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O dinamismo civilizacional da
Europa Ocidental nos séculos XIII
a XIV – espaços, poderes e
vivências
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1
Unidade 1 – A identidade civilizacional da Europa
Ocidental
Unidade 2 – O espaço português – a consolidação
de um reino cristão ibérico

Unidade 3 – Valores vivências e quotidiano
+/- 64 aulas de 45 minutos

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2
Breve súmula da Idade Média
fonte utilizada: Wikipédia, consultada em 18/11/2012
A Idade Média (adj. medieval) é um período da história da
Europa entre os séculos V e XV. É frequentemente dividida em dois
períodos: Alta Idade Média e Baixa Idade Média.
Inicia-se com a queda de Roma (Império Romano do Ocidente em
476 e termina com a queda de Constantinopla (Império Romano do
Oriente)
Durante a Alta Idade Média ( séc. V a séc. XI) verifica-se a
continuidade dos processos de despovoamento, regressão urbana,
e invasões bárbaras iniciadas durante a Antiguidade tardia.

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3
Mapa da Europa, cerca do século VI

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4
Alta Idade Média
Os bárbaros formam reinos apoiando-se nas estruturas
do Império Romano do Ocidente.
No século VII, o Norte de África e o Médio Oriente, parte
do Império Oriental, tornam-se territórios islâmicos depois da
conquista dos sucessores de Maomé.

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5
Alta Idade Média

Embora tenha havido alterações significativas nas estruturas
políticas e sociais, a rutura não foi tão acentuada como
anteriormente defendida pelos historiadores, e a maior parte dos
novos reinos incorporaram o maior número possível de
instituições romanas já existentes.

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6
Alta Idade Média
O cristianismo disseminou-se pela Europa ocidental e assistiu-se a
um surto de edificação de novos espaços monásticos.
Desenvolve-se um novo estilo arquitetónico , o Românico.

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7
Durante os séculos VII e VIII, os Francos, governados pela dinastia
carolíngia, estabeleceram um império que dominou grande parte
da Europa ocidental até o século IX, que se desmorona perante as
invasões de Vikings, Magiares e Sarracenos (séculos IX e X).

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8
Mapa das invasões dos séculos IX e X

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9
Este período (Alta Idade Média) foi caracterizado por:
Ruralização da economia, o comércio diminui, as cidades
contraem-se. A economia baseia-se na autossuficiência;
Formação do feudalismo, que vai originar a perda de poder real. Os
senhores feudais, nos seus castelos detém o poder;
Os servos estavam presos à terra e pagavam tributos em produtos
(banalidade) e/ou em trabalho (corveia);

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10
A sociedade é hierarquizada em ordens:
Nobreza (guerra);
Clero (reza);
Povo (trabalha).

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11
Poderes e crenças – Multiplicidade e Unidade

A Europa no século XIII

História A, 10º ano, Módulo 2

12
As invasões terminam por volta do ano mil e vão permitir um
crescimento económico e demográfico.
Durante a Baixa Idade Média, que teve início depois do ano 1000,
verifica-se na Europa um aumento demográfico muito expressivo e
um renascimento do comércio, à medida que inovações técnicas e
agrícolas permitem uma maior produtividade de solos e colheitas.

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13
É ainda durante este período que se consolidam as duas
estruturas sociais que dominam a Europa até ao Renascimento:
o senhorialismo – a organização de camponeses em aldeias que
pagam renda e prestam vassalagem a um nobre – e
o feudalismo — uma estrutura política em que cavaleiros e outros
nobres de estatuto inferior prestam serviço militar aos seus
senhores, recebendo como compensação uma propriedade
senhorial o direito a cobrar impostos em determinado território.

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14
As cruzadas, anunciadas pela primeira vez em 1095,
representam a tentativa da cristandade em recuperar aos
muçulmanos o domínio sobre a Palestina, tendo chegado a
estabelecer alguns estados cristãos no Médio Oriente.
A vida cultural foi dominada pela escolástica e pela fundação de
universidades, e a edificação das imponentes catedrais
góticas foi uma das mais destacadas façanhas artísticas do seu
tempo.

História A, 10º ano, Módulo 2

15
Os dois últimos séculos da Baixa Idade Média ficaram marcados por
várias adversidades e catástrofes.

A população foi dizimada por sucessivas carestias e pestes; só
a Peste Negra foi responsável pela morte de um quarto da
população europeia entre 1347 e1350.
O Grande Cisma do Ocidente no seio da Igreja teve consequências
profundas na sociedade e foi um dos fatores que esteve na origem
de inúmeras guerras entre estados. Assistiu-se também a diversas
guerras civis e revoltas populares dentro dos próprios reinos.

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16
Mapa da Europa por volta do século XIII

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17
A experiência urbana
A partir do ano mil a cidade medieval é um local ativo e de
inovações.
Local de feiras e comércio.
Na cidade medieval irão se desenvolver uma série de
transformações económicas, culturais, politicas e religiosas que
transformaram todo o mundo medieval.

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18
Os senhorios
Definição de senhorio:
Território onde um senhor (nobre) exercia:
Poder sobre a terra. Era o proprietário e cobrava rendas e serviços;
Poder sobre os homens. Exigia impostos de natureza económica,
jurisdicional e militar.

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19
O senhorio era a propriedade (terra) de um senhor;
Era uma propriedade fundiária:
Tamanho muito variável;
Raramente formavam um todo contínuo. Normalmente existia um
núcleo, residência senhorial fortificada (castelo) e completava-se
por terras dispersas.

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20
Os senhores medievais têm um duplo poder:
Sobre os homens que habitam o senhorio, o senhor tem o direito
de julgar, aplicar penas, criar impostos, chamar os homens para a
guerra;
Sobre os rendimentos económicos que retiravam da terra.
O senhor acumulava poderes que hoje pertencem ao Estado. Foi
possível devido ao enfraquecimento do poder real.
A este conjunto de poderes dos senhores chamava-se “ban” ou
“banus”.
Por volta do ano 1200 cerca de quatro quintos das terras e dos
homens estariam sobre a autoridade de um senhor privado.

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21
Duques e condes constituem os escalões superiores da nobreza
medieval.
Possuem senhorios colossais e muitas vezes vão aumentando-os à
custa das doações régias, política de casamentos, etc.
Estes senhorios englobam terras agrícolas, aldeias, vilas e até
cidades.
Ricos e poderosos afrontam o poder do rei.

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22
Os reinos
Definição de reino: estado ou nação cujo chefe político é um rei. Na
Idade Média estabeleceram-se as bases dos atuais estados
europeus.
Este processo começou mais cedo e foi mais rápido na Europa
Ocidental;
Na Europa Central e Oriental, os monarcas sentiram mais
dificuldades em conseguirem afirmar o seu poder face aos grandes
senhores.

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23
A constituição de um reino estável implica a existência de dois
fatores:

Reconhecimento da superioridade de uma família (real) que exerce
o poder real em regime hereditário. O rei tem o poder supremo
sobre todos e deve exercê-lo de modo a garantir o bem comum;
Delimitação de um território (fronteiras) que é a base do vínculo
entre o rei e os seus súbditos. O nascimento no reino coloca
qualquer pessoa na dependência do rei.

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24
A constituição de um reino corresponde a um processo de
identificação entre um rei, um território e os seus habitantes.
Existem entre todos laços étnicos, culturais, históricos e políticos.
No século XIII, alguns reinos são já unidades políticas estáveis, tais
como Portugal, Castela, Aragão, França, Inglaterra, etc.

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25
A queda do Império Romano do Ocidente não apagou o ideal de
uma autoridade única.
No ano 800, o Papa corou Carlos Magno, rei dos Francos,
Imperador do Ocidente.
O império foi efémero, após a morte de Carlos Magno foi divido.

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26
O sonho imperial renasceu com Otão I (936-973), aliou-se ao Papa
e foi coroado imperador.
Englobava territórios germânicos e italianos e recebeu o nome de
Sacro Império Romano-Germânico.
Mas estava muito longe de constituir a unidade que outrora fora o
Império Romano.

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27
No século XIII, o Sacro Império era um conjunto de territórios
governados por príncipes locais que escolhiam entre si um
imperador, que na realidade não tinha qualquer poder efetivo.

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28
As comunas
A partir do século XI, beneficiando de um clima de paz e
prosperidade, as cidades reanimam-se ;
Tornam-se centros de comércio e de atividades artesanais;
Os habitantes da cidade vão entrar em choque com os interesses
dos senhores feudais;

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29
Muitas vezes as cidades estavam dentro de domínios senhoriais,
isso fazia cair sobre os seus habitantes pesados impostos.
Surgem nas cidades movimentos de luta pela liberdade das cidades;
É no Norte de Itália que este movimento nasceu e depois expandese para o norte da Europa;

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30
Estes movimentos são liderados pelos mercadores mais ricos e ativos,
vai agrupar grande parte dos habitantes da cidade, num juramento
de entreajuda e lealdade, a comuna.

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31
A comuna é uma associação de habitantes da cidade, cujo objetivo
central é libertar a cidade do domínio dos senhores feudais.
Passou a designar a cidade que tinha um ampla autonomia
administrativa;
Iniciou-se no século XI, no Norte de Itália, e expandiu-se nos
séculos XII, XIII e XIV;
De uma forma violenta ou negociada, durante o século XII, muitas
cidades receberam a carta comunal, onde eram concedidas, por
escrito, as liberdades da cidade (burgo);

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32
Na Alemanha e Itália as comunas conseguiram maiores privilégios.
Muitas conseguiram libertar-se completamente do domínio dos
senhores e eram governadas pelos próprios habitantes;
Os altos cargos eram, na maior parte das vezes, assumidos pelos
mercadores mais ricos, que controlavam em seu proveito, a vida
económica e política da comuna;
Algumas destas cidades desenvolveram-se economicamente e
tornam-se locais de grande prosperidade;

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33
Conclusão:
Na Idade Média o poder político estava fragmentado;
As fronteiras eram imprecisas;
Oeste: afirmam-se monarquias estáveis (Inglaterra, Portugal,
França, Castela, Aragão, França)
Centro: Uma miscelânea de principados e cidades autónomas;
Leste: zona muito instável.

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34
Unidade na crença
A Europa ocidental assume-se como uma unidade religiosa
(cristianismo) apesar da fragmentação política.

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35
A Igreja é uma instituição que ultrapassa as fronteiras;
Existe uma língua litúrgica comum (latim);
Toda a cristandade obedece ao Papa.
Papado
A supremacia do Papa foi um processo demorado e complexo que
levou à divisão, em 1054, entre cristãos católicos e ortodoxos.

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36
O papa Gregório VII (1075-1085) consolidou o poder papal (Reforma
gregoriana);
É o representante máximo de Deus, tem o imperium christianum, o
poder absoluto sobre os cristãos, inclusive os monarcas;
A Igreja é independente do poder laico (não religioso);

Esta reforma levantou várias discordâncias entre os monarcas, que
foi obrigado a reconhecer alguns privilégios dos reis;

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37
A Igreja é a instituição mais poderosa e organizada do ocidente:
Um chefe supremo (Papa) e uma capital (Roma);
Domina um vasto território (toda a cristandade da Europa
Ocidental);
Possui meios humanos e materiais. Um corpo de clérigos. Cobra
vários impostos , nomeadamente a dízima (um décimo das
colheitas);
Tem leis próprias (Direito Canónico).

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38
O Império Romano do Oriente (Império Bizantino) considera-se o
herdeiro legítimo da civilização romana;
A língua oficial era o grego;
Considerava-se superior ao Ocidente que era, pelos bizantinos,
apelidado de bárbaro;
Constantinopla era a “nova Roma”;
O patriarca de Bizâncio era reverenciado por todo o clero do Oriente;

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39
Grande rivalidade entre os bispos de Roma e Constantinopla;
Discordavam em alguns pormenores doutrinais e sobretudo o
patriarca de Constantinopla recusava-se a aceitar a supremacia de
Roma;
Em 1054, a rutura é definitiva, o Papa e o patriarca de
Constantinopla excomungam-se mutuamente;
A oriente existe a igreja ortodoxa (proclama-se fiel aos antigos
dogmas), apoiada por Constantinopla;
A ocidente existe a igreja latina, sediada em Roma, apoiada pelas
monarquias ocidentais;
As duas cristandades passam a defrontar-se

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40
Em 1024, a quarta cruzada, ataca e saqueia Bizâncio
Roma e Constantinopla atuam como inimigos e não como
partilhando a fé num mesmo Deus.

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41
A Cristandade ocidental e o Islão
Em 610, Maomet, inicia uma intensa atividade religiosa;
Era um rico comerciante que acreditava ter sido escolhido por
Deus para tirar os árabes da idolatria;
Até à data da sua morte, 623, pregou a vontade de Allah (Deus em
árabe);
Fundou uma nova religião, o Islão, cujos princípios registou num
livro sagrado, Alcorão (Corão), que segundo ele lhe tinham sido
ditados por Allah, através do anjo S. Gabriel;
O Corão tem os cinco pilares do Islão: crença num Deus único
(Allah) e Maomet é o seu profeta; a oração, a esmola, o jejum do
Ramadão e a peregrinação a Meca.

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42
Também se estabeleceu o princípio da Jihad (guerra santa),
destinada a espalhar a nova Fé;
Maomet conseguiu submeter as tribos árabes à nova Fé;
Após a morte de Maomet, os árabes dispuseram-se a conquistar o
Mundo;
Entre os séculos VIII e XII, o Islão conquistou um enorme território,
inclusive na Europa, uma parte da península Ibérica;

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43
Desenvolveram uma civilização próspera e requintada. Existiam
cidades magnificas como Damasco, Bagdad, Córdova, etc.;
O Ocidente cristão era pobre e rude comparado com o Islão;
Um crente no Islão é um muçulmano;

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44
Em 1095, iniciou-se uma série de grandes ofensivas militares,
pregadas pelo Papa Urbano II;
O objetivo era libertar os lugares santos da palestina no domínio do
Islão;
O Ocidente estava prestes a mudar a situação de superioridade do
Islão

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45
A nível militar o êxito das cruzadas foi limitado, não conseguiram
estabelecer um domínio duradoiro na Palestina;
Mas este movimento fortaleceu a ideia de uma sociedade liderada
por um ideal religioso, a Cristandade unida contra os inimigos da Fé;
Este ímpeto guerreiro vai levar à reconquista da Península Ibérica, à
diminuição dos ataques de piratas muçulmanos no Mediterrâneo;
No século XIII, a Cristandade recuperava o seu atraso em relação ao
Islão;
Estabelece-se um domínio equilibrado: O Cristianismo a ocidente e
a oriente, o islamismo.

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46
O quadro económico e demográfico
Expansão e limites do crescimento
Século XI a XIII – séculos de crescimento económico

Ao longo destes anos as florestas e pântanos que cobriam a Europa
vão sendo arroteados e transformadas em terras cultivadas;

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47
Os arroteamentos são devem-se, na maior parte dos casos à
iniciativa de reis, senhores, ordens monásticas e cidades;
A expansão da área agrícola fez renascer antigas povoações
abandonadas e criou novas;
Aparecem as aldeias e vilas “novas”.

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48
Avanços técnicos na agricultura:
Emprego do ferro nos instrumentos agrícolas;
Melhor aproveitamento da força animal;
Rotação trienal das culturas;
Melhor fertilização dos solos;
O aumento da produtividade agrícola e desenvolvimento da
pecuária fez aumentar a quantidade de alimentos disponível.

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49
A maior abundância de alimentos diminuiu as fomes que por sua
vez causaram a diminuição das epidemias;
Entre o século XI e XIII, a população europeia, quase duplicou;
Na Europa ocidental o crescimento foi maior, a França com 22
milões de habitantes, era o país mais povoado;
Em toda a Europa viveriam cerca de 80 milhões de pessoas.

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50
O renascimento das cidades e a dinamização das trocas

Para além da agricultura há um
grande desenvolvimento no
comércio e na produção
artesanal.

Este crescimento económico vai
causar o renascimento das
cidades que vão recuperar do
declínio provocado pela queda
do império romano.

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51
Ao redor de castelos, em locais de cruzamento de estradas, em
portos de mar ou fluviais as velhas cidades romanas crescem ou
aparecem novas;

Surgem novas cidades e crescem em número de habitantes;

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52
As cidades modificaram-se;
Até este momento eram fundamentalmente centros políticos,
militares ou religiosos, ou seja o local onde habitava o bispo ou o
nobre. A sua importância derivava do estatuto do senhor, religioso
ou laico, que nela habitava;
A partir do século XII, as cidades, são centros de atividades
económica: artesanal, financeira ou comercial;
Na cidades (burgo) habitam os banqueiros, lojistas, comerciantes e
artesão, ou seja, os burgueses;

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53
A burguesia é um grupo social que se forma na Idade Média.
Inicialmente o termo designa os habitantes do burgo, comerciantes,
banqueiros ou artesãos. Pessoas cuja riqueza não advém da posse
da terra. Mais tarde a burguesia incorpora outros estratos sociais
como homens de leis, professores universitários, funcionários.
Os burgueses têm um estatuto mais elevado do que o povo.

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54
A cidade medieval passa a ser um polo de atração em crescimento.
À cidade afluem pessoas à procura de divertimentos, estudantes à
procura das Universidades, peregrinos, pessoas à procura de
emprego, etc.
As cidades medievais animam-se;
Neste tempo, o conceito de cidade abrange povoações muito
pequenas , por vezes com pouco mais de mil habitantes;
Paris (90 mil habitantes) é a maior cidade; Londres (30 a 40 mil);
As grandes cidades do Mediterrâneo Oriental são gigantescas se
comparadas com as europeias;
Constantinopla (1 milhão), Alexandria (600 mil).

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55
Paris, medieval

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56
Os pequenos mercados, predominantemente agrícolas, animavam a
maior parte das cidades europeias, estabelecendo uma ligação
entre o campo e a cidade;

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57
As necessidades dos habitantes da cidade representavam para os
camponeses um mercado onde podiam vender os seus excedentes
de produção;
No entanto só se dirigiam ao mercado os camponeses que viviam
próximos da cidade;
Estima-se que para abastecer uma cidade de 10 a 20 mil habitantes
será preciso uma área de 50 km, distância muito grande para ser
percorrida por um camponês;

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58
Surgem os almocreves que compram os produtos agrícolas aos
lavradores e vendem na cidade, nesta compram produtos
artesanais que por sua vez vendem aos camponeses;
Os senhores leigos ou eclesiásticos recebiam uma parte dos seus
rendimentos em géneros que vendiam no mercado da cidade. O
mesmo faziam os mosteiros;

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59
Regulamentar o mercado e abastecer regularmente a cidade é uma
preocupação fundamental das autoridades da cidade;
Impedir a subida exagerada dos preços, o açambarcamento, etc.;
O mercado local da cidade é o polo dinamizador da economia. A
economia monetária desenvolve-se;

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60
Economia monetária é o sistema económico baseado na circulação
de moeda.
A moeda pode ser entesourada, e é indispensável para os
pagamentos.
A economia monetária, ao longo do século XIII, substitui a
economia de autossuficiência e da troca de produtos por outros
produtos, que existia na Europa desde a queda do Império
Romano;
A economia monetária está baseada na ideia de lucro, e por isso
dependente do jogo da oferta e da procura;
Esta sistema económico impôs-se na Europa durante o século XIII.

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61
A rede de trocas comerciais foi-se alargando, surgem novos e mais
sofisticados circuitos comerciais;
Desenvolve-se um intenso comércio regional;
As estradas, portos e mercados reanimam-se;
As cidades crescem e desenvolvem-se;
A burguesia é cada vez mais numerosa e, sobretudo no Norte da
Europa e em Itália, vai-se tornando mais influente e poderosa;
É uma verdadeira revolução comercial que provoca grandes
transformações políticas, sociais, económicas, culturais e
demográficas.

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62
As grandes rotas do comércio externo

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63
Nos séculos XII e XII surgem dois polos económicos mais ativos:
Sul, liderado por mercadores italianos. As rotas do Mediterrâneo
são a sua base de comércio;
Norte, Flandres e Alemanha, que comerciam no Atlântico , mar do
Norte e Báltico.
São mundos geograficamente distantes mas que se atraem e
completam;
A sua ligação faz-se por via terrestre. Nesta estrada surge um
terceiro polo económico: as feiras de Champagne.

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64
Flandres
Na Flandres a indústria de lanifícios faz prosperar cidades como:
Gand, Ypres, Bruges, Antuérpia, Donai;
Produzem tecidos que são vendidos por toda a Europa;
À prosperidade da sua indústria junta-se a do comércio;
A Flandres, fruto da sua posição geográfica, atrai mercadores de
toda a Europa;
Do norte vinham os alemães das cidades hanseáticas, que traziam
os produtos da Rússia e dos países Bálticos;
Do sul vinham os italianos com os produtos mediterrânicos e
especiarias orientais;
Nesta cidades também se encontravam mercadores portugueses,
castelhanos, ingleses, franceses e de outras nacionalidades;

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65
A cidade de Bruges torna-se o
local mais cosmopolita da
Europa;
É possível encontrar no seus
mercados todos os tipos de
produtos e mercadores de
todas as nacionalidades
europeias;
Peles e madeira do norte; lãs
de Inglaterra; vinho, sal e
azeite do sul; especiarias do
oriente.

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66
O comércio da Hansa
Quando no século XI, o comércio à distância se reativou, era uma
aventura com muitos riscos;
Por isso desenvolveram-se associações mercantis que agrupavam os
mercadores de uma cidade ou região, para defenderem os seus
interesses, eram as hansas ou guildas;
A Hansa Teutónica, foi a mais poderosa, uniu cidades do mar do
Norte e do mar Báltico;

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67
A Hansa Teutónica foi constituída formalmente nos meados do
século XIII, e de tão poderosa, era conhecida simplesmente como a
Hansa;
Atingiu o seu apogeu no século XIV;
Era uma vasta associação, chegou a 90 cidades, que procura
garantir o monopólio do comércio nos mares Báltico e do Norte;
Principais cidades: Lubeque, Hamburgo, Dantzig, Riga, Colónia;
Desenvolveram um tipo de navio chamado Kogge.

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68
Os comerciantes hanseáticos comerciavam os cerais da Prússia e
Polónia, para o sul; as peles e madeiras da Rússia e da Noruega;
Do Sul da Europa traziam o vinho, o sal (França e Península Ibérica),
as lãs (Inglaterra), o azeite ( Península Ibérica e Mediterrâneo),
tecidos (Flandres);
As cidades hanseáticas dominaram uma parte importante do
comércio europeu de longa distância.

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69
As cidades italianas e o domínio do comércio mediterrânico
Após a queda do Império Romano e as conquistas do Islão, as
cidades italianas foram as que melhor preservaram a memória e o
saber das ligações mercantis;
Amalfi, Génova, Pisa e Veneza, dedicaram-se, antes do século XI, ao
comércio marítimo, mantendo ligações económicas com
Constantinopla e o Oriente.

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70
A primeira cruzada em 1095, inicia o recuo do poder muçulmano no
Mediterrâneo, e a sua abertura ao comércio europeu;
As cidades italianas concorriam entre si para fazerem chegar aos
mercados europeus as especiarias, os tecidos, as pérolas, as pedras
preciosas orientais;
As especiarias eram o grande negócio das cidades italianas: leves e
fáceis de transportar, garantiam uma grande margem de lucro;
As cidades italianas foram as primeiras a cunharem moedas de ouro,
como o florim de Florença e o ducado de Veneza;
A sua atividade só sofrerá a concorrência dos portugueses quando
no século XV atingirem a Índia.

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71
As feiras de Champagne
Nestes tempos os mercadores percorriam as estradas europeias
vendendo os seus produtos;
Em algumas regiões surgiram feiras periódicas, algumas vão atingir
uma dimensão internacional;
Algumas cidades oferecem condições vantajosas aos comerciantes,
para os atrair, como isenção ou redução de impostos, facilidades de
armazenamento e alojamento, garantiam a segurança, etc.;

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72
Algumas das feiras mais importantes são as de Champagne, que se
realizavam nas cidades de Lagny, Bar-sur-Aube, Provins e Troyes;
Estavam situadas num ponto de encontro entre os comerciantes do
Norte (Flandres, Hansa) e os mercadores do Sul (italianos);
O calendário das feiras era organizado de maneira a durar todo o
ano.

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73
As novas práticas comerciais e financeiras
Este desenvolvimento comercial levou à criação de novas técnicas
comerciais;
Os negócios, sobretudo os de longa distância implicavam muitos
riscos, por isso surgiram as
Sociedades comerciais,
Seguros,
Pagamentos em papel (cheque, letra de câmbio);

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74
Desenvolve-se a atividade dos banqueiros e cambistas;
Começam por aparecer nas feiras para cambiar as diferentes
moedas em circulação, mas a sua atividade vai evoluindo e
começam a aceitar depósitos, transferências, operações a crédito,
isto é, começam a realizar as primeiras atividade bancárias;
De início mal vistos pela Igreja, que condenava estas atividades,
nomeadamente o empréstimo com juros, estas atividades
financeiras desenvolvem-se a par do comércio e produção
manufatureira;

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75
A fragilidade do equilíbrio demográfico
Durante a Idade Média, a morte, era uma presença constante;
A mortalidade infantil era muito elevada;
Fatores que contribuem para essa situação:
Falta de higiene;
Atraso na medicina;
Fomes e pestes frequentes.

História A, 10º ano, Módulo 2

76
Um mau ano agrícola provocava imediata subida dos preços dos
produtos agrícolas, e como consequência do pão;
Os grupos sociais mais desfavorecidos são os mais atingidos;
Quando alguns anos de más colheitas se sucediam a fome tomava
proporções catastróficas;
As fomes eram normalmente seguidas por epidemias (pestes) que
rapidamente dizimavam uma população subnutrida;
Se a estas causas lhe somarmos os efeitos da guerra, as mortes
ultrapassavam os nascimentos e a população diminuía;
Em épocas de paz e de boas colheitas a população crescia.

História A, 10º ano, Módulo 2

77
Os séculos XI a XIII correspondem a um período de paz e
prosperidade;
Embora tivessem existido períodos de fomes e epidemias, não
tinham sido devastadoras;
A população europeia estava em crescimento desde o ano mil.

História A, 10º ano, Módulo 2

78
A quebra demográfica do século XIV

Nos finais do século XIII, o crescimento demográfico, tinha
ultrapassado a capacidade de agricultura alimentar tanta gente;
A agricultura intensiva tinha esgotado os solos;
Mudanças climáticas (a primeira metade do século XIV,
corresponde a anos de grande pluviosidade e de mais frio);
A chuva intensa fazia apodrecer as sementes e as colheitas;
A fome regressou ao Ocidente.

História A, 10º ano, Módulo 2

79
Por todo o lado há crises de subsistência;
As fomes e as doenças começam a devastar o continente europeu;
Eram interpretadas pelo homem da Idade Média como um castigo
divino;
Em 1348, a Peste Negra, atingiu o Ocidente;
Veio da Ásia, trazida por marinheiros italianos (genoveses). Começa
na Itália e rapidamente se propaga a toda a Europa;
Era transmitida pelas pulgas dos ratos e fazia nascer tumefações
(bubões) negros (azulados);
Também se transmitia pelo ar, tornando o contágio fácil e rápido;
As pessoas contaminadas morriam em 2 ou 3 dias;

História A, 10º ano, Módulo 2

80
História A, 10º ano, Módulo 2

81
A fraca higiene das cidades medievais contribui para a rápida
expansão da Peste Negra;
Entre 1348 e 1350, calcula-se que cerca de um terço da população
europeia tenha sido vítima da peste;
Até ao século XVIII, as pestes assolaram a Europa, embora com
dimensões menores que a Peste Negra;

História A, 10º ano, Módulo 2

82
A guerra também marcou o século XIV: civis, entre estados e
revoltas populares;
A mortalidade civil resulta da violência exercida sobre as
populações e a destruição das colheitas.
Conclusão
Nos séculos XIV e XV (1330 a 1450), há uma quebra demográfica e
a vida torna-se violenta.

Esta a apresentação foi construída tendo por base o manual, O tempo da História,
COUTO, Célia Pinto e outros, Porto Editora,2011, Porto
História A, 10º ano, Módulo 2

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Dinamismo Civilizacional Europa

  • 1. O dinamismo civilizacional da Europa Ocidental nos séculos XIII a XIV – espaços, poderes e vivências http://divulgacaohistoria.wordpress.com/ História A, 10º ano, Módulo 2 1
  • 2. Unidade 1 – A identidade civilizacional da Europa Ocidental Unidade 2 – O espaço português – a consolidação de um reino cristão ibérico Unidade 3 – Valores vivências e quotidiano +/- 64 aulas de 45 minutos História A, 10º ano, Módulo 2 2
  • 3. Breve súmula da Idade Média fonte utilizada: Wikipédia, consultada em 18/11/2012 A Idade Média (adj. medieval) é um período da história da Europa entre os séculos V e XV. É frequentemente dividida em dois períodos: Alta Idade Média e Baixa Idade Média. Inicia-se com a queda de Roma (Império Romano do Ocidente em 476 e termina com a queda de Constantinopla (Império Romano do Oriente) Durante a Alta Idade Média ( séc. V a séc. XI) verifica-se a continuidade dos processos de despovoamento, regressão urbana, e invasões bárbaras iniciadas durante a Antiguidade tardia. História A, 10º ano, Módulo 2 3
  • 4. Mapa da Europa, cerca do século VI História A, 10º ano, Módulo 2 4
  • 5. Alta Idade Média Os bárbaros formam reinos apoiando-se nas estruturas do Império Romano do Ocidente. No século VII, o Norte de África e o Médio Oriente, parte do Império Oriental, tornam-se territórios islâmicos depois da conquista dos sucessores de Maomé. História A, 10º ano, Módulo 2 5
  • 6. Alta Idade Média Embora tenha havido alterações significativas nas estruturas políticas e sociais, a rutura não foi tão acentuada como anteriormente defendida pelos historiadores, e a maior parte dos novos reinos incorporaram o maior número possível de instituições romanas já existentes. História A, 10º ano, Módulo 2 6
  • 7. Alta Idade Média O cristianismo disseminou-se pela Europa ocidental e assistiu-se a um surto de edificação de novos espaços monásticos. Desenvolve-se um novo estilo arquitetónico , o Românico. História A, 10º ano, Módulo 2 7
  • 8. Durante os séculos VII e VIII, os Francos, governados pela dinastia carolíngia, estabeleceram um império que dominou grande parte da Europa ocidental até o século IX, que se desmorona perante as invasões de Vikings, Magiares e Sarracenos (séculos IX e X). História A, 10º ano, Módulo 2 8
  • 9. Mapa das invasões dos séculos IX e X História A, 10º ano, Módulo 2 9
  • 10. Este período (Alta Idade Média) foi caracterizado por: Ruralização da economia, o comércio diminui, as cidades contraem-se. A economia baseia-se na autossuficiência; Formação do feudalismo, que vai originar a perda de poder real. Os senhores feudais, nos seus castelos detém o poder; Os servos estavam presos à terra e pagavam tributos em produtos (banalidade) e/ou em trabalho (corveia); História A, 10º ano, Módulo 2 10
  • 11. A sociedade é hierarquizada em ordens: Nobreza (guerra); Clero (reza); Povo (trabalha). História A, 10º ano, Módulo 2 11
  • 12. Poderes e crenças – Multiplicidade e Unidade A Europa no século XIII História A, 10º ano, Módulo 2 12
  • 13. As invasões terminam por volta do ano mil e vão permitir um crescimento económico e demográfico. Durante a Baixa Idade Média, que teve início depois do ano 1000, verifica-se na Europa um aumento demográfico muito expressivo e um renascimento do comércio, à medida que inovações técnicas e agrícolas permitem uma maior produtividade de solos e colheitas. História A, 10º ano, Módulo 2 13
  • 14. É ainda durante este período que se consolidam as duas estruturas sociais que dominam a Europa até ao Renascimento: o senhorialismo – a organização de camponeses em aldeias que pagam renda e prestam vassalagem a um nobre – e o feudalismo — uma estrutura política em que cavaleiros e outros nobres de estatuto inferior prestam serviço militar aos seus senhores, recebendo como compensação uma propriedade senhorial o direito a cobrar impostos em determinado território. História A, 10º ano, Módulo 2 14
  • 15. As cruzadas, anunciadas pela primeira vez em 1095, representam a tentativa da cristandade em recuperar aos muçulmanos o domínio sobre a Palestina, tendo chegado a estabelecer alguns estados cristãos no Médio Oriente. A vida cultural foi dominada pela escolástica e pela fundação de universidades, e a edificação das imponentes catedrais góticas foi uma das mais destacadas façanhas artísticas do seu tempo. História A, 10º ano, Módulo 2 15
  • 16. Os dois últimos séculos da Baixa Idade Média ficaram marcados por várias adversidades e catástrofes. A população foi dizimada por sucessivas carestias e pestes; só a Peste Negra foi responsável pela morte de um quarto da população europeia entre 1347 e1350. O Grande Cisma do Ocidente no seio da Igreja teve consequências profundas na sociedade e foi um dos fatores que esteve na origem de inúmeras guerras entre estados. Assistiu-se também a diversas guerras civis e revoltas populares dentro dos próprios reinos. História A, 10º ano, Módulo 2 16
  • 17. Mapa da Europa por volta do século XIII História A, 10º ano, Módulo 2 17
  • 18. A experiência urbana A partir do ano mil a cidade medieval é um local ativo e de inovações. Local de feiras e comércio. Na cidade medieval irão se desenvolver uma série de transformações económicas, culturais, politicas e religiosas que transformaram todo o mundo medieval. História A, 10º ano, Módulo 2 18
  • 19. Os senhorios Definição de senhorio: Território onde um senhor (nobre) exercia: Poder sobre a terra. Era o proprietário e cobrava rendas e serviços; Poder sobre os homens. Exigia impostos de natureza económica, jurisdicional e militar. História A, 10º ano, Módulo 2 19
  • 20. O senhorio era a propriedade (terra) de um senhor; Era uma propriedade fundiária: Tamanho muito variável; Raramente formavam um todo contínuo. Normalmente existia um núcleo, residência senhorial fortificada (castelo) e completava-se por terras dispersas. História A, 10º ano, Módulo 2 20
  • 21. Os senhores medievais têm um duplo poder: Sobre os homens que habitam o senhorio, o senhor tem o direito de julgar, aplicar penas, criar impostos, chamar os homens para a guerra; Sobre os rendimentos económicos que retiravam da terra. O senhor acumulava poderes que hoje pertencem ao Estado. Foi possível devido ao enfraquecimento do poder real. A este conjunto de poderes dos senhores chamava-se “ban” ou “banus”. Por volta do ano 1200 cerca de quatro quintos das terras e dos homens estariam sobre a autoridade de um senhor privado. História A, 10º ano, Módulo 2 21
  • 22. Duques e condes constituem os escalões superiores da nobreza medieval. Possuem senhorios colossais e muitas vezes vão aumentando-os à custa das doações régias, política de casamentos, etc. Estes senhorios englobam terras agrícolas, aldeias, vilas e até cidades. Ricos e poderosos afrontam o poder do rei. História A, 10º ano, Módulo 2 22
  • 23. Os reinos Definição de reino: estado ou nação cujo chefe político é um rei. Na Idade Média estabeleceram-se as bases dos atuais estados europeus. Este processo começou mais cedo e foi mais rápido na Europa Ocidental; Na Europa Central e Oriental, os monarcas sentiram mais dificuldades em conseguirem afirmar o seu poder face aos grandes senhores. História A, 10º ano, Módulo 2 23
  • 24. A constituição de um reino estável implica a existência de dois fatores: Reconhecimento da superioridade de uma família (real) que exerce o poder real em regime hereditário. O rei tem o poder supremo sobre todos e deve exercê-lo de modo a garantir o bem comum; Delimitação de um território (fronteiras) que é a base do vínculo entre o rei e os seus súbditos. O nascimento no reino coloca qualquer pessoa na dependência do rei. História A, 10º ano, Módulo 2 24
  • 25. A constituição de um reino corresponde a um processo de identificação entre um rei, um território e os seus habitantes. Existem entre todos laços étnicos, culturais, históricos e políticos. No século XIII, alguns reinos são já unidades políticas estáveis, tais como Portugal, Castela, Aragão, França, Inglaterra, etc. História A, 10º ano, Módulo 2 25
  • 26. A queda do Império Romano do Ocidente não apagou o ideal de uma autoridade única. No ano 800, o Papa corou Carlos Magno, rei dos Francos, Imperador do Ocidente. O império foi efémero, após a morte de Carlos Magno foi divido. História A, 10º ano, Módulo 2 26
  • 27. O sonho imperial renasceu com Otão I (936-973), aliou-se ao Papa e foi coroado imperador. Englobava territórios germânicos e italianos e recebeu o nome de Sacro Império Romano-Germânico. Mas estava muito longe de constituir a unidade que outrora fora o Império Romano. História A, 10º ano, Módulo 2 27
  • 28. No século XIII, o Sacro Império era um conjunto de territórios governados por príncipes locais que escolhiam entre si um imperador, que na realidade não tinha qualquer poder efetivo. História A, 10º ano, Módulo 2 28
  • 29. As comunas A partir do século XI, beneficiando de um clima de paz e prosperidade, as cidades reanimam-se ; Tornam-se centros de comércio e de atividades artesanais; Os habitantes da cidade vão entrar em choque com os interesses dos senhores feudais; História A, 10º ano, Módulo 2 29
  • 30. Muitas vezes as cidades estavam dentro de domínios senhoriais, isso fazia cair sobre os seus habitantes pesados impostos. Surgem nas cidades movimentos de luta pela liberdade das cidades; É no Norte de Itália que este movimento nasceu e depois expandese para o norte da Europa; História A, 10º ano, Módulo 2 30
  • 31. Estes movimentos são liderados pelos mercadores mais ricos e ativos, vai agrupar grande parte dos habitantes da cidade, num juramento de entreajuda e lealdade, a comuna. História A, 10º ano, Módulo 2 31
  • 32. A comuna é uma associação de habitantes da cidade, cujo objetivo central é libertar a cidade do domínio dos senhores feudais. Passou a designar a cidade que tinha um ampla autonomia administrativa; Iniciou-se no século XI, no Norte de Itália, e expandiu-se nos séculos XII, XIII e XIV; De uma forma violenta ou negociada, durante o século XII, muitas cidades receberam a carta comunal, onde eram concedidas, por escrito, as liberdades da cidade (burgo); História A, 10º ano, Módulo 2 32
  • 33. Na Alemanha e Itália as comunas conseguiram maiores privilégios. Muitas conseguiram libertar-se completamente do domínio dos senhores e eram governadas pelos próprios habitantes; Os altos cargos eram, na maior parte das vezes, assumidos pelos mercadores mais ricos, que controlavam em seu proveito, a vida económica e política da comuna; Algumas destas cidades desenvolveram-se economicamente e tornam-se locais de grande prosperidade; História A, 10º ano, Módulo 2 33
  • 34. Conclusão: Na Idade Média o poder político estava fragmentado; As fronteiras eram imprecisas; Oeste: afirmam-se monarquias estáveis (Inglaterra, Portugal, França, Castela, Aragão, França) Centro: Uma miscelânea de principados e cidades autónomas; Leste: zona muito instável. História A, 10º ano, Módulo 2 34
  • 35. Unidade na crença A Europa ocidental assume-se como uma unidade religiosa (cristianismo) apesar da fragmentação política. História A, 10º ano, Módulo 2 35
  • 36. A Igreja é uma instituição que ultrapassa as fronteiras; Existe uma língua litúrgica comum (latim); Toda a cristandade obedece ao Papa. Papado A supremacia do Papa foi um processo demorado e complexo que levou à divisão, em 1054, entre cristãos católicos e ortodoxos. História A, 10º ano, Módulo 2 36
  • 37. O papa Gregório VII (1075-1085) consolidou o poder papal (Reforma gregoriana); É o representante máximo de Deus, tem o imperium christianum, o poder absoluto sobre os cristãos, inclusive os monarcas; A Igreja é independente do poder laico (não religioso); Esta reforma levantou várias discordâncias entre os monarcas, que foi obrigado a reconhecer alguns privilégios dos reis; História A, 10º ano, Módulo 2 37
  • 38. A Igreja é a instituição mais poderosa e organizada do ocidente: Um chefe supremo (Papa) e uma capital (Roma); Domina um vasto território (toda a cristandade da Europa Ocidental); Possui meios humanos e materiais. Um corpo de clérigos. Cobra vários impostos , nomeadamente a dízima (um décimo das colheitas); Tem leis próprias (Direito Canónico). História A, 10º ano, Módulo 2 38
  • 39. O Império Romano do Oriente (Império Bizantino) considera-se o herdeiro legítimo da civilização romana; A língua oficial era o grego; Considerava-se superior ao Ocidente que era, pelos bizantinos, apelidado de bárbaro; Constantinopla era a “nova Roma”; O patriarca de Bizâncio era reverenciado por todo o clero do Oriente; História A, 10º ano, Módulo 2 39
  • 40. Grande rivalidade entre os bispos de Roma e Constantinopla; Discordavam em alguns pormenores doutrinais e sobretudo o patriarca de Constantinopla recusava-se a aceitar a supremacia de Roma; Em 1054, a rutura é definitiva, o Papa e o patriarca de Constantinopla excomungam-se mutuamente; A oriente existe a igreja ortodoxa (proclama-se fiel aos antigos dogmas), apoiada por Constantinopla; A ocidente existe a igreja latina, sediada em Roma, apoiada pelas monarquias ocidentais; As duas cristandades passam a defrontar-se História A, 10º ano, Módulo 2 40
  • 41. Em 1024, a quarta cruzada, ataca e saqueia Bizâncio Roma e Constantinopla atuam como inimigos e não como partilhando a fé num mesmo Deus. História A, 10º ano, Módulo 2 41
  • 42. A Cristandade ocidental e o Islão Em 610, Maomet, inicia uma intensa atividade religiosa; Era um rico comerciante que acreditava ter sido escolhido por Deus para tirar os árabes da idolatria; Até à data da sua morte, 623, pregou a vontade de Allah (Deus em árabe); Fundou uma nova religião, o Islão, cujos princípios registou num livro sagrado, Alcorão (Corão), que segundo ele lhe tinham sido ditados por Allah, através do anjo S. Gabriel; O Corão tem os cinco pilares do Islão: crença num Deus único (Allah) e Maomet é o seu profeta; a oração, a esmola, o jejum do Ramadão e a peregrinação a Meca. História A, 10º ano, Módulo 2 42
  • 43. Também se estabeleceu o princípio da Jihad (guerra santa), destinada a espalhar a nova Fé; Maomet conseguiu submeter as tribos árabes à nova Fé; Após a morte de Maomet, os árabes dispuseram-se a conquistar o Mundo; Entre os séculos VIII e XII, o Islão conquistou um enorme território, inclusive na Europa, uma parte da península Ibérica; História A, 10º ano, Módulo 2 43
  • 44. Desenvolveram uma civilização próspera e requintada. Existiam cidades magnificas como Damasco, Bagdad, Córdova, etc.; O Ocidente cristão era pobre e rude comparado com o Islão; Um crente no Islão é um muçulmano; História A, 10º ano, Módulo 2 44
  • 45. Em 1095, iniciou-se uma série de grandes ofensivas militares, pregadas pelo Papa Urbano II; O objetivo era libertar os lugares santos da palestina no domínio do Islão; O Ocidente estava prestes a mudar a situação de superioridade do Islão História A, 10º ano, Módulo 2 45
  • 46. A nível militar o êxito das cruzadas foi limitado, não conseguiram estabelecer um domínio duradoiro na Palestina; Mas este movimento fortaleceu a ideia de uma sociedade liderada por um ideal religioso, a Cristandade unida contra os inimigos da Fé; Este ímpeto guerreiro vai levar à reconquista da Península Ibérica, à diminuição dos ataques de piratas muçulmanos no Mediterrâneo; No século XIII, a Cristandade recuperava o seu atraso em relação ao Islão; Estabelece-se um domínio equilibrado: O Cristianismo a ocidente e a oriente, o islamismo. História A, 10º ano, Módulo 2 46
  • 47. O quadro económico e demográfico Expansão e limites do crescimento Século XI a XIII – séculos de crescimento económico Ao longo destes anos as florestas e pântanos que cobriam a Europa vão sendo arroteados e transformadas em terras cultivadas; História A, 10º ano, Módulo 2 47
  • 48. Os arroteamentos são devem-se, na maior parte dos casos à iniciativa de reis, senhores, ordens monásticas e cidades; A expansão da área agrícola fez renascer antigas povoações abandonadas e criou novas; Aparecem as aldeias e vilas “novas”. História A, 10º ano, Módulo 2 48
  • 49. Avanços técnicos na agricultura: Emprego do ferro nos instrumentos agrícolas; Melhor aproveitamento da força animal; Rotação trienal das culturas; Melhor fertilização dos solos; O aumento da produtividade agrícola e desenvolvimento da pecuária fez aumentar a quantidade de alimentos disponível. História A, 10º ano, Módulo 2 49
  • 50. A maior abundância de alimentos diminuiu as fomes que por sua vez causaram a diminuição das epidemias; Entre o século XI e XIII, a população europeia, quase duplicou; Na Europa ocidental o crescimento foi maior, a França com 22 milões de habitantes, era o país mais povoado; Em toda a Europa viveriam cerca de 80 milhões de pessoas. História A, 10º ano, Módulo 2 50
  • 51. O renascimento das cidades e a dinamização das trocas Para além da agricultura há um grande desenvolvimento no comércio e na produção artesanal. Este crescimento económico vai causar o renascimento das cidades que vão recuperar do declínio provocado pela queda do império romano. História A, 10º ano, Módulo 2 51
  • 52. Ao redor de castelos, em locais de cruzamento de estradas, em portos de mar ou fluviais as velhas cidades romanas crescem ou aparecem novas; Surgem novas cidades e crescem em número de habitantes; História A, 10º ano, Módulo 2 52
  • 53. As cidades modificaram-se; Até este momento eram fundamentalmente centros políticos, militares ou religiosos, ou seja o local onde habitava o bispo ou o nobre. A sua importância derivava do estatuto do senhor, religioso ou laico, que nela habitava; A partir do século XII, as cidades, são centros de atividades económica: artesanal, financeira ou comercial; Na cidades (burgo) habitam os banqueiros, lojistas, comerciantes e artesão, ou seja, os burgueses; História A, 10º ano, Módulo 2 53
  • 54. A burguesia é um grupo social que se forma na Idade Média. Inicialmente o termo designa os habitantes do burgo, comerciantes, banqueiros ou artesãos. Pessoas cuja riqueza não advém da posse da terra. Mais tarde a burguesia incorpora outros estratos sociais como homens de leis, professores universitários, funcionários. Os burgueses têm um estatuto mais elevado do que o povo. História A, 10º ano, Módulo 2 54
  • 55. A cidade medieval passa a ser um polo de atração em crescimento. À cidade afluem pessoas à procura de divertimentos, estudantes à procura das Universidades, peregrinos, pessoas à procura de emprego, etc. As cidades medievais animam-se; Neste tempo, o conceito de cidade abrange povoações muito pequenas , por vezes com pouco mais de mil habitantes; Paris (90 mil habitantes) é a maior cidade; Londres (30 a 40 mil); As grandes cidades do Mediterrâneo Oriental são gigantescas se comparadas com as europeias; Constantinopla (1 milhão), Alexandria (600 mil). História A, 10º ano, Módulo 2 55
  • 56. Paris, medieval História A, 10º ano, Módulo 2 56
  • 57. Os pequenos mercados, predominantemente agrícolas, animavam a maior parte das cidades europeias, estabelecendo uma ligação entre o campo e a cidade; História A, 10º ano, Módulo 2 57
  • 58. As necessidades dos habitantes da cidade representavam para os camponeses um mercado onde podiam vender os seus excedentes de produção; No entanto só se dirigiam ao mercado os camponeses que viviam próximos da cidade; Estima-se que para abastecer uma cidade de 10 a 20 mil habitantes será preciso uma área de 50 km, distância muito grande para ser percorrida por um camponês; História A, 10º ano, Módulo 2 58
  • 59. Surgem os almocreves que compram os produtos agrícolas aos lavradores e vendem na cidade, nesta compram produtos artesanais que por sua vez vendem aos camponeses; Os senhores leigos ou eclesiásticos recebiam uma parte dos seus rendimentos em géneros que vendiam no mercado da cidade. O mesmo faziam os mosteiros; História A, 10º ano, Módulo 2 59
  • 60. Regulamentar o mercado e abastecer regularmente a cidade é uma preocupação fundamental das autoridades da cidade; Impedir a subida exagerada dos preços, o açambarcamento, etc.; O mercado local da cidade é o polo dinamizador da economia. A economia monetária desenvolve-se; História A, 10º ano, Módulo 2 60
  • 61. Economia monetária é o sistema económico baseado na circulação de moeda. A moeda pode ser entesourada, e é indispensável para os pagamentos. A economia monetária, ao longo do século XIII, substitui a economia de autossuficiência e da troca de produtos por outros produtos, que existia na Europa desde a queda do Império Romano; A economia monetária está baseada na ideia de lucro, e por isso dependente do jogo da oferta e da procura; Esta sistema económico impôs-se na Europa durante o século XIII. História A, 10º ano, Módulo 2 61
  • 62. A rede de trocas comerciais foi-se alargando, surgem novos e mais sofisticados circuitos comerciais; Desenvolve-se um intenso comércio regional; As estradas, portos e mercados reanimam-se; As cidades crescem e desenvolvem-se; A burguesia é cada vez mais numerosa e, sobretudo no Norte da Europa e em Itália, vai-se tornando mais influente e poderosa; É uma verdadeira revolução comercial que provoca grandes transformações políticas, sociais, económicas, culturais e demográficas. História A, 10º ano, Módulo 2 62
  • 63. As grandes rotas do comércio externo História A, 10º ano, Módulo 2 63
  • 64. Nos séculos XII e XII surgem dois polos económicos mais ativos: Sul, liderado por mercadores italianos. As rotas do Mediterrâneo são a sua base de comércio; Norte, Flandres e Alemanha, que comerciam no Atlântico , mar do Norte e Báltico. São mundos geograficamente distantes mas que se atraem e completam; A sua ligação faz-se por via terrestre. Nesta estrada surge um terceiro polo económico: as feiras de Champagne. História A, 10º ano, Módulo 2 64
  • 65. Flandres Na Flandres a indústria de lanifícios faz prosperar cidades como: Gand, Ypres, Bruges, Antuérpia, Donai; Produzem tecidos que são vendidos por toda a Europa; À prosperidade da sua indústria junta-se a do comércio; A Flandres, fruto da sua posição geográfica, atrai mercadores de toda a Europa; Do norte vinham os alemães das cidades hanseáticas, que traziam os produtos da Rússia e dos países Bálticos; Do sul vinham os italianos com os produtos mediterrânicos e especiarias orientais; Nesta cidades também se encontravam mercadores portugueses, castelhanos, ingleses, franceses e de outras nacionalidades; História A, 10º ano, Módulo 2 65
  • 66. A cidade de Bruges torna-se o local mais cosmopolita da Europa; É possível encontrar no seus mercados todos os tipos de produtos e mercadores de todas as nacionalidades europeias; Peles e madeira do norte; lãs de Inglaterra; vinho, sal e azeite do sul; especiarias do oriente. História A, 10º ano, Módulo 2 66
  • 67. O comércio da Hansa Quando no século XI, o comércio à distância se reativou, era uma aventura com muitos riscos; Por isso desenvolveram-se associações mercantis que agrupavam os mercadores de uma cidade ou região, para defenderem os seus interesses, eram as hansas ou guildas; A Hansa Teutónica, foi a mais poderosa, uniu cidades do mar do Norte e do mar Báltico; História A, 10º ano, Módulo 2 67
  • 68. A Hansa Teutónica foi constituída formalmente nos meados do século XIII, e de tão poderosa, era conhecida simplesmente como a Hansa; Atingiu o seu apogeu no século XIV; Era uma vasta associação, chegou a 90 cidades, que procura garantir o monopólio do comércio nos mares Báltico e do Norte; Principais cidades: Lubeque, Hamburgo, Dantzig, Riga, Colónia; Desenvolveram um tipo de navio chamado Kogge. História A, 10º ano, Módulo 2 68
  • 69. Os comerciantes hanseáticos comerciavam os cerais da Prússia e Polónia, para o sul; as peles e madeiras da Rússia e da Noruega; Do Sul da Europa traziam o vinho, o sal (França e Península Ibérica), as lãs (Inglaterra), o azeite ( Península Ibérica e Mediterrâneo), tecidos (Flandres); As cidades hanseáticas dominaram uma parte importante do comércio europeu de longa distância. História A, 10º ano, Módulo 2 69
  • 70. As cidades italianas e o domínio do comércio mediterrânico Após a queda do Império Romano e as conquistas do Islão, as cidades italianas foram as que melhor preservaram a memória e o saber das ligações mercantis; Amalfi, Génova, Pisa e Veneza, dedicaram-se, antes do século XI, ao comércio marítimo, mantendo ligações económicas com Constantinopla e o Oriente. História A, 10º ano, Módulo 2 70
  • 71. A primeira cruzada em 1095, inicia o recuo do poder muçulmano no Mediterrâneo, e a sua abertura ao comércio europeu; As cidades italianas concorriam entre si para fazerem chegar aos mercados europeus as especiarias, os tecidos, as pérolas, as pedras preciosas orientais; As especiarias eram o grande negócio das cidades italianas: leves e fáceis de transportar, garantiam uma grande margem de lucro; As cidades italianas foram as primeiras a cunharem moedas de ouro, como o florim de Florença e o ducado de Veneza; A sua atividade só sofrerá a concorrência dos portugueses quando no século XV atingirem a Índia. História A, 10º ano, Módulo 2 71
  • 72. As feiras de Champagne Nestes tempos os mercadores percorriam as estradas europeias vendendo os seus produtos; Em algumas regiões surgiram feiras periódicas, algumas vão atingir uma dimensão internacional; Algumas cidades oferecem condições vantajosas aos comerciantes, para os atrair, como isenção ou redução de impostos, facilidades de armazenamento e alojamento, garantiam a segurança, etc.; História A, 10º ano, Módulo 2 72
  • 73. Algumas das feiras mais importantes são as de Champagne, que se realizavam nas cidades de Lagny, Bar-sur-Aube, Provins e Troyes; Estavam situadas num ponto de encontro entre os comerciantes do Norte (Flandres, Hansa) e os mercadores do Sul (italianos); O calendário das feiras era organizado de maneira a durar todo o ano. História A, 10º ano, Módulo 2 73
  • 74. As novas práticas comerciais e financeiras Este desenvolvimento comercial levou à criação de novas técnicas comerciais; Os negócios, sobretudo os de longa distância implicavam muitos riscos, por isso surgiram as Sociedades comerciais, Seguros, Pagamentos em papel (cheque, letra de câmbio); História A, 10º ano, Módulo 2 74
  • 75. Desenvolve-se a atividade dos banqueiros e cambistas; Começam por aparecer nas feiras para cambiar as diferentes moedas em circulação, mas a sua atividade vai evoluindo e começam a aceitar depósitos, transferências, operações a crédito, isto é, começam a realizar as primeiras atividade bancárias; De início mal vistos pela Igreja, que condenava estas atividades, nomeadamente o empréstimo com juros, estas atividades financeiras desenvolvem-se a par do comércio e produção manufatureira; História A, 10º ano, Módulo 2 75
  • 76. A fragilidade do equilíbrio demográfico Durante a Idade Média, a morte, era uma presença constante; A mortalidade infantil era muito elevada; Fatores que contribuem para essa situação: Falta de higiene; Atraso na medicina; Fomes e pestes frequentes. História A, 10º ano, Módulo 2 76
  • 77. Um mau ano agrícola provocava imediata subida dos preços dos produtos agrícolas, e como consequência do pão; Os grupos sociais mais desfavorecidos são os mais atingidos; Quando alguns anos de más colheitas se sucediam a fome tomava proporções catastróficas; As fomes eram normalmente seguidas por epidemias (pestes) que rapidamente dizimavam uma população subnutrida; Se a estas causas lhe somarmos os efeitos da guerra, as mortes ultrapassavam os nascimentos e a população diminuía; Em épocas de paz e de boas colheitas a população crescia. História A, 10º ano, Módulo 2 77
  • 78. Os séculos XI a XIII correspondem a um período de paz e prosperidade; Embora tivessem existido períodos de fomes e epidemias, não tinham sido devastadoras; A população europeia estava em crescimento desde o ano mil. História A, 10º ano, Módulo 2 78
  • 79. A quebra demográfica do século XIV Nos finais do século XIII, o crescimento demográfico, tinha ultrapassado a capacidade de agricultura alimentar tanta gente; A agricultura intensiva tinha esgotado os solos; Mudanças climáticas (a primeira metade do século XIV, corresponde a anos de grande pluviosidade e de mais frio); A chuva intensa fazia apodrecer as sementes e as colheitas; A fome regressou ao Ocidente. História A, 10º ano, Módulo 2 79
  • 80. Por todo o lado há crises de subsistência; As fomes e as doenças começam a devastar o continente europeu; Eram interpretadas pelo homem da Idade Média como um castigo divino; Em 1348, a Peste Negra, atingiu o Ocidente; Veio da Ásia, trazida por marinheiros italianos (genoveses). Começa na Itália e rapidamente se propaga a toda a Europa; Era transmitida pelas pulgas dos ratos e fazia nascer tumefações (bubões) negros (azulados); Também se transmitia pelo ar, tornando o contágio fácil e rápido; As pessoas contaminadas morriam em 2 ou 3 dias; História A, 10º ano, Módulo 2 80
  • 81. História A, 10º ano, Módulo 2 81
  • 82. A fraca higiene das cidades medievais contribui para a rápida expansão da Peste Negra; Entre 1348 e 1350, calcula-se que cerca de um terço da população europeia tenha sido vítima da peste; Até ao século XVIII, as pestes assolaram a Europa, embora com dimensões menores que a Peste Negra; História A, 10º ano, Módulo 2 82
  • 83. A guerra também marcou o século XIV: civis, entre estados e revoltas populares; A mortalidade civil resulta da violência exercida sobre as populações e a destruição das colheitas. Conclusão Nos séculos XIV e XV (1330 a 1450), há uma quebra demográfica e a vida torna-se violenta. Esta a apresentação foi construída tendo por base o manual, O tempo da História, COUTO, Célia Pinto e outros, Porto Editora,2011, Porto História A, 10º ano, Módulo 2 83