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ELETROTERAPIA
Agentes Elétricos – Circuitos elétricos
Cap 5: Agentes Elétricos
Circuitos
Prof: Cleanto Santos Vieira
ELETROTERAPIA
• Tipos de circuito.
• Uma corrente elétrica pode
fluir ao longo de uma via
(circuito em série), ou de
várias vias diferentes
(circuito em paralelo), ou
de uma combinação das
duas.
Cap 5: Agentes Elétricos
Circuitos
ELETROTERAPIA
• Circuitos em série.
• Nos circuitos em série, os elétrons têm apenas uma rota disponível para
trafegar.
• A corrente permanece a mesma em todos os componentes ao longo do
circuito e a resistência total é igual a soma dos resistores individuais.
Cap 5: Agentes Elétricos
Circuitos
Se sabemos que um potencial de 120v é aplicado a um
circuito com 60 ohms de resistência, a amperagem
pode ser calculada aplicando-se a Lei de Ohm.
I= V/R
I= 120V/60 ohms
I= 2 A
Se cada um dos resistores possui uma resistência
diferente (10ohms, 20ohms, e 30ohms), a voltagem
flutuará entre os resistores. Aplicando-se uma
derivação da Lei de Ohm, V= IR, a voltagem de cada
resistor pode ser medida como:
V1 = IR
V1 = 2 A X 10 ohms
V1 = 20 v
V2 = IR
V2 = 2 A X 20 ohms
V2 = 40 v
V3 = IR
V3 = 2 A X 30 ohms
V3 = 60 v
ELETROTERAPIA
• Circuito em paralelo.
• Os elétrons em um circuito paralelo têm três vias alternativas para percorrerem, tendendo a utilizar a via de menor resistência.
• Em um circuito paralelo as vias podem, depois dividir-se em outros circuitos em paralelo ou em série, mas em ambos os casos, cada
via possui sua própria amperagem e a voltagem permanece constante.
• Para calcular a resistência total de um circuito em paralelo, devemos nos lembra que o fluxo em cada via é inversamente proporcional
à sua resistência.
• Como a voltagem é constante, esse valor pode ser cancelado reciprocamente, podendo-se utilizar a recíproca matemática da
resistência (1/n).
• I = V/R
• I = 120 v/5,45 ohms
• I = 21,6 A
• Req = r1 x r2
• r1 +r2
• Req = 10 x 20
• 10 + 20
• Req = 200
• 30
• Req = 6,66
• Rt = Req x r3
• Req + r3
• Rt = 6,66 x 30
• 6,66 + 30
• Rt = _200__
• 36,66
• Rt = 5,45
Cap 5: Agentes Elétricos
Circuitos
A quantidade de corrente que flui através de
cada resistor (e via) é calcuda por:
I = V/R
I = 120V/10ohms
I = 12 A
I2 = V/R2
I2 = 120 v/20 ohms
I2 = 6 A
I3 = V/R3
I3 = 120 V/30 ohms
I3 = 4 A
ELETROTERAPIA
• Características dos geradores
elétricos.
• Podem ser acionadas por corrente
doméstica padrão (120 – 240v CA) ou
bateria (1,5v a 9v CD). Antes de
aplicada ao corpo essa corrente deve
ser transformada nos parâmetros de
estimulação desejados.
• Um gerador, molda a corrente (forma
de onda) utilizada pela modalidade.
• Cada elemento do forma de onda
exerce um efeito sobre a reação do
tecido ao fluxo de corrente.
Cap 5: Agentes Elétricos
Circuitos
ELETROTERAPIA
• Densidade da Corrente.
• Os efeitos fisiológicos da estimulação
elétrica estão relacionadas com a densidade
da corrente e da quantia de corrente por
unidade de área.
• A densidade da corrente é inversamente
proporcional ao tamanho do eletrôdo.
• Ex:
• Quando se aplica 46,5v em um eletrôdo de
10cm², a densidade da corrente resultante
será 4,65v por cm². Se a área do eletrôdo é
reduzida para a metada então a corrente
resultante será de 9,3v.
• E se diminuirmos a área do eletrôdo para
1cm², a corrente resultante será de 46,5 v.
• Quando se aumenta a densidade da
corrente aumenta-se a percepção do
estímulo.
Cap 5: Agentes Elétricos
Circuitos
ELETROTERAPIA
• Ciclo de funcionamento.
• É a proporção entre o tempo de corrente (LIGADO) e o tempo sem
corrente (DESLIGADO).
• São expresso em porcentagem.
• Calcula-se:
• Ciclo de funcionamento (%) = Tempo de corrente LIGADA x 100%
Tempo total do ciclo
= 10 segundos (LIGADO) x 100%
10s (LIGADO) + 10s (DESLIGADO)
= 10s x 100%
20s (Tempo total do ciclo)
= 0,5 x 100
= 50% de ciclo de funcionamento
Proporcionalmente seria = 10:20
= 1:2
Cap 5: Agentes Elétricos
Circuitos
ELETROTERAPIA
• O circuito do corpo.
• O corpo humano é uma massa de
tecidos e fluidos, que variam na
capacidade de conduzir
eletricidade.
• Essa capacidade de conduzir mais
ou menos eletricidade é
diretamente relacionada com a
quantidade de água do tecido.
• Quanto mais água mais
eletricidade conduz.
• Os tecidos são classificados como
excitáveis e não excitáveis.
Cap 5: Agentes Elétricos
Circuitos
Tecidos do corpo Humano
Tecidos excitáveis Tecidos não excitáveis
Fibras nervosas Ossos
Fibras musculares Cartilagem
Células sanguíneas Tendões
Membranas celulares Ligamentos
ELETROTERAPIA
• A camada mais externa da pele possui
um baixo conteúdo de água, o que a
torna um fraco condutor elétrico. Os
ossos, tendões, fáscias e tecido
adiposo também são fracos
condutores por seu baixo teor aquoso
(20 a 30%).
• Músculos, nervos e sangue tem alto
teor aquoso (70 a 75%), sendo bons
condutores elétricos.
• A corrente entra pelo corpo como um
circuito em série, mas como a
composição e textura da pele são
relativamente consistentes, só existe
um caminho para o fluxo, mas, nos
tecidos, a corrente pode se dirigir
para diferentes vias, formando um
circuito paralelo, pois a corrente
tende a seguir a via que ofereça
menor resistência.
Cap 5: Agentes Elétricos
Circuitos
ELETROTERAPIA
Métodos para redução da resistência Eletrôdo-Pele
Umedecer os eletrôdos com água ou gel condutor (eletrôdos de esponja ou
de borracha).
Remover a sujeira, oleosidade ou descamações da pele, lavando-a com água
a sabão, álcool ou acetona.
Aquecer a área com compressas úmidas quentes.
Lavar esfregando suavemente com papel de lixa fina.
Remover o excesso de pelos.
Saturar as esponjas com solução salina comercial (soro fisiológico), e não
com água de torneira.
Utilizar eletrôdos de prata.
Cap 5: Agentes Elétricos
Circuitos
ELETROTERAPIA
• Eletrodos.
• Eletrodos adequadamente preparados e colocados, aumentam a
eficiência da corrente elétrica, e também permitem maior conforto para o
paciente.
• Podem ser de metal, borracha, silicone empregnado com carbono ou
tecido de malha metálica.
• Em muitos casos é necessário um meio para reduzir a resistência entre a
pele e o eletrodo.
• Tipos de Eletrodos.
• - Eletrodos de metal, geralmente se utiliza esponjas umedecidas.
• - Eletrodos de borracha e carbono, pode-se também utilizar esponjas
umedecidas, gaze ou gel condutor.
• Para conduzir corrente as esponjas devem estar saturadas mas não
encharcadas de água (solução salina).
• Os géis condutores são agentes de ligação sem sal, projetados para
minimizar a resistência da pele ao eletrodo, sendo usados com eletrodos
de borracha, carbono ou de metal. Suas propriedades químicas permitem
seu uso por muito tempo.
• Antes de colocar o eletrodo na pele deve-se espalhar uma generosa
quantidade de gel em toda sua superfície condutora e deve ser girado
levemente para assegurar melhor distribuição do meio.
• Os eletrodos não adesivos são geralmente fixados com faixas elásticas em
TTOs de curta duração, nos TTOs de longa duração deve-se utilizar
eletrodos auto-adesivos ou fita crepe (3m, scoth). Deves-se também
utilizar gel e não água, para esse tipo de TTO. Em geral esses tipos de
eletrodos e seus adesivos são duráveis e resistentes a água.
Cap 5: Agentes Elétricos
Circuitos
ELETROTERAPIA
• Tamanho do Eletrodo.
• O tamanho do eletrodo afeta de
forma inversa a densidade da
corrente; quanto menor o
tamanho do eletrodo maior é a
densidade da corrente.
Cap 5: Agentes Elétricos
Circuitos
ELETROTERAPIA
• Posicionamento do Eletrodo.
• Os locais de tratamento, são chamados coletivamente de pontos
motores, pontos-gatilho e pontos de acupuntura.
• Esses locais, juntamente com a intensidade da corrente e o tipo de
tecido excitável estimulado são determinados pela combinação do
tamanho do eletrodo e de sua localização relativa no corpo.
• Certas áreas da pele conduzem mais estimulação elétrica que outras.
Cap 5: Agentes Elétricos
Circuitos
Pontos motores:
Cada músculo possui uma ou mais áreas na superfície que são hipersensíveis ao fluxo de
corrente, conhecidos como Pontos Motores, são área pequenas abaixo do local, onde
nervos motores e vasos sanguíneos penetram a massa muscular.
Pontos-Gatilho:
São áreas localizadas de dor patológica, hipersensíveis a eletroestimulação. A estimulação
nessas áreas libera a dor irradiada ou referida. Podem ser encontrados não apenas nos
músculos (Ligamentos, tendões e fáscias).
Pontos de acupuntura:
São locais específicos da pele que apresentam resistência elétrica reduzida e condutividade
elevada. Existem 12 pontos principais e 8 secundários, os pontos principais são eficazes no
alivio de dores ao longo do “meridiano” (a base teórica ainda não foi comprovada).
ELETROTERAPIA
• Técnica Bipolar.
• Eletrodos iguais ou praticamente
iguais.
• As densidades de correntes são
iguais.
• Se um eletrodo (A) é colocado sobre
um ponto motor ou outro ponto
hipersensível de estimulação e o
eletrodo (B) não, os efeitos do TTO
serão maiores na área do eletrodo
(A) (apropriado se um único fosse o
alvo do TTO).
• Se o objetivo é estimular a contração
muscular, os eletrodos (A) e (B)
devem ser colocados sobre os pontos
motores do grupamento muscular ou
do músculo a ser estimulado.
Cap 5: Agentes Elétricos
Circuito
ELETROTERAPIA
• Técnica monopolar.
• Consiste no uso de 2 tipos de
eletrodos.
• 1 um eletrodo ativo (colocado
onde ocorre o efeito do TTO) e 2
um eletrodo dispersivo usado
para completar o circuito.
• O eletrodo ativo deve ter área
menor que o eletrodo
dispersivo, concentrando uma
densidade maior de corrente.
• Se o paciente tiver alguma
sensação na área sob o eletrodo
dispersivo, deve-se mudar o
local, ou reumedecê-lo ou ainda
utilizar um eletrodo maior.
Cap 5: Agentes Elétricos
Circuitos
ELETROTERAPIA
• Técnica quadripolar.
• É a utilização de 2 conjuntos de
eletrodos, cada um saindo de seu
próprio canal.
• Ex: T.E.N.S, F.E.S.
• Onde podem ser empregadas
técnicas de estimulação nervosa, ou
disposição de eletrodos em agonistas
e antagonistas (neuromusculares).
Cap 5: Agentes Elétricos
Circuitos
ELETROTERAPIA
• Movimento de correntes elétricas pelo corpo.
• A maioria das estimulações elétricas são aplicadas por via transcutânea.
• Há algumas exceções, como certos geradores de crescimento ósseo, que
podem ter eletrodos implantados cirurgicamente no músculo ou osso.
• A corrente que transita pela pele tem o potencial de perturbar o
repouso dos axônios periféricos.
• Sob o cátodo, ocorre a despolarização do nervo e sob o ânodo ocorre a
hiperpolarização do nervo.
• A Reobase é a quantidade mínima de corrente, sob o pólo negativo,
necessária para produzir uma resposta estimulada, quando a duração da
fase é ilimitada.
• A cronaxia é o tempo de atuação necessário para obter uma resposta
ou gerar um potencial de ação, quando a intensidade do estímulo é
o dobro da reobase.
• Ex: corrente direta.
Cap 5: Agentes Elétricos
Circuitos
ELETROTERAPIA
• Galvanismo médico.
• É a aplicação de corrente direta de baixa voltagem no corpo, com
polaridade conhecida sob cada eletrodo.
• Respostas celulares e bioquímicas involuntárias podem ser estimuladas.
• O Ph dos tecidos sob o cátodo se torna básico e sob o ânodo ocorrem
alterações ácidas.
• É o único tipo de corrente que consegue a contração de músculos
desnervados, mas a duração da fase é tão longa que as fibras C também
são estimuladas, tornando a contração dolorosa.
• Os íons são atraídos para o pólo de carga oposta e repelidos pelo pólo de
mesma carga.
• Os íons de sódio, com carga positiva (Na+) vão para o cátodo, onde ganham
um elétron e formam átomos de sódio sem carga.
• A reação do sódio com a água faz com que as proteínas sofram liquefação o
que causa amolecimento dos tecidos na área e diminuição da irritabilidade
do nervo.
• Sob o ânodo os tecidos endurecem porque os mediadores químicos forçam
a coagulação das proteínas.
• Nas correntes monofásicas, bifásicas ou alternadas, a curta duração do
pulso e o longo intervalo interpulso reduzem os efeitos químicos.
• Correntes simétricas ou bifásicas assimétricas equilibradas ou Cas não
produzem alterações galvânicas, pois as fases possuem carga igual porém
oposta.
• Uma corrente assimétrica não equilibrada pode produzir alteração química
residual, se a duração da corrente for suficiente.
Cap 5: Agentes Elétricos
Circuitos
ELETROTERAPIA
• Estimulação seletiva dos nervos.
• Na estimulação elétrica, tipos diferentes de nervos
são estimulados de forma ordena e previsível.
• A resposta do nervo a essa estimulação é baseada
em 3 fatores:
• 1º o diâmetro do nervo.
• 2º a profundidade do nervo em relação ao
eletrodo.
• 3º a duração do pulso.
• Primeiramente são estimulados os nervos
sensoriais, depois, os motores e, em seguida, as
fibras dolorosas. Depois dessas 3 estruturas serem
despolarizadas (ou, se esses nervos forem
incapazes de sofrer despolarização), a corrente
elétrica poderá afetar diretamente as fibras
musculares.
• A amplitude necessária para a estimulação de um
nervo é inversamente proporcional ao seu
diâmetro. Os de > diâmetro são estimulados antes
que os de < diâmetro, pois oferecem menos
resistência capacitiva e exigem menor intensidade
de corrente.
Cap 5: Agentes Elétricos
Circuitos
ELETROTERAPIA
• Os nervos sensoriais superficiais
recebem uma quantidade maior de
estimulação do que os nervos
motores mais profundos, pois para
ativar os nervos motores profundos
a corrente tem que passar primeiro
pelos nervos sensoriais superficiais.
• As fibras dolorosas também são mais
superficiais que os nervos motores,
mas seu diâmetro também é menor
aumentando a resistência ao fluxo
elétrico e por isso os nervos motores
atingem seu limiar antes, permitindo
a contração muscular antes do
aparecimento da dor.
• Entretanto as fibras dolorosas
superficiais podem ser estimuladas
antes que os nervos motores mais
profundos.
• Pulsos de durações curtas permitem
maior variação de intensidade de
estimulação para excitar os 3 tipos
de nervos.
Cap 5: Agentes Elétricos
ELETROTERAPIA
• Lei de Dubois Reymond.
• De acordo com essa Lei, a
variação da densidade da
corrente, e não a densidade
absoluta de corrente, provoca
a despolarização dos nervos ou
de tecido muscular.
• A corrente deve ter intensidade
suficiente para provocar a
despolarização da membrana
celular.
• A taxa de elevação da margem
anterior do pulso deve ser
rápida o suficiente para impedir
a acomodação.
• A duração da corrente deve ser
longa o suficiente em uma
direção, para que o nervo tenha
tempo de se despolarizar e
repolarizar.
Cap 5: Agentes Elétricos
Circuitos
ELETROTERAPIA
• Níveis de estimulação.
• A estimulação subsensorial ocorre dentro do intervalo de saída entre o ponto no
qual a intensidade de saída se eleva a partir do zero, até o paciente sentir uma
discreta sensação elétrica.
• A estimulação do nível sensorial ocorre apenas nos nervos sensoriais, quando se
aumenta a intensidade de saída até o ponto em que observamos uma ligeira
contração muscular, em seguida diminuímos a intensidade em 10%
aproximadamente.
• A estimulação do nível motor produz uma contração muscular visível, sem causar
dor.
• A estimulação no nível nocivo corresponde à corrente aplicada com uma
intensidade capaz de estimular as fibras dolorosas.
Cap 5: Agentes Elétricos
Circuitos
ELETROTERAPIA
• Interferência do Sistema Nervoso Central
e Periférico.
• Quando um estímulo suficiente para causar
a despolarização da membrana permanece
inalterado, o potencial de repouso da
membrana volta ao nível anterior ao
estímulo, ocorrendo a acomodação.
• Nesse caso é necessário um estímulo mais
intenso para atingir novamente o limiar de
despolarização.
• Esse limiar varia de acordo com a
estimulação aplicada. Pulsos que se elevam
lentamente precisam de uma quantia maior
de despolarização para iniciar um potencial
de ação.
• O tecido nervoso se acomoda rapidamente,
sendo necessário um pulso abrupto.
• As fibras musculares se acomodam mais
lentamente, podendo ser empregado um
pulso mais gradual.
• Esse parâmetro é preestabelecido de forma
típica pelo gerador de pulso, não sendo
variável
Cap 5: Agentes Elétricos
Circuitos
ELETROTERAPIA
• Objetivos e técnicas de estimulação
elétrica.
• Contrações Musculares.
• As contrações musculares realizadas
através da eletroestimulação podem
ser utilizadas para retardar efeitos da
atrofia, reeducar o músculo, reduzir
edema ou aumentar a capacidade de
um músculo saudável gerar força.
• Tem sido demonstrado que a
estimulação elétrica é tão eficaz
quanto a contração voluntária do
músculo.
• A estimulação elétrica ativa o nervo
motor, em vez de ativar diretamente
as fibras musculares e por isso
devemos colocar os eletrodos sobre
os pontos motores do músculo.
Cap 5: Agentes Elétricos
Circuitos
Comparação entre contrações musculares eletricamente e
fisiologicamente induzidas
Contrações fisiologicamente
induzidas
Contrações eletricamente
induzidas
As fibras musculares de diâmetro
pequeno e de contração lenta são
as primeiras a serem recrutadas
As fibras de diâmetro grande e
contração rápida são as primeiras
a serem recrutadas
As contrações e o recrutamento
atuam de forma assincrônica para
reduzir a fadiga muscular
As contrações e o recrutamento
são sincrônicos, dependendo do
número de pulsos por segundo
Os órgãos tendinosos de Golgi
evitam os músculos de gerarem
muita força
Os órgãos tendinosos de Golgi
não conseguem anular o
desenvolvimento da tensão,
dentro da unidade
músculotedínea
ELETROTERAPIA
• Na contração os nervos motores são
recrutados de acordo com seu tamanho e
proximidade do eletrodo.
• Neurônios motores de grande diâmetro e os
mais próximos são recrutados e respondem
primeiro.
• Nervos motores que foram desnervados há
menos de 3 semanas ainda são capazes de
despolarizar-se, podendo ser seletivamente
recrutados com uso de pulsos breves, com
forma de onda de elevação lenta até que a
degeneração Walleriana (decomposição
fisiológica e gradual do axônio seccionado) se
instale .
• O músculo desnervado reage a estimulação
Galvânica ou monofásica que tenha duração
de fase longa. Onde a corrente flui durante
muito tempo em uma direção, permitindo a
despolarização das membranas da fibra do
músculo.
• Nas lesões medulares a estimulação pode ser
obtidas por estimulação não Galvânica.
Cap 5: Agentes Elétricos
Circuitos
ELETROTERAPIA
• Amplitude de pulso.
• O aumento da intensidade de estímulo ↑
a força da contração, que estará
relacionada linearmente com a
quantidade de corrente introduzida nos
tecidos.
• A profundidade de penetração ↑ à
medida que se eleva o pico da corrente,
recrutando mais fibras nervosas.
• As fibras dolorosas só são estimuladas
com intensidades maiores e durações de
fase mais longas.
• A dor associada a intensidade de estímulo,
frequentemente impede que apareçam
contrações máximas.
• Alguns pesquisadores têm tentado
determinar se a aplicação de frio antes da
estimulação elétrica neuromuscular
permitiria por meio da diminuição do
desconforto, um aumento no torque
produzido pelas contrações involuntárias
do músculo.
Cap 5: Agentes Elétricos
Circuitos
ELETROTERAPIA
• Frequência do pulso.
• Estimulações com frequência de pulso menor que 15 pps (ou no
caso de CA, Hz), aparecem contrações musculares distintas para
cada pulso, dando tempo para que ocorra o retorno das fibras
musculares ao seu comprimento original (abalo) antes do
próximo pulso.
• Na somação, as contrações individuais são menos distinguíveis
entre 15 e 25 pps, porque os pulsos ocorrem tão rapidamente
que as fibras musculares não conseguem retornar ao seu
tamanho original antes do próximo pulso.
• A somação continua até que o músculo entre em tetania.
• Esse aumento da frequência de estimulação promoverá fadiga
muscular se for aplicado por duração suficiente.
• Verificou-se que os músculos posturais entram em tetania antes
que os não posturais.
• É preciso uma forte contração tetânica para retardar atrofia ou
para acentuar a força.
• Estimulações com frequência baixa (20pps) reduzem a fadiga, mas
o músculo desenvolve força menor (45% em relação as
frequências mais altas).
• Frequências de pulso muito elevadas produzem tetania com
conforto maior que as frequências mais baixas.
• Correntes bifásicas fadigam fibras musculares tipo II, produzindo
um torque menor, à medida que o TTO progride.
• Isso pode ser modificado aumentando-se o tempo de repouso
entre os ciclos de TTO ou diminuindo a frequência de pulso
durante o TTO.
Cap 5: Agentes Elétricos
Circuitos
ELETROTERAPIA
• Duração da fase.
• Quando apenas nervos motores devem ser
recrutados, empregamos uma duração de fase
moderada.
• Quando queremos recrutar fibras musculares
recomenda-se um pulso de elevação lenta.
• Para provocar uma potencial de ação as
durações de fase curtas exigem uma
amplitude maior do que as fases de duração
mais longas.
• Fases menores que 1ms (milisegundo) não
são capazes de estimular músculos
desnervados, independente de sua amplitude.
• A duração de fase ideal para contração
muscular máxima veria entre 300 a 500 us
(microssegundos).
Cap 5: Agentes Elétricos
Circuitos
ELETROTERAPIA
• Aumento da força.
• 1º Fator -> é a resposta à colocação de
uma carga funcional elevada sobre o
músculo.
• Para ocorrer ganho de força com
estimulação elétrica, a carga funcional
(corrente) sobre o músculo deve ser igual
a proporção significativa do torque
produzido por contração isométrica
voluntária máxima (CIVM).
• Para produzir sobrecarga, o músculo deve
exceder o limiar mínimo de produção de
torque evocado eletricamente (TEE),
produzindo tensão mensurável e
significativa no músculo.
• A medida que a força do músculo aumenta
o TEE também aumenta.
• 2º fator -> para o aumento da força é que
o ↑ da carga funcional produzido pela
estimulação elétrica é acompanhado com
o ↑ de recrutamento das fibras tipo II.
Cap 5: Agentes Elétricos
Circuitos
ELETROTERAPIA
• Os 2 elementos do recrutamento da fibra tipo II e
aumento da carga funcional trabalham juntos, com
isso o fortalecimento do músculo com uso da
estimulação elétrica pode ocorrer em níveis que
produzam 30% da tensão observada na CIVM
(contração isométrica voluntária máxima).
• A estimulação elétrica não é substituto para as
contrações voluntárias, e sim uma técnica auxiliar.
• É eficaz no aumento da força muscular isométrica,
mas não melhora a força isotônica ou isocinética.
• Devemos tomar cuidado ao tentar aumentar a
força muscular por estimulação elétrica.
• Num ciclo de estimulação muito grande, pode
fadiga muscular em razão da maior utilização do
sistema fosfagênio (fosfocreatina).
• Além disso, a função protetora dos O.T.G, é anulada
durante a estimulação elétrica.
• Por isso o paciente deve receber o interruptor de
segurança, que quando apertado, desliga a
unidade de estimulação, quando essa se torna
muito intensa.
Cap 5: Agentes Elétricos
Circuitos
ELETROTERAPIA
• Controle da dor.
• Teoria das comportas medulares.
• Correntes de alta frequência de pulso, liberadas no nível sensitivo ativam a SG que controla o
portão de modulação da dor.
• O efeito placebo não pode ser negligenciado (pacientes que receberam TTO falso de
eletroestimulação descrevem redução da dor.
Cap 5: Agentes Elétricos
Circuitos
Parâmetros elétricos utilizados nas abordagens de controle da dor
Abordagem Nervos alvo Duração da fase Frequência do pulso Intensidade
Nível sensorial A-beta < 100µs 60-100 pps Submotora
Nível motor Nervos motores 150-250µs 2-4 pps Contração forte
Nível nocivo A-delta
Fibras C
1 ms Variável Até onde a dor pode
ser tolerada
ELETROTERAPIA
• Cicatrização da lesão.
• O uso da CD de baixa
intensidade pode reduzir em 1,5
a 2,5 vezes o tempo de TTO para
a cura de lesões superficiais,
quando comparadas as lesões
que não recebem este tipo de
TTO.
• Tudo depende da polaridade do
eletrodo que será usado para
atrair ou repelir, os mediadores
inflamatórios e também,
neutrófilos, macrófagos, células
epidérmicas e fibroblastos.
Cap 5: Agentes Elétricos
Circuitos
ELETROTERAPIA
• Controle e redução do Edema.
• Após trauma ortopédico, cirurgia,
determinadas doenças e queimaduras,
a estimulação elétrica pode controlar ou
reduzir o volume do edema na área
afetada.
• A estimulação no nível sensorial procura
interromper a formação do edema,
impedindo que fluidos, proteínas do
plasma e outros sólidos penetrem nos
tecidos circunvizinhos.
• Caso o edema já esteja formado a
estimulação do nível motor tentará
ajudar os sistemas linfático e venoso
associados a posturas, na mobilização
dessas substâncias para o torso, onde
elas podem ser filtradas e removidas do
corpo.
Cap 5: Agentes Elétricos
Circuitos
Corrente aussie + Ultrasom
Paciente pós cirurgia
ELETROTERAPIA
• Estimulação no nível sensorial para
controle do edema.
• O princípio central dessa teoria é
limitar a formação do edema, em vez
de remover o edema já existente.
• A explicação pode estar na redução da
pressão e permeabilidade capilar
impede que as proteínas plasmáticas
penetrem nos tecidos extracelulares.
• Outra explicação pode estar na teoria
que uma corrente em pulso
monofásica produz espasmo vascular. E
impede que os fluidos escapem dos
vasos.
Cap 5: Agentes Elétricos
Circuitos
ELETROTERAPIA
• Estimulação no nível motor para
redução do edema.
• As contrações musculares estimulam o
retorno venoso e linfático através da
compressão dos vasos, movimentando
os fluidos na área próxima e
“ordenhando” os fluidos para fora da
área.
• Muitos tipos de aparelhos de
estimulação elétrica podem ser
utilizados para produzir contração
involuntária que força o fluido a sair da
área.
• Essa Técnica é conhecida como
“ordenha do músculo” ou “bomba
muscular”.
• A eficácia melhora quando o membro é
elevado.
Cap 5: Agentes Elétricos
Circuitos
Estimulação da região da veia femoral
ELETROTERAPIA
• Cicatrização de fraturas.
• As correntes elétricas tem sido utilizadas para auxiliar a
cicatrização de fraturas descontínuas.
• A eficácia da técnica sobre fraturas agudas vem sendo
novamente pesquisada.
• O uso da estimulação elétrica baseia-se na teoria que o osso
não é capaz de diferenciar cargas inatas do corpo necessárias
para a remodelação normal (Lei de Wolf Cap. 1), e cargas
provenientes de estimulação externa (geradores elétricos).
• O objetivo é estimular a deposição de cálcio por meio do
aumento da atividade osteoblástica, independente da técnica
empregada para produzir corrente.
• Os geradores podem ser tanto transcutâneos de CA como
Galvânicos de CD.
• Caso os eletrodos sejam implantados cirurgicamente (CD) o
cátodo é colocado perto do local da fratura, pois o novo calo
ósseo é eletropositivo. Após a cicatrização óssea completa os
eletrodos são removidos cirurgicamente. (risco de
contaminação)
• Geradores externos são semelhantes a diatermia, por
produzirem campos eletromagnéticos fortes.
• Essa técnica de geradores elétricos ainda é discutível, pois
existem evidências que elas podem retardar a cicatrização.
• Fraturas por estresse talvez sejam as que sofram impacto
negativo maior.
Cap 5: Agentes Elétricos
Circuitos
Estimulação elétrica pós fratura trans-trocantérica
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
• MARCUCCI, Fernando C. I. Histórico da Eletroterapia e
Eletroacupuntura. O Fisioterapeuta [site]. Disponível em:
http://ofisioterapeuta.blogspot.com/
• Starkey C. Agentes elétricos. In: Starkey C. Recursos terapêuticos em
fisioterapia. 2ª ed. São Paulo: Manole; 2001.
• Low J, Reed A. Electrical stimulation of nerve and muscle. In:
Electrotherapy explained: principles and practice. 3ª ed. Oxford:
Butterworth-Heinemann; 2000.

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Eletroterapia - Circuitos - agentes elétricos - capítulo 5 Aula 9

  • 1. ELETROTERAPIA Agentes Elétricos – Circuitos elétricos Cap 5: Agentes Elétricos Circuitos Prof: Cleanto Santos Vieira
  • 2. ELETROTERAPIA • Tipos de circuito. • Uma corrente elétrica pode fluir ao longo de uma via (circuito em série), ou de várias vias diferentes (circuito em paralelo), ou de uma combinação das duas. Cap 5: Agentes Elétricos Circuitos
  • 3. ELETROTERAPIA • Circuitos em série. • Nos circuitos em série, os elétrons têm apenas uma rota disponível para trafegar. • A corrente permanece a mesma em todos os componentes ao longo do circuito e a resistência total é igual a soma dos resistores individuais. Cap 5: Agentes Elétricos Circuitos Se sabemos que um potencial de 120v é aplicado a um circuito com 60 ohms de resistência, a amperagem pode ser calculada aplicando-se a Lei de Ohm. I= V/R I= 120V/60 ohms I= 2 A Se cada um dos resistores possui uma resistência diferente (10ohms, 20ohms, e 30ohms), a voltagem flutuará entre os resistores. Aplicando-se uma derivação da Lei de Ohm, V= IR, a voltagem de cada resistor pode ser medida como: V1 = IR V1 = 2 A X 10 ohms V1 = 20 v V2 = IR V2 = 2 A X 20 ohms V2 = 40 v V3 = IR V3 = 2 A X 30 ohms V3 = 60 v
  • 4. ELETROTERAPIA • Circuito em paralelo. • Os elétrons em um circuito paralelo têm três vias alternativas para percorrerem, tendendo a utilizar a via de menor resistência. • Em um circuito paralelo as vias podem, depois dividir-se em outros circuitos em paralelo ou em série, mas em ambos os casos, cada via possui sua própria amperagem e a voltagem permanece constante. • Para calcular a resistência total de um circuito em paralelo, devemos nos lembra que o fluxo em cada via é inversamente proporcional à sua resistência. • Como a voltagem é constante, esse valor pode ser cancelado reciprocamente, podendo-se utilizar a recíproca matemática da resistência (1/n). • I = V/R • I = 120 v/5,45 ohms • I = 21,6 A • Req = r1 x r2 • r1 +r2 • Req = 10 x 20 • 10 + 20 • Req = 200 • 30 • Req = 6,66 • Rt = Req x r3 • Req + r3 • Rt = 6,66 x 30 • 6,66 + 30 • Rt = _200__ • 36,66 • Rt = 5,45 Cap 5: Agentes Elétricos Circuitos A quantidade de corrente que flui através de cada resistor (e via) é calcuda por: I = V/R I = 120V/10ohms I = 12 A I2 = V/R2 I2 = 120 v/20 ohms I2 = 6 A I3 = V/R3 I3 = 120 V/30 ohms I3 = 4 A
  • 5. ELETROTERAPIA • Características dos geradores elétricos. • Podem ser acionadas por corrente doméstica padrão (120 – 240v CA) ou bateria (1,5v a 9v CD). Antes de aplicada ao corpo essa corrente deve ser transformada nos parâmetros de estimulação desejados. • Um gerador, molda a corrente (forma de onda) utilizada pela modalidade. • Cada elemento do forma de onda exerce um efeito sobre a reação do tecido ao fluxo de corrente. Cap 5: Agentes Elétricos Circuitos
  • 6. ELETROTERAPIA • Densidade da Corrente. • Os efeitos fisiológicos da estimulação elétrica estão relacionadas com a densidade da corrente e da quantia de corrente por unidade de área. • A densidade da corrente é inversamente proporcional ao tamanho do eletrôdo. • Ex: • Quando se aplica 46,5v em um eletrôdo de 10cm², a densidade da corrente resultante será 4,65v por cm². Se a área do eletrôdo é reduzida para a metada então a corrente resultante será de 9,3v. • E se diminuirmos a área do eletrôdo para 1cm², a corrente resultante será de 46,5 v. • Quando se aumenta a densidade da corrente aumenta-se a percepção do estímulo. Cap 5: Agentes Elétricos Circuitos
  • 7. ELETROTERAPIA • Ciclo de funcionamento. • É a proporção entre o tempo de corrente (LIGADO) e o tempo sem corrente (DESLIGADO). • São expresso em porcentagem. • Calcula-se: • Ciclo de funcionamento (%) = Tempo de corrente LIGADA x 100% Tempo total do ciclo = 10 segundos (LIGADO) x 100% 10s (LIGADO) + 10s (DESLIGADO) = 10s x 100% 20s (Tempo total do ciclo) = 0,5 x 100 = 50% de ciclo de funcionamento Proporcionalmente seria = 10:20 = 1:2 Cap 5: Agentes Elétricos Circuitos
  • 8. ELETROTERAPIA • O circuito do corpo. • O corpo humano é uma massa de tecidos e fluidos, que variam na capacidade de conduzir eletricidade. • Essa capacidade de conduzir mais ou menos eletricidade é diretamente relacionada com a quantidade de água do tecido. • Quanto mais água mais eletricidade conduz. • Os tecidos são classificados como excitáveis e não excitáveis. Cap 5: Agentes Elétricos Circuitos Tecidos do corpo Humano Tecidos excitáveis Tecidos não excitáveis Fibras nervosas Ossos Fibras musculares Cartilagem Células sanguíneas Tendões Membranas celulares Ligamentos
  • 9. ELETROTERAPIA • A camada mais externa da pele possui um baixo conteúdo de água, o que a torna um fraco condutor elétrico. Os ossos, tendões, fáscias e tecido adiposo também são fracos condutores por seu baixo teor aquoso (20 a 30%). • Músculos, nervos e sangue tem alto teor aquoso (70 a 75%), sendo bons condutores elétricos. • A corrente entra pelo corpo como um circuito em série, mas como a composição e textura da pele são relativamente consistentes, só existe um caminho para o fluxo, mas, nos tecidos, a corrente pode se dirigir para diferentes vias, formando um circuito paralelo, pois a corrente tende a seguir a via que ofereça menor resistência. Cap 5: Agentes Elétricos Circuitos
  • 10. ELETROTERAPIA Métodos para redução da resistência Eletrôdo-Pele Umedecer os eletrôdos com água ou gel condutor (eletrôdos de esponja ou de borracha). Remover a sujeira, oleosidade ou descamações da pele, lavando-a com água a sabão, álcool ou acetona. Aquecer a área com compressas úmidas quentes. Lavar esfregando suavemente com papel de lixa fina. Remover o excesso de pelos. Saturar as esponjas com solução salina comercial (soro fisiológico), e não com água de torneira. Utilizar eletrôdos de prata. Cap 5: Agentes Elétricos Circuitos
  • 11. ELETROTERAPIA • Eletrodos. • Eletrodos adequadamente preparados e colocados, aumentam a eficiência da corrente elétrica, e também permitem maior conforto para o paciente. • Podem ser de metal, borracha, silicone empregnado com carbono ou tecido de malha metálica. • Em muitos casos é necessário um meio para reduzir a resistência entre a pele e o eletrodo. • Tipos de Eletrodos. • - Eletrodos de metal, geralmente se utiliza esponjas umedecidas. • - Eletrodos de borracha e carbono, pode-se também utilizar esponjas umedecidas, gaze ou gel condutor. • Para conduzir corrente as esponjas devem estar saturadas mas não encharcadas de água (solução salina). • Os géis condutores são agentes de ligação sem sal, projetados para minimizar a resistência da pele ao eletrodo, sendo usados com eletrodos de borracha, carbono ou de metal. Suas propriedades químicas permitem seu uso por muito tempo. • Antes de colocar o eletrodo na pele deve-se espalhar uma generosa quantidade de gel em toda sua superfície condutora e deve ser girado levemente para assegurar melhor distribuição do meio. • Os eletrodos não adesivos são geralmente fixados com faixas elásticas em TTOs de curta duração, nos TTOs de longa duração deve-se utilizar eletrodos auto-adesivos ou fita crepe (3m, scoth). Deves-se também utilizar gel e não água, para esse tipo de TTO. Em geral esses tipos de eletrodos e seus adesivos são duráveis e resistentes a água. Cap 5: Agentes Elétricos Circuitos
  • 12. ELETROTERAPIA • Tamanho do Eletrodo. • O tamanho do eletrodo afeta de forma inversa a densidade da corrente; quanto menor o tamanho do eletrodo maior é a densidade da corrente. Cap 5: Agentes Elétricos Circuitos
  • 13. ELETROTERAPIA • Posicionamento do Eletrodo. • Os locais de tratamento, são chamados coletivamente de pontos motores, pontos-gatilho e pontos de acupuntura. • Esses locais, juntamente com a intensidade da corrente e o tipo de tecido excitável estimulado são determinados pela combinação do tamanho do eletrodo e de sua localização relativa no corpo. • Certas áreas da pele conduzem mais estimulação elétrica que outras. Cap 5: Agentes Elétricos Circuitos Pontos motores: Cada músculo possui uma ou mais áreas na superfície que são hipersensíveis ao fluxo de corrente, conhecidos como Pontos Motores, são área pequenas abaixo do local, onde nervos motores e vasos sanguíneos penetram a massa muscular. Pontos-Gatilho: São áreas localizadas de dor patológica, hipersensíveis a eletroestimulação. A estimulação nessas áreas libera a dor irradiada ou referida. Podem ser encontrados não apenas nos músculos (Ligamentos, tendões e fáscias). Pontos de acupuntura: São locais específicos da pele que apresentam resistência elétrica reduzida e condutividade elevada. Existem 12 pontos principais e 8 secundários, os pontos principais são eficazes no alivio de dores ao longo do “meridiano” (a base teórica ainda não foi comprovada).
  • 14. ELETROTERAPIA • Técnica Bipolar. • Eletrodos iguais ou praticamente iguais. • As densidades de correntes são iguais. • Se um eletrodo (A) é colocado sobre um ponto motor ou outro ponto hipersensível de estimulação e o eletrodo (B) não, os efeitos do TTO serão maiores na área do eletrodo (A) (apropriado se um único fosse o alvo do TTO). • Se o objetivo é estimular a contração muscular, os eletrodos (A) e (B) devem ser colocados sobre os pontos motores do grupamento muscular ou do músculo a ser estimulado. Cap 5: Agentes Elétricos Circuito
  • 15. ELETROTERAPIA • Técnica monopolar. • Consiste no uso de 2 tipos de eletrodos. • 1 um eletrodo ativo (colocado onde ocorre o efeito do TTO) e 2 um eletrodo dispersivo usado para completar o circuito. • O eletrodo ativo deve ter área menor que o eletrodo dispersivo, concentrando uma densidade maior de corrente. • Se o paciente tiver alguma sensação na área sob o eletrodo dispersivo, deve-se mudar o local, ou reumedecê-lo ou ainda utilizar um eletrodo maior. Cap 5: Agentes Elétricos Circuitos
  • 16. ELETROTERAPIA • Técnica quadripolar. • É a utilização de 2 conjuntos de eletrodos, cada um saindo de seu próprio canal. • Ex: T.E.N.S, F.E.S. • Onde podem ser empregadas técnicas de estimulação nervosa, ou disposição de eletrodos em agonistas e antagonistas (neuromusculares). Cap 5: Agentes Elétricos Circuitos
  • 17. ELETROTERAPIA • Movimento de correntes elétricas pelo corpo. • A maioria das estimulações elétricas são aplicadas por via transcutânea. • Há algumas exceções, como certos geradores de crescimento ósseo, que podem ter eletrodos implantados cirurgicamente no músculo ou osso. • A corrente que transita pela pele tem o potencial de perturbar o repouso dos axônios periféricos. • Sob o cátodo, ocorre a despolarização do nervo e sob o ânodo ocorre a hiperpolarização do nervo. • A Reobase é a quantidade mínima de corrente, sob o pólo negativo, necessária para produzir uma resposta estimulada, quando a duração da fase é ilimitada. • A cronaxia é o tempo de atuação necessário para obter uma resposta ou gerar um potencial de ação, quando a intensidade do estímulo é o dobro da reobase. • Ex: corrente direta. Cap 5: Agentes Elétricos Circuitos
  • 18. ELETROTERAPIA • Galvanismo médico. • É a aplicação de corrente direta de baixa voltagem no corpo, com polaridade conhecida sob cada eletrodo. • Respostas celulares e bioquímicas involuntárias podem ser estimuladas. • O Ph dos tecidos sob o cátodo se torna básico e sob o ânodo ocorrem alterações ácidas. • É o único tipo de corrente que consegue a contração de músculos desnervados, mas a duração da fase é tão longa que as fibras C também são estimuladas, tornando a contração dolorosa. • Os íons são atraídos para o pólo de carga oposta e repelidos pelo pólo de mesma carga. • Os íons de sódio, com carga positiva (Na+) vão para o cátodo, onde ganham um elétron e formam átomos de sódio sem carga. • A reação do sódio com a água faz com que as proteínas sofram liquefação o que causa amolecimento dos tecidos na área e diminuição da irritabilidade do nervo. • Sob o ânodo os tecidos endurecem porque os mediadores químicos forçam a coagulação das proteínas. • Nas correntes monofásicas, bifásicas ou alternadas, a curta duração do pulso e o longo intervalo interpulso reduzem os efeitos químicos. • Correntes simétricas ou bifásicas assimétricas equilibradas ou Cas não produzem alterações galvânicas, pois as fases possuem carga igual porém oposta. • Uma corrente assimétrica não equilibrada pode produzir alteração química residual, se a duração da corrente for suficiente. Cap 5: Agentes Elétricos Circuitos
  • 19. ELETROTERAPIA • Estimulação seletiva dos nervos. • Na estimulação elétrica, tipos diferentes de nervos são estimulados de forma ordena e previsível. • A resposta do nervo a essa estimulação é baseada em 3 fatores: • 1º o diâmetro do nervo. • 2º a profundidade do nervo em relação ao eletrodo. • 3º a duração do pulso. • Primeiramente são estimulados os nervos sensoriais, depois, os motores e, em seguida, as fibras dolorosas. Depois dessas 3 estruturas serem despolarizadas (ou, se esses nervos forem incapazes de sofrer despolarização), a corrente elétrica poderá afetar diretamente as fibras musculares. • A amplitude necessária para a estimulação de um nervo é inversamente proporcional ao seu diâmetro. Os de > diâmetro são estimulados antes que os de < diâmetro, pois oferecem menos resistência capacitiva e exigem menor intensidade de corrente. Cap 5: Agentes Elétricos Circuitos
  • 20. ELETROTERAPIA • Os nervos sensoriais superficiais recebem uma quantidade maior de estimulação do que os nervos motores mais profundos, pois para ativar os nervos motores profundos a corrente tem que passar primeiro pelos nervos sensoriais superficiais. • As fibras dolorosas também são mais superficiais que os nervos motores, mas seu diâmetro também é menor aumentando a resistência ao fluxo elétrico e por isso os nervos motores atingem seu limiar antes, permitindo a contração muscular antes do aparecimento da dor. • Entretanto as fibras dolorosas superficiais podem ser estimuladas antes que os nervos motores mais profundos. • Pulsos de durações curtas permitem maior variação de intensidade de estimulação para excitar os 3 tipos de nervos. Cap 5: Agentes Elétricos
  • 21. ELETROTERAPIA • Lei de Dubois Reymond. • De acordo com essa Lei, a variação da densidade da corrente, e não a densidade absoluta de corrente, provoca a despolarização dos nervos ou de tecido muscular. • A corrente deve ter intensidade suficiente para provocar a despolarização da membrana celular. • A taxa de elevação da margem anterior do pulso deve ser rápida o suficiente para impedir a acomodação. • A duração da corrente deve ser longa o suficiente em uma direção, para que o nervo tenha tempo de se despolarizar e repolarizar. Cap 5: Agentes Elétricos Circuitos
  • 22. ELETROTERAPIA • Níveis de estimulação. • A estimulação subsensorial ocorre dentro do intervalo de saída entre o ponto no qual a intensidade de saída se eleva a partir do zero, até o paciente sentir uma discreta sensação elétrica. • A estimulação do nível sensorial ocorre apenas nos nervos sensoriais, quando se aumenta a intensidade de saída até o ponto em que observamos uma ligeira contração muscular, em seguida diminuímos a intensidade em 10% aproximadamente. • A estimulação do nível motor produz uma contração muscular visível, sem causar dor. • A estimulação no nível nocivo corresponde à corrente aplicada com uma intensidade capaz de estimular as fibras dolorosas. Cap 5: Agentes Elétricos Circuitos
  • 23. ELETROTERAPIA • Interferência do Sistema Nervoso Central e Periférico. • Quando um estímulo suficiente para causar a despolarização da membrana permanece inalterado, o potencial de repouso da membrana volta ao nível anterior ao estímulo, ocorrendo a acomodação. • Nesse caso é necessário um estímulo mais intenso para atingir novamente o limiar de despolarização. • Esse limiar varia de acordo com a estimulação aplicada. Pulsos que se elevam lentamente precisam de uma quantia maior de despolarização para iniciar um potencial de ação. • O tecido nervoso se acomoda rapidamente, sendo necessário um pulso abrupto. • As fibras musculares se acomodam mais lentamente, podendo ser empregado um pulso mais gradual. • Esse parâmetro é preestabelecido de forma típica pelo gerador de pulso, não sendo variável Cap 5: Agentes Elétricos Circuitos
  • 24. ELETROTERAPIA • Objetivos e técnicas de estimulação elétrica. • Contrações Musculares. • As contrações musculares realizadas através da eletroestimulação podem ser utilizadas para retardar efeitos da atrofia, reeducar o músculo, reduzir edema ou aumentar a capacidade de um músculo saudável gerar força. • Tem sido demonstrado que a estimulação elétrica é tão eficaz quanto a contração voluntária do músculo. • A estimulação elétrica ativa o nervo motor, em vez de ativar diretamente as fibras musculares e por isso devemos colocar os eletrodos sobre os pontos motores do músculo. Cap 5: Agentes Elétricos Circuitos Comparação entre contrações musculares eletricamente e fisiologicamente induzidas Contrações fisiologicamente induzidas Contrações eletricamente induzidas As fibras musculares de diâmetro pequeno e de contração lenta são as primeiras a serem recrutadas As fibras de diâmetro grande e contração rápida são as primeiras a serem recrutadas As contrações e o recrutamento atuam de forma assincrônica para reduzir a fadiga muscular As contrações e o recrutamento são sincrônicos, dependendo do número de pulsos por segundo Os órgãos tendinosos de Golgi evitam os músculos de gerarem muita força Os órgãos tendinosos de Golgi não conseguem anular o desenvolvimento da tensão, dentro da unidade músculotedínea
  • 25. ELETROTERAPIA • Na contração os nervos motores são recrutados de acordo com seu tamanho e proximidade do eletrodo. • Neurônios motores de grande diâmetro e os mais próximos são recrutados e respondem primeiro. • Nervos motores que foram desnervados há menos de 3 semanas ainda são capazes de despolarizar-se, podendo ser seletivamente recrutados com uso de pulsos breves, com forma de onda de elevação lenta até que a degeneração Walleriana (decomposição fisiológica e gradual do axônio seccionado) se instale . • O músculo desnervado reage a estimulação Galvânica ou monofásica que tenha duração de fase longa. Onde a corrente flui durante muito tempo em uma direção, permitindo a despolarização das membranas da fibra do músculo. • Nas lesões medulares a estimulação pode ser obtidas por estimulação não Galvânica. Cap 5: Agentes Elétricos Circuitos
  • 26. ELETROTERAPIA • Amplitude de pulso. • O aumento da intensidade de estímulo ↑ a força da contração, que estará relacionada linearmente com a quantidade de corrente introduzida nos tecidos. • A profundidade de penetração ↑ à medida que se eleva o pico da corrente, recrutando mais fibras nervosas. • As fibras dolorosas só são estimuladas com intensidades maiores e durações de fase mais longas. • A dor associada a intensidade de estímulo, frequentemente impede que apareçam contrações máximas. • Alguns pesquisadores têm tentado determinar se a aplicação de frio antes da estimulação elétrica neuromuscular permitiria por meio da diminuição do desconforto, um aumento no torque produzido pelas contrações involuntárias do músculo. Cap 5: Agentes Elétricos Circuitos
  • 27. ELETROTERAPIA • Frequência do pulso. • Estimulações com frequência de pulso menor que 15 pps (ou no caso de CA, Hz), aparecem contrações musculares distintas para cada pulso, dando tempo para que ocorra o retorno das fibras musculares ao seu comprimento original (abalo) antes do próximo pulso. • Na somação, as contrações individuais são menos distinguíveis entre 15 e 25 pps, porque os pulsos ocorrem tão rapidamente que as fibras musculares não conseguem retornar ao seu tamanho original antes do próximo pulso. • A somação continua até que o músculo entre em tetania. • Esse aumento da frequência de estimulação promoverá fadiga muscular se for aplicado por duração suficiente. • Verificou-se que os músculos posturais entram em tetania antes que os não posturais. • É preciso uma forte contração tetânica para retardar atrofia ou para acentuar a força. • Estimulações com frequência baixa (20pps) reduzem a fadiga, mas o músculo desenvolve força menor (45% em relação as frequências mais altas). • Frequências de pulso muito elevadas produzem tetania com conforto maior que as frequências mais baixas. • Correntes bifásicas fadigam fibras musculares tipo II, produzindo um torque menor, à medida que o TTO progride. • Isso pode ser modificado aumentando-se o tempo de repouso entre os ciclos de TTO ou diminuindo a frequência de pulso durante o TTO. Cap 5: Agentes Elétricos Circuitos
  • 28. ELETROTERAPIA • Duração da fase. • Quando apenas nervos motores devem ser recrutados, empregamos uma duração de fase moderada. • Quando queremos recrutar fibras musculares recomenda-se um pulso de elevação lenta. • Para provocar uma potencial de ação as durações de fase curtas exigem uma amplitude maior do que as fases de duração mais longas. • Fases menores que 1ms (milisegundo) não são capazes de estimular músculos desnervados, independente de sua amplitude. • A duração de fase ideal para contração muscular máxima veria entre 300 a 500 us (microssegundos). Cap 5: Agentes Elétricos Circuitos
  • 29. ELETROTERAPIA • Aumento da força. • 1º Fator -> é a resposta à colocação de uma carga funcional elevada sobre o músculo. • Para ocorrer ganho de força com estimulação elétrica, a carga funcional (corrente) sobre o músculo deve ser igual a proporção significativa do torque produzido por contração isométrica voluntária máxima (CIVM). • Para produzir sobrecarga, o músculo deve exceder o limiar mínimo de produção de torque evocado eletricamente (TEE), produzindo tensão mensurável e significativa no músculo. • A medida que a força do músculo aumenta o TEE também aumenta. • 2º fator -> para o aumento da força é que o ↑ da carga funcional produzido pela estimulação elétrica é acompanhado com o ↑ de recrutamento das fibras tipo II. Cap 5: Agentes Elétricos Circuitos
  • 30. ELETROTERAPIA • Os 2 elementos do recrutamento da fibra tipo II e aumento da carga funcional trabalham juntos, com isso o fortalecimento do músculo com uso da estimulação elétrica pode ocorrer em níveis que produzam 30% da tensão observada na CIVM (contração isométrica voluntária máxima). • A estimulação elétrica não é substituto para as contrações voluntárias, e sim uma técnica auxiliar. • É eficaz no aumento da força muscular isométrica, mas não melhora a força isotônica ou isocinética. • Devemos tomar cuidado ao tentar aumentar a força muscular por estimulação elétrica. • Num ciclo de estimulação muito grande, pode fadiga muscular em razão da maior utilização do sistema fosfagênio (fosfocreatina). • Além disso, a função protetora dos O.T.G, é anulada durante a estimulação elétrica. • Por isso o paciente deve receber o interruptor de segurança, que quando apertado, desliga a unidade de estimulação, quando essa se torna muito intensa. Cap 5: Agentes Elétricos Circuitos
  • 31. ELETROTERAPIA • Controle da dor. • Teoria das comportas medulares. • Correntes de alta frequência de pulso, liberadas no nível sensitivo ativam a SG que controla o portão de modulação da dor. • O efeito placebo não pode ser negligenciado (pacientes que receberam TTO falso de eletroestimulação descrevem redução da dor. Cap 5: Agentes Elétricos Circuitos Parâmetros elétricos utilizados nas abordagens de controle da dor Abordagem Nervos alvo Duração da fase Frequência do pulso Intensidade Nível sensorial A-beta < 100µs 60-100 pps Submotora Nível motor Nervos motores 150-250µs 2-4 pps Contração forte Nível nocivo A-delta Fibras C 1 ms Variável Até onde a dor pode ser tolerada
  • 32. ELETROTERAPIA • Cicatrização da lesão. • O uso da CD de baixa intensidade pode reduzir em 1,5 a 2,5 vezes o tempo de TTO para a cura de lesões superficiais, quando comparadas as lesões que não recebem este tipo de TTO. • Tudo depende da polaridade do eletrodo que será usado para atrair ou repelir, os mediadores inflamatórios e também, neutrófilos, macrófagos, células epidérmicas e fibroblastos. Cap 5: Agentes Elétricos Circuitos
  • 33. ELETROTERAPIA • Controle e redução do Edema. • Após trauma ortopédico, cirurgia, determinadas doenças e queimaduras, a estimulação elétrica pode controlar ou reduzir o volume do edema na área afetada. • A estimulação no nível sensorial procura interromper a formação do edema, impedindo que fluidos, proteínas do plasma e outros sólidos penetrem nos tecidos circunvizinhos. • Caso o edema já esteja formado a estimulação do nível motor tentará ajudar os sistemas linfático e venoso associados a posturas, na mobilização dessas substâncias para o torso, onde elas podem ser filtradas e removidas do corpo. Cap 5: Agentes Elétricos Circuitos Corrente aussie + Ultrasom Paciente pós cirurgia
  • 34. ELETROTERAPIA • Estimulação no nível sensorial para controle do edema. • O princípio central dessa teoria é limitar a formação do edema, em vez de remover o edema já existente. • A explicação pode estar na redução da pressão e permeabilidade capilar impede que as proteínas plasmáticas penetrem nos tecidos extracelulares. • Outra explicação pode estar na teoria que uma corrente em pulso monofásica produz espasmo vascular. E impede que os fluidos escapem dos vasos. Cap 5: Agentes Elétricos Circuitos
  • 35. ELETROTERAPIA • Estimulação no nível motor para redução do edema. • As contrações musculares estimulam o retorno venoso e linfático através da compressão dos vasos, movimentando os fluidos na área próxima e “ordenhando” os fluidos para fora da área. • Muitos tipos de aparelhos de estimulação elétrica podem ser utilizados para produzir contração involuntária que força o fluido a sair da área. • Essa Técnica é conhecida como “ordenha do músculo” ou “bomba muscular”. • A eficácia melhora quando o membro é elevado. Cap 5: Agentes Elétricos Circuitos Estimulação da região da veia femoral
  • 36. ELETROTERAPIA • Cicatrização de fraturas. • As correntes elétricas tem sido utilizadas para auxiliar a cicatrização de fraturas descontínuas. • A eficácia da técnica sobre fraturas agudas vem sendo novamente pesquisada. • O uso da estimulação elétrica baseia-se na teoria que o osso não é capaz de diferenciar cargas inatas do corpo necessárias para a remodelação normal (Lei de Wolf Cap. 1), e cargas provenientes de estimulação externa (geradores elétricos). • O objetivo é estimular a deposição de cálcio por meio do aumento da atividade osteoblástica, independente da técnica empregada para produzir corrente. • Os geradores podem ser tanto transcutâneos de CA como Galvânicos de CD. • Caso os eletrodos sejam implantados cirurgicamente (CD) o cátodo é colocado perto do local da fratura, pois o novo calo ósseo é eletropositivo. Após a cicatrização óssea completa os eletrodos são removidos cirurgicamente. (risco de contaminação) • Geradores externos são semelhantes a diatermia, por produzirem campos eletromagnéticos fortes. • Essa técnica de geradores elétricos ainda é discutível, pois existem evidências que elas podem retardar a cicatrização. • Fraturas por estresse talvez sejam as que sofram impacto negativo maior. Cap 5: Agentes Elétricos Circuitos Estimulação elétrica pós fratura trans-trocantérica
  • 37. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS • MARCUCCI, Fernando C. I. Histórico da Eletroterapia e Eletroacupuntura. O Fisioterapeuta [site]. Disponível em: http://ofisioterapeuta.blogspot.com/ • Starkey C. Agentes elétricos. In: Starkey C. Recursos terapêuticos em fisioterapia. 2ª ed. São Paulo: Manole; 2001. • Low J, Reed A. Electrical stimulation of nerve and muscle. In: Electrotherapy explained: principles and practice. 3ª ed. Oxford: Butterworth-Heinemann; 2000.