................................................23
Pedro Henrique Vital Camargo (E. E. Ignácio Paes Leme) .....................................................24
Sabrina Santos Fernandes (E. E. do Bairro Jardim das Palmeiras) ..........................................25
GRADUAÇÃO.........................................................................................................................26
Ana Abrahão.............................................................................................................................27
Ana Cláudia Elias Romeiro......................................................................................................28
Arthur Salzano Fonseca............................................................................................................29
Barbara Leandra Porto Mota ....................................................................................................30
Cecília Lemes Silva..................................................................................................................31
Clara Abdelnur Alves...............................................................................................................32
Davi Dias Moreira Júnior .........................................................................................................33
Davi Holz Alvarenga................................................................................................................34
Donavan Iury Silva da Mata.....................................................................................................35
Fabíola Araujo de Rezende.......................................................................................................36
Felipe Alexandre Deleprani Knoblauch ...................................................................................37
Felipe Fernandes Vieira Santos................................................................................................38
Gabriel Carvalho da Silva.........................................................................................................39
GELZANIA SILVA DE SANTANA.......................................................................................40
Giovanna Guilherme Santos.....................................................................................................41
Gustavo Diniz Naves................................................................................................................42
8
Isabelly Santos Pereira..............................................................................................................43
Isadora Santos Pereira ..............................................................................................................44
João Lázaro Ribeiro Caixeta ....................................................................................................45
João Victor Costa Sousa...........................................................................................................46
João Vitor de Almeida Marques...............................................................................................47
Kyto Fayola ..............................................................................................................................48
Laércio Thiago Júnior...............................................................................................................49
Laís Oliveira .............................................................................................................................50
Leonardo Rosa Cunha ..............................................................................................................51
Lorenza Bastos Nascimento .....................................................................................................52
Lu Mariano ...............................................................................................................................53
Luan Ferreira Rodrigues...........................................................................................................54
Magnun Vieira Barbosa............................................................................................................55
Maria Caroline Galdino Vilela .................................................................................................56
Mariana Rabêlo Aires Silva......................................................................................................57
Marina Cássia Borges Rodrigues .............................................................................................58
Matheos Somolinos de Oliveira do Paço Mattoso Maia ..........................................................59
Matheus de Sá Mieldazis..........................................................................................................60
MILENA TADEU HAGE FERREIRA....................................................................................61
Murilo Ferreira .........................................................................................................................62
Natalha Geralda Cunha.............................................................................................................63
Natalia Adler Andrade Silva.....................................................................................................64
Pedro Henrique Albernaz Mendes............................................................................................65
Raffhaella Santos Coelho .........................................................................................................66
Raissa Gonçalves Galvão .........................................................................................................67
Rayane Silva Nunes..................................................................................................................68
Renan Ramos de Oliveira Pereira.............................................................................................69
Ronaldo dos Santos Lopes........................................................................................................70
Ryan Pablo Batista Oliveira .....................................................................................................71
Victor de Mello Mathias...........................................................................................................72
WALLACE GUILHERME SOARES DE BRITO ..................................................................73
Yasmin fontes nunes.................................................................................................................74
MESTRADO ............................................................................................................................75
9
ANDRÉ ARANTES GOMES..................................................................................................76
Ayrton Matheus Oliveira Pacheco............................................................................................77
Bruna Beatriz Lemes Carneiro .................................................................................................78
Bruno de Novais Oliveira.........................................................................................................79
Carla de Brito Nascimento .......................................................................................................80
Carlos Henrique Jesus de Paula................................................................................................81
Cleiton Custodio Ferreira .........................................................................................................82
Daniela Fernandes Cruz............................................................................................................83
Danival Lucas da Silva.............................................................................................................84
Diego Andrade Nascimento .....................................................................................................85
ÉRICKSEN DE OLIVEIRA DIAS ..........................................................................................86
Gleisson José da Silva ..............................................................................................................87
Islane Viana de Souza...............................................................................................................88
João Pedro Azevedo Lima........................................................................................................89
Keli de Assumpção...................................................................................................................90
Lucas Pereira Latorraca............................................................................................................91
Lucas Rodrigues Caixeta..........................................................................................................92
Lucca Fernandes Barroso .........................................................................................................93
Ludovyco José Viol Moras.......................................................................................................94
luiza Anselmo...........................................................................................................................95
Marco Aurélio Martins Rodrigues............................................................................................96
Mateus Henriques Patricio........................................................................................................97
Mikael Souza Barra Nova de Melo ..........................................................................................98
Nelson Perez de Oliveira Junior...............................................................................................99
Paulo Vitor Pinho de Siqueira ................................................................................................100
Pedro Lemgruber Nascimento................................................................................................101
Rafael Batista Lopes de Oliveira............................................................................................102
Rebert Borges Santos .............................................................................................................103
Thales Perente de Barros........................................................................................................104
Victor Lucas Caixeta ..............................................................................................................105
Vinicius Araujo da Silva Nascimento ....................................................................................106
Virgínia Alves ........................................................................................................................107
Vitória Elís Martins Fonseca..................................................................................................108
10
Wellington Fernandes Pires....................................................................................................109
DOUTORADO.......................................................................................................................110
Alan Duarte Araújo ................................................................................................................111
Alberto Luiz Silva de Oliveira ...............................................................................................112
Ana Cristina Armond .............................................................................................................113
André Luiz Pereira Spinieli....................................................................................................114
Arthur Alves Almeida Soares de Melo...................................................................................115
Bárbara Raffaelle Carvalho Santos.........................................................................................116
Bruno Bertoni Cunha..............................................................................................................117
Bruno dos Santos Queiroz......................................................................................................118
Carlos Eduardo Nicodemos....................................................................................................119
Carlos Eduardo Ruas Dias......................................................................................................120
Carolina Miranda Sena...........................................................................................................121
Cristiano Rodrigues Peixoto...................................................................................................122
Dayana Ferreira de Sousa.......................................................................................................123
Douglas de Melo Ferreira Torquato .......................................................................................124
Eduardo Leite Neto.................................................................................................................125
Gabriel Galbiatti Nunes..........................................................................................................126
Gabriela Antoniello de Oliveira .............................................................................................127
Henia Laura de Freitas Duarte................................................................................................128
Izabella Tavares Simões Estelita............................................................................................129
Juliana Paola Diaz Quintero ...................................................................................................130
Lucas Guerrezi Derze Marques ..............................................................................................131
Luciano Severino de Freitas ...................................................................................................132
Lúcio Flávio de Sousa Costa ..................................................................................................133
Marcelo Lopes Rosa...............................................................................................................134
Maria de Lourdes Silva Seneda..............................................................................................135
Mariana Dias Pinheiro Santos ................................................................................................136
Matheus Henrique Borges Soares ..........................................................................................137
Pablo Henrique Santos Figueiredo .........................................................................................138
Pablo Vinícius Dias Siqueira..................................................................................................139
Paloma Xavier ........................................................................................................................140
Paulo Irineu Barreto Fernandes..............................................................................................141
11
Regiani Cristina Jacinto Ferreira ............................................................................................142
Rodrigo do Prado Zago ..........................................................................................................143
Rones Aureliano de Sousa......................................................................................................144
Silvano Severino Dias ............................................................................................................145
Talita da Silva Moreau ...........................................................................................................146
Thiago Lemos Possas .............................................................................................................147
Trícia Beatriz Roza de Oliveira..............................................................................................148
12
ENSINO MÉDIO
13
Introdução aos Fundamentos Filosóficos da Tecnologia
Alexandra Silvestre de Souza da Silva e Paola Dias Ribeiro (IFTM - Uberlândia)1
Orientação: Paulo Irineu Barreto Fernandes
Este trabalho tem o objetivo de apresentar algumas reflexões sobre a conteúdo curricular
‘Fundamentos filosóficos da tecnologia”, parte integrante do projeto pedagógico do curso
técnico integrado ao Ensino Médio em Internet das Coisas (IoT), do IFTM – Campus
Uberlândia. A proposta do conteúdo é apresentar a relação entre a filosofia, a sociedade e a
tecnologia, e sobre como essas áreas atuam em contato direto ou simultâneo. Além disso, o
tema abrange áreas como: ética, política, cultura e comportamento. No que se refere aos
elementos da ética, busca analisar e compreender de que maneira a sociedade está utilizando a
tecnologia, de modo negativo ou positivo. Ademais, a tecnologia é um fator que pode contribuir
para bens futuros? Está sendo usada corretamente? A filosofia da tecnologia, por sua vez,
empenha em nos fazer pensar ou levantar questionamentos do que está sendo realizado,
proporcionando um olhar crítico para o assunto. Em relação às questões políticas, busca
compreender como a tecnologia pode influenciar e afetar as relações de poder na sociedade,
bem como implica diretamente na conexão entre partidos e o manuseio demasiado do
desnivelamento do poder político. Do ponto de vista da cultura, visa compreender se o senso
comum leva em consideração os conhecimentos da tecnologia, visto que pode interagir e dizer
sobre como a tecnologia faz parte do cotidiano. Por fim, com relação às questões
comportamentais, o conteúdo apresenta relações com a tecnologia e sobre como os avanços
tecnológicos influenciam no comportamento humano, como o do uso do celular, por exemplo,
que foi transformado em um item indispensável nos dias atuais. Concluindo, o conteúdo
“Fundamentos filosóficos da tecnologia” busca uma melhor compreensão sobre a chamada
neutralidade da tecnologia, visando contribuir para que os avanços tecnológicos não sejam
privilégios de apenas uma camada social, mas sim benefícios para a sociedade em geral.
1 Grupo de estudos Filosofia da Mente, Arte e IA.
14
Apresentação da Semana de Filosofia e História Social do Instituto Federal do Triângulo
Mineiro - Campus Uberlândia
Ana Carolina Leal (IFTM - Uberlândia)2
Orientação: Paulo Irineu Barreto Fernandes (IFTM - Uberlândia)
O objetivo deste trabalho é apresentar a Semana de Filosofia e História Social. Um
projeto que surgiu no ano de 2013, no Instituto Federal do Triângulo Mineiro – Campus
Uberlândia, com a proposta de aproximar as áreas de ensino das Ciências Humanas, atendendo
a demandas de professores, estudantes e da comunidade escolar, por um momento para a
reflexão social. No evento, propõe-se a apresentação de informações e diálogos de elevado e
rigoroso nível cultural, na forma de minicursos, exibição de filmes, mesas redondas e debates.
É, portanto, um evento que se situa na intersecção entre as Ciências Humanas, Arte, Psicologia,
Códigos e Linguagens e o cotidiano, entre o erudito e o popular, de maneira dialética e não
dicotômica. Em cada ano é escolhido um tema específico, dentro da proposta geral do evento,
sempre relacionado com as questões filosóficas e sociais em destaque. Foi assim que, por
exemplo, em 2014, ano em que foi realizada a Copa do Mundo de Futebol Masculino no Brasil,
o tema foi “Filosofia e História Social do Futebol” e, da mesma forma, em 2018, ano em que
foram completados 50 anos desde o conturbado ano de 1968, o tema do evento foi “1968 - 50
anos depois: tão longe e tão perto”. Em 2023, aconteceu a XI edição do evento, cujo tema foi:
“Pela Equidade e Contra o Preconceito”, e teve como objetivo problematizar os desafios da
convivência humana, sob diversos aspectos, como o combate ao preconceito e a luta pela
isonomia social e pela igualdade de direitos.
2 Grupo de estudos Filosofia da Mente, Arte e IA.
15
A questão da moral na obra Além do bem e do mal
Anna Júlia Rodrigues Oliveira (E. E. Ignácio Paes Leme)
Orientação: Antonio Ferreira Marques Neto
Coorientação: Lorenza Bastos Nascimento
Além do Bem e do Mal, obra intrigante do filósofo alemão Friedrich Nietzsche, mergulha
nas profundezas da condição humana, desafiando conceitos estabelecidos de moralidade e ética.
Composta por uma série de aforismos incisivos e reflexões provocativas, a obra lança luz sobre
a complexidade inata à natureza humana e às noções tradicionais de bem e mal. Nietzsche
propõe a ideia do; além do bem e do mal, sugerindo que o verdadeiro progresso moral está além
das limitações das convenções morais convencionais. Em vez de se submeter a padrões
culturais, religiosos ou legais Nietzsche incentiva os indivíduos a cultivarem sua própria
moralidade, baseada no eterno retorno e na expressão plena de sua vontade de poder de
potência, livre de qualquer ressentimento ou força reativa. Nessa comunicação busco esboçar o
conceito central de; Além do Bem e do Mal; que é d’O além do homem’ (Übermensch), uma
figura que transcende as limitações da moralidade herdada e cria seus próprios valores. O além
do homem aquele que não se curva à moralidade do rebanho, mas sim constrói seu próprio
caminho, vivendo de acordo com sua própria visão de moral e autenticidade. Ele vê o além do
homem como um ideal a ser buscado, um chamado para a autossuperação e a afirmação da vida
em sua plenitude. Além do Bem e do Mal desafia os leitores a questionarem suas próprias noções
de moralidade e a considerarem a possibilidade de uma ética que transcenda as dicotomias
convencionais fugindo do ressentimento e da negação da vida que fundam a moral tradicional.
É uma obra que continua a inspirar debates e reflexões sobre a natureza da moralidade e a busca
pela verdadeira liberdade e autenticidade.
16
Arte como Forma de Pensamento
Camilly Frank Siqueira Fujeiro (E. E. Ignácio Paes Leme)
Orientação: Antonio Ferreira Marques Neto
A filosofia da arte tem diversas formas diferentes de ser interpretada, e como uma forma
que transcende a mera expressão estética, buscando compreender seu significado mais profundo
e seu papel na experiência humana a ênfase será na área de arte como forma de pensamento.
Filósofos como Arthur Danto e Maurice Merleau-Ponty contribuíram significativamente para
essa área da filosofia. Como dois filósofos importantes para esta área, temos um
posicionamento de cada um, um pouco diferente um do outro. Arthur Danto argumenta que a
arte vai além da mera representação visual ou sensorial, sendo também um veículo para
expressar ideias e conceitos abstratos. Ele defende a ideia de que a arte contemporânea desafia
as definições tradicionais de arte, questionando o que é considerado arte e o papel do contexto
na sua interpretação. Maurice Merleau-Ponty, por sua vez, destaca a importância da experiência
perceptiva na apreciação da arte. Ele argumenta que a percepção não é apenas um processo
sensorial, mas também cognitivo, influenciado pela nossa relação com o mundo e nossas
experiências passadas. Assim, a arte não é apenas vista, mas também compreendida através de
nossa experiência corporal e mental. Esses filósofos ressaltam que a arte não é apenas uma
manifestação estética, mas também um campo de investigação filosófica, onde questões sobre
significado, interpretação e experiência humana são exploradas e debatidas. Através dessa
perspectiva, a filosofia da arte busca compreender não apenas o que a arte é, mas também o que
ela pode nos ensinar sobre nós mesmos e o mundo que habitamos.
17
Explorando a Dualidade nas Máscaras Africanas: Reflexões Filosóficas sobre a
Existência e a Consciência nas Tradições Africanas
Clara Victória Oliveira Santos (IFTM – Uberlândia)3
Orientação: Luís Gustavo Guadalupe Silveira
Nas tradições filosóficas africanas, as más caras artísticas emergem como símbolos
vívidos e mistos, oferecendo um terreno fértil para a exploração das complexidades da
existência humana e da consciência. Este estudo se propõe a sondar a dualidade expressa pelas
máscaras africanas, com um enfoque particular nas máscaras Cokwe, representando contrastes
como vida e morte, bem e mal, realidade e espiritualidade. Nessa dualidade intrínseca,
encontramos uma reflexão filosófica sobre a própria natureza da existência e da consciência.
Ao explorar as máscaras Cokwe e suas contrapartes em toda a África, somos levados a
contemplar não apenas a diversidade cultural do continente, mas também a universalidade das
indagações ontológicas e fenomenológicas que elas evocam. Uma dessas perspectivas
filosóficas é a Afrocentricidade, uma abordagem por meio da qual filósofas(os) africanas(os)
contemporâneas(os) e estudiosas(os) da diáspora investigam como a arte, incluindo as máscaras
africanas, refletem e perpetuam valores, crenças e tradições únicas das diversas culturas do
continente africano. A Afrocentricidade não apenas desafia as narrativas eurocêntricas
dominantes, mas também enriquece nosso entendimento da estética africana, destacando sua
profundidade e relevância. Assim, ao mergulhar na investigação das máscaras africanas e sua
dualidade dentro do contexto das tradições filosóficas do continente, somos instigados a não
nos limitar a apreciar as culturas que as criaram, mas também a refletir sobre as questões sociais
e perenes que continuam a provocar até os dias de hoje.
3 Programa de Iniciação Científica Bic-Jr.
18
Felicidade, o que é esse sentimento?
Gabrielle Barbosa Corteze (IFTM - Uberlândia)4
Orientação: Paulo Irineu Barreto Fernandes
Propõe-se neste trabalho investigar o que de fato é esse sentimento denominado
“felicidade”, que aparece desde a Antiguidade. Com tantos influenciadores orgânicos citando
essa palavra nas redes sociais e textos antigos a usando da mesma forma, fica a dúvida do que
ela significa de fato, citada também em um documento bem conhecido, a Declaração de
Independência dos Estados Unidos da América. A partir de textos clássicos, como os de
Aristóteles, Epicuro e Agostinho de Hipona, passando pelos principais períodos da história, até
os dias atuais, essa pesquisa é feita com o intuito de analisar o que as pessoas pensam que esse
sentimento seja, como o reconhecem em seu cotidiano e se está de acordo com alguma teoria
e/ou corrente filosófica estudada. Um grande passo para compreender a si mesmo é
compreender o que nos torna felizes e quais ações realizamos no intuito de conseguir essa
felicidade. Com esse trabalho, o propósito é que os dados recolhidos possam ser analisados,
propiciando abertura para novos conhecimentos na área, comparar os conceitos de felicidade
de grandes filósofos e pensadores, e pesquisar a existência de similaridade entre respostas de
pessoas com a mesma idade e gênero. Ao mesmo tempo, as inferências práticas da pesquisa
podem fornecer subsídios para que as pessoas que venham a conhecer esse trabalho possam
refletir sobre suas atitudes e sentimentos, a respeito do que as deixam infelizes, para que se
tornem mais cônscias de si mesmas; afinal, esse é um dos propósitos de todos os autores e
autoras que se dedicaram e se dedicam ao estudo do tema “felicidade”. A previsão inicial era
de 50 participantes da comunidade interna do IFTM, no entanto, já ultrapassamos esse objetivo,
obtendo mais de 60 respostas, até o momento. A pesquisa está em andamento e pretende trazer
novas perspectivas sobre a felicidade na filosofia.
4
Bolsista PIBIC EM/CNPq; Grupo de estudos Filosofia da Mente, Arte e IA.
19
Manipulação Midiática
Giovana Tomaz Fernandes e Leticia Andrade Meireles (E. E. Ignácio Paes Leme)
Orientação: Antonio Ferreira Marques Neto
A mídia naturalmente possui caráter manipulador? Manipulação define-se como
influência a algo, assim, ao transmitir informações, verídicas e válidas ou não, a mídia
desempenha um papel na formação ideológica daqueles que a acessam, aí surge sua
aplicabilidade para manipulação. Através da mídia formamos posições políticas acerca de tudo
em nossa vida, então é essencial que demos um passo atrás para questionar o porquê de tais
posicionamentos. Pierre Bourdieu oferece uma visão estrutural da mídia como um ‘campo’ de
disputas simbólicas, onde diferentes agentes buscam o poder de influenciar e controlar a
narrativa social. Ele enxerga a mídia como uma arena de dominação cultural, onde as elites
mantêm sua influência para preservar o status; “A televisão, em particular, é um instrumento
de manutenção da ordem existente”, critica. Ele destaca como a mídia pode criar uma visão
homogênea da realidade, que favorece os interesses das classes dominantes e silencia as vozes
discordantes. Nessa mesma linha de pensamento Mario Sérgio Cortella alerta para a velocidade
e superficialidade com que as notícias se espalham nas redes sociais. A pressa em compartilhar
e a falta de reflexão contribuem para distorções na percepção coletiva, facilitando a
disseminação de rumores e meias-verdades. “Em um oceano de informações, é crucial saber
questionar e filtrar”, afirma Cortella. Ele argumenta que o pensamento crítico é a melhor defesa
contra a manipulação, incentivando um consumo mais criterioso e consciente. Cortella também
critica a trivialização dos debates online, observando que “as mídias favorecem a imbecilidade”,
já que a facilidade de postar leva a um excesso de comentários superficiais, onde a ignorância
é mais visível, em detrimento do conhecimento profundo e fundamentado. Em suma, a mídia é
um dos principais instrumentos de estratificação das estruturas sociais atual, sendo
imprescindível que levantemos o debate acerca desta sua utilização para combatê-la.
20
Explorando as Camadas de “Detroit: Become Human” - Uma Análise Filosófica do Jogo
Kivia Rayane da Silva Queiroz (IFTM - Uberlândia)
Orientação: Paulo Irineu Barreto Fernandes (IFTM - Uberlândia)
O estudo tem como objetivo comparar a envolvente história fictícia de Detroit: Become
Human, jogo eletrônico produzido por Quantic Dream e publicado por Sony Interactive
Entertainment para o PlayStation 4 e Microsoft Windows, com as possíveis repercussões da
inteligência artificial em nossa sociedade, especialmente olhando para o futuro próximo. Vamos
explorar questões éticas importantes, como autonomia, liberdade e discriminação, refletindo
sobre como a história do jogo se conecta com os debates atuais sobre IA. Isso nos ajudará a
entender melhor os dilemas éticos que enfrentamos. Hoje em dia, à medida que a tecnologia
avança rapidamente, especialmente na área da inteligência artificial, enfrentamos desafios
éticos cada vez mais complexos. Esse avanço tecnológico nos faz questionar como essas
tecnologias vão impactar nossas vidas e se um futuro, no qual a IA é parte integrante, está mais
próximo do que pensamos. O exemplo dessa reflexão, o jogo Detroit: Become Human, que
imagina um cenário onde androides ganham consciência e lutam por sua liberdade, levanta
temas profundos como autonomia, liberdade, discriminação e responsabilidade moral. Ao jogar,
somos confrontados com decisões difíceis que moldam o rumo da história, nos levando a refletir
sobre as implicações éticas da inteligência artificial, tais como, por exemplo, a questão da
neutralidade (ou não) dos algoritmos. Em resumo, Detroit: Become Human não é apenas uma
fonte de entretenimento, mas também uma plataforma para discutir academicamente os dilemas
éticos que surgem quando a humanidade e a tecnologia se encontram, nos ajudando a entender
melhor as implicações sociais e morais da IA.
21
O conceito de alienação para Karl Marx e sua atualidade
João Pedro Passos dos Santos (E. E. do Bairro Jardim das Palmeiras)
Orientação: Davi Dias Moreira Júnior
A alienação pode receber vários significados dependendo do contexto exercido,
logicamente, todos eles têm que ter algo em comum para compartilharem a mesma palavra,
essa sendo o que apelidemos de “síndrome de desconexão”. Para Karl Marx, a alienação é uma
relação contraditória do trabalho e trabalhador de forma objetiva, com o homem estranhando a
si mesmo e tudo em volta, ou seja, o trabalhador não se coloca no trabalho, apenas se usa para
exercê-lo sem exame crítico. No consumismo, alienação é seguir todas as tendências e modas
indiferente de sua necessidade ou vontade própria, sendo um questionamento da influência
externa. E no lazer, não há um envolvimento genuíno com o indivíduo e a atividade, estando
assim indiferente a ela. A palavra alienado significa “o que é de fora” e explica os pontos
levantados anteriormente, sendo a falta de pensamento crítico, identidade e relação, que na
visão de Marx faz parte da exploração do trabalho e à luta de classes, com as classes superiores
predominando ideias que não podem ser contestadas. O conceito também é visto como um
“vazio”, onde não existe nada por trás do indivíduo, como pensamentos e sentimentos próprios.
Assim, esta pesquisa em Filosofia parte das seguintes problemáticas: se a pessoa não carrega
valores, emoções, morais ou éticas, como uma pessoa alienada se posicionaria moralmente?
Não estar ou ser alienado é possível hoje em dia? Pode-se concluir que por esses motivos o
termo recebeu o apelido de “síndrome da desconexão”, ao adotar uma vida sem relação com a
sociedade, as pessoas e a si mesmo, sendo levantado a pergunta de qual o papel do indivíduo
na sua vida e sociedade; se ele é apenas um utensílio ou inexistente em seu ambiente.
22
Obstáculos para a Ataraxia estoica
Matheus Franklin Ferreira (IFTM - Uberlândia)5
Orientação: Luís Gustavo Guadalupe Silveira
O Estoicismo é uma corrente filosófica helenística que diz que o ser humano deve viver
em harmonia com a natureza para que se alcance a Ataraxia (ausência de perturbação). Os
estoicos, em sua maioria, dizem que a riqueza excessiva é um obstáculo para alcançar uma vida
virtuosa e longe de inquietudes. Porém, Sêneca (4a.C.-65. d.C.), uma das principais figuras do
Estoicismo, foi um homem bastante rico. O que nos faz pensar: há algo absoluto que seja um
obstáculo para a Ataraxia? Essa dúvida é importante pelo fato de a Ataraxia ser uma das
principais questões do Estoicismo, portanto, compreender a jornada para alcançá-la é também
um ponto crucial para os estoicos. A hipótese de nossa investigação é que não é possível citar
fatores que necessariamente são obstáculos para a Ataraxia porque as pessoas veem as coisas
de perspectivas diferentes, então algo que tira a paz de uma pessoa pode não ter o mesmo efeito
em outra. Nossa pesquisa é parte de um projeto de Iniciação Científica sobre a relação entre o
Estoicismo e Filosofias Africanas.
5 Programa de Iniciação Científica Voluntária (PIVIC).
23
A Natureza e os Povos Indígenas
Oswaldo de Jesus Souza Neto (E. E. Ignácio Paes Leme)
Orientação: Antonio Ferreira Marques Neto
A relação entre a natureza e os povos indígenas é um tema profundamente enraizado na
filosofia e na antropologia. Os povos indígenas mantiveram uma ligação íntima e espiritual com
a natureza ao longo dos séculos, o que é fundamental para as suas crenças, cultura e modo de
vida. Para estas comunidades, a natureza não é apenas um recurso a ser explorado, mas sim um
ser vivo com o qual partilham uma ligação intrínseca. A filosofia indígena frequentemente
enfatiza a interdependência entre os humanos e o meio ambiente. A natureza é vista como um
sistema complexo do qual os indivíduos fazem parte, e não como algo separado ou dominado
por eles. Esta visão holística da natureza influencia não só as práticas quotidianas dos povos
indígenas, mas também as suas crenças espirituais e éticas. Além disso, muitas tradições
indígenas valorizam a sabedoria ancestral transmitida através de gerações, incluindo o
conhecimento sobre plantas medicinais, técnicas agrícolas sustentáveis e a importância da
preservação da biodiversidade. Esses ensinamentos refletem uma compreensão profunda da
interconexão entre os humanos e o mundo natural. No contexto filosófico mais amplo, a
abordagem da natureza pelos povos indígenas oferece uma crítica poderosa ao paradigma
ocidental de dominação e exploração da natureza. Em vez de procurarem controlar a natureza,
as filosofias indígenas procuram muitas vezes viver em harmonia com ela, reconhecendo-a
como fonte de vida e inspiração. Em suma, a relação entre a natureza e os povos indígenas é
um tema complexo que desafia muitos pressupostos filosóficos ocidentais sobre o ambiente.
Ao considerar as perspectivas indígenas, podemos expandir a nossa compreensão da
interligação entre todos os seres vivos e repensar a nossa própria relação com o mundo natural.
24
Rap – Da Contestação à Ostentação: Rupturas e Continuidades
Pedro Henrique Vital Camargo (E. E. Ignácio Paes Leme)
Orientação: Antonio Ferreira Marques Neto
Coorientação: Cainã Queiroz Silva
Em Eu não venci o Sistema, Sid MC, rapper de Brasília, critica a atual cena de rap e hip
hop no Brasil, destacando a ostentação excessiva com uma perspectiva pessimista. Ele ressalta
que essa ostentação muitas vezes é alcançada à custa da submissão de muitas pessoas, que se
veem obrigadas a se vender e se colocar em posições de servidão. O artista argumenta que os
rappers urbanos deveriam adotar uma abordagem mais social, buscando melhorias nas
condições sociais e instigando os ouvintes a refletir sobre uma sociedade mais igualitária. Nesta
pesquisa, pretendo explorar as ideias de Sid através de conceitos filosóficos sobre ideologia.
Procurarei também estabelecer um contraponto, mostrando que há aspectos positivos na
ostentação que Sid critica. Em minha análise, também considerarei o contexto histórico e
cultural que influencia a expressão artística do rap e do hip hop no Brasil, além de examinar
como as ideias de Karl Marx, sobre ideologia, e como se relacionam com a crítica de Sid MC.
Além disso, trabalhei com os temas de racismo, empoderamento, identidade. Estes temas
auxiliarão a compreender como o cenário do Hip Hop sofre transformações a partir do encontro
com o mercado musical e dialoga com suas propostas de denúncia para o racismo, os problemas
da violência policial, de classe. Por fim, buscarei identificar maneiras pelas quais a ostentação
pode servir como forma de empoderamento ou resistência dentro da comunidade hip hop. A
ostentação pode ser vista positivamente dentro da cultura hip hop por várias razões. Primeiro,
ela pode servir como uma forma de empoderamento para aqueles que historicamente foram
marginalizados ou excluídos da sociedade. Ao exibir riqueza e sucesso, os artistas de hip hop
podem desafiar estereótipos e reivindicar seu lugar na sociedade de uma maneira que antes lhes
era negada.
25
Eudaimonia e Hedonismo: um conceito mais amplo de felicidade
Sabrina Santos Fernandes (E. E. do Bairro Jardim das Palmeiras)
Orientação: Davi Dias Moreira Júnior
A maioria das pessoas, principalmente os jovens, vivem em busca da felicidade através
da maximização do prazer e da diminuição, a qualquer custo, da quantidade de dor emocional.
Esse ideal é denominado hedonismo, foi criado por Aristipo de Cirene e defendido por filósofos
como Epicuro, Jeremy Bentham, John Stuart Mill, dentre outros. O hedonismo em sua essência
e origem não leva em consideração, o fato de que a dor emocional é uma parte natural da
experiência humana, e desempenha um papel crucial no desenvolvimento psicológico. A
psicologia delimitou sua importância para: o desenvolvimento da resiliência, o
autoconhecimento, a empatia, a criação de significados, de propósito na vida, dentre outras
razões. Concomitante a isso, podemos entender o conceito de Eudaimonia cunhado por
Aristóteles como um ideal mais harmônico em prol da psique humana, já que ele analisa a
felicidade não somente como uma busca egoísta pelo prazer sem pensar no impacto na vida de
outros, mas sim como um estado de “vida plena”, de constante e duradora realização pessoal.
Segundo Aristóteles, esse estado é alcançado quando uma pessoa vive suas habilidades e
potencialidades praticando suas virtudes. Assim, a felicidade é a consequência da prática de
ações moralmente corretas e éticas agindo de acordo com virtudes como: justiça, coragem,
temperança e sabedoria. Esta pesquisa em filosofia visa analisar a felicidade não só como algo
individual, mas que leva os outros em consideração, não excluindo a importância de dores
emocionais. É possível ter vida plena, felicidade, sem a ética com os demais?
26
GRADUAÇÃO
27
A Perseverança do ser: Espinosa e esquizoanálise
Ana Abrahão
Orientação: Humberto Guido
Espinosa, ao longo de sua Ética, traça uma grande concatenação que, em seu cerne,
define o ser humano como desejante (ESPINOSA, p. 339), isto é, como singularidade definida
pelo seu próprio esforço por agir (Idem, p. 471), cuja liberdade é realizada, isto é, tanto mais
perfeita, quanto mais compreende a univocidade da natureza (Idem, 197). Tal filosofia
fundamenta a influência de Deleuze na concepção da esquizoanálise, criada conjuntamente com
Guattari. Disciplina definida pela transversalidade clínica-política-filosofia (DELEUZE,
GUATTARI, p. 426-506). Com Guattari, “através de uma especial leitura de Espinosa e Marx”
(ORLANDI, p. 234), Deleuze cria uma ética de modo que a univocidade do ser “estabelece a
primazia ontológica da diferença” (ORLANDI, 237). Deste modo, o presente trabalho busca
expo ros conceitos fundamentais de tal disciplina. Trabalhar o inconsciente de modo imanente,
isto é, a subjetividade como processo produtivo ""por instâncias individuais, coletivas e
institucionais"" (GUATTARI, p. 11) diferentemente da psicanálise tradicional que encerra tais
localidades na heterotopia da clínica. O trabalho de Guattari na clínica de vanguarda de La
Borde (Idem, p. 16-17), em conjunto com Jean Oury, fundamentado por uma desestratificação
das posições institucionais, é um exemplo histórico, prático, de afirmação da vida, do desejo
enquanto esforço por agir. Ao traçarem o conceito de corpo sem órgãos como
transcendentalidade do desejo (DELEUZE E GUATTARI, p. 21-30) tomam a antiprodução, o
aspecto propriamente destrutivo do desejo, como parcialidade característica da própria vida
que, mesmo em seus riscos, persevera; as modificações, as metamorfoses que agem mesmo que
dos modos mais abjetos, sempre fluindo (mesmo que em cortes, estancamentos) para a vida.
Dadas tais considerações, proponho expor, tal como Bataille, “a aprovação da vida mesmo na
morte” (BATAILLE), p. 35), em termos espinosistas e, logo, psicanalítico-materialistas;
evidenciando aspectos ético-políticos que fundamentam determinadas práticas presentes no
Brasil e no mundo.
28
A questão da causa na Terceira Meditação, de Descartes
Ana Cláudia Elias Romeiro
Orientação: Alexandre Guimarães Tadeu de Soares
O presente trabalho possui como objetivo discutir os principais argumentos que são
utilizados por Descartes, na Terceira Meditação, para elaborar a prova à posteriori da
existência de Deus. Desvendando essa amplitude teórica, será investigado especificamente
como que no axioma da causa está disposto todo o instrumental teórico necessário para a
produção dessa prova. A argumentação se inicia aplicando o axioma da causa às ideias, a fim
de examinar se há algum conteúdo na mente que a causa não poderia provir do próprio cogito.
Após refletir, Descartes conclui que a única ideia que não pode proceder dele mesmo é a ideia
de Deus, que por possuir como principal atributo a infinitude, não poderia proceder causalmente
da natureza finita da substância pensante, uma vez que é manifesto pela luz natural que na causa
deve haver tanto quanto há em seu efeito. Assim, o filósofo prova que algo que é causa da ideia
de infinito, a saber Deus, também existe necessariamente. Contudo, também é manifesto pela
luz natural que a tudo que existe é permitido investigar a sua causa e se não tem, investigar por
que não carece. Diante disso, ao aplicar o axioma da causa à Deus, a fim de descobrir qual sua
causa, Descartes afirma que por esta substância infinita possuir tamanha potência, ela não só é
capaz de criar e conservar coisas postas fora de si, como também cria e conserva a si mesmo,
sendo a se e de nenhum modo ab allio. Logo, Deus é causa sui, ou seja, é causa de si mesmo.
29
Uma perspectiva política e filosófica da obra de Star Wars.
Arthur Salzano Fonseca
Este trabalho terá como abordagem a estrutura social e política do mundo entre os anos
1950 e 2010, dos quais foram os alvos de crítica do autor George Lucas na obra de Star Wars.
O trabalho visa entender e tentar explicar alguns acontecimentos ocorridos na saga com base
filosófica no mundo real, com um foco na relação feita por George Lucas da situação política
na galáxia da série e de diversas situações que tinham ocorrido e continuavam acontecendo no
século XX em nosso mundo. O foco principal será a relação do império de Star Wars com o
país estados unidos, tratando de temas importantes como a construção social formada desde a
fundação do país e da formação e divisão política agregada ao mesmo em relação a série. Haverá
um foco secundário em relação a percepção e o modo que são tratadas as atividades políticas,
tanto as cometidas pelo império tanto do país em questão. Ainda pensando na questão da
percepção, irei tratar da maneira que as informações são difundidas nesses dois ambientes, e
como que o seriado faz ou deixa de fazer essa ligação. É possível perceber que, também há uma
grande diferença na escala das situações, enquanto no seriado há uma relação com uma galáxia,
no mundo real é somente um planeta, enquanto os nossos países representam planetas inteiros
na saga de Star Wars. Por fim, irei demonstrar como há algumas similaridades que não são
explicadas de maneira explicita, como acontece com a relação direta do “império” americano e
o império intergaláctico de Star Wars, do qual o autor da obra original admite ter feito com base
nos acontecimentos da época. Também haverá um estudo do modo que a obra foi divulgada e
o motivo de seu sucesso.
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Análise crítica do conto da aia a luz das teorias de Michel Foucault e Judith Butler
Barbara Leandra Porto Mota
Orientação: Fillipa Silveira
O presente trabalho busca analisar criticamente O conto da Aia (1985) à luz das
filosofias de Michel Foucault e Judith Butler. Foucault, em sua obra História da sexualidade 1:
vontade de saber (1976), introduz o conceito de dispositivo de poder ao discutir o exercício do
poder nos indivíduos. Enquanto isso, Butler, em Problemas de gênero: feminismo e subversão
da identidade (1990), aborda questões de gênero, delimitando o conceito de performatividade
de gênero. O objetivo é compreender como o poder se manifesta no romance e quais são as
formas de resistência apresentada pelas personagens, utilizando as perspectivas dos filósofos
mencionados. A análise concentra- se em examinar como as estruturas de poder delineadas por
Foucault influenciam as relações de sexualidade na sociedade retratadas no livro. Por outro
lado, a lente de Butler permite uma análise mais específica das questões de identidade de género
e como são moldadas e reforçadas pelo poder. Ao contextualizar a trama O conto da Aia com
essas teorias filosóficas contemporâneas, o trabalho visa oferecer uma visão mais profunda das
dinâmicas sociais e políticas presentes na obra. Este exame crítico revela a interseção complexa
entre poder, género e identidade, enriquecendo a compreensão da obra e sua relevância para a
reflexão sobre as questões sociais e políticas contemporâneas.
31
SOBRE AS DUAS FONTES DA EDUCAÇÃO: UMA CONCEPÇÃO EDUCACIONAL
A PARTIR DAS NOÇÔES BERGSONIANAS DE “INTELIGÊNCIA” E “INTUIÇÃO”
Cecília Lemes Silva
Orientação: Prof. Dr. Fábio Coelho da Silva
Este trabalho tem como objetivo investigar implicações educacionais que podem ser
extraídas da obra de Henri Bergson (1859 – 1941). O estudo desse tema parte da reflexão de
como seria uma educação voltada para o desenvolvimento da “consciência coextensiva à vida”
humana e da convicção de que o autor teria contribuições a esse respeito, isto é, se vislumbra
em Bergson o potencial de oferecer uma concepção educacional que considera a natureza
fundamental do homem contemporâneo, suas limitações, potencialidades e necessidades. Para
isso, utiliza-se do segundo capítulo da obra A Evolução Criadora (2010) na intenção de
compreender aspectos da condição humana e da inteligência, que, especializada na matéria e
nas formas de agir sobre ela, não é capaz de sozinha conhecer a si ou de compreender a
verdadeira continuidade, a mobilidade real que corresponde à vida. Em seguida, analisa-se no
texto Introdução (segunda parte) de O Pensamento e o Movente (2006), a intuição como um
esforço oposto a uma tendência natural por meio da qual conseguimos atingir a pura
espontaneidade das ações que refletem a personalidade, os sentimentos e as ideias particulares.
A vida que, de início, nada pode criar, impedida que é pelos obstáculos impostos pela matéria,
busca e consegue na intuição introduzir a porção possível de liberdade e aproximar da
compreensão de si própria. Por fim, a partir das reflexões suscitadas pelas ideias de inteligência
e intuição bergsonianas, assimila-se uma concepção de educação que, para além de desenvolver
a inteligência e de exaltar o conhecimento técnico-científico, desperte a faculdade intuitiva e
faça uso de métodos de ensino que abarquem também a área intuitiva da consciência. Um ensino
que não substitua o conhecimento das coisas pela reprodução de conceitos já fixados e que
integre a experimentação, a criação e a livre iniciativa dos estudantes.
32
Sentir ou pensar: o domínio ao qual a Faculdade da Imaginação pertence para Kant e
Hume
Clara Abdelnur Alves
Orientação: Olavo Calabria Pimenta
O objetivo deste presente trabalho é apresentar a questão sob qual domínio a Faculdade
da Imaginação pertence, mais especificamente se é do pensar ou do sentir, tendo em vista dois
pensadores: Immanuel Kant e David Hume. Sabemos que cada filósofo possui um critério
diferente para distinguir pensamento e intuição, desse modo, parte-se de duas hipóteses. Para
Kant, pensamento diz respeito aos conceitos que são caracterizados pelo seu aspecto universal,
já a sensibilidade diz respeito às intuições, que são sempre singulares. Dessa maneira, ele
defende que a imaginação é do sentir pois sempre imaginamos algo singular: uma pintura
específica, o nosso quarto ou uma refeição que tivemos certo dia. Enquanto, para Hume, o
critério de diferenciação é a intensidade das percepções, sendo as mais fortes do sentir e as mais
fracas do pensar, o que o leva a defender que a imaginação seja do pensar, entendendo que
quando imaginamos temos uma percepção fraca na mente e, portanto, apenas uma ideia.
Percebe-se a concordância de Hume com o senso comum, já que nossa maior tendência é
acreditar que a imaginação seja do pensar, pois remetemos ela a fantasias que fazemos no
campo do pensamento. Em vista da discordância entre estes autores, buscaremos obter o nosso
próprio entendimento sobre qual domínio em que a imaginação se encontra.
33
Os conceitos de alteridade e generosidade em Jean-Paul Sartre
Davi Dias Moreira Júnior
Orientação: Fábio Coelho da Silva
Este trabalho propõe uma análise dos conceitos de alteridade e generosidade no livro O
Que é A Literatura?, de Jean-Paul Sartre. O objetivo principal é investigar como o filósofo
francês aborda e fundamenta a ideia de alteridade a partir da relação com as noções de liberdade
e de responsabilidade. Em primeiro lugar, examinaremos a perspectiva existencialista, com
ênfase sobre a liberdade entendida como base da existência humana. Sartre defende que a
liberdade está intrinsicamente ligada ao modo humano de estar no mundo, ou melhor, à própria
estruturação da consciência, e que, portanto, não é possível alcançá-la como se fosse uma meta
ou, até mesmo, como se estivesse ao alcance das mãos. Para o referencial teórico e
metodológico, abordaremos outras obras do mesmo autor visando responder as seguintes
perguntas: “Originalmente separados, como os homens poderiam se reunir?” (Simone de
Beauvoir), “É possível um projeto de generosidade em um mundo onde há um constante embate
de subjetividades?”, Como não virar o opressor neste mundo?” e “Sempre existirá um inimigo
imediato em comum?”. Ao elencar esses tópicos e contrastar essas questões, pretendemos
destacar não apenas suas bases teóricas, mas também explorar possíveis pontos de convergência
em suas obras e críticas a sua filosofia. Além disso, este estudo visa contribuir para uma
compreensão mais abrangente das questões ontológicas, éticas e políticas relacionadas à
liberdade e ao projeto de cada ser humano, fornecendo insights filosóficos relevantes para
debates contemporâneos sobre direitos individuais, responsabilidade moral e justiça social.
34
A Lógica de Port-Royal na história da lógica
Davi Holz Alvarenga6
Orientação: Alexandre Guimarães Tadeu de Soares
Simplificadamente, pode-se dividir a história da lógica em três períodos: (i) lógica
antiga, (ii) lógica moderna e (iii) lógica contemporânea. O primeiro período é caracterizado
pelo surgimento do Órganon aristotélico e pelas discussões medievais nele baseadas. O terceiro
período é iniciado com a Begriffsschrift de Frege (1879) e marca o início da concepção de lógica
como cálculo. Por sua vez, o segundo período – que aqui me interessa – tem na Lógica de Port-
Royal (1662) a sua obra-símbolo: inaugura-se, com ela, uma nova concepção de lógica, que
deixa de ser apenas teoria das formas válidas de raciocínios para tornar-se, além disso, o estudo
das condições para o conhecimento. Tais preocupações de caráter epistemológico evidenciam-
se no fato de que, diferentemente dos manuais de lógica aristotélicos, que se dividiam em três
partes (doutrinas do termo, da proposição e do raciocínio), a Lógica de Port-Royal passa a
comportar uma quarta parte, dedicada à exposição do método, de clara influência cartesiana. A
obra – tida como uma das mais importantes na história da disciplina – influenciará
decisivamente, até o século XIX, o período da chamada "lógica moderna", seja na sua utilização
para o ensino de lógica nas principais universidades europeias, seja no surgimento de outras
importantes obras, como a Logique, de Condillac (1780), e o Manual dos cursos de lógica geral,
de Kant (1800). Com a minha comunicação, tenciono apresentar essa concepção de lógica
inaugurada por Port-Royal, contextualizando-a e ressaltando a sua importância dentro da
história da lógica.
6 Meus agradecimentos ao CNPq pelo financiamento de minha Iniciação Científica, cujo primeiro fruto é esta
comunicação.
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Desinformação e discurso de ódio nas redes sociais em período eleitoral: análise da
postagem do Cardeal Scherer no Twitter no contexto das eleições presidenciais de 2022
Donavan Iury Silva da Mata
Orientação: Prof. Dr. Robson Figueiredo Brito (PUC Minas)
O tema central de nosso estudo é a desinformação e a disseminação do ódio nas redes
sociais durante as eleições presidenciais de 2022. O objetivo geral é compreender o papel da
informação falsa na propagação do ódio, analisando o fenômeno discursivo. Para alcançar esse
objetivo, o estudo propõe a análise do funcionamento da manipulação discursiva, utilizando a
perspectiva foucaultiana, e a identificação de marcas linguísticas em postagens no Twitter que
evidenciam discursos odiosos, especialmente relacionados ao fundamentalismo religioso. A
base teórica para este estudo são as obras Arqueologia do Saber e A Ordem do Discurso de
Michel Foucault. Nelas, o filósofo destaca a relação entre saber e poder, destacando a vontade
de verdade como um procedimento externo ao discurso que determina o que é considerado
verdadeiro ou falso. A desinformação é interpretada como parte desse procedimento,
envolvendo jogos de enunciações fabricados de forma intencional e assumidos como
verdadeiros. A análise é feita a partir de postagens do cardeal arcebispo de São Paulo, Dom
Odilo Pedro Scherer, no Twitter. Ele questiona se vale a pena colocar enunciados cristãos-
católicos em cheque devido a disputas políticas. Essa abordagem provocou uma série de ataques
e acusações, associando o cardeal ao comunismo e ao Partido dos Trabalhadores devido à cor
vermelha de sua veste cardinalícia e seu discurso. Isso ilustra como a manipulação do discurso,
por meio da inverdade, torna-se uma ferramenta eficaz para disseminar ódio na sociedade. O
estudo destaca a necessidade de desenvolver habilidades de compreensão crítica diante desse
fenômeno, enfatizando a importância do pensamento crítico na avaliação de discursos nas redes
sociais. Ao compreender a relação entre desinformação, manipulação discursiva e disseminação
do ódio, fica evidente a necessidade de que as pessoas precisam desenvolver uma maior
capacidade crítica para discernir e combater tais práticas.
36
O Utilitarismo e a ética budista: leituras utilitaristas do Bodhicaryāvatāra.
Fabíola Araujo de Rezende
Estudos contemporâneos em Ética normativa têm contemplado pesquisas que buscam
estabelecer alguns pontos de convergência entre a teoria ética e o conteúdo normativo presente
na literatura canônica budista. Especificamente quanto ao Utilitarismo, essa convergência
parece ser possível quando se trata de analisar o Bodhicaryāvatāra (Um Guia para o modo de
vida do Bodhisattva), um escrito poético-religioso atribuído a Sāntideva, monge e filósofo
indiano que viveu no século VIII da nossa era. Texto bastante informativo acerca da vertente
Mahāyāna, o Bodhicaryāvatāra expõe as virtudes morais cardeais que o Budismo defende, bem
como o ideal ético do Bodhisattva. O Bodhisattva é o indivíduo que busca a iluminação e que
se aperfeiçoa não apenas para alcançar a sua própria libertação final, mas também para ajudar
os inúmeros seres que precisam libertar-se do samsāra, o ciclo indefinido de renascimentos
que, segundo os budistas, mantém-nos numa existência cíclica, involuntária e insatisfatória.
Nesse sentido, o interesse dos pesquisadores utilitaristas em escritos como o Bodhicaryāvatāra
é encontrar evidências textuais que conectem tais escritos aos quatro pilares do Utilitarismo –
o Bem-estarismo, o Agregacionismo, a Imparcialidade e o Consequencialismo – a fim de
compreender as implicações teóricas e práticas do que o Budismo entende que seja bom para
nós e o que motiva as ações (por exemplo, a de promover o bem-estar) recomendadas a um
indivíduo que esteja comprometido com o ideal Bodhisattva. Assim, nesta comunicação, o
objetivo é apresentar a abordagem contemporânea que, no campo da Ética, pretende investigar
possíveis pontos de contato entre o Utilitarismo e o Budismo Mahāyāna, a partir de leituras do
Bodhicaryāvatāra. Pretendemos mencionar os resultados obtidos quanto às pesquisas
empreendidas, bem como as dificuldades enfrentadas pelos pesquisadores no levantamento
desses resultados.
37
Em busca de uma filosofia com crianças: imaginação, criatividade e lúdico.
Felipe Alexandre Deleprani Knoblauch
Orientação: Fabio Coelho da Silva
Este trabalho tem por objetivo elencar a discussão sobre o ensino da filosofia com
crianças, realizando um estudo teórico sobre as formas de aprendizagem. Para tanto, propõe-se
abordar principalmente os conceitos de imaginação e de criatividade apresentados por Lev
Vygotsky em Imaginação e criatividade na infância, correlacionando-os com o período da
infância e sua diferenciação com adultos. Em um segundo momento, a partir da proposta
didático-metodológica apresentada por Silvio Gallo em Metodologia do ensino de filosofia:
uma didática para o ensino médio, este trabalho constrói uma ponte entre os conceitos
apresentados anteriormente e a prática do ensino da filosofia no ensino básico, complementando
o arcabouço teórico e apresentando algumas técnicas voltadas à metodologia de ensino. Por
fim, utilizando-se do estudo de caso sobre o ensino lúdico para crianças desenvolvido por
Marilene Raupp e Thaisa Neiverth no artigo Retratos da infância: o conhecimento e o lúdico,
serão apresentadas diferentes práticas de ensino infantil. Mais especificamente, essas práticas
serão contextualizadas para o ensino da filosofia com crianças, utilizando como exemplo
diferentes livros, desenhos, filmes e outras mídias atrativas para essa faixa etária. Esses três
momentos serão decisivos para demonstrar que a problemática principal decorre da dificuldade
do campo filosófico, normalmente apresentado como complexo e abstrato, adentrar o ensino
básico, principalmente a educação infantil e o ensino fundamental, como se estivesse além do
alcance desta etapa. Por isso, o trabalho buscará apresentar meios de introdução filosófica com
crianças, levando aos professores de filosofia meios para o entendimento da compreensão de
mundo específica da criança, e como a filosofia pode se utilizar desta compreensão de mundo
a seu favor no ensino com as mesmas.
38
A acrasia como um caráter de transição na ética aristotélica
Felipe Fernandes Vieira Santos7
Orientação: Fernando Martins Mendonça
No início sétimo livro da Ética a Nicômaco, Aristóteles diz que “existem três caráteres
que devem ser evitados: o vício, a acrasia e a brutalidade” (1145a 15). O termo usado para
referir-se aos três estados é ethos, traduzido como caráter, o qual é, segundo o primeiro capítulo
do livro II da mesma obra, constituído por um processo de habituação que resulta em um estado
no qual o indivíduo torna-se capaz de agir por si mesmo de um determinado modo. Segundo o
autor, o hábito é capaz tanto de aprimorar quanto de corromper estados do indivíduo na medida
em que ações de um determinado tipo são repetidas consistentemente e não de forma meramente
mecânica. Habituando-se a agir bem, torna-se bom. Habituando-se a agir mal, torna-se mal. A
acrasia, estado no qual o agente experiencia um conflito entre motivações opostas em sua alma,
é apresentada por Aristóteles como um ethos. Dado que nela o agente parece habitualmente agir
mal, ainda que tenha o desejo pelo bem, a tese de Aristóteles acerca do hábito parece dar
margem para a possibilidade de a acrasia ser tomada como caráter de transição que resultará
em um caráter vicioso. Do mesmo modo, a enkrateia parece ser um estado transitivo até que
lhe seja constituído um caráter virtuoso. É necessário, portanto, compreender como Aristóteles
apresenta a acrasia e a enkrateia como um ethos já constituído, cujo fenômeno característico
não acontece de forma episódica, mas em uma cadeia habitual que resulta em uma habilitação
(hexis) para que o indivíduo aja daquele modo. Estaria Aristóteles ciente dessa margem em sua
teoria? Seriam a acrasia e a enkrateia, de fato, apenas caráteres de transição rumo ao vício e a
virtude respectivamente?
7 Externo minha gratidão ao CNPq pelo fomento a pesquisa.
39
O Desprezo pela Filosofia: Uma Reflexão Necessária Sobre Educação
Gabriel Carvalho da Silva
Orientação: Fábio Coelho Silva
A filosofia no Brasil sempre enfrentou diversos problemas e desafios, tanto legislativos
quanto metodológicos. Neste contexto, abordaremos a problemática do ensino de filosofia no
país: será que temos um ensino enciclopédico, meramente reproduzindo conceitos, ou de fato
estamos ensinando os alunos a filosofar? Seriam as aulas de filosofia um impedimento para a
prática da filosofia, ao invés de um estímulo? Este breve resumo não pretende ser apenas uma
crítica superficial ao estudo da história da filosofia, mas sim uma análise crítica sobre a
formação dos profissionais que atuam como professores de filosofia. No Brasil, não há um
currículo definido para o ensino de filosofia, o que traz uma grande abertura e também enormes
desafios. Os professores correm o risco diário de cair em um ensino enciclopédico,
especialmente porque diversas universidades incluíram em seus vestibulares provas de filosofia
que abrangem “toda” sua história. Isso pode levar as escolas de ensino médio a definirem a
filosofia como um panorama histórico a ser ensinado em dois ou três anos. Precisamos pensar
em metodologias alternativas que abordem eixos problemáticos e não somente históricos ou
temáticos, mas essa não é uma análise fácil. É necessário dar um passo atrás e compreender a
formação dos professores de filosofia nos cursos de licenciatura. Não podemos considerar o
professor de filosofia apenas como alguém que detém conhecimento técnico para dar aulas e
ter conhecimentos teóricos educacionais. Assim, devemos seguir a tradição histórica da
filosofia, com a relação mestre- discípulo. Ou seja, para ensinar filosofia é preciso saber
filosofia e também saber aprender filosofia. Dessa forma, é necessário criar uma ""filosofia do
ensino de filosofia"" para aperfeiçoar o processo de ensino aprendizagem no âmbito filosófico.
40
FILOSOFIA DA MATEMÁTICA: EM TOMÁS DE AQUINO
GELZANIA SILVA DE SANTANA
O presente texto tem por objetivos: Explicitar o conceito de matemática definido por
Tomás de Aquino, as justificativas para a mesma ser considerada uma ciência teórica, por
conseguinte, o tipo de abstração que lhe é próprio. A partir da passagem do Comentário ao
Tratado da Trindade de Boécio (Super Trinitate q.5, a.3). Qual o conceito de Matemática
sustentado por Tomás de Aquino? Segundo Tomás, a matemática é uma ciência, uma vez que
ocupa-se do universal e do necessário. A matemática trata do abstrato, do imaterial, do
inteligível, do universal e do imóvel é considerada uma ciência especulativa, assim como a
física e a metafísica. Quais as justificativas para Matemática ser uma ciência teórica? Às
justificativas apresentadas são: que a matéria é indivisível, não abstrai de qualquer matéria, e,
sim, da matéria inteligível. Esclarece que o movimento não é para os matemáticos tomados,
porém os princípios matemáticos são aplicados aos movimentos, por fim tais princípios são
aplicados às coisas naturais. Qual o tipo de abstração é próprio à matemática? Na passagem da
S.T q.85, a.1,” [...] ocorre abstrair de dois modos [...]”. Como podemos compreender existem
duas formas de abstração e a matemática se ocupa de uma delas. Em continuidade a matemática
não se ocupa da divisão da matéria quando abstrair da forma de acordo com universal, não
ocorre abstrair das partes para o todo. As operações matemáticas se apresentam ao intelecto
conforme são inteligíveis. Ainda assim, a matemática dispensa a materialidade e retira a
imaterialidade da matéria. Esse é o tipo de abstração que lhe é próprio. Em conclusão exige-se
a compreensão de matéria sensível e inteligível, assim como o que é abstração, por fim o
conceito e as justificativas da matemática ser uma ciência especulativa em Tomas de Aquino.
41
Despertando paixões através da prática educacional kantiana.
Giovanna Guilherme Santos
Orientação: Marcos César Seneda
O objetivo deste trabalho é discutir o seguinte: como a razão é adquirida por meio da
educação prática e a ação dentro dos aspectos morais, para eliminação das paixões por meio da
habituação das inclinações naturais, assim a relação entre razão, educação, moralidade e
controle das emoções, sugerindo uma abordagem prática para promover o desenvolvimento
humano, com base na obra Sobre a pedagogia de Immanuel Kant. No ensaio Sobre a Pedagogia
é explorado a relação entre razão, educação e moralidade, para isso, vamos examinar essa
relação a partir dos seguintes passos. Primeiro passo, examinar a razão adquirida por meio da
educação prática, e a ação dentro dos aspectos morais, há um destaque da importância de
analisar como a razão é cultivada e fortalecida através da educação prática, especialmente no
contexto das escolhas morais. Não se trata apenas de adquirir conhecimento teórico, mas
também de aplicá-lo nas escolhas morais do dia a dia, assim a teoria e a prática devem caminhar
juntas para formar indivíduos capazes de tomar decisões fundamentadas e éticas. Segundo
passo, a habituação das inclinações naturais é essencial para suprimir essas paixões. Kant
reconhece que as paixões podem nos desviar do caminho da razão. Isso implica um processo
de treinamento ou condicionamento das emoções e impulsos naturais para que se alinhem com
os princípios morais e a razão. Assim, há uma sugestão de uma abordagem educacional que não
apenas visa o desenvolvimento intelectual, mas também moral e emocional dos indivíduos A
pedagogia kantiana enfatiza a importância de educar não apenas a mente, mas também o caráter
moral. Com proposta de uma reflexão sobre como a razão é adquirida e aplicada na prática,
bem como sobre a importância de cultivar hábitos virtuosos para promover a conduta ética e o
controle das emoções.
42
Maquiavélicas lições turcas
Gustavo Diniz Naves
Orientação: Jairo Dias Carvalho
Niccolo Machiavelli (1469-1527), foi um diplomata e pensador revolucionário da
ciência política moderna, conquistando sua posição de renome com diversos tratados políticos
onde buscou debater a realidade da política tal qual ela é, e não como deveria ser. Em sua obra
de maior destaque, O Príncipe, o florentino pretendia fornecer instruções práticas de como um
príncipe deve comportar para manter ou aumentar seu poder, se valendo da história e sua
experiência in loco enquanto chefe da segunda chancelaria florentina para fornecer conselhos
práticos lastreados na realidade. Discorrendo em seu opúsculo a respeito dos principados, o
diplomata desvencilha a ética da política e busca tratar sua noção de soberania, onde o florentino
argumenta em favor da autonomia da ação política, onde o príncipe tem o dever de agir com
todos os seus meios voltados para este único objetivo de expansão e manutenção do poder. A
partir desta noção maquiavélica de soberania, o presente trabalho busca evidenciar suas lições
da ação política vigente na práxis geopolítica turca ao longo do século XXI. O país vem se
destacando pelo cumprimento de sua plena soberania, agindo de acordo com seus próprios
interesses, tal qual o florentino exalta e defende ao longo de seus tratados.
43
O Sublime e o Belo na Filosofia Estética de Immanuel Kant
Isabelly Santos Pereira
Orientação: Luciene Maria Torino
O sublime e o belo ocupam lugares distintos, porém complementares, na estética
kantiana. Enquanto o belo representa a harmonia, a simetria e a proporção que proporcionam
um prazer sereno e tranquilo, o sublime transcende essas características, evocando uma
sensação de admiração misturada com um certo temor diante do incomensurável. Inicialmente,
será apresentada a distinção entre o sublime e o belo, conforme delineada por Kant em sua obra
Crítica da Faculdade do Juízo. Neste estudo, exploraremos como Kant concebe essa relação
entre o sublime e o belo e como ambos coexistem na experiência estética. Ao analisar a
distinção entre o sublime e o belo, examinaremos exemplos de obras de arte e fenômenos
naturais que incorporam esses conceitos. Serão consideradas pinturas, esculturas, paisagens
naturais e outras manifestações artísticas que demonstram tanto a harmonia do belo quanto a
grandeza do sublime. Desta forma, pretendemos ilustrar como esses elementos estéticos se
entrelaçam e enriquecem a experiência estética, proporcionando ao observador uma gama
diversificada de emoções e reflexões. Este resumo abrange os principais passos da
problematização da relação entre o sublime e o belo na filosofia estética de Immanuel Kant,
fornecendo uma visão geral do escopo e dos objetivos da pesquisa da área da estética.
44
Pânico na Zona Sul dos Racionais MC´s: Uma Análise Filosófica da Música como
Expressão de Consciência Social e Resistência Cultura.
Isadora Santos Pereira
Orientação: José Benedito de Almeida Junior
O objetivo desta apresentação é realizar uma análise filosófica da música Pânico na
Zona Sul do grupo Racionais MC’s. Felizmente, o rap brasileiro vem desempenhando um papel
significativo na música contemporânea ao abordar de forma profunda as realidades sociais do
país, especialmente as disparidades entre a periferia e os estratos sociais mais privilegiados.
Essas representações culturais, enraizadas nas letras e nos ritmos do gênero, destacam também
as diferenças sociais e econômicas de maneira contundente, muitas vezes expondo um
confronto latente entre as classes. Na música em questão, os Racionais MC’s são
profundamente influenciados pelo movimento negro e pela indignação com a exclusão social
nas periferias. Esse descontentamento se converte em uma ferramenta de resistência. A letra de
Pânico na Zona Sul expressa as vivências e lutas desses MC ́s, que debatem e questionam o
olhar de estigmatização para com as periferias. Ao fazerem isso, eles confrontam a ideia de
meritocracia, evidenciando que a desigualdade é o verdadeiro motor por trás das divisões entre
brancos e negros, ricos e pobres. A filosofia, enquanto campo de estudo dedicado à reflexão
sobre a existência humana e a sociedade, tem um papel crucial na análise crítica e na
compreensão dos desafios enfrentados pelas comunidades marginalizadas nas periferias. O rap,
juntamente com essa área do conhecimento possui a voz de expressar uma rebeldia contra as
injustiças sociais e podem oferecer insights profundos sobre as causas e consequências dessas
condições de vida precárias. Portanto, a intersecção entre a filosofia e o rap brasileiro revela
um potencial para análise crítica das desigualdades sociais e as estruturas de poder. Ambos
questionam as concepções de justiça e igualdade, desafiando sistemas de valores que perpetuam
discriminação e falta de oportunidades. Essa união promove diálogo sobre questões sociais,
buscando uma sociedade mais justa e inclusiva.
45
A Música em Tomás de Aquino: Uma Investigação do Efeito da Música no Espírito
João Lázaro Ribeiro Caixeta
Orientação: Anselmo Tadeu Ferreira
A presente exposição tem como objetivo apresentar o tema da música e sua relação com
as sensações e com a alma de acordo com o pensamento de Tomás de Aquino. Segundo Tomás
na Suma Teológica, II-II, q.91, a.1, rep, a música direciona as emoções; deste modo, para expor
o tema da música em Tomás é preciso, em primeiro lugar, analisar a relação da nossa alma com
as nossas emoções. A partir desta análise, poderemos entender a música como uma expressão
física que é própria da razão, e a música sendo o resultado da relação da nossa parte sensível
com nossa alma. Mais do que uma análise musical e estética, a exploração sobre a música e as
sensações nos embarca na jornada de entendê-la como arte singular, que pode proporcionar
emoções à alma, conduzindo-a. Tomás esteve inserido nos debates acerca da música em seu
tempo. Naquele momento o povo a queria na igreja, enquanto os mais tradicionalistas pensavam
que não era adequada. Sendo assim, Tomás, na Suma Teológica, II -II, q.91, a.2, rep., junto a
In De an., lib.3, L.2, n.14-15, expõe a noção de que o canto possui harmonias que direcionam
a alma quando de acordo com o sentido da audição e a razão. Porém, ele notou que a música
também pode conduzir o espírito quando constituída em materialidade ou no imaterial, de
acordo com a composição harmônica e a disposição do ouvinte. Ele ressaltava os conceitos de
beleza, harmonia, claridade, disposição e imitação. Portanto, pilares fundamentais da música,
como o ritmo e a harmonia, são considerados mais que sons. Logo, o ponto principal da presente
exposição é mostrar como Tomás de Aquino entenderá na Suma Teológica a elevação da alma,
quando em contato com música, e seus graus de espiritualidade, isto é, como a sonoridade
poderia influenciar o intelecto humano.
46
A relação entre definição e demonstração na teoria da ciência de Aristóteles
João Victor Costa Sousa
Orientação: Fernando Martins Mendonça
Nos Segundos Analíticos, Aristóteles concebe uma teoria da ciência, na medida em que
se ocupa do estudo do conhecimento científico. Esse estudo se divide em duas partes, as quais
constituem dois livros. Por um lado, no livro I, encontra-se uma teoria da demonstração, cuja
discussão principal diz respeito à relação entre conhecimento científico e demonstração. Por
outro lado, no livro II, o Estagirita propõe uma teoria da definição, cuja coesão com o primeiro
livro evidencia-se através da relação entre demonstração e definição. Diante da importância
desses assuntos para os estudos aristotélicos, bem como para a discussão no âmbito da filosofia
da ciência, justifica-se ainda nos dias de hoje pesquisas que se esforcem por esclarecer aspectos
da teoria científica de Aristóteles. Com o objetivo de contribuir para esses campos de estudo,
pretendo, em minha comunicação, examinar um problema central do livro II dos Segundos
Analíticos, a saber: a função causal ou explanatória desempenhada pela definição no âmbito da
demonstração. A fim de cumprir com meu intento, proponho-me o seguinte itinerário: em um
primeiro momento, apresentarei a concepção de ciência demonstrativa a partir da relação entre
conhecimento científico e demonstração científica; em um segundo momento, apresentarei o
requisito de que a demonstração científica deve proceder a partir de princípios indemonstráveis
e necessários que forneçam a causa ou explicação do fato demonstrado; em um terceiro
momento, mostrarei como a definição cumpre a função de tal princípio, de modo que ela fornece
a causa ou explicação do fato demonstrado.
47
Sobre a Ideia do Bem em Platão: de que ele é causa?
João Vitor de Almeida Marques
Na perspectiva de alguns intérpretes da obra platônica, a causalidade é entendida como
a participação das Formas, que residem no lugar inteligível, nas coisas que estão no lugar
visível. Por exemplo, Sócrates argumenta que a beleza de alguma coisa no lugar visível é
derivada da participação do Belo em si (Forma) nesta coisa. Essas Formas conferem uma
constância às coisas em devir. A dualidade fundamental em Platão é entre a ousia (essência
imutável) e o devir (mudança temporal). As Formas são imutáveis e idênticas a si mesmas,
enquanto as coisas visíveis são múltiplas. As Formas são consideradas causas porque
participam do lugar visível, estabelecendo uma relação entre o visível e o inteligível. Dentro
deste contexto, as Formas são consideradas causas, pois participam ativamente do lugar visível,
estabelecendo uma relação entre o visível e o inteligível. Assim, as Formas transmitem uma
estrutura para que aquilo que está em devir possa aparecer como belo, justo ou qualquer outra
característica conferida pela Forma correspondente. Em A República, Sócrates discute, entre
outros assuntos, sobre a Forma do Bem; tal Forma é descrita como a causa do Ser e da verdade,
fornecendo a base para a existência e a compreensão das demais Formas. O Bem é superior em
poder e dignidade, e é através dele que se pode alcançar o Ser e a essência. O Bem é a parte
mais luminosa do Ser, evidenciando a distinção entre Ser e devir, ciência e opinião. Ele é uma
Ideia, uma Forma, não acessível através da experiência sensorial ou do pensamento ordinário,
mas apenas pela dialética, a forma mais elevada de conhecimento. O objetivo da comunicação,
ao cabo de tais elucidações, é responder à pergunta: de que o Bem é causa?
48
A Virada Epistemológica na Jornada Heroica de A Mulher Rei e Njinga Mbandi: A
rainha do Dgongo e Matamba e o Feminismo Decolonial
Kyto Fayola
Orientação: Prof. Dr. José Benedito de Almeida Jr
Este trabalho tem por objetivo analisar a jornada heroica na produção cinemática A
mulher Rei sob os parâmetros teóricos de Joseph Campbell e Clyde Ford. Analisaremos o
monomito de Joseph Campbell a partir das obras O Herói de Mil Faces (1949) e da crítica
produzida por Clyde Ford em O herói com rosto africano: mitos da África (1999) com o recorte
racializado acerca dos estudos mitológicos. Tendo-se em vista que Joseph Campbell com
primazia viabilizou restituição da função primária da mitologia: catarse, emancipação e
reelaboração por meio do arquétipo heroico reestruturando em três atos: separação, iniciação e
retorno. Todavia, Clyde Ford notou que, assim como tantas outras áreas do saber, os estudos
mitológicos foram atravessados pelo etnocentrismo por desconsiderarem e inviabilizem
diversas expressões culturais sobre o tema. Assumindo assim como desafio, Ford se dedicar a
mitologia tradicional africana, que fora outrora marginalizada e inferiorizada pela escola
mitológica, e traduz tais expressões culturais locais aos símbolos elementares comuns da
humanidade. Entretanto, ambos referencias teóricos ainda se demonstraram insuficientes para
o objeto da análise devida carência de um recorde de gênero. Recorro então as contribuições
teóricas da filosofa africana Oyèrónkẹ Oyěwùmí em A invenção das mulheres: construindo um
sentido africano para os discursos ocidentais de gênero (2021) e a intelectual e filosofa norte
americana bell hooks Olhares negros: raça e representação (1992) com intuito de mitigar as
lacunas do debate de gênero racializado proposto. Lanço mão da perspectiva teórica sobre
gênero da África pré-colonial de Oyèrónkẹ e da reconstrução histórica da representação das
mulheres negras em diáspora de hooks, viabilizando uma análise integral sobre os
atravessamentos que compõem a obra A mulher Rei.
49
Cibercultura e mitologia
Laércio Thiago Júnior
Orientação: José Benedito
Após a revolução industrial, a tecnologia vem estando cada vez mais presente na rotina
humana, e desde a invenção da internet, as dinâmicas socioculturais se alteraram, dando o
nascimento a um novo tipo de esfera social, a cibercultura. Nessa apresentação pretendo dar
uma breve introdução ao conceito de cibercultura com base no livro de Francisco Rüdiger,
Introdução às teorias da cibercultura, no qual ele apresenta as perspectivas tecnicistas sobre o
tema, além de discutir as visões prometeicas e fáusticas sobre o assunto, que são constantemente
citadas quando o assunto é cibercultura, representando os tecnófilos ( pensadores aficionados
pela tecnologia que tem uma visão mais otimista) e tecnófobos ( pensadores que tem uma visão
mais negativa em relação a tecnologia) respectivamente. Outro objetivo é justamente discutir
essa escolha de classificação dos pensadores, buscando entender o papel da mitologia na
perspectiva apresentada, e mostrar uma terceira alternativa discutida por Rüdiger, a visão
crítica, representada por Atenas no livro. Todos esses argumentos vêm de uma base
frankfurtiana, busco atualizar e contextualizar essa base, que é a Industria Cultural de Adorno
e Horkheimer para uma realidade mais tecnológica que eles viveram na época, trazendo para as
redes sociais e outros meios que representam a cibercultura no geral. É importante entendermos
que a mensagem ainda é a mesma, o contexto só foi atualizado ao mesmo passo em que as
máquinas e aplicativos. A cibercultura representa a mudança de paradigmas na relação humana
e da relação do homem com o meio em que vive, com grande influência do sistema industrial e
capitalista, mas ainda sim pode se transformar numa ferramenta de luta e emancipação social.
50
Direitos animais: deveres de quem?
Laís Oliveira
Orientação: Prof. Dr. Marcos César Seneda
O objetivo desse texto é apresentar as vantagens de se analisar a moralidade de nossas
ações para com a natureza não racional a partir da ética dos deveres. Para tal intento, farei a
escolha de me ater unicamente as questões relacionadas à ética animal, utilizando aspectos da
ética ambiental apenas quando houver tal exigência para a argumentação pretendida no
trabalho. Os principais textos utilizados para sua construção do argumento são a
Fundamentação da Metafísica dos Costumes e Lições de Ética de Immanuel Kant e também os
artigos Environmental Values, Anthropocentrism and Speciesism, Kant on duties regarding
nonrational nature II e Women’s rights: whose obligations? da filósofa Onora O’Neill.
Metodologicamente, seguiremos o percurso de apresentar algumas críticas as abordagens mais
comumente utilizadas para a análise ética da relação entre seres racionais e os animais não
racionais, sendo essas teorias nomeadamente o utilitarismo e a abordagem dos direitos. Após
expor porque tais teorias são consideradas incapazes de fazer uma defesa apropriada dos
animais não racionais, apresentaremos como se fundamenta a defesa de uma ética animal dentro
da ética kantiana e, por fim, defenderemos as vantagens que a ética dos deveres pode apresentar
para os estudos de ética animal. Essa mudança de perspectiva pode ser um grande trunfo ao se
pensar a defesa dos animais não racionais, pois ainda diversas teorias considerem como imorais
a maior parte das práticas que acontecem entre seres racionais e os animais, nem mesmo a lei
pode constranger efetivamente um agente moral a agir por dever. Em suma, consideramos que
embora estímulos externos indiquem como pode ser uma ética animal adequada, é necessário
pensar sobre o agente moral, pois apenas os seres racionais dotados de liberdade e autonomia
podem decidir livremente o curso de suas ações, optando ou não por agir por dever.
51
O estudo e a prática do Taijiquan: Uma proposta filosófica através do corpo
Leonardo Rosa Cunha
Orientação: Dr. José Benedito de Almeida Junior
O objetivo dessa pesquisa é trazer uma abordagem filosófica ligada a filosofia oriental
que busca uma valorização do corpo dentro do processo filosófico, encontrando um equilíbrio
entre corpo e mente, ambos com sua importância dentro do processo. A pesquisa irá usar o
Taijiquan, arte marcial interna que tem seu surgimento na china, a aproximadamente 700 anos,
mas com foco na tradição Yang, criada por Yang Luchan (1799-1872), a qual tem como
característica movimentos que combinam força com elasticidade, focando na suavidade e na
serenidade do movimento. A palavra Taijiquan, ou Tai chi Chuan como podemos encontrar
mais comumente no Brasil, nos ajuda a entender um pouco de seu significado, tai significada
supremo ou absoluto, chi é a parte mais alta de um telhado, ou a cumeeira como é conhecido
na cultura oriental, e chuan seria o pulso, trazendo a ideia do movimento e da luta com as mãos
livres. O Taijiquan possui uma vasta filosofia que faz com que a prática necessariamente esteja
alinhada com a teoria, uma não pode evoluir sem a outra. Através dos estudos teóricos e da
prática do Taijiquan, a pesquisa vai buscar provar a tese de que há uma filosofia dentro da
prática e de que é possível se construir uma filosofia através do corpo, rompendo assim com
uma lógica ocidental de desvalorização do corpo e provando que é possível desenvolver um
pensamento filosófico que vá além do texto e do trabalho intelectual puramente racional.
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  • 1. RESUMOS DO XVIII ENCONTRO DE PESQUISA EM FILOSOFIA DA UFU, IX ENCONTRO DE PÓS- GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA DA UFU E VII ENCONTRO DE PESQUISA EM FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO ISSN 2358-615X Junho de 2024 Volume 18 – número 18 IFILO - UFU
  • 2. 1 ISSN 2358-615X Resumos do XVIII Encontro de Pesquisa em Filosofia da UFU, IX Encontro de Pós-Graduação em Filosofia da UFU e VII Encontro de Pesquisa em Filosofia no Ensino Médio Volume 18 – número 18 Junho de 2024 IFILO – UFU Organizadores: Marcos César Seneda Fernando Tadeu Mondi Galine Revisores: Davi Holz Alvarenga Maryane Stella Pinto Mateus Henriques Patricio Rayane Silva Nunes
  • 3. XVIII ENCONTRO DE PESQUISA EM FILOSOFIA DA UFU IX ENCONTRO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA DA UFU VII ENCONTRO DE PESQUISA EM FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO O Encontro de Pesquisa em Filosofia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) é um evento regular de pesquisa, que visa a fortalecer a inserção regional e nacional da comunidade filosófica representada pelos grupos e núcleos de pesquisa agregados ao Instituto de Filosofia (IFILO). O propósito do evento é a intensificação da integração dos estudantes – da graduação e da pós-graduação – e dos docentes e discentes do Ensino Médio com a comunidade filosófica nacional. Ao mesmo tempo, o evento pretende atuar decisivamente como fonte de incentivo para que os estudantes apresentem seus primeiros trabalhos e adquiram, por esse meio, um pouco da prática da produção de pesquisa especializada. Acentua nossa satisfação, ao organizá-lo anualmente, o fato de o evento ter se ampliado e se tornado uma mostra significativa do diversificado e consistente trabalho de pesquisa dos estudantes. Neste ano estamos superando os problemas gerados com os impactos da pandemia, e os eventos presenciais passam a ocupar novamente a cena da universidade. No ano de 2023 conseguimos fazer um evento bem-organizado e com grande participação dos alunos de graduação e pós-graduação, dando sequência ao trabalho de quase duas décadas de divulgação da investigação científica produzida no Brasil. Em 2023, decidimos retomar o evento presencial como principal, mas ter mesas no formato online, em vista da demanda de comunicadores de outros estados e conseguimos voltar o evento para junho. Neste e nos próximos anos pretendemos realizá-lo sempre em junho, como ocorria tradicionalmente antes da pandemia. Manter uma parte do evento acontecendo online foi uma decisão tomada ao ver que, nos eventos online, estudantes e pesquisadores das cinco regiões se inscreveram e puderam apresentar suas comunicações devido à facilidade de não precisar se locomover e não ter mais essas apresentações empobreceria o evento. Em 2024, os encontros de pesquisa do IFILO-UFU vão homenagear o legado de Tomás de Aquino nos 750 anos de sua morte. Pelas mãos de Tomás de Aquino, nos tornamos herdeiros de uma vasta obra filosófica, que contempla os domínios da física,
  • 4. da cosmologia, da metafísica, da ética, da política, da teologia, etc. Por um lado, sua obra é de grande inspiração para um encontro de pesquisadores em que todas as áreas da filosofia são contempladas, formando um grande mosaico das pesquisas em curso no país. O Encontro de Pesquisa retrata bem, portanto, a Anpof e os Programas de Pós- Graduação que lhe são vinculados, os quais desdobram suas pesquisas em uma ampla gama de pesquisas disciplinares e interdisciplinares. Por outro lado, a obra multíplice de Thomás de Aquino também é auspiciosa para a retomada dos estudos filosóficos não só nesse período pós-pandemia, mas também numa época em que a filosofia, bem avaliada e respeitada por suas polêmicas e divergências, pode reocupar os seus lugares nos espaços públicos nos quais é sempre requerida, seja por suas reflexões sobre a história da filosofia e suas disciplinas, seja pelos resultados que possam resultar disso para o enfrentamento público das questões que demandam posições refletidas e cosmopolitas. Tomás de Aquino, portanto, como um pensador transdisciplinar, tem muito a nos ensinar sobre o convívio com as outras áreas de conhecimento e sobre o cultivo de ângulos distintos de conhecimento, que podem fomentar diálogos fecundos. Nos eventos realizados em 2021 e 2022 houve um envolvimento expressivo da comunidade filosófica nacional, com a aprovação de resumos enviados por pesquisadores de diversas universidades brasileiras, provenientes de diversas partes do país. Em 2023, a retomada do evento presencial não diminuiu a participação destes. Neste ano, nós teremos a décima oitava edição do evento, realização que confirma o compromisso dos estudantes e do corpo docente do Instituto de Filosofia da UFU com a pesquisa e disseminação do saber filosófico. Será realizado também, concomitantemente com o XVIII Encontro de Pesquisa em Filosofia, o IX Encontro de Pós-Graduação em Filosofia da UFU, encontro esse que recebeu contribuições significativas de pesquisadores de diversas universidades brasileiras nas oito edições anteriores. Trata-se de um evento que tem crescido ano a ano, e agora já se encontra consolidado como uma grande mostra de divulgação e discussão da pesquisa em filosofia no Brasil. Temos tido uma participação crescente de mestrandos e doutorandos que, mesmo nas edições presenciais, vêm até a UFU para apresentar e discutir os seus trabalhos de pesquisa. Sejam sempre bem-vindos! Além disso, realizaremos também o VII Encontro de Pesquisa em Filosofia no Ensino Médio, com participação de alunos
  • 5. oriundos de escolas da cidade. É imensa a nossa satisfação em receber esses alunos no interior do evento de pesquisa, juntamente com os professores orientadores do Ensino Médio. Esperamos, com essa experiência, incentivar a pesquisa no Ensino Médio, vindo a ampliar e consolidar a presença desses alunos nos próximos eventos. A conferência de abertura dos eventos será proferida pelo Profº. Dr. Andrey Ivanov (UNESP), que falará sobre "A problemática ‘experimentum’-‘ars’-‘scientia’ em Tomás de Aquino". Essa conferência ocorrerá no dia 24 de junho, às 19:00 horas, no anfiteatro do bloco 5S. No dia 27 de junho, às 19 horas, também no anfiteatro do bloco 5S, o CIEME realizará a Mesa Redonda: “Tomás de Aquino: teólogo, filósofo, professor”, contando com as seguintes apresentações: “A noção de sujeito e a teoria da alma em Tomás de Aquino”, feita por Anselmo Tadeu Ferreira; “O Céu de Santo Tomás de Aquino”, feita por Maryane Stella Pinto; e “Concepção Tomasiana da Vontade e seus Atos”, feita por Márcio Fernandes. O presente caderno apresenta o resultado de duas significativas mostras da pesquisa acadêmica nacional, às quais se soma o trabalho de pesquisa de estudantes do Ensino Médio, e pretende ser um incentivo para a produção de conhecimento filosófico e um veículo para a sua divulgação. Estamos nos empenhando sobremaneira para que a atividade de pesquisa continue a ser desenvolvida com todo o vigor, e agradecemos a todos que têm somado os seus esforços nessa luta em defesa da filosofia no Brasil. Desejamos à comunidade de pesquisa um ótimo evento! Este ano esperamos todos e todas vocês de braços abertos, para que a UFU possa continuar sua missão de lutar pelo desenvolvimento nacional e de promover a filosofia e a ciência, com toda a sua força plural, em território brasileiro!
  • 6. ISSN 2358-615X Comissão Técnico-Científica: Andréa Cachel (Universidade Estadual de Londrina) Anselmo Tadeu Ferreira (Universidade Federal de Uberlândia) Carlota Salgadinho Ferreira (PUC-Rio e Residente pós-doutoral na UFF) Diego de Souza Avendano (FACES/UFU e UNIFESP) Dirceu Fernando (IFTM - Instituto Federal do Triângulo Mineiro) Fábio Baltazar do Nascimento Júnior (Universidade Federal de Uberlândia) Fábio Coelho da Silva (Universidade Federal de Uberlândia) Fernando Martins Mendonça (Universidade Federal de Uberlândia) Fillipa Carneiro Silveira (Universidade Federal de Uberlândia) Franco Nero Antunes Soares (Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS)) Lucas Nogueira Borges (Universidade Federal de Uberlândia / Humboldt Universität zu Berlin) Luís Gustavo Guadalupe Silveira (Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM)) Luiz Carlos Santos da Silva (Universidade Federal de Uberlândia) Marcio Tadeu Girotti (FAMEESP/FATECE ) Marcos César Seneda (Universidade Federal de Uberlândia) Maria de Lourdes Silva Seneda (FACED – UFU ) Maria Socorro Ramos Militão (Universidade Federal de Uberlândia) Paulo Irineu Barreto Fernandes (Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM) Vinícius França Freitas (Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais) Comissão Técnica - Ensino Médio Davi Dias Moreira Júnior Comissão Organizadora: Anabelle Gehrmann Beolchi Martins Antonio Ferreira Marques Neto Arthur Villanova Nogueira Soares Davi Holz Alvarenga Dayana Ferreira de Sousa
  • 7. Eduarda Vitoria Ferreira Silva Fernando Tadeu Mondi Galine Gabriel Galbiatti Nunes Gabryella Couto Geovana Faria Garcia Islane Viana de Souza João Gabriel Veiga Denoce João Lázaro Ribeiro Caixeta Lorenza Bastos Nascimento Luan Ferreira Rodrigues Lucas Rodrigues Caixeta Luis Gustavo Freitas e Silva Marco Túlio Costa França Maryane Stella Pinto Mateus Henriques Patricio Rafael Batista Lopes de Oliveira Rayane Silva Nunes Rebert Borges Santos Silvano Severino Dias Tosh Shibayama Periodicidade: Anual INSTITUTO DE FILOSOFIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA (IFILO – UFU) Campus Santa Mônica - Bloco 1U - Sala 125 Av. João Naves de Ávila, 2.121 - Bairro Santa Mônica Uberlândia - MG - CEP 38408-100 Telefone: (55) 34 3239-4185 http://www.ifilo.ufu.br/
  • 8. 7 SUMÁRIO ENSINO MÉDIO .....................................................................................................................12 Alexandra Silvestre de Souza da Silva e Paola Dias Ribeiro (IFTM - Uberlândia).................13 Ana Carolina Leal (IFTM - Uberlândia) ..................................................................................14 Anna Júlia Rodrigues Oliveira (E. E. Ignácio Paes Leme) ......................................................15 Camilly Frank Siqueira Fujeiro (E. E. Ignácio Paes Leme) .....................................................16 Clara Victória Oliveira Santos (IFTM – Uberlândia)...............................................................17 Gabrielle Barbosa Corteze (IFTM - Uberlândia) .....................................................................18 Giovana Tomaz Fernandes e Leticia Andrade Meireles (E. E. Ignácio Paes Leme) ...............19 Kivia Rayane da Silva Queiroz (IFTM - Uberlândia)..............................................................20 João Pedro Passos dos Santos (E. E. do Bairro Jardim das Palmeiras)....................................21 Matheus Franklin Ferreira (IFTM - Uberlândia)......................................................................22 Oswaldo de Jesus Souza Neto (E. E. Ignácio Paes Leme) .......................................................23 Pedro Henrique Vital Camargo (E. E. Ignácio Paes Leme) .....................................................24 Sabrina Santos Fernandes (E. E. do Bairro Jardim das Palmeiras) ..........................................25 GRADUAÇÃO.........................................................................................................................26 Ana Abrahão.............................................................................................................................27 Ana Cláudia Elias Romeiro......................................................................................................28 Arthur Salzano Fonseca............................................................................................................29 Barbara Leandra Porto Mota ....................................................................................................30 Cecília Lemes Silva..................................................................................................................31 Clara Abdelnur Alves...............................................................................................................32 Davi Dias Moreira Júnior .........................................................................................................33 Davi Holz Alvarenga................................................................................................................34 Donavan Iury Silva da Mata.....................................................................................................35 Fabíola Araujo de Rezende.......................................................................................................36 Felipe Alexandre Deleprani Knoblauch ...................................................................................37 Felipe Fernandes Vieira Santos................................................................................................38 Gabriel Carvalho da Silva.........................................................................................................39 GELZANIA SILVA DE SANTANA.......................................................................................40 Giovanna Guilherme Santos.....................................................................................................41 Gustavo Diniz Naves................................................................................................................42
  • 9. 8 Isabelly Santos Pereira..............................................................................................................43 Isadora Santos Pereira ..............................................................................................................44 João Lázaro Ribeiro Caixeta ....................................................................................................45 João Victor Costa Sousa...........................................................................................................46 João Vitor de Almeida Marques...............................................................................................47 Kyto Fayola ..............................................................................................................................48 Laércio Thiago Júnior...............................................................................................................49 Laís Oliveira .............................................................................................................................50 Leonardo Rosa Cunha ..............................................................................................................51 Lorenza Bastos Nascimento .....................................................................................................52 Lu Mariano ...............................................................................................................................53 Luan Ferreira Rodrigues...........................................................................................................54 Magnun Vieira Barbosa............................................................................................................55 Maria Caroline Galdino Vilela .................................................................................................56 Mariana Rabêlo Aires Silva......................................................................................................57 Marina Cássia Borges Rodrigues .............................................................................................58 Matheos Somolinos de Oliveira do Paço Mattoso Maia ..........................................................59 Matheus de Sá Mieldazis..........................................................................................................60 MILENA TADEU HAGE FERREIRA....................................................................................61 Murilo Ferreira .........................................................................................................................62 Natalha Geralda Cunha.............................................................................................................63 Natalia Adler Andrade Silva.....................................................................................................64 Pedro Henrique Albernaz Mendes............................................................................................65 Raffhaella Santos Coelho .........................................................................................................66 Raissa Gonçalves Galvão .........................................................................................................67 Rayane Silva Nunes..................................................................................................................68 Renan Ramos de Oliveira Pereira.............................................................................................69 Ronaldo dos Santos Lopes........................................................................................................70 Ryan Pablo Batista Oliveira .....................................................................................................71 Victor de Mello Mathias...........................................................................................................72 WALLACE GUILHERME SOARES DE BRITO ..................................................................73 Yasmin fontes nunes.................................................................................................................74 MESTRADO ............................................................................................................................75
  • 10. 9 ANDRÉ ARANTES GOMES..................................................................................................76 Ayrton Matheus Oliveira Pacheco............................................................................................77 Bruna Beatriz Lemes Carneiro .................................................................................................78 Bruno de Novais Oliveira.........................................................................................................79 Carla de Brito Nascimento .......................................................................................................80 Carlos Henrique Jesus de Paula................................................................................................81 Cleiton Custodio Ferreira .........................................................................................................82 Daniela Fernandes Cruz............................................................................................................83 Danival Lucas da Silva.............................................................................................................84 Diego Andrade Nascimento .....................................................................................................85 ÉRICKSEN DE OLIVEIRA DIAS ..........................................................................................86 Gleisson José da Silva ..............................................................................................................87 Islane Viana de Souza...............................................................................................................88 João Pedro Azevedo Lima........................................................................................................89 Keli de Assumpção...................................................................................................................90 Lucas Pereira Latorraca............................................................................................................91 Lucas Rodrigues Caixeta..........................................................................................................92 Lucca Fernandes Barroso .........................................................................................................93 Ludovyco José Viol Moras.......................................................................................................94 luiza Anselmo...........................................................................................................................95 Marco Aurélio Martins Rodrigues............................................................................................96 Mateus Henriques Patricio........................................................................................................97 Mikael Souza Barra Nova de Melo ..........................................................................................98 Nelson Perez de Oliveira Junior...............................................................................................99 Paulo Vitor Pinho de Siqueira ................................................................................................100 Pedro Lemgruber Nascimento................................................................................................101 Rafael Batista Lopes de Oliveira............................................................................................102 Rebert Borges Santos .............................................................................................................103 Thales Perente de Barros........................................................................................................104 Victor Lucas Caixeta ..............................................................................................................105 Vinicius Araujo da Silva Nascimento ....................................................................................106 Virgínia Alves ........................................................................................................................107 Vitória Elís Martins Fonseca..................................................................................................108
  • 11. 10 Wellington Fernandes Pires....................................................................................................109 DOUTORADO.......................................................................................................................110 Alan Duarte Araújo ................................................................................................................111 Alberto Luiz Silva de Oliveira ...............................................................................................112 Ana Cristina Armond .............................................................................................................113 André Luiz Pereira Spinieli....................................................................................................114 Arthur Alves Almeida Soares de Melo...................................................................................115 Bárbara Raffaelle Carvalho Santos.........................................................................................116 Bruno Bertoni Cunha..............................................................................................................117 Bruno dos Santos Queiroz......................................................................................................118 Carlos Eduardo Nicodemos....................................................................................................119 Carlos Eduardo Ruas Dias......................................................................................................120 Carolina Miranda Sena...........................................................................................................121 Cristiano Rodrigues Peixoto...................................................................................................122 Dayana Ferreira de Sousa.......................................................................................................123 Douglas de Melo Ferreira Torquato .......................................................................................124 Eduardo Leite Neto.................................................................................................................125 Gabriel Galbiatti Nunes..........................................................................................................126 Gabriela Antoniello de Oliveira .............................................................................................127 Henia Laura de Freitas Duarte................................................................................................128 Izabella Tavares Simões Estelita............................................................................................129 Juliana Paola Diaz Quintero ...................................................................................................130 Lucas Guerrezi Derze Marques ..............................................................................................131 Luciano Severino de Freitas ...................................................................................................132 Lúcio Flávio de Sousa Costa ..................................................................................................133 Marcelo Lopes Rosa...............................................................................................................134 Maria de Lourdes Silva Seneda..............................................................................................135 Mariana Dias Pinheiro Santos ................................................................................................136 Matheus Henrique Borges Soares ..........................................................................................137 Pablo Henrique Santos Figueiredo .........................................................................................138 Pablo Vinícius Dias Siqueira..................................................................................................139 Paloma Xavier ........................................................................................................................140 Paulo Irineu Barreto Fernandes..............................................................................................141
  • 12. 11 Regiani Cristina Jacinto Ferreira ............................................................................................142 Rodrigo do Prado Zago ..........................................................................................................143 Rones Aureliano de Sousa......................................................................................................144 Silvano Severino Dias ............................................................................................................145 Talita da Silva Moreau ...........................................................................................................146 Thiago Lemos Possas .............................................................................................................147 Trícia Beatriz Roza de Oliveira..............................................................................................148
  • 14. 13 Introdução aos Fundamentos Filosóficos da Tecnologia Alexandra Silvestre de Souza da Silva e Paola Dias Ribeiro (IFTM - Uberlândia)1 Orientação: Paulo Irineu Barreto Fernandes Este trabalho tem o objetivo de apresentar algumas reflexões sobre a conteúdo curricular ‘Fundamentos filosóficos da tecnologia”, parte integrante do projeto pedagógico do curso técnico integrado ao Ensino Médio em Internet das Coisas (IoT), do IFTM – Campus Uberlândia. A proposta do conteúdo é apresentar a relação entre a filosofia, a sociedade e a tecnologia, e sobre como essas áreas atuam em contato direto ou simultâneo. Além disso, o tema abrange áreas como: ética, política, cultura e comportamento. No que se refere aos elementos da ética, busca analisar e compreender de que maneira a sociedade está utilizando a tecnologia, de modo negativo ou positivo. Ademais, a tecnologia é um fator que pode contribuir para bens futuros? Está sendo usada corretamente? A filosofia da tecnologia, por sua vez, empenha em nos fazer pensar ou levantar questionamentos do que está sendo realizado, proporcionando um olhar crítico para o assunto. Em relação às questões políticas, busca compreender como a tecnologia pode influenciar e afetar as relações de poder na sociedade, bem como implica diretamente na conexão entre partidos e o manuseio demasiado do desnivelamento do poder político. Do ponto de vista da cultura, visa compreender se o senso comum leva em consideração os conhecimentos da tecnologia, visto que pode interagir e dizer sobre como a tecnologia faz parte do cotidiano. Por fim, com relação às questões comportamentais, o conteúdo apresenta relações com a tecnologia e sobre como os avanços tecnológicos influenciam no comportamento humano, como o do uso do celular, por exemplo, que foi transformado em um item indispensável nos dias atuais. Concluindo, o conteúdo “Fundamentos filosóficos da tecnologia” busca uma melhor compreensão sobre a chamada neutralidade da tecnologia, visando contribuir para que os avanços tecnológicos não sejam privilégios de apenas uma camada social, mas sim benefícios para a sociedade em geral. 1 Grupo de estudos Filosofia da Mente, Arte e IA.
  • 15. 14 Apresentação da Semana de Filosofia e História Social do Instituto Federal do Triângulo Mineiro - Campus Uberlândia Ana Carolina Leal (IFTM - Uberlândia)2 Orientação: Paulo Irineu Barreto Fernandes (IFTM - Uberlândia) O objetivo deste trabalho é apresentar a Semana de Filosofia e História Social. Um projeto que surgiu no ano de 2013, no Instituto Federal do Triângulo Mineiro – Campus Uberlândia, com a proposta de aproximar as áreas de ensino das Ciências Humanas, atendendo a demandas de professores, estudantes e da comunidade escolar, por um momento para a reflexão social. No evento, propõe-se a apresentação de informações e diálogos de elevado e rigoroso nível cultural, na forma de minicursos, exibição de filmes, mesas redondas e debates. É, portanto, um evento que se situa na intersecção entre as Ciências Humanas, Arte, Psicologia, Códigos e Linguagens e o cotidiano, entre o erudito e o popular, de maneira dialética e não dicotômica. Em cada ano é escolhido um tema específico, dentro da proposta geral do evento, sempre relacionado com as questões filosóficas e sociais em destaque. Foi assim que, por exemplo, em 2014, ano em que foi realizada a Copa do Mundo de Futebol Masculino no Brasil, o tema foi “Filosofia e História Social do Futebol” e, da mesma forma, em 2018, ano em que foram completados 50 anos desde o conturbado ano de 1968, o tema do evento foi “1968 - 50 anos depois: tão longe e tão perto”. Em 2023, aconteceu a XI edição do evento, cujo tema foi: “Pela Equidade e Contra o Preconceito”, e teve como objetivo problematizar os desafios da convivência humana, sob diversos aspectos, como o combate ao preconceito e a luta pela isonomia social e pela igualdade de direitos. 2 Grupo de estudos Filosofia da Mente, Arte e IA.
  • 16. 15 A questão da moral na obra Além do bem e do mal Anna Júlia Rodrigues Oliveira (E. E. Ignácio Paes Leme) Orientação: Antonio Ferreira Marques Neto Coorientação: Lorenza Bastos Nascimento Além do Bem e do Mal, obra intrigante do filósofo alemão Friedrich Nietzsche, mergulha nas profundezas da condição humana, desafiando conceitos estabelecidos de moralidade e ética. Composta por uma série de aforismos incisivos e reflexões provocativas, a obra lança luz sobre a complexidade inata à natureza humana e às noções tradicionais de bem e mal. Nietzsche propõe a ideia do; além do bem e do mal, sugerindo que o verdadeiro progresso moral está além das limitações das convenções morais convencionais. Em vez de se submeter a padrões culturais, religiosos ou legais Nietzsche incentiva os indivíduos a cultivarem sua própria moralidade, baseada no eterno retorno e na expressão plena de sua vontade de poder de potência, livre de qualquer ressentimento ou força reativa. Nessa comunicação busco esboçar o conceito central de; Além do Bem e do Mal; que é d’O além do homem’ (Übermensch), uma figura que transcende as limitações da moralidade herdada e cria seus próprios valores. O além do homem aquele que não se curva à moralidade do rebanho, mas sim constrói seu próprio caminho, vivendo de acordo com sua própria visão de moral e autenticidade. Ele vê o além do homem como um ideal a ser buscado, um chamado para a autossuperação e a afirmação da vida em sua plenitude. Além do Bem e do Mal desafia os leitores a questionarem suas próprias noções de moralidade e a considerarem a possibilidade de uma ética que transcenda as dicotomias convencionais fugindo do ressentimento e da negação da vida que fundam a moral tradicional. É uma obra que continua a inspirar debates e reflexões sobre a natureza da moralidade e a busca pela verdadeira liberdade e autenticidade.
  • 17. 16 Arte como Forma de Pensamento Camilly Frank Siqueira Fujeiro (E. E. Ignácio Paes Leme) Orientação: Antonio Ferreira Marques Neto A filosofia da arte tem diversas formas diferentes de ser interpretada, e como uma forma que transcende a mera expressão estética, buscando compreender seu significado mais profundo e seu papel na experiência humana a ênfase será na área de arte como forma de pensamento. Filósofos como Arthur Danto e Maurice Merleau-Ponty contribuíram significativamente para essa área da filosofia. Como dois filósofos importantes para esta área, temos um posicionamento de cada um, um pouco diferente um do outro. Arthur Danto argumenta que a arte vai além da mera representação visual ou sensorial, sendo também um veículo para expressar ideias e conceitos abstratos. Ele defende a ideia de que a arte contemporânea desafia as definições tradicionais de arte, questionando o que é considerado arte e o papel do contexto na sua interpretação. Maurice Merleau-Ponty, por sua vez, destaca a importância da experiência perceptiva na apreciação da arte. Ele argumenta que a percepção não é apenas um processo sensorial, mas também cognitivo, influenciado pela nossa relação com o mundo e nossas experiências passadas. Assim, a arte não é apenas vista, mas também compreendida através de nossa experiência corporal e mental. Esses filósofos ressaltam que a arte não é apenas uma manifestação estética, mas também um campo de investigação filosófica, onde questões sobre significado, interpretação e experiência humana são exploradas e debatidas. Através dessa perspectiva, a filosofia da arte busca compreender não apenas o que a arte é, mas também o que ela pode nos ensinar sobre nós mesmos e o mundo que habitamos.
  • 18. 17 Explorando a Dualidade nas Máscaras Africanas: Reflexões Filosóficas sobre a Existência e a Consciência nas Tradições Africanas Clara Victória Oliveira Santos (IFTM – Uberlândia)3 Orientação: Luís Gustavo Guadalupe Silveira Nas tradições filosóficas africanas, as más caras artísticas emergem como símbolos vívidos e mistos, oferecendo um terreno fértil para a exploração das complexidades da existência humana e da consciência. Este estudo se propõe a sondar a dualidade expressa pelas máscaras africanas, com um enfoque particular nas máscaras Cokwe, representando contrastes como vida e morte, bem e mal, realidade e espiritualidade. Nessa dualidade intrínseca, encontramos uma reflexão filosófica sobre a própria natureza da existência e da consciência. Ao explorar as máscaras Cokwe e suas contrapartes em toda a África, somos levados a contemplar não apenas a diversidade cultural do continente, mas também a universalidade das indagações ontológicas e fenomenológicas que elas evocam. Uma dessas perspectivas filosóficas é a Afrocentricidade, uma abordagem por meio da qual filósofas(os) africanas(os) contemporâneas(os) e estudiosas(os) da diáspora investigam como a arte, incluindo as máscaras africanas, refletem e perpetuam valores, crenças e tradições únicas das diversas culturas do continente africano. A Afrocentricidade não apenas desafia as narrativas eurocêntricas dominantes, mas também enriquece nosso entendimento da estética africana, destacando sua profundidade e relevância. Assim, ao mergulhar na investigação das máscaras africanas e sua dualidade dentro do contexto das tradições filosóficas do continente, somos instigados a não nos limitar a apreciar as culturas que as criaram, mas também a refletir sobre as questões sociais e perenes que continuam a provocar até os dias de hoje. 3 Programa de Iniciação Científica Bic-Jr.
  • 19. 18 Felicidade, o que é esse sentimento? Gabrielle Barbosa Corteze (IFTM - Uberlândia)4 Orientação: Paulo Irineu Barreto Fernandes Propõe-se neste trabalho investigar o que de fato é esse sentimento denominado “felicidade”, que aparece desde a Antiguidade. Com tantos influenciadores orgânicos citando essa palavra nas redes sociais e textos antigos a usando da mesma forma, fica a dúvida do que ela significa de fato, citada também em um documento bem conhecido, a Declaração de Independência dos Estados Unidos da América. A partir de textos clássicos, como os de Aristóteles, Epicuro e Agostinho de Hipona, passando pelos principais períodos da história, até os dias atuais, essa pesquisa é feita com o intuito de analisar o que as pessoas pensam que esse sentimento seja, como o reconhecem em seu cotidiano e se está de acordo com alguma teoria e/ou corrente filosófica estudada. Um grande passo para compreender a si mesmo é compreender o que nos torna felizes e quais ações realizamos no intuito de conseguir essa felicidade. Com esse trabalho, o propósito é que os dados recolhidos possam ser analisados, propiciando abertura para novos conhecimentos na área, comparar os conceitos de felicidade de grandes filósofos e pensadores, e pesquisar a existência de similaridade entre respostas de pessoas com a mesma idade e gênero. Ao mesmo tempo, as inferências práticas da pesquisa podem fornecer subsídios para que as pessoas que venham a conhecer esse trabalho possam refletir sobre suas atitudes e sentimentos, a respeito do que as deixam infelizes, para que se tornem mais cônscias de si mesmas; afinal, esse é um dos propósitos de todos os autores e autoras que se dedicaram e se dedicam ao estudo do tema “felicidade”. A previsão inicial era de 50 participantes da comunidade interna do IFTM, no entanto, já ultrapassamos esse objetivo, obtendo mais de 60 respostas, até o momento. A pesquisa está em andamento e pretende trazer novas perspectivas sobre a felicidade na filosofia. 4 Bolsista PIBIC EM/CNPq; Grupo de estudos Filosofia da Mente, Arte e IA.
  • 20. 19 Manipulação Midiática Giovana Tomaz Fernandes e Leticia Andrade Meireles (E. E. Ignácio Paes Leme) Orientação: Antonio Ferreira Marques Neto A mídia naturalmente possui caráter manipulador? Manipulação define-se como influência a algo, assim, ao transmitir informações, verídicas e válidas ou não, a mídia desempenha um papel na formação ideológica daqueles que a acessam, aí surge sua aplicabilidade para manipulação. Através da mídia formamos posições políticas acerca de tudo em nossa vida, então é essencial que demos um passo atrás para questionar o porquê de tais posicionamentos. Pierre Bourdieu oferece uma visão estrutural da mídia como um ‘campo’ de disputas simbólicas, onde diferentes agentes buscam o poder de influenciar e controlar a narrativa social. Ele enxerga a mídia como uma arena de dominação cultural, onde as elites mantêm sua influência para preservar o status; “A televisão, em particular, é um instrumento de manutenção da ordem existente”, critica. Ele destaca como a mídia pode criar uma visão homogênea da realidade, que favorece os interesses das classes dominantes e silencia as vozes discordantes. Nessa mesma linha de pensamento Mario Sérgio Cortella alerta para a velocidade e superficialidade com que as notícias se espalham nas redes sociais. A pressa em compartilhar e a falta de reflexão contribuem para distorções na percepção coletiva, facilitando a disseminação de rumores e meias-verdades. “Em um oceano de informações, é crucial saber questionar e filtrar”, afirma Cortella. Ele argumenta que o pensamento crítico é a melhor defesa contra a manipulação, incentivando um consumo mais criterioso e consciente. Cortella também critica a trivialização dos debates online, observando que “as mídias favorecem a imbecilidade”, já que a facilidade de postar leva a um excesso de comentários superficiais, onde a ignorância é mais visível, em detrimento do conhecimento profundo e fundamentado. Em suma, a mídia é um dos principais instrumentos de estratificação das estruturas sociais atual, sendo imprescindível que levantemos o debate acerca desta sua utilização para combatê-la.
  • 21. 20 Explorando as Camadas de “Detroit: Become Human” - Uma Análise Filosófica do Jogo Kivia Rayane da Silva Queiroz (IFTM - Uberlândia) Orientação: Paulo Irineu Barreto Fernandes (IFTM - Uberlândia) O estudo tem como objetivo comparar a envolvente história fictícia de Detroit: Become Human, jogo eletrônico produzido por Quantic Dream e publicado por Sony Interactive Entertainment para o PlayStation 4 e Microsoft Windows, com as possíveis repercussões da inteligência artificial em nossa sociedade, especialmente olhando para o futuro próximo. Vamos explorar questões éticas importantes, como autonomia, liberdade e discriminação, refletindo sobre como a história do jogo se conecta com os debates atuais sobre IA. Isso nos ajudará a entender melhor os dilemas éticos que enfrentamos. Hoje em dia, à medida que a tecnologia avança rapidamente, especialmente na área da inteligência artificial, enfrentamos desafios éticos cada vez mais complexos. Esse avanço tecnológico nos faz questionar como essas tecnologias vão impactar nossas vidas e se um futuro, no qual a IA é parte integrante, está mais próximo do que pensamos. O exemplo dessa reflexão, o jogo Detroit: Become Human, que imagina um cenário onde androides ganham consciência e lutam por sua liberdade, levanta temas profundos como autonomia, liberdade, discriminação e responsabilidade moral. Ao jogar, somos confrontados com decisões difíceis que moldam o rumo da história, nos levando a refletir sobre as implicações éticas da inteligência artificial, tais como, por exemplo, a questão da neutralidade (ou não) dos algoritmos. Em resumo, Detroit: Become Human não é apenas uma fonte de entretenimento, mas também uma plataforma para discutir academicamente os dilemas éticos que surgem quando a humanidade e a tecnologia se encontram, nos ajudando a entender melhor as implicações sociais e morais da IA.
  • 22. 21 O conceito de alienação para Karl Marx e sua atualidade João Pedro Passos dos Santos (E. E. do Bairro Jardim das Palmeiras) Orientação: Davi Dias Moreira Júnior A alienação pode receber vários significados dependendo do contexto exercido, logicamente, todos eles têm que ter algo em comum para compartilharem a mesma palavra, essa sendo o que apelidemos de “síndrome de desconexão”. Para Karl Marx, a alienação é uma relação contraditória do trabalho e trabalhador de forma objetiva, com o homem estranhando a si mesmo e tudo em volta, ou seja, o trabalhador não se coloca no trabalho, apenas se usa para exercê-lo sem exame crítico. No consumismo, alienação é seguir todas as tendências e modas indiferente de sua necessidade ou vontade própria, sendo um questionamento da influência externa. E no lazer, não há um envolvimento genuíno com o indivíduo e a atividade, estando assim indiferente a ela. A palavra alienado significa “o que é de fora” e explica os pontos levantados anteriormente, sendo a falta de pensamento crítico, identidade e relação, que na visão de Marx faz parte da exploração do trabalho e à luta de classes, com as classes superiores predominando ideias que não podem ser contestadas. O conceito também é visto como um “vazio”, onde não existe nada por trás do indivíduo, como pensamentos e sentimentos próprios. Assim, esta pesquisa em Filosofia parte das seguintes problemáticas: se a pessoa não carrega valores, emoções, morais ou éticas, como uma pessoa alienada se posicionaria moralmente? Não estar ou ser alienado é possível hoje em dia? Pode-se concluir que por esses motivos o termo recebeu o apelido de “síndrome da desconexão”, ao adotar uma vida sem relação com a sociedade, as pessoas e a si mesmo, sendo levantado a pergunta de qual o papel do indivíduo na sua vida e sociedade; se ele é apenas um utensílio ou inexistente em seu ambiente.
  • 23. 22 Obstáculos para a Ataraxia estoica Matheus Franklin Ferreira (IFTM - Uberlândia)5 Orientação: Luís Gustavo Guadalupe Silveira O Estoicismo é uma corrente filosófica helenística que diz que o ser humano deve viver em harmonia com a natureza para que se alcance a Ataraxia (ausência de perturbação). Os estoicos, em sua maioria, dizem que a riqueza excessiva é um obstáculo para alcançar uma vida virtuosa e longe de inquietudes. Porém, Sêneca (4a.C.-65. d.C.), uma das principais figuras do Estoicismo, foi um homem bastante rico. O que nos faz pensar: há algo absoluto que seja um obstáculo para a Ataraxia? Essa dúvida é importante pelo fato de a Ataraxia ser uma das principais questões do Estoicismo, portanto, compreender a jornada para alcançá-la é também um ponto crucial para os estoicos. A hipótese de nossa investigação é que não é possível citar fatores que necessariamente são obstáculos para a Ataraxia porque as pessoas veem as coisas de perspectivas diferentes, então algo que tira a paz de uma pessoa pode não ter o mesmo efeito em outra. Nossa pesquisa é parte de um projeto de Iniciação Científica sobre a relação entre o Estoicismo e Filosofias Africanas. 5 Programa de Iniciação Científica Voluntária (PIVIC).
  • 24. 23 A Natureza e os Povos Indígenas Oswaldo de Jesus Souza Neto (E. E. Ignácio Paes Leme) Orientação: Antonio Ferreira Marques Neto A relação entre a natureza e os povos indígenas é um tema profundamente enraizado na filosofia e na antropologia. Os povos indígenas mantiveram uma ligação íntima e espiritual com a natureza ao longo dos séculos, o que é fundamental para as suas crenças, cultura e modo de vida. Para estas comunidades, a natureza não é apenas um recurso a ser explorado, mas sim um ser vivo com o qual partilham uma ligação intrínseca. A filosofia indígena frequentemente enfatiza a interdependência entre os humanos e o meio ambiente. A natureza é vista como um sistema complexo do qual os indivíduos fazem parte, e não como algo separado ou dominado por eles. Esta visão holística da natureza influencia não só as práticas quotidianas dos povos indígenas, mas também as suas crenças espirituais e éticas. Além disso, muitas tradições indígenas valorizam a sabedoria ancestral transmitida através de gerações, incluindo o conhecimento sobre plantas medicinais, técnicas agrícolas sustentáveis e a importância da preservação da biodiversidade. Esses ensinamentos refletem uma compreensão profunda da interconexão entre os humanos e o mundo natural. No contexto filosófico mais amplo, a abordagem da natureza pelos povos indígenas oferece uma crítica poderosa ao paradigma ocidental de dominação e exploração da natureza. Em vez de procurarem controlar a natureza, as filosofias indígenas procuram muitas vezes viver em harmonia com ela, reconhecendo-a como fonte de vida e inspiração. Em suma, a relação entre a natureza e os povos indígenas é um tema complexo que desafia muitos pressupostos filosóficos ocidentais sobre o ambiente. Ao considerar as perspectivas indígenas, podemos expandir a nossa compreensão da interligação entre todos os seres vivos e repensar a nossa própria relação com o mundo natural.
  • 25. 24 Rap – Da Contestação à Ostentação: Rupturas e Continuidades Pedro Henrique Vital Camargo (E. E. Ignácio Paes Leme) Orientação: Antonio Ferreira Marques Neto Coorientação: Cainã Queiroz Silva Em Eu não venci o Sistema, Sid MC, rapper de Brasília, critica a atual cena de rap e hip hop no Brasil, destacando a ostentação excessiva com uma perspectiva pessimista. Ele ressalta que essa ostentação muitas vezes é alcançada à custa da submissão de muitas pessoas, que se veem obrigadas a se vender e se colocar em posições de servidão. O artista argumenta que os rappers urbanos deveriam adotar uma abordagem mais social, buscando melhorias nas condições sociais e instigando os ouvintes a refletir sobre uma sociedade mais igualitária. Nesta pesquisa, pretendo explorar as ideias de Sid através de conceitos filosóficos sobre ideologia. Procurarei também estabelecer um contraponto, mostrando que há aspectos positivos na ostentação que Sid critica. Em minha análise, também considerarei o contexto histórico e cultural que influencia a expressão artística do rap e do hip hop no Brasil, além de examinar como as ideias de Karl Marx, sobre ideologia, e como se relacionam com a crítica de Sid MC. Além disso, trabalhei com os temas de racismo, empoderamento, identidade. Estes temas auxiliarão a compreender como o cenário do Hip Hop sofre transformações a partir do encontro com o mercado musical e dialoga com suas propostas de denúncia para o racismo, os problemas da violência policial, de classe. Por fim, buscarei identificar maneiras pelas quais a ostentação pode servir como forma de empoderamento ou resistência dentro da comunidade hip hop. A ostentação pode ser vista positivamente dentro da cultura hip hop por várias razões. Primeiro, ela pode servir como uma forma de empoderamento para aqueles que historicamente foram marginalizados ou excluídos da sociedade. Ao exibir riqueza e sucesso, os artistas de hip hop podem desafiar estereótipos e reivindicar seu lugar na sociedade de uma maneira que antes lhes era negada.
  • 26. 25 Eudaimonia e Hedonismo: um conceito mais amplo de felicidade Sabrina Santos Fernandes (E. E. do Bairro Jardim das Palmeiras) Orientação: Davi Dias Moreira Júnior A maioria das pessoas, principalmente os jovens, vivem em busca da felicidade através da maximização do prazer e da diminuição, a qualquer custo, da quantidade de dor emocional. Esse ideal é denominado hedonismo, foi criado por Aristipo de Cirene e defendido por filósofos como Epicuro, Jeremy Bentham, John Stuart Mill, dentre outros. O hedonismo em sua essência e origem não leva em consideração, o fato de que a dor emocional é uma parte natural da experiência humana, e desempenha um papel crucial no desenvolvimento psicológico. A psicologia delimitou sua importância para: o desenvolvimento da resiliência, o autoconhecimento, a empatia, a criação de significados, de propósito na vida, dentre outras razões. Concomitante a isso, podemos entender o conceito de Eudaimonia cunhado por Aristóteles como um ideal mais harmônico em prol da psique humana, já que ele analisa a felicidade não somente como uma busca egoísta pelo prazer sem pensar no impacto na vida de outros, mas sim como um estado de “vida plena”, de constante e duradora realização pessoal. Segundo Aristóteles, esse estado é alcançado quando uma pessoa vive suas habilidades e potencialidades praticando suas virtudes. Assim, a felicidade é a consequência da prática de ações moralmente corretas e éticas agindo de acordo com virtudes como: justiça, coragem, temperança e sabedoria. Esta pesquisa em filosofia visa analisar a felicidade não só como algo individual, mas que leva os outros em consideração, não excluindo a importância de dores emocionais. É possível ter vida plena, felicidade, sem a ética com os demais?
  • 28. 27 A Perseverança do ser: Espinosa e esquizoanálise Ana Abrahão Orientação: Humberto Guido Espinosa, ao longo de sua Ética, traça uma grande concatenação que, em seu cerne, define o ser humano como desejante (ESPINOSA, p. 339), isto é, como singularidade definida pelo seu próprio esforço por agir (Idem, p. 471), cuja liberdade é realizada, isto é, tanto mais perfeita, quanto mais compreende a univocidade da natureza (Idem, 197). Tal filosofia fundamenta a influência de Deleuze na concepção da esquizoanálise, criada conjuntamente com Guattari. Disciplina definida pela transversalidade clínica-política-filosofia (DELEUZE, GUATTARI, p. 426-506). Com Guattari, “através de uma especial leitura de Espinosa e Marx” (ORLANDI, p. 234), Deleuze cria uma ética de modo que a univocidade do ser “estabelece a primazia ontológica da diferença” (ORLANDI, 237). Deste modo, o presente trabalho busca expo ros conceitos fundamentais de tal disciplina. Trabalhar o inconsciente de modo imanente, isto é, a subjetividade como processo produtivo ""por instâncias individuais, coletivas e institucionais"" (GUATTARI, p. 11) diferentemente da psicanálise tradicional que encerra tais localidades na heterotopia da clínica. O trabalho de Guattari na clínica de vanguarda de La Borde (Idem, p. 16-17), em conjunto com Jean Oury, fundamentado por uma desestratificação das posições institucionais, é um exemplo histórico, prático, de afirmação da vida, do desejo enquanto esforço por agir. Ao traçarem o conceito de corpo sem órgãos como transcendentalidade do desejo (DELEUZE E GUATTARI, p. 21-30) tomam a antiprodução, o aspecto propriamente destrutivo do desejo, como parcialidade característica da própria vida que, mesmo em seus riscos, persevera; as modificações, as metamorfoses que agem mesmo que dos modos mais abjetos, sempre fluindo (mesmo que em cortes, estancamentos) para a vida. Dadas tais considerações, proponho expor, tal como Bataille, “a aprovação da vida mesmo na morte” (BATAILLE), p. 35), em termos espinosistas e, logo, psicanalítico-materialistas; evidenciando aspectos ético-políticos que fundamentam determinadas práticas presentes no Brasil e no mundo.
  • 29. 28 A questão da causa na Terceira Meditação, de Descartes Ana Cláudia Elias Romeiro Orientação: Alexandre Guimarães Tadeu de Soares O presente trabalho possui como objetivo discutir os principais argumentos que são utilizados por Descartes, na Terceira Meditação, para elaborar a prova à posteriori da existência de Deus. Desvendando essa amplitude teórica, será investigado especificamente como que no axioma da causa está disposto todo o instrumental teórico necessário para a produção dessa prova. A argumentação se inicia aplicando o axioma da causa às ideias, a fim de examinar se há algum conteúdo na mente que a causa não poderia provir do próprio cogito. Após refletir, Descartes conclui que a única ideia que não pode proceder dele mesmo é a ideia de Deus, que por possuir como principal atributo a infinitude, não poderia proceder causalmente da natureza finita da substância pensante, uma vez que é manifesto pela luz natural que na causa deve haver tanto quanto há em seu efeito. Assim, o filósofo prova que algo que é causa da ideia de infinito, a saber Deus, também existe necessariamente. Contudo, também é manifesto pela luz natural que a tudo que existe é permitido investigar a sua causa e se não tem, investigar por que não carece. Diante disso, ao aplicar o axioma da causa à Deus, a fim de descobrir qual sua causa, Descartes afirma que por esta substância infinita possuir tamanha potência, ela não só é capaz de criar e conservar coisas postas fora de si, como também cria e conserva a si mesmo, sendo a se e de nenhum modo ab allio. Logo, Deus é causa sui, ou seja, é causa de si mesmo.
  • 30. 29 Uma perspectiva política e filosófica da obra de Star Wars. Arthur Salzano Fonseca Este trabalho terá como abordagem a estrutura social e política do mundo entre os anos 1950 e 2010, dos quais foram os alvos de crítica do autor George Lucas na obra de Star Wars. O trabalho visa entender e tentar explicar alguns acontecimentos ocorridos na saga com base filosófica no mundo real, com um foco na relação feita por George Lucas da situação política na galáxia da série e de diversas situações que tinham ocorrido e continuavam acontecendo no século XX em nosso mundo. O foco principal será a relação do império de Star Wars com o país estados unidos, tratando de temas importantes como a construção social formada desde a fundação do país e da formação e divisão política agregada ao mesmo em relação a série. Haverá um foco secundário em relação a percepção e o modo que são tratadas as atividades políticas, tanto as cometidas pelo império tanto do país em questão. Ainda pensando na questão da percepção, irei tratar da maneira que as informações são difundidas nesses dois ambientes, e como que o seriado faz ou deixa de fazer essa ligação. É possível perceber que, também há uma grande diferença na escala das situações, enquanto no seriado há uma relação com uma galáxia, no mundo real é somente um planeta, enquanto os nossos países representam planetas inteiros na saga de Star Wars. Por fim, irei demonstrar como há algumas similaridades que não são explicadas de maneira explicita, como acontece com a relação direta do “império” americano e o império intergaláctico de Star Wars, do qual o autor da obra original admite ter feito com base nos acontecimentos da época. Também haverá um estudo do modo que a obra foi divulgada e o motivo de seu sucesso.
  • 31. 30 Análise crítica do conto da aia a luz das teorias de Michel Foucault e Judith Butler Barbara Leandra Porto Mota Orientação: Fillipa Silveira O presente trabalho busca analisar criticamente O conto da Aia (1985) à luz das filosofias de Michel Foucault e Judith Butler. Foucault, em sua obra História da sexualidade 1: vontade de saber (1976), introduz o conceito de dispositivo de poder ao discutir o exercício do poder nos indivíduos. Enquanto isso, Butler, em Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade (1990), aborda questões de gênero, delimitando o conceito de performatividade de gênero. O objetivo é compreender como o poder se manifesta no romance e quais são as formas de resistência apresentada pelas personagens, utilizando as perspectivas dos filósofos mencionados. A análise concentra- se em examinar como as estruturas de poder delineadas por Foucault influenciam as relações de sexualidade na sociedade retratadas no livro. Por outro lado, a lente de Butler permite uma análise mais específica das questões de identidade de género e como são moldadas e reforçadas pelo poder. Ao contextualizar a trama O conto da Aia com essas teorias filosóficas contemporâneas, o trabalho visa oferecer uma visão mais profunda das dinâmicas sociais e políticas presentes na obra. Este exame crítico revela a interseção complexa entre poder, género e identidade, enriquecendo a compreensão da obra e sua relevância para a reflexão sobre as questões sociais e políticas contemporâneas.
  • 32. 31 SOBRE AS DUAS FONTES DA EDUCAÇÃO: UMA CONCEPÇÃO EDUCACIONAL A PARTIR DAS NOÇÔES BERGSONIANAS DE “INTELIGÊNCIA” E “INTUIÇÃO” Cecília Lemes Silva Orientação: Prof. Dr. Fábio Coelho da Silva Este trabalho tem como objetivo investigar implicações educacionais que podem ser extraídas da obra de Henri Bergson (1859 – 1941). O estudo desse tema parte da reflexão de como seria uma educação voltada para o desenvolvimento da “consciência coextensiva à vida” humana e da convicção de que o autor teria contribuições a esse respeito, isto é, se vislumbra em Bergson o potencial de oferecer uma concepção educacional que considera a natureza fundamental do homem contemporâneo, suas limitações, potencialidades e necessidades. Para isso, utiliza-se do segundo capítulo da obra A Evolução Criadora (2010) na intenção de compreender aspectos da condição humana e da inteligência, que, especializada na matéria e nas formas de agir sobre ela, não é capaz de sozinha conhecer a si ou de compreender a verdadeira continuidade, a mobilidade real que corresponde à vida. Em seguida, analisa-se no texto Introdução (segunda parte) de O Pensamento e o Movente (2006), a intuição como um esforço oposto a uma tendência natural por meio da qual conseguimos atingir a pura espontaneidade das ações que refletem a personalidade, os sentimentos e as ideias particulares. A vida que, de início, nada pode criar, impedida que é pelos obstáculos impostos pela matéria, busca e consegue na intuição introduzir a porção possível de liberdade e aproximar da compreensão de si própria. Por fim, a partir das reflexões suscitadas pelas ideias de inteligência e intuição bergsonianas, assimila-se uma concepção de educação que, para além de desenvolver a inteligência e de exaltar o conhecimento técnico-científico, desperte a faculdade intuitiva e faça uso de métodos de ensino que abarquem também a área intuitiva da consciência. Um ensino que não substitua o conhecimento das coisas pela reprodução de conceitos já fixados e que integre a experimentação, a criação e a livre iniciativa dos estudantes.
  • 33. 32 Sentir ou pensar: o domínio ao qual a Faculdade da Imaginação pertence para Kant e Hume Clara Abdelnur Alves Orientação: Olavo Calabria Pimenta O objetivo deste presente trabalho é apresentar a questão sob qual domínio a Faculdade da Imaginação pertence, mais especificamente se é do pensar ou do sentir, tendo em vista dois pensadores: Immanuel Kant e David Hume. Sabemos que cada filósofo possui um critério diferente para distinguir pensamento e intuição, desse modo, parte-se de duas hipóteses. Para Kant, pensamento diz respeito aos conceitos que são caracterizados pelo seu aspecto universal, já a sensibilidade diz respeito às intuições, que são sempre singulares. Dessa maneira, ele defende que a imaginação é do sentir pois sempre imaginamos algo singular: uma pintura específica, o nosso quarto ou uma refeição que tivemos certo dia. Enquanto, para Hume, o critério de diferenciação é a intensidade das percepções, sendo as mais fortes do sentir e as mais fracas do pensar, o que o leva a defender que a imaginação seja do pensar, entendendo que quando imaginamos temos uma percepção fraca na mente e, portanto, apenas uma ideia. Percebe-se a concordância de Hume com o senso comum, já que nossa maior tendência é acreditar que a imaginação seja do pensar, pois remetemos ela a fantasias que fazemos no campo do pensamento. Em vista da discordância entre estes autores, buscaremos obter o nosso próprio entendimento sobre qual domínio em que a imaginação se encontra.
  • 34. 33 Os conceitos de alteridade e generosidade em Jean-Paul Sartre Davi Dias Moreira Júnior Orientação: Fábio Coelho da Silva Este trabalho propõe uma análise dos conceitos de alteridade e generosidade no livro O Que é A Literatura?, de Jean-Paul Sartre. O objetivo principal é investigar como o filósofo francês aborda e fundamenta a ideia de alteridade a partir da relação com as noções de liberdade e de responsabilidade. Em primeiro lugar, examinaremos a perspectiva existencialista, com ênfase sobre a liberdade entendida como base da existência humana. Sartre defende que a liberdade está intrinsicamente ligada ao modo humano de estar no mundo, ou melhor, à própria estruturação da consciência, e que, portanto, não é possível alcançá-la como se fosse uma meta ou, até mesmo, como se estivesse ao alcance das mãos. Para o referencial teórico e metodológico, abordaremos outras obras do mesmo autor visando responder as seguintes perguntas: “Originalmente separados, como os homens poderiam se reunir?” (Simone de Beauvoir), “É possível um projeto de generosidade em um mundo onde há um constante embate de subjetividades?”, Como não virar o opressor neste mundo?” e “Sempre existirá um inimigo imediato em comum?”. Ao elencar esses tópicos e contrastar essas questões, pretendemos destacar não apenas suas bases teóricas, mas também explorar possíveis pontos de convergência em suas obras e críticas a sua filosofia. Além disso, este estudo visa contribuir para uma compreensão mais abrangente das questões ontológicas, éticas e políticas relacionadas à liberdade e ao projeto de cada ser humano, fornecendo insights filosóficos relevantes para debates contemporâneos sobre direitos individuais, responsabilidade moral e justiça social.
  • 35. 34 A Lógica de Port-Royal na história da lógica Davi Holz Alvarenga6 Orientação: Alexandre Guimarães Tadeu de Soares Simplificadamente, pode-se dividir a história da lógica em três períodos: (i) lógica antiga, (ii) lógica moderna e (iii) lógica contemporânea. O primeiro período é caracterizado pelo surgimento do Órganon aristotélico e pelas discussões medievais nele baseadas. O terceiro período é iniciado com a Begriffsschrift de Frege (1879) e marca o início da concepção de lógica como cálculo. Por sua vez, o segundo período – que aqui me interessa – tem na Lógica de Port- Royal (1662) a sua obra-símbolo: inaugura-se, com ela, uma nova concepção de lógica, que deixa de ser apenas teoria das formas válidas de raciocínios para tornar-se, além disso, o estudo das condições para o conhecimento. Tais preocupações de caráter epistemológico evidenciam- se no fato de que, diferentemente dos manuais de lógica aristotélicos, que se dividiam em três partes (doutrinas do termo, da proposição e do raciocínio), a Lógica de Port-Royal passa a comportar uma quarta parte, dedicada à exposição do método, de clara influência cartesiana. A obra – tida como uma das mais importantes na história da disciplina – influenciará decisivamente, até o século XIX, o período da chamada "lógica moderna", seja na sua utilização para o ensino de lógica nas principais universidades europeias, seja no surgimento de outras importantes obras, como a Logique, de Condillac (1780), e o Manual dos cursos de lógica geral, de Kant (1800). Com a minha comunicação, tenciono apresentar essa concepção de lógica inaugurada por Port-Royal, contextualizando-a e ressaltando a sua importância dentro da história da lógica. 6 Meus agradecimentos ao CNPq pelo financiamento de minha Iniciação Científica, cujo primeiro fruto é esta comunicação.
  • 36. 35 Desinformação e discurso de ódio nas redes sociais em período eleitoral: análise da postagem do Cardeal Scherer no Twitter no contexto das eleições presidenciais de 2022 Donavan Iury Silva da Mata Orientação: Prof. Dr. Robson Figueiredo Brito (PUC Minas) O tema central de nosso estudo é a desinformação e a disseminação do ódio nas redes sociais durante as eleições presidenciais de 2022. O objetivo geral é compreender o papel da informação falsa na propagação do ódio, analisando o fenômeno discursivo. Para alcançar esse objetivo, o estudo propõe a análise do funcionamento da manipulação discursiva, utilizando a perspectiva foucaultiana, e a identificação de marcas linguísticas em postagens no Twitter que evidenciam discursos odiosos, especialmente relacionados ao fundamentalismo religioso. A base teórica para este estudo são as obras Arqueologia do Saber e A Ordem do Discurso de Michel Foucault. Nelas, o filósofo destaca a relação entre saber e poder, destacando a vontade de verdade como um procedimento externo ao discurso que determina o que é considerado verdadeiro ou falso. A desinformação é interpretada como parte desse procedimento, envolvendo jogos de enunciações fabricados de forma intencional e assumidos como verdadeiros. A análise é feita a partir de postagens do cardeal arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer, no Twitter. Ele questiona se vale a pena colocar enunciados cristãos- católicos em cheque devido a disputas políticas. Essa abordagem provocou uma série de ataques e acusações, associando o cardeal ao comunismo e ao Partido dos Trabalhadores devido à cor vermelha de sua veste cardinalícia e seu discurso. Isso ilustra como a manipulação do discurso, por meio da inverdade, torna-se uma ferramenta eficaz para disseminar ódio na sociedade. O estudo destaca a necessidade de desenvolver habilidades de compreensão crítica diante desse fenômeno, enfatizando a importância do pensamento crítico na avaliação de discursos nas redes sociais. Ao compreender a relação entre desinformação, manipulação discursiva e disseminação do ódio, fica evidente a necessidade de que as pessoas precisam desenvolver uma maior capacidade crítica para discernir e combater tais práticas.
  • 37. 36 O Utilitarismo e a ética budista: leituras utilitaristas do Bodhicaryāvatāra. Fabíola Araujo de Rezende Estudos contemporâneos em Ética normativa têm contemplado pesquisas que buscam estabelecer alguns pontos de convergência entre a teoria ética e o conteúdo normativo presente na literatura canônica budista. Especificamente quanto ao Utilitarismo, essa convergência parece ser possível quando se trata de analisar o Bodhicaryāvatāra (Um Guia para o modo de vida do Bodhisattva), um escrito poético-religioso atribuído a Sāntideva, monge e filósofo indiano que viveu no século VIII da nossa era. Texto bastante informativo acerca da vertente Mahāyāna, o Bodhicaryāvatāra expõe as virtudes morais cardeais que o Budismo defende, bem como o ideal ético do Bodhisattva. O Bodhisattva é o indivíduo que busca a iluminação e que se aperfeiçoa não apenas para alcançar a sua própria libertação final, mas também para ajudar os inúmeros seres que precisam libertar-se do samsāra, o ciclo indefinido de renascimentos que, segundo os budistas, mantém-nos numa existência cíclica, involuntária e insatisfatória. Nesse sentido, o interesse dos pesquisadores utilitaristas em escritos como o Bodhicaryāvatāra é encontrar evidências textuais que conectem tais escritos aos quatro pilares do Utilitarismo – o Bem-estarismo, o Agregacionismo, a Imparcialidade e o Consequencialismo – a fim de compreender as implicações teóricas e práticas do que o Budismo entende que seja bom para nós e o que motiva as ações (por exemplo, a de promover o bem-estar) recomendadas a um indivíduo que esteja comprometido com o ideal Bodhisattva. Assim, nesta comunicação, o objetivo é apresentar a abordagem contemporânea que, no campo da Ética, pretende investigar possíveis pontos de contato entre o Utilitarismo e o Budismo Mahāyāna, a partir de leituras do Bodhicaryāvatāra. Pretendemos mencionar os resultados obtidos quanto às pesquisas empreendidas, bem como as dificuldades enfrentadas pelos pesquisadores no levantamento desses resultados.
  • 38. 37 Em busca de uma filosofia com crianças: imaginação, criatividade e lúdico. Felipe Alexandre Deleprani Knoblauch Orientação: Fabio Coelho da Silva Este trabalho tem por objetivo elencar a discussão sobre o ensino da filosofia com crianças, realizando um estudo teórico sobre as formas de aprendizagem. Para tanto, propõe-se abordar principalmente os conceitos de imaginação e de criatividade apresentados por Lev Vygotsky em Imaginação e criatividade na infância, correlacionando-os com o período da infância e sua diferenciação com adultos. Em um segundo momento, a partir da proposta didático-metodológica apresentada por Silvio Gallo em Metodologia do ensino de filosofia: uma didática para o ensino médio, este trabalho constrói uma ponte entre os conceitos apresentados anteriormente e a prática do ensino da filosofia no ensino básico, complementando o arcabouço teórico e apresentando algumas técnicas voltadas à metodologia de ensino. Por fim, utilizando-se do estudo de caso sobre o ensino lúdico para crianças desenvolvido por Marilene Raupp e Thaisa Neiverth no artigo Retratos da infância: o conhecimento e o lúdico, serão apresentadas diferentes práticas de ensino infantil. Mais especificamente, essas práticas serão contextualizadas para o ensino da filosofia com crianças, utilizando como exemplo diferentes livros, desenhos, filmes e outras mídias atrativas para essa faixa etária. Esses três momentos serão decisivos para demonstrar que a problemática principal decorre da dificuldade do campo filosófico, normalmente apresentado como complexo e abstrato, adentrar o ensino básico, principalmente a educação infantil e o ensino fundamental, como se estivesse além do alcance desta etapa. Por isso, o trabalho buscará apresentar meios de introdução filosófica com crianças, levando aos professores de filosofia meios para o entendimento da compreensão de mundo específica da criança, e como a filosofia pode se utilizar desta compreensão de mundo a seu favor no ensino com as mesmas.
  • 39. 38 A acrasia como um caráter de transição na ética aristotélica Felipe Fernandes Vieira Santos7 Orientação: Fernando Martins Mendonça No início sétimo livro da Ética a Nicômaco, Aristóteles diz que “existem três caráteres que devem ser evitados: o vício, a acrasia e a brutalidade” (1145a 15). O termo usado para referir-se aos três estados é ethos, traduzido como caráter, o qual é, segundo o primeiro capítulo do livro II da mesma obra, constituído por um processo de habituação que resulta em um estado no qual o indivíduo torna-se capaz de agir por si mesmo de um determinado modo. Segundo o autor, o hábito é capaz tanto de aprimorar quanto de corromper estados do indivíduo na medida em que ações de um determinado tipo são repetidas consistentemente e não de forma meramente mecânica. Habituando-se a agir bem, torna-se bom. Habituando-se a agir mal, torna-se mal. A acrasia, estado no qual o agente experiencia um conflito entre motivações opostas em sua alma, é apresentada por Aristóteles como um ethos. Dado que nela o agente parece habitualmente agir mal, ainda que tenha o desejo pelo bem, a tese de Aristóteles acerca do hábito parece dar margem para a possibilidade de a acrasia ser tomada como caráter de transição que resultará em um caráter vicioso. Do mesmo modo, a enkrateia parece ser um estado transitivo até que lhe seja constituído um caráter virtuoso. É necessário, portanto, compreender como Aristóteles apresenta a acrasia e a enkrateia como um ethos já constituído, cujo fenômeno característico não acontece de forma episódica, mas em uma cadeia habitual que resulta em uma habilitação (hexis) para que o indivíduo aja daquele modo. Estaria Aristóteles ciente dessa margem em sua teoria? Seriam a acrasia e a enkrateia, de fato, apenas caráteres de transição rumo ao vício e a virtude respectivamente? 7 Externo minha gratidão ao CNPq pelo fomento a pesquisa.
  • 40. 39 O Desprezo pela Filosofia: Uma Reflexão Necessária Sobre Educação Gabriel Carvalho da Silva Orientação: Fábio Coelho Silva A filosofia no Brasil sempre enfrentou diversos problemas e desafios, tanto legislativos quanto metodológicos. Neste contexto, abordaremos a problemática do ensino de filosofia no país: será que temos um ensino enciclopédico, meramente reproduzindo conceitos, ou de fato estamos ensinando os alunos a filosofar? Seriam as aulas de filosofia um impedimento para a prática da filosofia, ao invés de um estímulo? Este breve resumo não pretende ser apenas uma crítica superficial ao estudo da história da filosofia, mas sim uma análise crítica sobre a formação dos profissionais que atuam como professores de filosofia. No Brasil, não há um currículo definido para o ensino de filosofia, o que traz uma grande abertura e também enormes desafios. Os professores correm o risco diário de cair em um ensino enciclopédico, especialmente porque diversas universidades incluíram em seus vestibulares provas de filosofia que abrangem “toda” sua história. Isso pode levar as escolas de ensino médio a definirem a filosofia como um panorama histórico a ser ensinado em dois ou três anos. Precisamos pensar em metodologias alternativas que abordem eixos problemáticos e não somente históricos ou temáticos, mas essa não é uma análise fácil. É necessário dar um passo atrás e compreender a formação dos professores de filosofia nos cursos de licenciatura. Não podemos considerar o professor de filosofia apenas como alguém que detém conhecimento técnico para dar aulas e ter conhecimentos teóricos educacionais. Assim, devemos seguir a tradição histórica da filosofia, com a relação mestre- discípulo. Ou seja, para ensinar filosofia é preciso saber filosofia e também saber aprender filosofia. Dessa forma, é necessário criar uma ""filosofia do ensino de filosofia"" para aperfeiçoar o processo de ensino aprendizagem no âmbito filosófico.
  • 41. 40 FILOSOFIA DA MATEMÁTICA: EM TOMÁS DE AQUINO GELZANIA SILVA DE SANTANA O presente texto tem por objetivos: Explicitar o conceito de matemática definido por Tomás de Aquino, as justificativas para a mesma ser considerada uma ciência teórica, por conseguinte, o tipo de abstração que lhe é próprio. A partir da passagem do Comentário ao Tratado da Trindade de Boécio (Super Trinitate q.5, a.3). Qual o conceito de Matemática sustentado por Tomás de Aquino? Segundo Tomás, a matemática é uma ciência, uma vez que ocupa-se do universal e do necessário. A matemática trata do abstrato, do imaterial, do inteligível, do universal e do imóvel é considerada uma ciência especulativa, assim como a física e a metafísica. Quais as justificativas para Matemática ser uma ciência teórica? Às justificativas apresentadas são: que a matéria é indivisível, não abstrai de qualquer matéria, e, sim, da matéria inteligível. Esclarece que o movimento não é para os matemáticos tomados, porém os princípios matemáticos são aplicados aos movimentos, por fim tais princípios são aplicados às coisas naturais. Qual o tipo de abstração é próprio à matemática? Na passagem da S.T q.85, a.1,” [...] ocorre abstrair de dois modos [...]”. Como podemos compreender existem duas formas de abstração e a matemática se ocupa de uma delas. Em continuidade a matemática não se ocupa da divisão da matéria quando abstrair da forma de acordo com universal, não ocorre abstrair das partes para o todo. As operações matemáticas se apresentam ao intelecto conforme são inteligíveis. Ainda assim, a matemática dispensa a materialidade e retira a imaterialidade da matéria. Esse é o tipo de abstração que lhe é próprio. Em conclusão exige-se a compreensão de matéria sensível e inteligível, assim como o que é abstração, por fim o conceito e as justificativas da matemática ser uma ciência especulativa em Tomas de Aquino.
  • 42. 41 Despertando paixões através da prática educacional kantiana. Giovanna Guilherme Santos Orientação: Marcos César Seneda O objetivo deste trabalho é discutir o seguinte: como a razão é adquirida por meio da educação prática e a ação dentro dos aspectos morais, para eliminação das paixões por meio da habituação das inclinações naturais, assim a relação entre razão, educação, moralidade e controle das emoções, sugerindo uma abordagem prática para promover o desenvolvimento humano, com base na obra Sobre a pedagogia de Immanuel Kant. No ensaio Sobre a Pedagogia é explorado a relação entre razão, educação e moralidade, para isso, vamos examinar essa relação a partir dos seguintes passos. Primeiro passo, examinar a razão adquirida por meio da educação prática, e a ação dentro dos aspectos morais, há um destaque da importância de analisar como a razão é cultivada e fortalecida através da educação prática, especialmente no contexto das escolhas morais. Não se trata apenas de adquirir conhecimento teórico, mas também de aplicá-lo nas escolhas morais do dia a dia, assim a teoria e a prática devem caminhar juntas para formar indivíduos capazes de tomar decisões fundamentadas e éticas. Segundo passo, a habituação das inclinações naturais é essencial para suprimir essas paixões. Kant reconhece que as paixões podem nos desviar do caminho da razão. Isso implica um processo de treinamento ou condicionamento das emoções e impulsos naturais para que se alinhem com os princípios morais e a razão. Assim, há uma sugestão de uma abordagem educacional que não apenas visa o desenvolvimento intelectual, mas também moral e emocional dos indivíduos A pedagogia kantiana enfatiza a importância de educar não apenas a mente, mas também o caráter moral. Com proposta de uma reflexão sobre como a razão é adquirida e aplicada na prática, bem como sobre a importância de cultivar hábitos virtuosos para promover a conduta ética e o controle das emoções.
  • 43. 42 Maquiavélicas lições turcas Gustavo Diniz Naves Orientação: Jairo Dias Carvalho Niccolo Machiavelli (1469-1527), foi um diplomata e pensador revolucionário da ciência política moderna, conquistando sua posição de renome com diversos tratados políticos onde buscou debater a realidade da política tal qual ela é, e não como deveria ser. Em sua obra de maior destaque, O Príncipe, o florentino pretendia fornecer instruções práticas de como um príncipe deve comportar para manter ou aumentar seu poder, se valendo da história e sua experiência in loco enquanto chefe da segunda chancelaria florentina para fornecer conselhos práticos lastreados na realidade. Discorrendo em seu opúsculo a respeito dos principados, o diplomata desvencilha a ética da política e busca tratar sua noção de soberania, onde o florentino argumenta em favor da autonomia da ação política, onde o príncipe tem o dever de agir com todos os seus meios voltados para este único objetivo de expansão e manutenção do poder. A partir desta noção maquiavélica de soberania, o presente trabalho busca evidenciar suas lições da ação política vigente na práxis geopolítica turca ao longo do século XXI. O país vem se destacando pelo cumprimento de sua plena soberania, agindo de acordo com seus próprios interesses, tal qual o florentino exalta e defende ao longo de seus tratados.
  • 44. 43 O Sublime e o Belo na Filosofia Estética de Immanuel Kant Isabelly Santos Pereira Orientação: Luciene Maria Torino O sublime e o belo ocupam lugares distintos, porém complementares, na estética kantiana. Enquanto o belo representa a harmonia, a simetria e a proporção que proporcionam um prazer sereno e tranquilo, o sublime transcende essas características, evocando uma sensação de admiração misturada com um certo temor diante do incomensurável. Inicialmente, será apresentada a distinção entre o sublime e o belo, conforme delineada por Kant em sua obra Crítica da Faculdade do Juízo. Neste estudo, exploraremos como Kant concebe essa relação entre o sublime e o belo e como ambos coexistem na experiência estética. Ao analisar a distinção entre o sublime e o belo, examinaremos exemplos de obras de arte e fenômenos naturais que incorporam esses conceitos. Serão consideradas pinturas, esculturas, paisagens naturais e outras manifestações artísticas que demonstram tanto a harmonia do belo quanto a grandeza do sublime. Desta forma, pretendemos ilustrar como esses elementos estéticos se entrelaçam e enriquecem a experiência estética, proporcionando ao observador uma gama diversificada de emoções e reflexões. Este resumo abrange os principais passos da problematização da relação entre o sublime e o belo na filosofia estética de Immanuel Kant, fornecendo uma visão geral do escopo e dos objetivos da pesquisa da área da estética.
  • 45. 44 Pânico na Zona Sul dos Racionais MC´s: Uma Análise Filosófica da Música como Expressão de Consciência Social e Resistência Cultura. Isadora Santos Pereira Orientação: José Benedito de Almeida Junior O objetivo desta apresentação é realizar uma análise filosófica da música Pânico na Zona Sul do grupo Racionais MC’s. Felizmente, o rap brasileiro vem desempenhando um papel significativo na música contemporânea ao abordar de forma profunda as realidades sociais do país, especialmente as disparidades entre a periferia e os estratos sociais mais privilegiados. Essas representações culturais, enraizadas nas letras e nos ritmos do gênero, destacam também as diferenças sociais e econômicas de maneira contundente, muitas vezes expondo um confronto latente entre as classes. Na música em questão, os Racionais MC’s são profundamente influenciados pelo movimento negro e pela indignação com a exclusão social nas periferias. Esse descontentamento se converte em uma ferramenta de resistência. A letra de Pânico na Zona Sul expressa as vivências e lutas desses MC ́s, que debatem e questionam o olhar de estigmatização para com as periferias. Ao fazerem isso, eles confrontam a ideia de meritocracia, evidenciando que a desigualdade é o verdadeiro motor por trás das divisões entre brancos e negros, ricos e pobres. A filosofia, enquanto campo de estudo dedicado à reflexão sobre a existência humana e a sociedade, tem um papel crucial na análise crítica e na compreensão dos desafios enfrentados pelas comunidades marginalizadas nas periferias. O rap, juntamente com essa área do conhecimento possui a voz de expressar uma rebeldia contra as injustiças sociais e podem oferecer insights profundos sobre as causas e consequências dessas condições de vida precárias. Portanto, a intersecção entre a filosofia e o rap brasileiro revela um potencial para análise crítica das desigualdades sociais e as estruturas de poder. Ambos questionam as concepções de justiça e igualdade, desafiando sistemas de valores que perpetuam discriminação e falta de oportunidades. Essa união promove diálogo sobre questões sociais, buscando uma sociedade mais justa e inclusiva.
  • 46. 45 A Música em Tomás de Aquino: Uma Investigação do Efeito da Música no Espírito João Lázaro Ribeiro Caixeta Orientação: Anselmo Tadeu Ferreira A presente exposição tem como objetivo apresentar o tema da música e sua relação com as sensações e com a alma de acordo com o pensamento de Tomás de Aquino. Segundo Tomás na Suma Teológica, II-II, q.91, a.1, rep, a música direciona as emoções; deste modo, para expor o tema da música em Tomás é preciso, em primeiro lugar, analisar a relação da nossa alma com as nossas emoções. A partir desta análise, poderemos entender a música como uma expressão física que é própria da razão, e a música sendo o resultado da relação da nossa parte sensível com nossa alma. Mais do que uma análise musical e estética, a exploração sobre a música e as sensações nos embarca na jornada de entendê-la como arte singular, que pode proporcionar emoções à alma, conduzindo-a. Tomás esteve inserido nos debates acerca da música em seu tempo. Naquele momento o povo a queria na igreja, enquanto os mais tradicionalistas pensavam que não era adequada. Sendo assim, Tomás, na Suma Teológica, II -II, q.91, a.2, rep., junto a In De an., lib.3, L.2, n.14-15, expõe a noção de que o canto possui harmonias que direcionam a alma quando de acordo com o sentido da audição e a razão. Porém, ele notou que a música também pode conduzir o espírito quando constituída em materialidade ou no imaterial, de acordo com a composição harmônica e a disposição do ouvinte. Ele ressaltava os conceitos de beleza, harmonia, claridade, disposição e imitação. Portanto, pilares fundamentais da música, como o ritmo e a harmonia, são considerados mais que sons. Logo, o ponto principal da presente exposição é mostrar como Tomás de Aquino entenderá na Suma Teológica a elevação da alma, quando em contato com música, e seus graus de espiritualidade, isto é, como a sonoridade poderia influenciar o intelecto humano.
  • 47. 46 A relação entre definição e demonstração na teoria da ciência de Aristóteles João Victor Costa Sousa Orientação: Fernando Martins Mendonça Nos Segundos Analíticos, Aristóteles concebe uma teoria da ciência, na medida em que se ocupa do estudo do conhecimento científico. Esse estudo se divide em duas partes, as quais constituem dois livros. Por um lado, no livro I, encontra-se uma teoria da demonstração, cuja discussão principal diz respeito à relação entre conhecimento científico e demonstração. Por outro lado, no livro II, o Estagirita propõe uma teoria da definição, cuja coesão com o primeiro livro evidencia-se através da relação entre demonstração e definição. Diante da importância desses assuntos para os estudos aristotélicos, bem como para a discussão no âmbito da filosofia da ciência, justifica-se ainda nos dias de hoje pesquisas que se esforcem por esclarecer aspectos da teoria científica de Aristóteles. Com o objetivo de contribuir para esses campos de estudo, pretendo, em minha comunicação, examinar um problema central do livro II dos Segundos Analíticos, a saber: a função causal ou explanatória desempenhada pela definição no âmbito da demonstração. A fim de cumprir com meu intento, proponho-me o seguinte itinerário: em um primeiro momento, apresentarei a concepção de ciência demonstrativa a partir da relação entre conhecimento científico e demonstração científica; em um segundo momento, apresentarei o requisito de que a demonstração científica deve proceder a partir de princípios indemonstráveis e necessários que forneçam a causa ou explicação do fato demonstrado; em um terceiro momento, mostrarei como a definição cumpre a função de tal princípio, de modo que ela fornece a causa ou explicação do fato demonstrado.
  • 48. 47 Sobre a Ideia do Bem em Platão: de que ele é causa? João Vitor de Almeida Marques Na perspectiva de alguns intérpretes da obra platônica, a causalidade é entendida como a participação das Formas, que residem no lugar inteligível, nas coisas que estão no lugar visível. Por exemplo, Sócrates argumenta que a beleza de alguma coisa no lugar visível é derivada da participação do Belo em si (Forma) nesta coisa. Essas Formas conferem uma constância às coisas em devir. A dualidade fundamental em Platão é entre a ousia (essência imutável) e o devir (mudança temporal). As Formas são imutáveis e idênticas a si mesmas, enquanto as coisas visíveis são múltiplas. As Formas são consideradas causas porque participam do lugar visível, estabelecendo uma relação entre o visível e o inteligível. Dentro deste contexto, as Formas são consideradas causas, pois participam ativamente do lugar visível, estabelecendo uma relação entre o visível e o inteligível. Assim, as Formas transmitem uma estrutura para que aquilo que está em devir possa aparecer como belo, justo ou qualquer outra característica conferida pela Forma correspondente. Em A República, Sócrates discute, entre outros assuntos, sobre a Forma do Bem; tal Forma é descrita como a causa do Ser e da verdade, fornecendo a base para a existência e a compreensão das demais Formas. O Bem é superior em poder e dignidade, e é através dele que se pode alcançar o Ser e a essência. O Bem é a parte mais luminosa do Ser, evidenciando a distinção entre Ser e devir, ciência e opinião. Ele é uma Ideia, uma Forma, não acessível através da experiência sensorial ou do pensamento ordinário, mas apenas pela dialética, a forma mais elevada de conhecimento. O objetivo da comunicação, ao cabo de tais elucidações, é responder à pergunta: de que o Bem é causa?
  • 49. 48 A Virada Epistemológica na Jornada Heroica de A Mulher Rei e Njinga Mbandi: A rainha do Dgongo e Matamba e o Feminismo Decolonial Kyto Fayola Orientação: Prof. Dr. José Benedito de Almeida Jr Este trabalho tem por objetivo analisar a jornada heroica na produção cinemática A mulher Rei sob os parâmetros teóricos de Joseph Campbell e Clyde Ford. Analisaremos o monomito de Joseph Campbell a partir das obras O Herói de Mil Faces (1949) e da crítica produzida por Clyde Ford em O herói com rosto africano: mitos da África (1999) com o recorte racializado acerca dos estudos mitológicos. Tendo-se em vista que Joseph Campbell com primazia viabilizou restituição da função primária da mitologia: catarse, emancipação e reelaboração por meio do arquétipo heroico reestruturando em três atos: separação, iniciação e retorno. Todavia, Clyde Ford notou que, assim como tantas outras áreas do saber, os estudos mitológicos foram atravessados pelo etnocentrismo por desconsiderarem e inviabilizem diversas expressões culturais sobre o tema. Assumindo assim como desafio, Ford se dedicar a mitologia tradicional africana, que fora outrora marginalizada e inferiorizada pela escola mitológica, e traduz tais expressões culturais locais aos símbolos elementares comuns da humanidade. Entretanto, ambos referencias teóricos ainda se demonstraram insuficientes para o objeto da análise devida carência de um recorde de gênero. Recorro então as contribuições teóricas da filosofa africana Oyèrónkẹ Oyěwùmí em A invenção das mulheres: construindo um sentido africano para os discursos ocidentais de gênero (2021) e a intelectual e filosofa norte americana bell hooks Olhares negros: raça e representação (1992) com intuito de mitigar as lacunas do debate de gênero racializado proposto. Lanço mão da perspectiva teórica sobre gênero da África pré-colonial de Oyèrónkẹ e da reconstrução histórica da representação das mulheres negras em diáspora de hooks, viabilizando uma análise integral sobre os atravessamentos que compõem a obra A mulher Rei.
  • 50. 49 Cibercultura e mitologia Laércio Thiago Júnior Orientação: José Benedito Após a revolução industrial, a tecnologia vem estando cada vez mais presente na rotina humana, e desde a invenção da internet, as dinâmicas socioculturais se alteraram, dando o nascimento a um novo tipo de esfera social, a cibercultura. Nessa apresentação pretendo dar uma breve introdução ao conceito de cibercultura com base no livro de Francisco Rüdiger, Introdução às teorias da cibercultura, no qual ele apresenta as perspectivas tecnicistas sobre o tema, além de discutir as visões prometeicas e fáusticas sobre o assunto, que são constantemente citadas quando o assunto é cibercultura, representando os tecnófilos ( pensadores aficionados pela tecnologia que tem uma visão mais otimista) e tecnófobos ( pensadores que tem uma visão mais negativa em relação a tecnologia) respectivamente. Outro objetivo é justamente discutir essa escolha de classificação dos pensadores, buscando entender o papel da mitologia na perspectiva apresentada, e mostrar uma terceira alternativa discutida por Rüdiger, a visão crítica, representada por Atenas no livro. Todos esses argumentos vêm de uma base frankfurtiana, busco atualizar e contextualizar essa base, que é a Industria Cultural de Adorno e Horkheimer para uma realidade mais tecnológica que eles viveram na época, trazendo para as redes sociais e outros meios que representam a cibercultura no geral. É importante entendermos que a mensagem ainda é a mesma, o contexto só foi atualizado ao mesmo passo em que as máquinas e aplicativos. A cibercultura representa a mudança de paradigmas na relação humana e da relação do homem com o meio em que vive, com grande influência do sistema industrial e capitalista, mas ainda sim pode se transformar numa ferramenta de luta e emancipação social.
  • 51. 50 Direitos animais: deveres de quem? Laís Oliveira Orientação: Prof. Dr. Marcos César Seneda O objetivo desse texto é apresentar as vantagens de se analisar a moralidade de nossas ações para com a natureza não racional a partir da ética dos deveres. Para tal intento, farei a escolha de me ater unicamente as questões relacionadas à ética animal, utilizando aspectos da ética ambiental apenas quando houver tal exigência para a argumentação pretendida no trabalho. Os principais textos utilizados para sua construção do argumento são a Fundamentação da Metafísica dos Costumes e Lições de Ética de Immanuel Kant e também os artigos Environmental Values, Anthropocentrism and Speciesism, Kant on duties regarding nonrational nature II e Women’s rights: whose obligations? da filósofa Onora O’Neill. Metodologicamente, seguiremos o percurso de apresentar algumas críticas as abordagens mais comumente utilizadas para a análise ética da relação entre seres racionais e os animais não racionais, sendo essas teorias nomeadamente o utilitarismo e a abordagem dos direitos. Após expor porque tais teorias são consideradas incapazes de fazer uma defesa apropriada dos animais não racionais, apresentaremos como se fundamenta a defesa de uma ética animal dentro da ética kantiana e, por fim, defenderemos as vantagens que a ética dos deveres pode apresentar para os estudos de ética animal. Essa mudança de perspectiva pode ser um grande trunfo ao se pensar a defesa dos animais não racionais, pois ainda diversas teorias considerem como imorais a maior parte das práticas que acontecem entre seres racionais e os animais, nem mesmo a lei pode constranger efetivamente um agente moral a agir por dever. Em suma, consideramos que embora estímulos externos indiquem como pode ser uma ética animal adequada, é necessário pensar sobre o agente moral, pois apenas os seres racionais dotados de liberdade e autonomia podem decidir livremente o curso de suas ações, optando ou não por agir por dever.
  • 52. 51 O estudo e a prática do Taijiquan: Uma proposta filosófica através do corpo Leonardo Rosa Cunha Orientação: Dr. José Benedito de Almeida Junior O objetivo dessa pesquisa é trazer uma abordagem filosófica ligada a filosofia oriental que busca uma valorização do corpo dentro do processo filosófico, encontrando um equilíbrio entre corpo e mente, ambos com sua importância dentro do processo. A pesquisa irá usar o Taijiquan, arte marcial interna que tem seu surgimento na china, a aproximadamente 700 anos, mas com foco na tradição Yang, criada por Yang Luchan (1799-1872), a qual tem como característica movimentos que combinam força com elasticidade, focando na suavidade e na serenidade do movimento. A palavra Taijiquan, ou Tai chi Chuan como podemos encontrar mais comumente no Brasil, nos ajuda a entender um pouco de seu significado, tai significada supremo ou absoluto, chi é a parte mais alta de um telhado, ou a cumeeira como é conhecido na cultura oriental, e chuan seria o pulso, trazendo a ideia do movimento e da luta com as mãos livres. O Taijiquan possui uma vasta filosofia que faz com que a prática necessariamente esteja alinhada com a teoria, uma não pode evoluir sem a outra. Através dos estudos teóricos e da prática do Taijiquan, a pesquisa vai buscar provar a tese de que há uma filosofia dentro da prática e de que é possível se construir uma filosofia através do corpo, rompendo assim com uma lógica ocidental de desvalorização do corpo e provando que é possível desenvolver um pensamento filosófico que vá além do texto e do trabalho intelectual puramente racional.