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Capítulos 10 e 11 - O Império e a decadência de Roma
Gladiador joga rede contra adversário. Diferentemente do que acontecia no Império
Romano, não houve informações sobre mortes no evento.
A Pax Romana
Ao assumir o poder, Otávio apresentou-se como defensor da paz e
conservou a instituições republicanas, dando uma aparência de legalidade
ao regime. Paralelamente, acumulou títulos e poderes, entre os quais:
Príncipe (líder do Senado e o primeiro dos cidadãos); Augusto (venerado);
Imperador (comandante supremo dos exércitos). Podia vetar leis, convocar
o Senado e as assembleias e intervir militarmente em Roma ou qualquer
parte do império. Assim, em 27 a. C. começava o chamado Império
Romano.
O governo de Otávio Augusto (27 a.C. - 14 d.C.) promoveu reformas de
grande impacto social que aumentaram sua popularidade:
• Organizou o império e definiu suas fronteiras com tropas de defesa;
• Distribuiu terras aos soldados, instituiu a aposentadoria militar e
distribuiu trigo á plebe;
• Assumiu a administração de algumas províncias (Egito) e confiou a
administração das demais ao Senado;
• Modernizou a cidade de Roma, que ganhou um prefeito e o corpo de
bombeiros.
Capítulo 10 e 11 - O Imperio e a decadência de Roma
Com um conjunto de medidas, o governo de
Otávio Augusto inaugurou um período de
estabilidade politica conhecido como Pax Romana,
que durou aproximadamente 200 anos. As
principais cidades do Império foram modernizadas,
ganhando estradas, teatros, edifícios públicos,
aquedutos e fontes. Por volta de 117 d.C., no
governo imperador Trajano, o império romano
atingiu sua máxima extensão. Foi uma época de
crescimento econômico, expansão e dinamização
do comércio, graças à infraestrutura e o uso de
uma moeda única, o denário.
Capítulo 10 e 11 - O Imperio e a decadência de Roma
A sociedade imperial romana apresentava grande disparidade entre ricos e
pobres, cidadãos, não cidadãos e escravos. Em outras palavras, era uma
sociedade rigidamente estratificada. As mulheres, em geral, eram
subordinadas aos homens. Eram sobretudo, donas de casa, castas e
modestas. Já os homens eram respeitados por sua dedicação à vida
pública e à família. O casamento tinha a finalidade de gera herdeiros.
A desigualdade na
sociedade imperial romana
refletia-se também nos
diversos tipos de moradia.
Vejamos algumas delas:
Villa: Grandes propriedades rurais decoradas com mosaicos e pinturas murais; as villae
eram rodeadas por uma área agrícola.
Domus: Casa das famílias ricas das cidades.
Insulae: moradias precárias alugadas para a população pobre romana,
não possuíam iluminação adequada e nem tratamento de esgoto.
Banhos Públicos - Terma era o nome usado para designar os locais
destinados aos banhos públicos. Esses banhos públicos podiam ter
diversas finalidades, entre as quais a higiene corporal e a terapia pela água
com propriedades medicinais; em geral as manhãs eram reservadas às
mulheres e as tardes aos homens.
Diversão e lazer na Roma Antiga
Banhos públicos femininos na Roma Antiga
Banhos públicos masculinos na Roma Antiga
Corridas de Carros - A antiga e violenta corrida de bigas era uma tradição na
Roma antiga. Com poucas regras e altamente trapaceira era apenas uma das
formas de entretenimento para as pessoas. Biga é um carro de guerra de duas
rodas, movido por cavalos. Foi usada durante a Antiguidade como carro de
combate, durante as idades do Bronze e do Ferro. Permaneceu sendo utilizada
com algumas adaptações como transporte, em procissões e em jogos assim
que se tornou obsoleta na história militar.
Nos anfiteatros ocorriam as lutas de gladiadores e destes com as feras
famintas. Na arena, os gladiadores entravam armados de capacete, lanças,
espadas, escudo, redes, etc. e lutavam até que um deles tombasse. Então o
perdedor oferecia seu pescoço ao vencedor, e na verdade era o publico que
escolhia que ele fosse executado ou não, indicando os polegares pra cima ou
pra baixo.
Os anfiteatros: espaços de glória e morte
O legado romano é uma marca fortemente presente nas culturas
ocidentais atuais, sobretudo nas áreas jurídica e linguística. Vejamos alguns
deles:
• Arquitetura e Engenharia - Os romanos desenvolveram várias técnicas
arquitetônicas para construir grandes templos, palácios, estádios, aquedutos,
anfiteatros e prédios públicos, com uma eficiência construtiva foi tão grande,
que muitos delas chegaram até os dias atuais. Estas técnicas foram muito
utilizadas pelas sociedades seguintes, sendo que muitas delas estão presentes
até hoje nas construções de prédios, casas, igrejas, etc. Os romanos também
se destacaram na construção de estradas, ligando Roma a diversas províncias
sob seu controle. Eram principalmente para uso militar.
• O Direito Romano - Para administrar o gigantesco império e criar ordem
dentro das cidades, os romanos desenvolveram leis que posteriormente
deram origem aos Códigos Jurídicos. Surgiu assim o Direito Romano que foi
usado como base para as futuras sociedades do ocidente, chegando até os
dias atuais com modificações e adaptações.
Basicamente havia três categorias do Direito Romano: Direito Privado (leis
voltadas para as famílias); Direito Estrangeiro (leis para os estrangeiros) e
Direito Público (leis para os cidadãos romanos). Deste último, surgiu o Código
Civil, muito presente nos países ocidentais da atualidade
No campo da literatura os romanos foram bastante
influenciados pelos gregos, na forma e no conteúdo.
Horácio (85-8 a.C.) e Virgílio (70-19 a.C.) destacaram-
se na poesia. A obra mais famosa dessa época é a
Eneida, de Virgílio, que mostra o papel de Roma e
Augusto na história do mundo. Começa com a
chegada de Enéias e vai até o momento em que a
cidade se tomou senhora do mundo
Na História, Tito Lívio, em sua obra História de Roma,
declara: “(…) sentir-me-ei feliz por ter contribuído com
esta história, para lembrar os altos feitos do primeiro
povo do mundo”.
A literatura romana
Na prosa destacou-se o senador e jurista Cícero (106-43 a.C.), cuja
obra é divulgada nas escolas do mundo todo. Cícero foi uma peça
chave contra Catilina, senador populista, com vocação de ditador. Com
sua oratória e a força das suas famosas Catilinárias, ele derrotou a
Conjuração de Catilina.
As primeiras palavras da mais famosa das Catilinárias são: “Até
quando, Catilina, abusarás de nossa paciência? Por quanto tempo
ainda há de zombar de nós a tua loucura? A que extremos se há de
precipitar a tua audácia desenfreada? (….) Nem os temores do povo,
nem a confluência dos homens honestos, neste local protegido do
Senado, nem a expressão do voto destas pessoas, nada consegue te
perturbar? Não percebes que teus planos foram descobertos? Não vês
que tua conspiração foi dominada pelos que a conhecem? Quem, entre
nós, pensas tu que ignora o que fizeste na noite passada e na
precedente, onde estiveste, a quem convocaste, que deliberações
foram as tuas? O tempora, o mores! [Oh, tempos, oh, costumes!]”.
A literatura romana
A religião sempre desempenhou um papel fundamental entre os
romanos. Durante muito tempo, os romanos foram politeístas e
animistas. Além disso, cultuavam divindades domésticas. As
famílias se reuniam para adorar seus ancestrais no culto aos
“lares”. Nas casas havia uma capela – o lararium – e um altar
com um fogo aceso, onde as pessoas se reuniam para fazer
oferendas e orações. Também eram adorados os penates,
deuses protetores das dispensas e dos víveres domésticos. Na
esfera pública, religião e política se sobrepunham. Os sacerdotes
formavam um subgrupo de elite que dava conselhos políticos e
faziam rituais e sacrifícios.
Muitos deuses romanos eram estrangeiros, sobretudo gregos:
Júpiter - Zeus; Vênus - Afrodite. Com Otávio, o culto religioso
concentrou-se também na figura do imperador, que, ao adotar o
nome Augusto, passou a ser considerado um deus.
A religião romana
No final da República, parte da população passou a seguir doutrinas que pregavam o
aperfeiçoamento interior e a crença na vida após a morte. Surgia nessa época o
cristianismo, religião monoteísta, originária do judaísmo. O cristianismo baseia-se
nos ensinamentos de Jesus, que viveu na Palestina, no século I d.C., época em que a
região era dominada pelos romanos. Os cristãos acreditam que Jesus é o filho de
Deus, enviado à Terra para pregar o amor ao próximo e redimir a humanidade de
seus pecados.
Com sua doutrina, Jesus entrou em conflito com os sacerdotes judeus – que não
o reconheciam como o Messias enviado por Deus – e com as autoridades romanas,
para quem apenas o imperador tinha caráter divino. Além disso, ele pregava o amor
universal, sem distinção entre ricos e pobres. Considerado perigoso pelos
grupos dominantes, Jesus foi condenado a morrer na cruz.
Após sua morte, os seguidores de Jesus (chamado de Cristo, em grego significa “o
ungido”) se espalharam por diversas regiões e passaram a divulgar seus
ensinamentos. A partir de então, o cristianismo alcançou uma rápida difusão.
Durante certo tempo, os imperadores romanos viram na nova religião uma ameaça a
seu poder e perseguiram as comunidades cristãs. Em 313, o imperador Constantino
deu liberdade de culto aos cristãos. Em 391, Teodósio transformou o cristianismo na
religião oficial do Império Romano.
O advento do cristianismo
As catacumbas são cemitérios gigantescos, subterrâneos, onde gerações de
cristãos enterraram seus mortos. Para se livrar da perseguição, os cristãos
haviam convertido as catacumbas em intrincados labirintos. Porém, este
recurso não lhes salvou do ódio dos pagãos, encurralando-os e matando-os
como se fossem bestas ferozes.
A crise de Roma e o Império Bizantino
Durante os séculos I e II d.C., o Império Romano viveu uma época de
grande estabilidade. Porém, a partir do século III iniciou uma crise
prolongada, resultante de fatores internos e externos, que acabou
levando à desagregação do Império.
A crise no Império de Roma - Internamente, o problema era os
crescentes gastos com a administração do gigantesco Império. Para
diminuir esses gastos, os imperadores aumentavam os impostos e
desvalorizavam a moeda. Para a população significava uma grande
inflação, o que acabou provocando várias revoltas populares.
A partir do século III, a crise agravou-se em virtude de um fator
externo: a intensificação da pressão sobre o Império Romano. No
Oriente, os adversários eram os persas e no Ocidente eram os
germanos. Esses povos não falavam a língua nem adotavam os
costumes dos romanos, por isso eram chamados de bárbaros.
A crise de Roma e o Império Bizantino
A situação agravou-se quando os romanos não conseguiam mais
encontrar trabalho, nem pagar aluguel e nem comprar comida. Além
disso, tornaram-se alvo de ataques dos germanos, que há tempos
vinham penetrando no império de várias formas. Muitos então deixaram
as cidades e foram para o campo em busca de segurança e trabalho.
Assim, o artesanato e o comércio declinaram, as cidades se esvaziaram e
o Ocidente europeu viveu um processo de ruralização; mas a vida
urbana reduziu-se, não só pelo esvaziamento das cidades, mas também
pela destruição de muitas delas, por ataques e pilhagem e pelo
acentuado declínio demográfico causado pela morte em razão da fome,
das doenças e da guerra. Roma, que no século I tinha cerca de 1 milhão
de habitantes, chegou ao Século V com menos de 300 mil.
No campo, as terras cultiváveis estavam nas mãos de grandes
proprietários; então os pobres que para lá foram tiveram de trabalhar
para esses proprietários no sistema de colonato. O colono cultivava uma
pequena parcela das terras do proprietário e, como pagamento pelo uso
dessa terra, entregava a ela parte da sua colheita.
Soluções para a crise
Valendo-se da instabilidade do governo imperial, sediado em Roma, os
generais do Exército, apoiados por seus soldados, passaram a disputar o
cargo de imperador pelas armas. Muitos imperadores dos séculos IV e V
eram generais nascidos nas províncias que tomaram o poder à força,
fenômeno conhecido como anarquia militar. Alguns imperadores
buscaram soluções para enfrentar essa crise econômica, política e
militar.
Para conter a crise e melhorar a defesa do Império, em 285, Diocleciano
criou a tetrarquia. Com essa repartição, o Império passou a ter quatro
capitais, enquanto Roma (que deixara de ser sede do Império) e o
Senado perdiam o lugar de destaque ocupado até então. Com essa
reforma, Diocleciano conseguiu tornar o Império mais governável e
reunir forças para repelir invasões, mas, ao abdicar por motivo de
doença, em 305, reinstalou-se a anarquia militar.
Soluções para a crise
Em 324, depois de uma violenta disputa entre generais do Exército,
o Império voltou a ter um único imperador: Constantino, que
combateu os invasores e, ao mesmo tempo, por medida de
segurança, mudou a capital do império (de Roma) para Bizâncio;
aquela cidade foi reconstruída e, em homenagem ao imperador foi
chamada de Constantinopla.
Outra tentativa de defender o Império e melhorar sua administração
foi posta em prática pelo imperador Teodósio: em 395 ele dividiu o
território romano em duas partes:
• Império Romano do Oriente (com capital em Constantinopla); e
• Império Romano do Ocidente (com capital em Ravena, depois
transferida para Milão).
No entanto, a penetração dos germanos se intensificou.
Os germanos
Os povos germanos habitavam a Germânia, região da Europa situada ao norte
dos rios Reno e Danúbio. Culturalmente diferentes entre si, tinham em comum
uma dedicação quase integral à guerra e à agricultura. A frâncica, instrumento
típico dos germanos, servia ao mesmo tempo como uma arma e como uma
ferramenta de trabalho; na guerra, servia como lança e, na agricultura, era usada
para resolver e preparar a terra para o plantio.
Migrações e invasões germânicas - Na segunda metade do século IV, os hunos,
cavaleiros nômades da Ásia, dedicados à caça e à rapinagem (roubo), se
lançaram sobre os germanos; estes, por sua vez, multiplicaram seus ataques ao
Império. Durante um desses ataques, Alarico, chefe dos visigodos, sitiou Roma
exigindo 4 mil libras de ouro, armas e sua nomeação como cônsul. Diante da
recusa, ele saqueou a cidade durante 3 dias (em agosto de 410) e depois partiu.
Aos poucos, os germanos começaram a vencer os romanos em várias frentes.
Em 476, finalmente, Roma caiu nas mãos dos hérulos, “bárbaros” chefiados por
Odoacro. Com isso, chegava ao fim o Império Romano do Ocidente. Já o
Império Romano do Oriente sobreviveu ainda por cerca de 1000 anos, com o
nome de Império Bizantino.
Os germanos
Capítulo 10 e 11 - O Imperio e a decadência de Roma
BIBLIOGRAFIA:
Alfredo Boulos Junior
História Sociedade e Cidadania
1º Ano
FTD - 2015
Capítulo 10 e 11 - O Imperio e a decadência de Roma

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Capítulo 10 e 11 - O Imperio e a decadência de Roma

  • 1. Capítulos 10 e 11 - O Império e a decadência de Roma Gladiador joga rede contra adversário. Diferentemente do que acontecia no Império Romano, não houve informações sobre mortes no evento.
  • 2. A Pax Romana Ao assumir o poder, Otávio apresentou-se como defensor da paz e conservou a instituições republicanas, dando uma aparência de legalidade ao regime. Paralelamente, acumulou títulos e poderes, entre os quais: Príncipe (líder do Senado e o primeiro dos cidadãos); Augusto (venerado); Imperador (comandante supremo dos exércitos). Podia vetar leis, convocar o Senado e as assembleias e intervir militarmente em Roma ou qualquer parte do império. Assim, em 27 a. C. começava o chamado Império Romano. O governo de Otávio Augusto (27 a.C. - 14 d.C.) promoveu reformas de grande impacto social que aumentaram sua popularidade: • Organizou o império e definiu suas fronteiras com tropas de defesa; • Distribuiu terras aos soldados, instituiu a aposentadoria militar e distribuiu trigo á plebe; • Assumiu a administração de algumas províncias (Egito) e confiou a administração das demais ao Senado; • Modernizou a cidade de Roma, que ganhou um prefeito e o corpo de bombeiros.
  • 4. Com um conjunto de medidas, o governo de Otávio Augusto inaugurou um período de estabilidade politica conhecido como Pax Romana, que durou aproximadamente 200 anos. As principais cidades do Império foram modernizadas, ganhando estradas, teatros, edifícios públicos, aquedutos e fontes. Por volta de 117 d.C., no governo imperador Trajano, o império romano atingiu sua máxima extensão. Foi uma época de crescimento econômico, expansão e dinamização do comércio, graças à infraestrutura e o uso de uma moeda única, o denário.
  • 6. A sociedade imperial romana apresentava grande disparidade entre ricos e pobres, cidadãos, não cidadãos e escravos. Em outras palavras, era uma sociedade rigidamente estratificada. As mulheres, em geral, eram subordinadas aos homens. Eram sobretudo, donas de casa, castas e modestas. Já os homens eram respeitados por sua dedicação à vida pública e à família. O casamento tinha a finalidade de gera herdeiros.
  • 7. A desigualdade na sociedade imperial romana refletia-se também nos diversos tipos de moradia. Vejamos algumas delas:
  • 8. Villa: Grandes propriedades rurais decoradas com mosaicos e pinturas murais; as villae eram rodeadas por uma área agrícola.
  • 9. Domus: Casa das famílias ricas das cidades.
  • 10. Insulae: moradias precárias alugadas para a população pobre romana, não possuíam iluminação adequada e nem tratamento de esgoto.
  • 11. Banhos Públicos - Terma era o nome usado para designar os locais destinados aos banhos públicos. Esses banhos públicos podiam ter diversas finalidades, entre as quais a higiene corporal e a terapia pela água com propriedades medicinais; em geral as manhãs eram reservadas às mulheres e as tardes aos homens. Diversão e lazer na Roma Antiga
  • 12. Banhos públicos femininos na Roma Antiga
  • 13. Banhos públicos masculinos na Roma Antiga
  • 14. Corridas de Carros - A antiga e violenta corrida de bigas era uma tradição na Roma antiga. Com poucas regras e altamente trapaceira era apenas uma das formas de entretenimento para as pessoas. Biga é um carro de guerra de duas rodas, movido por cavalos. Foi usada durante a Antiguidade como carro de combate, durante as idades do Bronze e do Ferro. Permaneceu sendo utilizada com algumas adaptações como transporte, em procissões e em jogos assim que se tornou obsoleta na história militar.
  • 15. Nos anfiteatros ocorriam as lutas de gladiadores e destes com as feras famintas. Na arena, os gladiadores entravam armados de capacete, lanças, espadas, escudo, redes, etc. e lutavam até que um deles tombasse. Então o perdedor oferecia seu pescoço ao vencedor, e na verdade era o publico que escolhia que ele fosse executado ou não, indicando os polegares pra cima ou pra baixo. Os anfiteatros: espaços de glória e morte
  • 16. O legado romano é uma marca fortemente presente nas culturas ocidentais atuais, sobretudo nas áreas jurídica e linguística. Vejamos alguns deles: • Arquitetura e Engenharia - Os romanos desenvolveram várias técnicas arquitetônicas para construir grandes templos, palácios, estádios, aquedutos, anfiteatros e prédios públicos, com uma eficiência construtiva foi tão grande, que muitos delas chegaram até os dias atuais. Estas técnicas foram muito utilizadas pelas sociedades seguintes, sendo que muitas delas estão presentes até hoje nas construções de prédios, casas, igrejas, etc. Os romanos também se destacaram na construção de estradas, ligando Roma a diversas províncias sob seu controle. Eram principalmente para uso militar. • O Direito Romano - Para administrar o gigantesco império e criar ordem dentro das cidades, os romanos desenvolveram leis que posteriormente deram origem aos Códigos Jurídicos. Surgiu assim o Direito Romano que foi usado como base para as futuras sociedades do ocidente, chegando até os dias atuais com modificações e adaptações. Basicamente havia três categorias do Direito Romano: Direito Privado (leis voltadas para as famílias); Direito Estrangeiro (leis para os estrangeiros) e Direito Público (leis para os cidadãos romanos). Deste último, surgiu o Código Civil, muito presente nos países ocidentais da atualidade
  • 17. No campo da literatura os romanos foram bastante influenciados pelos gregos, na forma e no conteúdo. Horácio (85-8 a.C.) e Virgílio (70-19 a.C.) destacaram- se na poesia. A obra mais famosa dessa época é a Eneida, de Virgílio, que mostra o papel de Roma e Augusto na história do mundo. Começa com a chegada de Enéias e vai até o momento em que a cidade se tomou senhora do mundo Na História, Tito Lívio, em sua obra História de Roma, declara: “(…) sentir-me-ei feliz por ter contribuído com esta história, para lembrar os altos feitos do primeiro povo do mundo”. A literatura romana
  • 18. Na prosa destacou-se o senador e jurista Cícero (106-43 a.C.), cuja obra é divulgada nas escolas do mundo todo. Cícero foi uma peça chave contra Catilina, senador populista, com vocação de ditador. Com sua oratória e a força das suas famosas Catilinárias, ele derrotou a Conjuração de Catilina. As primeiras palavras da mais famosa das Catilinárias são: “Até quando, Catilina, abusarás de nossa paciência? Por quanto tempo ainda há de zombar de nós a tua loucura? A que extremos se há de precipitar a tua audácia desenfreada? (….) Nem os temores do povo, nem a confluência dos homens honestos, neste local protegido do Senado, nem a expressão do voto destas pessoas, nada consegue te perturbar? Não percebes que teus planos foram descobertos? Não vês que tua conspiração foi dominada pelos que a conhecem? Quem, entre nós, pensas tu que ignora o que fizeste na noite passada e na precedente, onde estiveste, a quem convocaste, que deliberações foram as tuas? O tempora, o mores! [Oh, tempos, oh, costumes!]”. A literatura romana
  • 19. A religião sempre desempenhou um papel fundamental entre os romanos. Durante muito tempo, os romanos foram politeístas e animistas. Além disso, cultuavam divindades domésticas. As famílias se reuniam para adorar seus ancestrais no culto aos “lares”. Nas casas havia uma capela – o lararium – e um altar com um fogo aceso, onde as pessoas se reuniam para fazer oferendas e orações. Também eram adorados os penates, deuses protetores das dispensas e dos víveres domésticos. Na esfera pública, religião e política se sobrepunham. Os sacerdotes formavam um subgrupo de elite que dava conselhos políticos e faziam rituais e sacrifícios. Muitos deuses romanos eram estrangeiros, sobretudo gregos: Júpiter - Zeus; Vênus - Afrodite. Com Otávio, o culto religioso concentrou-se também na figura do imperador, que, ao adotar o nome Augusto, passou a ser considerado um deus. A religião romana
  • 20. No final da República, parte da população passou a seguir doutrinas que pregavam o aperfeiçoamento interior e a crença na vida após a morte. Surgia nessa época o cristianismo, religião monoteísta, originária do judaísmo. O cristianismo baseia-se nos ensinamentos de Jesus, que viveu na Palestina, no século I d.C., época em que a região era dominada pelos romanos. Os cristãos acreditam que Jesus é o filho de Deus, enviado à Terra para pregar o amor ao próximo e redimir a humanidade de seus pecados. Com sua doutrina, Jesus entrou em conflito com os sacerdotes judeus – que não o reconheciam como o Messias enviado por Deus – e com as autoridades romanas, para quem apenas o imperador tinha caráter divino. Além disso, ele pregava o amor universal, sem distinção entre ricos e pobres. Considerado perigoso pelos grupos dominantes, Jesus foi condenado a morrer na cruz. Após sua morte, os seguidores de Jesus (chamado de Cristo, em grego significa “o ungido”) se espalharam por diversas regiões e passaram a divulgar seus ensinamentos. A partir de então, o cristianismo alcançou uma rápida difusão. Durante certo tempo, os imperadores romanos viram na nova religião uma ameaça a seu poder e perseguiram as comunidades cristãs. Em 313, o imperador Constantino deu liberdade de culto aos cristãos. Em 391, Teodósio transformou o cristianismo na religião oficial do Império Romano. O advento do cristianismo
  • 21. As catacumbas são cemitérios gigantescos, subterrâneos, onde gerações de cristãos enterraram seus mortos. Para se livrar da perseguição, os cristãos haviam convertido as catacumbas em intrincados labirintos. Porém, este recurso não lhes salvou do ódio dos pagãos, encurralando-os e matando-os como se fossem bestas ferozes.
  • 22. A crise de Roma e o Império Bizantino Durante os séculos I e II d.C., o Império Romano viveu uma época de grande estabilidade. Porém, a partir do século III iniciou uma crise prolongada, resultante de fatores internos e externos, que acabou levando à desagregação do Império. A crise no Império de Roma - Internamente, o problema era os crescentes gastos com a administração do gigantesco Império. Para diminuir esses gastos, os imperadores aumentavam os impostos e desvalorizavam a moeda. Para a população significava uma grande inflação, o que acabou provocando várias revoltas populares. A partir do século III, a crise agravou-se em virtude de um fator externo: a intensificação da pressão sobre o Império Romano. No Oriente, os adversários eram os persas e no Ocidente eram os germanos. Esses povos não falavam a língua nem adotavam os costumes dos romanos, por isso eram chamados de bárbaros.
  • 23. A crise de Roma e o Império Bizantino A situação agravou-se quando os romanos não conseguiam mais encontrar trabalho, nem pagar aluguel e nem comprar comida. Além disso, tornaram-se alvo de ataques dos germanos, que há tempos vinham penetrando no império de várias formas. Muitos então deixaram as cidades e foram para o campo em busca de segurança e trabalho. Assim, o artesanato e o comércio declinaram, as cidades se esvaziaram e o Ocidente europeu viveu um processo de ruralização; mas a vida urbana reduziu-se, não só pelo esvaziamento das cidades, mas também pela destruição de muitas delas, por ataques e pilhagem e pelo acentuado declínio demográfico causado pela morte em razão da fome, das doenças e da guerra. Roma, que no século I tinha cerca de 1 milhão de habitantes, chegou ao Século V com menos de 300 mil. No campo, as terras cultiváveis estavam nas mãos de grandes proprietários; então os pobres que para lá foram tiveram de trabalhar para esses proprietários no sistema de colonato. O colono cultivava uma pequena parcela das terras do proprietário e, como pagamento pelo uso dessa terra, entregava a ela parte da sua colheita.
  • 24. Soluções para a crise Valendo-se da instabilidade do governo imperial, sediado em Roma, os generais do Exército, apoiados por seus soldados, passaram a disputar o cargo de imperador pelas armas. Muitos imperadores dos séculos IV e V eram generais nascidos nas províncias que tomaram o poder à força, fenômeno conhecido como anarquia militar. Alguns imperadores buscaram soluções para enfrentar essa crise econômica, política e militar. Para conter a crise e melhorar a defesa do Império, em 285, Diocleciano criou a tetrarquia. Com essa repartição, o Império passou a ter quatro capitais, enquanto Roma (que deixara de ser sede do Império) e o Senado perdiam o lugar de destaque ocupado até então. Com essa reforma, Diocleciano conseguiu tornar o Império mais governável e reunir forças para repelir invasões, mas, ao abdicar por motivo de doença, em 305, reinstalou-se a anarquia militar.
  • 25. Soluções para a crise Em 324, depois de uma violenta disputa entre generais do Exército, o Império voltou a ter um único imperador: Constantino, que combateu os invasores e, ao mesmo tempo, por medida de segurança, mudou a capital do império (de Roma) para Bizâncio; aquela cidade foi reconstruída e, em homenagem ao imperador foi chamada de Constantinopla. Outra tentativa de defender o Império e melhorar sua administração foi posta em prática pelo imperador Teodósio: em 395 ele dividiu o território romano em duas partes: • Império Romano do Oriente (com capital em Constantinopla); e • Império Romano do Ocidente (com capital em Ravena, depois transferida para Milão). No entanto, a penetração dos germanos se intensificou.
  • 26. Os germanos Os povos germanos habitavam a Germânia, região da Europa situada ao norte dos rios Reno e Danúbio. Culturalmente diferentes entre si, tinham em comum uma dedicação quase integral à guerra e à agricultura. A frâncica, instrumento típico dos germanos, servia ao mesmo tempo como uma arma e como uma ferramenta de trabalho; na guerra, servia como lança e, na agricultura, era usada para resolver e preparar a terra para o plantio. Migrações e invasões germânicas - Na segunda metade do século IV, os hunos, cavaleiros nômades da Ásia, dedicados à caça e à rapinagem (roubo), se lançaram sobre os germanos; estes, por sua vez, multiplicaram seus ataques ao Império. Durante um desses ataques, Alarico, chefe dos visigodos, sitiou Roma exigindo 4 mil libras de ouro, armas e sua nomeação como cônsul. Diante da recusa, ele saqueou a cidade durante 3 dias (em agosto de 410) e depois partiu. Aos poucos, os germanos começaram a vencer os romanos em várias frentes. Em 476, finalmente, Roma caiu nas mãos dos hérulos, “bárbaros” chefiados por Odoacro. Com isso, chegava ao fim o Império Romano do Ocidente. Já o Império Romano do Oriente sobreviveu ainda por cerca de 1000 anos, com o nome de Império Bizantino.
  • 29. BIBLIOGRAFIA: Alfredo Boulos Junior História Sociedade e Cidadania 1º Ano FTD - 2015