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O espaço português – da formação à
fixação do território
Contexto
Portugal existe, como unidade política independente, desde o segundo quartel do
séc. XII.

Prof. Susana Simões

Formou-se no contexto da expansão demográfica e económica da Europa (sécs.
XI-XIII) e no contexto da Reconquista Cristã da Península Ibérica.

In, Horizonte da História, texto Ed. Vol.II
Prof. Susana Simões
In, Horizonte da História, texto Ed. Vol.II
A Reconquista cristã insere-se no quadro das Cruzadas – não foi um movimento
linear de avanço do norte para sul, mas sim um processo longo marcado por
momentos de avanços e recuos.

Prof. Susana Simões

Começa em 718-722, quando Pelágio derrotou os muçulmanos na batalha de
Covadonga e prolonga-se até 1492, com a conquista do reino de Granada.

Estátua de Pelágio em Covadonga

Estátua de Pelágio em Canas de Onis
A formação de Portugal no contexto da Reconquista Cristã
(sécs. XII-XIII)

Prof. Susana Simões

No processo da Reconquista formam-se vários reinos (Leão, Castela, Navarra e
Aragão) que receberam o apoio militar de cavaleiros de outros reinos europeus. É
neste contexto que, ao serviço do rei de Leão, surge D. Henrique de Borgonha que,
pelos serviços prestados, receberá o Condado Portucalense em 1096.

Conde D. Henrique

Condado Portucalense
D. Afonso Henriques segue a política de Reconquista iniciada por seu pai e
procura a autonomia relativamente ao reino de Leão e Castela, recusando a
autoridade do seu primo Afonso VII.

Objetivos de D. Afonso Henriques

- Ver reconhecido Portugal como
reino independente, quer pelos
outros reinos, quer pela Santa Sé;
Alargar
as
fronteiras
do
território, prosseguindo com a
Reconquista;

Prof. Susana Simões

- Conquistar a independência
relativamente ao reino de Leão e
Castela ;
Para atingir os seus objetivos, Afonso Henriques:

Coleção do Museu da Assembleia da República: Batalha de São Mamede - assinada A. Lino e datada de 1922
(http://www.parlamento.pt/VisitaParlamento/Paginas/SalaAcacioLino.aspx)

- Luta contra Afonso VII de Leão e Castela para ver reconhecida a
independência do reino, o que acontecerá na Conferência de Zamora (1143). O
fim da sujeição a Castela ficará formalizado na Bula Manifestis Probatum
(1179);

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- Luta contra os partidários de sua mãe na Batalha de S. Mamede (1128);
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- Luta contra os muçulmanos, reconquistando os territórios de Lisboa, Santarém,
Alcácer do Sal (1158) e Évora (1165).

In, Horizonte da História, texto Ed. Vol.II
O alargamento das fronteiras prossegue com os sucessores de D. Afonso
Henriques:

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D. Sancho I (1185-1211) - a Reconquista avança até ao Algarve, mas depois
perdem-se, para os almóadas todas as praças conquistadas a sul do Tejo, com
exceção de Évora;

In, Horizonte da História, texto Ed. Vol.II
D. Afonso II (1211-1223) ocupou-se mais com a administração do território e
descurou a ação militar;
D. Sancho II (1223-1245) avançou até ao Alentejo e ocupou parte do Algarve;

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D. Afonso III (1248-1279) concluiu a conquista do Algarve.

In, Horizonte da História, texto Ed. Vol.II
A conquista do Algarve representou o fim da Reconquista.
A consolidação definitiva das
fronteiras ocorre já no reinado
de D. Dinis com o Tratado de
Alcanises (1297) estabelecido
com D. Fernando IV de Castela,
no qual se definem as fronteiras
dos dois reinos peninsulares.
D. Fernando IV,
de Leão e Castela

A estabilidade das fronteiras e a paz com Castela permitem:
- internamente, o avanço no processo de centralização do poder real iniciado por D.
Afonso II;
- externamente, a afirmação de Portugal no quadro político da Península Ibérica;

Prof. Susana Simões

D. Dinis
Síntese
A formação de Portugal integra-se no contexto da Reconquista Cristã da Península
Ibérica;
A Reconquista integra-se no espírito das Cruzadas e foi apoiada pela Santa Sé que
atribuiu bulas papais aos reis peninsulares que combatiam os muçulmanos,
outorgando privilégios reais ou concedendo indulgências àqueles que
participavam na luta.

Prof. Susana Simões

Neste processo destaca-se a ação
da ordens religiosas-militares,
fundadas no contexto das
Cruzadas e introduzidas na
Península Ibérica no séc. XII:
Ordem do Templo (Templários),
do Hospital (Hospitalários), de
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O espaço português: da formação à fixação do território

  • 1. O espaço português – da formação à fixação do território
  • 2. Contexto Portugal existe, como unidade política independente, desde o segundo quartel do séc. XII. Prof. Susana Simões Formou-se no contexto da expansão demográfica e económica da Europa (sécs. XI-XIII) e no contexto da Reconquista Cristã da Península Ibérica. In, Horizonte da História, texto Ed. Vol.II
  • 3. Prof. Susana Simões In, Horizonte da História, texto Ed. Vol.II
  • 4. A Reconquista cristã insere-se no quadro das Cruzadas – não foi um movimento linear de avanço do norte para sul, mas sim um processo longo marcado por momentos de avanços e recuos. Prof. Susana Simões Começa em 718-722, quando Pelágio derrotou os muçulmanos na batalha de Covadonga e prolonga-se até 1492, com a conquista do reino de Granada. Estátua de Pelágio em Covadonga Estátua de Pelágio em Canas de Onis
  • 5. A formação de Portugal no contexto da Reconquista Cristã (sécs. XII-XIII) Prof. Susana Simões No processo da Reconquista formam-se vários reinos (Leão, Castela, Navarra e Aragão) que receberam o apoio militar de cavaleiros de outros reinos europeus. É neste contexto que, ao serviço do rei de Leão, surge D. Henrique de Borgonha que, pelos serviços prestados, receberá o Condado Portucalense em 1096. Conde D. Henrique Condado Portucalense
  • 6. D. Afonso Henriques segue a política de Reconquista iniciada por seu pai e procura a autonomia relativamente ao reino de Leão e Castela, recusando a autoridade do seu primo Afonso VII. Objetivos de D. Afonso Henriques - Ver reconhecido Portugal como reino independente, quer pelos outros reinos, quer pela Santa Sé; Alargar as fronteiras do território, prosseguindo com a Reconquista; Prof. Susana Simões - Conquistar a independência relativamente ao reino de Leão e Castela ;
  • 7. Para atingir os seus objetivos, Afonso Henriques: Coleção do Museu da Assembleia da República: Batalha de São Mamede - assinada A. Lino e datada de 1922 (http://www.parlamento.pt/VisitaParlamento/Paginas/SalaAcacioLino.aspx) - Luta contra Afonso VII de Leão e Castela para ver reconhecida a independência do reino, o que acontecerá na Conferência de Zamora (1143). O fim da sujeição a Castela ficará formalizado na Bula Manifestis Probatum (1179); Prof. Susana Simões - Luta contra os partidários de sua mãe na Batalha de S. Mamede (1128);
  • 8. Prof. Susana Simões - Luta contra os muçulmanos, reconquistando os territórios de Lisboa, Santarém, Alcácer do Sal (1158) e Évora (1165). In, Horizonte da História, texto Ed. Vol.II
  • 9. O alargamento das fronteiras prossegue com os sucessores de D. Afonso Henriques: Prof. Susana Simões D. Sancho I (1185-1211) - a Reconquista avança até ao Algarve, mas depois perdem-se, para os almóadas todas as praças conquistadas a sul do Tejo, com exceção de Évora; In, Horizonte da História, texto Ed. Vol.II
  • 10. D. Afonso II (1211-1223) ocupou-se mais com a administração do território e descurou a ação militar; D. Sancho II (1223-1245) avançou até ao Alentejo e ocupou parte do Algarve; Prof. Susana Simões D. Afonso III (1248-1279) concluiu a conquista do Algarve. In, Horizonte da História, texto Ed. Vol.II
  • 11. A conquista do Algarve representou o fim da Reconquista. A consolidação definitiva das fronteiras ocorre já no reinado de D. Dinis com o Tratado de Alcanises (1297) estabelecido com D. Fernando IV de Castela, no qual se definem as fronteiras dos dois reinos peninsulares. D. Fernando IV, de Leão e Castela A estabilidade das fronteiras e a paz com Castela permitem: - internamente, o avanço no processo de centralização do poder real iniciado por D. Afonso II; - externamente, a afirmação de Portugal no quadro político da Península Ibérica; Prof. Susana Simões D. Dinis
  • 12. Síntese A formação de Portugal integra-se no contexto da Reconquista Cristã da Península Ibérica; A Reconquista integra-se no espírito das Cruzadas e foi apoiada pela Santa Sé que atribuiu bulas papais aos reis peninsulares que combatiam os muçulmanos, outorgando privilégios reais ou concedendo indulgências àqueles que participavam na luta. Prof. Susana Simões Neste processo destaca-se a ação da ordens religiosas-militares, fundadas no contexto das Cruzadas e introduzidas na Península Ibérica no séc. XII: Ordem do Templo (Templários), do Hospital (Hospitalários), de Calatrava e de Santiago (de Espada); Ordem dos Hospitalários Ordem dos Templários,
  • 13. Prof. Susana Simões As imagens sem fonte identificada foram retiradas da Internet.