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Unidade 2 - O espaço português
A consolidação de um reino ibérico
http://divulgacaohistoria.com/
História A - Módulo 2
O dinamismo civilizacional da Europa
Ocidental nos séculos XIII a XIV – espaços,
poderes e vivências
Portugal possui as mais antigas fronteiras da Europa.
Independente desde 1143/1179 (século XII), fixou o seu
território em 1297.
Nasceu da guerra contra Castelhanos e Muçulmanos.
Os senhorios nasceram Entre Douro e Minho e
estenderam-se ao Centro e Sul. Neles, o rei, nobres,
clérigos assumiam os poderes fundiários, controlavam os
dependentes e exerciam os poderes senhoriais.
História A, 10º ano, Módulo 2 2
2.1 A fixação do território
3
Os concelhos constituíram um entrave ao
desenvolvimentos dos senhorios. As cidades e vilas
concelhias tinham autonomia administrativa.
O rei administrava este país de senhorios, concelhos, dos
mouros, dos judeus, dos senhores e dos vilãos.
A reconquista
História A, 10º ano, Módulo 2 4
Reconquista designa as campanhas militares que os
reinos cristãos da Península Ibérica dirigiram contra os
Muçulmanos que a tinham invadido em 711 e
conquistado na sua quase totalidade.
A Reconquista iniciou-se em 718-722, a partir do
pequeno reino das Astúrias, e terminou em 1492, com a
conquista do reino de Granada.
A Reconquista foi um processo lento, com avanços e
recuos, condicionado pelo relevo, rios, pela
unidade/divisão dos Muçulmanos.
História A, 10º ano, Módulo 2 5
6
Portugal nasceu no contexto da Reconquista;
A rebeldia de Afonso Henriques (1109?-1185), que dirigia
o Condado Portucalense desde 1128, contra o seu primo,
o rei Afonso VII, rei de Leão e Castela, imperador das
Espanhas, faz lembrar a de muitos senhores que, na Idade
Média, habituados a administrar os seus territórios,
desenvolveram um espírito de autonomia que os fez
esquecer, muitas vezes, os seus deveres de obediência e
lealdade ao rei.
História A, 10º ano, Módulo 2 7
Em 1143, Afonso VII, na Conferência de Zamora,
reconheceu Afonso Henriques com rex (rei), embora lhe
tivesse recordado a sua situação de vassalo;
Em 1179, o papa Alexandre III, através da bula Manifestis
Probatum, reconheceu a independência do Reino de
Portugal, em contrapartida, Portugal tinha de pagar um
tributo anual ao Papa.
Castelo de Guimarães
História A, 10º ano, Módulo 2 8
Em 1147, Afonso Henriques conquistou
aos Mouros o território até ao rio Tejo,
com as conquistas de Santarém e Lisboa;
Em 1158, conquistou Alcácer do Sal e
avançou os seus domínios até à linha do
rio Sado;
Em 1162, Beja e 1165, Évora, foram
conquistadas;
Em 1185, morreu Afonso Henriques,
primeiro rei de Portugal com o
cognome de “O conquistador”.
9
D. Sancho I (rei 1185/1211), depois de ter conquistado
uma parte do Algarve, não resistiu à vinda dos almóadas,
que tinham vindo de Marrocos, para apoiar os reinos
muçulmanos e perdeu todos os territórios a sul do rio
Tejo, com exceção de Évora;
D. Afonso II (rei 1211/1223), dedicou-se à consolidação do
poder real e à organização administrativa do reino. No seu
reinado deu-se a célebre batalha de Navas de Tolosa
(1212), em que Portugueses, Castelhanos, Aragoneses e
Franceses derrotaram os Muçulmanos.
Reconquistou Alcácer do Sal, Monforte, Vila Viçosa e
Moura;
História A, 10º ano, Módulo 2 10
D. Sancho II (rei 1223/1245), reconquistou o Alentejo e
parte do Algarve;
D. Afonso III (rei 1248/1279) terminou a reconquista do
Algarve, em março de 1249, conquistou Faro, Albufeira,
Porches e Silves;
O norte cristão conquistou o Sul islâmico. Estava
concluída a reconquista portuguesa.
História A, 10º ano, Módulo 2 11
Do termo da Reconquista ao estabelecimento de
fronteiras
Entre o termo da reconquista (1249) e o estabelecimento
definitivo das fronteiras de Portugal (1297) decorreram
quase 50 anos. Foi uma luta com Leão e Castela;
Em 1152, Afonso X, rei de Leão e Castela, reivindicou o
antigo reino muçulmano de Niebla, que incluía Silves;
História A, 10º ano, Módulo 2 12
13
A guerra que se seguiu terminou com o tratado de paz
de 1253. Afonso III, de Portugal, renunciava ao Algarve;
Em 1263-64, realizaram-se novas negociações sobre a
posse do Algarve;
Em 1267, o Tratado de Badajoz resolvia a questão da
soberania sobre o Algarve. Em 1268, Afonso III, passa a
ser, de direito, rei de Portugal e do Algarve
Em 1295-97, a guerra entre
Portugal e Castela reativou-
se.
Em 1297, pelo Tratado de
Alcanises, celebrado entre D.
Dinis de Portugal e D.
Fernando IV de Castela, o
território português adquire,
com pequenas exceções, as
fronteiras atuais.
História A, 10º ano, Módulo 2 14
O carácter político e religioso da Reconquista
A Reconquista cristã, começou em 718/22, e significou a
sobrevivência do pequeno reino das Astúrias;
Teve um acentuado carácter político, permitiu aos
soberanos ibéricos a sua afirmação e engrandecimento;
A ideia central era que todos os territórios reconquistados
pertenciam ao rei;
História A, 10º ano, Módulo 2 15
16
Nos finais do século XI, os aspetos religiosos tornam-se
mais marcantes.
Após quatro séculos de relativa tolerância, a guerra
radicalizou-se fruto do fanatismo religioso dos
almorávidas e almóadas e dos cristãos;
A Reconquista assumiu foro de guerra santa, igualando-se
às cruzadas na Palestina, muitas vezes a Reconquista foi
denominada “cruzada do ocidente”;
Diversos papas promulgaram bulas papais exaltando e
exortando a expulsão dos Muçulmanos da Península
Ibérica, concedendo indulgências a quem participasse
nessa luta;
História A, 10º ano, Módulo 2 17
18
Os cruzados por diversas vezes ajudaram a Reconquista
portuguesa: 1147, conquista de Lisboa; 1189, conquista
do Alvor e Sines; 1197, tentativa de reconquistar Silves;
1217, reconquista de Alcácer do Sal e 1249, conquista
de Silves.
19
https://pt.dreamstime.com/fotografi
a-de-stock-cruzado-image3179312
Para o desenvolvimento desta ideia de cruzada
contribuíram as ordens religiosas-militares, que
chegaram à Península Ibérica no século XII: Templários
(1128); Hospitalários (1150); Calatrava e de Santiago
(1170);
Estas ordens auxiliaram a conquista do Alentejo e Algarve,
e desempenharam um importante papel no seu
repovoamento;
História A, 10º ano, Módulo 2 20
2.2 O país rural e senhorial
História A, 10º ano, Módulo 2 21
O Condado Portucalense elevou-se a reino, reconquistou
o Sul do território, em 1297, as fronteiras estavam
estabelecidas;
Foi neste contexto que se desenvolveram as formas de
organização políticas, sociais e económicas que formaram
o Portugal medieval.
De um lado, os senhorios e o país rural; do outro, os
concelhos e o país urbano.
História A, 10º ano, Módulo 2 22
Os senhorios, a sua origem, detentores e localização
Senhorio é o território onde o senhor exercia poder
sobre a terra, de que era proprietário e de cuja
exploração cobrava rendas e serviços e poder sobre os
homens, a quem exigia impostos de natureza económica,
jurisdicional e militar.
História A, 10º ano, Módulo 2 23
24
O senhorio era uma área territorial, mais ou menos
extensa, contínua ou não, cujo dono, o senhor, detinha
poderes sobre a terra e sobre os homens que lá residiam;
Em Portugal, os senhorios pertenciam ao rei (Dominus
Rex), à nobreza e ao clero;
História A, 10º ano, Módulo 2 25
26
Os senhorios remontam à reconquista cristã, e à
apropriação de terras que pertenciam aos Muçulmanos.
É a ocupação de terras deixadas vagas pelos Mouros, a
chamada presúria;
A maioria dos territórios conquistados pela presúria
pertencia ao rei, eram os reguengos;
Os reguengos foram diminuindo ao longo do tempo. A
necessidade de o rei recompensar serviços, militares e
religiosos, levou os monarcas a alienaram parte destes
territórios em favor da nobreza e do clero;
Estas doações vão permitir ao rei criar laços de
vassalagem medieval.
Ao doar as terras, em contrapartida, o rei esperava que
os seus vassalos o apoiassem na guerra, com conselhos
ou obter os favores divinos.
História A, 10º ano, Módulo 2 27
Vassalidade é a relação hierárquica que se estabelece
entre dois indivíduos de ascendência nobre. Criava entre
eles uma interdependência pessoal de direitos e deveres
(fidelidade, ajuda, conselho).
Esta dependência pessoal deriva de um dos senhores (o
suserano) atribuir um bem (terras, castelo, rendas, cargo),
chamado benefício ou feudo, a outro senhor (o vassalo).
História A, 10º ano, Módulo 2 28
29
in Entre
tempos 10
O Norte foi a terra, por
excelência, do
senhorialismo, na
Península Ibérica. Em
Portugal, grosso modo,
abrange o litoral norte do
país até ao rio Vouga.
História A, 10º ano, Módulo 2 30
31
Foi nessa zona que se exerceram os mais antigos
cargos públicos, delegados pelos reis de Leão na
nobreza, esses cargos eram acompanhados por
doações de terras, conhecidas pelo nome de honores.
Honras são como são designados os senhorios da
nobreza.
O clero também foi um dos um dos protagonistas do
senhorialismo no Norte Atlântico.
Os mosteiros e a Sés, são o símbolo do poder do clero.
A ordem religiosa mais poderosa nesta região era a dos
Beneditinos.
Os senhorios da Igreja são designados de coutos,
porque foram criados por uma carta de couto. Gozavam
de isenção judicial, fiscal e militar.
História A, 10º ano, Módulo 2 32
Devido às doações régias, e aos legados de nobres em
testamento, os bens fundiários da Igreja, no início do
século XIII, ultrapassam os de qualquer outro
proprietário.
O Centro e o Sul são as zonas dos grandes senhorios da
Igreja.
As ordens religioso-militares detêm grande parte do
território: Templários, Hospitalários, Calatrava e
Santiago.
História A, 10º ano, Módulo 2 33
O exercício do poder senhorial: privilégios e imunidades
A origem do poder senhorial está no Norte, e o
principal protagonista foi a nobreza de Entre Douro e
Minho.
O nascimento (sangue), o poder económico, militar e
sobre os outros homens era a base da superioridade
social da nobreza.
Os infanções são a mais antiga nobreza a quem os
Condes de Portucale atribuíram funções de
administrar terras.
História A, 10º ano, Módulo 2 34
35
Os senhores exerciam um poder sobre a terra e sobre os
seus habitantes;
São designados por poder de Ban (bannus) ou poder
banal;
36
Privilégios dos senhores (nobres ou membros do clero):
Possuíam um senhorio - propriedade fundiária;
Comando militar: possuíam um exército;
Exerciam a justiça - exceto a pena de morte;
Recebiam impostos.
A natureza do poder senhorial
O poder senhorial concretizava-se pela posse e
exploração de terras, mas, sobretudo, pelo exercício de
funções militares, jurisdicionais e fiscais.
O poder senhorial corresponde ao poder banal (bannus)
da Europa além-Pirenéus, que conferia aos senhores o
comando, a punição, a coação sobre os habitantes do
senhorio;
História A, 10º ano, Módulo 2 37
Estes poderes públicos foram concedidos pelo rei ou pelo
conde que lhes concederam terras ou castelos para
administrar e governar em seu nome.
História A, 10º ano, Módulo 2 38
Os senhorios da nobreza eram honras e da Igreja coutos.
Ambos eram territórios imunes, pois neles não entravam
os funcionários régios (funções militares, judiciais e
fiscais). Eram os senhores que exerciam esses poderes.
A distinção entre couto e honra deve-se à forma como a
imunidade foi concedida:
Nos coutos, foi através da carta de couto.
História A, 10º ano, Módulo 2 39
40
Na honra, a imunidade resultava do senhor exercer os
poderes públicos, por isso honrava esse território.
Com o tempo os nobres estenderam as imunidades
para os seus domínios pessoais hereditários, exigindo
neles os mesmos direitos.
Desse modo, praticamente todos os domínios da
nobreza se tornaram abusivamente em honras.
A exploração económica do senhorio
História A, 10º ano, Módulo 2 41
Para além do poder senhorial, a posse de bens fundiários
era um dos sustentáculos da nobreza e do clero.
Chamavam-se domínios senhoriais.
No Norte, na maior parte dos casos eram um conjunto de
pequenas parcelas territoriais dispersas (campos de
cereais, vinhas, pomares, pastos, bosques, etc.);
No Centro e Sul, as propriedades, atingiram grandes
dimensões;
História A, 10º ano, Módulo 2 42
Estes domínios senhoriais tinham uma reserva, chamada
quintã, e as unidades de exploração arrendadas, os
casais.
História A, 10º ano, Módulo 2 43
A quintã, também chamada de paço, por nela se
encontrar a residência do senhor, incluía o moinho, lagar,
estábulos e uma pequena parte das terras.
A exploração da quintã cabia aos escravos, servos e
colonos livres dos casais que aí prestavam trabalho
gratuito e obrigatório, durante um certo número de dias
por ano, as jeiras (na Europa além-Pirenéus eram
chamadas corveias)
História A, 10º ano, Módulo 2 44
A maior parte das terras estavam divididas em casais ou
vilares (na Europa além-Pirenéus eram chamados
mansos). Para a exploração dos casais celebravam-se
contratos, entre os senhores e os colonos (caseiros).
Podiam ser perpétuos, mas normalmente eram
arrendados pelo prazo de uma vida ou duas.
As rendas eram de dois tipos: fixas ou de parceria
(percentagem das colheitas)
História A, 10º ano, Módulo 2 45
Os domínios eclesiásticos eram explorados de uma forma
mais rigorosa.
Nas suas granjas (o equivalente à quintã da nobreza)
praticava-se a administração direta.
Nos inícios do século XIII, a dízima já estava estabelecida.
Era o pagamento à Igreja, a que nem o rei escapava, de
um décimo (10%), de toda a produção agrícola e pecuária.
História A, 10º ano, Módulo 2 46
A situação social e económica das comunidades rurais
dependentes
Nos seus domínios (honras e coutos), os senhores
controlavam uma multiplicidade de homens, os
dependentes.
Exigiam-lhes tributos:
Uns provenientes da exploração da terra, rendas e jeiras,
os chamados direitos dominiais;
Outros vinham do exercício do poder político, os direitos
senhoriais.
História A, 10º ano, Módulo 2 47
Em 1211, uma lei de Afonso II proclamava que todos os
homens livres deviam depender de um senhor (nobre,
clérigo ou rei), a menos que já vivesse integrado num
senhorio.
Isto significou que os herdadores (homens livres),
proprietários de terras alodiais passaram a ter de pagar
tributos ao rei ou a um senhor. A sua condição degradou-
se.
História A, 10º ano, Módulo 2 48
49
Os colonos, homens livres, que trabalhavam a terra de
outro, viram, desde o século XIII, os contratos a prazo
prevalecerem sobre os arrendamentos perpétuos,
misturando-se as prestações senhoriais e dominiais.
Os servos eram os descendentes de escravos a quem
foram entregues casais para explorarem. Não podiam
abandonar as terras onde viviam.
Progressivamente foram libertados da servidão, e no
século XII, não se distinguem dos colonos.
A escravatura aumentava, sobretudo a partir da segunda
metade do século XI, fruto da Reconquista, que fornecia
escravos mouros.
50
51
Os assalariados (moços de lavoura) viviam do
aluguer do seu trabalho, frequente na época das
colheitas, escasso durante o inverno.
Tal como os caçadores e pastores (sobreviventes de
antigas formas de organização social) integravam-se
mal na sociedade senhorial.
2.3 O país urbano. A multiplicação de vilas e cidades
concelhias
52
in Entre
tempos 10
O mundo rural e senhorial, durante a Idade Média, teve a
primazia em todos os setores de atividade. Aqui se
concentravam as elites sociais, as grandes fontes de
riqueza (agricultura), o maior parte da população;
No entanto também existe um país urbano, de vilas e
cidades concelhias que impulsionou o desenvolvimento
do reino.
O país urbano e concelhio. A multiplicação de vilas e
cidades concelhias
História A, 10º ano, Módulo 2 53
54
Como surgiram as cidades e vilas
Da ação da Reconquista cristã, que avançando de Norte
para Sul, vai integrando territórios muçulmanos que
eram urbanizados.
Nestes territórios existem os moçárabes (cristãos que
viviam no território muçulmanos);
55
Da presença de um bispo.
As cidades que existiram em Portugal, no início do reino,
eram todas sedes de bispado: Braga, Porto, Lisboa,
Lamego, Coimbra, Viseu, Guarda, Évora e Silves.
Da presença da corte régia. A corte transferiu-se de
Guimarães para Coimbra e mais tarde para Lisboa.
56
Durante a Idade Média a
corte era itinerante.
57
Surgem os concelhos perfeitos ou urbanos;
Estes concelhos têm alguma liberdade para decidir sobre
os seus assuntos, e beneficiam de alguma privilégios
fiscais, judiciais e militares;
Os concelhos eram criados pela carta de foral, outurgada
pelo rei;
Estes concelhos foram criados em zonas onde o rei
precisava de atrair população (Centro e Alentejo);
58
O desenvolvimento comercial europeu também se sentiu
em Portugal que proporcionou o desenvolvimento de
algumas cidades, onde se desenvolveu uma burguesia
comercial empreendedora;
Nas cidades surgem os mesteirais, grupo de pessoas que
praticavam atividades artesanais: sapateiros, pedreiros,
padeiros, etc.;
Agrupavam-se por ruas, muitas delas ainda hoje tem o
nome da atividade;
A organização do espaço urbano. Urbanismo cristão e
urbanismo muçulmano.
Na Península Ibérica já nada restava do urbanismo
romano. Distingue-se um urbanismo cristão, a norte, e
um urbanismo muçulmano, a sul.
Os dois tipos de cidade apresentam ruas estreitas e
tortuosas. A cidade cristã apresentava uma ou mais
praças, a cidade muçulmana, a alcáçova, para a classe
dirigente, e a almedina, a zona popular.
História A, 10º ano, Módulo 2 59
História A, 10º ano, Módulo 2 60
61
Existem traços comuns neste urbanismo, fruto dos
contactos, e à medida que a Reconquista progredia, os
dois mundos iam-se integrando.
A cidade medieval estava rodeada por muralhas que
limitava o espaço urbano;
As ruas eram estreitas e tortuosas;
Existia uma zona central, onde se localizava o castelo, a
praça principal, onde se realizava o mercado, também
conhecida por rossio. Nesta zona também se situava a Sé
e viviam os mercadores mais abastados:
Tudo o resto eram ruas secundárias estreitas, fétidas e
escuras. Não existiam esgotos, pelo que os despejos eram
feitos para a rua.
Muitas ruas agrupavam determinadas profissões, e ainda
hoje existem ruas com o nome de Sapateiros, Caldeireiros,
do Ouro, dos Mercadores, etc..
62
https://journals.openedition.org/med
ievalista/793
63
Nos séculos XIII e XIV, abriram-se as Ruas Novas e as Ruas
Direitas, mais largas, onde, muitas vezes, se localizavam
as lojas e o comércio mais importante;
O crescimento das cidades levou ao surgir dos arrabaldes
(espaço urbano fora das muralhas);
No arrabalde viviam os excluídos da sociedade medieval,
como os pedintes e os leprosos.
Era um mundo de pobreza e exclusão que atraiu as
ordens mendicantes, como os franciscanos e
dominicanos que aí se instalaram.
Para além do arrabalde desenvolvia-se o termo, o espaço
circundante da cidade que compreendia terras cultivadas e
aldeias que abasteciam os mercados da cidade.
Exerciam jurisdição, coletavam impostos e impunham
obrigações militares
Era um direito das cidades e vilas concelhias.
História A, 10º ano, Módulo 2 64
Nas cidades existiam as minorias étnico-religiosas: judeus
e mouros.
Os judeus viviam nas judiarias, bairros protegidos por
muros, com os seus funcionários, juízes e hierarquia
religiosa.
Os judeus eram, de um modo geral, mais letrados que o
comum dos cristãos, muitos deles dedicavam-se aos
negócios e à usura.
Existiam judeus de todas as condições económicas embora
muitos fossem abastados.
História A, 10º ano, Módulo 2 65
Apesar dos múltiplos antagonismos religiosos, os judeus
foram tolerados até aos finais do século XV. Em 1496, um
edito do rei D. Manuel I, obrigou os judeus à conversão ou
à expulsão.
A comunidade islâmica era menos abastada do que a
judaica. Realizavam os trabalhos mais pesados. Ainda hoje
existe o ditado: “Trabalhar que nem um mouro”.
Viviam em bairros rodeados por muros, as mourarias.
História A, 10º ano, Módulo 2 66
67
Os monarcas alargavam os encurtavam o termo de
uma cidade, conforme pretendiam recompensar ou
castigar uma cidade.
Por exemplo, em 1383-85, o Porto foi recompensado
com por ter apoiado a causa do Mestre de Avis,
enquanto Santarém viu o seu termo reduzido.
68
O exercício comunitário de poderes concelhios: A
afirmação política das elites urbanas.
A necessidade de repovoar o interior e o Sul do país, levou
monarcas e senhores a concederem autonomia político-
administrativa de vários territórios.
São os concelhos, habitados por homens livres, com
privilégios e obrigações, que eram determinados por uma
carta de foral.
O número mais significativo de concelhos, sobretudo
aqueles com mais autonomia, situavam-se nas regiões
fronteiriças das Beiras, Estremadura e Alentejo.
História A, 10º ano, Módulo 2 69
Estes eram chamados os concelhos urbanos ou perfeitos.
Compreendiam a cidade propriamente dita, e o termo
que incluía aldeias e propriedades rurais.
Os seus habitantes homens livres, de maior idade e que
eram proprietários ou trabalhavam no concelho eram
chamados vizinhos.
Eram excluídos os nobres e clérigos, exceto se abdicassem
dos seus privilégios. O mesmo acontecia com as mulheres
(exceto se fossem viúvas), judeus, mouros, estrangeiros,
servos e escravos.
História A, 10º ano, Módulo 2 70
Os vizinhos administravam o concelho. Era uma
administração comunitária.
A Assembleia (concilium) era o principal órgão
deliberativo.
As suas decisões (posturas municipais) regulamentavam
as diversas questões económicas do concelho.
Mas o que distinguia um concelho perfeito de um
imperfeito era a capacidade de administrar justiça e
eleger os magistrados.
História A, 10º ano, Módulo 2 71
Estes magistrados eram a elite social do concelho, eram
chamados homens-bons.
Como recompensa os monarcas fizeram-nos cavaleiros-
vilãos. Tinham determinados privilégios e isenções.
Os homens-bons monopolizavam as principais
magistraturas do concelho.
História A, 10º ano, Módulo 2 72
2.4 O poder régio, fator estruturante da coesão interna
do reino
Da monarquia feudal à centralização do poder
O primeiro sentimento de pertença de uma pessoa no
século XIII, dirigia-se, em primeiro lugar para a sua
paróquia, aldeia, senhorio ou cidade concelhia, e só
depois para o reino de Portugal, dirigido pelo rei.
Portugal era, na Idade Média, um conjunto de senhorios
e concelhos, cada um com as suas particularidades,
imunidades, privilégios e autonomias administrativas.
História A, 10º ano, Módulo 2 73
74
Cabia ao rei e à instituição monárquica o difícil e
importante papel de unir todas estas especificidades,
criando um espaço territorial coeso e uma identidade
nacional.
Nos seus inícios Portugal foi governado por uma
monarquia feudal.
Monarquia feudal caracteriza-se pelo facto de o rei se
assumir como o maior e mais poderoso dos senhores
feudais.
Através das doações de benefícios, o rei cria laços de
vassalagem e de dependência pessoal.
Em Portugal a monarquia reivindica o direito divino.
Os monarcas portugueses procuraram centralizar o
poder, nunca abdicaram da chefia militar e da justiça
suprema. História A, 10º ano, Módulo 2 75
Na monarquia feudal não existia distinção entre a esfera
pública e privada. O reino era o património pessoal do
rei, que herdava e depois transmitia aos seu filho
primogénito.
O rei doava honras e coutos a nobres e senhores
eclesiásticos para recompensar serviços prestados.
Em troca desta cedência de bens e poderes, o rei criou
uma corte de vassalos, que lhe devia fidelidade e apoio
nas tarefas de defesa e administração do reino.
História A, 10º ano, Módulo 2 76
77
Em Portugal, ao contrário de outras regiões além-
Pirenéus, o poder do rei nunca foi contestado, devido
ao facto de não existirem casas senhoriais
suficientemente poderosas e ricas para desafiarem o
poder real.
Em Portugal, o rei era o mais rico e poderoso dos
senhores feudais, o Dominus Rex.
Exercia o seu poder público e cobrava rendas nos seus
domínios pessoais (reguengos), nos alódios e nos
concelhos.
O rei exigia o pagamento de impostos como a coima,
fossadeira, anúduva, jugada, pousadia, etc..
História A, 10º ano, Módulo 2 78
A centralização do poder: defesa, justiça, legislação e
fiscalidade
Os reis fundamentaram o seu poder na doutrina do
direito divino, são os representantes de Deus na Terra.
São o órgão máximo do poder público. Tem as mais altas
funções militares, jurídicas , legislativas e fiscais.
São o juiz supremo e reservam o direito da justiça maior
(condenação à morte ou talhamento de membros).
São os guardiões da ordem e da equidade.
79
Desde 1211, reinado de Afonso II, a monarquia assumiu o
exclusivo da legislação suprema.
Nesse ano foram publicadas as Leis Gerais destinadas a
ser aplicadas em todo o reino.
Algumas dessas leis destinavam-se a combater os
privilégios senhoriais, outras garantiam ao rei o exclusivo
da cunhagem da moeda.
História A, 10º ano, Módulo 2 80
81
A Lei da Almotaçaria, reinado de Afonso III, tabelava
os preços.
Outro ponto importante da legislação foi a tentativa
de acabar com as isenções. Em 1387, as sisas gerais,
foram um imposto que incluía a compra e venda de
todos os bens, inclusive dos privilegiados e do
próprio rei.
Nos finais do século XIV, a monarquia feudal evoluiu para
um Estado Moderno.
O tempo em que o rei era o principal senhor e
recompensava os seus apoiantes transformava-se numa
monarquia centralizada, o rei é o chefe do exército, juiz e
legislador supremo, o intérprete do poder público.
Para isso foi necessário proceder à reforma da
administração pública.
História A, 10º ano, Módulo 2 82
A reestruturação da administração central
Na Idade Média a corte não permanecia na mesma
cidade, mas vivia de cidade em cidade, era uma corte
itinerante. O governo central viajava pelo país.
Desde o início da monarquia os principais cargos públicos
eram:
Alferes-mor: era o mais alto cargo militar, a seguir ao rei;
Mordomo-mor: Era o mais alto funcionário na
administração civil;
Chanceler: responsável pela redação dos diplomas régios
e pela guarda do selo real. O poder do chanceler foi
amplamente aumentado no reinado de Afonso III.
83
A Cúria Régia era um órgão consultivo que ajudava o rei
nas suas deliberações. No século XIII, a Cúria Régia
diversificar-se-á nas Cortes e no Conselho do Rei.
A Cúria Régia derivava do dever de conselho que os
vassalos deviam prestar ao monarca.
Debatiam-se todos os assuntos respeitantes à
administração do reino.
Tinha funções judiciais, competia-lhe o julgamento de
questões referentes à nobreza. Desempenhava ainda o
papel de supremo tribunal.
84
As reuniões ordinárias da Cúria contavam com a
presença dos membros da corte;
Mas quando os assuntos eram graves ou tinham uma
dimensão nacional, o monarca convocava uma Cúria
extraordinária, que tinha uma dimensão maior (vários
membros do clero, alcaides das cidades, chefes das
ordens religioso-militares.
Na primeira Cúria extraordinária, realizada em Coimbra,
em 1211, elaboraram-se as primeiras Leis Gerais.
História A, 10º ano, Módulo 2 85
No reinado de Afonso III, as reuniões ordinárias e
extraordinária da Cúria Régia evoluíram, respetivamente,
para Conselho Régio e Cortes.
O Conselho Régio é composto por pessoas competentes,
sobretudo legistas. Perde as funções judiciais da Cúria que
são entregues a tribunais superiores.
Cortes, reúnem-se pela primeira vez, em Leiria, 1254.
Estão representados os três estados do reino (clero,
nobreza, povo). Desempenharam, de forma embrionária,
a função de organismo nacional interveniente na
governação do país.
História A, 10º ano, Módulo 2 86
Não existia uma verdadeira escolha democrática dos seus
participantes;
A periodicidade da sua convocação dependia do rei.
Os três estados podiam apresentar as suas reivindicações
nas Cortes.
História A, 10º ano, Módulo 2 87
A intervenção na administração local
O reforço da autoridade real refletiu-se na administração
local.
Afonso III criou uma nova organização administrativa das
regiões sobre a dependência direta da coroa: comarcas,
julgados e almoxarifados.
História A, 10º ano, Módulo 2 88
Nas áreas concelhias (apesar da autonomia
administrativa) os monarcas portugueses foram-se
intrometendo na sua governação, nos séculos XIII e XIV.
O rei fazia-se representar pelo:
Alcaide-mor (comandava as tropas e vigiava as atividades
judiciais);
Almoxarife e Mordomo (cobravam os direitos e rendes
devidas ao reino;
Corregedor e Juízes de Fora (inspecionavam a
administração local);
Vereadores (magistrados concelhios nomeados pelo rei, a
partir de 1340).
História A, 10º ano, Módulo 2 89
90
O rei aparecia como o guardião supremo da paz e da
justiça, promovia o bem público e obstava a
arbitrariedades do poder local.
Os monarcas vão intervir nos senhorios.
A partir de Afonso II (rei 1211/1223) deixam de tolerar o
crescimento desenfreado da propriedade nobre e
eclesiástica.
Muitas das Leis Gerais têm um carácter anti senhorial:
Leis de Desamortização (1211);
Confirmações Gerais (1217/1221);
Inquirições Gerais (1211/1223)
O combate à expansão senhorial e a promoção das
elites urbanas
91
Leis de Desamortização (1211):
Proíbem os mosteiros e igrejas de adquirirem bens de
raiz. Estas leis procuravam criar obstáculos à acumulação
da propriedade eclesiástica;
Procurava-se evitar a “fuga ao fisco”, pois as terras na
posse do clero passavam a ser isentas;
No reinado de D. Dinis(1279-1325) foram publicadas
outras Leis de Desamortização que proibiam as ordens
religiosas de herdarem bens dos seus professos.
História A, 10º ano, Módulo 2 92
Confirmações Gerais (1217/1221):
Eram leis que confirmavam os títulos de posse de terras e
direitos da nobreza e do alto clero.
Inquirições Gerais (1211/1223):
Foram averiguações feitas nos reguengos, para descobrir
as terras que tinham sido usurpadas pela nobreza e pelo
clero;
Este era um problema complexo e vasto pelo que em
1258, D. Afonso III (1248-1279) ordenou novas
Inquirições Gerais na região e Norte do Douro e Beira
interior;
História A, 10º ano, Módulo 2 93
D. Dinis (1279-1325) , ordenou novas Inquirições na Beira
e Norte do Douro;
Em 1234, D. Dinis, proibiu a nobreza e o clero de criarem
novos coutos e honras;
Esta luta não foi fácil, a nobreza resistiu, prestou falsas
declarações sobre as terras;
História A, 10º ano, Módulo 2 94
95
Por vezes esta luta assumiu contornos violentos;
A Igreja por diversas vezes queixou-se ao Papa dos
monarcas de Portugal, afirmando que atentavam
contra a liberdade e imunidade das terras da Igreja;
Sobre vários monarcas portugueses recaíram ameaças de
excomunhão e interditos:
D. Afonso II, D. Afonso III e D. Dinis;
D. Sancho II (1223-1245) foi deposto pelo Papa Inocêncio
IV, que na Bula da Deposição relembrou que o Papa era a
autoridade máxima em Portugal, em virtude do pedido de
D. Afonso Henriques.
Excomunhão – expulsão da comunidade de cristãos.
Interditos – proibia a celebração de missa e administração
dos sacramentos.
História A, 10º ano, Módulo 2 96
Os concelhos apoiaram o rei nesta luta;
O Porto é um dos exemplos, que durante os séculos XIII e
XIV, esteve sempre em luta contra o bispo, com o apoio
dos diversos monarcas portugueses.
D. Dinis, em 1316, concedeu ao Porto o estatuto de
concelho perfeito.
Os reis portugueses desenvolveram uma política de
promoção política das elites urbanas para agradecerem
o apoio dos concelhos na sua luta pela centralização do
poder real.
História A, 10º ano, Módulo 2 97
A afirmação de Portugal no quadro político ibérico
A centralização do poder real teve o seu auge no reinado
de D. Dinis (1279-1325);
A administração central do reino melhorou a sua eficácia
na cobrança de impostos e na aplicação da justiça maior;
O poder senhorial foi combatido;
98
99
As relações com a Igreja normalizaram-se;
As fronteiras foram fixadas de forma definitiva;
Protegeram-se os concelhos;
Expandiu-se a área cultivada;
Incrementaram-se as feiras e o comércio;
Estabilizou-se a moeda;
Organizou-se a marinha de guerra;Desenvolveu-se a
cultura e arte;
O português tornou-se a língua oficial dos documentos do
reino;
Criou-se a primeira universidade portuguesa;
Fomentou-se a arte gótica.
101
Tudo isto contribuiu para o prestígio da monarquia
portuguesa além fronteiras.
D. Dinis, entre 1282 e 1310, interveio diversas vezes nos
problemas internos do reino de Castela, que levaram à
assinatura do Tratado de Alcanizes (estabilização das
fronteiras);
D. Dinis casou com a princesa Isabel, do Reino de Aragão,
uma grande potência económica no Mediterrâneo.
No reinado de Afonso IV, o rei de Castela, Afonso XI,
pede-lhe apoio contra os Muçulmanos, e na Batalha do
Salado (1340), as tropas castelhanas e portuguesas
derrotam os muçulmanos.
Portugal afirmava-se como um dos reinos da Península
Ibérica.
Em 1383-85, uma crise dinástica, será o pretexto de uma
revolução que irá garantir a independência nacional.
História A, 10º ano, Módulo 2 102
103
Esta apresentação foi construída tendo por base a seguinte
bibliografia:
ROSAS, Maria Antónia Monterroso; Couto, Célia Pinto; Jesus,
Elisabete, Entre Tempos 10, Porto Editora
SANCHES, Mário; História A, 10º ano, O essencial, Edições Asa,
2005
Apresentação em Power Point da Areal Editora
FORTES, Alexandra; Freitas Gomes, Fátima e Fortes, José, Linhas
da História 10, Areal Editores, 2013
COUTO, Célia Pinto, ROSAS, Maria Antónia Monterroso, O
tempo da História 10, Porto Editora, 2011
Antão, António, Preparação para o Exame Nacional 2014,
História A, 2013

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  • 1. Unidade 2 - O espaço português A consolidação de um reino ibérico http://divulgacaohistoria.com/ História A - Módulo 2 O dinamismo civilizacional da Europa Ocidental nos séculos XIII a XIV – espaços, poderes e vivências
  • 2. Portugal possui as mais antigas fronteiras da Europa. Independente desde 1143/1179 (século XII), fixou o seu território em 1297. Nasceu da guerra contra Castelhanos e Muçulmanos. Os senhorios nasceram Entre Douro e Minho e estenderam-se ao Centro e Sul. Neles, o rei, nobres, clérigos assumiam os poderes fundiários, controlavam os dependentes e exerciam os poderes senhoriais. História A, 10º ano, Módulo 2 2 2.1 A fixação do território
  • 3. 3 Os concelhos constituíram um entrave ao desenvolvimentos dos senhorios. As cidades e vilas concelhias tinham autonomia administrativa. O rei administrava este país de senhorios, concelhos, dos mouros, dos judeus, dos senhores e dos vilãos.
  • 4. A reconquista História A, 10º ano, Módulo 2 4
  • 5. Reconquista designa as campanhas militares que os reinos cristãos da Península Ibérica dirigiram contra os Muçulmanos que a tinham invadido em 711 e conquistado na sua quase totalidade. A Reconquista iniciou-se em 718-722, a partir do pequeno reino das Astúrias, e terminou em 1492, com a conquista do reino de Granada. A Reconquista foi um processo lento, com avanços e recuos, condicionado pelo relevo, rios, pela unidade/divisão dos Muçulmanos. História A, 10º ano, Módulo 2 5
  • 6. 6
  • 7. Portugal nasceu no contexto da Reconquista; A rebeldia de Afonso Henriques (1109?-1185), que dirigia o Condado Portucalense desde 1128, contra o seu primo, o rei Afonso VII, rei de Leão e Castela, imperador das Espanhas, faz lembrar a de muitos senhores que, na Idade Média, habituados a administrar os seus territórios, desenvolveram um espírito de autonomia que os fez esquecer, muitas vezes, os seus deveres de obediência e lealdade ao rei. História A, 10º ano, Módulo 2 7
  • 8. Em 1143, Afonso VII, na Conferência de Zamora, reconheceu Afonso Henriques com rex (rei), embora lhe tivesse recordado a sua situação de vassalo; Em 1179, o papa Alexandre III, através da bula Manifestis Probatum, reconheceu a independência do Reino de Portugal, em contrapartida, Portugal tinha de pagar um tributo anual ao Papa. Castelo de Guimarães História A, 10º ano, Módulo 2 8
  • 9. Em 1147, Afonso Henriques conquistou aos Mouros o território até ao rio Tejo, com as conquistas de Santarém e Lisboa; Em 1158, conquistou Alcácer do Sal e avançou os seus domínios até à linha do rio Sado; Em 1162, Beja e 1165, Évora, foram conquistadas; Em 1185, morreu Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal com o cognome de “O conquistador”. 9
  • 10. D. Sancho I (rei 1185/1211), depois de ter conquistado uma parte do Algarve, não resistiu à vinda dos almóadas, que tinham vindo de Marrocos, para apoiar os reinos muçulmanos e perdeu todos os territórios a sul do rio Tejo, com exceção de Évora; D. Afonso II (rei 1211/1223), dedicou-se à consolidação do poder real e à organização administrativa do reino. No seu reinado deu-se a célebre batalha de Navas de Tolosa (1212), em que Portugueses, Castelhanos, Aragoneses e Franceses derrotaram os Muçulmanos. Reconquistou Alcácer do Sal, Monforte, Vila Viçosa e Moura; História A, 10º ano, Módulo 2 10
  • 11. D. Sancho II (rei 1223/1245), reconquistou o Alentejo e parte do Algarve; D. Afonso III (rei 1248/1279) terminou a reconquista do Algarve, em março de 1249, conquistou Faro, Albufeira, Porches e Silves; O norte cristão conquistou o Sul islâmico. Estava concluída a reconquista portuguesa. História A, 10º ano, Módulo 2 11
  • 12. Do termo da Reconquista ao estabelecimento de fronteiras Entre o termo da reconquista (1249) e o estabelecimento definitivo das fronteiras de Portugal (1297) decorreram quase 50 anos. Foi uma luta com Leão e Castela; Em 1152, Afonso X, rei de Leão e Castela, reivindicou o antigo reino muçulmano de Niebla, que incluía Silves; História A, 10º ano, Módulo 2 12
  • 13. 13 A guerra que se seguiu terminou com o tratado de paz de 1253. Afonso III, de Portugal, renunciava ao Algarve; Em 1263-64, realizaram-se novas negociações sobre a posse do Algarve; Em 1267, o Tratado de Badajoz resolvia a questão da soberania sobre o Algarve. Em 1268, Afonso III, passa a ser, de direito, rei de Portugal e do Algarve
  • 14. Em 1295-97, a guerra entre Portugal e Castela reativou- se. Em 1297, pelo Tratado de Alcanises, celebrado entre D. Dinis de Portugal e D. Fernando IV de Castela, o território português adquire, com pequenas exceções, as fronteiras atuais. História A, 10º ano, Módulo 2 14
  • 15. O carácter político e religioso da Reconquista A Reconquista cristã, começou em 718/22, e significou a sobrevivência do pequeno reino das Astúrias; Teve um acentuado carácter político, permitiu aos soberanos ibéricos a sua afirmação e engrandecimento; A ideia central era que todos os territórios reconquistados pertenciam ao rei; História A, 10º ano, Módulo 2 15
  • 16. 16 Nos finais do século XI, os aspetos religiosos tornam-se mais marcantes. Após quatro séculos de relativa tolerância, a guerra radicalizou-se fruto do fanatismo religioso dos almorávidas e almóadas e dos cristãos;
  • 17. A Reconquista assumiu foro de guerra santa, igualando-se às cruzadas na Palestina, muitas vezes a Reconquista foi denominada “cruzada do ocidente”; Diversos papas promulgaram bulas papais exaltando e exortando a expulsão dos Muçulmanos da Península Ibérica, concedendo indulgências a quem participasse nessa luta; História A, 10º ano, Módulo 2 17
  • 18. 18 Os cruzados por diversas vezes ajudaram a Reconquista portuguesa: 1147, conquista de Lisboa; 1189, conquista do Alvor e Sines; 1197, tentativa de reconquistar Silves; 1217, reconquista de Alcácer do Sal e 1249, conquista de Silves.
  • 20. Para o desenvolvimento desta ideia de cruzada contribuíram as ordens religiosas-militares, que chegaram à Península Ibérica no século XII: Templários (1128); Hospitalários (1150); Calatrava e de Santiago (1170); Estas ordens auxiliaram a conquista do Alentejo e Algarve, e desempenharam um importante papel no seu repovoamento; História A, 10º ano, Módulo 2 20
  • 21. 2.2 O país rural e senhorial História A, 10º ano, Módulo 2 21
  • 22. O Condado Portucalense elevou-se a reino, reconquistou o Sul do território, em 1297, as fronteiras estavam estabelecidas; Foi neste contexto que se desenvolveram as formas de organização políticas, sociais e económicas que formaram o Portugal medieval. De um lado, os senhorios e o país rural; do outro, os concelhos e o país urbano. História A, 10º ano, Módulo 2 22
  • 23. Os senhorios, a sua origem, detentores e localização Senhorio é o território onde o senhor exercia poder sobre a terra, de que era proprietário e de cuja exploração cobrava rendas e serviços e poder sobre os homens, a quem exigia impostos de natureza económica, jurisdicional e militar. História A, 10º ano, Módulo 2 23
  • 24. 24
  • 25. O senhorio era uma área territorial, mais ou menos extensa, contínua ou não, cujo dono, o senhor, detinha poderes sobre a terra e sobre os homens que lá residiam; Em Portugal, os senhorios pertenciam ao rei (Dominus Rex), à nobreza e ao clero; História A, 10º ano, Módulo 2 25
  • 26. 26 Os senhorios remontam à reconquista cristã, e à apropriação de terras que pertenciam aos Muçulmanos. É a ocupação de terras deixadas vagas pelos Mouros, a chamada presúria; A maioria dos territórios conquistados pela presúria pertencia ao rei, eram os reguengos;
  • 27. Os reguengos foram diminuindo ao longo do tempo. A necessidade de o rei recompensar serviços, militares e religiosos, levou os monarcas a alienaram parte destes territórios em favor da nobreza e do clero; Estas doações vão permitir ao rei criar laços de vassalagem medieval. Ao doar as terras, em contrapartida, o rei esperava que os seus vassalos o apoiassem na guerra, com conselhos ou obter os favores divinos. História A, 10º ano, Módulo 2 27
  • 28. Vassalidade é a relação hierárquica que se estabelece entre dois indivíduos de ascendência nobre. Criava entre eles uma interdependência pessoal de direitos e deveres (fidelidade, ajuda, conselho). Esta dependência pessoal deriva de um dos senhores (o suserano) atribuir um bem (terras, castelo, rendas, cargo), chamado benefício ou feudo, a outro senhor (o vassalo). História A, 10º ano, Módulo 2 28
  • 30. O Norte foi a terra, por excelência, do senhorialismo, na Península Ibérica. Em Portugal, grosso modo, abrange o litoral norte do país até ao rio Vouga. História A, 10º ano, Módulo 2 30
  • 31. 31 Foi nessa zona que se exerceram os mais antigos cargos públicos, delegados pelos reis de Leão na nobreza, esses cargos eram acompanhados por doações de terras, conhecidas pelo nome de honores. Honras são como são designados os senhorios da nobreza.
  • 32. O clero também foi um dos um dos protagonistas do senhorialismo no Norte Atlântico. Os mosteiros e a Sés, são o símbolo do poder do clero. A ordem religiosa mais poderosa nesta região era a dos Beneditinos. Os senhorios da Igreja são designados de coutos, porque foram criados por uma carta de couto. Gozavam de isenção judicial, fiscal e militar. História A, 10º ano, Módulo 2 32
  • 33. Devido às doações régias, e aos legados de nobres em testamento, os bens fundiários da Igreja, no início do século XIII, ultrapassam os de qualquer outro proprietário. O Centro e o Sul são as zonas dos grandes senhorios da Igreja. As ordens religioso-militares detêm grande parte do território: Templários, Hospitalários, Calatrava e Santiago. História A, 10º ano, Módulo 2 33
  • 34. O exercício do poder senhorial: privilégios e imunidades A origem do poder senhorial está no Norte, e o principal protagonista foi a nobreza de Entre Douro e Minho. O nascimento (sangue), o poder económico, militar e sobre os outros homens era a base da superioridade social da nobreza. Os infanções são a mais antiga nobreza a quem os Condes de Portucale atribuíram funções de administrar terras. História A, 10º ano, Módulo 2 34
  • 35. 35 Os senhores exerciam um poder sobre a terra e sobre os seus habitantes; São designados por poder de Ban (bannus) ou poder banal;
  • 36. 36 Privilégios dos senhores (nobres ou membros do clero): Possuíam um senhorio - propriedade fundiária; Comando militar: possuíam um exército; Exerciam a justiça - exceto a pena de morte; Recebiam impostos.
  • 37. A natureza do poder senhorial O poder senhorial concretizava-se pela posse e exploração de terras, mas, sobretudo, pelo exercício de funções militares, jurisdicionais e fiscais. O poder senhorial corresponde ao poder banal (bannus) da Europa além-Pirenéus, que conferia aos senhores o comando, a punição, a coação sobre os habitantes do senhorio; História A, 10º ano, Módulo 2 37
  • 38. Estes poderes públicos foram concedidos pelo rei ou pelo conde que lhes concederam terras ou castelos para administrar e governar em seu nome. História A, 10º ano, Módulo 2 38
  • 39. Os senhorios da nobreza eram honras e da Igreja coutos. Ambos eram territórios imunes, pois neles não entravam os funcionários régios (funções militares, judiciais e fiscais). Eram os senhores que exerciam esses poderes. A distinção entre couto e honra deve-se à forma como a imunidade foi concedida: Nos coutos, foi através da carta de couto. História A, 10º ano, Módulo 2 39
  • 40. 40 Na honra, a imunidade resultava do senhor exercer os poderes públicos, por isso honrava esse território. Com o tempo os nobres estenderam as imunidades para os seus domínios pessoais hereditários, exigindo neles os mesmos direitos. Desse modo, praticamente todos os domínios da nobreza se tornaram abusivamente em honras.
  • 41. A exploração económica do senhorio História A, 10º ano, Módulo 2 41
  • 42. Para além do poder senhorial, a posse de bens fundiários era um dos sustentáculos da nobreza e do clero. Chamavam-se domínios senhoriais. No Norte, na maior parte dos casos eram um conjunto de pequenas parcelas territoriais dispersas (campos de cereais, vinhas, pomares, pastos, bosques, etc.); No Centro e Sul, as propriedades, atingiram grandes dimensões; História A, 10º ano, Módulo 2 42
  • 43. Estes domínios senhoriais tinham uma reserva, chamada quintã, e as unidades de exploração arrendadas, os casais. História A, 10º ano, Módulo 2 43
  • 44. A quintã, também chamada de paço, por nela se encontrar a residência do senhor, incluía o moinho, lagar, estábulos e uma pequena parte das terras. A exploração da quintã cabia aos escravos, servos e colonos livres dos casais que aí prestavam trabalho gratuito e obrigatório, durante um certo número de dias por ano, as jeiras (na Europa além-Pirenéus eram chamadas corveias) História A, 10º ano, Módulo 2 44
  • 45. A maior parte das terras estavam divididas em casais ou vilares (na Europa além-Pirenéus eram chamados mansos). Para a exploração dos casais celebravam-se contratos, entre os senhores e os colonos (caseiros). Podiam ser perpétuos, mas normalmente eram arrendados pelo prazo de uma vida ou duas. As rendas eram de dois tipos: fixas ou de parceria (percentagem das colheitas) História A, 10º ano, Módulo 2 45
  • 46. Os domínios eclesiásticos eram explorados de uma forma mais rigorosa. Nas suas granjas (o equivalente à quintã da nobreza) praticava-se a administração direta. Nos inícios do século XIII, a dízima já estava estabelecida. Era o pagamento à Igreja, a que nem o rei escapava, de um décimo (10%), de toda a produção agrícola e pecuária. História A, 10º ano, Módulo 2 46
  • 47. A situação social e económica das comunidades rurais dependentes Nos seus domínios (honras e coutos), os senhores controlavam uma multiplicidade de homens, os dependentes. Exigiam-lhes tributos: Uns provenientes da exploração da terra, rendas e jeiras, os chamados direitos dominiais; Outros vinham do exercício do poder político, os direitos senhoriais. História A, 10º ano, Módulo 2 47
  • 48. Em 1211, uma lei de Afonso II proclamava que todos os homens livres deviam depender de um senhor (nobre, clérigo ou rei), a menos que já vivesse integrado num senhorio. Isto significou que os herdadores (homens livres), proprietários de terras alodiais passaram a ter de pagar tributos ao rei ou a um senhor. A sua condição degradou- se. História A, 10º ano, Módulo 2 48
  • 49. 49 Os colonos, homens livres, que trabalhavam a terra de outro, viram, desde o século XIII, os contratos a prazo prevalecerem sobre os arrendamentos perpétuos, misturando-se as prestações senhoriais e dominiais.
  • 50. Os servos eram os descendentes de escravos a quem foram entregues casais para explorarem. Não podiam abandonar as terras onde viviam. Progressivamente foram libertados da servidão, e no século XII, não se distinguem dos colonos. A escravatura aumentava, sobretudo a partir da segunda metade do século XI, fruto da Reconquista, que fornecia escravos mouros. 50
  • 51. 51 Os assalariados (moços de lavoura) viviam do aluguer do seu trabalho, frequente na época das colheitas, escasso durante o inverno. Tal como os caçadores e pastores (sobreviventes de antigas formas de organização social) integravam-se mal na sociedade senhorial.
  • 52. 2.3 O país urbano. A multiplicação de vilas e cidades concelhias 52 in Entre tempos 10
  • 53. O mundo rural e senhorial, durante a Idade Média, teve a primazia em todos os setores de atividade. Aqui se concentravam as elites sociais, as grandes fontes de riqueza (agricultura), o maior parte da população; No entanto também existe um país urbano, de vilas e cidades concelhias que impulsionou o desenvolvimento do reino. O país urbano e concelhio. A multiplicação de vilas e cidades concelhias História A, 10º ano, Módulo 2 53
  • 54. 54 Como surgiram as cidades e vilas Da ação da Reconquista cristã, que avançando de Norte para Sul, vai integrando territórios muçulmanos que eram urbanizados. Nestes territórios existem os moçárabes (cristãos que viviam no território muçulmanos);
  • 55. 55 Da presença de um bispo. As cidades que existiram em Portugal, no início do reino, eram todas sedes de bispado: Braga, Porto, Lisboa, Lamego, Coimbra, Viseu, Guarda, Évora e Silves. Da presença da corte régia. A corte transferiu-se de Guimarães para Coimbra e mais tarde para Lisboa.
  • 56. 56 Durante a Idade Média a corte era itinerante.
  • 57. 57 Surgem os concelhos perfeitos ou urbanos; Estes concelhos têm alguma liberdade para decidir sobre os seus assuntos, e beneficiam de alguma privilégios fiscais, judiciais e militares; Os concelhos eram criados pela carta de foral, outurgada pelo rei; Estes concelhos foram criados em zonas onde o rei precisava de atrair população (Centro e Alentejo);
  • 58. 58 O desenvolvimento comercial europeu também se sentiu em Portugal que proporcionou o desenvolvimento de algumas cidades, onde se desenvolveu uma burguesia comercial empreendedora; Nas cidades surgem os mesteirais, grupo de pessoas que praticavam atividades artesanais: sapateiros, pedreiros, padeiros, etc.; Agrupavam-se por ruas, muitas delas ainda hoje tem o nome da atividade;
  • 59. A organização do espaço urbano. Urbanismo cristão e urbanismo muçulmano. Na Península Ibérica já nada restava do urbanismo romano. Distingue-se um urbanismo cristão, a norte, e um urbanismo muçulmano, a sul. Os dois tipos de cidade apresentam ruas estreitas e tortuosas. A cidade cristã apresentava uma ou mais praças, a cidade muçulmana, a alcáçova, para a classe dirigente, e a almedina, a zona popular. História A, 10º ano, Módulo 2 59
  • 60. História A, 10º ano, Módulo 2 60
  • 61. 61 Existem traços comuns neste urbanismo, fruto dos contactos, e à medida que a Reconquista progredia, os dois mundos iam-se integrando. A cidade medieval estava rodeada por muralhas que limitava o espaço urbano; As ruas eram estreitas e tortuosas; Existia uma zona central, onde se localizava o castelo, a praça principal, onde se realizava o mercado, também conhecida por rossio. Nesta zona também se situava a Sé e viviam os mercadores mais abastados:
  • 62. Tudo o resto eram ruas secundárias estreitas, fétidas e escuras. Não existiam esgotos, pelo que os despejos eram feitos para a rua. Muitas ruas agrupavam determinadas profissões, e ainda hoje existem ruas com o nome de Sapateiros, Caldeireiros, do Ouro, dos Mercadores, etc.. 62 https://journals.openedition.org/med ievalista/793
  • 63. 63 Nos séculos XIII e XIV, abriram-se as Ruas Novas e as Ruas Direitas, mais largas, onde, muitas vezes, se localizavam as lojas e o comércio mais importante; O crescimento das cidades levou ao surgir dos arrabaldes (espaço urbano fora das muralhas); No arrabalde viviam os excluídos da sociedade medieval, como os pedintes e os leprosos. Era um mundo de pobreza e exclusão que atraiu as ordens mendicantes, como os franciscanos e dominicanos que aí se instalaram.
  • 64. Para além do arrabalde desenvolvia-se o termo, o espaço circundante da cidade que compreendia terras cultivadas e aldeias que abasteciam os mercados da cidade. Exerciam jurisdição, coletavam impostos e impunham obrigações militares Era um direito das cidades e vilas concelhias. História A, 10º ano, Módulo 2 64
  • 65. Nas cidades existiam as minorias étnico-religiosas: judeus e mouros. Os judeus viviam nas judiarias, bairros protegidos por muros, com os seus funcionários, juízes e hierarquia religiosa. Os judeus eram, de um modo geral, mais letrados que o comum dos cristãos, muitos deles dedicavam-se aos negócios e à usura. Existiam judeus de todas as condições económicas embora muitos fossem abastados. História A, 10º ano, Módulo 2 65
  • 66. Apesar dos múltiplos antagonismos religiosos, os judeus foram tolerados até aos finais do século XV. Em 1496, um edito do rei D. Manuel I, obrigou os judeus à conversão ou à expulsão. A comunidade islâmica era menos abastada do que a judaica. Realizavam os trabalhos mais pesados. Ainda hoje existe o ditado: “Trabalhar que nem um mouro”. Viviam em bairros rodeados por muros, as mourarias. História A, 10º ano, Módulo 2 66
  • 67. 67 Os monarcas alargavam os encurtavam o termo de uma cidade, conforme pretendiam recompensar ou castigar uma cidade. Por exemplo, em 1383-85, o Porto foi recompensado com por ter apoiado a causa do Mestre de Avis, enquanto Santarém viu o seu termo reduzido.
  • 68. 68
  • 69. O exercício comunitário de poderes concelhios: A afirmação política das elites urbanas. A necessidade de repovoar o interior e o Sul do país, levou monarcas e senhores a concederem autonomia político- administrativa de vários territórios. São os concelhos, habitados por homens livres, com privilégios e obrigações, que eram determinados por uma carta de foral. O número mais significativo de concelhos, sobretudo aqueles com mais autonomia, situavam-se nas regiões fronteiriças das Beiras, Estremadura e Alentejo. História A, 10º ano, Módulo 2 69
  • 70. Estes eram chamados os concelhos urbanos ou perfeitos. Compreendiam a cidade propriamente dita, e o termo que incluía aldeias e propriedades rurais. Os seus habitantes homens livres, de maior idade e que eram proprietários ou trabalhavam no concelho eram chamados vizinhos. Eram excluídos os nobres e clérigos, exceto se abdicassem dos seus privilégios. O mesmo acontecia com as mulheres (exceto se fossem viúvas), judeus, mouros, estrangeiros, servos e escravos. História A, 10º ano, Módulo 2 70
  • 71. Os vizinhos administravam o concelho. Era uma administração comunitária. A Assembleia (concilium) era o principal órgão deliberativo. As suas decisões (posturas municipais) regulamentavam as diversas questões económicas do concelho. Mas o que distinguia um concelho perfeito de um imperfeito era a capacidade de administrar justiça e eleger os magistrados. História A, 10º ano, Módulo 2 71
  • 72. Estes magistrados eram a elite social do concelho, eram chamados homens-bons. Como recompensa os monarcas fizeram-nos cavaleiros- vilãos. Tinham determinados privilégios e isenções. Os homens-bons monopolizavam as principais magistraturas do concelho. História A, 10º ano, Módulo 2 72
  • 73. 2.4 O poder régio, fator estruturante da coesão interna do reino Da monarquia feudal à centralização do poder O primeiro sentimento de pertença de uma pessoa no século XIII, dirigia-se, em primeiro lugar para a sua paróquia, aldeia, senhorio ou cidade concelhia, e só depois para o reino de Portugal, dirigido pelo rei. Portugal era, na Idade Média, um conjunto de senhorios e concelhos, cada um com as suas particularidades, imunidades, privilégios e autonomias administrativas. História A, 10º ano, Módulo 2 73
  • 74. 74 Cabia ao rei e à instituição monárquica o difícil e importante papel de unir todas estas especificidades, criando um espaço territorial coeso e uma identidade nacional.
  • 75. Nos seus inícios Portugal foi governado por uma monarquia feudal. Monarquia feudal caracteriza-se pelo facto de o rei se assumir como o maior e mais poderoso dos senhores feudais. Através das doações de benefícios, o rei cria laços de vassalagem e de dependência pessoal. Em Portugal a monarquia reivindica o direito divino. Os monarcas portugueses procuraram centralizar o poder, nunca abdicaram da chefia militar e da justiça suprema. História A, 10º ano, Módulo 2 75
  • 76. Na monarquia feudal não existia distinção entre a esfera pública e privada. O reino era o património pessoal do rei, que herdava e depois transmitia aos seu filho primogénito. O rei doava honras e coutos a nobres e senhores eclesiásticos para recompensar serviços prestados. Em troca desta cedência de bens e poderes, o rei criou uma corte de vassalos, que lhe devia fidelidade e apoio nas tarefas de defesa e administração do reino. História A, 10º ano, Módulo 2 76
  • 77. 77 Em Portugal, ao contrário de outras regiões além- Pirenéus, o poder do rei nunca foi contestado, devido ao facto de não existirem casas senhoriais suficientemente poderosas e ricas para desafiarem o poder real.
  • 78. Em Portugal, o rei era o mais rico e poderoso dos senhores feudais, o Dominus Rex. Exercia o seu poder público e cobrava rendas nos seus domínios pessoais (reguengos), nos alódios e nos concelhos. O rei exigia o pagamento de impostos como a coima, fossadeira, anúduva, jugada, pousadia, etc.. História A, 10º ano, Módulo 2 78
  • 79. A centralização do poder: defesa, justiça, legislação e fiscalidade Os reis fundamentaram o seu poder na doutrina do direito divino, são os representantes de Deus na Terra. São o órgão máximo do poder público. Tem as mais altas funções militares, jurídicas , legislativas e fiscais. São o juiz supremo e reservam o direito da justiça maior (condenação à morte ou talhamento de membros). São os guardiões da ordem e da equidade. 79
  • 80. Desde 1211, reinado de Afonso II, a monarquia assumiu o exclusivo da legislação suprema. Nesse ano foram publicadas as Leis Gerais destinadas a ser aplicadas em todo o reino. Algumas dessas leis destinavam-se a combater os privilégios senhoriais, outras garantiam ao rei o exclusivo da cunhagem da moeda. História A, 10º ano, Módulo 2 80
  • 81. 81 A Lei da Almotaçaria, reinado de Afonso III, tabelava os preços. Outro ponto importante da legislação foi a tentativa de acabar com as isenções. Em 1387, as sisas gerais, foram um imposto que incluía a compra e venda de todos os bens, inclusive dos privilegiados e do próprio rei.
  • 82. Nos finais do século XIV, a monarquia feudal evoluiu para um Estado Moderno. O tempo em que o rei era o principal senhor e recompensava os seus apoiantes transformava-se numa monarquia centralizada, o rei é o chefe do exército, juiz e legislador supremo, o intérprete do poder público. Para isso foi necessário proceder à reforma da administração pública. História A, 10º ano, Módulo 2 82
  • 83. A reestruturação da administração central Na Idade Média a corte não permanecia na mesma cidade, mas vivia de cidade em cidade, era uma corte itinerante. O governo central viajava pelo país. Desde o início da monarquia os principais cargos públicos eram: Alferes-mor: era o mais alto cargo militar, a seguir ao rei; Mordomo-mor: Era o mais alto funcionário na administração civil; Chanceler: responsável pela redação dos diplomas régios e pela guarda do selo real. O poder do chanceler foi amplamente aumentado no reinado de Afonso III. 83
  • 84. A Cúria Régia era um órgão consultivo que ajudava o rei nas suas deliberações. No século XIII, a Cúria Régia diversificar-se-á nas Cortes e no Conselho do Rei. A Cúria Régia derivava do dever de conselho que os vassalos deviam prestar ao monarca. Debatiam-se todos os assuntos respeitantes à administração do reino. Tinha funções judiciais, competia-lhe o julgamento de questões referentes à nobreza. Desempenhava ainda o papel de supremo tribunal. 84
  • 85. As reuniões ordinárias da Cúria contavam com a presença dos membros da corte; Mas quando os assuntos eram graves ou tinham uma dimensão nacional, o monarca convocava uma Cúria extraordinária, que tinha uma dimensão maior (vários membros do clero, alcaides das cidades, chefes das ordens religioso-militares. Na primeira Cúria extraordinária, realizada em Coimbra, em 1211, elaboraram-se as primeiras Leis Gerais. História A, 10º ano, Módulo 2 85
  • 86. No reinado de Afonso III, as reuniões ordinárias e extraordinária da Cúria Régia evoluíram, respetivamente, para Conselho Régio e Cortes. O Conselho Régio é composto por pessoas competentes, sobretudo legistas. Perde as funções judiciais da Cúria que são entregues a tribunais superiores. Cortes, reúnem-se pela primeira vez, em Leiria, 1254. Estão representados os três estados do reino (clero, nobreza, povo). Desempenharam, de forma embrionária, a função de organismo nacional interveniente na governação do país. História A, 10º ano, Módulo 2 86
  • 87. Não existia uma verdadeira escolha democrática dos seus participantes; A periodicidade da sua convocação dependia do rei. Os três estados podiam apresentar as suas reivindicações nas Cortes. História A, 10º ano, Módulo 2 87
  • 88. A intervenção na administração local O reforço da autoridade real refletiu-se na administração local. Afonso III criou uma nova organização administrativa das regiões sobre a dependência direta da coroa: comarcas, julgados e almoxarifados. História A, 10º ano, Módulo 2 88
  • 89. Nas áreas concelhias (apesar da autonomia administrativa) os monarcas portugueses foram-se intrometendo na sua governação, nos séculos XIII e XIV. O rei fazia-se representar pelo: Alcaide-mor (comandava as tropas e vigiava as atividades judiciais); Almoxarife e Mordomo (cobravam os direitos e rendes devidas ao reino; Corregedor e Juízes de Fora (inspecionavam a administração local); Vereadores (magistrados concelhios nomeados pelo rei, a partir de 1340). História A, 10º ano, Módulo 2 89
  • 90. 90 O rei aparecia como o guardião supremo da paz e da justiça, promovia o bem público e obstava a arbitrariedades do poder local.
  • 91. Os monarcas vão intervir nos senhorios. A partir de Afonso II (rei 1211/1223) deixam de tolerar o crescimento desenfreado da propriedade nobre e eclesiástica. Muitas das Leis Gerais têm um carácter anti senhorial: Leis de Desamortização (1211); Confirmações Gerais (1217/1221); Inquirições Gerais (1211/1223) O combate à expansão senhorial e a promoção das elites urbanas 91
  • 92. Leis de Desamortização (1211): Proíbem os mosteiros e igrejas de adquirirem bens de raiz. Estas leis procuravam criar obstáculos à acumulação da propriedade eclesiástica; Procurava-se evitar a “fuga ao fisco”, pois as terras na posse do clero passavam a ser isentas; No reinado de D. Dinis(1279-1325) foram publicadas outras Leis de Desamortização que proibiam as ordens religiosas de herdarem bens dos seus professos. História A, 10º ano, Módulo 2 92
  • 93. Confirmações Gerais (1217/1221): Eram leis que confirmavam os títulos de posse de terras e direitos da nobreza e do alto clero. Inquirições Gerais (1211/1223): Foram averiguações feitas nos reguengos, para descobrir as terras que tinham sido usurpadas pela nobreza e pelo clero; Este era um problema complexo e vasto pelo que em 1258, D. Afonso III (1248-1279) ordenou novas Inquirições Gerais na região e Norte do Douro e Beira interior; História A, 10º ano, Módulo 2 93
  • 94. D. Dinis (1279-1325) , ordenou novas Inquirições na Beira e Norte do Douro; Em 1234, D. Dinis, proibiu a nobreza e o clero de criarem novos coutos e honras; Esta luta não foi fácil, a nobreza resistiu, prestou falsas declarações sobre as terras; História A, 10º ano, Módulo 2 94
  • 95. 95 Por vezes esta luta assumiu contornos violentos; A Igreja por diversas vezes queixou-se ao Papa dos monarcas de Portugal, afirmando que atentavam contra a liberdade e imunidade das terras da Igreja;
  • 96. Sobre vários monarcas portugueses recaíram ameaças de excomunhão e interditos: D. Afonso II, D. Afonso III e D. Dinis; D. Sancho II (1223-1245) foi deposto pelo Papa Inocêncio IV, que na Bula da Deposição relembrou que o Papa era a autoridade máxima em Portugal, em virtude do pedido de D. Afonso Henriques. Excomunhão – expulsão da comunidade de cristãos. Interditos – proibia a celebração de missa e administração dos sacramentos. História A, 10º ano, Módulo 2 96
  • 97. Os concelhos apoiaram o rei nesta luta; O Porto é um dos exemplos, que durante os séculos XIII e XIV, esteve sempre em luta contra o bispo, com o apoio dos diversos monarcas portugueses. D. Dinis, em 1316, concedeu ao Porto o estatuto de concelho perfeito. Os reis portugueses desenvolveram uma política de promoção política das elites urbanas para agradecerem o apoio dos concelhos na sua luta pela centralização do poder real. História A, 10º ano, Módulo 2 97
  • 98. A afirmação de Portugal no quadro político ibérico A centralização do poder real teve o seu auge no reinado de D. Dinis (1279-1325); A administração central do reino melhorou a sua eficácia na cobrança de impostos e na aplicação da justiça maior; O poder senhorial foi combatido; 98
  • 99. 99 As relações com a Igreja normalizaram-se; As fronteiras foram fixadas de forma definitiva; Protegeram-se os concelhos; Expandiu-se a área cultivada;
  • 100. Incrementaram-se as feiras e o comércio; Estabilizou-se a moeda; Organizou-se a marinha de guerra;Desenvolveu-se a cultura e arte; O português tornou-se a língua oficial dos documentos do reino; Criou-se a primeira universidade portuguesa; Fomentou-se a arte gótica.
  • 101. 101 Tudo isto contribuiu para o prestígio da monarquia portuguesa além fronteiras. D. Dinis, entre 1282 e 1310, interveio diversas vezes nos problemas internos do reino de Castela, que levaram à assinatura do Tratado de Alcanizes (estabilização das fronteiras); D. Dinis casou com a princesa Isabel, do Reino de Aragão, uma grande potência económica no Mediterrâneo.
  • 102. No reinado de Afonso IV, o rei de Castela, Afonso XI, pede-lhe apoio contra os Muçulmanos, e na Batalha do Salado (1340), as tropas castelhanas e portuguesas derrotam os muçulmanos. Portugal afirmava-se como um dos reinos da Península Ibérica. Em 1383-85, uma crise dinástica, será o pretexto de uma revolução que irá garantir a independência nacional. História A, 10º ano, Módulo 2 102
  • 103. 103 Esta apresentação foi construída tendo por base a seguinte bibliografia: ROSAS, Maria Antónia Monterroso; Couto, Célia Pinto; Jesus, Elisabete, Entre Tempos 10, Porto Editora SANCHES, Mário; História A, 10º ano, O essencial, Edições Asa, 2005 Apresentação em Power Point da Areal Editora FORTES, Alexandra; Freitas Gomes, Fátima e Fortes, José, Linhas da História 10, Areal Editores, 2013 COUTO, Célia Pinto, ROSAS, Maria Antónia Monterroso, O tempo da História 10, Porto Editora, 2011 Antão, António, Preparação para o Exame Nacional 2014, História A, 2013